Professor da rede apresenta projeto do CEM 01 do Paranoá na Europa

Como alunos do ensino médio do ensino público do Brasil e da Alemanha veem a temática da Pandemia e a Guerra na Ucrânia? Um professor do ensino público do Distrito Federal vai levar para o Congresso de Educação Nacional Alemã um projeto de zines realizado com estudantes germânicos e brasileiros em ação pedagógica que estimula a participação, o debate e o pensamento crítico. O intercâmbio virtual foi aplicado aos alunos alemães por Vinicius Silva de Souza e, no Brasil, pela professora de Filosofia Isabella Quevedo no Centro de Ensino Médio 01, do Paranoá, e integra o doutorado do docente no Brasil e na Alemanha sobre o Projeto Infozine, da escola brasiliense.

A expectativa de Souza é que os(as) professores(as) conheçam, cada vez mais, a ferramenta dos zines para o estímulo à participação estudantil. Ele destaca a experiência do intercâmbio entre os adolescentes. “Os estudantes brasileiros deram um foco maior nos zines sobre a Pandemia. Se percebia na construção dos zines uma maior segurança sobre o tema. Já no caso dos alunos da Alemanha o foco foi maior na questão da guerra. Mas ambos apresentaram e participaram da atividade. É importante ressaltar também que eles viram seus respectivos zines. Os estudantes alemães e brasileiros”, diz Souza. Os zines são uma mistura de informativos e fanzine, que podem ser feitos de forma individual ou coletiva, por meio da escrita, recortes e material de colagem e outros recursos.

O projeto Infozine integra o Projeto Pedagógico do Centro de Ensino Médio 01 desde 2015 e tem como objetivo estimular o debate de variados temas da atualidade e do cotidiano. Após a pandemia, tem sido realizado de forma esporádica, quando acionado pelos professores do quadro, e a sala dedicada ao projeto recebeu uma reforma física. “O Infozine tem importante papel na discussão e formação do senso crítico dos estudantes, bem como apresentá-los às formas diversas de publicações jovens. Por meio dele, a comunidade teve contato com o trabalho desenvolvido na instituição de ensino sobre assuntos diversos de maneira lúdica, crítica e criativa”, disse Luciana Ribeiro de Lima, Supervisora Pedagógica da escola.

O Infozine foi idealizado e coordenado até 2019 por Souza, período em que os(as) alunos(as) chegaram a participar de dois circuitos de ciências da Secretaria de Educação do Distrito Federal. O docente, agora, está licenciado para a realização do doutorado na Universidade de Brasília e realiza sanduíche na a Universidade Freie Universität Berlin, na Alemanha. Nesta semana, ele embarca para Universidade de Salzburgo, na Áustria, onde recebe uma bolsa de estudos para o intercâmbio acadêmico com grupo que realiza projeto similar no ensino local, além de apresentar workshops sobre o tema.

“Naquele período, a experiência do uso de zines em sala de aula foi fantástica. Os estudantes participavam e se interessavam em não só participar do projeto, como também, sugerir temas, editar as publicações e estarem ativamente em ações em prol do projeto. Tudo isso com o envolvimento e participação dos estudantes que viam os zines como o resultado empírico das aulas de filosofia”, explica. Ele explica que os zines eram resultado dos debates realizados em sala de aula, na biblioteca e junto à coordenação e direção, e que o produto era recebido por toda a comunidade escolar.

Para o professor, o reconhecimento acadêmico internacional sobre o estudo se deve ao incentivo de uma formação docente em didáticas de ensino direcionadas à participação e ao estudantil, e lembra que Paulo Freire preconizou a educação emancipatória, participativa e inclusiva, que tem sido valorizado agora pelas instituições europeias. “Eu espero contribuir durante esse período com a minha experiência que adquiri durante esses anos, não só sobre a produção de zines, como também sua historiografia e a análise desse material”, explicou.

Veja o resultado do intercâmbio internacional de zines: 

MATÉRIA EM LIBRAS

Luz, uma canção em silêncio: poesias de uma professora ao se aposentar

Luz, uma canção em silêncio, é o livro de estreia da professora de Língua Portuguesa aposentada Andréia Moreira da Silva, que escreve poesias desde criança.

