Clube de Leitura BDB Cultural realiza debate sobre livro de Grada Kilomba

O Clube de Leitura BDB Cultural irá debater, na edição de julho, o conteúdo do livro “Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano”, da escritora, acadêmica e artista portuguesa Grada Kilomba. O debate será realizado no dia 8/7, das 18h30 às 20h. Os(as) interessados(as) em participar devem ler o livro previamente ao encontro e fazer sua inscrição por meio do formulário disponível no link aqui. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail bdb@institutoincluir.com.br ou pelo WhatsApp (61) 99513-2426. Para quem precisar de certificado de participação, a atividade emite por demanda no formulário.

O evento será realizado em formato híbrido, permitindo a participação tanto presencial, no auditório da Biblioteca (EQS 506/507, Asa Sul, Brasília/DF), quanto on-line, via Google Meet. A atividade integra a programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), do Ministério da Cultura, e faz parte das atividades alusivas ao Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, que conduz a programação da Biblioteca na primeira quinzena de julho.

A autora Grada Kilomba tem raízes ancestrais em Angola e São Tomé e Príncipe e sey livro “Memórias da Plantação – Episódio de racismo” foi o escolhido da edição de julho do Clube de Leitura BDB Cultural.

Grada Kilomba e o Clube do Livro

“Memórias da plantação”, escrito por Grada Kilomba, que atualmente mora em Berlim, na Alemanha, e sempre participa de atividades no Brasil, é uma obra seminal que aborda questões cruciais sobre racismo, identidade e colonialismo. Publicado em 2008, o livro é uma coletânea de ensaios que misturam teoria acadêmica com relatos pessoais e histórias coletivas, explorando as complexas dinâmicas de opressão racial.

Kilomba utiliza uma abordagem interdisciplinar para dissecar o racismo contemporâneo. A autora baseia-se em teorias psicanalíticas, pós-coloniais e feministas para investigar como o racismo não é apenas um problema histórico, mas uma questão presente e estrutural que afeta profundamente as subjetividades e as relações sociais. Segundo a bibliotecária e mediadora  do Clube de Leitura BDB Cultural, Cleide Soares, a “escritora evidencia rotinas que naturalizaram o racismo e que precisamos encarar, refletir e eliminar do nosso cotidiano. O racismo deve provocar inquietação sempre e, por isso, selecionamos esta obra”.

O título “Memórias da plantação” remete diretamente ao legado da escravidão e ao sistema de plantations que sustentou a economia colonial, evocando a memória coletiva das brutalidades e injustiças cometidas contra povos africanos. Kilomba argumenta que essas memórias continuam vivas e influenciam as experiências de descendentes de escravizados, perpetuando traumas e desigualdades.

Sobre o Clube de Leitura, o coordenador da Biblioteca Demonstrativa, Sebastião Lima Filho diz que “é uma iniciativa importante porque é missão do Ministério da Cultura  estimular a abertura de mais clubes de leitura no país e a BDB é referência para outras bibliotecas públicas. Por isso, estamos fazendo em formato híbrido para que outras bibliotecas e seus públicos possam participar e ver como funciona a dinâmica”.

Para o especialista em literatura e educação, membro do Conselho Nacional de Educação de Portugal, e curador da Biblioteca Demonstrativa, David Rodrigues, Grada Kilomba é a imagem de uma artista multifacetada estendendo os seus interesses por várias formas artísticas e recolhendo inspiração em múltiplos lugares. “Pela sua diversidade e pela sua determinação em afirmar os valores pós-coloniais e a igual humanidade de todos os humanos, Grada, é uma inspiração para pensar eticamente o mundo em que vivemos”, ressalta.

Funcionamento da Biblioteca Demonstrativa

Todas as atividades culturais da BDB são abertas ao público em geral e inteiramente gratuitas. Além dessas atividades, a BDB oferece amplos espaços para estudo individual com acesso Wi-Fi gratuito e um telecentro para aqueles que não dispõem de um computador, bem como uma área infantil acolhedora, com Gibiteca e HQs para todas as idades.

