Abertas as inscrições gratuitas para a Escola Continuada de Física da UnB

Estão abertas as inscrições gratuitas para os cursos da Escola Continuada de Física. Trata-se de um projeto do Instituto de Física (IF) da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a Unesp e o Sesilab, com o objetivo de ofertar minicursos e oficinas sobre temas da Física conduzidos por docentes da universidade.

O público-alvo são alunos(as) e professores(as) do Ensino Médio de escolas do DF. Os encontros acontecem entre 02 de agosto e 13 de dezembro de 2024.

A ideia é envolver alunos(as) e professores(as) das redes de ensino do DF em atividades de relacionadas à Física desenvolvidas por nossos(as) docentes do Instituto de Física/UnB.

Veja a programação

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CED 01 promove campanha para doação de livros para projeto Remição de Pena pela Leitura

O Centro Educacional 01 de Brasília está promovendo uma campanha para doação de livros para o projeto Remição de Pena pela Leitura. A política de remição de pena pela leitura tem como objetivo propiciar à pessoa privada de liberdade acesso à cultura, à informação e ao conhecimento por meio de práticas de leitura e escrita. Diante desta preocupação, a escola inclui a execução dos processos, das estratégias e das atividades que envolvem o desenvolvimento do projeto.

A participação da pessoa privada de liberdade é voluntária e a seleção do livro segue critérios estabelecidos pela direção da unidade escolar. Os(as) participantes recebem as obras literárias e têm um prazo de 21 a 30 dias para efetuar a leitura, tendo a necessidade de produzir um relatório para atestar a leitura. O texto produzido é submetido à validação, realizado pela equipe de professores(as) validadores(as), e em seguida mediadores(as), coordenação e a supervisão elaboram os documentos comprobatórios de remição.

Além de assegurar o acesso deste grupo à educação, o projeto se coloca como uma importante ferramenta de ressocialização, com a possibilidade de redução de pena. Para que a Remição de Pena pela Leitura chegue a um grupo cada vez maior, o CED 01 de Brasília pede a doação de obras literárias. Clique aqui e confira a lista de livros para ampliação do acervo.

Por meio da remição pela leitura pessoas privadas de liberdade, que, em sua maioria têm suas vidas marcadas pela baixa escolarização, são beneficiadas pelo contato com o universo da leitura, podendo usufruir deste instrumento de forte papel formador.

A entrega dos livros pode ser feita no próprio CED 01 de Brasília.

Docentes do CEF 08 do Gama realizam oficina de matemática em Libras

Em referência ao Dia Nacional da Matemática, comemorado em 06 de maio, o Centro de Ensino Fundamental 08 do Gama promoveu o projeto MatLibras, que utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para trabalhar o raciocínio lógico matemático de forma lúdica com os(as) estudantes. Com o apoio da professora itinerante de estudantes surdos e com deficiência auditiva, Marcilene Carvalho, os professores de Matemática que atuam nas Classes Bilíngues Mediadas, Vanessa Guimarães e Marcos Júnior, e o professor de Matemática do Atendimento Educacional Especializado de Estudantes Surdos, Inácio Athayde, realizaram uma oficina lúdica de Matemática em Libras durante a Semana de Educação para Vida.

A oficina teve o objetivo de propagar a língua natural do(a) estudante surdo no espaço escolar de uma escola polo de estudantes surdos, além de trabalhar de maneira lúdica o raciocínio lógico matemático a partir da experiência visual, estimulando as competências e habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente para a vida dos(as) alunos(as) participantes. Segundo professor de matemática e supervisor pedagógico do CEF 08, Edson Martins, “as atividades desenvolvidas na Semana de Educação para Vida enriquecem o conhecimento e auxiliam os estudantes na elaboração do seu projeto de vida, desenvolvendo autoestima e educação emocional por meio de oficinas lúdicas e trabalhos em grupo. O estímulo ao raciocínio matemático faz parte desse processo de aquisição”, ressalta.