Do repertório de 600 poesias que Andreia guarda, ela escolheu 46 com um critério muito especial: “São as poesias que julguei as mais importantes na minha trajetória de vida. Por isso, dediquei essa primeira obra, às pessoas que mais amo: família, amigos, colegas de trabalho e alunos que passaram pela minha vida”, conta.

Com Luz, uma canção em silêncio, Andreia diz concluir sua trajetória na SEEDF, e celebra quem esteve a seu lado durante esses anos de luta.

“O título foi sugestão da minha filha, que disse sentir uma luz acendendo dentro dela ao ler minhas poesias. Acredito que esse seja o propósito fundamental das minhas palavras: iluminar os recantos escuros, despertar uma luz que aguça nossa visão e nos faz enxergar um mundo melhor. Não necessariamente mais belo do que as palavras poéticas que compartilho, mas nos ensinando que a beleza nos inspira a acreditar na possibilidade de mudança.”, explica a professora.

O livro é uma produção independente. Está disponível no site da editora Vizeu, e por todas as plataformas de venda de livros online (Amazon, Submarino, Americanas, Magazine Luíza e Shoptime) ou de e-book (Apple, Amazon, Barnes & Nobles (EUA), Google, Kobo, Livraria Cultura, Wook (Portugal).

27 de fevereiro: Dia Nacional do Livro Didático

Cerca de 170 milhões de livros didáticos são distribuídos anualmente em 140 mil escolas brasileiras, beneficiando em torno de 32 milhões de estudantes. Neste dia 27 de fevereiro, Dia Nacional do Livro Didático, é importante que este material seja valorizado, pois é uma ferramenta essencial para ampliar o conhecimento dos(as) alunos(as) e orientar o processo de educação dos(as) professores(as), mesmo com inovações tecnológicas e alterações na forma de se transmitir as informações.

Criado em 1985, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) é o responsável pelo fornecimento gratuito das publicações para os estudantes das escolas públicas de todo o Brasil. Ele avalia e disponibiliza as obras pedagógicas, literárias e didáticas para a prática educativa, para as escolas da rede pública do país, além de instituições de educação infantil comunitárias, filantrópicas e conveniadas com o Poder Público.

Para a criação de um livro escolar, além de todo o projeto gráfico, há toda uma produção editorial, que envolve elaborar um projeto pedagógico, redação e revisão dos textos, pesquisas e ilustrações.

A estimativa é que o MEC invista cerca de R$2 bilhões anualmente em obras didáticas, o que movimenta de forma considerável o mercado literário nacional, representando 47% dos exemplares produzidos.

O processo de produção e escolha das obras não é do MEC, mas através de editais que convidam as editoras para apresentarem seus materiais que serão avaliados por especialistas, ressaltando que qualquer professor(a) que tenha o título de mestrado pode se cadastrar para este processo de análise.

Quando são aprovadas, as obras ficam à disposição para que educadores(as) escolham as que desejam adotar pelos próximos três anos e a partir daí as mesmas são impressas e entregues nas escolas.

As novas tecnologias, mudanças que ocorrem nas salas de aula, alterações em diretrizes curriculares são desafios na produção do livro didático, que precisa ser sempre o maior aliado do(a) professor(a) para produzir uma educação pública de qualidade.

Sinpro e CNTE defendem a necessidade permanente na discussão do formato e conteúdo dos livros didáticos, além de investir em políticas que disponibilizem obras em todas as escolas do país.

(Com informações da CNTE e FNDE)

Envio de trabalhos de Fórum de Educação Geográfica (Nepeg) prorrogado até 10/3

Foi prorrogado o prazo para submissão de trabalhos ao XII Fórum Nacional do Núcleo de Pesquisas em Educação geográfica (NEPEG). Os trabalhos podem ser enviados até o dia 10 de março. Essa data também é o último dia para pagamento da inscrição com desconto!

Saiba mais no site do evento:

O Fórum Nacional NEPEG é destinado a professores(as) de Geografia da Educação Básica; professores(as) e estudantes de cursos de Geografia; pesquisadores(as) na área; estudantes da iniciação científica, do Pibid e da Residência Pedagógica; coordenadores(as) de cursos de licenciatura em Geografia e de estágios; e demais interessados(as) na sua temática. Sua principal finalidade refere-se à integração entre ensino, pesquisa e extensão, bem como entre ensino superior e ensino básico, favorecendo a criação de um espaço privilegiado para articular pesquisadores(as), professores(as) e estudantes.

