Sinpro Mulher está disponível para leitura no site
Jornalista: sindicato
Já está disponível para leitura a versão eletrônica da edição de dezembro do Sinpro Mulher. Entre os assuntos abordados neste informativo estão a luta por creches públicas no Distrito Federal; os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres; e o IV Encontro de Mulheres Educadoras, promovido pela Secretaria de Mulheres Educadoras do Sinpro.
Clique na imagem abaixo para acessar a versão eletrônica do Sinpro Mulher.
Dia de alerta para a valorização do Pedagogo-Orientador Educacional
Jornalista: sindicato
“Que o Dia do Pedagogo-Orientador Educacional sirva de alerta e reflexão para que a profissão seja valorizada e conquiste o espaço de respeito e dignidade que é seu de direito.” O recado é do orientador Wagner Barbosa.
Com quase 20 anos de experiência como orientador educacional, Wagner diz que os profissionais da área ainda buscam a valorização da profissão, a qual passa pela melhoria das condições de trabalho, remuneração e formação continuada.
Segundo o orientador educacional, uma das dificuldades dentro da escola é confundirem o papel do orientador com o de supervisor ou de coordenador. Wagner também reclama de salas inadequadas e da falta de outros profissionais para complementar o suporte escolar, tais como: assistente social escolar e o visitador escolar.
Para Wagner Barbosa, outra necessidade é a viabilidade da área de saúde, que deveria contar com neurologistas psiquiatras e outros.
As principais reivindicações da categoria, de acordo com Wagner Barbosa, são as condições dignas de trabalho, aposentadoria especial em igualdade de condições com os demais profissionais da Educação.
O orientador coloca, ainda, na sua pauta de reivindicações a formação continuada dos profissionais, a realização de concursos públicos e a remuneração igualitária a de outros cargos de nível superior do DF.
Wagner Barbosa
CEF 405 e CEM 804 do Recando das Emas
Orientador há 19 anos
Estudantes de Brazlândia visitam casa de Cora Coralina em Goiás
Jornalista: sindicato
Durante todo o ano de 2013, os professores da Educação Precoce do Centro de Ensino Especial de Brazlândia (Cenebraz) desenvolveram um projeto de leitura para os alunos, na faixa etária entre 4 e 6 anos. É o Cozinheiros(as) de Cora, consistindo em oficinas de culinária e rodas de leitura, com ênfase na obra da poetisa goiana Cora Coralina.
O grande momento aguardado pelos alunos, foi a visita até a residência da contista, em Goiás Velho/GO, na última quinta-feira (28). As crianças estavam acompanhadas pelos pais, professores e também pelo Diretor da Secretaria de Cultura do Sinpro-DF, Marco Aurélio Rodrigues, que parabenizou a escola pelo êxito do projeto, fundamental para os alunos despertarem interesse pela leitura e consequentemente, pela cultura brasileira.
Não dá para o pedagogo-orientador se sentir valorizado
Jornalista: sindicato
“O poder de luta pelos seus direitos como trabalhadores(as); pela garantia dos direitos das crianças e adolescentes. O seu compromisso com uma sociedade com justiça social e democrática, que respeite a diversidade e, sobretudo, para que os educandos e as educandas se apropriem de sua cidadania, do conhecimento e dos bens culturais.” Na opinião de Lúcia Santis estes são os tópicos que o Pedagogo-Orientador Educacional tem a comemorar.
Segundo Lúcia Santis, não há como o orientador se sentir valorizado na rede pública, devido às condições precárias de trabalho e à sobrecarga. “Tudo que temos hoje foram anos de luta árdua enquanto categoria do magistério, o salário compatível com os dos professores, a gratificação, o plano de carreira, etc, diz a orientadora.
A orientadora também reclama das condições de trabalho, segundo ela, precaríssimas: “não há espaço adequado para se realizar atendimentos dos educandos, dos familiares destes, e de professores”, diz.
De acordo com Lúcia Santis não há condições tecnológicas para se concretizar a necessidade de se estabelecer contato com os familiares dos educandos, falta de uma linha telefônica que possa ligar para celular, internet precária, assim muitas tarefas que depende da internet são feitas em casa, fora do horário de trabalho. Segundo ela, também não há recursos materiais, como um sala equipada com computador, impressora, armários, e tantos outros recursos necessários.
