Sessão solene celebra 38 anos dos Centros de Vivências Lúdicas
Jornalista: Vanessa Galassi
Nesta sexta-feira (7/6), a Câmara Legislativa do DF (CLDF) realizará sessão solene para celebrar os 38 anos dos Centros de Vivências Lúdicas – Oficinas Pedagógicas da rede pública de ensino do DF. A atividade será às 9h, no Plenário da Casa, e contará com a participação do Sinpro e da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).
Autor do pedido de sessão solene, o deputado Gabriel Magno (PT) afirma que a ação tem como objetivo homenagear professores(as) que atuam e atuaram nos Centros de Vivências Lúdicas, “celebrando a importância social desses profissionais para a formação continuada dos docentes da educação básica”.
“É sabido que o lúdico é uma ferramenta importante no processo de ensino-aprendizagem. As atividades lúdicas deixam os estudantes motivados e isso facilita a aprendizagem significativamente, promove o conhecimento e consequentemente o rendimento escolar. Essa ludicidade desenvolvida nas formações das oficinas pedagógicas é compreendida como experiência interna de inteireza e plenitude por parte do sujeito”, afirma o parlamentar no requerimento da sessão solene.
As oficinas pedagógicas foram iniciadas em 1986. Elas se constituem como espaços destinados à formação continuada dos professores da Secretaria de Formação do DF, apresentando a ludicidade como força motriz das propostas.
EC 8 de Taguatinga realizou projeto “Papo de Homem”, para prevenção da violência doméstica
Jornalista: Alessandra Terribili
Os profissionais da educação na Escola Classe 8 de Taguatinga idealizaram o projeto “Papo de Homem”, com o objetivo de contribuir para a conscientização, a prevenção e o combate à violência doméstica junto ao público masculino que integra a comunidade escolar. O primeiro encontro foi realizado na noite de 28 de maio, no auditório da escola, e reuniu mais de 50 homens – pais ou responsáveis pelos estudantes.
A concepção do projeto se deu pela percepção de que as crianças e jovens que testemunham a violência doméstica trazem impactos dessa triste situação para seu desempenho escolar e convívio social. Na escola, os estudantes passam a apresentar transtornos, dificuldades variadas, agressividade ou apatia.
“Quando os estudantes vivenciam a violência doméstica em casa, eles ficam abalados, trazem esses traumas para a sala de aula e isso acarreta a não aprendizagem. É importante termos a preocupação de acolher essas crianças (e elas confiam nas professoras), de fazer atividades pedagógicas específicas com os alunos e realizar os encaminhamentos necessários”, explicou uma das idealizadoras do projeto, a professora Andressa Queiroz. “Realizamos também um trabalho direcionado às mulheres, mas precisamos incluir os homens nesse processo formativo”, completou Andressa.
Para abordar a temática, o juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Ben Hur Viza, ministrou a palestra “Qual o papel do homem no combate e prevenção à violência doméstica?”. Foi apresentado o conceito de violência doméstica, bem como os tipos de violência, os encaminhamentos necessários, os aspectos legais e outras orientações.
Após a palestra, foram realizadas oficinas variadas com orientações médicas, atendimento com fisioterapeuta, barbearia e outras atividades. Estiveram presentes representantes da Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga, da Administração Regional de Taguatinga, da Secretaria do Trabalho, da Secretaria da Mulher, do Conselho Tutelar e da Justiça Comunitária do TJDFT.
O juiz Ben Hur Viza considera que o evento evidenciou a importância da informação e da orientação direcionadas aos homens, para a construção de uma sociedade não machista e não violenta. “A educação é um fator de mudança e é por meio dela que vamos formar uma cultura sem a violência de gênero. O projeto ‘Papo de Homem’, realizado pela EC 8 de Taguatinga, representa um avanço e uma referência para a Secretaria de Educação do Distrito Federal”, elogiou ele.
A comandante do batalhão escolar, tenente-coronel Renata Braz das Neves Cardoso, esteve presente no evento e parabenizou os professores pelo projeto. “A realização do ‘Papo de Homem’ é uma iniciativa importante e pioneira. Ao realizar um trabalho direcionado aos homens, estamos promovendo a conscientização e a prevenção da violência doméstica. Dessa forma, o projeto visa também a estabelecer a cultura de paz”, destacou ela.
