GDF não paga 13º dos aniversariantes de julho. Sinpro busca resposta
Jornalista: sindicato
Os(as) professores(as) e orientadores(as) aniversariantes no mês de julho e que, portanto, fazem jus ao 13º salário agora, não viram a cor do dinheiro neste pagamento. Na conta-corrente veio apenas o salário normal, pago hoje (7).
Desde o início do ano, a prática de atrasar o pagamento de direitos da categoria tem sido uma constante por parte do Governo do Distrito Federal (GDF), exigindo dos trabalhadores e de suas representações atenção redobrada a cada início de mês – quando as surpresas surgem no extrato bancário.
É bom lembrar que a maior parte do salário do magistério é paga com recursos do Fundo Constitucional, ou seja, com recursos do governo federal – que são depositados em dia. Portanto, o não pagamento do 13º é de total responsabilidade do GDF.
A Diretoria do Sinpro está em contato com o governo para obter um posicionamento, cobrando o imediato depósito desse direito.
Aguarde mais informações.
Discriminação será o tema do VI Concurso de Redação e Desenho do Sinpro
Jornalista: sindicato
Já estão abertas as inscrições para o VI Concurso de Redação e Desenho do Sinpro, que este ano terá como tema: Discriminação produz violência. A discriminação é um dos grandes causadores da violência na sociedade e também no ambiente escolar. Falar sobre o tema é discutir formas de diminuir casos de agressões físicas, verbais e até mesmo mortes. Para desenvolver o trabalho os estudantes poderão discorrer sobre alguns aspectos que tem sido ponto de discussão: gênero, raça, etnia, classe social, deficiente, tipo físico, bullying, idoso/jovem, geracional, dentre outros.
As inscrições terão início no dia 7 de agosto e estarão abertas a estudantes da educação infantil, de 4 a 5 anos de idade, até aos do ensino médio. As redações e desenhos poderão ser encaminhados até o dia 02 de outubro na sede e subsedes do Sinpro, ou deixá-las à disposição dos diretores do Sinpro, que irão buscá-las nas escolas até esta data. Cada participante deverá fazer sua inscrição no site do Sinpro, onde será gerado um código de identificação que deve ser usado para preencher a folha da redação ou desenho.
Os prêmios serão distribuídos para os estudantes vencedores e aos professores indicados pelos participantes. É importante salientar que os professores que fazem parte da comissão julgadora não podem ser indicados pelos estudantes. A comissão é formada por professores e orientadores educacionais da rede pública de ensino. Ela receberá os trabalhos sem identificação da escola, do nome do estudante ou do professor que orientou o trabalho para garantir a transparência do processo.
Os estudantes da educação infantil, do CEE e classes especiais e os matriculados do 1º ao 3º ano do ensino fundamental/EJA expressarão sua opinião por meio de desenho. Já os estudantes do 4º ao 9º ano do ensino fundamental/EJA e do ensino médio/EJA discutirão a temática na forma de redação.
Os estudantes devem fazer a inscrição via internet para obter o código de participante, que será utilizado na folha de redação como único instrumento de identificação do trabalho.
O Concurso é destinado aos estudantes da rede pública, que poderão participar com apenas um trabalho. No entanto, os professores ou orientadores educacionais poderão trabalhar com vários estudantes. Desta forma o mesmo professor poderá ser indicado por vários estudantes, podendo ser premiado mais de uma vez.
O Concurso de Redação faz parte da Campanha contra a Violência nas Escolas, desenvolvido pelo Sindicato desde 2008 e tem como objetivo levar os alunos da rede pública do DF a refletirem sobre as causas, consequências e soluções para a violência no ambiente escolar, problema que afeta a sociedade como um todo.
Para saber mais, entre no site www.sinprodf.org.br ou ligue no telefone 3343.4236.
Secretaria de Educação “requenta” anúncio de contratação de professores concursados
Jornalista: sindicato
Em entrevista concedida à imprensa na manhã desta segunda-feira (03), o secretário de Educação, Júlio Gregório, afirmou que a governança do Distrito Federal liberou a contratação de 240 concursados que estão dentro do cadastro reserva. Este mesmo número tem sido anunciado pelo GDF desde o início do ano e até o momento não passou de informação “requentada”.
