Professores e professoras estão reunidos em frente ao Palácio do Buriti, no Eixo Monumental, e permanecerão acampados até que o governo apresente uma proposta à categoria. Os manifestantes estão no local desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira (11) em vigília e se não houver acordo entre as partes, ficarão por tempo indeterminado para pressionar o governo a acatar as reivindicações.
Declaração indecente de Agnelo reforça luta da categoria
Jornalista: sindicato
O tiro saiu pela culatra. A bravata do governador Agnelo Queiroz, de qualificar de “indecente” e “imoral” o movimento legítimo dos professores produziu um efeito que ele não esperava: quarta (11) o Sinpro recebeu vários telefonemas de escolas que ainda estavam funcionando e cujos professores se reuniram e decidiram paralisar suas atividades por conta da reação destemperada e antidemocrática do governador.
É o caso, por exemplo, das Escolas Classes 05 e 06 do Cruzeiro e do CEF 01 da Estrutural, que, após reunião e de analisarem a entrevista do governador, decidiram paralisar em conjunto suas atividades, em protesto pela falta de respeito demonstrada por aquele que havia prometido agir diferente de governadores anteriores.
Nos telefonemas eles manifestaram indignação principalmente pela mentira de que estávamos sugerindo o uso de dinheiro da merenda para pagar professor, o que é um absurdo por si só, mas mais ainda se lembrarmos que durante todo o ano as escolas padeceram com falta de merenda de qualidade. Muitas delas ficaram a base de sucrilhos boa parte do ano passado! É muita hipocrisia vir agora com esse discurso justamente quando toda a população sabe a realidade das escolas!
É isso aí companheiras e companheiros, vistamos nossa indignação, nossa certeza de que merecemos um tratamento mais digno e respeitoso e vamos participar de todas as atividades convocadas pelo Sinpro!
Em entrevista ao programa jornalístico DFTV 2ª Edição, da Rede Globo de Televisão, que foi ao ar na noite do dia 10, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, deu um verdadeiro show de hipocrisia. Não só ousou classificar o movimento reivindicatório legítimo das professoras e professores do ensino público do DF de “imoral”, mas, também, chamou a categoria de “indecente” ao “propor” que os “recursos da merenda” fossem utilizados para pagamento salarial, o que não fizemos em nenhum momento. (ver íntegra da fala de Agnelo ao final deste texto).
Cabe-nos indagar se o senhor governador sabe, realmente, o que significa o termo imoral (definição do Dicionário Aurélio: contrário à moral, desonesto, libertino). Para nós, educadoras e educadores, pedir o cumprimento de um acordo assinado nada tem de imoral, muito pelo contrário, é legal, justo e legítimo. Assim como, o movimento grevista dos trabalhadores desse país é um direito legítimo, previsto na Constituição Federal e conquistado após muitos anos de luta.
Chamar nossa greve de “imoral” é ofender toda a classe trabalhadora e não apenas os profissionais da Educação. Aliás, cabe-nos lembrá-lo de que o partido que o levou ao poder participou ativamente da luta pela conquista do direito de greve.
Imoral, senhor governador, é inventar que propomos que nosso reajuste fosse concedido com dinheiro retirado da merenda de nossas alunas e alunos. Principalmente, quando sabemos que isso foi feito deliberadamente para tentar colocar a opinião pública contra nossa categoria. Será que o senhor “desconhece” que os recursos da merenda escolar vêm de um fundo específico para isso?
Somos profissionais responsáveis, comprometidos com a qualidade da Educação e o senhor sabe, perfeitamente, que jamais fizemos qualquer proposta para garantir reajuste da categoria retirando recursos da merenda escolar. Ao contrário de sua declaração, uma de nossas lutas é justamente para que o governo aumente os recursos da merenda escolar de forma a garantir qualidade, com variedade e quantidade.
Fazemos isso, principalmente, por saber que a situação da merenda piorou muito durante sua gestão. No ano passado o Sinpro recebeu inúmeras denúncias das escolas de problemas com a qualidade e às vezes a falta pura e simples de merenda. Imoral, senhor governador, além de mentir é assinar um acordo e não cumprir!
Íntegra da declaração do governador: “esse pedido é absolutamente indecente. Chegaram ao ponto de propor pegar recurso de custeio, da merenda, para pagar os professores, isso é uma coisa absolutamente imoral”.
