ESCOLA PARQUE 308 SUL CELEBRA O DIA DO CIRCO COM MUITA DANÇA

Logo nas primeiras semanas de aulas de 2024, a professora de dança Dani Morosini descobriu que as crianças de suas turmas do 1º ao 5º ano, entre 6 e 11 anos, estavam com dificuldades de lateralidade: não sabiam identificar a esquerda e a direita. Desenvolver coreografias com essa dificuldade seria um problemão. Surgiu, então, o intensivão de coordenação motora da Escola Parque 308 Sul.

A professora Dani convidou vários professores de teatro com suas turmas para também participarem da atividade na sala de dança. Assim, mais crianças desenvolveriam consciência corporal, o que facilitaria no ensaio de peças de teatro e coreografias. O projeto começou com 4 turmas, cresceu muito, chegando a 16 turmas (cada turma com uma média de 17 estudantes).

Junto com a professora Dani, participaram do projeto as professoras Ale Lopes, Carolina Andrade, Flávia Neiva, Heloísa Moreira e o professor Rafael Gomes.

A professora Dani escolheu a coreografia Seven Jumps (assista aqui o vídeo) para a realização da atividade. É uma dança que, além da lateralidade, trabalha uma série de noções (deslocamento; aprender a distribuição do peso corporal para manter o equilíbrio; espaço; posição neutra/comportamento durante uma apresentação; ritmo e tempo; expressão corporal).

A ideia original era fazer a apresentação no dia do circo, celebrado em 27 de março, mas um pequeno contratempo adiou o evento para a semana seguinte, em 3 de abril, “o que foi ótimo, porque não choveu, nem estava muito sol. Deu tudo fantasticamente certo”, comemora a professora Dani.

A professora aponta, ainda, a importância de trabalhar essa dança e todas as noções que ela traz para as crianças no contexto pós-pandemia: “A dança promove o desenvolvimento de habilidades psicomotoras importantes, visto que nossas crianças estão com o desenvolvimento perceptivelmente defasado, primeiro por termos todos passado por uma pandemia, e, na minha opinião, o vício das crianças nos “games” não está ajudando!”.

O Sinpro parabeniza a Escola Parque 308 Sul pela realização desse evento cheio de cor, luz e alegria!

VEJA O ÁLBUM

 

Lançamento da exposição “Paulo Freire em Brasília: tessituras de uma educação emancipadora” nesta quarta-feira (10)

Na quarta-feira (10/4), acontece o lançamento da exposição virtual “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora”, a partir das 19h, no Centro Cultural da ADUnB, no Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte, Brasília-DF. O lançamento contará com a presença de Nita Freire, viúva de Paulo Freire, que lançará o livro “Meus Dizeres e Fazeres em Torno de Paulo Freire”. O lançamento será também um TV Sinpro Especial, com transmissão ao vivo pela TV Comunitária de Brasília (canal 12 da NET) e redes digitais do sindicato (Facebook e Youtube).

 

 

A entrada é franca e, na abertura da mostra, haverá uma apresentação musical de Martinha do Coco e, em seguida, a abertura oficial com as professoras Eva Waistros Pereira, coordenadora do Projeto Museu da Educação do Distrito Federal; Márcia Abrahão Moura, reitora da UnB; e Ana Maria Araújo Freire (Nita Freire).

Em seguida, haverá uma apresentação da exposição virtual com as professoras Ariane Abrunhosa da Silva, curadora da exposição; e Mariana Penna, assistente de curadoria; e o lançamento do livro de Nita Freire, em que a autora será homenageada pelas professoras Ana Lúcia Souza de Freitas, Ana Cristina de Silva Rodrigues, Bárbara Cristina Moreira, Cleiva Aguiar de Lima. O encerramento está previsto para ocorrer às 22h com um coquetel.

A exposição é realizada pela parceria entre o Museu da Educação do Distrito Federal e a Fundação de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF) e conta com o apoio da Universidade de Brasília (UnB), Secretaria de Educação do DF, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, Instituto Paulo Freire e Sinpro-DF.

A exposição

Em nota à imprensa, a curadoria da exposição “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora” informa que a mostra ganha o mundo virtual para homenagear o educador Paulo Freire com o registro de fatos marcantes de sua presença na capital do País.