Desde janeiro de 2015 o governo não contratou nenhum professor concursado e também não abriu seleção para novo concurso público em disciplinas que não tenham professores concursados na área. A questão se agrava ainda mais pelo número de aposentadorias, que até o momento somam aproximadamente 500 professores e orientadores.
Todos nós sabemos que no início de cada semestre a falta de professores(as) acaba sendo mais evidente, problema repercutido pela imprensa em geral. Nos últimos dias a mídia visitou algumas escolas, procurou informações com o Sinpro para saber as áreas mais carentes e a resposta para a falta de profissionais na rede pública de ensino é sempre a mesma: a inércia do governo em não chamar os concursados.
Até o momento o governo não oficializou a contratação de professores concursados junto à Comissão de Negociação do Sinpro, como foi oficializado na manhã desta segunda-feira à imprensa, e mesmo que de fato eles sejam contratados, o número de professores e orientadores educacionais continua sendo insuficiente. Conforme o próprio secretário anunciou, hoje existem professores temporários ocupando lugar de concursados. Isto é uma prática ilegal que o Sinpro tem condenado desde o início das aulas, em fevereiro.
Diretoria convoca professores para ato público no dia 13 de agosto
Jornalista: sindicato
A diretoria do Sinpro-DF convoca a categoria para um ato público no dia 13 de agosto. O ato será realizado na Praça do Buriti, às 14h. Haverá compactação de horário (todos os professores do diurno darão aula no turno matutino e os do noturno iniciarão as aulas a partir do segundo horário).
A ação é um protesto contra a atitude do governo Rodrigo Rollemberg de não pagar os acertos financeiros e suspender o pagamento da pecúnia da licença-prêmio dos (as) professores (as) recém-aposentados(as) e em processo de aposentadoria. Contudo, será também para cobrar o posicionamento do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre várias outras pendências que ele tem com os (as) professores (as).
Dentre as cobranças a serem feitas, destacam-se o não reajuste do tíquete alimentação, a não convocação dos (as) professores (as) e orientadores (as) aprovados nos últimos concursos, o não pagamento do 13º integral dos professores novatos, os atrasos dos pagamentos de salários e de 13º. Basta de tanta falta de respeito!
Aposentados e aprovados em concurso protestam em abertura do semestre da Câmara Legislativa
Jornalista: sindicato
A diretoria colegiada do Sinpro-DF e professores(as) recém-aposentados(as) participaram de uma atividade de protesto, na tarde desta terça-feira (4), contra a suspensão do pagamento da pecúnia da licença-prêmio não gozada durante o exercício da profissão.
Professores (as) recém-aposentados(as), em processo de aposentadoria, que estavam de coordenação nesta terça-feira e professores (as) e orientadores (as) educacionais aprovados (as) em concurso público da Secretaria de Educação e não foram chamados, bem como a diretoria do Sindicato, compareceram e realizaram manifestação de apoio à iniciativa da categoria de pressionar o Governo do Distrito Federal (GDF) para efetuar o pagamento dos acertos financeiros e da pecúnia da licença-prêmio aos (às) aposentados (as). Durante toda a cerimônia, os (as) docentes permaneceram com faixas.
A atividade ocorreu durante a abertura do semestre legislativo da Câmara Legislativa do Distrito, a qual foi realizada no Memorial JK para que os parlamentares promovessem uma sessão solene em homenagem ao ex-governador Joaquim Roriz. A sessão contou também com a participação do governador Rodrigo Rollemberg.
No dia 27 de julho deste ano, o governador Rodrigo Rollemberg editou o Ofício nº 1.321/2015, emitido pela Câmara de Governança Orçamentária, Financeira e Corporativa do DF (Governança-DF), e suspendeu até o fim do exercício de 2015 o pagamento da pecúnia da licença-prêmio e outros acertos financeiros integrais devidos aos (às) professores e professoras recém-aposentados (as) da rede pública de ensino.
