Professora pede ajuda para tratamento de doença autoimune

Mesmo diante dos desafios, a orientadora educacional Nelice Almeida dos Santos luta contra uma doença autoimune. Diagnosticada com Retocolite Ulcerativa (RCUI) há quatro anos, a educadora lotada na regional de São Sebastião precisa tomar o medicamento Infliximabe (remicade), muitas vezes em falta no Sistema Único de Saúde (SUS).

Para não prejudicar o tratamento, Nelice tem recorrido ao plano de saúde do INAS, mas devido à coparticipação o valor é descontado no contracheque da orientadora. “Este medicamento custa em torno de R$ 39 mil e pelo convênio é descontado R$ 2 mil cada vez que tomo. Já estou devendo cerca de R$ 21 mil para o INAS e muitas vezes meu contracheque vem com muito pouco”, lamenta a educadora, complementando que também tem gastos com vitaminas que precisa tomar devido à baixa imunidade.

Para participar, Nelice conta com a sua ajuda para custear as despesas com a medicação. Por estar em remissão completa da doença, não pode ficar sem remédio, pois corre-se o risco da doença se agravar a ponto de precisar ficar internada e tomar fortes doses de corticoide.

O Sinpro convida a categoria a participar desse mutirão de ajuda. As doações podem ser realizadas por meio de PIX 68879474120 (CPF).

Grupo de estudos oferece abertura de espaços de aprendizagem, reflexões e troca de experiências

Professores(as) e orientadores(as) educacionais estão convidados(as) a participar de um Grupo de Estudos sobre o livro A inteligência aprisionada. O curso tem como objetivo propor a abertura de espaços de aprendizagens, reflexões e troca de experiências a partir das contribuições teóricas da mestra da psicopedagogia clínica, Alicia Fernández.

Ao todo serão seis encontros, quinzenais, on-line, a partir do dia 9 de abril. Educadores(as) sindicalizados(as) terão 10% de desconto no valor do curso.

Nesse processo evolutivo, os(as) participantes terão contato com as valiosas contribuições da psicopedagoga argentina Alicia Fernández. Uma escuta pautada na ética do cuidado; no desenvolvimento da autoria de pensamento; no lugar do corpo, do organismo, da inteligência e do desejo no processo de aprendizagem; e na importância do brincar nos espaços terapêuticos e educacionais. Estes são alguns aportes deixados por Alicia, fundamentais na clínica, na escola e na contemporaneidade.

As inscrições podem ser feitas até o dia 9 de abril pelo WhatsApp 98162 2839 (Paula), pelo valor de R$ 30. Pelo curso será cobrado o valor de R$ 300 parcelado em três vezes (abril, maio e junho). Mia Cunha (@mia.cunha) e Simone Azevedo (@simoneazevedo.psi) serão as facilitadoras do curso.

Participe!

 

Confira as datas e temas dos encontros:

09/04: Especificidade do diagnóstico psicopedagógico – Olhar e escuta psicopedagógica;

23/04: O lugar do corpo no aprender;

07/05: Lugar da inteligência e do desejo na aprendizagem;

21/05: O fracasso na aprendizagem)

04/06: Modalidade de aprendizagem;

18/06: Hora de jogo psicopedagógico. Espaço para jogar – Espaço para aprender.

Professor da rede conquista o primeiro lugar no Prêmio Educador Transformador

O professor Francisco Celso conquistou o primeiro lugar na categoria Ensino Fundamental Anos Finais da Etapa Estadual do Prêmio Educador Transformador. O prêmio é fruto do Projeto RAP (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo), uma atividade educacional transformadora que objetiva o desenvolvimento de competências, habilidades e/ou atitudes empreendedoras que possibilitem transformar o conhecimento e a experiência em resultados para o indivíduo e para a coletividade.

