Sinpro fortalece Semana Escolar de Combate à Violência Contra a Mulher

Estudantes do CED 16 da Ceilândia trocaram anotações no caderno por um bate papo sobre a Lei Maria da Penha, no último 29 de agosto. A palestra, promovida pela Secretaria de Mulheres do Sinpro, fez parte da Semana Escolar de Combate à Violência Contra a Mulher, realizada de 26 a 30 de agosto em toda rede pública de ensino do DF.

“Orientar estudantes sobre a Lei Maria da Penha reflete em várias frentes. Ajuda a conscientizar sobre os diferentes tipos de violência doméstica e familiar, suas consequências e formas de prevenção; dá força para que as vítimas, a partir do conhecimento da legislação, reconheçam seus direitos e a busquem proteção; estimula testemunhas a denunciarem casos de agressão”, afirma a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, que palestrou no CED 16 da Ceilândia.

 

 

Para o supervisor da unidade escolar, Wellington Nascimento dos Santos, debates como o realizado pelo Sinpro têm o potencial de prevenir casos de violência contra as mulheres e, até mesmo, de salvar vítimas. “Quando a gente mexe no vespeiro, sempre vem uma ou outra (pessoa) que nos procura. Tenho certeza que daqui para a semana que vem, uma ou outra (estudante) vai procurar a gente para falar sobre o tema”, conta o supervisor.

O CED 16 da Ceilândia atende estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do 2º e 3º segmento, o que equivale etapas que vão do 5º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Segundo Wellington dos Santos, por terem idade mais avançada (entre 25 a 40 anos, majoritariamente), “muitos estudantes têm sua própria experiência e conseguem se sentir parte do problema”.

Há quase três décadas na rede pública de ensino, Wellington dos Santos defende a discussão de temas como o combate à violência contra as mulheres nas escolas por entender que que elas têm “o papel de mudar a sociedade”. “A escola tem que lutar contra o machismo estrutural. A violência contra a mulher é resultado do machismo estrutural, que não é ruim só para a mulher, mas também para os homens; é ruim para todo mundo. Isso porque banaliza a violência e forma homens violentos, e faz com que as mulheres, muitas vezes, naturalizem aquilo que não é para ser naturalizado. Escola é lugar de formação e de ruptura de paradigma; é lugar de transformação”, afirma.

Para a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, é dever de todos os sindicatos discutir questões de gênero em todos os espaços. “Nós, como sindicato dos professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais, temos uma responsabilidade enorme, já que estamos em um ambiente que é, organicamente, transformador. Mas o combate à violência contra as mulheres, a luta contra o machismo e a misoginia, a defesa dos direitos das mulheres devem ser temas da pauta de luta de todos os sindicatos da classe trabalhadora. Essa é uma tarefa de todos e todas”, afirma.

 

Acesse o álbum de fotos da atividade AQUI

MEC realiza seminário internacional “Autismo e Educação Inclusiva” dias 10 a 12 de setembro

O Ministério da Educação realiza, nos dias 10, 11 e 12 de setembro, o Seminário Internacional Autismo e Educação Inclusiva. O evento acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil.

O seminário tem como objetivo compartilhar estudos que evidenciam a eficácia dos modelos educacionais inclusivos para estudantes autistas, e contará com a presença de pesquisadores, profissionais da educação, estudantes, gestores, movimentos sociais, famílias, e especialistas brasileiros e internacionais. Serão debatidos temas como práticas educativas no contexto da educação inclusiva; tecnologias assistivas; e outros.

Para acessar a programação completa, clique no botão abaixo.

As vagas para acompanhar o evento presencialmente já foram esgotadas; mas o seminário terá transmissão ao vivo pelo canal do MEC no youtube.