O problema é que a suspensão desse pagamento representa uma espécie de “segundo calote” do GDF nos professores (as), uma vez que esses (as) profissionais já vêm acumulando, ao longo de sua carreira, vários prejuízos relacionados a esse benefício, visto que o GDF não tem autorizado o gozo da licença-prêmio no decorrer do exercício da profissão, o que vem acarretando ainda mais adoecimentos na categoria.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF entende que, no mínimo, a Lei Complementar nº 840/2011 seja cumprida e o pagamento em pecúnia deva ser efetuado urgentemente, conforme determina a legislação. O GDF impõe, dessa forma, mais esse prejuízo a professores e professoras que já atuaram por mais de 30 anos na sala de aula sem o usufruto da licença-prêmio e se aposentaram agora na expectativa de receber seus pagamentos.
Durante seu discurso, o governador Rodrigo Rollemberg foi muito vaiado pelos (as) professores (as) e pela população que estava presente, o que demonstrou a rejeição que o governador tem provocado a ele mesmo e o nível de insatisfação do brasiliense com as medidas impopulares e injusta contra a classe trabalhadora e os serviços públicos, bem com com a criação de novos impostos que afetam diretamente o orçamento da população.
Além dos (as) professores (as) aposentados (as), a manifestação reuniu também professores (as) e orientadores (as) educacionais aprovados (as) em concurso público da Secretaria de Educação que aguardam as nomeações, as quais não foram feitas este ano, embora tenham ocorrido mais de quinhentas aposentadorias na rede pública de ensino. Com isso, o protesto envolveu duas pautas importantes da categoria.
A diretoria do Sindicato convoca professores (as) da ativa em coordenação nesta quarta e quinta-feira (5 e 6 de agosto) para se unirem aos (as) professores (as) recém-aposentados (as) e em processo de aposentadoria para uma visita que será feita em dois turnos aos parlamentares. Essa visita ocorrerá às 9h e às 13h30, durante os dois dias (5 e 6 de agosto). O objetivo é pedir a eles apoio para pressionar o governo Rollemberg a cumprir a legislação e pagar os acertos financeiros devidos e a pecúnia da licença-prêmio. A direção do Sinpro, ainda durante o cerimonial, avisou aos deputados distritais sobre essa visitação.
CALENDÁRIO DE LUTA
5/8 (QUARTA-FEIRA) – 9h e 13h30 – Visitação em grupo, na Câmara Legislativa, aos parlamentares.
6/8 (QUINTA-FEIRA) – 9h e 13h30 – Visitação em grupo, na Câmara Legislativa, aos parlamentares. 13/8 (QUINTA-FEIRA) – 14h – ATO PÚBLICO (para servidores/as da ativa e aposentados/as) NA PRAÇA DO BURITI COM COMPACTAÇÃO DE HORÁRIO
Categoria vai à luta pela licença-prêmio. Mobilização continua; ato será dia 13
Jornalista: sindicato
Professores(as) e orientadores(as) aposentados(as) recém-aposentados (as) e em processo de aposentadoria se reuniram, na manhã desta segunda-feira (3), para definir estratégias e um calendário de luta para forçar o Governo do Distrito Federal (GDF) a efetuar o acerto financeiro integral devido, incluindo o pagamento de licenças-prêmio, como determina a Lei Complementar (LC) nº 840/2011. Dentre as deliberações foi definidas a realização de uma atividade para “recepção” aos deputados distritais, nesta terça-feira (4/8), a partir de 13h30 e durante a abertura dos trabalhos legislativos deste segundo semestre, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), para cobrar dos deputados distritais um posicionamento franco que obrigue o governador a cumprir a LC 840/11.
Foi definida a realização de um encontro de todos(as) aposentados(as) e todos(as) professores(as) da ativa que estiverem em coordenação, na quarta e na quinta-feira, respectivamente dias 5 e 6 de agosto, na CLDF, às 9h e às 13h30, para formação de grupos a fim de realizar uma atividade política cujo objetivo é visitar cada um dos parlamentares para pedir apoio ao cumprimento da lei, incluindo o pagamento em pecúnia das licenças-prêmios, e também para não aprovarem nenhuma lei que retire direitos conquistados da classe trabalhadora, sobretudo, dos (as) aposentados (as) e pensionistas.