A exposição, segundo o documento da curadoria, estará em exibição na Internet e é decorrente de uma extensa pesquisa realizada pelo Museu de Educação do Distrito Federal (MUDE), que apresenta achados valiosos sobre o trabalho educativo de Paulo Freire em Brasília.

E informa que “o conteúdo da mostra está reunido em duas salas virtuais que apresentam fatos relevantes da trajetória de Paulo Freire em momentos históricos distintos. O mergulho nesse universo presenteia os internautas com um acervo de fotografias, textos e conteúdo audiovisual gerado a partir da presença do educador no Distrito Federal, nas décadas de 1960, 1980 e 1990”.

A mostra será realizada em plataforma digital interativa e valoriza a história e a cultura da capital, palco de ações educativas do homenageado que ganharam representatividade no contexto histórico.

Ainda segundo a nota à imprensa da curadoria, “o espaço virtual contribui para difundir e preservar o acervo material e imaterial de Paulo Freire em Brasília. O mergulho no passado revela as narrativas de pessoas que conviveram e participaram dos projetos freireanos”.

A mostra poderá ser acessada pelo link https://paulofreireembrasilia.com.br/

Exposição virtual

Criou-se um ambiente virtual expositivo de comunicação e conhecimento a fim de tornar público o acervo de conteúdo sobre Paulo Freire em Brasília e, ao mesmo tempo, sensibilizar os internautas sobre seus ensinamentos. A amorosidade presente nos ensinamentos de Freire pode ser apreciada nas galerias virtuais por meio de textos, coleções fotográficas e imagens disponíveis na plataforma. Apresenta-se uma linha de tempo com destaque aos momentos em que Paulo Freire esteve em Brasília e, consequentemente, participou da história da educação do Distrito Federal.


Navegação no site – Conheça as salas


Sala 1
– A capital nascente – sonhos, invenções e utopias

O projeto piloto de alfabetização de Brasília (1963-1964)

O Programa Nacional de Alfabetização

O método Paulo Freire e a leitura do mundo

O golpe militar de 1964 e a perseguição à Paulo Freire

Sala 2 – O reencontro com Brasília: tributo a Paulo Freire

Abertura política e a volta de Paulo Freire do exílio

O reencontro com Brasília

Memória viva na ação educativa

Tributo a Paulo Freire

 

O endereço eletrônico da mostra pretende ser uma fonte de dados para estudantes, professores, pesquisadores e público em geral.

Serviço

Lançamento da exposição virtual “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora”

Data: 10 de abril de 2024

Local: Centro Cultural da ADUnB – Auditório e saguões externos – Universidade de Brasília, Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte

Programação

18h30  – Recepção

19h –  Apresentação musical: Martinha do Coco

19h10 – Profa. Dra. Eva Waisros Pereira – coordenadora do projeto Museu da Educação do Distrito Federal

19h20 – Profa. Márcia Abrahão Moura – reitora da Universidade de Brasília

19h30 – Ana Maria Araújo Freira ( Nita Freire )

19h40 – Apresentação da Exposição Virtual “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora”: Profa. Dra. Ariane Abrunhosa da Silva – Curadora da Exposição; Profa. Mariana Penna – Assistente de Curadoria

20h10 – Lançamento do livro “Meus dizeres e fazeres em torno de Paulo Freire”, de Ana Maria Araújo Freire e homenagem à autora. Em seguida: coquetel

22h – Encerramento

Acesse o link a seguir e saiba mais sobre a exposição: https://homol.svarmo.com.br/Paulofreire/

 

Confira nas imagens a seguir a programação.

 

 

“Sobre Interseccionalidade”: professora da rede divulga livro em que busca ressignificar a práxis social

“Sobre Interseccionalidade” é uma obra de autoria da professora da rede pública de ensino do Distrito Federal, Aldenora Conceição de Macedo, e é resultante de uma tese de doutorado. O livro traz reflexões acerca de diferentes interpretações da interseccionalidade, com foco no potencial da perspectiva para análises multifocais e horizontalizadas em estudos e práticas com princípio de justiça social.

“Trata-se de um olhar crítico que insere a leitora e o leitor em um debate de ressignificação dos processos investigativos emancipatórios. Apresenta reflexões sobre a perspectiva teórica e metodológica da interseccionalidade em sua construção histórica, apontando importantes interpretações e positividades para a pesquisa e práxis social.  Alicerçando-se nas discussões teóricas de autoras feministas, a obra destaca o uso crítico e analítico da abordagem interseccional”, informa Aldenora, que ressalta a importância da obra no debate atual sobre o contexto político que suscita a esperança e a visibilidade da diversidade.

