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Sinpro participa do 2º Seminário da Educação Inclusiva na CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizará o 2º Seminário da Educação Inclusiva do DF, nesta segunda (18), das 14h às 18h, com o objetivo de discutir os desafios e obstáculos para o pleno exercício do direito à educação inclusiva e acessível. O evento, aberto ao público mediante inscrição online, ocorrerá no auditório da CLDF, com transmissão ao vivo pelo YouTube. O Sinpro-DF estará representado por Carlos Maciel, diretor de Política Educacional.

O seminário contará com a presença de parlamentares, representantes do Ministério da Educação, da Secretaria de Estado de Educação do DF, ativistas de pessoas com deficiência (PCD), familiares e pesquisadores da política de educação inclusiva. Serão debatidas questões relacionadas às garantias de acesso, permanência e desenvolvimento do bem-estar nas escolas, pautadas no modelo social das deficiências, além do enfrentamento das barreiras e ambientes incapacitantes da sociedade.

A iniciativa é do deputado distrital Fábio Félix (PSOL), e estão previstas as participações de Érika Kokay, Deputada Federal (PT); Juliana Braga, Defensora Pública do DF; Josiane Pereira Torres, Coordenadora-Geral de Estruturação do Sistema Educacional Inclusivo do Ministério da Educação; Andrea Medrado, Representante da Frente Parlamentar de Educação Inclusiva do DF; Agna Alves da Cruz, do movimento Vidas Negras com Deficiência Importam;  e Lucinete Andrade, Conselheira Tutelar, entre outros nomes (confira abaixo todos os nomes e a programação).

 

2º Seminário da Educação Inclusiva
Local: Auditório da Câmara Legislativa do DF
Data: 18 de março de 2024
Horário: 14h às 18h
Formulário para inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScE0TY5Jy4kT-NPtX5Dpkf0zMj6mYYBantCQ8mmgv-97LmnQQ/viewform 
Link da transmissão: https://www.youtube.com/TVCamaraDistrital

 

Programação:

14h00 | ABERTURA

14h10 | MESA 1 – A Educação Inclusão em 2024 e Lançamento da Cartilha de Educação Inclusiva

Mediador: Deputado Fábio Félix

Érika Kokay – Deputada Federal
Juliana Braga – Defensora Pública do DF
Josiane Pereira Torres – Coordenadora-Geral de Estruturação do Sistema Educacional Inclusivo do Ministério da Educação
Helvia Paranaguá – Secretária de Estado de Educação do DF
Andrea Medrado – Representante da Frente Parlamentar de Educação Inclusiva do DF

15h30 | MESA 2 – Acesso, Permanência e Direitos na Educação Inclusiva no DF

Mediadora: Jéssica Borges

  • Dulcinete Castro Nunes Alvim – Diretora da Educação Inclusiva e Atendimentos Especializados
  • José Eduardo Lanutti – Professor e doutor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Estadual Paulista (Participação Remota)
  • Helma Salla – Professora da SEEDF e Doutora em Educação com ênfase em Atendimento Pedagógico Domiciliar
  • Carlos Maciel – Diretor de Política Educacional do Sinpro
  • Francielle Siqueira do Nascimento Brito – Psicóloga da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e Deficientes de Taguatinga e Ceilândia
  • Adriana Tavares – Empresária e mãe atípica

16h40 | MESA 3 – Desafios e Barreiras pelo Direito à Educação: Nenhuma a Menos!

Mediadora: Keka Bagno

  • Vera Lucia Ribeiro – Subsecretária de Educação Inclusiva e Integral
  • Renata Bonotto – Linguista e Doutora em Informática na Educação com ênfase em Tecnologia Assistiva e Comunicação Aumentativa e Alternativa (Participação Remota)
  • Laércio Ferreira dos Santos – Professor da SEEDF e Mestre em Educação Especial
  • Agna Alves da Cruz – Representante do movimento Vidas Negras com Deficiência Importam
  • Lucinete Andrade – Conselheira Tutelar

14 de março: 110 Anos de Abdias do Nascimento

Neste dia 14 de março, celebramos os 110 anos do nascimento de Abdias do  Nascimento, uma figura icônica no movimento negro, tanto no Brasil quanto no mundo. Originário de uma família de poucos recursos, Abdias nasceu em Franca, São Paulo, em 1914, e dedicou sua vida à luta pela igualdade racial e à preservação da cultura afro-brasileira. Ao longo de seus 97 anos de vida, desempenhou diversos papéis, sendo reconhecido como ativista, intelectual, escritor, poeta, professor universitário, jornalista, dramaturgo, ator de teatro, artista plástico, dirigente partidário, secretário do governo do Rio de Janeiro, deputado federal e senador.