Foi definido que haverá um ato público (professores/as da ativa e aposentados/as) na Praça do Buriti, com compactação de horário na rede pública de ensino, no dia 13 de agosto, às 14 horas. Confira ao final desta matéria o Calendário de Luta. Os (as) professores (as) e orientadores (as) aposentados (as) deliberaram também por promover atividades que envolvam toda a categoria, ativos (as) e aposentados (as), na luta pela garantia dos direitos da LC 840/11 e denunciar o descumprimento dessa lei e o não pagamento dos acertos financeiros, incluindo aí o pagamento da licença-prêmio não gozada durante o período da ativa, por falta de autorização do governo.
Definiu que o Sinpro deverá elaborar um jornal Sinpro Cidadão a ser distribuído nas escolas e na comunidade escolar, denunciando as arbitrariedades do governo em relação ao não pagamento do acerto de aposentadoria.
Todo o imbróglio foi provocado quando o governador Rodrigo Rollemberg – utilizando-se do argumento de falta de recursos pela enésima vez – decidiu, por meio do Ofício nº 1.321/2015, descumprir a LC 840, instituindo o calote da pecúnia da licença-prêmio aos servidores aposentados. Ações – Além das atividades previstas, posteriormente, o Sindicato informará as demais atividades. As diretoras Isabel Portuguez e Rosilene Corrêa destacaram, durante a reunião, que “a nossa atuação política será determinante, com luta e mobilização, para reverter o quadro e fazer com que a lei seja cumprida”. Enfatizaram ainda que “tudo que nós temos foi fruto da nossa luta. O que está ocorrendo agora é calote e não vamos aceitar”. Jurídico – Reforçando a tese de que a luta no momento deverá ser política, o diretor Washington Dourado, auxiliado por um advogado do Sindicato, esclareceu que a posição do Sinpro é de não entrar, por enquanto, com uma ação direta de cobrança, “para não virar precatório e levar diversos anos até que o servidor receba o que lhe é devido”.
O Sinpro entrará com denúncia junto ao Ministério Público e com mandado de segurança para anular o ofício de Rollemberg. “O GDF não obedeceu aos trâmites legais para alterar uma lei [LC 840] e, mesmo assim, não poderia fazer isso prejudicando aqueles servidores que já têm o direito adquirido. O ofício do governo é totalmente ilegal”, afirmaram.
Diretores do Sinpro destacaram que a pressão sobre o Legislativo local feita pela categoria nesses próximos dias não diz respeito apenas aos aposentados. “Não é apenas a pauta da licença-prêmio que está em jogo. Temos várias questões tramitando na Câmara Legislativa que afrontam a categoria e exigem nossa atuação, como o PL da Mordaça”, disse Rosilene, lembrando que “não vamos recuar nenhum passo diante da retirada de direitos”. Para saber mais – A licença-prêmio tem caráter indenizatório e concede ao servidor efetivo três meses de repouso a cada cinco anos de trabalho. Caso ele abra mão dos descansos – porque quase sempre o próprio GDF impede -, poderá, ao se aposentar, transformá-los em dinheiro, a título de prêmio, como estabelece o artigo 142 da Lei Complementar nº 840/2011. É importante ressaltar que a LC 840 consolidou os direitos e conquistas da classe trabalhadora em 2011.
Cerca de 392 professores se aposentaram entre abril a julho de 2015 ou deram entrada no processo de aposentadoria e até o momento não receberam os acertos financeiros.
CALENDÁRIO DE LUTA
5/8 (QUARTA-FEIRA) – 9h e 13h30 – Visitação em grupo, na Câmara Legislativa, aos parlamentares.
6/8 (QUINTA-FEIRA) – 9h e 13h30 – Visitação em grupo, na Câmara Legislativa, aos parlamentares. 13/8 (QUINTA-FEIRA) – 14h – ATO PÚBLICO (para servidores/as da ativa e aposentados/as) NA PRAÇA DO BURITI COM COMPACTAÇÃO DE HORÁRIO Leia também:
>>> Com retirada de direitos, GDF rasga documento assinado em fevereiro
>>> Rollemberg quer dar calote nos aposentados na questão da licença-prêmio
Rollemberg quer dar calote nos aposentados na questão da licença-prêmio
Jornalista: sindicato
O governador Rodrigo Rollemberg decidiu, por intermédio do Ofício nº 1.321/2015, descumprir a Lei Complementar nº 840/2011, instituindo o calote da pecúnia da licença-prêmio aos servidores aposentados.