O evento contou com o apoio da Coordenação Regional de Ensino e da Administração Regional de Taguatinga. A previsão é que outras ações sejam realizadas no segundo semestre deste ano.
Secretaria de Mulheres do Sinpro e Conselho Tutelar do Gama fazem bonito no CED Engenho das Lajes
Jornalista: Luis Ricardo
Dando continuidade à Campanha Faça Bonito, atividade desenvolvida pelo Sinpro em parceria com o Conselho Tutelar do Gama e a Rede Internacional do Gama-DF, o Centro Educacional Engenho das Lajes recebeu o projeto, que luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. A atividade, realizada na última segunda-feira (03), contou com a presença das diretoras da Secretaria de Assuntos e Políticas para as Mulheres do Sinpro, Mônica Caldeira, Silvana Fernandes e Regina Célia, além da conselheira tutelar do Gama Ana Maria Soares.
Realizada anualmente pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Rede ECPAT Brasil em parceria com as Redes Nacionais de Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, a campanha traz como objetivo o debate sobre as múltiplas necessidades para revisitar as políticas voltadas para o atendimento em nosso país, além de destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos das Mulheres, reafirma seu compromisso contra qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes. A diretora do Sinpro Mônica Caldeira, coordenadora da secretaria, acredita que o debate nas escolas, que é um importante espaço de formação, é essencial para que casos de abuso sejam combatidos. “É muito importante que a escola fomente o debate e que faça a prevenção para a construção de uma sociedade que não tolera o abuso de toda natureza contra meninas, crianças e mulheres. O papel social da escola em perceber casos de violência e denunciá-los é necessário, assim como de fazer a formação da comunidade e da sociedade para a proteção da infância”, finaliza a diretora.
O Sinpro também leva para a sala dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais o debate sobre a Convenção 190, legislação internacional da OIT que combate o assédio sexual e moral no trabalho.
Alunos do CEF 213 de Santa Maria usam a robótica para dar voz a colega PCD
Jornalista: Luis Ricardo
Quem disse que uma limitação física é barreira para se aprender? Estudantes do Centro de Ensino Fundamental 213 de Santa Maria mostraram que mesmo diante de limitações físicas ou mentais, o aprendizado é possível para todos(as). A estudante Ana, que tem paralisia cerebral, é um exemplo prático.
A partir das aulas de robótica realizadas na unidade escolar, alunas tiveram a ideia de criar um programa capaz de dar voz à colega, que mesmo sabendo ler e escrever tem dificuldades em se comunicar. O projeto, batizado de A Voz da Ana, possibilitou Ana de se comunicar verbalmente por meio do equipamento criado e produzido pelas próprias estudantes.
O projeto ROBOTICraft faz parte de uma parceria entre a escola e a Universidade de Brasília (UnB), que promove o projeto M2ICES, tem o objetivo de aumentar o interesse de meninas na área de Exatas, diminuindo a defasagem de mulheres neste segmento. “Trouxe esta situação para a equipe e as meninas começaram a ter ideias de como poderíamos dar voz à Ana. Com o estudo do programa que usamos, perceberam que poderiam gravar frases. Fizeram toda a programação, a construção do equipamento com papelão e apresentamos para a Ana. Ela já começou a dizer coisas que estavam na cabecinha dela”, ressalta o professor William Vieira de Araujo, coordenador do projeto.
Atualmente, onze alunas do Centro de Ensino Fundamental 213 de Santa Maria fazem parte do projeto ROBOTICraft, que incentiva o ensino de robótica e programação.
Congresso de Educação Física debate inclusão de estudantes com deficiência e TEA
Jornalista: Vanessa Galassi
No próximo sábado (8/6) será realizado o II Congresso de Educação Física da FIEPS (Federação Internacional de Educação Física e Esportiva) Região Centro-Oeste. Em Brasília, o tema será: “Estudantes com deficiência e Transtorno do Espectro de Autismo (TEA): limites e possibilidades para a inclusão na educação física”. O evento será das 8h às 12h, no auditório da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília, com oficinas na parte da tarde. Inscrições gratuitas e com certificado no link https://x.gd/pJ88z
Na parte da manhã, o tema do Congresso será debatido pelos professores Drs. Juarez Sampaio, André Beltrame, Wanderson Araújo Cavalcante. A mediação será feita pelo professor Luís Maurício Marques.