Escolas de São Sebastião e Paranoá recebem Jornada Literária do DF

Começa hoje (3/6) e vai até o dia 13/6 a 17ª edição da Jornada Literária do Distrito Federal | Paranoá e São Sebastião. O evento terá a participação de 21 autores brasileiros de literatura que irão interagir com 5 mil alunos e 200 professores de 20 escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal.

De hoje a 7 de junho o evento ocorre na sede da Jornada no Paranoá, e de 10 a 13 de junho no Instituto Federal de Brasília (IFB) de São Sebastião, com a participação de escolas das Regiões Administrativas do Paranoá, de Sobradinho, de Itapuã e São Sebastião. A 17ª edição da Jornada Literária do Distrito Federal é realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

 

Escritores convidados

Desta edição da Jornada Literária do Distrito Federal – Paranoá e São Sebastião participam as escritoras e os escritores Adriana Nunes, Ádyla Maciel, Alessandra Roscoe, Alexandre Brito, Caio Riter, Conceição Freitas, Cristiane Sobral, Elaine Maritza, Flávia Ribas, Felipe Cavalcante, Nahira Salgado, Ivan Zigg, João Bosco Bezerra Bonfim, Marcello Linhos, Marco Miranda, Marilia Pirillo, Nanda Fer Pimenta, Renato Moriconi, Roger Mello, Rogério Andrade e Tino Freitas.

A preparação de professores e estudantes para o encontro com os autores começou em abril, com as oficinas de mediação de leitura realizadas na sede da Associação da Jornada, no Paranoá, e no IFB de São Sebastião. Os professores tiveram contato com os livros que seriam utilizados em sala de aula e receberam treinamento para utilizar as ferramentas de mediação. Nesta edição, a Jornada distribuiu 1.400 livros para as bibliotecas das escolas participantes.

Em oito anos de projeto, a Jornada Literária alcançou mais de 150 mil estudantes. Desde 2016, o projeto realizou encontros entre estudantes e escritores no Paranoá e Itapoã, em Ceilândia, Gama, Brazlândia, Sobradinho e São Sebastião. Nesta edição, a novidade é a inclusão de mais escolas de campo. “São escolas que ficam situadas fora das áreas urbanas e, por isso, o acesso a bens culturais é menor. São 1.500 alunos de cinco escolas do campo, sendo duas são da Regional de Ensino do Paranoá, duas de São Sebastião e uma de Sobradinho”, afirma Marilda Bezerra, uma das idealizadoras da Jornada.

 

Era uma vez, há oito anos…

Em 2016, o escritor João Bosco Bezerra Bonfim e a jornalista Marilda Bezerra criaram a Jornada Literária do DF, programa de formação de leitores que desenvolve ações para promover o gosto pela leitura literária por meio do encontro de leitores com autores. A Jornada leva as artes verbais – poesia, histórias, álbuns ilustrados, espetáculos literários, debates, palestras conferências – para pessoas, comunidades e grupos que, usualmente, não têm acesso a esse bem cultural; por isso, no Distrito Federal, a opção por atuar junto a escolas e professores da rede pública de ensino. Mais de 150 mil estudantes e professores já foram beneficiados pelas atividades literárias oferecidas pela Jornada Literária. Em 2021, foi inaugurada a Sala de Leitura da Jornada Literária na sede da Associação Cultural Jornada Literária do Distrito Federal localizada no Paranoá. O local é aberto à comunidade de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h, com sessões de leitura e programação especial divulgadas pelas redes sociais da associação.

CEF 01 do Lago Norte (Celan) mostra que leitura é coisa séria

Diz o ditado popular que “quem lê sabe mais”, fato constatado entre pessoas que mantém o hábito da leitura. E nada mais sensato que iniciar este hábito entre o público juvenil no espaço escolar. Com o objetivo de formar leitores(as), dar visibilidade aos escritores do Distrito Federal, além de mostrar a importância da literatura no estímulo ao raciocínio, melhora do vocabulário, aprimoração da capacidade interpretativa, do desenvolvimento da criatividade, imaginação, comunicação, senso crítico e na ampliação da habilidade na escrita, a professora de contrato temporário de Língua Portuguesa do Centro de Ensino Fundamental 01 do Lago Norte (Celan), Milene Pinto Machado, idealizou um Clube de Leitura.