Os(as) professores(as) que se aposentaram de 5 de abril para cá, ou que vierem a se aposentar, com essa medida, não vão receber a pecúnia da licença-prêmio e, certamente, incorrerão em um decreto do ex-governedor Roriz que prevê o exercício findo para dívidas do Governo do Distrito Federal (GDF) com os servidores que não sejam pagas no ano-exercício.
Resumindo: quem se aposentar neste ano e não receber dentro de 2015 poderá ficar com este direito comprometido. A situação varia, caso a caso, mas o prejuízo é certo e pode ser superior a R$ 80 mil (professores com dois ou três quinquênios de licença-prêmio a receber, por exemplo). O pagamento, que estava previsto para 13 de julho, não se efetivou e o governo edita agora esta medida que pretende ser maior que a lei do serviço público no DF.
É importante ressaltar que a Lei Complementar nº 840 consolidou os direitos e conquistas da classe trabalhadora em 2011. Porém, desde o início de 2015, sob o mesmo e surrado argumento da falta de recursos, o GDF tem buscado mecanismos para burlar a legislação. O Sinpro já está tomando todas as medidas jurídicas que o caso exige para garantir o cumprimento da lei, não prejudicando os professores aposentados, ou seja, que o GDF pague o que deve a este fundamental segmento da educação e da sociedade.
“A licença-prêmio, na maioria da vezes, não é usufruída ao longo da carreira do Magistério porque o próprio GDF nega o gozo deste direito – que acaba se transformando em pagamento de pecúnia quando o profissional se aposenta. Não há a menor possibilidade de os(as) aposentados(as) receberem o calote agora”, enfatizou o diretor de Imprensa do Sinpro, Cláudio Antunes. Memória – Na época do governo Roriz, os(as) professores(as) começaram a ter dificuldades para usufruir do benefício da licença-prêmio. O Sindicato e a categoria decidiram ingressar na justiça para fazer com que o GDF pagasse esse direito em pecúnia. Foram vitórias após vitórias, mas como os valores eram altos, a questão caía na forma de precatório.
Em 2008, após muita pressão do Sinpro, houve um acerto com o governo Arruda para que os pagamentos das licenças-prêmio, a despeito do valor, fossem efetivados e não virassem precatórios – processo que poderia levar até 15 anos tramitando.
Em 2011, já no governo Agnelo, o Sindicato conseguiu transformar esse acordo em lei. Em outras palavras, a partir de 2011, o pagamento em pecúnia das licenças-prêmio passou a ser lei.
E agora, o governo Rollemberg, como não tem base para alterar a lei na Câmara Legislativa, apelou para o despacho de ofício com o objetivo de descumprir uma conquista dos trabalhadores.
Para a diretoria do Sindicato, “o pagamento em pecúnia da licença-prêmio, previsto em lei, é fruto da luta dos professores e do Sinpro durante anos. A categoria, como não poderia ser diferente, continuará a exigir o que lhe é de direito”.
Confira abaixo o descabido Ofício nº 1.321/2015:
Com retirada de direitos, GDF rasga documento assinado em fevereiro
Jornalista: sindicato
Sob o argumento de fazer caixa, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem buscado mecanismos para burlar a legislação, retirando direitos dos trabalhadores.
Não à toa, o governador Rodrigo Rollemberg decidiu, por meio do Ofício nº 1.321/2015, descumprir a Lei Complementar nº 840/2011, instituindo o calote da pecúnia da licença-prêmio aos servidores aposentados.
A licença-prêmio tem caráter indenizatório e concede ao servidor efetivo três meses de repouso a cada cinco anos de trabalho. Caso ele abra mão dos descansos – porque quase sempre o próprio GDF impede -, poderá, ao se aposentar, transformá-los em dinheiro, a título de prêmio, como estabelece o artigo 142 da Lei Complementar nº 840/2011. É importante ressaltar que a LC 840 consolidou os direitos e conquistas da classe trabalhadora em 2011.
O argumento de falta de recursos, usado à exaustão por Rollemberg, não cola mais. Até bem pouco tempo, os(as) professores(as) e orientadores(as) arrancaram compromissos do GDF para que a categoria pusesse fim à paralisação do início do ano, em razão de pagamentos atrasados ou fracionados. A mobilização e pressão da categoria surtiram efeito. E as coisas se resolveram.