O Projeto RAP (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo) vem promovendo, desde 2015, a transformação de trajetórias de vida de adolescentes em condições de vulnerabilidade social, por meio dos quatro elementos da cultura HIP HOP (DJ, MC, Graffiti e Break) aliados ao 5° elemento (o conhecimento). As ações pedagógico/culturais do projeto, a princípio, estavam voltadas para os socioeducandos da Unidade de Internação de Santa Maria. Porém, após receber várias premiações e ser reconhecido internacionalmente, hoje o projeto conta com aportes financeiros que permitiram ampliar as ações ofertando intervenções em outras unidades socioeducativas, nas escolas regulares além do acompanhamento de egressos.

Francisco Celso explica que o projeto RAP é de vital importância para o processo de ressocialização dos socioeducandos da Unidade de Internação de Santa Maria, porque dialoga com a realidade dos jovens que lá estão, cujo 80% se autodeclaram negros, 100% são das regiões periféricas do DF e Entorno, onde a cultura hip-hop é muito presente. “Outro fator importante é a possibilidade de emancipar esses jovens, trazendo uma cultura libertária, aumentando a autoestima, a melhora na escrita, da oralidade, do poder de argumentação, a expressão corporal e, acima de tudo, promove renda, já que eu não acredito em ressocialização sem renda. Então a gente insere esses jovens no circuito da cultura do Distrito Federal, do movimento hip-hop, participando de saraus, slams de poesia, batalhas de rima, simpósios, seminários, campanhas publicitárias, além de shows e apresentações, tudo isso com cachês promovendo renda”.

Professor de História e especialista em Educação Inclusiva, Francisco também é mediador social, produtor cultural, pesquisador, palestrante, embaixador da Varkey Foundation no Brasil, mentor intelectual do Projeto RAP e diretor pedagógico da Associação dos Mobilizadores do Recanto das Emas (AMORE), além de ter vencido inúmeros prêmios ao longo da carreira.

Crédito das fotos: Bárbara Figueira

Nota de pesar – Valéria Caixeta de Andrade

É com grande tristeza que a diretoria do Sinpro informa o falecimento da professora Valéria Caixeta de Andrade. A educadora faleceu nesta sexta-feira (22), aos 61 anos, após luta contra o câncer.

Professora de Atividades, Valéria trabalhou nas regionais de ensino de Ceilândia e Taguatinga, sempre com o desejo de não somente passar o conteúdo pedagógico, mas, também, mostrar que a educação é o caminho para o desenvolvimento e para a melhoria de inúmeros fatores e setores.

O velório será realizado neste sábado (23), no Cemitério Campo da Esperança (Asa Sul). O enterro ocorrerá em seguida.

O sindicato presta toda solidariedade aos familiares e amigos(as) neste momento de grande dor.

Valéria Caixeta de Andrade, Presente!

Luta, valorização e autoestima: escolas de Taguatinga realizam palestras para servidoras e funcionárias

A Escola Classe 26 de Setembro e o Centro de Ensino Fundamental 17 de Taguatinga promoveram, no dia 9 de março, o evento “Encontro de Mulheres: Desenvolvendo Habilidades para a Vida”, onde 120 mulheres que fazem parte das equipes das escolas participaram de palestras sobre a valorização do trabalho, autoestima, sexualidade, além do papel das mulheres na sociedade.

Professoras, orientadoras educacionais e demais funcionárias das escolas assistiram às palestras “Next”, ministrada pela escritora Ester Rodrigues, e “E se fôssemos…”, com Andréia Costa, professora aposentada da Rede de Ensino Público do Distrito Federal. Os temas abordados incluíram superação, empatia e a importância de sair da “zona de conforto” na vida.

O evento contou também com uma palestra da maquiadora Yara Prado, compartilhando sua experiência como mulher empreendedora, com a apresentação de dança do ventre da professora Elizia Ferreira do Nascimento, do CEF 10 de Taguatinga, além de café da manhã e almoço com as equipes.