Os livros podem ser emprestados à comunidade mediante cadastro no balcão da Biblioteca, levando documento de identificação e comprovante de residência. Cada pessoa pode levar até 3 livros por vez, por empréstimo, com devolução em até 15 dias, podendo renovar se não houver reserva de outro usuário. A BDB fica localizada na EQS 506/507, Asa Sul, em Brasília-DF, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração Nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.

Armazém do Campo muda de endereço e é reinaugurado em Brasília

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vai reinaugurar, no dia 3 de julho, em Brasília, a loja do Armazém do Campo. Além da comercialização de produtos da reforma agrária, o novo local, situado no Setor Comercial Sul (SCS), no Edifício Denasa, será espaço privilegiado de promoção, ainda mais, de eventos culturais e outras atividades.

Nas redes sociais, o MST convida a todos(as): “Com muita alegria e com a mística da luta renovada, informamos que a reinauguração do nosso espaço do Armazém do Campo do Distrito Federal já tem data marcada. A nova loja está sendo instalada no Setor Comercial Sul, Edifício Denasa, com um amplo espaço que trará muitas novidades”.

Antes, a loja, inaugurada em 2022, se situava na CLN 115. O novo espaço, no SCS, está mais centralizado e de fácil acesso para todos(as) os(as) brasilienses. Os Sem-Terra garantem que no novo local haverá também culinária da terra, atividades culturais, biblioteca e muito mais.

“O Armazém do Campo DF será o elo de construção e articulação política, cultural e alimentar entre o povo do campo e da cidade, bem no centro de Brasília, tendo a solidariedade e a unidade de classe um dos pilares principais. “Seguiremos durante todo o mês de junho trazendo informações e novidades”, prometem. Prestigiem! Participem da inauguração!

 116ª edição da revista Xapuri já está disponível

A 116ª edição da Revista Xapuri já está disponível para leitura. Em junho, o periódico traz na capa o cultivador de flores, agricultor de vida simples, líder do Movimento de Participação Popular da Frente Ampla (partido de esquerda uruguaio), ex-senador da República (2015-2020) e ex-presidente do Uruguai (2010-2015), Pepe Mujica.

A revista ainda aborda os impactos das inundações para os povos indígenas do Rio Grande do Sul; os problemas enfrentados pela população decorrentes das mudanças climáticas; a degradação ambiental e os conflitos sociais provocados pela especulação imobiliária em praias brasileiras; o cotidiano dos quilombos brasileiros, dentre outras pautas necessárias para o debate da população.

A edição de junho ainda mostra o projeto Educação Ambiental Horta Educadora, promovido pelo Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC) Bernardo Sayão, de Ceilândia Sul, onde os(as) alunos(as) percebem a necessidade de associação entre o processo de alfabetização, a Educação Ambiental e a promoção da cultura de paz na escola.

Com o apoio do Sinpro-DF, a revista é disponibilizada de forma on-line e imprensa.

Conheça a Revista Xapuri e assine aqui https://xapuri.info/assine/

Clique aqui e leia o número 116 da Revista Xapuri/junho.

 

Atletas do Centro Educacional do Lago se destacam em competições

Alunos (as) do Ensino Médio do Centro Educacional (CED) do Lago conseguiram recentemente excelentes resultados em competições no DF no vôlei feminino, ginástica artística e parkour.

Nos dias 8 e 9 de junho, ocorreu a Copa Brasília de Ginástica. A escola foi representada por sete atletas no total, sendo três participando da ginástica artística nível iniciante (Geovanna Emanuelle dos Santos Pinheiro, Ana Cláudia Bezerra de Azevedo e Ester Felipe Oliveira Silva) e quatro participando do parkour (Gabriel Venturini Lagasse, Nicolas Ferreira da Silva, Pedro Francisco Pereira Santana e Lucas Vieira Santos), sendo um deles no nível avançado e três no intermediário. Todos receberam medalha de ouro e alcançaram a nota para o primeiro lugar. 

