9º CTE Olga Benário aponta para construção coletiva do PDE
Jornalista: sindicato
Com a presença de cerca de 800 professoras e professores, o 9º Congresso das/os Trabalhadoras/es em Educação foi encerrado na tarde deste domingo, com a apresentação do documento-base para a discussão do Plano Distrital de Educação (PDE). Durante quatro dias os participantes debateram variados temas com o viés da sustentabilidade e assistiram a palestras com especialistas e militantes da Educação e de causas sociais.
Com a escolha da tese guia apresentada pela diretoria (Tese 1) , os delegados e grupos de trabalho apresentaram suas emendas que foram votadas na manhã deste domingo. No encerramento, os diretores do Sinpro (foto) distribuíram o documento que servirá de base para a discussão do PDE pela categoria. Essa é uma discussão que ganhará a sociedade, e o Sinpro é a primeira entidade que está colocando o Plano local em sua pauta de lutas.
Os diretores anunciaram que na próxima assembleia, marcada para o dia 27 de setembro, será divulgada a proposta de cronograma para o debate sobre o PDE.
O Programa Alternativo deste sábado (22) apresenta um projeto desenvolvido pela Escola Classe 33 de Ceilândia. Com a preocupação de estimular a autoestima, a competição saudável e o trabalho em equipe dos alunos foi criado o projeto Xadrez Simples x Mente Especial, que também é responsável por proporcionar prazer no estudo. Desta forma o projeto é mais uma iniciativa que visa incentivar alunos e professores a participarem das inovações necessárias para a qualificação da educação em nosso país. “Este benefício que o xadrez proporciona também ajuda no raciocínio lógico, tomada de decisão, iniciativa e saber solucionar um problema”, relata o professor Resende, responsável pelo projeto.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
A gestão democrática e o financiamento da Educação também foram temas de debate neste sábado no 9º CTE. O professor da Faculdade de Educação da UnB, Remi Castioni, substituiu o professor da USP, José Marcelino Rezende na discussão sobre financiamento. Ele lembrou que estamos muito abaixo da média no custo aluno-qualidade em relação a vários outros países do mundo. “É preciso dizer que o gasto de 10% do PIB em educação é totalmente exequível e podemos sim dispor desse recurso para a Educação”, afirmou ele.
Adilson César de Araújo, coordenador pedagógico do Instituto Federal de Brasília (IFB), criticou a falta de investimento do governo local numa ampla campanha de conscientização sobre a importância da gestão democrática. Para ele é preciso pensar uma educação que tenha referencial nos sujeitos sociais.
Vale lembrar que os debates serão editados e brevemente poderão ser acessados pela categoria
“O modelo do agronegócio é o mesmo do sistema colonial, a única diferença é que eles substituíram a mão de obra escrava por maquinários e por toneladas de venenos. A lógica continua a mesma: transformar tudo em mercadoria”, afirmou João Pedro Stédile, coordenador do MST, durante debate na manhã deste sábado, 15, no 9º CTE. Ele participou da mesa que discutiu código florestal, agrotóxico, segurança e soberania alimentar, juntamente com o chefe do Departamento de Saúde Coletiva da UnB, Fernando Carneiro.
Alguns números impressionaram, em especial aqueles que mostraram a quantidade de resíduos e agrotóxicos em alguns alimentos, o resultado de uma pesquisa da qual participou o professor da UnB . Stédile lembrou que a Bunge, a Cargill e a Shell detêm juntas 51% das propriedades que plantam cana de açúcar para fabricar etanol. Ele denunciou também a influência cada vez maior das empresas transnacionais e dos bancos no chamado agronegócio.
Fernando Carneiro corroborou a fala de Stédile e lembrou que o modelo que sobra para o Brasil nesse sistema é a de simples exportador de produtos primários e comoditties.”É esse o papel que a quinta economia do mundo vai aceitar?”, questionou Carneiro. Ele lembra que se os agrotóxicos fazem mal à saúde de todos, é ainda pior para os trabalhadores do campo que são triplamente contaminados. Os que ousam denunciar são silenciados e mortos.
Ao final os dois debatedores concordaram que os professores e as professoras podem ter papel fundamental na tarefa de levar a informação sobre essa situação para população urbana para que pela pressão popular se possa mudar esse quadro de falta de fiscalização e supremacia do lucro em detrimento da vida humana.