“A experiência foi emocionante e superou nossas expectativas. Foi um momento de reflexão para muitos colegas sobre suas próprias vidas. Recebemos muitos pedidos para mais encontros que promovam o bem-estar, a felicidade e as mudanças de vida para nossas queridas professoras e demais servidoras das escolas”, compartilha a vice-diretora do EC 26 de Setembro, Letícia Guerra.

A vice-diretora organizou o evento junto com a diretora da escola, Cintia Aquino, e Andreia Bombom, diretora do CEF 17, que ressalta o caráter político do Dia Internacional das Mulheres e a intenção do evento, ”Este não é um dia aliado ao romantismo. O Dia das Mulheres é aliado à política porque fala dos direitos conquistados pelas mulheres na sociedade. Desde quando lutamos pelo direito ao voto, lutamos pelo direito à igualdade de salários, e o direito à vida e à proteção à vida das mulheres”, afirma.

A iniciativa das atividades foi uma resposta a demanda por palestras feitas em uma reunião da Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga (CRET), que apoiou o evento e marco presença com a da representante Dalena Sumaya B Pinto, assessora especial. Diante dos resultados positivos, as três gestoras consideram a realização de novos eventos voltados para as mães da comunidade escolar. “Aproveitamos a ocasião do Dia da Mulher, e agora isso está gerando mais pedidos de palestras, pois as professoras e funcionárias gostaram muito e reconheceram a importância de abordar esse tipo de assunto”, comemora a vice-diretora Letícia.

Veja as fotos do evento abaixo e neste link:

CED Agrourbano Caub 1 realiza ação contra o feminicídio e pela vida das mulheres

Uma ação potente de protesto contra o feminicídio, em defesa da vida das mulheres e contra a impunidade dos agressores foi realizada no CED Agrourbano CAUB 1. Em março de 2023, Rayane Ferreira de Jesus Lima, de 18 anos, que foi estudante da escola, foi vítima de feminicídio pelo ex-companheiro.

Uma bonita passeata e um debate com a Secretaria de Mulheres do Sinpro fizeram parte de um processo que começou com o trabalho pedagógico desenvolvido pela escola. De acordo com a diretora do CED Agrourbano, Sheila Mello, no mês de março, as turmas do CED Agrourbano trabalharam temas relacionados ao protagonismo feminino em diversas áreas e ao longo da história da humanidade. “Trouxemos para a sala de aula grandes mulheres como Cora Coralina, Cecília Meireles, Tarsila do Amaral, pra que os estudantes pesquisassem quem elas foram e o legado que deixaram”, conta Sheila.

No último sábado, dia 16, a Secretaria de Mulheres do Sinpro participou de um debate na escola, que envolveu jovens de 13 a 17 anos. As dirigentes sindicais expuseram dados sobre feminicídio no DF e dialogaram com as e os estudantes sobre os indícios de um relacionamento tóxico, o ciclo da violência, as ferramentas de proteção às mulheres e prevenção do feminicídio, como a Lei Maria da Penha – que tipifica a violência contra a mulher, caracterizando como tal a destruição de pertences, de documentos, as agressões verbais, a tortura psicológica, entre outras. “Nossa participação tinha o objetivo de contribuir com o trabalho pedagógico realizado na escola sobre o papel da mulher na sociedade, debatendo o significado do dia 8 de março para todas as mulheres”, explica a diretora da Secretaria de Mulheres do Sinpro Silvana Fernandes.

Para Regina Célia, que também é diretora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, o evento foi enriquecedor para o sindicato: “Essa atividade nos fortifica a certeza de que é através da educação formal, dentro das nossas escolas, que vamos construir a necessária educação antimachista desde a Educação Infantil até o Ensino Médio”, diz ela. “Nossa categoria tem o domínio didático para tratar desse tema curricular em todas as modalidades existentes no Ensino Público do DF e o CED Agrourbano é exemplo disso”, completa Regina.