“Como se sentir valorizado quando é desumano colocar um único profissional em escola com mil, ou mais alunos. E expor este profissional a sérios comprometimentos em sua saúde pela sobrecarga de trabalho, as constantes situações de estresse, depressão (por ver que não dá conta de realizar seu trabalho de forma qualitativa), as psicosomatizações e, sobretudo, à descrença, à desesperança de construir algo significativo com seu trabalho porque simplesmente não dá conta da sobrecarga”, lamenta a orientadora.
Na sua pauta de reivindicações, Lúcia Santis coloca em primeiro lugar o concurso público, para 1 profissional a cada 300 alunos; em seguida, a melhoria das condições de trabalho, e melhoria dos espaços físicos da escola. Por fim, ela pede políticas de saúde para o profissional.
Lúcia Maria de Oliveira Santis
Escola Classe Córrego de Sobradinho/CRE Paranoá Ver Mais…
Apesar das dificuldades, ser um pedagogo-orientador educacional é gratificante. Quem declara é a orientadora Telma Chales Batista, da Escola Classe 01 do Guará. Segundo ela, o profissional deste segmento trabalha não somente atendendo os alunos, mas fazendo o acompanhamento do rendimento escolar e verificando a situação de aprendizagem destes estudantes. “Mexemos com a parte comportamental dos alunos e aqueles que têm algum tipo de problema, fazemos um acompanhamento no que diz respeito às queixas escolares e também nas dificuldades de aprendizagem que eles tenham”, declara a orientadora, dizendo que o acompanhamento é feito, também, com a família do estudante.
Além deste acompanhamento, o segmento desenvolve projetos de cunho preventivo, com temas como educação sexual, de prevenção ao uso de drogas, de bullying, de valores, dentre outros voltados para alunos e comunidade escolar.
O desgaste sofrido pelos orientadores, a escassez de profissionais da área, a falta de espaços adequados para o atendimento nas escolas e a aposentadoria são alguns dos maiores problemas sofridos pelo segmento. “Se somos da carreira magistério, porque não aposentamos com 25 anos de profissão como os professores? Esta questão precisa ser revista”, lamenta Telma Batista.
Para o futuro, Telma espera que o orientador seja mais valorizado, tanto na questão da remuneração, quanto em um apoio maior por parte da equipe pedagógica.
Telma Chales Batista
Escola Classe 01 do Guará
Há 17 anos como orientadora
A luta pela Gestão Democrática não está resumida à eleição de diretores/as e de conselhos escolares. A eleição para diretores/as é um importante instrumento de democratização da gestão. porém, não é o único e deve ser associado a outros para eliminar práticas hierárquicas e ampliar o exercício da autonomia dos sujeitos escolares. Não nos iludimos que a eleição por si só elimine o autoritarismo e a falta de participação de professores/as, funcionários/as, pais, mães e alunos/as nas decisões. É um momento de exercício da democracia e dos princípios que defendemos. Todavia, limitar a gestão democrática ao processo eleitoral para direções e conselhos escolares é uma visão extremamente reduzida e pobre. É necessários conhecer e praticar cotidianamente os princípios e os instrumentos de democratização da escola e do sistema.
Essa batalha é, sobretudo, a mola mestra de uma concepção baseada na autonomia pedagógica e capaz de combater as construções educacionais criadas pelo liberalismo, e mais tarde pelo neoliberalismo. Estas visões liberais e neoliberais, cada vez mais, descaracterizam a nossa profissão. Reduzem-na a uma simples monitoria. Passamos a ser simples facilitadores. A autonomia do professor e da professora, ensinada por Paulo Freire, só é possível quando a política educacional é discutida, formulada e revisada pelos diversos sujeitos do processo de ensino-aprendizagem.
O SINPRO/DF defende a Gestão Democrática como concepção ideológica, pois a tarefa de construção de uma escola pública de qualidade social posta para nós, da escola pública, não pode ser adiada. Essa construção passa, necessariamente, pela implementação de uma nova forma de gestão escolar nas diversas decisões.
A Gestão Democrática não é apenas um desejo da nossa categoria. Ela é o principal instrumento para superar as diversas práticas autoritárias no interior das unidades de ensino. A conquista da Gestão Democrática Escolar (nas escolas) e a Gestão Democrática da Educação (do sistema escolar) é um grande passo para definir as transformações da educação no Distrito Federal, longamente aprisionadas pelas cercas do clientelismo político e do coronelismo, utilizados pela elite dirigente candanga.