É com grande pesar que o Sinpro comunica o falecimento das professoras Evangelina Teixeira Bittencourt, da CRE do Plano Piloto e de Francisca Maria Cunha Monteiro, do CED Darcy Ribeiro, no Paranoá. O velório de Evangelina está ocorrendo na Capela 4 do Campo da Esperança e o sepultamento será às 15h deste sábado, 15.
Já o velório da Francisca será no Campo da Esperança, amanhã, dia 16/9, às 8h, na Capela 8, e o sepultamento às 11h. Aos familiares e amigos nossa solidariedade neste momento de dor.
Formação, direitos e deveres dos(as) professores(as)
Jornalista: sindicato
A discussão em torno da necessidade de melhorias na educação, de melhores condições de trabalho para os(as) professores(a) e a conjuntura econômica brasileira foram tópicos que permearam o segundo dia do 9º Congresso de Trabalhadoras/es em Educação (CTE) Olga Benário. Na primeira palestra da tarde desta sexta-feira (14), Antonio de Lisboa Amâncio Vale (Diretor Executivo CUT – Nacional, Secretário de Finanças da CNTE e professor da Secretaria de Educação do DF) falou sobre os Elementos para análise da conjuntura, e da necessidade em se reivindicar mais verba para a educação do Brasil.
Segundo dados da Organização para Alimentação e Agricultura da ONU (FAO), a população mundial é de 7 bilhões de pessoas, sendo que 1 bilhão passa fome. Enquanto isto já foi gasto R$ 6 trilhões para salvar bancos desde 2008, R$ 1,6 trilhão com armas e guerra, sendo que com R$ 1,5 trilhão seria necessário para acabar com a fome e recuperar áreas degradadas. Lisboa lembrou que esta crise econômica tem gerado racismo, xenofobia, governos neofacistas, individualistas, crise ambiental e ética em todo o mundo. “Essa crise é do capitalismo financeiro, ético e ambiental. Precisamos lutar para que o Brasil não entre nesta crise econômica mundial. Nosso país tirou 40 milhões da pobreza nos últimos dez anos, mas as pessoas querem mais. Além de comida e emprego, essas pessoas querem educação e saúde de qualidade, e melhores condições de vida. Para isto é preciso uma reforma política, tributária e agrária, além da aprovação do PNE”, analisou Antonio Lisboa para educadoras e educadores que lotaram o auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
No segundo debate da tarde os professores Pedro Gontijo (Professor e Pesquisador da UnB – Doutorado em Filosofia pela Unicamp), Kátia Curado (Doutora em Educação pela UNB) e Carlos Augusto Abicalil (assessor da Liderança no Governo do Congresso Nacional) abordaram a Formação de professores: direito e dever do professor e do Estado (foto). De acordo com a professora Kátia Curado, apesar da facilidade em se ter acesso à informação, é preciso melhorar o acesso ao conhecimento e principalmente se investir na formação do professor. “A necessidade do professor é urgente. Temos um conhecimento específico e precisamos repensar a formação destes professores para que eles tenham condição de desempenharem seu trabalho com maestria. São necessários mais projetos específicos na área, respeito, pesquisas, além de um plano de carreira que respeite o esforço destes profissionais e mais qualidade na formação”, salientou.
Já o professor Pedro Gontijo sinalizou que é preciso mudar a formação dos professores e as condições de trabalho dos educadores. “Precisamos construir uma carreira mais sólida e justa para que possamos juntos fazer o nosso amanhã na escola pública”. Carlos Abicalil fechou a palestra dizendo das dificuldades que a categoria enfrenta diariamente e os conflitos que ainda precisam lidar. “Tenho ciência de todas as lutas que os professores travam para levar o conhecimento aos alunos e ainda temos uma luta sob velhos temas. A importância de um Congresso como este é que podemos propor mudanças e batalhar para que isto saia do papel e se transforme em realidade’, finaliza.
Neste sábado (15) o CTE terá início às 8h30 com a palestra de José Marcelino Rezende Pinto (Professor titular da USP), falando sobre Gestão Democrática e a construção de referenciais para a qualidade da educação. Confira abaixo a programação completa:
Dia: 15/09/2012 (Sábado)
08h30 – Palestra: Financiamento.
Palestrante: José Marcelino Rezende Pinto(Professor titular da USP).
Palestra – Gestão Democrática e a construção de referenciais para a qualidade da educação.
Palestrante: Adilson César de Araújo (Doutor em Educação pela Faculdade de Educação da UnB, Coordenador Pedagógico do Instituto Federal de Educação de Brasília).
10h – Palestra: Código Florestal , Agrotóxico, Segurança e Soberania Alimentar.