Para além disso, em documento datado de 27 de fevereiro de 2015 (veja abaixo), o GDF declarou que “não encaminhou, nem encaminhará, proposta de restrição de direitos dos trabalhadores”.
Mas é justamente o contrário o que está fazendo agora no caso do calote que pretende dar nos aposentados na questão da licença-prêmio.
Mais uma vez, a pressão da categoria será necessária para garantir direitos e fazer com que Rollemberg reveja essa medida absurda, tornando sem efeito o Ofício nº 1.321/2015.
Programa Alternativo dá destaque para a 5ª edição Escola de Pais
Jornalista: sindicato
Um projeto desenvolvido pelo Centro de Ensino Fundamental 16 de Taguatinga terá destaque no Programa Alternativo deste sábado (01). A 5ª edição da Escola de Pais mostra o trabalho realizado pelos estudantes do CDF 16, em parceria com os professores.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
Ato unificado exige respeito aos direitos dos(as) trabalhadores(as)
Jornalista: sindicato
Trabalhadores e sindicais filiados à CUT participaram do ato unificado organizado pela Central Única dos Trabalhadores durante a tarde desta terça-feira (28), na Praça do Buriti. O protesto foi contra a decisão do governador Rodrigo Rollemberg, que através do ofício 1.321/2015 instituiu o calote da pecúnia da licença-prêmio aos(às) servidores(as) aposentados(as), e também contra o calote do não reajuste do auxílio alimentação.
Com essa medida os(as) professores(as) que se aposentaram a partir do dia 5 de abril, ou que vierem a se aposentar, não receberão a pecúnia da licença-prêmio e, certamente, incorrerão em um decreto do ex-governador Roriz que prevê o exercício findo para dívidas do Governo do Distrito Federal (GDF) com os servidores que não sejam pagas no ano-exercício.
É importante ressaltar que a Lei Complementar nº 840 consolidou os direitos e conquistas da classe trabalhadora em 2011. Porém, desde o início de 2015, sob o mesmo e surrado argumento da falta de recursos, o GDF tem buscado mecanismos para burlar a legislação. O Sinpro está tomando todas as medidas jurídicas a respeito, porém a presença da categoria na rua também é uma forma de pressionar o GDF a recuar e reconsiderar sua posição.
A diretora Nilza Cristina enfatiza que mais uma vez o governo aproveita o recesso da categoria para tentar prejudicar os professores e professoras. “Além de usar a judicialização, o GDF também utiliza o aparato policial para reprimir os trabalhadores. O número de policiais presentes em uma ação pacífica foi extremamente ofensivo e demonstra que além de desrespeitar o direito do trabalhador, o uso da força tem se tornado uma constante para o governo. Este ato demonstra que a educação não está sozinha e não desistiremos dos nossos direitos”.
O Departamento Jurídico do Sinpro entrou com uma representação no Ministério Público denunciando o não pagamento das aposentadorias, e também entrará com uma ação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios exigindo o cumprimento imediato da Lei nº 840.
Reunião com o governo
Uma comissão de negociação formada por representantes da CUT e do Sinpro se reuniu com a Secretaria de Relações Institucionais do DF e o governo insistiu na tese do estado falido. O secretário titular da pasta, Marcos Dantas, alegou que o governo não tem condições de fazer os acertos financeiros, ressaltou a dificuldade do Estado para pagar os trabalhadores e disse que esta decisão foi para garantir o pagamento dos salários. No entanto, Marcos Dantas não apresentou os dados concretos da arrecadação do governo e disse não haver previsão para o pagamento destes valores.
Vale lembrar que no início do ano o secretário assinou um documento dizendo que o governador Rollemberg não mexeria nos direitos dos trabalhadores. Ao determinar o não pagamento destes valores e ao lesar o direito do trabalhador de se aposentar, a palavra do governo está sendo descumprida em menos de seis meses.
Diante desta situação o Sinpro cobrou do governo uma nova reunião de negociação, exige o pagamento imediato dos valores dos aposentados e o respeito aos direitos dos trabalhadores.