Milene Machado explica que o projeto de formação de leitores e leitoras acontece todas as quintas, das 14h às 15h30, sempre no turno inverso das aulas. “Além de formar leitores, o projeto pretende estimular o protagonismo estudantil e a autonomia dos estudantes que moram, em sua maioria, no Varjão e no Itapoã. Isso traz um crescimento pessoal, cognitivo e social para cada aluno, além de ser uma ferramenta poderosa para o futuro de cada um deles”, salienta a educadora.

Além do Clube de Leitura, Milene Machado também promove Oficina de escrita criativa, Café Literário, Feira de trocas de livros, Encontro com escritores do Distrito Federal e oficinas de recuperação de Livros. “Como a escola está em um processo para ser militarizada, acredito fortemente que o que precisamos é de intervenção pedagógica e não militar. Precisamos fazer projetos com os nossos alunos, fazer laboratório, pesquisa, fazer as crianças aprenderem na prática, e pensei como poderia fazer isto dentro da literatura e da língua portuguesa. Foi aí que surgiu o projeto de leitura”, explica.

No período em que o projeto está sendo realizado, melhorias já são sentidas entre estudantes e o corpo docente. “Temos alguns alunos que eram inquietos, ansiosos, e quando iniciamos o momento de leitura, eles ficam mais calmos e tranquilos”, finaliza Milene Machado.

Ação Social conscientiza estudantes sobre a importância de cuidar da saúde física e bucal

Estudantes da Escola Classe 19 do Gama e a comunidade escolar da região administrativa participaram de uma ação social no último sábado (25) sobre a importância de cuidar da saúde física e bucal. Durante todo o dia foram ofertados atendimentos de pediatria, clínica geral e avaliação odontológica aos(às) interessados(as). Cerca de 80 pessoas, entre adultos(as) e crianças, foram atendidos(as) pela ação, que teve a parceria do Instituto Ondas do Sorriso.

O objetivo da atividade, que teve a indicação do conselheiro tutelar Chaguinha, foi o de conscientizar a comunidade escolar sobre a importância de cuidar da saúde física e bucal, além de estimular o autocuidado para que os(as) estudantes tenham um melhor desempenho na vida acadêmica. “Esta ação social foi de grande relevância para nossos estudantes e suas famílias, pois puderam ter um atendimento básico da saúde com atenção, cuidado e muita alegria. De acordo com cada necessidade, foram orientados e encaminhados a outros especialistas da área da saúde para o melhor tratamento. Isto foi muito importante”, ressalta a orientadora educacional da EC 19 do Gama, Lúcia Helena da Silva.

Clique aqui e confira o álbum do Facebook.

NA EC SMU, A INCLUSÃO ENVOLVE AS FAMÍLIAS

Escola e família são instituições complementares na vida de uma criança. Uma criança que é Estudante com Necessidades Educacionais Especiais (ENEE) vive ainda mais intensamente esse processo de complementação entre casa e escola. Na Escola Classe do Setor Militar Urbano, a união e a participação das famílias, inclusive as famílias das crianças ENEEs, surpreendeu a todas as professoras.

No dia 27 de abril, a EC SMU realizou sua feira de ciências. O evento foi definido durante a Semana Pedagógica da escola, e planejado como atividade para o primeiro bimestre. As crianças elaboraram projetos sobre o tema água desde o início do ano letivo.

“O conteúdo foi desenvolvido em todas as turmas do 1º ao 5º ano. Todos os alunos, inclusive os Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais, participaram de atividades e aulas de campo”, conta a diretora da escola, Heloísa Helena Ferreira de Almeida.