O livro está à venda por R$ 45,00 pelo telefone (61) 9 8540-8037 com frete grátis para todo o Brasil. A obra traz a teoria e a perspectiva metodológica, fatores que permitem compreender as relações de poder, seus sistemas e indivíduos de forma mais aprofundada e crítica. Segundo Aldenora, tudo isso foi a tônica usada por ela durante a pesquisa.

Pesquisadora feminista das áreas da educação e dos direitos humanos, Aldenora se baseou em grandes nomes do movimento de mulheres, tais como bell hooks, Patrícia Hill Collins, Sirma Bilge, Ângela Davis, Kimberlé Crenshaw, Lélia González e Heleieth Saffioti para inspirar. Ela apresenta a obra ao(à) leitor(a) e convida a todos e todas a apreciá-la.

“Compartilho com vocês a publicação do livro de minha autoria, fruto das minhas pesquisas e do doutorado. A obra busca apresentar de forma mais detalhada e contextualizada o que vem a ser a interseccionalidade, colocando-a como uma perspectiva teórica, mas sobretudo prática. E é essa justamente a nuance a ser destacada na educação. Utilizar-se da interseccionalidade para o cotidiano docente implica ter um olhar multifocal para o ambiente escolar. Estar aberta a compreender a complexidade das relações e como marcadores de gênero, raça e classe, por exemplo, condicionam sujeitas/os e acontecimentos. É olhar tanto para subordinações, mas também para privilégios sabendo levá-los em conta no processo de ensino-aprendizagem”, explica a professora.

Ela afirma que a leitora e o leitor “encontrarão, nesta obra, um olhar atento e cuidadoso de reconhecimento do potencial da interseccionalidade para o tratamento justo dos problemas humanos e correção das desigualdades sociais. A leitura deste livro permite reafirmar a validez da interseccionalidade como uma categoria conceitual no desenvolvimento de pesquisas que enfrentam o desafio de ampliar horizontes epistemológicos e metodológicos na leitura e interpretação do mundo, no que concerne às suas relações e interações socioculturais”, finaliza.

Nova edição do programa vivências tecno-criativas no Gama

Vem aí mais uma edição do projeto Vivências Tecno-criativas. O projeto é voltado para alunos(as) de escolas públicas do Gama, com encontros híbridos que começam dia 26 de abril. O objetivo é capacitar jovens por meio de experiências imersivas e colaborativas com ferramentas tecnológicas de novas mídias.

O projeto conta com o apoio do Rotary Club do Gama, Rotaract Club do Gama, da Casa da Amizade e do Coletivo Vivências Tecno-Criativas. Mais informações pelo e-mail box123.gama@gmail.com, no site vivencias-tecno.gitlab.io, ou no Instagram @boxb123

Na primeira etapa, os(as) jovens serão imersos(as) em um ambiente de aprendizado dinâmico, participando de oficinas, mentorias e consultorias. Sob a orientação de profissionais experientes, desenvolverão habilidades técnicas em novas tecnologias, e cultivarão pensamento crítico em relação ao espaço público na cidade. Com encontros presenciais semanais e atividades remotas, a residência ocorrerá de forma híbrida, garantindo o máximo de engajamento e flexibilidade.

Na segunda etapa, os(as) residentes e monitores do projeto se unirão para desenvolver uma intervenção urbana que busque transformar espaços urbanos, revitalizando-os com criatividade e inovação, em colaboração com os próprios moradores locais.

Além de fomentar uma cultura colaborativa, o projeto visa fortalecer os laços comunitários no Gama. Ao envolver ativamente a comunidade em discussões sobre tecnologia e cultura, a ideia é criar uma rede de apoio sólida e inclusiva. Das vagas disponíveis, duas são reservadas para candidatos autodeclarados negros em situação de vulnerabilidade social, reforçando o compromisso com a equidade e a justiça social.

“Estamos diante de uma oportunidade única de empoderar jovens do Gama por meio da tecnologia e da inovação. O Projeto Vivências Tecno-criativas é um catalisador de mudanças sociais e culturais”, explica o professor Adriano Reis, produtor do projeto.

