Espetáculo “O museu misterioso” ganha Prêmio Arte na Escola Cidadã

O espetáculo “O museu misterioso”, projeto pedagógico desenvolvido pelo professor de teatro Wanderson Rosalves de Sousa na Escola Parque 303/304 Norte, foi vencedor na categoria Ensino Fundamental 1 no 25º Prêmio Arte na Escola Cidadã, este ano. Realizada pelo Instituto Arte na Escola, essa premiação é considerada o maior reconhecimento nacional do trabalho docente em artes virtuais, teatro, dança e música nas cinco etapas da Educação Básica de escolas das redes pública e privada em todo o País.

A premiação ocorreu por videoconferência, apresentada pelo YouTube, na quinta-feira (8/8), e o certificado de participação será entregue aos professores coautores participantes e à escola nos próximos dias. Professor do contrato temporário recém-desligado da EP 303/304 Norte, Wanderson desenvolveu o projeto durante os 4 anos e meio em que lecionou na EP 303/304 Norte. Segundo ele, o projeto de montagem interdisciplinar iniciou em 2022. Foram montados cinco diferentes espetáculos apresentados na escola, com estudantes do 4º Ano do Ensino Fundamental 1, que atende a crianças com idade entre 6 e 10 anos.

“O Museu Misterioso é um espetáculo teatral criado no segundo semestre de 2023 na Escola Parque 303/304 Norte para compor a grade de apresentações da “Expoarte”, mostra cultural prevista no Projeto Político Pedagógico da escola. O espetáculo foi desenvolvido ao longo de 2 meses com estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental e participação dos professores: Filipe Campos, Sônia Sant’anna, Luciane Vanelli e eu, Wanderson de Sousa. Além desses, tivemos ainda a contribuição das professoras Vivianne Macena, Maria Regina e Jullyana Rigueto, que abraçaram a ideia do projeto”, informa o professor.

Completamente interdisciplinar, participaram do projeto as disciplinas de Teatro, Música, Artes Visuais e Educação Física. Os professores juntam quatro turmas com, aproximadamente, 65 estudantes e desenvolvem um espetáculo teatral e musical do qual todos participem e apresentem para os demais colegas da escola e para as famílias.

“O prêmio é o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo dos anos. É um estímulo que nos possibilita continuar investindo e acreditando no poder de transformação da arte-educação. É colocar em evidência não só os professores, mas também os estudantes, os verdadeiros responsáveis por todo nosso empenho. Mostrar para a sociedade que a Escola Parque é um local a ser valorizado e evidenciar o potencial transformador que a escola pode trazer para a vida de todos os estudantes”.

25º Prêmio Arte na Escola Cidadã

Há 25 edições anuais, o Instituto Arte na Escola reconhece e valoriza projetos e ações de relevância cultural, artística e educacional em todo o país. É um prêmio concedido a educadores que desenvolvam seus respectivos projetos dentro da carga horária regular das aulas de Arte, envolvendo uma ou mais linguagens artísticas (Artes Visuais, Dança, Música, Teatro, entre outras).

O prêmio se divide em três etapas de avaliação. A local, onde os primeiros projetos são selecionados, a regional onde você se junta a projetos desenvolvidos em estados vizinhos e nacional, etapa final que premia os projetos em seis diferentes categorias: Educação Infantil, Fundamental 1, Fundamental 2, Médio e Educação de Jovens e Adultos – EJA e esse ano com a categoria especial de Educação Não Formal.

“A proposta do espetáculo surgiu para proporcionar aos estudantes a vivência das etapas de uma montagem teatral. Eles foram protagonistas de todas as fases do projeto, contribuindo com a construção do texto, das músicas, das telas usadas na exposição e fazendo com que a iniciativa tivesse um caráter totalmente colaborativo e autoral. O projeto promoveu conhecimento sobre as culturas popular e erudita, valorizando e ressaltando a importância da arte e o conhecimento histórico da humanidade presente nos museus. Possibilitou ainda o desenvolvimento de habilidades cênicas, musicais, motoras, corporais, visuais, além da autoconfiança e da autoestima dos estudantes”, finaliza o professor.