As crianças trabalharam o tema da água por conta da epidemia de dengue vivida pela cidade no início do ano. O primeiro ano pesquisou água e a alimentação; o segundo ano estudou a água e as plantas; no terceiro ano, as crianças trabalharam a relação entre a água e os animais; no quarto ano, a pesquisa foi sobre o ciclo da água e processo de decantação; finalmente, o quinto ano estudou o processo de captação de água. As turmas, então, elaboraram apresentações para a Feira de Ciências.

“Os trabalhos ficaram lindos, muito também por conta da ajuda dos pais, que se envolveram na produção das maquetes dos filhos. Tinha maquete movida a energia solar, com bomba d’água e tudo! Os alunos se envolveram bastante no processo de pesquisa e confecção do material de apresentação. As professoras orientaram todo o trabalho e os pais ajudaram”, conta a diretora Heloísa.

 

Inclusão, empolgação e ansiedade

A professora Olivia de Paula Bento, do 5º ano, tinha entre seus alunos estudantes com necessidades educacionais especiais (ENEE), que participaram de todo o processo que culminou com a feira de ciências, da pesquisa sobre o tema até a apresentação.

“Havia momentos em que as atividades eram mais difíceis, mas elas foram adaptadas. A maioria dos trabalhos foi desenvolvida em grupos, todos os grupos trabalharam incluindo todos os colegas”, conta a professora Olívia, e completa: “Esses estudantes estavam bem ansiosos para o dia da apresentação. Soubemos, pela família, que eles não falavam de outro assunto em casa que não da Feira de Ciências da escola”.

A diretora da escola conta que a participação e a integração da família no processo de inclusão dos estudantes com necessidades especiais foi tão importante que surpreendeu a todas as professoras: “No dia da Feira de Ciências, quando abrimos a escola, ficamos espantadas com a quantidade de pais e mães que entraram ao mesmo tempo no prédio. Isso nunca aconteceu antes! Já tínhamos recebido muitos pais, mas ao mesmo tempo e no mesmo horário nunca tinha acontecido antes. Havia uma verdadeira multidão na escola. Tinha até vizinho participando!”

A professora Vanessa Xavier conta que as dificuldades são muitas, mas são superadas na medida do possível: “Aplicamos nas aulas muitas atividades que possibilitam a inclusão. Adaptamos atividades, usamos recursos visuais para que esses alunos ENEEs entendam melhor os conceitos apresentados nas aulas, trabalhamos com muitas pesquisas, e a partir delas incluímos a comunidade escolar. Então todas as crianças acabam se sentindo pertencentes ao espaço da escola, e a aprendizagem se torna muito mais significativa. Faltam Educadores Sociais Voluntários e monitores, e muitos ENEEs precisam desse apoio. Mas mesmo com essas dificuldades, temos excelentes resultados, e as crianças se sentem motivadas a estudar, aprender e participar”.

“O sucesso da Feira de Ciências da EC SMU é o resultado e a consequência concreta de um trabalho contínuo de anos desenvolvido pela escola. É resultado e consequência da paciência, perseverança, atenção, cuidado e, sobretudo, de muita compreensão da importância da lei de inclusão para a rede pública de educação e para a sociedade, mesmo enfrentando diariamente grandes dificuldades, superando desafios e por vezes angústias coletivas. Entendemos que é necessária a maior atenção a esse tema enquanto Rede Inclusiva. Foi o profissionalismo, que merece valorização, que fez com que a escola se enchesse de membros da Comunidade e alegria naquele sábado, afinal “Escola é Lugar de Ser Feliz”, declarou a diretora do Sinpro, Regina Célia.

 

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Estudante do CEF 519 de Samambaia pede ajuda para tratamento de doença rara nos olhos

A comunidade escolar do Centro de Ensino Fundamental 519 de Samambaia se mobilizou para criar uma corrente solidária em prol de Miguel Santiago Diniz, de 12 anos. O estudante enfrenta, desde pequeno, problemas relacionados à visão em decorrência da Síndrome de Behçet, doença extremamente rara e incomum para crianças. Além de afetar a visão, traz complicações adicionais de catarata e risco de perda da visão.