Professora defende dissertação sobre atividade criadora na organização didática da aula de artes visuais

Nesta quarta-feira (4/9), a partir das 14h30, Renata Esteves Lobato, professora efetiva da rede pública de ensino do Distrito Federal, irá defender sua dissertação de mestrado a ser realizada, presencialmente, na Sala Atos, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE-UnB) e, virtualmente, pelo link https://conferenciaweb.rnp.br/unb/sala-de-reuniao-02-do-nte

Renata atua na Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Samambaia, mas está afastada para estudo. Sua pesquisa, intitulada “Entre o esboço e a pintura: a atividade criadora na organização didática da aula de artes visuais”, faz parte da linha de pesquisa Profissão Docente, Currículo e Avaliação dentro do Programa de Pós-Graduação da FE-UnB, sob a orientação da professora Prof.ª Dr.ª Edileuza Fernandes Silva. Ela informa que “o objetivo geral é o de analisar a organização didática da aula de artes visuais e suas repercussões no desenvolvimento do processo criador e do fazer artístico dos estudantes e das estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental de uma escola pública, situada na Região Administrativa de Samambaia”.

“Após o processo de construção dos dados a partir de observações na escola, entrevistas com a professora de Artes Visuais e grupo de discussão com os alunos, uma vez que, de forma diferencial, essa pesquisa teve como foco as significações constituídas pelos estudantes, ou seja, a ideia era ouvir os alunos a respeito das suas ideias e conceitos sobre a aula de arte e como ela poderia desenvolver mais a atividade criadora”, explica a professora.

“É importante salientar que no meu trabalho procuramos evitar o termo ‘criatividade’, uma vez que, utilizando-se do referencial teórico, ‘criatividade’ é mais utilizado dentro de uma perspectiva de genialidade, que apenas alguns ou algumas pessoas nascem com ela ou está atrelada a habilidades que podem ser desenvolvidas em poucas pessoas e pode contribuir para o sistema alienante em que vivemos”, afirma.

Renata informa que, nesse trabalho, foi utilizado o termo “atividade criadora”, que, nas perspectivas de Vigotsky (2018) — Lev Semionovitch Vigotsk, psicólogo russo, proponente da psicologia histórico-cultural —, é uma característica humana, ou seja, todos possuem, e pode ser desenvolvida. “A pesquisa nos possibilitou concluir que:  a) a atividade criadora é uma habilidade a ser desenvolvida também pela escola, portanto a organização didática da aula interfere no desenvolvimento do ato criador dos alunos; b) há a necessidade de os professores de Artes Visuais desenvolverem suas aulas articulando  teoria e prática, uma vez que a atividade criadora se desenvolve a partir das referências adquiridas pelo sujeito, o que dialoga com as perspectivas teórico-metodológicas que fundamentam a aula de Artes Visuais; c) as perspectivas teórico-metodológicas que orientam a aula de Artes Visuais são as propostas  no Currículo em Movimento do Distrito Federal. No entanto, há adesão à perspectiva tradicional, identificada   em algumas ações da professora; d) a precarização das escolas é um impedimento para que o ato criador seja desenvolvido nos estudantes, uma vez que sem os materiais e o espaço adequado, há o comprometimento no trabalho do professor e no desenvolvimento dos(as) estudantes”.

E acrescenta: “Gosto de pensar que essa pesquisa poderá contribuir em alguns aspectos para o trabalho em sala de aula de todos os meus colegas, professores de artes, não apenas das artes visuais, como:  quando do desenvolvimento da atividade criadora dos nossos estudantes, almejo que todos os alunos possam ser vistos como seres criadores faltando apenas o desenvolvimento dessa habilidade sendo essa também, uma possibilidade de trabalho dentro da sala de aula de artes e que de forma mais ampla, quando discutimos, na pesquisa a importância da Arte para o desenvolvimento do sujeito e mudança social, a partir de Lukács (2023). Por favor, valorizem a arte, os artistas e os professores de arte: a escola precisa desse espaço e, mais do que isso, nossos alunos precisam ter suas subjetividades transformadas pela arte de forma que possam construir para si, uma sociedade melhor!”, afirma.