CED 6 de Taguatinga promove Intervalo Cultural no Dia do Estudante

Nada melhor que comemorar uma data especial com muita música e cultura. Foi assim que o Centro Educacional 6 de Taguatinga homenageou os(as) alunos(as) da unidade escolar pelo Dia do Estudante. Parte do projeto pedagógico da escola, o Intervalo Cultural tem contribuído com a formação cultural dos(as) estudantes, além de oferecer um momento descontraído onde alunos(as), professores(as) e artistas convidados(as) se apresentam nos intervalos.

Este ano o projeto deu um enfoque na questão cultural, de modo a tentar trazer o(a) aluno(a) de volta à escola. Segundo o supervisor pedagógico do CED 6, Marçal Ponce Leones, com o Novo Ensino Médio a evasão escolar aumentou. “Ao invés de melhorias na frequência, o Novo Ensino Médio desmotivou alguns alunos. Com a introdução do quesito cultural, conseguimos agregar tanto o interesse pelo ensino como em despertar essa curiosidade pela cultura, fazendo com que o aluno fique na escola”.

Agregado ao Intervalo Cultural, a escola aproveitou a data festiva para premiar os(s) estudantes que participaram dos Jogos Interclasse, realizados no primeiro semestre. “Eu toco no Brazilian Blues Band, uma banda conhecida em Brasília, e sempre que posso faço apresentações para os alunos. Sempre mostro a eles que eu já estive na posição que estão hoje, de espectador, passando para o interesse em trabalhar com a música. Hoje sou professor da rede, mas ainda carrego o amor pela música, experiência que alguns podem ter futuramente. O importante é mostrar que a cultura, associada ao ensino, pode nos levar longe”, ressalta Marçal, que conta com o apoio do diretor Rodrigo de Franco Sousa Filgueira.

Em meio a músicas e apresentações culturais, o projeto tem cumprido o papel de difundir a cultura e de mostrar aos(às) estudantes que existe prazer em estar na escola, em aprender.

Professor pede ajuda em sua pesquisa para defesa de Mestrado

O professor Renato Kleber Azevedo está concluindo seu Mestrado em Economia e Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e para finalizar sua dissertação pede a ajuda dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais em responderem o questionário com o tema Letramento Financeiro e Racionalidade. O trabalho está sendo conduzido pelo Laboratório Experimental de Política Públicas, da Escola de Políticas Públicas e Governo de Brasília (FGV), sob coordenação do professor Dr. Benjamin Miranda Tabak, que é professor e coordenador do Mestrado em Políticas Públicas e Governo, Pesquisador 1A do CNPQ e Consultor do Senado Federal.

O estudo conta com o financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Para participar, clique aqui e acesse o questionário.

Eape realiza 14º Ciclo de Formação de Professores do Programa Detran nas Escolas — Curso Mobilidade e Trânsito

A Eape está oferecendo cursos do Eixo Formativo em Mobilidade e Trânsito, destinados a professores(as) efetivos(as) e do contrato temporário. A carga horária do curso é de 120h à distância, com 3 encontros síncronos virtuais e 3 encontros presenciais.

O curso possui acompanhamento de tutores no Ambiente Virtual de Aprendizagem da plataforma de Educação à Distância do Detran, e tem certificação emitida pela EAPE.

As inscrições devem ser realizadas pelo site www.eape.se.df.gov.br ou diretamente no site https://eadeape.se.df.gov.br, até o dia 25/08/2024.

O curso não bloqueia o CPF do cursista, ou seja, é possível fazê-lo concomitantemente com os demais cursos da EAPE.

Serão disponibilizados materiais didáticos de apoio para os cursistas.