Já na parte da tarde do dia 8, das 13h45 às 17h45, serão realizadas oficinas, no Centro Olímpico da UnB. Veja abaixo os temas e horários:
Das 13h45 às 15h45
Oficina 1 – “O vôlei sentado como ferramenta de inclusão nas aulas de Educação Física”, com o professor Vinícius Mahatma e a professora Grasiela Costa.
Oficina 2 – “Estratégias pedagógicas para a estimulação precoce”, com o professor Davi de Freitas Sena e a professora Graziela Rodrigues Ribeiro.
Oficina 3 – “ Autismo e o brincar”, com o professor Dr. Juarez Sampaio.
Das 15h45 às 17h45
Oficina 4 – “Inclusão: corpo e expressão”, com professor Dr. André Beltrame.
Oficina 5 – “Atendimento na educação física na perspectiva do paradesporto”, com a professora Telmara Pessoa Nery.
O principal objetivo do II Congresso de Educação Física da FIEPS é levar conhecimento para profissionais da área e promover a troca de experiência.
CED 11 de Ceilândia escolhe seus representantes com urnas eletrônicas
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No dia 29 de maio, 36 urnas eletrônicas fizeram seu já clássico barulhinho de “pilili” no CED 11 de Ceilândia. A escola contou com o apoio do Tribunal Regional Eleitoral de Brasília (TRE-DF), em parceria com a SEE-DF, para a eleição dos e das representantes das turmas do 6º ao 9º ano.
É a primeira vez que uma escola da rede pública do DF escolhe seus representantes com o uso de urnas eletrônicas. Os números da escola não são baixos: um total de 700 estudantes escolheram 18 representantes de turmas dentre 54 candidatos e candidatas. A votação ocorreu no turno da tarde, entre 13h e 15:30 e os resultados foram divulgados no mesmo dia.
A direção da escola aproveitou a ocasião para que os e as jovens da escola tivessem a oportunidade de vivenciar um processo de participação democrática, e uma eleição nos moldes das eleições brasileiras – e, assim, provocar o senso de cidadania e responsabilidade social, ao entenderem as consequências de seu voto na comunidade em que convivem – ainda que essa comunidade seja a turma da escola.
A vivência do sistema eleitoral foi intensa: com esse trabalho, os alunos e as alunas participaram do processo eleitoral como mesários, candidatos e eleitores – e foram responsáveis pela operação das urnas eletrônicas.
“As eleições para representante de turma são uma forma de empoderar nossos estudantes, dando-lhes a chance de terem voz ativa em questões importantes relacionadas à sua vida escolar. Além disso, essa iniciativa contribui para promover valores democráticos e cívicos entre os jovens”, explica o diretor Kico Gadelha.
Formação por Território para Aposentados(as) no Gama foi um sucesso
Jornalista: Maria Carla
O curso de Formação por Território para Aposentadas(os) Sindicalizados(as) no Gama foi um sucesso. Realizado na tarde do dia 28 de maio, na subsede do Sinpro-DF, o curso teve dois temas para debate: “O cuidado como um direito humano: que história é essa?”, ministrado por Edna Barroso do Instituto Horizonte; e “Sociedade do cuidado”, por Cosette Castro, do Coletivo Filhas da Mãe.
Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados, comemora o sucesso: “Mais uma rodada de sucesso na formação por território no Gama. Contamos com uma participação ativa de professores aposentados e professoras aposentadas do Gama, que gostaram muito e fizeram uma ótima avaliação. Isso nos estimula a continuar. Esse curso de formação é focado no tema dos direitos humanos, incluindo aí o cuidado como um direito humano”, informa.
Confira as fotos feitas pelo Instituto Horizonte (@milennek).
Cursos por territórios
O curso de formação por territórios é aberto à participação de aposentados(as) sindicalizados(as) em que se localiza o território e também de suas redondezas. “Isso não impede que pessoas de outras regiões do Distrito Federal participem. A próxima edição será na terça-feira (11/6), em Brazlândia, entre 14h e 17h. Confira informações no site do Sinpro.
Nesse contexto e formação por territórios, a diretora Elineide destaca a importância do mandato participativo da atual gestão do sindicato: “A Secretaria para Assuntos de Aposentados tem a sensibilidade de ouvir e de acompanhar o perfil e as necessidades das nossas aposentadas e nossos aposentados, juntamente com o que propomos realizar, que é ouvir suas reivindicações e proposições e, juntos, andando de mãos dadas, fortalecer o sindicato e o nosso mandato e fazer com que ambos sejam instrumentos de formação política, além das demais atividades culturais, de lazer. Entendemos a necessidade de fazer essa formação para que os(as) aposentados(as) se vejam no contexto da sociedade”, finaliza.