Palestrantes: João Pedro Stédile (Coordenador do MST) e Fernando Carneiro (Chefe do Departamento de Saúde Coletiva da UNB e Membro do GT de Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva).
Palestra: Economia Solidária e Sustentabilidade.
Palestrante: Shirlei Silva (Coordenadora do Instituto Marista de Solidariedade e integrante do Forum Brasileiro de Economia Solidária).
12h30 – Almoço.
14h – Palestra: Currículo.
Palestrantes: Heleno Araújo Filho (Secretário de Assuntos Educacionais da CNTE) e
Elisângela Teixeira Gomes Dias (Professora da SEEDF e doutoranda em educação pela UnB).
16h – Ocinas:
• GT – 01- Palestra: EJA.
Palestrante: Maria Margarida (Doutora em Educação pela PUC/SP).
Palestra: Medidas Socioeducativas e Sistema Prisional.
Palestrante: Carlos José Pinheiro Teixeira (Professor SEEDF).
• GT – 02 – Palestra: Orientadoras(es).
Palestrantes: Lívia Freitas Fonseca Borges (Coordenadora da Área de Desenvolvimento Prossional Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da UNB) e Lúcia Maria Oliveira Santis – Mestra em Educação e Orientadora Educacional da SEEDF.
• GT – 03 – Palestra: Ensino Médio.
Palestrante: Mário Bispo dos Santos (Professor da SEEDF).
• GT – 04 – Palestra: Séries Iníciais /Séries Finais.
Palestrante: Maria Susley Pereira (Doutoranda em Educação pela UnB e professora da SEEDF).
• GT – 05 – Palestra: Educação Infantil.
• Palestrante: Simão de Miranda (Doutor em psicologia pela UNB e professor da SEEDF).
• GT – 06 – Palestra: Ensino Especial/Inclusão.
Palestrantes: Sandra Zanetti Moreira (Coordenadora Geral de Articulação da Política de Inclusão nos Sistemas de Ensino – MEC) e Erenice Natália Soares de Carvalho (Psicóloga, Fonoaudióloga, Doutora em Psicologia, professora aposentada da SEEDF atuando em Educação Especial, professora da Universidade Católica de Brasília).
• GT – 07 – Palestra: Educação Profissional.
Palestrante: Márcia Castilho de Sales (Mestra em Engenharia de Mídias para a Educação).
• GT – 08 – Palestra: Orçamento do DF.
Palestrante: Clóvis Scherer (Supervisor Técnico do DIEESE).
Mídia manipula e deforma informação, criticam debatedores
Jornalista: sindicato
Fortalecer a comunicação sindical e lutar pela democratização dos meios de comunicação no Brasil são algumas das medidas que poderiam ser adotadas pelo movimento sindical para dar à sociedade, como um todo, uma visão real das lutas das/os trabalhadoras/es brasileiras/os. Essas foram algumas das sugestões apresentadas aos participantes do 9º Congresso de Trabalhadoras/es em Educação (CTE) Olga Benário, durante a palestra “Mídia”, na manhã desta sexta-feira (14).
Educadoras e educadores lotaram o auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, neste segundo dia do CTE, e acompanharam atentamente as palestras dos jornalistas Altamiro Borges (editor da revista Debate Sindical e editor do site Vermelho) e Beto Almeida (diretor da Telesur e presidente da TV Cidade Livre). Altamiro falou sobre o grande poder da mídia, hoje, que apesar de produzir qualidade, manipula a informação de acordo com o interesse próprio. “Omitem o que não interessa e ressaltam o que interessa. E trabalhador não é notícia. Não interessa”, disse o jornalista.
Altamiro citou como exemplo a cobertura da mídia durante greve dos professores em Brasília, cujas manchetes eram: greve dos professores congestiona o trânsito. Numa tentativa clara de ignorar a luta da categoria e, ao mesmo tempo fazer a sociedade se posicionar contra. “Além de manipular a informação, a mídia deforma comportamentos e estimula o individualismo exacerbado”, afirmou Altamiro ao explicar a capacidade da mídia de nos “desmobilizar e de nos confundir”.
A respeito da manipulação, Beto Almeida citou os programas educativos como o Telecurso 2º Grau, que recebe verba do governo, mas só é exibido de madrugada, em horário não compatível com sua função. Ele disse uma das formas que a sociedade tem de conseguir que suas necessidades de comunicação sejam atendidas é por meio da regulamentação. Citou países como a Venezuela, onde o governo fortaleceu a comunicação pública, que não está sujeita ao mercado, apoia as TVs comunitárias e o jornalismo popular.