Os cursos oferecidos neste ciclo de formação são:

MOBILIDADE E TRÂNSITO PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL

MOBILIDADE E TRÂNSITO PARA PROFESSORES DO 1º ANO

MOBILIDADE E TRÂNSITO PARA PROFESSORES DO 2º ANO

MOBILIDADE E TRÂNSITO PARA PROFESSORES DO 3º ANO

MOBILIDADE E TRÂNSITO PARA PROFESSORES DOS 4º E 5º ANOS

MOBILIDADE E TRÂNSITO PARA PROFESSORES DOS ANOS FINAIS

MOBILIDADE E TRÂNSITO PARA PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO

MOBILIDADE E TRÂNSITO PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (para professores do noturno)

Palestra debate a importância da saúde mental para uma vida equilibrada e produtiva

A MasterClin está promovendo a palestra O Poder da Saúde Mental com a renomada Dra. Ana Beatriz Barbosa no dia 22 de agosto, às 19h30, no Hípica Hall (SHIP Trecho 3 – Brasília). Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) terão desconto de 50% no valor do ingresso devido à parceria do Sinpro com a MasterClin. Clique aqui e compre já o seu.

O evento traz à tona como a saúde mental é essencial para uma vida equilibrada e produtiva, abordando estratégias práticas para cuidar da mente e melhorar o bem-estar geral. Dentre os pontos que serão abordados estão a importância da saúde mental no cotidiano; estratégias para manter o equilíbrio emocional; e o impacto da saúde mental no ambiente de trabalho.

Mais informações podem ser adquiridas pelo e-mail contato@sejaw4.com.br ou pelo WhatsApp (61) 99503-8210. O local do evento dispõe de estacionamento gratuito.

Mostra Nacional da Produção das Margaridas: agricultoras familiares levam sua produção para a antiga Funarte

Este fim de semana o eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte) aqui em Brasília vai se transformar num espaço colaborativo de comercialização, promoção e divulgação dos produtos provenientes de agricultoras familiares, indígenas, quilombolas e demais representantes e povos e comunidades tradicionais. É a 3ª Mostra da Produção das Margaridas, que ocorre de 16 a 18 de agosto, com entrada gratuita.

A ideia do evento é dar visibilidade e valorizar o trabalho das mulheres do campo, da floresta e das águas, e também dialogar com o eixo político da Marcha das Margaridas que trata da autonomia econômica, inclusão produtiva, trabalho e renda.

“É produção orgânica de agricultura familiar. É o trabalho e os saberes dessas mulheres que estarão no centro da capital do Brasil”, contra a coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, Mônica Caldeira. A secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e coordenadora da Marcha das Margaridas, Mazé Morais, traz os detalhes: “Serão deliciosos produtos como café, farinha, vinho, queijo, doces, artesanatos, mel, biscoitos e plantas medicinais. Vamos ter uma mostra grandiosa com produtos saudáveis e sustentáveis feitos pelas nossas produtoras, mulheres que são do campo, floresta e águas.”

“O movimento de mulheres quer revelar exatamente a importância e o poder do trabalho feminino na economia, na educação, no desenvolvimento da sociedade”, conta a diretora do Sinpro Regina Célia, também da secretaria de mulheres educadoras. “A vida diária delas é uma luta diária, mas sua produção alimenta e cuida dos brasileiros e das brasileiras”, lembra a diretora Silvana Fernandes, também da secretaria de Mulheres Educadoras do Sinpro.

O evento

Estarão presentes aproximadamente 200 expositoras, com produtos de todas as regiões do Brasil.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) é a entidade organizadora do evento, com o apoio das Federações e Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais filiados e das organizações parceiras da Marcha das Margaridas. A 3ª Mostra Nacional da Produção das Margaridas conta ainda com o patrocínio da Universidade de Brasília – Campus Planaltina (UnB/FUP), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e governo federal, via Ministério das Mulheres e Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

 

Serviço

3ª Mostra Nacional da Produção das Margaridas

Data: 16 a 18 de agosto de 2024

Horário de funcionamento: sexta e sábado das 10h às 21h / domingo das 10h às 18h

Local: Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), Brasília (DF)

Entrada gratuita

CED 203 do Recanto das Emas realiza primeira Feira de Ciências

O Centro Educacional 203 do Recanto das Emas (CED 203 do Recanto das Emas) realizou sua primeira edição da Feira de Ciências, na primeira semana de agosto. Criada este ano para atender à demanda crescente de estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Água Quente, 35ª Região Administrativa do Distrito Federal (RA-DF), a escola tem mais de 500 estudantes advindos do CED Myriam Ervilha do Recanto das Emas.