“O processo foi desafiador, a falta de equipamento foi o maior empecilho. Mas conseguimos improvisar com o que tínhamos à disposição na escola. Para o parkour usamos as mesas da cantina como obstáculos, e para a ginástica artística usamos apenas alguns Tatames Eva que a escola já tinha. No dia anterior ao evento, a academia de ginástica Vup nos emprestou um trampolim, e às vésperas do evento as meninas aprenderam o salto que deveriam apresentar no torneio”, conta Cleber Rosa de Siqueira Campos, Professor de Educação Física

A carga de treino também foi um fator desafiador, pois era através de uma disciplina eletiva. E a preparação foi feita durante as aulas. “Apesar de termos pouco tempo, os alunos que foram para a Copa Brasília se empenharam bastante e tiveram 100% de produtividade em cada minuto da aula. Por isso que as meninas conseguiram realizar a série de solo com poucas deduções, e os meninos conseguiram realizar os circuitos com maestria”, relata o educador.

O evento

A Copa Brasília é realizada nos moldes dos torneios profissionais. Os atletas do parkour realizam dois circuitos. Um de habilidade, que avalia a execução dos movimentos e a passagem pelos obstáculos de acordo com movimentos obrigatórios previstos por regulamento específico, e outro circuito de velocidade onde o atleta precisa realizar com o menor tempo possível a pista de obstáculos.

As atletas da Ginástica Artística Feminina apresentam uma série de solo composta por elementos acrobáticos e artísticos, e são avaliados a execução dos elementos obrigatórios e o seu desempenho artístico. E apresentam também o aparelho salto, que é avaliado pontos como o alinhamento corporal, altura e dinamismo do salto.

A escola estuda formar uma equipe de ginástica. “No momento não temos uma equipe formal, mas apesar de termos pouca estrutura para essas modalidades específicas, estamos avaliando a possibilidade de abertura de equipes de treinamento. E para isso precisamos ainda lidar com questões logísticas como carga horária de treino, sem prejudicar as atividades pedagógicas, uniformização das equipes, e equipamentos específicos. Apesar disso, temos esperança de conseguirmos encaixar esses pontos para colocar a escola nesse cenário”, diz Cleber.

Equipe de vôlei feminino se classifica 

O time feminino de vôlei da escola (categoria 15 a 17 anos) se classificou para a fase distrital dos Jogos Escolares, em agosto, após alcançar as quartas de final na fase preliminar, disputando 5 partidas. Agora, a equipe está entre as 24 melhores do DF, sendo a única da rede pública do Plano Piloto dentre elas. “É a única escola pública da regional do Plano a alcançar a fase de quartas de final, devido ao Plano Piloto ter muitas escolas particulares que investem muito na modalidade no vôlei, inclusive dando bolsa de estudo para as melhores atletas e ao fato da equipe atual campeã e vice distritais serem do Plano Piloto, chegar nesta fase é um fator muito importante, devido a toda concorrência que existe dentro da regional”, atesta José Sérgio Garcia Vieira, Treinador das Equipes de Treinamento

De acordo com ele, “o grande desafio foi implementar uma metodologia de treinamento, um trabalho que ocorreu a longo prazo e gradualmente passou a gerar resultados. A base da equipe de 2024 mescla alunas que já faziam parte da equipe com atletas que ingressaram na escola neste ano. A manutenção de atletas na equipe favoreceu a adaptação das novas e o auxílio das que já estavam criou um ambiente propício para que as novatas se adaptassem com a metodologia de treinamento e a forma de jogar. As meninas estão eufóricas e muito ansiosas para disputar os jogos distritais, encarando como uma grande oportunidade para se desenvolver ainda mais na modalidade e alcançar grandes resultados”.

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CEM 12 de Ceilândia e CED 416 de Santa Maria participam do projeto Telescópio nas Escolas

O Centro de Ensino Médio nº 12 de Ceilândia (CEM 12 de Ceilândia) e o Centro Educacional 416 de Santa Maria ( (CED 416 de Santa Maria) participaram, nessa segunda-feira (17) e terça feira (18), respectivamente, do projeto Telescópio nas Escolas – uma parceria do Clube de Astronomia de Brasília (CAsB) com as escolas da rede pública do Distrito Federal.