Professor realiza passeio ambiental para despertar senso crítico nos estudantes

Trocar o som do tráfego, de construções e pessoas pelo canto dos pássaros, o barulho do vento na copa das árvores, o correr das águas dos rios e cachoeiras. Mais de 100 estudantes do 9º ano do CEF 14 de Taguatinga experimentaram a prática com o projeto Sementes do Amanhã, coordenado pelo professor Roberto Luiz Barcelos, na Floresta Nacional de Brasília. O resultado traz a soma de ganhos tanto pedagógicos como socioambientais.

Professor Roberto conta que o silêncio e a observação são os principais materiais utilizados na trilha de 6 quilômetros. “No trajeto, é importante ouvir todos os sons, ter contato com a natureza, conhecer sonoridades antes desconhecidas, já que muitos estudantes ficam restritos à cidade. Tem estudante que nunca foi a uma chácara sequer. Então, durante a caminhada, o momento é de vivência e absorção do que a natureza oferece para a gente.”

A caminhada proporciona que os(as) estudantes vejam na prática o que é abordado em livros didáticos. “A gente vive o Cerrado, o meio ambiente. E isso desperta consciência ambiental. Com isso, formamos cidadãos críticos”, diz professor Roberto.

No final da trajeto, os(as) trilheiros(as) estendem colchonetes no chão e participam de um trabalho terapêutico chamado Banho Sonoro, forma de meditação guiada por instrumentos como flautas de bambu, tambores, cristais e xilofones, que reproduzem sons da natureza. “A terapia do Banho Sonoro provoca estado profundo de relaxamento e, liberando o estresse, traz benefícios como a tranquilidade das emoções, o despertar da criatividade, a melhora da comunicação, a superação dos sintomas de ansiedade e até o fortalecimento do sistema imunológico”, conta professor Roberto.

Professor Roberto Luiz Barcelos, CEF 14 de Taguatinga

Há 13 anos na Secretaria de Educação do DF em regime de contratação temporária, o docente lembra que a Floresta Nacional de Brasília, localizada em Taguatinga, é pouco conhecida, embora a riqueza do espaço. “A Flona é um espaço único e dentro do DF. Todo mundo pode usufruir desse local”, alerta professor Roberto, que espera que outras escolas tenham iniciativas semelhantes.

Essa foi a segunda edição do Sementes do Amanhã, realizada nesse mês de março. Como o resultado é positivo, a expectativa é de que uma nova saída com outros cem estudantes seja feita entre maio e junho.

 

 

Políticas Públicas para Tratamento Adequado da Epilepsia no SUS

A Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) elaborou uma petição em defesa dos direitos das pessoas com epilepsia no Brasil. Baseada nos princípios da Constituição, especialmente nos artigos 196 e 198, que garantem o direito à saúde e estabelecem a criação de políticas públicas para sua promoção, proteção e recuperação, a petição tem como objetivo solicitar medidas urgentes das autoridades públicas para garantir o acesso à saúde, atendimento especializado e medicamentos necessários para pessoas com epilepsia no Sistema Único de Saúde (SUS).

O atual cenário tem agravado os desafios de saúde enfrentados por pacientes com epilepsia, aumentando o risco de interrupção do tratamento e recorrência de crises epilépticas. Portanto, é essencial implementar políticas que assegurem um atendimento contínuo, visando melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações graves, como a Morte Súbita em Epilepsia (SUDEP). Além disso, é crucial estabelecer estratégias para o acompanhamento sistemático desses pacientes, garantindo o acesso aos recursos necessários para o manejo eficaz da condição.

Para participar basta assinar a petição clicando aqui. Faça parte desta luta!

 

 

Isaac luta pela vida, e precisa da sua ajuda

Isaac tem 10 anos e uma vida inteira pela frente. Mas ele e a família precisam de ajuda financeira para superar a adrenoleucodistrofia, doença genética degenerativa rara, que afeta o sistema nervoso e as glândulas suprarrenais. Cada ciclo do tratamento que o garoto realiza custa, em média, R$ 100 mil. Para colaborar, envie qualquer valor para o PIX: chave 61983204954 (celular de Jaqueline de Araújo Silva) ou acesse o link https://www.vakinha.com.br/3301693

Isaac Brunno Passos Araújo Silva é filho da professora Jaqueline de Araújo Silva, que leciona no CAIC Santa Maria. Na corrida pela vida do filho, ela explica que a única forma de retardar os sintomas da doença, prolongando a vida do garoto com mais qualidade, é com uma terapia regenerativa de alto custo chamada REAC (Conversor Radio-Elétrico Assimétrico), realizada na Itália.