“A Feira de Ciência contou com a participação ativa e engajada dos e das estudantes de 8º e 9º Anos do Ensino Fundamental e das 1ª, 2ª e 3ª Séries do Ensino Médio. Eles e elas protagonizaram apresentações científicas, tendo como base as temáticas relacionadas aos biomas e diversidade, conhecimentos sociais e redes de cooperação”, explica Daniely Tavares, professora de geografia e atual vice-diretora da escola, cujo diretor é Leonardo de Lima Noronha.

Ela diz que “o 1º Circuito de Ciências Biomas do Brasil: Diversidades, Saberes e Tecnologias Sociais, promovido pelo CED 203, teve seus projetos alinhados com a temática da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT 2024 – e com os propósitos da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, a ONU, que vislumbram o potencial na juventude enquanto agentes críticos da mudança social, econômica e global”.

Também explica que, “ao se apropriarem da realidade local como ponto de partida para realização das pesquisas, coleta e análise de dados, bem como interpretação dos resultados obtidos, o estudante estabelece afetivamente seus laços de pertencimento com sua própria região”. Os trabalhos apresentados tiveram como intuito promover o protagonismo dos estudantes e o incentivo ao conhecimento científico desenvolvendo habilidades de pesquisa e apresentação.

Atividades dessa natureza preparam os alunos para futuras oportunidades acadêmicas e profissionais, além de orientar formas de mitigação de problemas socio ambientais da própria região, neste caso, a Região Administrativa de Água Quente.

Escola provisória 

O CED 203 do Recanto das Emas é uma unidade escolar criada este ano para atender à demanda por Ensino Médio da RA Água Quente porque o CED Myriam Ervilha deixou de ofertar essa etapa do Ensino Regular.

Mesmo sabendo da intensidade da demanda por Ensino Médio na região, o governo Ibaneis-Celina não construiu um prédio para acomodar a escola na própria RA e disponibilizar o conforto e a segurança necessários aos(às) estudantes e à equipe de trabalhadores(as) da educação.

A escola ocupa um espaço provisório dentro da área da Academia de Polícia, na Escola Superior de Polícia Civil do Distrito Federal (ESPC), no Riacho Fundo II, com aulas para mais de 500 estudantes, que cursam os Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.  Por estar situado num espaço distante da RA Água Quente, todos os dias dez ônibus levam os(as) estudante para o Recanto das Emas e os trazem para Água Quente.

A construção de um prédio para o CED 203 em Água Quente está prevista, porém, não saiu do papel.  Importante destacar que a gestão da escola também é nova e diferente da do CED Myriam Ervilha.

Seminário trata da educação de jovens e adultos nas prisões

O Centro Educacional 01 de Brasília, em parceria com o Sinpro, Universidade de Brasília (UnB), REDEXP, UniDF e o Instituto Horizonte, realiza dos dias 12 a 16 de agosto, no Auditório do Sinpro (SIG Quadra 6), o II Seminário Educação de Jovens e Adultos nas Prisões. O evento é direcionado para todos(as) os(as) docentes e trabalhadores(as) que atuam no CED 1 de Brasília, que atende todo o sistema prisional do Distrito Federal, para a comunidade, fóruns de educação, estudantes de universidades e interessados(as) em geral. O Seminário terá certificação da Universidade de Brasília (UnB).