Com o projeto, o clube realiza uma aula de astronomia in loco, mostrando aos(às) estudantes as estrelas, os planetas, as galáxias, os aglomerados, as constelações e o que é pedagogicamente interessante para fortalecer o conhecimento sobre o Universo e a física. “O Telescópio nas Escolas é realizado entre maio e outubro, período em que o céu fica mais limpo e sem nuvens”, informa o professor aposentado da Secretaria de Estado da Educação do DF (SEE-DF) Kleber Silva Carvalho, o Kleber Carverna.

Ele conta que várias escolas participam desse projeto anualmente e uma equipe de pessoas ligadas ao CAsB faz o atendimento. “Temos de quatro a sete ótimos telescópios e uns 10 membros para auxiliar as observações. Dou uma palestra a céu aberto, falando sobre relatividade, tamanhos no Universo, gravidade, velocidade da luz e outras curiosidades. Finalizo respondendo curiosidades que os e as estudantes perguntam”, conta.

Para participar do Telescópio nas Escolas, as unidades escolares precisam entrar em contato com o CAsB, cadastrarem-se e pedir para ser colocadas na agenda. “A escola solicitante será agendada para o período bom de observações, que é mais ou menos entre maio e outubro”, informa o professor.

Além do Telescópio nas Escolas, o professor Kleber desenvolve e coordena outros projetos por meio do grupo “Amigos da Escola”, tais como os projetos de trilhas, de festival de música e pré-vestibular. Associado ao CAsB, ele integra o grupo de pessoas que executam o projeto Telescópios nas Escolas, cuja coordenadora é Monica Mazzoni.

Confira as fotos do CEM 12 de Ceilândia e CED 416 de Santa Maria no Facebook e Instagram do Sinpro-DF.

CEF GAN produz renda para a escola através da reciclagem

Unindo a renda proporcionada com a reciclagem e a ideia de usar estes recursos para atividades pedagógicas e elaborar um orçamento participativo, no qual os (as) próprios (as) alunos (as) escolhem como esta verba será destinada em prol deles (as) mesmos (as), o projeto ECO GAN (do CEF GAN, na Asa Norte) nasceu no início deste ano e já reciclou 313 quilos de latinhas de alumínio e tampinhas plásticas. A meta é chegar aos 800 kg até o fim de 2024.

“Ele começou em fevereiro, quando iniciei minha jornada como professora de História aqui. Falei sobre o projeto de reciclagem na formação pedagógica e tive apoio de vários colegas, em especial da Lílian Mariana Fernandes, psicóloga escolar da instituição. Nisso, formalizamos o projeto e demos os primeiros passos. Atualmente, todas as turmas participam eventualmente ou já participaram ao longo do ano. Também temos parcerias com dois restaurantes da Asa Norte e uma distribuidora do Cruzeiro. A comunidade escolar como um todo participa. Inclusive sei de casos de um condomínio inteiro que se organizou para coletar recicláveis”, conta Júlia Mello Schnorr, que mantém o projeto ao lado de Lílian.

O projeto recebe vários tipos de materiais recicláveis, como tampinhas de plástico e caixas de leite. Mas a educadora endossa que “nosso carro chefe é a reciclagem de latinhas de alumínio. Realizamos a venda para duas empresas de reciclagem. As latinhas seguem para o Varjão, para um atravessador, o senhor Cláudio, e o restante dos materiais, plástico, tetra pak, vidros etc vão para uma grande empresa de reciclagem da Estrutural”.

Os estudantes aprenderam muito sobre reciclagem. “E nós (professores) também, inclusive sobre os valores, qual material vale mais do que os outros. Latinhas de alumínio certamente valem mais, e os estudantes sabem disso, embora adorem juntar tampinhas plásticas, em casa e alguns até com os vizinhos”, conta a professora.

Para ajudar, basta enviar uma mensagem por Whatsapp para o telefone (61) 99198-2938 para combinar a entrega ou coleta. “O interessante é juntar aos poucos as tampinhas e, caso vá a uma festa, guardar as latinhas. Dependendo, podemos combinar a retirada. Contamos com o apoio de toda comunidade docente do DF”, diz Júlia.