EC 27 de Ceilândia comemora 46 anos com ação social para a comunidade

Pelo quarto ano consecutivo, a Escola Classe 27 de Ceilândia comemora seu aniversário com uma ação social. Completando seus 46 anos, a escola sediou no dia 30 de agosto deste ano um evento para trazer à comunidade o acesso a serviços como emissão de carteira de identidade e agência itinerante do trabalhador para efetuar cadastro para diversos programas de governo.

O evento de celebração do aniversário da escola levou à comunidade também corte de cabelo, palestras, exposições e oficinas, além de servir lanches, picolés e brinquedos infláveis para as crianças.

“É o papel da escola fazer isso. Buscamos comemorar o aniversário da escola pensando na comunidade. Entendemos que também é nosso papel levar cidadania ao nosso entorno. Muitas dessas pessoas não conseguem ir a outros pontos da cidade para conseguir acesso a esses serviços”, diz a diretora da escola, Cristina Maria da Silva, que faz essa celebração social desde que assumiu a gestão da escola.

Inscrições abertas para o curso Educação Infantil Ambiental para justiça climática

Já estão abertas as inscrições para o Curso de Aperfeiçoamento em Educação Infantil Ambiental para justiça climática: crianças de um território, infâncias de um planeta. O curso tem como objetivo contribuir para a formação teórico-prática de professores(as) da Educação Infantil comprometidos(as) em intervir com as crianças em seus territórios para a justiça climática, produzindo novas formas de pensar e de agir em Educação Ambiental para a qualidade da vida na Terra. As inscrições podem ser feitas até o dia 06 de setembro, clicando aqui.

Além de mobilizar a criação de metodologias de trabalho cotidiano que conectem as crianças com o território/natureza, digam não ao consumismo e o desperdício; o curso oportuniza a reinvenção dos caminhos de conhecimento, em defesa da integridade de todos os seres viventes, da educação antirracista e das injustiças socioambientais; oferecer instrumentos teóricos que possibilitem às(aos) cursistas uma compreensão das origens e da situação atual do quadro sócio-ambiental planetário; difundir iniciativas sobre práticas sustentáveis atentas à situação de emergência planetária que contribuam para evitar e/ou reverter os efeitos de um modo de viver capitalista, urbano e industrial, organizado em torno da produção, do consumo e do descarte ininterruptos; e refletir sobre o papel dos(as) educadores(as) neste contexto, convidando-os à ação, instigando-os à criação de estratégias de transformação da cultura antropocêntrica, individualista e consumista.

Ao todo serão realizados quatro encontros presenciais (com datas a definir) nos municípios parceiros no período de execução do curso, que ocorrerá de 28 de setembro a 29 de março de 2025. A carga-horária para Aperfeiçoamento Semipresencial será de 180 horas, sendo 140h a distância e 40h presenciais (nos municípios parceiros).

Mais informações pelo e-mail educacaoinfantilambiental@gmail.com.

 

Faça sua inscrição

Municípios parceiros:

Região Norte: Cametá/ PA (50 vagas) e Mocajuba/PA (50 vagas); e Palmas/TO (100 vagas)

Região Nordeste: Ilhéus/BA (100 vagas) e Natal/RN (100 vagas)

Região Centro Oeste: Corumbá/MS (50 vagas) e Campo Grande/MS (50 vagas); e Brasília/DF (100 vagas)

Região Sudeste: Rio de Janeiro/RJ (100 vagas) e Sorocaba/SP (100 vagas)

Região Sul: Novo Hamburgo/RS (50 vagas) e Canela/RS (50 vagas); e Camboriú/SC (100 vagas)

 

Conteúdos organizados em 4 módulos:

Módulo I – Crianças da Natureza: concepções

Módulo II – Corpo Natureza/Corpo Território

Módulo III – Cuidar das crianças, cuidar dos territórios, dos seres viventes: rios, colinas, praias, praças, matas, pátios e terrenos vizinhos como lugares do brincar-pesquisar cotidiano.