Depois do debate, as e os participantes saíram em marcha pelas ruas do Caub 1. Pararam em frente à casa na qual Rayane vivia, onde encontraram sua mãe e seu filho pequeno. Foi um ato emocionante em honra à memória de Rayane e contra o feminicídio, com o compromisso de chamar a atenção da comunidade para as violências que as mulheres sofrem.

Mônica Caldeira, coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, lembra que as escolas da rede pública do DF podem contar com o sindicato para fortalecer os debates sobre o combate à violência de gênero e a necessidade de garantir a autonomia das mulheres: “O 8M nas escolas é uma proposta da Secretaria de Mulheres do Sinpro no intuito de levar para o currículo escolar essa urgente reflexão acerca da cidadania plena das mulheres, combatendo todo tipo de violência de gênero nos costumes, na tradição de uma sociedade machista”, destaca ela. “A proposta é reconhecer a escola como lugar de transformação social e a grande importância dessa qualidade referenciada da educação e equidade entre homens e mulheres”, finaliza Mônica.

Audiência pública vai mostrar gestão de recursos da Previdência do Distrito Federal

O Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) promove no dia 27 de março, no auditório da Escola de Governo (EGov), sua 3ª Audiência Pública. O evento, aberto aos(às) servidores(as) públicos(as) ativos(as) e inativos(as) e a toda população, será realizado às 15h com uma prestação de contas sobre a previdência dos servidores do DF.

Na ocasião serão apresentados a avaliação atuarial e respectivo relatório de gestão atuarial do exercício de 2023, os resultados da política de investimentos e o relatório de governança do sistema previdenciário dos servidores do DF. “A audiência pública busca atender a uma exigência do programa Pró-Gestão do Ministério da Previdência, que qualifica os investidores de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e prestar informações à sociedade sobre a gestão, a situação atuarial do regime e sobre os investimentos geridos pelo Iprev-DF e a evolução do seu patrimônio”, destaca a diretora-presidente do Iprev-DF, Raquel Galvão.

A audiência também será realizada em sessão virtual por meio do canal oficial no Youtube do Iprev-DF (https://www.youtube.com/@institutodeprevidencia.iprevdf) e da Secretaria de Estado de Economia do Distrito Federal (http://www.youtube.com/@seecgdf). A participação popular será assegurada por meio do Sistema de Ouvidoria do Distrito Federal (https://www.participa.df.gov.br/ ) ou pelo telefone 162 (opção 1).

Os(as) interessados(as) podem acessar o sistema de ouvidoria Participa-DF, tanto pela internet quanto pela Central de Atendimento 162, para enviar perguntas, críticas e sugestões.

TV Sinpro aborda Semana de Conscientização da Educação Inclusiva no Gama

O TV Sinpro desta semana vai apresentar um pouco do que foi a “Semana de Conscientização da Educação Inclusiva”, que aconteceu no IFB-Gama e foi realizado pela Coordenação Regional de Ensino do Gama e por professores(as) de Atendimento Educacional Especializado das escolas EC 22, CEF 01, CEF 03, CEF 08, CEF 11, CEM 01 e Cedel, com apoio do Sinpro.

O evento teve palestra da docente doutora em psicologia pela Universidade Federal de São Carlos, Eniceia Mendes. Ela falou sobre trabalho colaborativo para inclusão escolar, e contou com a mediação do mestre em educação inclusiva Inácio Athayde-Oliveira, professor da rede de ensino pública do DF. Os diretores do Sinpro Letícia Montandon e Raimundo Kamir também participaram do evento.

O TV Sinpro vai ao ar nesta quarta-feira, 20 de março, a partir de 19h. O programa é veiculado na TV Comunitária do DF (canal 12 da NET), com retransmissão pelo canal do youtube do Sinpro e pelo facebook do sindicato.