Em 1944, Abdias fundou o Teatro Experimental do Negro (TEN), pioneira entidade afro-brasileira que uniu a luta pelos direitos civis e humanos dos negros à valorização da herança cultural africana. Além disso, foi responsável por outras iniciativas pioneiras, como o Museu da Arte Negra (MAN), criado em 1950 para destacar a arte, cultura e identidade negras, e o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO), que preserva o acervo documental do MAN e do ativista.

“A celebração do nascimento de Abdias do Nascimento é uma honra para os afrodescendentes no Brasil hoje, pois estamos falando de um dos maiores defensores da cultura e igualdade para a população negra, que lutou incansavelmente pela promoção dos direitos civis e humanos do povo negro”, destaca a professora Márcia Gilda, diretora do Sinpro-DF para Assuntos de Raça e Sexualidade.

O Sinpro-DF relembra e comemora Abdias, referência internacional na luta contra o racismo e a discriminação e pela integração dos afrodescendentes sem preconceito de espécie alguma. A sua importância e legado continua a inspirar gerações na luta contra o racismo estrutural e pela promoção da diversidade e inclusão.

Texto relembra trajetória de lutas e faz homenagem ao Sinpro-DF

Com forte sentimento de nostalgia, o professor aposentado Omar dos Santos utilizou um texto para relembrar parte da história e a importância do Sinpro para o conjunto dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais do Distrito Federal. Confira abaixo o texto Forjado nas lutas e no brio:

 

Nota de pesar | Angela Luiza Trancoso Muniz

É com grande pesar que a diretoria do Sinpro-DF informa o falecimento da orientadora educacional aposentada Angela Luiza Trancoso Muniz. A educadora ingressou na Secretaria de Educação do Distrito Federal em 1981 e desde então foi militante e ferrenha defensora dos direitos dos(as) trabalhadores(as) em educação.

Ao longo da carreira trabalhou no Centro de Ensino Médio Paulo Freire e em escolas de Sobradinho. Durante todos os anos que esteve em sala de aula, Angela não encaminhava apenas conteúdo pedagógico, mas mostrava a força que a educação tem para o futuro de cada estudante. Sua luta por uma educação pública de qualidade e acessível para todos e todas era admirada por companheiros(as) e pela comunidade escolar.

A cerimônia de cremação foi realizada na última terça-feira (12), no Crematório Jardim Metropolitano (Valparaíso).

O sindicato presta toda solidariedade aos familiares e amigos(as) neste momento de grande dor.

Angela Luiza Trancoso, Presente!

Alunos do CEF Drª Zilda Arns se destacam no Grand Slam de Taekwondo

Estudantes do Centro de Ensino Fundamental Drª Zilda Arns, do Paranoá, se destacaram no maior evento nacional de Taekwondo, organizado pela Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD). Realizado entre os dias 6 e 10 de março, no Rio de Janeiro, o Grand Slam atrai os melhores atletas de suas categorias em todo o país, competindo por vagas na Seleção Brasileira Juvenil 2024.

Ana Júlia Borges Passos conquistou o 3º lugar na categoria juvenil de 15 a 17 anos, enquanto João Paulo dos Santos Gomes se classificou em 5º lugar em sua categoria. Os jovens são praticantes do esporte na Associação Esportiva Cosmo de Taekwondo (AECT), uma instituição sem fins lucrativos que mantém parceria com o CEF Drª Zilda Arns, que cede espaço para a prática do esporte. Desde meados de 2022, a AECT oferece aulas gratuitas para alunos da escola e membros da comunidade.