Módulo IV – As infâncias, as ecologias e a crise ambiental: onde vivem e brincam as crianças?

Professores e OEs participam dos Diálogos sobre Taguatinga Plural e Brasil Original

Mais de 100 professores(as) e orientadores(as) educacionais (OEs) ligados a Coordenação Regional de Educação (CRE) de Taguatinga participaram da primeira edição da roda de conversa intitulada “Diálogos sobre Taguatinga Plural e Brasil Original”, nessa quarta-feira (28), no auditório da Escola Classe 52 da cidade-satélite.

Trata-se de uma ação afirmativa realizada pela Coordenação Regional de Ensino (CRE) que integra o Projeto Taguatinga Plural. “O objetivo foi o de promover ações pedagógicas que possibilitem reflexões sobre o racismo na condição de ideologia que marca as relações sociais no Brasil e as contribuições da cultura indígena na formação da sociedade brasileira”, explica André Lúcio Bento, professor e coordenador do Projeto Taguatinga Plural.

O professor informa que, “nesta primeira edição da roda de conversa, contamos com as presenças de mulheres negras e indígenas para o debate com participantes de escolas de todas as etapas da Educação Básica sobre cultura, imaginários, diversidade e literatura que constituem os povos africanos e indígenas. Destaco também que a formação continuada dos professores sobre essas duas temáticas (afro-brasileira e indígena) é um pilar fundamental para o aprimoramento constante da qualidade da educação e para cumprimos o que está previsto na Lei 11.645/2028”.

A atividade foi um sucesso e muito bem recebida pelos(as) participantes. “O público recebeu muito bem as reflexões trazidas pelas quatro palestrantes. Foram falas muito fortes e, ao mesmo tempo, provocadoras. Aos poucos, vamos avançando no entendimento do papel das escolas na abordagem das culturas africanas e indígenas e seu papel na formação da sociedade brasileira. A partir de 2025, temos a intenção de realizar duas edições por ano, uma em cada semestre. O evento foi restrito para escolas da CRE Taguatinga”, afirma.

 

O debate matutino

 

A atividade foi realizada durante todo o dia. No turno vespertino, as culturas africana e indígena foram o tema condutor das palestras direcionadas aos(às) professores(as) que lecionam para os Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio e aos(às) orientadores(as) educacionais.

André conta que, Nilza Laice, professora de Teatro da Escola de Comunicação e Arte de Moçambique (ECA-UEM-Moçambique) e doutora em literatura pela Universidade de Brasília (UnB), ministrou a palestra intitulada “Imaginários sobre a África, as africanas e os africanos no Brasil: que histórias devemos contar?”

No entendimento de Nilza, “é extremamente importante momentos como esse, pois precisamos falar das histórias e das coisas positivas e plurais da África, é necessário promover o diálogo, pois ainda há muito desconhecimento. Mas cabe destacar que não falta informação, o que falta é a proposição de ações para que essas informações sejam acessadas de forma leve. E a escola deve promover momentos pedagógicos como essa roda de conversa que é uma estratégia adequada para promover o diálogo e o aprendizado”.

Na sequência, Fabiana Kakoma, cacique indígena e mestranda em linguística pela UnB, realizou a palestra “Cultura Indígena e suas diversidades”. Segundo ela, no Brasil, há 305 povos e 270 línguas reconhecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Fundação Nacional do Índio (Funai), mas essa diversidade não é reconhecida e nem conhecida pelos brasileiros.

“As histórias que contam sobre os indígenas não refletem a realidade histórica, nossa cultura não é vista com bons olhos e nossas narrativas não são ouvidas. Nesse contexto, os professores têm grande responsabilidade, pois trabalhar essa temática na sala de aula significa garantir respeito à diversidade cultural – base para a boa convivência humana.  Destaco ainda que valorizar a cultura e a sabedoria indígenas são importantes para que as memórias dos nossos povos permanecem vivas”, enfatizou Fabiana.