Dentre as palestrantes está a diretora do Sinpro Elineide Rodrigues, que juntamente com a também diretora do sindicato Vanilce Diniz falarão sobre a Formação no Local de Trabalho, projeto concebido pela Secretaria de Formação Sindical do Sinpro com a intenção de descentralizar a formação sindical, levar ao(à) professor(a) informações sobre como o sindicato se organiza, como é organizada a carreira magistério público e a importância da luta da classe trabalhadora. Também participarão Cláudia Borges (SECADI/MEC), que falará sobre Políticas para a EJA; Thaís, Suellen e Ricardo, abordando O papel da Universidade na EJA; Rodrigo e Gatinho (UnB/CED 01), falando sobre Pedagogia da Resistência; Remédios (REDEXP), analisando Movimentos sociais: Formação no local de trabalho; e Márcia e Ellen (Instituto Horizonte / UnB) – comentando sobre a EJA e os Direitos Humanos.

Para Elineide, além da importância de uma formação continuada, este seminário traz pontos necessários para o conjunto da categoria, principalmente pelo fato de termos professores(as) novos(as) entrando na rede pública de ensino. “A própria população precisa compreender a importância de ter uma educação dentro das prisões, como esse trabalho é feito lá dentro e os benefícios gerados”, salienta.

No último ano do Plano Distrital de Educação, o II Seminário de EJA nas prisões assume um papel crucial ao debater a Meta 10 e as estratégias para a elaboração do próximo documento. “Este é um momento importante para nos inteirarmos das políticas que o governo federal está planejando para essa modalidade de ensino. O seminário proporciona uma oportunidade única para discutir os desafios e as oportunidades envolvidas na implementação de programas educativos em contextos de privação de liberdade. Ao reforçar a educação como um direito fundamental, o seminário contribui para a formulação de políticas públicas mais justas e inclusivas, que reconhecem o papel essencial da educação na reconstrução das vidas das pessoas privadas de liberdade”, finaliza Vanessa Bomfim, vice-diretora do CED 01. O seminário também contou com o trabalho e apoio da diretora do CED, Telma Cristiane de Almeida.

As inscrições podem ser feitas pelo link https://sigaa.unb.br/sigaa/public/servicos_digitais/extensao/paginaListaPeriodosInscricoesAbertosAtividades.jsf#.

IFB abre seleção de Pibid para docentes efetivos(as) da SEE-DF; bolsas de R$ 1.100,00

Edital do IFB para seleção de professores(as) da educação básica da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) e de professoras/es EBTT do IFB, com o objetivo de preencher as cotas aprovadas pela Capes para que atuem como supervisores(as) do PIBID do IFB, condicionado à aprovação e à liberação de cotas de bolsas pela CAPES e à habilitação de escolas pela Secretaria de Educação do Distrito Federal e pelo IFB, dentro das regras do edital.

As inscrições estão abertas, e podem ser feitas até as 23:59 do dia 23/8.

Edital Inscrições

Os(as) candidatos(as) devem ter currículo cadastrado na Plataforma Freire com a descrição de todas as atividades de docência realizadas que comprovem que o(a) docente atenda aos requisitos para a supervisão do Pibid.

Também é necessário ser aprovado no processo seletivo do PIBID realizado pela IES, experiência mínima de 2 anos no magistério da educação básica, ser docente efetivo(a) na Escola Parceira que abrigará o Subprojeto, atuando em sala de aula na área, modalidade ou etapa correspondente ao curso que compõe o Subprojeto e ter diploma de licenciatura em área do conhecimento correspondente à área do Subprojeto, exceto para os seguintes Subprojetos: no subprojeto de computação, o(a) supervisor(a) poderá ter formação em licenciatura em computação ou em área diversa, desde que esteja atuando em projetos ou atividades de informática na Escola Parceira; e no subprojeto interdisciplinar de 2ª Graduação em Letras Português e Educação Profissional e Tecnológica, o(a) supervisor(a) poderá ter formação em Licenciatura Letras Português ou licenciatura em área diversa, desde que esteja atuando em Escola Parceira que ofereça curso técnico de Ensino Médio.

Serão disponibilizadas até 39 cotas de bolsas da Capes, no valor de R$ 1.100,00.