É justamente este risco que motivou familiares, estudantes e a comunidade escolar do CEF 519 a criar uma vaquinha solidária em prol de Miguel. A família já conseguiu uma lente adequada para o seu problema no HUB, mas para que possa fazer a cirurgia, o adolescente precisa passar por uma avaliação cardiológica e alguns exames adicionais devido sua condição cardíaca.

Qualquer contribuição, por menor que seja, será imensamente valorizada e ajudará Miguel nesta importante batalha. Para colaborar basta depositar qualquer quantia no PIX (61) 98371-0667 (Núbia Mota Santiago).

G20 discute formação e valorização dos profissionais de educação

O Grupo de Trabalho (GT) de Educação do G20 está reunido em Brasília. Sob a presidência rotativa do Brasil, as discussões focam na qualificação e valorização dos profissionais de educação, um tema prioritário para o governo brasileiro. O ministro da Educação do Brasil (MEC), Camilo Santana, sublinhou a importância do diálogo e da troca de experiências entre os países para aprimorar as políticas docentes e identificar desafios comuns, além de compartilhar boas práticas no setor educacional. “O Grupo de Trabalho é uma novidade nesta edição do G20 e reflete a volta do país ao cenário internacional e o compromisso do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva com a educação. Entendemos que a chave para políticas públicas eficazes está na qualificação e valorização dos professores do Brasil”, afirmou o ministro durante sua fala de boas-vindas às delegações.

O GT de Educação foca nas expectativas de avanços na valorização dos profissionais de educação | Foto: Angelo Miguel/MEC

O ministro Camilo Santana ainda reforçou a importância de políticas públicas focadas na melhoria da qualidade da aprendizagem, destacando a alfabetização, taxas de aprovação e combate ao abandono escolar. Santana falou sobre a necessidade de mudanças no marco regulatório das licenciaturas, especialmente na educação a distância, que hoje representa 86% da formação inicial de professores no Brasil. O MEC, conforme o ministro, dispõe de uma plataforma robusta para a formação continuada dos professores, essencial para que eles se mantenham atualizados diante das mudanças globais, como digitalização e questões climáticas. “Um bom professor precisa ser valorizado não só na sua formação inicial, mas também na continuada”, destacou.

O ministro também mencionou a importância da garantia do piso salarial dos professores, uma conquista aprovada pelo Congresso Nacional. Ele anunciou o lançamento de 80 mil novas bolsas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PBID), e afirmou que a valorização dos professores é crucial para a formação de qualquer sociedade. “Esse é um tema que não é exclusivo do Brasil. Todos os países enfrentam desafios em termos de reconhecimento e valorização dos professores”, concluiu.

Delegados de mais de 30 países-membros do G20 estiveram presentes na primeira reunião presencial do GT. Ao todo 177 delegados do grupo que reúne as 19 principais economias do mundo, além da União Europeia, da União Africana e de países convidados estiveram na capital federal. Os próximos encontros serão no Rio de Janeiro e Fortaleza, em julho e outubro, respectivamente, para debater os outros dois temas propostos pelo Brasil e aprovados pelos demais membros: o engajamento comunitário nas escolas e o compartilhamento de material pedagógico sobre desenvolvimento sustentável.

Alexsandro do Nascimento Santos, diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do MEC, enfatizou a importância de incluir a formação de professores e a carreira docente na pauta de discussões. Segundo ele, enfrentar esses desafios é essencial para aprimorar as políticas de formação docente no Brasil, que já é reconhecido mundialmente por várias ações de valorização dos profissionais de educação.

O coordenador das reuniões do GT de Educação do G20 e assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Francisco Figueiredo de Souza, destacou a boa recepção das propostas brasileiras pelos participantes. Souza mencionou que o grupo pretende concretizar as recomendações nas agendas dos países do G20. “Os temas debatidos irão além de grandes recomendações; queremos que se concretizem nas agendas dos países do G20”, afirmou.