O objetivo desta edição é discutir temas contemporâneos que desafiam abordagens geográficas no ensino, considerando a complexidade com que diversas temáticas se apresentam no Brasil, bem como a importância de efetivar as bases da didática da Geografia para pesquisa e para a formação e atuação dos(as) professores(as) na escola. O XII Fórum Nacional NEPEG contribuirá também com esses(as) profissionais ao possibilitar a comunicação, divulgação e a discussão dos resultados obtidos em pesquisas científicas e propostas pedagógicas da área do Ensino de Geografia de forma sistematizada tanto durante o evento bem como nos anais e livro resultantes do encontro.

O XII Fórum Nacional NEPEG de Formação de Professores de Geografia ocorre de 8 a 11 de junho de 2024 no Campus I da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia.

NOTA DE PESAR | Vicência Reis Garcia Palácios

O Sinpro-DF informa, com profundo pesar, o falecimento de Vicência Reis Garcia Palácios, 47 anos, professora de matemática do CAIC Assis Chateaubriand, da Regional Planaltina-DF, ocorrido nesta quinta, dia 22/2.

Ela deixa esposo e dois filhos.

Uma pessoa querida, companheira e sempre atenciosa com todo mundo, será sempre lembrada por seus familiares e alunos.

O Sinpro se solidariza com a família, colegas e amigos(as) da professora Vicência.

Professora Vicência Reis, presente!

Livro Niara: todas as tiras de 2023! Quem tem mais paga mais e quem tem menos paga menos!   

Você sabia que os brasileiros mais pobres pagam, proporcionalmente, mais impostos sobre a renda do que os  mais ricos? E que, no mundo, enquanto 5 bilhões ficaram mais pobres, 5% dobraram fortunas?  E que no Brasil, os ultrarricos aumentaram a fatia de renda em 31% em 4 anos, enquanto a elite do agronegócio, enriqueceu sem pagar impostos? 

O quadrinho Niara, da campanha Tributar os Super-Ricos, mostra que, em 2022, mais de R$ 100 bilhões da elite rural ficaram de fora da cobrança do imposto de renda. A publicação, que reúne as tiras de janeiro de 2023 a 2024, aponta ainda que os ultrarricos do Brasil – que representam 0,1% dos que declaram Imposto de Renda – elevaram sua fatia na renda em 31%, entre 2018 e 2022. 

As tirinhas estão sendo impressas em forma de livro para mobilizar e promover um sistema tributário progressivo com a lógica de quem tem mais paga mais e quem tem menos paga menos. O Sinpro-DF entende que é crucial corrigir essas  distorções, que mantém o país entre os mais desiguais do mundo, e junto com outras 70 entidades, participa de campanha. 

A campanha entende que as alterações no sistema tributário realizadas em 2023, como a Reforma sobre o Consumo,  a tributação dos rendimentos dos fundos exclusivos e das atividades offshores e a recuperação do voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) foram consideradas avanços pelo movimento. 

Neste ano, o Governo Federal já apontou que houve um aumento significativo da arrecadação de Imposto de Renda de fundos fechados e offshores, que eram uma  grande brecha para pessoas com patrimônio elevado e que praticamente não pagavam imposto.

Agora, é imprescindível que o governo e o parlamento brasileiros reformem o sistema tributário sobre a renda, para desonerar os tributos dos mais pobres e cobrar mais dos mais ricos.  

Clique aqui e leia Niara, todas as tiras de 2023! 

 

CED Stella dos Cherubins conquista 44 aprovações nos processos seletivos

O CED Stella dos Cherubins, de Planaltina, comemora as (até agora) 44 aprovações dos alunos de terceiro ano em seus processos seletivos (UnB, UEG, IFB, dentre outros), porém ainda há chamadas de outras universidades com lista de espera, portanto o número pode crescer.

Não importa se foi pelo vestibular, PAS (Programa de Avaliação Seriada), PROUNI (Programa Universidade Para Todos) ou SISU (Sistema de Seleção Unificada), as aprovações são reflexo de um “trabalho feito desde a parte pedagógica com a escolha dos conteúdos, até na ajuda em fazer as inscrições e pedidos de isenções, na escolha dos cursos, no incentivo, nos projetos intensivistas que visam as provas. Em alguns sábados há aulas preparatórias para o vestibular, o CED Stella como um todo sente que pode mudar a realidade do aluno de escola pública, principalmente os que estudam em tempo integral, eles têm uma rotina maior de estudo”, afirma Líuzia Maria da Silva Amaral, coordenadora do curso técnico em informática.

