Ascap quer saber como servidores percebem os serviços da SubSaúde
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Associação dos Servidores da Carreira de Políticas Públicas e Gestão Governamental (ASCAP) está conduzindo uma pesquisa importante sobre a qualidade dos serviços prestados pela Subsecretaria de Saúde no Trabalho (Subsaúde).
A ideia é avaliar como os servidores e as servidoras do GDF percebem os serviços oferecidos pela Subsaúde. Suas respostas são essenciais para melhorarmos continuamente.
Não é necessário se identificar. Em alguns minutos você responde à pesquisa. As sugestões serão encaminhadas à Subsaúde para aprimorar o atendimento ao público.
Sua participação é muito importante! Essa pesquisa dará informações importantes para o debate político para que o Sinpro possa lutar pelo direito dos servidores atendidos pela Subsaúde.
Professora Ivonette de Almeida recebe desculpas do Estado por perseguição política e é anistiada
Jornalista: sindicato
Em uma luta que durou 21 anos, a professora e médica Ivonette Santiago de Almeida recebeu no dia 23/07 da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania o título de anistiada política. O colegiado reconheceu que ela sofreu perseguição política de forma “amplamente reconhecida e relatada” e em nome do Estado Brasileiro pediu desculpas.
A perseguição começou ainda na década de 1960, desde quando militava no movimento estudantil e prosseguiu na graduação, quando foi expulsa da UnB por uma canetada do Capitão de Mar e Guerra da instituição, um ato administrativo que mesmo após concluir o curso a impediu de exercer a profissão.
Já professora, também foi demitida da SEEDF (alegando que a mesma tinha “pedido para sair”, sendo que nada foi formalizado a este respeito) por questões políticas. A perseguição foi contínua.
Além de reconhecer a perseguição e pedir perdão, a Comissão também concedeu uma indenização para a professora, que ainda vai receber uma prestação mensal permanente continuada, por tudo o que sofreu em todo este período.
A história de luta de Ivonette remete a um período nefasto da história do país que diariamente é necessário lembrar, para que nunca seja esquecido. O fim deste processo é importante exatamente para trazer à tona esta questão.
Livro aborda a arte de cuidar de pessoas com deficiência e seus responsáveis
Jornalista: Luis Ricardo
A Juruá Editora está lançando o livro A arte de cuidar de pessoas com deficiência (PcDs) e seus responsáveis – Valorizando o sentido do cuidar para acompanhantes e atendentes pessoais. A obra convida o(a) leitor(a) a conhecer um pouco sobre a rotina de cuidadores(as) de pessoas com deficiência, mostrando a importância deste público de olhar para dentro, para si, sobre sua forma de cuidar de si e não apenas do(a) outro(a).
Pelo fato das pessoas que estão juntos aos PCDs terem o costume de olhar para a pessoa com deficiência e esquecer de si, o livro é um convite para fazer o contrário, com um olhar diferenciado para aqueles(as) que acortinam a vida para as pessoas com deficiência, e que muitas vezes esquecem de se cuidar, se valorizar, buscar entretenimento, companhia, diálogo, resolver conflitos internos, dispor de lazer e formas de estar em contato consigo mesmo.
Uma das ferramentas utilizadas pela autora é a música, de modo a oferecer um movimento imersivo de forma descontraída. Por isso, a proposta do livro é de centilar o olhar que a vida ofuscou. Ações simples no dia-a-dia podem ser cruciais para adquirir ferramentas de autocuidado, a fim de que o cuidar do outro seja mais leve. Nunca é tarde para reconfigurar a rota da vida.
II Encontro de Pesquisa: Currículo, Processos Formativos, Defesa e Interdisciplinaridade abre inscrições nesta quinta (1º/8)
Jornalista: Maria Carla
Começam nesta quinta-feira (1º/8), e vão até o dia 16 de setembro (segunda-feira), as inscrições para o II Encontro de Pesquisa – Currículo, Processos Formativos, Defesa e Interdisciplinaridade. A atividade será realizada entre os dias 17 e 19/9, pela Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) (Sala Papirus) e a Uniprojeção, em Taguatinga, e disponibilizará certificação de 15 horas. Trata-se de um evento de extensão coordenado pelos Prof. Dr. Francisco Thiago Silva e Prof. Dra. Viviane Machado Caminha.
As inscrições são feitas pelo www.sigaa.unb.br.
Interessados(as) podem clicar no link a seguir e fazer a inscrição entre os dias 1º/8 e 16/9: neste site.