O dinheiro gerado na venda foi destinado no primeiro semestre ao pagamento de lanches para passeios escolares. Mas agora, no segundo semestre, a educadora ressalta que “faremos assembleias com nossas 16 turmas para que os jovens elenquem as prioridades de gasto na escola. Em seguida, iremos realizar um orçamento participativo, ou seja, os jovens irão votar nas propostas e haverá a aplicação do montante no que eles julgarem melhor”.

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CED 08 do Gama mostra Corpo Fechado contra o racismo

Na luta permanente contra os racismos estrutural e institucional, o Centro Educacional 08 do Gama tem mostrado engajamento nesta pauta. No dia 03 de julho, às 9h, estudantes da unidade escolar demonstrarão o espetáculo teatral Corpo Fechado, onde a plateia vai constatar que a educação antirracista é um imperativo pedagógico e não apenas teorizado por acadêmicos, mas praticado no chão da escola.

Sob a direção do professor de Artes Valdeci Moreira, os(as) alunos(as) do CED 08 mostram durante a peça que estão de mãos dadas contra toda forma de discriminação e preconceito, contribuindo para a construção de um mundo melhor. “A peça contextualiza falas fortes e necessárias que ajudam a compreender a problemática racial e conscientizar a juventude sobre um novo olhar sobre si mesma. Dar protagonismo à juventude e permitir que seja dela a voz que se levanta é uma forma de valorizar o lugar de fala desses estudantes e contribuir para uma relação ensino/aprendizado menos assimétrica. A peça teatral Corpo Fechado é mais uma contribuição do CED 08 do Gama em favor de uma educação libertária e antirracista, ressalta o educador.

A escola convida professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes e toda a comunidade escolar para o evento, porque ela evidencia de que lado cada um está nessa nova configuração pedagógica.

 

Programação:

Direção:  Valdeci Moreira

Dramaturgia: Valdeci Moreira e Lelê Teles

Elenco: André Crist, Artur Nunes, Geovana Yasmim, Miguel Crist.

Cenógrafo: Valdeci Moreira

Iluminador: Valdeci Moreira

Arte: Ogan Luiz Alves

Realização: CED 08 do Gama

Data: 03 de julho

Horário: 9h

Apoio: CED 08 do Gama

EC 11 de Sobradinho realiza a Festa das Regiões

Com participação ativa de toda a comunidade escolar, sendo 380 estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, no último sábado (15) a EC 11 de Sobradinho promoveu mais uma edição da Festa das Regiões.

Ocorrendo pela 15ª vez, é o evento no qual “os estudantes conhecem os aspectos culturais e sociais de cada uma das regiões do país, de acordo com o ano em curso. A culminância do trabalho realizado é uma apresentação de dança típica da região estudada a ser apreciada pela comunidade escolar numa festa aberta, denominada Festa das Regiões. A cada ano os estudantes conhecem uma das regiões brasileiras. 1º ano: Região Centro-Oeste, 2º ano: Região Nordeste, 3º ano Região Sudeste, 4º ano Região Sul e 5º ano Região Norte”, explica Rosana Moraes, Professora de Atividades.

A repercussão foi excelente. “Nós tivemos participação de quase 100% dos estudantes nas apresentações, da comunidade que já frequentou a escola, e de alunos que já estudaram aqui, pois eles voltam todo ano para assistir as outras turmas. Na comunidade é uma festa bastante conhecida, inclusive o nosso espaço não está mais comportando o número de pessoas que a gente já recebe”, diz a educadora. 

Com relação a importância pedagógica do evento, a professora ressalta que é uma ferramenta para que as crianças conheçam mais as regiões do Brasil, principalmente nos quartos e quintos anos. “Temos a chance de aprofundar mais sobre as características da região, como fauna, clima, flora, relevo, a parte cultural da história, né, da própria região, então as músicas, os ritmos que são mais comuns nesses lugares, então há um ganho pedagógico, sem falar na psicomotricidade, porque ensaiar, né, a gente fica mais de um mês ensaiando as danças e aí o movimento, tudo isso ajuda as crianças também a crescerem, e evoluírem corporalmente, a ter conhecimento e domínio do seu próprio corpo, de espaço, então vemos bastante avanço pedagógico”, afirma Rosana.