 

 

Ensino, arte e luta: Jardim de Infância II celebra 7 anos

O Jardim II do Cruzeiro comemora em março uma jornada de sete anos de conhecimento e arte graças à atuação dos professores(as) e orientadores(as) educacionais e a colaboração de todos(as) da comunidade escolar e do bairro. A celebração, no dia 6, foi marcada por uma série de atividades que envolveram alunos, pais e professores, com apresentações teatrais, festa, e a exploração dos espaços escolares para promover um sentimento de pertencimento e familiaridade com o ambiente educacional.

Desde o início de sua história, a escola tem desempenhado um papel fundamental na comunidade local, oferecendo uma educação de qualidade embasada em um projeto pedagógico centrado na expressão artística das crianças. A escola atende 136 alunos, com adaptações para o ensino de alunos com necessidades especiais. A equipe do Jardim é composta por 26 professores(as) e orientadores(as) educacionais e a escola é  baseada no modelo dos Centros de Educação da Primeira Infância (Cepi). 

A diretora da escola, Aline de Menezes, destaca a importância do projeto macro denominado “Jardim com Arte” que, ela explica, “visa estimular a expressão criativa das crianças por meio de diversas formas de arte, como dança, música, interpretação, desenho e pintura”.  Ela exemplifica como resultado do ensino uma vernissage realizada em agosto, onde foram expostos os trabalhos artísticos produzidos pelas crianças, ex-alunos, professores e pais.

 “A organização do evento seguiu padrões tradicionais desse tipo de exposição, com cada obra devidamente etiquetada com informações essenciais como nome do autor, técnica utilizada e materiais empregados”, diz, ressaltando o resultado do trabalho na comunidade escolar. O ambiente lembrava a uma galeria de arte, onde cada peça contava sua própria história cativante”, lembra.

Aline conta que o envolvimento dos alunos e comunidade no ambiente educacional acontece desde o começo da escola, a exemplo da escolha dos nomes das salas, feita pelas crianças em processo de decisão colaborativo.  “Após uma pesquisa minuciosa sobre a fauna local, apresentamos os diferentes animais para as crianças, que tiveram a oportunidade de votar no nome que gostariam para suas salas. Surgiram nomes então como Tatubola, Porco-espinho, Ararazu, Lobo-guará, Siriema, Coruja-buraqueira e até mesmo a Minhoca, que encontrou seu lar na horta da escola”. 

História

No começo a escola enfrentou desafios como a falta de recursos básicos e estrutura escolar.  “Durante a semana de matrículas do primeiro ano, em 2017, nos deparamos com a falta de recursos básicos, chegando ao ponto de realizar as matrículas na calçada por falta de impressora”. Ele lembra que, para cumprir os prazos de matrícula e início das atividades escolares, foi essencial a colaboração das escolas vizinhas e parceiros. 

A entrega da estrutura à comunidade ocorreu em dezembro de 2016 e, em janeiro do ano seguinte, deu-se início ao processo de matrícula.  “Nunca houve uma cerimônia oficial que marcasse o início das atividades da escola, por causa do período de férias, a  tradição do jardim é comemorar no início do ano letivo”, explica a diretora Aline. Ela aponta que, apesar das adversidades, com o apoio essencial da comunidade escolar e do Cruzeiro, hoje o Jardim se destaca por ser um espaço de aprendizado que respeita e estimula a expressão dos(as) estudantes, com criatividade e inclusão.

A diretora de Assuntos e Políticas para Mulheres, Regina Célia Pinheiro, comenta que, quando o Jardim 2 do Cruzeiro foi construído, havia uma demanda grande para a educação infantil. “Junto com ele chegou um sentimento de esperança dessa comunidade do Cruzeiro, que tanto precisava de mais um local público de educação para trabalhar com essas crianças daqui”, comenta.

“Hoje, o trabalho de excelência que essa escola desenvolve, com uma equipe  muito envolvida com essa questão da educação infantil, e de uma maneira muito bonita, nos traz esperança. Nos faz esperançar todos os dias. Esperançar por essa construção de uma educação pública de qualidade para todas e todos”, diz a diretora do Sinpro. 