Na avaliação de Duanny Batista, professora de língua portuguesa do Centro de Ensino Fundamental nº 08 de Taguatinga (CEF 08 de Taguatinga), a formação necessária. “É uma necessidade latente e uma grande responsabilidade conscientizar os estudantes para que possamos ter uma sociedade mais consciente, mas para isso precisamos propor atividades pedagógicas que permitam a desconstrução de estereótipos e isso precisa ocorrer nas escolas”, destacou.Flávio Silva, professor de língua portuguesa no CEF 15 de Taguatinga, também participou da roda de conversa e contou que ele já trabalha com as temáticas afro-brasileiras e indígenas nas suas aulas. “Para isso, apresento textos para leitura e interpretação. Esse trabalho de desconstruir é importante, mas também traz problemas e questionamentos de diferentes atores no ambiente escolar. Por isso, é fundamental termos formação com pessoas que, realmente, representam essas diferentes culturas e toda a pluralidade que as envolve”, ressaltou o educador.

O debate vespertino

 

No turno vespertino, a atividade pedagógica trouxe como tema norteador das palestras a literatura infantil afro-brasileira e indígena. Foram realizadas duas palestras para os docentes da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Nôra Pimentel, educadora e mulher indígena, entoou um canto de proteção e depois ministrou a sua palestra intitulada “A contribuição das autorias indígenas para o trabalho pedagógico”.

Segundo ela, “a roda de conversa permite a troca de saberes e promove o conhecimento sobre a diversidade das culturas indígenas no Brasil.  Ao darmos visibilidade, fortalecemos a cultura, a conexão histórica, a identidade e o pertencimento dos povos originários”. Nôra é uma das ganhadoras do Prêmio Jabuti 2023 com a obra “Guerreiras da Ancestralidade”, na categoria Fomento à Leitura.

Em seguida, Dalva Martins de Almeida, professora da Secretaria de Educação do DF (SEE-DF) e doutora em Literatura pela UnB, palestrou sobre “Oralituras e corpos-baobás: discursos decoloniais na literatura infantil afro-brasileira contemporânea”. No entendimento da professora, “para trabalhar com as crianças é necessário começar com as origens, com a ancestralidade. Contamos histórias para sermos livres de nossas amarras, para que os pequenos possam compreender nossa identidade e para que possam ser protagonistas de suas vidas, que não há histórias únicas”.

André Bento informa que as palestrantes do turno vespertino levaram diferentes obras para que os(as) participantes evidenciassem a diversidade literária. Ele também comunica aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais que participaram da roda de conversa que todos(as) vão receber certificado de participação.

 

Histórico

 

O projeto foi criado em 2021 com o nome Cidade Cor. Em 2023, foi rebatizado como o Projeto Taguatinga Plural – Educação Antirracista e Herança Indígena e só atendia ao tema afro-brasileiro. “Neste ano, a novidade é ampliação do escopo de atuação (que envolve também a questão indígena). Até o momento, das 67 escolas vinculadas à Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga, 30 participam do projeto. Ao todo, mais 20 mil estudantes participam das atividades”, destacou o coordenador CRE de Taguatinga, Murilo Marconi.

Ainda segundo ele, o projeto atende à Lei 11.645/2028, que alterou a Lei nº 9.394/1996, que, por sua vez, foi modificada pela Lei nº 10.639/2003, a qual estabelece as diretrizes e bases da educação nacional a fim de incluir, no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

Clique no link a seguir e confira fotos no Facebook do Sinpro:

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Com Jacqueline Pontevedra/CRET. Foto: Susy/Unieb-CRET. Logo: Anaí Peña/Unieb – CRET.