O professor e técnico dos atletas, Jean Cosmo Santos, ressalta que a prática esportiva não apenas fortaleceu a disciplina, responsabilidade e obediência dos estudantes, fruto dos valores do esporte, entre eles, a  cortesia, a integridade, a perseverança e o autocontrole. “Desde que os meninos começaram a praticar Taekwondo, têm se dedicado tanto aos estudos quanto ao esporte. A prática esportiva não os atrapalha, pelo contrário, ela os ajuda a desenvolver disciplina e responsabilidade tanto em casa quanto nos estudos”, destacou ele, mencionando também os benefícios do apoio financeiro proporcionado pelo programa federal Bolsa Atleta, que auxilia os jovens atletas e suas famílias.

Antes de competirem no Grand Slam, Ana Júlia e João Paulo já haviam alcançado os principais títulos regionais do Centro-Oeste, o que lhes assegurou a participação neste evento de destaque. Ana Júlia, que neste ano deixou a escola, continua treinando na AECT e já havia se destacado nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBS) de 2022, conquistando uma medalha de bronze e o apoio do programa federal Bolsa Atleta na faixa etária de 12 a 14 anos.

Educação Alimentar Vs Mercado: como a lei da oferta e da demanda pode influenciar na alimentação saudável

Um dos bordões mais utilizados nos dias de hoje: “você é o que você come” demonstra que a nossa sociedade tem se voltado cada vez mais para a necessidade de cuidar da saúde a partir da alimentação. Aliada à prática de exercícios físicos regulares, hidratação e as tão sonhadas oito horas de sono por dia, em média, a alimentação saudável figura entre os assuntos mais pesquisados na Internet e discutidos nos mais variados ambientes, da academia à academia…

Contudo, como não poderia ser diferente, em uma sociedade de Economia Capitalista, o Mercado tem observado essa tendência, ou melhor dizendo, essa demanda. E através dos seus “tentáculos invisíveis” exerce de maneira fria e cruel o que determina uma das suas leis, oferta e demanda, e eis que o preço de alimentos naturais e orgânicos aumenta a cada dia, em um ritmo muito maior do que os industrializados.

Na pesquisa intitulada “Panorama do consumo de orgânicos no Brasil 2021”, apresentada pela Forbes1 em janeiro de 2022, o consumo de orgânicos entre os brasileiros vem aumentando, motivados pela qualidade do alimento ou pelo fetiche do modismo, também cresce entre a nossa população a conscientização a respeito dos danos causados pelo uso irresponsável de agrotóxicos por uma grande parcela do agronegócio, como aponta a matéria “Uso de agrotóxicos no Brasil dobrou entre 2010 e 2021”2 publicada no site do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Não bastasse o fato de que a desigualdade social determina quem pode ou não ter acesso a uma alimentação de qualidade, nós ainda temos mais um problema decorrente da crueldade do capitalismo: o crescimento da obesidade na classe trabalhadora. Sim, a mesma classe que padece da subnutrição, também enfrenta o problema da obesidade, como aponta a matéria da BBC News Brasil, “Por que um terço dos países mais pobres enfrenta ao mesmo tempo epidemias de obesidade e de desnutrição”. Isso é o resultado dos altos preços praticados pelo mercado em relação aos alimentos naturais e orgânicos, em detrimento dos alimentos industrializados.

Sim, agora podemos chegar ao nosso título, Educação Alimentar Vs Mercado. A Lei nº 13.666/2018 que altera a Lei nº 9.394/1996 (LDB), inclui “o tema transversal da educação alimentar e nutricional no currículo escolar”. Para fazer sentido, a partir da premissa da educação como processo de emancipação humana, é preciso tratar a alimentação como necessidade básica humana, vital. Ou seja, desfetichizar, tornar natural e humanizar a alimentação. Contudo, esse processo só é possível a partir do rompimento da lógica capitalista desumana, cruel e causadora, também, dos problemas alimentares que enfrentamos na modernidade.
Ao contemplar a Educação Alimentar no currículo escolar, podemos trabalhar com as crianças, adolescentes, jovens adultos e idosos, questões centrais como o problema dos latifúndios, das monoculturas, dos agrotóxicos e da especulação dos preços dos alimentos pelo mercado. A desigualdade que causa a fome também causa a obesidade e tantos outros problemas de saúde que a classe trabalhadora enfrenta todos os dias. Dessa maneira, para além da questão alimentar, é possível conscientizar dos males que o Capitalismo produz e reproduz.
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1 Leia mais em:
https://forbes.com.br/forbesagro/2022/01/brasileiros-escolhem-produtos-organicos-pela-apar
encia-e-preco-mostra-pesquisa/
2 https://mst.org.br/2023/10/15/uso-de-agrotoxicos-no-brasil-dobrou-entre-2010-e-2021/#:~:text=A%20c
ada%20ano%2C%201%20milh%C3%A3o,ordem%20de%201%20para%2050.