O sonho de implementar a DEMOCRACIA NAS ESCOLAS E NO SISTEMA FAR-SE-Á PELA NOSSA LUTA, pois, acostumados às batalhas, aprendemos que “a nossa vida é lutar”. *Júlio Barros
Orientação educacional: um porto seguro para os estudantes
Jornalista: sindicato
A variedade de funções que exerce um(a) orientador(a) educacional evidencia a importância que este profissional possui na vida acadêmica do(a) aluno(a). Além de orientar os estudantes no dia a dia na escola, o orientador dá um norte ao estudante em outras áreas, revela a pedagoga-orientadora educacional Célia Rúbia de Jesus Ferreira. Trabalhando há cinco anos como orientadora no Centro Interescolar de Línguas do Gama, Célia Rúbia diz que o profissional que trabalha nesta área dá o norte a alunos que estão procurando auxílio por motivos que passam desde a busca pela orientação vocacional até um auxílio relacionado a problemas familiares.
“Muitos alunos nos procuram por diversos motivos, que passam pela busca por orientação educacional, problemas de relacionamento com os pais, dúvidas na hora de escolher a opção sexual e queixas de Bullying. Fazemos um pouco o papel de psicólogo. Além disto, ajudamos muitos alunos com as palestras que fazemos”, revela a orientadora.
Para a pedagoga-orientadora, a falta de um lugar adequado e reservado para atender os estudantes, principalmente em assuntos relacionados à questões íntimas, é um dos grandes problemas sofridos pelo segmento. “As escolas não foram construídas com este espaço e a ação dos orientadores faz vir à tona as doenças sociais, exemplo da pedofilia”. A aposentadoria é outro ponto negativo. Segundo Rúbia, o segmento não aposenta como os professores. “Isto precisa mudar. O que mais buscamos para o futuro é a possibilidade de aposentadoria aos 25 anos de carreira”, afirma.
Orientadora: Célia Rúbia de Jesus Ferreira
Centro Interescolar de Línguas do Gama
Trabalha desde 2008 como orientadora Ver Mais…
Um projeto desenvolvido pelo Centro de Ensino Especial 01 de Brasília será um dos destaques do Programa Alternativo deste sábado (23). O CEE Ecológico é um projeto de educação ambiental no ensino especial e foi desenvolvido com objetivo de promover a conscientização ecológica e a inclusão social dos alunos. “Os nossos alunos têm um aprendizado diferenciado, por isto fazemos um trabalho mais voltado para fora da sala de aula. Este projeto é oferecido para proporcionar um atendimento diferenciado. Nesta atividade eles aprendem todas as noções básicas de matemática, textura, quantidade, percebem o cheiro e tem todo um aprendizado voltado para a parte sensitiva. Usando os elementos da natureza, passamos os conteúdos de forma prazerosa, lúdica e contemplando a natureza”, explica a professora Vera Lúcia Monteiro, uma das idealizadoras do projeto.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
Processo seletivo para afastamento de estudos já tem data marcada
Jornalista: sindicato
A Secretaria de Educação do Distrito Federal começa a receber, no dia 2 de dezembro, as inscrições para seleção do afastamento remunerado para estudos previsto no Plano de Carreira da categoria, Lei nº 5.105/2013, e na Portaria nº 259/2013. Poderão participar professores e professoras que desejam o afastamento remunerado para cursar mestrado e doutorado, e para isto é preciso atender aos pré-requisitos constantes na Portaria nº 259.
Conforme foi negociado pelo Sinpro no novo Plano de Carreira, se no ato de liberação para o afastamento os professores selecionados estiverem recebendo a Gratificação de Atividade Pedagógica (GAPED), os mesmos continuarão recebendo o pagamento desta gratificação durante o período da pós-graduação. Antes do atual Plano de Carreira os professores liberados para o afastamento perdiam esta gratificação.
Ao todo serão oferecidas 92 vagas de mestrado e 50 de doutorado para o primeiro semestre de 2014, vagas que correspondem ao número previsto no Plano de Carreira. As inscrições deverão ser feitas na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE) entre os dias 2 e 6 de dezembro.
Clique aqui para ver Portaria e a Circular da EAPE que normatiza a seleção.