A renda da festa (proporcionada pela venda alimentos como caldos, canjica, espetinhos, cachorro quente, algodão doce, bolo, arroz carreteiro, além do uso de brinquedos e brincadeiras, como pescaria e brinquedos infláveis) é totalmente revertida para promover a Semana das Crianças no mês de outubro.

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Inscrições abertas – Unidades de ensino abrem vagas para cursos técnicos gratuitos

Já estão abertas as inscrições do processo seletivo que preencherá vagas para ingresso nos Cursos Técnicos de Nível Médio, Especialização Técnica e de Qualificação Profissional ofertados pelas unidades escolares da rede pública de ensino do Distrito Federal. Ao todo serão ofertadas 5.824 vagas distribuídas nas regionais de ensino de Brazlândia, Ceilândia, Guará, Planaltina, Santa Maria, Taguatinga e Plano Piloto. As inscrições vão de 20 a 30 de junho e podem ser feitas clicando aqui.

O edital deixa claro que a matrícula e as demais etapas do Processo Seletivo serão totalmente gratuitas e as aulas terão início no 2º semestre do ano letivo de 2024. Dentre os cursos ofertados estão Enfermagem, Informática, Administração, Logística, Administração integrada à educação de jovens e adultos – (3º segmento), Informática integrada à educação de jovens e adultos – (3º segmento), Barbeiro, Nutrição e dietética, Operador de computador, Desenhista de animação, Cuidador de idosos, Bombeiro civil, Auxiliar de farmácia de manipulação, Radiologia, Língua brasileira de sinais (libras), Eletrônica, Eletrotécnica, Auxiliar de cozinha, Cozinheiro, dentre vários outros.

Os cursos foram selecionados conforme a demanda da população e do mercado de trabalho. Antes de fazer a inscrição o(a) candidato(a) deverá verificar se atende aos requisitos exigidos no edital.

Mais informações pelo telefone (61) 3318-2194.

COM LOCAL REFORMADO, ESPAÇO OLHAR OFERECE ATENDIMENTO PARA A COMUNIDADE ESCOLAR DO GAMA

Professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes e a comunidade escolar do Gama ganharam um presente no dia 11 de junho. O Espaço Olhar, que já existente há cinco anos, foi totalmente reformado para o melhor acolhimento e cuidado dos(as) interessados(as), se transformando em um refúgio para a saúde mental.

O projeto disponibiliza atendimento individual e coletivo, oferecendo uma série de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a utilização de recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais na prevenção de depressão, ansiedade, hipertensão, dentre outras doenças. Entre as práticas realizadas no Espaço Olhar estão Tai Chi Chuan, meditação, Reiki, automassagem, auriculoterapia, Técnica de Redução do Estresse, arteterapia, terapia comunitária e escalda pés. As atividades do Espaço Olhar atravessam os muros da CRE do Gama e chegam até as escolas. Os atendimentos são realizados pela professora de psicologia Lilia Ferreira Guimarães, também é responsável pelo Espaço.

Criado com uma visão pedagógica sistêmica, o Espaço Olhar, da CRE Gama, tem como pilar central o reconhecimento do ser humano em sua integralidade, entendendo que cada um é moldado por suas experiências de vida e pela interação social que nos cerca. Neste período o espaço tem se transformado em um lugar de cuidado, acolhimento e afeto para professores(as), orientadores(as) educacionais, servidores(as), estudantes e familiares.

A partir do Espaço Olhar, tendo como uma de suas atividades a Terapia Comunitária Integrativa em Saúde, foi criada a primeira turma de professores(as) e orientadores(as) educacionais formados em Terapia Comunitária Integrativa (TCI), que atende os(as) estudantes, mães de alunos(as) autistas são atendidos todos os sábados por terapeutas comunitários, e homens recebem atendimento durante a semana, além de atendimentos individuais e coletivos para educadores(as) das escolas do Gama.

Para a CRE Gama, o fazer pedagógico e as ações administrativas só podem florescer em um solo fértil de qualidade de vida e saúde mental, emocional e física. E é isto que o Espaço Olhar representa: um lugar de diálogo sem julgamento, de reflexão profunda e de envolvimento verdadeiro.

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