Inscrições abertas para o Curso de Formação por território para aposentados(as) em Brazlândia
Jornalista: Luis Ricardo
O Curso de Formação por Território para Aposentados(as) Sindicalizados(as) chega em Brazlândia, e as inscrições já estão abertas. A atividade será realizada no dia 11 de junho, entre 14h e 17h, na Escola Técnica de Brazlândia. As inscrições vão até a próxima terça-feira (11), dia do curso, ou enquanto houver vagas disponíveis.
Para o debate serão propostos dois temas: “O cuidado como um direito humano: que história é essa?”, ministrado por Edna Barroso e Kátia Franca, do Instituto Horizonte; e “Sociedade do cuidado”, por Cosette Castro, do Coletivo Filhas da Mãe.
O curso faz parte de uma agenda de ações para os(as) aposentados(as) definida na 1ª Conferência para Aposentados(as) do Sinpro, realizada em março deste ano. Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados, comemora o sucesso das formações realizadas em Planaltina e no Gama. “A primeira edição do curso de formação por território, realizada em Planaltina e no Gama no início do mês, deu supercerto. Agora levamos o evento aos aposentados e aposentadas da região de Brazlândia, também com o tema do cuidado como Direito Humano”, informa.
Mandato participativo
Elineide destaca também a importância do mandato participativo da atual gestão do sindicato: “A Secretaria para Assuntos de Aposentados tem a sensibilidade de ouvir e de acompanhar o perfil e as necessidades das nossas aposentadas e nossos aposentados, juntamente com o que propomos realizar, que é ouvir suas reivindicações e proposições e, juntos, andando de mãos dadas, fortalecer o sindicato e o nosso mandato, e fazer com que ambos sejam instrumentos de formação política, além das demais atividades culturais, de lazer. A gente entende a necessidade de fazermos essa formação para que os(as) aposentados(as) entendam em que contexto eles e elas estão vivendo e o que podemos traçar daqui para a frente”.
Ação pedagógica promove educação sexual na EC 410 Sul
Jornalista: Luis Ricardo
Aproveitando o Maio Laranja, período do ano que visa dar visibilidade ao combate a todo tipo de abuso e exploração sexual infantil no Brasil, a Escola Classe 410 Sul realizou uma ação pedagógica com o objetivo de orientar os(as) alunos(as) dos primeiros e segundos anos sobre o tema e todo cuidado que é preciso para impedir este tipo de violência. A ação foi feita com uma Equipe Especializada de Apoio ao Aprendizado, juntamente com o Serviço de Orientação da unidade escolar.
De forma lúdica, a equipe utilizou um semáforo para mostrar aos(às) estudantes como ter cuidado com cada parte do corpo. Utilizando as cores vermelha, amarela e verde, cada parte da anatomia foi identificada com as colorações, diferenciando aquelas onde não é permitido tocar, as que requerem mais cuidado e aquelas que não precisam de tanta atenção.
Segundo a diretora da EC 410 Sul Nathália Jacinto Santana, a escola percebeu que alguns estudantes estavam descobrindo o próprio corpo e alguns tendo curiosidade sobre o corpo do colega, inclusive com familiares pedindo um cuidado especial da escola em relação ao tema, e para iniciar o processo de educação sexual, resolveu realizar a ação. “Foi uma conversa bem legal, onde simbolizamos com um semáforo as partes do corpo e identificamos pelas cores os locais onde não era permitido tocar, onde precisava ter atenção e as outras onde, digamos, era mais permitido. Isso foi feito na sala de aula, com fantasiadas e tudo”, explica.
Ao final da atividade pedagógica os(as) estudantes desenharam o rosto de uma pessoa e pregaram adesivos no corpo do desenho, conforme visto durante a ação. “Durante a roda de conversas que tivemos em sala de aula alguns falaram que a mãe já tinha falado sobre o assunto, e outros disseram que nunca tinham ouvido e não sabiam nada relativo à questão sexual. Foi uma ação bem positiva e veio a calhar com o Maio Laranja”, comentou Nathália Santana.