Para mais informações sobre o autor, acesse o seguinte link do Currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/9118678227810200

Por: Jefferson Amauri Leite de Oliveira, Pedagogo, Pós-graduado em Gestão Escolar.

TV Fórum: sindicalistas falam sobre direitos, desigualdade e violência no trabalho

Vale a pena assistir a gravação do debate “Por que a direita não quer que a mulher ganhe igual ao homem?”, veiculado pela TV Fórum no último dia 6 de março, sobre como sobre como se fazer cumprir a lei da igualdade salarial, combater o feminicídio e os assédios moral e sexual no local de trabalho, além de garantir os direitos reprodutivos das mulheres.

O debate foi mediado pela historiadora e blogueira Maria Frô, que conversou com as sindicalistas Mônica Caldeira, professora da rede pública do Distrito Federal e coordenadora da Secretaria de Mulheres Sinpro-DF, Amanda Corcino, Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Bárbara Bezerra, Sindipetro-NF e FUP, e Natália Russo,  Sindipetro-RJ e FNP.

O programa aborda a importância da ratificação pelo Brasil dos tratados internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) da Convenção 190 e 156, que dependem da aprovação do Congresso Nacional. O primeiro tratado reconhece o direito de todas as pessoas a um mundo de trabalho livre de violência e assédio, e a Convenção 156 aborda a igualdade para homens e mulheres no trabalho, demandas antigas do movimento sindical e de entidades defensoras dos direitos das mulheres.

As sindicalistas destacam que as brasileiras mulheres seguem enfrentando cenários no trabalho de disparidade salarial, assédio e    sobrecarga do trabalho doméstico, apesar dos direitos garantidos pela Constituição Federal.

Elas colocam em destaque a importância da atuação sindical em defesa de direitos que leve em consideração a desigualdade de gênero no trabalho, bem como a importância da presença das mulheres em espaços sindicais de decisão, para a conquista da equidade de gênero.

Assista a gravação do debate que foi ao ar no dia 6, na TV Fórum:

Poema faz homenagem ao Dia Internacional da Mulher

José Maria da Silva Mourão, professor da Sala de Leitura da Escola Classe 604 de Samambaia, utilizou um poema para homenagear as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher. Confira abaixo o poema escrito pelo educador, teólogo, poeta, cordelista, escritor, xilogravurista e membro da Academia de Letras de Taguatinga Letras:

 

Nota de pesar – Michelle Spínola Dutra

É com grande tristeza que o Sinpro informa o falecimento da professora Michelle Spínola Dutra. A educadora lutou três anos contra um câncer no intestino e faleceu na tarde desta quarta-feira (06), aos 36 anos de idade.

Professora de Educação Física do Centro de Ensino Especial Cenebraz de Brazlândia, Michelle sempre foi associada à luta por uma educação pública de qualidade por onde quer que fosse. Mesmo diante de todas as adversidades e das dificuldades encontradas na rede pública de ensino do DF, seu sorriso e sua dedicação convidavam estudantes e colegas a seguirem em frente. Em seus últimos dias, mostrou toda luta, fé e coragem que fizeram parte de sua trajetória.

O velório será nesta quinta-feira (07), a partir das 13h, no salão do Santuário Menino Jesus de Praga. O sepultamento ocorrerá às 16h, no Cemitério de Brazlândia.

O sindicato presta toda solidariedade aos familiares e amigos(as) neste momento de grande dor.

Michelle Spínola, Presente!

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