Governo não apresenta proposta e categoria decide manter a greve
Jornalista: sindicato
Trinta dias de greve não foram suficientes para fazer o governo honrar os compromissos assumidos com as professoras e professores em abril do ano passado. A resposta a esse descaso não poderia ser diferente: a categoria continuará em greve. A decisão foi tomada pela maioria absoluta dos presentes na assembleia geral, na manhã desta terça-feira, dia 10, realizada na Praça do Buriti. Mais uma vez, alunas e alunos das escolas públicas compareceram à assembleia para demonstrar seu apoio às educadoras e educadores.
Embora alardeie na imprensa que tem intenção de negociar com a categoria, em nenhuma das reuniões ocorridas, o GDF apresentou qualquer proposta concreta que atendesse aos anseios das professoras e professores. Diz que quer o fim da greve, mas demonstra não ter pressa. Um exemplo claro disso é que na reunião de ontem (dia 9), os representantes do governo afirmaram que “vão estudar uma proposta”, como se a questão fosse nova.
Convenientemente, nossos governantes se esqueceram dos documentos por eles assinados no ano passado, onde se comprometeram, dentre outros, a fazer a reestruturação do Plano de Carreira e implantar nosso Plano de Saúde. Esse desrespeito está difícil de ser engolido pela categoria que, indignada, promete fortalecer cada vez mais a mobilização com bandeiraços, carreatas e visitas de conscientização. Ato público – Da Praça do Buriti, munida de bandeiras, apitos e vuvuzelas, a categoria seguiu unida até a porta do Palácio do Buriti, ocupando toda a pista, para pressionar o governador Agnelo Queiroz a receber a comissão de negociação. O objetivo é a construção efetiva de uma proposta que atenda às reivindicações das professoras e professores do ensino público do DF. Neste momento, a categoria aguarda ser atendida pelo governador.
Conforme também aprovado na assembleia, a próxima assembleia geral será na próxima sexta-feira, dia 13, data em que completa um ano que o GDF assinou o acordo, se comprometendo a atender às nossas reivindicações. A assembleia terá início às 9h30 e será realizada no estacionamento do Teatro Nacional.
Nossa campanha de doação de livros já é um sucesso. Durante a assebleia de terça-feira (10), arrecadamos vários exemplares e as educadoras e educadores podem continuar doando livros para a nossa campanha. Limpe as gavetas e estantes e leve pelo menos um exemplar para o acampamento desta quarta-feira (11), no Palácio do Buriti. Vamos dar uma aula de cidadania em praça pública, em favor da educação. Os livros serão doados para entidades da sociedade civil que trabalhem com incentivo à leitura. Fale com seus amigos e familiares e doe um livro pela nossa causa: uma educação de qualidade para todos!
Após 29 dias de greve a atitude do GDF continua a mesma: ao invés de usar os recursos públicos para cumprir os compromissos assumidos com nossa categoria, prefere despejar rios de dinheiro em informes publicitários em uma tentativa de desqualificar nosso movimento. Essa manobra de usar a mídia para tentar colocar a sociedade contra as professoras e professores é antiga, já utilizada pelos governos anteriores.
Diferente do governo, nós não precisamos utilizar inverdades para angariar apoios. Nossas alunas e alunos já demonstraram indo às ruas e participando de nossas assembleias que estão do nosso lado. Isso porque nossa reivindicação é justa e merecida. Queremos o cumprimento do acordo feito com a categoria no ano passado.
Se o objetivo do governo é enfraquecer nosso movimento, nossa resposta é exatamente o contrário. A cada ataque, mais professoras(es) indignadas(os) passam a engrossar nossa luta. Somos educadoras(es), merecemos respeito!
Senhor governador: honre os seus compromissos assumidos!