O curso é gratuito e destinado aos profissionais da Educação, estudantes de graduação e pós-graduação e ao público interessado no assunto. São 70 vagas.
Programação:
17/09 – Faculdade de Educação da UnB – Sala Papirus
19h30
Palestrante:
Profa. Dra. Cláudia Pinheiro Nascimento
“O Processo de alfabetização geográfica enquanto componente curricular dos cursos de Pedagogia com foco na Educação Infantil: perspectivas dos cursos de Pedagogia com as maiores notas do ENADE (2021)” – Resultados da pesquisa pós doc.
18/09 – Uniprojeção Taguatinga
19h30
Palestrantes:
Profa. Dra Viviane Machado Caminha
Profa. Ma. Patrícia Pontes Bezerra
“Perspectivas sobre ensino e currículo no campo da defesa”
19/09 – Faculdade de Educação UnB – Sala Papirus
14h30
Painel Temático
“Currículo e processos formativos em diferentes contextos: pesquisas na graduação e pós graduação”
Professor da rede explora a poética das imagens na arte da gravura em exposição no Espaço Cultural Renato Russo
Jornalista: Luis Ricardo
A exploração da poética da gravação e a reprodutibilidade de imagens e imaginários estão sendo tratados na nova exposição do professor Valdério Costa, que acontece até o dia 8 de setembro no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul). Além de trazer obras sob aspectos inovadores, a exposição pretende enfatizar a necessidade do artista em rememorar os resultados de experiências anteriores.
O educador, que trabalha como formador em cursos de formação continuada na EAPE, analisa que tanto na arte como na vida, até os erros podem ser vistos de forma diferente, trazendo novas soluções para o êxito esperado. “Se observarmos no dicionário, a expressão “gravar” possui muitos significados, dentre eles entalhar em madeira com formão, esculpir, abrir cunhos com buril, esculpir em material duro, marcar com selo etc. É necessidade humana, e sobretudo uma característica evidente na alma do artista, deixar marcado ou gravado algo para ser recordado”.
Valdério Soares da Costa nasceu em Natal (RN), em 13 de setembro de 1966 e mudou-se para Brasília no início dos anos 80. Laureado com a Medalha Mérito Distrital da Cultura Seu Teodoro em 2023 e vencedor do Prêmio Culturas Populares, categoria Mestres em 2017, é graduado e mestre em Artes Visuais pela UnB. Além disto é professor de Artes Visuais e História da Arte da SEDF, poeta e artista plástico cadastrado pela Secretaria de Cultura do DF (com várias exposições individuais e participações em coletivas desde 1988) e conta com obras em diversas coleções no Brasil e no exterior.
Biblioteca Demonstrativa traz programação cultural alusiva ao Dia do Poeta da Literatura de Cordel
Jornalista: Luis Ricardo
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), do Ministério da Cultura, preparou uma série de atividades especiais para comemorar o Dia do Poeta da Literatura de Cordel, celebrado em 1º de agosto. A programação inclui uma exposição de varal de cordéis, uma palestra educativa e a divulgação da Cordelteca, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do IPHAN/MinC, em homenagem aos poetas de cordel.
A exposição de cordéis, que ocorrerá de 29 de julho a 2 de agosto, das 8h às 18h, na Galeria da Biblioteca Demonstrativa (506/507 – Asa Sul), apresentará diversos títulos de cordel, uma forma de literatura popular que teve origem no trovadorismo medieval português do século XII. Na época, poetas cantavam seus poemas em locais públicos para divertir ou informar a população. No Brasil, a literatura de cordel é amplamente produzida e apreciada, especialmente na região Nordeste, e seus temas abrangem o cotidiano, a religiosidade, a política, o cangaço, homenagens, biografias e informações de utilidade pública. Os poemas são impressos em folhetos com capas e ilustrações feitas geralmente com xilogravuras, e são comercializados ou distribuídos em feiras e eventos populares pelos próprios poetas ou por folheteiros, como são chamados os vendedores de cordéis.
Entre os poetas representados na exposição da BDB estão Patativa do Assaré, Donzílio Luiz, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Salles, Pedro Poeta, Abraão Batista, Maria Matilde Mariano, Davi Teixeira, Severino Milanez, Jairo Mozart, J. Borges, Miguezim de Princesa, Cícero de Siqueira, Bráulio Bessa e José Cisnandes. O acervo da exposição, doado pelo Instituto Incluir, ficará disponível para leitura no local.