Ela destaca que o bairro conta com escolas mais antigas e que o Jardim II do Cruzeiro, ainda em seus primeiros anos, já promete fazer história. “História boa, história de esperança, história de bons projetos pedagógicos, e que essas crianças que vão sair de lá vão sempre carregar essa história consigo na vida escolar”. 

Veja as fotos da celebração neste link.

Sinpro realiza ato em defesa da escola pública em São Sebastião

O Sindicato dos professores realizou, na manhã de sábado (16/3), um ato em defesa da escola pública, que percorreu a região de São Sebastião. Após concentração em frente ao restaurante comunitário da região, o caminhão de som seguiu pelas principais avenidas da área, denunciando o descaso de Ibaneis com a educação da região, onde o problema da superlotação (que assola todo o Distrito Federal) é agravado por falta de espaços físicos para escolas e novas turmas.

Participaram do ato diretoras do Sinpro, professoras, orientadoras educacionais, gestoras das escolas locais e o deputado distrital Gabriel Magno, presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da CLDF.

Há denúncias de que, como consequência da falta de investimento em unidades escolares na região, gestores de escolas estão tirando medidas dos espaços livres nas salas e informando à CRE, para comprovar se cabem mais alunos ou não naquele espaço. A lista de espera por vagas na regional de São Sebastião é de cerca de 200 estudantes – e esse número não considera as listas de cada escola.

Turmas de alfabetização na região estão com quase 40 crianças, mais do que o previsto na estratégia de matrícula (e permitido por lei), e classes especiais de integração reversa sendo fechadas. As crianças que deveriam ser matriculadas nessas turmas estão matriculadas em turmas regulares, em aulas que não rendem para ninguém: nem para a professora, nem para os(as) estudantes.

“O ato foi muito positivo para dialogar com a comunidade, explicar o que vem acontecendo com as turmas das escolas em São Sebastião, e orientar a comunidade a cobrar soluções para os graves problemas que a educação em São Sebastião vem enfrentando nos últimos anos”, contou Leilane Costa, diretora do Sinpro.

Ações como a de São Sebastião têm como objetivo chamar a atenção da população para o descaso da gestão Ibaneis Rocha com a educação de todo o Distrito Federal. Elas irão ocorrer em outras regiões do DF, uma vez que um dos problemas ocasionados pela falta de professores(as) é a superlotação de salas de aula.

Nesta quarta-feira (20/3), às 9h, o Sinpro realiza sua primeira Assembleia de 2024, no estacionamento da Funarte. No encontro, além de dar o pontapé inicial à campanha salarial de 2024, a categoria pretende superar, de uma vez por todas, os problemas já conhecidos nas escolas públicas: além da superlotação das salas de aula, escolas precisando de reforma, risco de falta de merenda, Educação de Jovens e Adultos em colapso e ausência da garantia de atendimento a estudantes especiais.

 

Superlotação é problema crônico em todo o DF

A superlotação das salas de aula da rede pública é problema crônico, que só se agrava ao longo da gestão Ibaneis Rocha. Além de construir novos espaços para aulas, o GDF deve reduzir o número de estudantes por turma e encaminhar com urgência as nomeações do concurso de 2022! A qualidade do ensino para investir no futuro das nossas crianças e adolescentes depende disso!

O Sinpro fortalece a luta contra a superlotação nas salas de aula, e convida professores e professoras (efetivos(as) e do contrato temporário), além de orientadores(as) educacionais a, juntos, denunciarmos o descaso de Ibaneis e Hélvia com a educação.

Foram confeccionadas placas para denunciar a superlotação nas salas de aula. Solicite à diretora ou ao diretor do Sinpro que atende a sua escola uma placa, escreva com pincel de lousa o número ideal de alunos da sua turma e quantos existem de fato. Tire uma foto da placa presa perto da porta da sua sala de aula e envie a imagem (com o nome da escola, regional, e a turma em que você leciona) para imprensa@sinprodf.org.br

VEJA O ÁLBUM

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