O projeto institucional do PIBID IFB está organizado em 12 subprojetos, dos quais 11 disciplinares, contemplando apenas uma licenciatura e tendo até 3 cotas de bolsa cada – alfabetização, biologia, computação, dança, espanhol, física, geografia, inglês, língua portuguesa, matemática e química. Apenas um subprojeto é interdisciplinar, contemplando duas licenciaturas e tendo até 6 cotas de bolsa – educação profissional e tecnológica, e 2ª graduação em letras língua portuguesa.

As escolas parceiras poderão ser escolas das Coordenações Regionais de Ensino da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal ou ser Campi do IFB, distribuídas por subprojeto e por modalidades conforme o quadro disponível na página 3 do edital

Edital Inscrições

Em caso de dúvidas, envie um e-mail para a professora Pilar Acosta: maria.acosta@ifb.edu.br

A resistência da educação pública no DF contra a ditadura é tema de tese de doutorado

O Centro de Ensino Médio Elefante Branco (Cemeb) chamado de “Elefante Vermelho”, e alvo de uma CPI da Câmara Federal que investigava supostas irregularidades no Ensino Médio da Capital Federal. Calma, o ano é 1962, estamos no auge da Guerra Fria.  Tudo isso e muito mais está na tese de doutorado da professora da SEE-DF e historiadora Eliane Cristina Brito de Oliveira, intitulada “O Elefante Vermelho na Capital da Ditadura: a escola pública do Distrito Federal na Ditadura Militar (1960-1985)”, e será defendida nesta sexta-feira, 16 de agosto, às 14h, na pós-graduação em História da UnB (ICC Norte, Subsolo, Módulo 24).

O CEMEB é um símbolo de resistência do movimento estudantil secundarista no Brasil. A pesquisa de Eliane foi atrás das estratégias de resistência de professores e estudantes no colégio Elefante Branco antes e durante a Ditadura Militar. “Busquei compreender por que a escola foi vista como espaço perigoso para o projeto autoritário mesmo antes do golpe de 1964”, conta a professora, que apresenta, na tese, como foram articuladas as táticas de enfrentamento da escola pública do DF nesse contexto.

Para isso, Eliane pesquisou documentos do Arquivo Nacional, do Banco Nacional Digital (BND), do jornal Correio Braziliense, do acervo da Câmara dos Deputados (CPI de 1963) e também buscou entrevistas de ex-alunos e ex-professores realizadas pelo Museu da Educação do DF. Ela foi ainda atrás do acervo escolar do CEMEB. O trabalho analisa o período que começa em 1960, com a fundação de Brasília, até 1985, com a ascensão da Nova República.

 

A pesquisa de Eliane oferece uma análise crítica sobre o legado das políticas de vigilância ideológica que culminaram, por exemplo, na CPI de 1963 sobre o ensino médio da capital federal, e evidencia os desafios que educadores e estudantes enfrentaram num ambiente de repressão política anticomunista e censura antes mesmo da eclosão da ditadura militar no Brasil.

A tese também aborda a gênese do movimento estudantil em Brasília, a influência de partidos de esquerda e a produção de jornais estudantis como “A Tocha”, “Elefrente”, “Boletim Informativo GECEM” e “Denúncia”, além da decretação de “território livre” pelos estudantes dentro do Elefante Branco em 1968.

Eliane acabou, também, por trazer informações sobre o primeiro concurso público para o magistério do Distrito Federal e as primeiras lutas dos aprovados e aprovadas por moradia e condições de trabalho.

“Eu estudei o Elefante Branco, e também os professores, estudantes e a Secretaria de Educação, o movimento estudantil na escola pública do DF. Eu falo dessa resistência que é pouco mencionada nos estudos, creio que meu trabalho pode acrescentar bastante para a compreensão desse período. É importante que toda a SEE-DF saiba que o CEMEB e outras escolas do DF foram centros de resistência à ditadura militar”, orgulha-se Eliane.

Assim que for aprovada pela banca, a tese de Eliane estará disponível no repositório digital de teses da UnB.

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