Professora Jaqueline ainda conta que Issac já realizou 48 horas de REAC e que, por isso, atualmente, encontra-se estável. Entretanto, esse quadro pode mudar, caso o tratamento não continue.

Quando a adrenoleucodistrofia é diagnosticada precocemente na triagem neonatal, a criança tem a oportunidade de receber o único tratamento capaz de parar a doença: o transplante de medula óssea. Entretanto, no caso de Isaac, o transplante não é mais recomendado, já que a doença foi diagnosticada tardiamente.

 

Aposentadas(os): Segunda etapa do curso de formação sindical acontece de 15 a 18/04

Alô professoras(es) e orientadoras(es) educacionais aposentadas(os)! A segunda etapa do Curso de Formação Sindical para Aposentados do Sinpro acontece dias 15 a 18 de abril (segunda a quinta) em Caldas Novas (GO).

Além de ser um espaço formativo importante, que potencializa a ação sindical da categoria, o curso também é um momento de encontro e confraternização. “Estarmos nesse processo formativo de imersão juntos contribui tanto para aprofundarmos temas fundamentais do nosso dia a dia e militância, quanto para o bem estar físico e mental de todos”, destaca Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria de Aposentados do Sinpro.

O curso faz parte do Programa de Formação do Sinpro e é ministrado pela Escola Centro-Oeste de Formação Sindical da Central Única dos Trabalhadores Apolônio de Carvalho (ECO-CUT).

Para participar, é necessário se inscrever pelo telefone (61) 3343-4235 ou (61) 99994-6258. Somente podem participar da segunda etapa do curso aqueles e aquelas que concluíram a primeira. Caso as vagas se esgotem, abre-se uma lista de espera.

O Sinpro valoriza a participação dos aposentados e aposentadas da nossa categoria, que sempre se dedicaram à atuação sindical e à defesa da educação pública. Além do Curso de Formação Sindical, a Secretaria de Aposentados também oferece outros cursos e atividades.

Prêmio Educador Transformador divulga resultados distritais; regionais saem em 5 de abril

A segunda edição do prêmio Educador Transformador já divulgou os resultados distritais. O prêmio é uma correalização do Sebrae, Bett Brasil e Instituto Significare, que tem como objetivo valorizar e divulgar projetos e educadores transformadores de todos os cantos do Brasil. Nessa etapa, foram selecionados três projetos em cada uma das categorias.

Trata-se de projetos desenvolvidos com estudantes do ensino regular, nos anos de 2021, 2022 e/ou 2023, que mobilizam alunos(as) em situações do dia a dia, descobrindo problemas e oportunidades, e transformando-os em ideias e respostas para problemas reais da vida. Está dividido em sete categorias: Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e anos finais), ensino médio regular, educação profissional, EJA e Educação Superior.

No dia 5 de abril, os primeiros lugares de cada uma das etapas seguem para a etapa regional, e o primeiro lugar de cada região segue para a premiação nacional, que será anunciada no próximo dia 24 de abril.

Trouxemos para o site do Sinpro três projetos premiados na etapa distrital, em três diferentes categorias. Ao final desta reportagem, você encontra a relação completa dos premiados distritais. Se você foi premiado(a), entre em contato conosco pelo e-mail Imprensa@sinprodf.org.br

 

A seguir, quatro projetos selecionados para a etapa regional do prêmio Educados Transformador.

Ensino Fundamental – Anos Iniciais

A professora Iara Vidal Bonfim, da Escola Classe 05 do Paranoá, pegou uma turma bem heterogênea de quarto ano em 2022. Havia muitos casos de distorção ano/idade. Sua turma tinha crianças de 8 a 14 anos – algumas ainda longe de concluir o processo de alfabetização. Logo na reunião com os responsáveis no início do ano, descobriu um ponto em comum com várias crianças: não ajudavam as mães a cuidarem dos bichinhos de estimação. Dessa realidade surgiu o projeto Eu e os animais é o bicho! Um Olhar sobre o nosso DF.

As crianças fizeram uma série de trabalhos de leitura e interpretação de textos dentro e fora de sala de aula. Aprenderam a pensar as peculiaridades da vizinhança da escola e correlacionaram aquela realidade com o trabalho do Censo, que foi realizado naquele ano. A professora Iara trabalhou uma série de leituras e, ao final do ano, encenaram o espetáculo Cats.