Educação Antirracista o Ano Todo chega ao CED 104 do Recanto das Emas  

O Sinpro esteve presente no Educação Antirracista o Ano Todo, projeto promovido pela Coordenação Regional de Ensino do Recanto das Emas em parceria com o sindicato. Durante a tarde de quarta-feira (28) o diretor Carlos Fernandes falou um pouco sobre o racismo e suas consequências destrutivas para professores(as) e orientadores(as) educacionais no Centro Educacional 104 do Recanto. A formação contou com a participação da Escola Classe 115, Centro de Ensino Fundamental 301 e Escola Classe 510 do Recanto.

O Sinpro, por meio da Secretaria de Raça e Sexualidade, criou o projeto Circuito de Debates Antirracistas nas Escola com o objetivo de propor uma educação antirracista, com a construção de uma educação diversa, plural e equânime para as relações étnico-raciais. Diante da importância alcançada no chão da escola, a regional de ensino do Recanto fez uma parceria com o sindicato para a realização do Educação Antirracista, onde o Sinpro oferece palestrantes e toda expertise sobre a temática.

O diretor do Sinpro Carlos Fernandes salienta que o sindicato defende uma educação inclusiva e libertária, transformando a escola um lugar amoroso, de afetos e de respeito. “Quando a conscientização antirracista é realizada na Educação Básica, todos(as) ganham, e o País também, porque a escola terá formado homens e mulheres mais afetuosos, respeitosos e tolerantes e menos pessoas preconceituosas. Tudo isso produz uma sociedade melhor, com equidade racial”.

Para solicitar a realização da Educação Antirracista o Ano Todo, a escola deve ligar ou enviar e-mail para Márcia Gilda (61) 99952-2117/marcia@sinprodf.org.br; Carlos Fernandez (61) 99656-9333/kafernandez@sinprodf.org.br; e Ana Cristina Machado (61) 99961-2875/anacristina@sinprodf.org.br. Os(as) interessados(as) também podem falar diretamente com o(a) diretor(a) do Sinpro que visita sua escola ou ligar no telefone (61) 3343-4200 e pedir para falar com a Secretaria para Assuntos de Raça e Sexualidade.

A Coordenação Regional de Ensino do Recanto das Emas realizará 12 formações para as escolas da região administrativa ao longo do mês de setembro.

Educação em Destaque entrevista João Paulino sobre o papel da família na educação contemporânea

O episódio #85 do podcast Educação em Destaque, que vai ao ar nesta sexta-feira, 30, às 12h, apresenta uma entrevista com o educador e psicanalista João Paulino Quartarola sobre o papel da família na educação contemporânea.

Graduado em Pedagogia, Administração de empresas, Matemática, Ciências Contábeis, Economia e especialista em Psicanálise Clínica, o professor João Paulino revela grande paixão pela atividade docente e convida espectadores e ouvintes a refletirem sobre o papel da família na educação contemporânea.

Acesse, assista, curta e inscreva-se no canal! Compartilhe o link do programa.

 

CLDF realiza sessão solene em homenagem aos 41 anos da CUT

Na próxima segunda-feira (2/9), às 19h, a Câmara Legislativa do DF realizará sessão solene em homenagem aos 41 anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A atividade, de iniciativa é do deputado Chico Vigilante (PT), será transmitida pela TV Câmara Distrital, Youtube e e-Democracia.

Para o parlamentar, “a CUT ocupa espaços com contribuições decisivas em prol de toda a sociedade brasileira”. “A luta pela universalização dos direitos, bandeira histórica, é cotidianamente reafirmada pela participação ativa da Central na construção de política públicas afirmativas de diversos setores e segmentos da sociedade, destacando-se as mulheres, juventude, idosos, pessoas com deficiência, saúde, combate à discriminação, dentre outros”, diz o deputado Chico Vigilante na justificativa do requerimento da sessão solene.

O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, avalia que “o reconhecimento da CUT pelo Legislativo mostra que os direitos da classe da trabalhadora devem ser prioridade”. “Iniciativas como a do deputado Chico Vigilante fortalecem não só a importância histórica da CUT, mas mostram que a defesa e a ampliação dos direitos trabalhistas devem ser dever daqueles e daquelas que são eleitos pelo povo”.