Durante o encontro, foram ouvidas experiências de outros países, como o investimento em liderança escolar como medida transformadora e a saúde mental dos docentes, um tema de crescente importância. Outros pontos de atenção incluíram a educação escolar indígena e a formação de parcerias internacionais para enfrentar os desafios específicos da formação e valorização profissional.

Kids20

A educação também foi pauta do Kids20, jovens repórteres representantes do projeto Imprensa Jovem do G20 que acompanham a cobertura de atividades ligadas ao evento, em diferentes locais onde ele se realiza. Desta vez, os estudantes do Centro de Ensino Fundamental 03 de Sobradinho (CEF 03) estiveram presentes no GT de Educação, em Brasília, e participaram de uma entrevista com o coordenador do grupo, pelo MEC, Francisco Figueiredo de Souza.

O Kids20 incentiva a produção jornalística multimídia feita por crianças e adolescentes | Foto: Comunicação G20

Entre as perguntas realizadas pelo grupo, o uso de plataformas digitais como ferramenta para o aprendizado, as ações que os países vêm implementando para valorizar os professores e o que fazer para manter os alunos nas unidades de ensino, uma vez ser grande a evasão escolar nos estabelecimentos. Souza explicou o que foi discutido nas reuniões do GT, especialmente no que se refere à valorização e à qualificação dos profissionais de ensino. O coordenador reconhece ser um desafio os temas, mas que o Ministério da Educação trabalha para avançar nas políticas educacionais.

Fonte: G20 Brasil 2024

DNIT lança curso on-line e gratuito para educadores do Ensino Fundamental

Já estão abertas as inscrições para o curso Caminhos para a construção da Cidadania: Práticas Transversais de Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental, promovido por meio do Programa Conexão DNIT. O curso, gratuito e totalmente on-line, é destinado a educadores(as) e gestores(as) do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas de todo o país. As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de junho clicando aqui.

A formação é dividida em três módulos, com direito à certificação de 40 horas, e é disponibilizada por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (AVAMEC). Além deste curso, o Programa Conexão DNIT disponibiliza gratuitamente materiais pedagógicos transversais de Educação para o Trânsito, com atividades para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, que podem ser baixadas ou acessadas por meio do portal web e do aplicativo (Android e iOS).

 

Confira como serão os módulos:

O Módulo 1 – Percorrendo um caminho de aprendizagem (eu, nós e o mundo), explora as influências que moldam a identidade individual e coletiva e seus reflexos no comportamento no trânsito. Discute, também, a necessidade de incorporar diferentes perspectivas e experiências nos currículos, incentivando a reflexão crítica e a ação positiva.

Já o Módulo 2 – Educadores inspirados pela transversalidade para promover a formação integral e cidadã, aborda a integração da Educação para o Trânsito, de forma transversal, aos saberes escolares a partir do planejamento pedagógico e da adoção de práticas docentes inovadoras, visando a formação de cidadãos conscientes e responsáveis.

Por fim, o Módulo 3 – Escola em Ação: salvando vidas por meio da Educação para o Trânsito, discute sobre a necessidade de promover uma educação transformadora e significativa, conectando os saberes escolares às realidades vivenciadas pelos estudantes por meio de estratégias pedagógicas que promovam o engajamento dos estudantes na promoção de um trânsito mais seguro e humano.

 

Programação

Caminhos para a construção da Cidadania: Práticas Transversais de Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental por meio do Programa Conexão DNIT

Inscrições: https://avamec.mec.gov.br/#/instituicao/dnit/curso/16001/informacoes

Certificação de 40 h

Duração: 20 de maio de 2024 até 30 de junho 2024

Data limite para inscrições: 16 de junho de 2024

Público-alvo: educadores, gestores escolares e especialistas.

E-mail: conexaodnit@labtrans.ufsc.br

WhatsApp: (48) 99810-1717

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