Pouco depois de seus alunos relatarem terem visto cavalos feridos e maltratados, Iara convidou amigos veterinários para falarem à turma sobre respeito e cuidados com animais. Os médicos levaram o cachorrinho deles para visitar a escola. As crianças ficaram encantadas.

Ao final do ano, a turma estava completamente envolvida não só com a questão dos animais, mas com todo o conteúdo das aulas. “Eles tinham prazer em descobrir palavras novas no dicionário, e se sentiam estimulados a tempo todo a buscar conhecimento”, lembra a professora. Ela conta, orgulhosa, que as crianças que ainda estavam em fase pré-silábica terminaram o ano lendo corretamente (inclusive em voz alta), escrevendo e compreendendo totalmente a leitura. Passaram a ajudar as mães em casa com os cuidados dos bichinhos.

Ensino Fundamental – Anos finais

Saiba mais sobre o primeiro lugar dessa categoria, o projeto RAP (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo), nesta reportagem do site do Sinpro.

 

Ensino Médio Regular

O professor Kleber Xavier Feitosa, do CED 04 do Guará, trabalha o projeto STEAM com robótica com suas turmas há 10 anos, o que já havia lhe garantido o segundo lugar no prêmio Liga STEAM. “STEAM é a abordagem de aprendizagem por problemas ou baseada em projetos. Trabalha coordenadamente conteúdos de Ciências (em inglês, sciences), Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática – e suas iniciais em inglês fazem a sigla do método. Os estudantes pesquisam problemas da comunidade, e buscaram aplicar a estratégia para resolver esses problemas”, explica o professor.

Suas turmas do ensino médio resolveram pensar numa solução robótica para a proteção do bioma cerrado. Desenvolveram sensores de gás carbônico e de som que foram instalados em pontos estratégicos de um parque da região, o Parque do Guará (Parque Ezequias Heringer). Uma vez acionados, os sensores de som e de CO2 acionam leds na sede do parque, e assim os responsáveis pelo local podem chamar bombeiros e brigadas de incêndio. que acionam os responsáveis do parque que, por sua vez, entram em contato com as devidas autoridades, de forma a evitar a propagação de incêndios.

“O projeto existe em protótipo, mas este ano os e as estudantes querem colocar o projeto em prática”, conta Kleber.

 

Educação profissional

O projeto de Expansão da Mente (XMA), do professor Regis Lima, da Escola Técnica de Brasília, de Taguatinga, ajuda jovens a pensar como se dará a mudança do ambiente escolar para o ambiente profissional, e como tirar o máximo proveito desse planejamento. O projeto tem dois “braços”: transformar o comportamento do aluno para uma postura profissional, e ajudar o aluno a ter o controle sobre sua carreira. “É ensinar os alunos e as alunas a trilha de aprendizagem, para eles buscarem todas as suas competências técnicas e comportamentais e colocá-las em função de algo”, explica.

O professor demonstrou a eficácia do método a partir do exemplo da própria filha, Jéssika. “Ela fez a escola técnica junto com o curso de Ciências da Computação, estagiava no tribunal e não sabia que rumo dar à vida profissional. Começamos a formatar o processo. Perguntei a ela: “Onde você quer estar daqui a cinco anos?” ela disse que queria trabalhar com tecnologia fora do país. Então, mostrei a ela que ela precisaria dar mais foco nas disciplinas, tanto da faculdade quanto do curso técnico, que a ajudariam a alcançar esse objetivo. Pesquisamos empresas onde ela poderia trabalhar, buscamos o comportamento e o perfil de funcionários que essas empresas buscam ter. O nome disso é modelagem. Com essa maneira de pensar a carreira, ela progrediu rapidamente, e ao sair da escola buscou trabalhar em empresas que a levassem para fora do país. Hoje, ela trabalha em home office para a ONU. Está superfeliz”, conta o pai e professor.

SELECIONADOS ETAPA ESTADUAL – DISTRITO FEDERAL (DF)

Estes foram os projetos premiados no Distrito Federal. Os primeiros lugares de cada categoria participam da etapa regional no dia 5 de abril, e os vencedores da etapa regional se classificam para a etapa nacional, cuja premiação será no dia 24, em São Paulo.