Tanto Altamiro quanto Beto Almeida ressaltaram a necessidade de lutar por uma lei, por uma nova regulamentação da comunicação no Brasil que garanta o que já está escrito na Constituição. Eles lembraram que a Carta Magna já proíbe o monopólio, garante a diversidade, estimula a produção independente.
A manhã desse segundo dia do CTE teve início com a apresentação e defesa das teses. Logo após a palestra sobre Mídia, o diretor executivo da CUT-Nacional e secretário de Finanças da CNTE, professor Antônio Lisboa ministrou palestra sobre a Conjuntura Internacional, Nacional e Local.
"10% do PIB não quebram o país. O que quebra o país é a ignorância",diz Gadotti
Jornalista: sindicato
“É fácil saber o que é sustentável, basta percebermos o que é insustentável neste mundo: a guerra, a fome, a miséria, o analfabetismo, enfim, tudo o que nos impede de viver numa sociedade mais justa e fraterna”. Assim o professor e presidente de honra do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti, iniciou nesta quinta-feira, 13, a sua palestra durante a abertura do 9º Congresso das/os Trabalhadoras/es em Educação Olga Benário. Um auditório lotado (foto) acompanhou atentamente sua explanação. Antes foi feita uma homenagem à vida e à luta da militante que dá nome ao 9º CTE e membros da mesa puderam se manifestar sobre a importância da realização do evento.
Para Gadotti, é preciso politizar a questão ambiental, até porque em ambientes insustentáveis vivem normalmente seres humanos em situação de degradação. ” Se cada saber deve proteger a terra, nós, que somos profissionais do saber, temos que fazer uma reflexão crítica e sair do senso comum do que é pensar ecológico, para além das belas imagens da natureza. É preciso desconfiar quando os bancos começam a usar o termo sustentabilidade. É preciso mostrar que o problema está no sistema que nos trata como mero consumidores “, alertou ele.
Ele entende que 10% do PIB para a Educação não quebram o país. “O que quebra o país é a ignorância”, disse. O professor lembrou que a escola cidadã defendida por Paulo Freire é a escola do companheirismo, da comunidade, da vivência plena da democracia. “Que neste congresso vocês possam fazer uma análise crítica das suas práticas e questionar o modelo neoliberal defendido pelo Banco Mundial, que tem ditado o modelo educacional que provocou essa tragédia na Educação da América Latina”, afirmou.
Após a palestra de Gadotti, foi analisado e votado o regimento interno. Logo após os participantes puderam se confraternizar durante apresentação musical.
Nossa campanha salarial continua, todas/os à assembleia!
Jornalista: sindicato
A próxima assembleia está confirmada para o dia 27 de setembro, às 14h30, com compactação de horário, na Praça do Buriti. Nossa campanha salarial continua e estamos intensificando a cobrança da isonomia como direito do qual não abriremos mão, em peças publicitárias em outdoors e em nosso site (veja banner no alto desta página).
Neste mês iniciamos as discussões sobre as questões financeiras do nosso plano e teremos que mostrar muita disposição para a luta, já que o governo tem sinalizado para o mesmo discurso de reajuste zero em 2013. Vamos desmontar esse discurso, mostrando que não faltam recursos, falta é realmente priorizar a Educação. A discussão sobre o Orçamento na Câmara Legislativa também deve se iniciar neste mês e precisamos garantir que sejam contempladas nossas reivindicações no caminho da isonomia com outras carreiras de nível superior do GDF
É fundamental que estejamos unidos em busca dos compromissos feitos com a categoria. A união e a participação de todas e todos é o único caminho para garantir as vitórias, o respeito que merecemos e o cumprimento dos acordos feitos pelo governo.
Anunciado processo seletivo para contrato temporário
Jornalista: sindicato
O Diário Oficial do DF de quarta-feira, dia 12, divulgou a autorização para o governo realizar um concurso visando à contratação, em caráter temporário, de até 6,5 mil professores(as) para trabalhar na rede pública a partir do início do ano letivo de 2013. Os(as) novos(as) professores(as) serão direcionados, principalmente, para a cobertura de vagas de licenças (médicas e de cessão de educadores(as) a outros órgãos). A Comissão de Negociação do Sinpro continua discutindo com o GDF para que os(as) professores(as) temporários(as) deixem de ser contratados como horistas e passem a receber da mesma forma que os efetivos. O Sindicato espera que as contratações anunciadas sejam suficientes para suprir a carência provisória de forma que os efetivos possam voltar a gozar da licença prêmio.