A CUT nasceu em 28 de agosto de 1983, quando um grupo de trabalhadores se organizou e decidiu dizer basta aos salários de miséria, à jornada de trabalho de sem fim, à fome, aos abusos dos patrões, à perseguição.

Quatro décadas depois, a CUT resiste. Ela não está vinculada estruturalmente a nenhum partido político, e defende que os trabalhadores tenham o direito de decidir livremente sobre suas formas de organização, filiação e sustentação financeira, independentemente de governo.

 

CUT no Eixo
Os 41 anos da CUT também serão comemorados com samba de roda e ato político, no CUT no Eixo. O evento será neste domingo, 1° de setembro, a partir das 9h, no Eixão do Lazer (altura da 106 Sul). A música fica por conta do grupo Samba da Guariba. Além disso, o evento ainda traz food trucks de comidas e bebidas, lojinhas de acessórios e brinquedos infláveis para a criançada.

 

Conquistas
A CUT se soma aos diversos sindicatos e movimentos sociais por direitos trabalhistas e humanos essenciais à dignidade das pessoas. Além de conquistas pontuais para as diversas categorias de trabalhadores, ela foi decisiva para conquistas em âmbito nacional. Veja algumas delas:

>> Participação na construção da Constituição Federal de 1988, garantindo a inclusão de vários direitos trabalhistas e sociais;

>> Protagonismo na luta pela regulamentação da jornada de 44 horas semanais, e continuidade da luta pela jornada de trabalho de 40 horas semanais;

>> Garantia de uma política de valorização do salário mínimo, com reajuste anual;

>> Atuação-chave na luta pela ampliação e garantia de direitos trabalhistas e previdenciários, incluindo a criação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);

>> Conquista da criação de regulamentações e fiscalizações mais rigorosas para a segurança e saúde no ambiente de trabalho;

>> Defesa e conquista de políticas de inclusão e igualdade de gênero, raça e orientação sexual no ambiente de trabalho, com combate à discriminação e ao assédio;

>> Peça central para a criação da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função;

>> Consolidação como uma das vozes mais atuantes para que a sociedade, de forma geral, tenha direito à alimentação, moradia, saúde, segurança, educação e ao lazer.

Inscrições Abertas para o Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física

Professores(as) da rede pública de ensino do DF têm até dia 24 de setembro para se inscrever no processo seletivo de ingresso no curso de Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física. Para o DF, são oferecidas 20 vagas. Aplicação das provas será dia 20 de outubro. A taxa de inscrição é de R$ 70,00. O cadastro para o processo seletivo será realizado de forma on-line. Acesse https://www1.fisica.org.br/mnpef/

>> Acesse o edital AQUI 

O MNPEF é exclusivo para professores em efetivo exercício de docência em Física na educação básica ou em Ciências no ensino fundamental. Eles(as) devem ter diploma de graduação em Física (Licenciatura ou Bacharelado) ou áreas afins, em cursos reconhecidos pelo Ministério de Educação, ou serem estudantes do último período desses cursos.

 

 

O processo seletivo será realizado em um dos dois grupos. O grupo 1 é destinado à ampla concorrência, e os candidatos aprovados preencherão 70% das vagas disponíveis no polo do MNPE selecionado (no DF, no Campus Universitário Darcy Ribeiro). Já o grupo 2 é destinado exclusivamente a docentes com no mínimo 15 anos de atuação em sala de aula e com diploma de Licenciatura em Física, Química, Matemática ou de graduação em áreas das ciências exatas e/ou tecnológicas com complementação pedagógica. Os candidatos aprovados neste grupo preencherão 30% das vagas disponíveis em cada polo.

O Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física tem duração de até 30 meses. No polo da UnB, as aulas serão ministradas segundas e terças-feiras, nos períodos vespertino e noturno.

O MNPEF é realizado em rede nacional, organizado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF).

 

 

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