Palestra com poeta de cordel
No dia 1º de agosto, às 14h, o poeta de cordel Cícero Batista de Siqueira, do Piauí, apresentará uma palestra no auditório da BDB. Ele abordará a origem, função, estilo, métricas e rimas da literatura de cordel para estudantes da rede pública. Cícero Batista de Siqueira reside no Paranoá, Distrito Federal, desde 2003, e é membro da Academia de Letras de Alagoinha, no Piauí. Ele tem se dedicado à produção e divulgação da literatura de cordel em eventos e feiras populares.
Cordelteca
A programação também inclui a divulgação da Cordelteca do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do IPHAN, órgão do Ministério da Cultura. A Cordelteca disponibiliza mais de 7 mil cordéis digitalizados, produzidos desde o século 19, com descrições bibliográficas completas, para leitura e download pela internet. O acervo é uma valiosa fonte de pesquisa e apreciação para bibliotecas públicas, pesquisadores e interessados na literatura de cordel. O acesso aos cordéis e aos contatos de poetas e xilogravuristas pode ser feito pelo site, clicando aqui.
Essa programação especial da Biblioteca Demonstrativa visa celebrar os poetas de cordel e promover a riqueza dessa tradição literária, incentivando a leitura e a apreciação da cultura popular brasileira. “A BDB homenageia a literatura de cordel, uma maneira de brincar com o lúdico e o imaginário popular, fantástico, que me remete às rodas de conversas à beira do fogo regada de violas permeadas pela palavra de todas as linguagens na língua afiada dos trovadores, menestréis da cultura popular, que veio do medieval para se tornar Patrimônio Imaterial Cultural Brasileiro”, ressalta o coordenador da Biblioteca Demonstrativa, Sebastião Lima Filho, lembrando que a Literatura de Cordel foi reconhecida como Patrimônio Cultural em setembro de 2018.
Funcionamento da Biblioteca Demonstrativa
Todas as atividades culturais da BDB são abertas ao público em geral e inteiramente gratuitas. Além dessas atividades, a BDB oferece amplos espaços para estudo individual com acesso Wi-Fi gratuito e um telecentro para aqueles que não dispõem de um computador, bem como uma área infantil acolhedora, com Gibiteca e HQs para todas as idades.
Os livros podem ser emprestados à comunidade mediante cadastro no balcão da Biblioteca, levando documento de identificação e comprovante de residência. Cada pessoa pode levar até 3 livros por vez, por empréstimo, com devolução em até 15 dias, podendo renovar se não houver reserva de outro usuário. A BDB fica localizada na EQS 506/507, Asa Sul, em Brasília-DF, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração Nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
Ajude Cleiton e família a não perderem a casa em que moram
Jornalista: sindicato
Cleiton Castro é jardineiro e mora no bairro Céu Azul em Valparaíso de Goiás. Ultimamente, ele teve grandes perdas na família. Ano passado, uma filha de 18 anos vítima de câncer, outra de 16 anos em acidente de carro e há duas semanas a violência urbana vitimou o filho, também de 16 anos. Após todas essas tragédias, Cleiton foi diagnosticado com um tumor no cérebro, que está tratando atualmente. Ele trabalha de domingo a domingo, mas ele precisa de ajuda.
A filha mais velha, sabendo que não teria muito tempo de vida, quis passar um tempo com a avó no Piauí. E por lá faleceu. A mãe foi até lá para o velório. Cleiton pediu empréstimos para custear as passagens da mãe e filha, além do velório.
Apesar do tratamento e de gastar parte do orçamento com remédios, por necessidade, Cleiton ainda trabalha, em Valparaíso, como diarista em locais diferentes.
Todos estes acontecimentos fizeram ele contrair uma dívida, que está comprometendo a casa em que ele mora, financiada pela Caixa Econômica Federal.
Para quitar este débito e não correr este risco, ele precisa arrecadar um pouco mais de R$15 mil.
Portanto, foi organizada esta vaquinha que até este momento conseguiu R$7 mil através de 41 doadores. Cleiton ainda precisa de ajuda. A chave Pix para doar é 4977400@vakinha.com.br .
Vem aí o 4º encontro do Clube de Leitura BDB Cultural
Jornalista: Luis Ricardo
O Clube de Leitura BDB Cultural chega ao seu 4º encontro com o livro Deus na Escuridão, do escritor Valter Hugo Mãe. A iniciativa integra a programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), do Ministério da Cultura, e tem como objetivo incentivar a leitura e debater obras importantes da literatura brasileira e estrangeira. A atividade será realizada no dia 12 de agosto, às 18h30, no formato híbrido, presencial no Auditório da Biblioteca Demonstrativa (EQS 506/507, Asa Sul) e online via plataforma Meet.