Categoria realiza atividades em várias regiões do DF
Jornalista: sindicato
A categoria mais uma vez mostra que a luta continua e que as mobilizações não vão parar enquanto o governo do DF não atender as reivindicações dos professores e das professoras e honrar os compromissos assumidos. Nesta quarta-feira (04) atividades foram realizadas em várias regiões administrativas, com trabalhos de convencimento, apitaços, carretas e até mesmo uma via sacra da educação por escolas de Samambaia. Durante a manhã vários professores percorreram quatorze escolas de Samambaia e em cada uma delas foram lembrados os momentos da luta da categoria. Já no Recanto das Emas (foto), Gama, Santa Maria, Taguatinga, Planaltina, Brazlândia, Sobradinho e Ceilândia grupos realizaram atividades de convencimento por escolas da região, conversando com professores, alunos e com a comunidade. Já no Paranoá e em São Sebastião carreatas tomaram as ruas das cidades e em seguida as pessoas que participaram da atividade conversaram com professores em várias escolas.
“Mais uma vez a comunidade demonstrou que apoia a luta da categoria e muitos moradores do Recanto cobraram do governador que apresente proposta que solucione a greve”, comenta o diretor Washington Dourado.
Algumas escolas estão conduzindo suas atividades como se a greve não estivesse acontecendo, mesmo com funcionamento comprometido. A recomendação do Ministério Público é clara: os professores que não aderirem ao movimento grevista devem garantir o não prejuízo para os alunos e terão que fazer a reposição dos dias letivos e de conteúdos e avaliações que porventura sejam perdidos em função da greve.
Categoria realiza passeatas em várias regiões do DF
Jornalista: sindicato
Às vésperas de mais uma assembleia geral a categoria mostra que a luta continua e as mobilizações não vão parar enquanto o governo do DF não atender as reivindicações da categoria e honrar os compromissos assumidos. Para mostrar isto professores(as) e alunos(as) da rede pública de ensino do Distrito Federal fizeram, nesta segunda-feira (02), manifestações no Paranoá, Recanto das Emas, Samambaia e Gama. No final de semana atividades foram realizadas em vários pontos do DF.
No Paranoá (foto) alunos do Centro de Ensino Médio Nº 1 e diretores do Sinpro-DF fecharam uma das faixas da avenida principal, fizeram um apitaço e gritaram palavras de ordem em defesa dos professores. “A gente não faz o movimento grevista contando apenas com o apoio dos professores. É necessário que a comunidade se mobilize, uma vez que também está insatisfeita com o ensino público no DF. E os alunos sabem bem das dificuldades que enfrentamos diariamente”, disse o diretor Fernando Ferreira.
No Recanto uma grande carreata tomou as ruas da região administrativa. Mais de cem carros e um carro de som percorreram várias vias da cidade. Durante todo o trajeto o grupo escutou reclamações da população sobre a educação pública e explicou os motivos da categoria estar em greve. “Um ponto importante que notamos foi o apoio que a população mostrou à luta da nossa categoria em cada rua que passávamos”, analisa o diretor Washington Dourado.
Neste momento é de extrema importância a participação de cada professor e professora nas atividades de mobilização, e principalmente na assembleia desta terça-feira (03). Nossas vitórias serão proporcionais à nossa garra e vontade de lutar.
Assembleia elege delegados para 12º Cecut e 11º Concut
Jornalista: sindicato
A assembleia geral extraordinária do Sinpro, realizada no sábado, dia 31/03, na sede do sindicato, elegeu as delegações da categoria que participarão dos congressos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) neste ano. Para o 12º Congresso Estadual da CUT (Cecut-DF), a ser realizado do dia 31 de maio a 2 de junho, em Brasília, foram eleitos 83 delegados e 28 suplentes; para o 11º Congresso Nacional da CUT (Concut), que será de 9 a 13 de julho, em Santo Amaro/SP, foram eleitos 27 delegados e 9 suplentes. Foram registradas a presença de 374 professoras e professores na assembleia e computados 358 votos válidos.
Durante o 12º Cecut-DF, os participantes irão debater a conjuntura, o balanço da gestão, bem como a definição de estratégias, do plano de ação e eleição da direção da Central para o próximo triênio. O lema do Congresso neste ano é: “Liberdade e autonomia sindical: democratizar as relações de trabalho para garantir e ampliar direitos”.
O 12º Cecut-DF é um preparatório para o 11º Concut, no qual serão definidas em instância máxima da Central as diretrizes a serem desenvolvidas. O temário do 11º Concut compreende: Conjuntura Internacional e Nacional; Balanço; Estratégia; Plano de Lutas; Estatuto; e Eleição da Direção Executiva Nacional, da Direção Nacional e do Conselho Fiscal.