De acordo com ela, alguns professores foram alunos da própria escola e eles querem passar um pouco do que viveram nela, aumentando esta cumplicidade. O êxito nos vestibulares é fruto de muito trabalho. 

“Temos aulas de redação, educação financeira, dois livros publicados, parceria com as salas das altas habilidades, projetos que envolvem a comunidade e os empresários da cidade.  A escola incentiva o aluno a traçar um plano de estudo, a se dedicar aos seus objetivos”, diz a educadora. Inclusive, de descobrir e traçar os objetivos.

“Mostramos a importância de fazer as três etapas do PAS, o ENEM como treineiro na 1ª e 2ª série e por fim no terceiro ano. Fazemos uma divulgação ampla de como ter o acesso às universidades e aos programas de governo que facilitam esse acesso, principalmente para os alunos de escola pública. Muitos alunos não têm acesso a essas informações” relata.

A grande maioria dos aprovados são do curso técnico e a escola realizou uma sessão de fotos e um café da manhã no dia 16 de fevereiro com o(as) aprovados(as).

A diretoria do Sinpro parabeniza os(as) estudantes aprovados(as) e incentiva os(as) demais que não desanimem e que perseverem nos estudos.

Confira a lista com os(s) 44 aprovados(as) do CED Stella dos Cherubins:

  1. Luna Luíza Alves Silveira – Nutrição – UDF 
  2. Gabriel Batista Cavalcante – Administração – UDF
  3. Graziele de O. Noronha – Enfermagem – UDF
  4. Evelyn Kembely Alves Bispo – Análise de Desenvolvimento de Sistemas – UDF
  5. Miclébio Gonçalves de Lima Filho – Ciências da Computação – UDF 
  6. Gustavo Carvalho Baptista Alves – Educação física – UDF
  7. Pedro Henrique Rocha Ribeiro – Sistema de Informação – UDF
  8. Luiz Gustavo de Paiva liberino – Direito – UDF
  9. Maria Eduarda Ferreira Serpa – Enfermagem – UDF
  10. Maria Eduarda Soares – Nutrição – UDF
  11. Gustavo Carvalho Baptista Alves – Educação Física – UDF
  12. Júlia Queiroz Rocha – Administração – UDF
  13. Nathália Soares da Costa – Biomedicina – UDF
  14. Pedro Henrique Rocha – Sistema de Informação – UDF 
  15. Yuri Batista Araújo – Engenharia da computação – UnB
  16. Arthur Guilherme Carmo dos Santos Administração – UnB
  17. Kethllen Lauanda Santos Pena – Direito – UnB 
  18. Cauã Siqueira Gomes – Matemática – UEG – UnB
  19. Maicon Fernandes do S. Viana – Enfermagem – UnB
  20. Artur Guimarães Coelho – Engenharia de redes – UnB
  21. Ruthiellen Linhares dos S. Gomes – Biomedicina – ciências biológicas – IESB – UnB
  22. Ruan Lucas Teixeira da Cunha – Engenharia da computação – Direito – História – UnB – UnB – UEG
  23. Cauê  Guimarães Rodrigues de Abreu – Agronomia – IFB – UnB
  24. Bárbara de Jesus Gonzaga – Letras – UEG – UnB
  25. Renata Leda Vitorino Duarte – Agronomia – IFB – UnB
  26. Matias Santos da Silva Neto – Matemática – UnB
  27. João Guilherme Lamounier Araújo – Ciências naturais – UnB
  28. Júlia Yohana Soares – Pedagogia – UEG
  29. Luís Fernando Pinetti – História – UEG
  30. Letícia Ingrid Soares da Silva – Matemática – UEG
  31. Guilherme Carvalho Batista Alves – Educação física – UEG
  32. João Pedro Mendes da Silva – Agroecologia – IFB
  33. João Lucas Martins – Inglês – IFB
  34. Rebeca Amaral – Inglês – IFB
  35. Cauê Guimarães – Agronomia – IFB
  36. Letícia Assunção Novais – Agronomia – Direito – IFB – UPIS – UNICEUB – Anhanguera
  37. Letícia de Souza Caldas – Gestão hospitalar – Anhanguera
  38. Adriel Monteiro Rodrigues – Gestão pública – Unicesumar
  39. Yasmin Vitória da Silva – Enfermagem – Unicesumar
  40. João Eduardo F. Radel – Análise de Sistemas – Senac
  41. Wesley Jonathan R. do Nascimento – Educação Física – Unopar
  42. Ana Caroline F. da Silva – Biomedicina – ESCON
  43. Clara Cristina Pereira Costa – Medicina Veterinária – Católica
  44. Marcos Vinícius Carvalho – Gestão Pública