A obra que será debatida durante o Clube de Leitura é um romance delicado e profundo que explora o amor fraterno e a necessidade de cuidar de alguém. A trama segue os irmãos Pouquinho e Felicíssimo, que vivem em casas incrustadas em uma rocha íngreme na pequena comunidade do Buraco da Caldeira, na Ilha da Madeira. Em meio à natureza indomável e uma paisagem mítica, os irmãos são movidos por um amor sublime que corteja o divino.
Desde o nascimento de Pouquinho, Felicíssimo assumiu a responsabilidade de cuidar do irmão caçula, que nasceu com uma condição física incomum. Este compromisso é visto não como um dever, mas como um ato supremo de afeição, aceito por Felicíssimo desde o primeiro momento. A narrativa aborda a ideia de que amar é sempre um sentimento exercido na escuridão, e o faz com a maestria literária que tornou Valter Hugo Mãe um dos mais laureados autores contemporâneos.
Segundo o coordenador da Biblioteca Demonstrativa, Sebastião Lima Filho, o livro nos faz refletir sobre o trabalho de um cuidador. “Ser humano de qualidades especiais, expressas pelo forte traço de amor ao próximo, de solidariedade, de responsabilidade e incontáveis virtudes, oferecendo ao outro o resultado de seus talentos, preparo e escolhas, praticando o cuidado de forma individualizada a partir de ideias, conhecimentos e criatividade. Cuidar é doar afeto na mais profunda essência”, destaca.
Com um projeto gráfico especial e prefácios do músico Rodrigo Amarante e do professor de Literatura Carlos Reis, a obra é um manifesto de lealdade e resiliência. A escolha de “Deus na Escuridão” para o encontro do Clube de Leitura BDB Cultural promete proporcionar uma discussão rica e envolvente sobre temas universais de amor e cuidado. Para 2024, a curadoria selecionou obras de autores de países de língua portuguesa para a caminhada literária do Clube de Leitura da BDB e isso instiga o público a conhecer e adentrar a cultura lusófona.
“É um livro apaixonante. Sem dúvida, é um livro sobre o amor fraternal, sobre o amor maternal, e sobre o grande amor que está a nossa volta”, ressalta o curador da Biblioteca Demonstrativa, especialista em literatura e educação, e membro do Conselho Nacional de Educação de Portugal, David Rodrigues.
Como participar do Clube de Leitura BDB Cultural
Os interessados em participar do Clube de Leitura devem ler o livro previamente ao encontro e fazer sua inscrição por meio do formulário disponível clicando aqui. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail bdb@institutoincluir.com.br ou pelo WhatsApp (61) 99513-2426. Para quem precisar de certificado de participação, a atividade emite por demanda no formulário. O 4º encontro do Clube de Leitura tem mediação da bibliotecária Cleide Soares.
Sobre o autor do livro
Valter Hugo Mãe é um escritor conhecido por sua escrita poética e inovadora. Nascido em Angola, em 1971, mudou-se para Portugal ainda criança, onde desenvolveu grande parte de sua carreira literária.
Ele é autor de várias obras aclamadas, como “O nosso reino” (2004), “O remorso de Baltasar Serapião” (2006), “A máquina de fazer espanhóis” (2010), “O filho de mil homens” (2011) e “Homens imprudentemente poéticos” (2016). Seu estilo literário é frequentemente caracterizado pelo lirismo, pela exploração profunda das emoções humanas e pela quebra de convenções narrativas tradicionais.
Valter Hugo Mãe recebeu vários prêmios literários, incluindo o Prêmio Literário José Saramago em 2007 por “O remorso de Baltazar Serapião”. Além de escritor, ele é também artista visual, músico e letrista, demonstrando sua versatilidade criativa. A obra de Valter Hugo Mãe é marcada por uma sensibilidade única, tratando temas como a identidade, a solidão, o amor e a morte de maneira profundamente humana e original. Sua contribuição para a literatura lusófona é amplamente reconhecida e apreciada, tanto em Portugal quanto internacionalmente.
Sobre a programação cultural da BDB
A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração n. 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
Com problemas de saúde, professora da rede pede ajuda
Jornalista: Luis Ricardo
Amigos, colegas de trabalho e familiares estão promovendo uma vaquinha virtual em prol da professora da rede pública de ensino do Distrito Federal, Juliana. A educadora tem enfrentado dificuldades financeiras após passar por problemas de saúde.