 

EDUCAÇÃO INFANTIL (DF)

🥇 1° lugar: Projetos transformar – Carolayne Morais dos Santos

ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS (DF)

🥇 1° lugar: Eu e os Animais é o Bicho! Um Olhar Sobre o Nosso DF – Iara Vidal Andrade Bonfim

🥈 2° lugar: Educação Financeira para Crianças – Adva Girlene da Silva

🥉 3° lugar: Agentes do Bem-Estar – Alessandra Gmaf Teixeira Fidelis

 

ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS (DF)

🥇 1° lugar: Projeto RAP (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo) – Francisco Celso Leitão Freitas

🥈 2° lugar: Recicla CEF 25 – Laércio Ferreira dos Santos

🥉 3° lugar: O Exercício da Escrita para um Processo de Aperfeiçoamento Criativo – Maria Delma de Carvalho

 

ENSINO MÉDIO (DF)

🥇 1° lugar: STEAM com Robótica – Kleber Xavier Feitosa

🥈 2° lugar: Palavras Também Machucam: Discurso de Ódio Não é Liberdade de Expressão! Violência nas Escolas – Moises Gonçalves da Silva

🥉 3° lugar: Rosa Esperança – Elias Pereira de Souza Junior

 

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL (DF)

🥇 1° lugar: Expansão da mente acadêmica – XMA – Tarso Regis Petrilio Lima

🥈 2° lugar: Feira do Jovem Empreendedor – Marina Pessoa de Sousa Rodrigues

🥉 3° lugar: Letramento: Formação de Leitores em Curso Técnico de Secretariado – Michelle Pereira Soares

ENSINO SUPERIOR (DF)

🥇 1° lugar: Educação empreendedora para mulheres: um olhar sobre as competências – Márcia Lúcia de Souza

🥈 2° lugar: “M-Nobel”: uma proposta para o desenvolvimento de atividades experimentais livres em um curso de licenciatura em física – Tiago de Jesus e Castro

🥉 3° lugar: Laboratório SelfieLab – Bárbara Lima Vieira

 

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) (DF)

🥇 1° lugar: Projeto Pelicano – Francisco Ferreira dos Santos Neto

🥈 2° lugar: Construindo Caminhos: projetos de vida nas turmas de EJA – Daniela Laender Caldeira

🥉 3° lugar: Decola EJA 2030: O olhar dos alunos da EJA acerca da importância de informações sobre o Mercado de Trabalho e Empregabilidade – Alfredo Neto de Jesus Luz

Professor trabalha conscientização do uso da água com tradição cultural de lavadeiras e jongo

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 3 bilhões de pessoas sofrerão com a escassez de água em 2025. Diante do cenário, a necessidade de preservação dos recursos hídricos está na agenda global. No CEF 10 do Gama, estudantes do 6º ano deram uma verdadeira aula sobre o tema com o projeto Água – Jongo, coordenado pelo professor João de Camargo Pimentel.

Na Semana da Conscientização do Uso da Água, realizada no mês de março, professor João estimulou o protagonismo estudantil para tratar do tema, a partir da temática “Lavadeiras do Rio Jequitinhonha” e do jongo.

Professor João de Camargo Pimentel, do CEF 10 do Gama

“Alinhamos (o projeto) à temática das Lavadeiras do Rio Jequitinhonha, que traz relação afetiva e de trabalho com a água. Fomos além e aplicamos também o jongo: dança de origem africana, protagonizada por mulheres negras, com canções que falam sobre o dia a dia e as dificuldades da população negra, uma prática que se aproxima das lavadeiras”, explica professor João ao falar da necessidade de se trabalhar nas escolas, de forma transversal, a educação antirracista.

Com saias compridas, rodadas e floridas as estudantes realizaram a apresentação com a dança de roda, acompanhada de um estudante com chapéu de palha. Enquanto dançavam, também entoavam a cantiga “Mandei caiá meu sobrado”, que representa o sonho de conquista, de ascensão social e de estabilidade familiar.

“O mais importante para nós, enquanto escola, foi perceber que foi possível fazer a discussão de um tema importantíssimo de forma lúdica, integrada e com engajamento e protagonismo dos estudantes. Os estudantes replicam o que aprendem. Então, essa prática vai reverberar no dia a dia deles, das suas famílias, da comunidade”, avalia o professor João Pimentel, já na expectativa de novos projetos.

 

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