 

Esta reportagem está aberta a atualizações. Se você é diretor(a) de escola de ensino médio e seus estudantes foram aprovados nas universidades, envie um e-mail para imprensa@sinprodf.org.br .

CED 619 de Samambaia tem 11 alunos aprovados no PAS

A Escola Centro Educacional 619, localizada em Samambaia, comemora a aprovação de 11 alunos na Universidade de Brasília, por meio do Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília (PAS). Os estudantes foram aprovados em cursos como Engenharia Aeroespacial, Medicina Veterinária, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Mecânica, Nutrição e Administração.

Os resultados são extremamente significativos para a realidade da comunidade atendida pela escola e a coordenadora pedagógica Itamara de Jesus Sousa credita o sucesso ao empenho dos estudantes, mas também dos professores e de toda equipe gestora e pedagógica.

“O principal diferencial foi as aulas extras, que chamamos de aulões. Foram feitas aos sábados e estavam focadas no PAS e ENEM, além dos simulados. Também realizamos os preparatórios, bacanas para mostrar a realidade das questões de prova da UnB”, disse, destacando que as provas bimestrais foram feitas com o formato e questões antigas dos vestibulares.

O CED 619 desenvolve ações para o desenvolvimento dos alunos para o vestibular com projetos de eletivas de PIPAS Matemática, preparatório para o PAS, bem como um projeto de redação. Ela destaca ainda a promoção os simulados, além do uso do Instagram para divulgar datas e informações importantes sobre o processo.

Alguns alunos também tiveram dificuldade na inscrição do vestibular para obter a isenção de taxa das provas, exigindo esforços extras da equipe escolar para auxiliá-los nesse processo. “Inclusive aqui na escola fazemos mutirão na sala de informática para auxiliar e acompanhar os estudantes na inscrição. Fazem o pedido de isenção, mas muitas vezes é indeferido pela UnB”, conta.

A coordenadora destaca ainda os estudantes têm que conciliar o trabalho com a escola, o que acaba desestimulando o estudo. “A maioria não tem um hábito de estudo fora da escola, muitas vezes por falta de tempo”, explica. Com um total de 1437 alunos(as), a escola viu 335 estudantes na fase de vestibular.

Seminário vai debater ações para salvar ARIE JK no sábado (24)

A ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico) JK,  localizada entre Taguatinga, Ceilândia e Samambaia está sob ameaça e um seminário “Salve a ARIE JK” será realizado no próximo sábado (24), às 14h30 na EPAT (Escola Parque Anísio Teixeira), em Ceilândia, para a discussão de estratégias em defesa da área e para salvar o Rio Melchior, que sofre há muito tempo com os impactos do inchaço populacional.

Pedro Lacerda é professor aposentado e está em duas entidades que estão nesta batalha: Mopocem (Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor) e Frente Rio Melchior.

Ele afirma que “a Arie JK está sendo ameaçada por todos os lados. Atualmente existe um projeto do GDF que pretende fazer um empreendimento imobiliário na área. A luta é pela construção de um parque ecológico, pela preservação das nascentes e pela recuperação do Rio Melchior”.

“A construção deste empreendimento impacta no ecossistema aquático, pois a urbanização resulta na poluição dos rios. Com isso vem a perda da biodiversidade com as construções e infraestrutura urbana, que podem levar à perda de habitat de espécies da flora e fauna, além de riscos de inundação, com a impermeabilização do solo”, aponta Ivanete Silva dos Santos, Especialista em Educação e Meio Ambiente além de Especialista em Reabilitação Ambiental e Sustentável Arquitetônica.