O Sinpro convida a categoria a participar desse mutirão de solidariedade em prol da professora Juliana. As doações podem ser realizadas por meio de PIX (4978512@vakinha.com.br) ou pelo link da Vakinha online.
Vamos falar de amor. Um amor intenso e sereno, maduro e novo. Esse amor trouxe-me para um lugar desconhecido de sensações únicas, mas também revisitadas.
O AMOR de avó/avô.
Ao olhar e pegar a minha neta no colo pela primeira vez, meu coração foi inundado de um amor imensurável. Sensações de renovação e esperança preencheram um lugar, até então desconhecido.
Os momentos de convivência no cotidiano de ser avó são preciosos, impagáveis e eternos. Um amor renovado a cada encontro, a cada sorriso. A primeira papinha, o engatinhar, andar, falar vovó, pedir colo, o aniversário do primeiro ano, a entrada na creche, as festas escolares, enfim, esses cotidianos, que transformam os dias em felizes e especiais.
Cotidianos de descobertas, sorrisos largos, abraços doces, beijos melados, caminhadas de mãos dadas. Momentos eternizados de puro amor. Todos os dias são de novidades, aprendizagens, leveza e renovação.
Busco em Bituca, nosso Milton Nascimento, licença para poetizar esse amor, na sua bela canção – Coração de Estudante.
“Mas renova-se a esperança
Nova aurora a cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê flor
Flor e fruto”
Renovar a esperança.
Sim. Ser avó renovou a minha esperança. A esperança do verbo ESPERANÇAR, como tão bem disse o Mestre Paulo Freire.
A Esperança que anuncia novidades, a construção de pontes, persistências, possibilidades de mudanças. Assim, nasce uma criança, repleta de novidades, mas carregada de historicidade.
O acontecimento do nascimento, paradoxalmente, revelou-me dois sentimentos: o primeiro é o amor já declarado e o segundo, um incômodo. O incômodo pelo direito das crianças, das meninas. Da condição de ser mulher em uma sociedade machista e, ainda, tão patriarcal.
Há dois anos nasceu o meu neto. Hoje sou avó da Luna e do Ravi. Dois seres humanos que inundam e me fazem transbordar de amor.
Com o nascimento do meu neto a esperança da renovação veio carregada do desejo, que o seu olhar fosse sensível com outro e para o mundo. Um homem forte com doçura, amorosidade e sinceridade. Um homem, que lembre, primeiramente, da sua condição humana. Um homem que não tenha receio de demostrar sentimentos e permita-se chorar de alegria/tristeza e ou emoção.
A luta é transformar o incomodo por justiça social. São muitas as lutas que estão no nosso cotidiano.
Como contribuir para que as crianças possam viver em um mundo/país que respeitam os Direitos Humanos?
O que podemos fazer para ensinar o cuidado com os seres humanos?
Como podemos garantir que todos os humanos tenham a garantia do direito à liberdade, à igualdade e à dignidade, com o respeito a sua imensa diversidade?
“Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo”
Esse mundo é possível?
Impossível é não pensar na possibilidade da luta, no coletivo, na educação e no amor.
Nossa luta é:
Um mundo sem miséria; respeito à infância e sem trabalho infantil; educação e saúde públicas de qualidade; salários e condições de trabalhos dignos; respeito e dignidade aos idosos, aposentados e pensionistas; saneamento básico; segurança; preservação do meio ambiente, da fauna e da flora; proteção aos rios, florestas e ecossistemas e de suas respectivas populações; garantia de ir e vir; garantia da liberdade de expressão e de pensamento; respeito a nossa identidade étnicas, raciais e de gênero; respeito a memória, a história, a cultura, ao patrimônio…
A defesa da Democracia é a defesa dos Direitos Humanos, um país de fato democrático é humanizado para todos, todas e todes.
Um Estado Democrático de Direito é um Estado que cuida e zela pela garantia dos Direitos Humanos, e principalmente da infância, das crianças e jovens que é o nosso futuro.
A todas avós e todos avôs que amam seus netos, sejam crianças, adolescentes ou adultos. Desejo que não percamos a capacidade de lutar e, principalmente, a capacidade de falar das lutas necessárias, na consolidação dos Direitos Humanos.
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê flor
Flor e fruto
(*) Por Kátia Franca Vasconcellos, professora aposentada da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF e, atualmente, diretora de Direitos Humanos/Instituto Horizonte)