Durante a atividade foi produzida uma música, que pode ser vista no vídeo abaixo.
O Centro de Ensino Médio 03 de Ceilândia (CEM 03 Ceilândia) realizou, em maio, o II Sarau EJA com apresentações de culturais e pedagógicas sobre a história da cidade-satélite. O Sarau EJA é a culminância de um trabalho feito em sala de aula com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), do Ensino Médio noturno.
Este ano, a edição foi toda voltada para a homenagem à Ceilândia. Os trabalhos pedagógicos trouxeram para o sarau a história da Região Administrativa, contada pelos(as) estudantes por meio de poemas, textos e outras produções artístico-culturais autorais que evidenciaram a formação da cidade, a origem e sua diversidade cultural.
Os trabalhos produzidos foram afixados no mural da escola e apresentados pelos(as) estudantes no II Sarau. Ainda para abrilhantar o evento, estiveram presentes os repentistas da Casa do cantador, como, por exemplo, Mestre Donzílio e João Santana.
Pernambucano de Itapetim, Donzílio Luiz de Oliveira, Mestre Donzílio, é professor autodidata de língua portuguesa e autor de várias obras literárias, ele é membro fundador, presidente e ocupa a Cadeira nº 5 da Academia Ceilandense de Letras & Artes Populares (Aclap) e participa de quase todos os eventos da Casa do Cantador. No II Sarau EJA, foi realizado também uma “noite de autógrafos” do livro “Pelas trilhas da memória”, do professor Donzílio, ocasião em que ele mesmo declamou três poemas de sua obra
o Professor Jevan, o Ceilandólogo. Cearense de São Gonçalo dos Inhamuns, Manoel Jevan Gomes de Olinda é professor de história na rede pública e ativo personagem da vida cultural da Ceilândia.
Além de professor da EJA, ele também é pesquisador da memória candanga na Ceilândia e autor de várias obras histórico-literárias. Ele é autor do primeiro “livro de parede” da história do Brasil: “CEI, a CandangoLÂNDIA é Aqui”. Ele tem outras obras lançadas e é integrante da linha de frente da Sociedade dos Pesquisadores & Pioneiros da Ceilândia (SppCei).
Também estiveram presentes os repentistas Chico de Assis e João Santana, o poeta popular Domício Chaves e o trio de forró Asa Branca da ASFORRÓ.
II Sarau EJA – edição 2024
“O Sarau faz parte de um projeto interventivo implantado por um grupo de professores, em 2011, a partir da necessidade de se promover mais leituras, mais debates e mais produções textuais entre os nossos estudantes. Essa atividade faz parte do Projeto Político-Pedagógica (PPP) da escola”, informa Aldemira Rodrigues do Nascimento, professora de língua portuguesa e atual coordenadora da EJA no CEM 03.
Responsável por todos os projetos realizados na EJA e idealizadora do Sarau Literário e do Projeto de Leitura e Produção Textual desde 2011, a professora Aldemira explica que, em 2023, os(as) professores(as) de língua portuguesa, em uma atividade, notaram que os(as) estudantes não tinham orgulho de viver e/ou estudar em Ceilândia. Muito se deve aos programas sensacionalistas que difamam a imagem da cidade em seus programas.
“É bem verdade que a violência existe na cidade, mas não é a cidade mais violenta. Dessa forma, iniciou-se um trabalho de resgate da história de Ceilândia. Foi levada aos(às) estudantes a história da origem da cidade, como foi feita a mudança, de forma abrupta, da Vila do Iapeí para o que é hoje Ceilândia. E foram apresentadas as personalidades importantes da cidade, bem como as homenagens prestadas a ela. Como a Casa do Cantador, a poesia feita pelo Drummond para Ceilândia, a música da Ellen Holéria sobre Ceilândia, o livro dos 8 Poemas sobre Ceilândia, feito pelo escritor Nicolas Behr”, informa a professora.
Segundo Aldemira, “o professor Jevan, memória viva de Ceilândia, fez toda essa memória junto com a professora Flávia Aparecida e demais professores de língua portuguesa. E no dia 24 de maio deste ano tivemos as apresentações das personalidades e artistas de Ceilândia. Foi realmente para resgatar o orgulho pela cidade mostrando o que de bom Ceilândia tem”, finaliza. Confira as imagens no carrossel do Instagram e no álbum de fotos do Facebook do Sinpro.