O empreendimento que Ibaneis quer lançar, fica nas proximidades da ARIE, ao lado do Centro Administrativo do DF. “O GDF além de não criar o parque ecológico, de não fazer ações de preservação na ARIE JK, criou este empreendimento imobiliário que vai fazer com que esta área sofra um impacto ambiental muito forte”, diz Pedro.

Para Ivanete, “com a possível vinda deste empreendimento, temos que incorporar práticas de construções sustentáveis para a preservação das áreas verdes e engajamento da comunidade local, por isso estamos mobilizando os moradores que conhecem áreas e unidades de conservação e mesmo os que não conhecem, para tomarem ciência do que está acontecendo, pois a participação da comunidade para proteger os nossos recursos naturais e os patrimônios naturais são importantíssimos. Essa batalha não é fácil e esta ameaça à ARIE JK faz com que as comunidades de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia se tornem mais proativas, até porque esta já não é nossa primeira ação”.

O seminário

Portanto, o evento tem o intuito de mobilizar os movimentos sociais, coletivos e membros das comunidades das três cidades para participar e contribuir nesta discussão para que se levante uma voz unida em defesa da preservação ambiental.

Confira a programação:

Palestras (de 15h às 16h30)

Tema 1: Água/Rio Melchior

Palestrante: Igor Gonçalves 

Tema 2: Ocupação Urbana

Palestrante: Felipe Resende Oliveira 

Tema 3: ARIE JK e a produção de alimentos

Palestrante: Massae Watanabe 

Intervalo: 16h30 às 16h50

Trabalho em grupo 17h50 às 19h

Relatos dos grupos 19h às 19h30

Participe!

CEM 414 de Samambaia comemora 17 aprovações na UnB

Com muito empenho dos(as) alunos(as) e dedicação do corpo docente, 17 estudantes do terceiro ano do CEM 414 de Samambaia foram aprovados na UnB para este ano, sendo 5 via vestibular e 12 através do PAS (Programa de Avaliação Seriada).

Jordana Felipe, professora de português, mas que hoje está como vice-diretora na escola, aponta que “é um resultado do trabalho incansável dos professores para demonstrar para os alunos da rede que não só é possível passar na UnB, como eles devem almejar esse espaço, sim. Os professores ficaram muito felizes com as aprovações e isso nos motivou ainda mais a seguir com os projetos que já temos voltados pros vestibulares, como simulados do PAS e do Enem para toda a escola”.

Para 2024, Jordana afirma que o CEM 414 irá “desenvolver projetos nos dias de itinerários formativos do novo ensino médio voltados para o PAS e o Enem, para sermos ainda mais específicos e assertivos nessas ações de incentivo e de preparo para os estudantes”.

A diretoria do Sinpro parabeniza os(as) estudantes aprovados(as) e incentiva os demais que não desanimem, que a luta prossegue e que vocês chegarão lá!

Segue a lista dos(as) aprovados do CEM 414 de Samambaia na UnB:

Ana Giulia – 3ºC – Pedagogia

Camila Beatriz Sousa Lima – Psicologia – 3ºE

Darah Muniz Mendes – 3ºF – Espanhol tradução

Evillyn Samanta Sousa Cruz – 3ºE – Economia

João Victor Alencar da Cunha – 3ºJ – História

Júlia Silva Amorim – 3ºC – Engenharia civil

Letícia Alves Mesquita- 3ºG – Serviço Social

Maicon Gonçalves Moreno – 3ºB – Odontologia

Marcelo Sousa Silva – Administração – 3ºB

Maria Eduarda Alves Paz – Farmácia – 3ºD

Maria Luíza Correia Passos – Letras – Português do Brasil como segunda língua – 3ºA

Maria Vitória dos Santos Mota – 3ºJ – Filosofia 

Pedro Lucas Barbosa da Silva – 3ºJ – Engenharias

Raíssa Gomes de Oliveira – 3ºC Enfermagem

Ryan Kelvyn Fernandes – Engenharias – 3ºG

Sarah de Oliveira Celestino – 3ºI Ciências Ambientais

Yasmim Raquel Rodrigues de Oliveira – 3ºJ – Farmácia

 

Esta reportagem está aberta a atualizações. Se você é diretor(a) de escola de ensino médio e seus estudantes foram aprovados nas universidades, envie um e-mail para imprensa@sinprodf.org.br

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