Breno Altman traz livro novo e debate sobre Palestina para a UnB
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Nesta quarta-feira (21/2), o jornalista Breno Altman, do site e do canal Opera Mundi, lança em Brasília o livro CONTRA O SIONISMO. O lançamento ocorre às 19 h no Beijódromo da UnB, e tem o apoio do Sinpro e da Associação de docentes da UnB (Adunb), da Alameda Editorial e do Guia Musical de Brasília.
Além do lançamento do livro, Altman também debaterá a situação da Palestina e a guerra genocida que Israel trava contra a população palestina da Faixa de Gaza. Participam desse debate a deputada Fernanda Melchionna (PSOL), a líder estudantil Mayanara Nafe, a socióloga e militante Ana Prestes e a professora Berenice Bento.
O livro Contra o sionismo: retrato de uma doutrina colonial e racista, é um comipilado de mais de 50 horas de participações de Altman em lives, mais análises e entrevistas, realizadas desde o início do ataque do Hamas contra Isarel, revidado de forma absurdamente desproporcional por Israel.
No livro, lançado pela Alameda Editorial, Altman explica os fundamentos do sionismo, da Questão Palestina e do Estado de Israel; aponta as diferenças entre judaísmo e sionismo (que a propaganda de guerra de Israel luta para transformar em sinônimos); demonstra como o sionismo se transformou em uma ideologia racista, colonial e teocrática; e coloca como o resultado de anos de conflito foi a construção de um regime de apartheid que oprime o povo palestino de diversas formas.
Nas palavras de Bruno Huberman, professor de Relações Internacionais na PUC-SP, “a diversidade de temas que Altman levanta demonstra a óbvia complexidade da Questão Palestina/Israel, mas a objetividade com que ele narra e analisa os fatos demonstra que este assunto não deve ser tratado de forma particular por iniciados”. Para Huberman, “todas e todos aqueles solidários aos povos oprimidos e engajados no combate ao racismo e ao colonialismo têm neste livro um importante instrumento de formação para a disputa narrativa que tem impacto direto sobre o presente e o futuro de Palestina/Israel”.
Nota de Repúdio | Mais um caso do racismo estrutural
Jornalista: Alessandra Terribili
A diretoria colegiada do Sinpro manifesta seu repúdio a mais uma demonstração cabal do racismo estrutural que se manifesta e se organiza Brasil afora.
O caso em questão, acontecido no Rio Grande do Sul, chocou o país. Um motoboy negro solicitou a presença da Brigada Militar após ser vítima de tentativa de homicídio, e acabou preso. Enquanto isso, o homem branco que o esfaqueou foi fotografado ao ser tratado com cordialidade por policiais que atenderam o chamado. O agressor subiu livremente ao seu apartamento após o ocorrido, lá deixou a faca utilizada para ferir o motoboy, e somente foi conduzido à delegacia por causa do protesto das pessoas presentes.
Em nota oficial, a corporação tratou o episódio como “dois homens envolvidos em uma ocorrência de vias de fato”, omitindo que se tratou de um esfaqueamento em que um foi agredido e outro agrediu.
É inaceitável que em pleno ano de 2024 cenas como essa aconteçam fartamente em centenas de cidades brasileiras. Tanto racismo quanto lesão corporal e tentativa de homicídio estão previstos na legislação penal. Não há margem para dúvidas.
O Sinpro-DF se solidariza com o motoboy agredido e se soma às entidades do movimento sociais, sindical e órgãos de governo que exigem celeridade na apuração dos fatos, com a devida aplicação de penalidade cabível.
Matrículas abertas para o curso de pós-graduação em saúde mental de base analítica
Jornalista: sindicato
O Instituto Olhos da Alma Sã, de Goiânia, está com matrículas abertas para quem quiser se candidatar para fazer o curso de pós-graduação lato sensu (reconhecido pelo MEC) Saúde Mental de Base Analítica. Ele é voltado para profissionais de saúde, psicólogos, médicos, arteterapeutas, terapeutas, assistentes sociais e interessados em atuar com o campo da psicologia analítica, psiquiatria e psicoterapia Junguiana, além de estudantes de Psicologia a partir do 8° período.
Com início no dia 15 de março, são 12 meses de parte teórica (remota) e outros 12 de parte prática, totalizando 680 horas de carga horária total.
Dentre os objetivos do curso, estão capacitar profissionais para diagnosticar, tratar psicopatologias e doenças mentais; dar ao aluno uma compreensão dos fundamentos da psicologia analítica, da dinâmica da personalidade e de seus desdobramentos em doenças mentais; formar psicoterapeutas com orientação para a saúde mental para atuação clínica e hospitalar; capacitar o aluno para o emprego de técnicas expressivas e qualificar o aluno para a compreensão das Práticas Integrativas e Complementares (PICS).
Os valores do curso são em 24 parcelas de R$ 700. Para os membros do instituto, são R$ 450 mensais pelo mesmo período.
Mais informações no site, página do facebook ou nos números (62) 99187-5157 e (62) 99329-9021.
Educação coloca o bloco na rua sem se esquecer da luta
Jornalista: Luis Ricardo
A Ala da Educação do Sinpro entrou na avenida desfilando alegria, descontração e, também, colocou o bloco da reivindicação na rua. No último sábado (10), professores(as), orientadores(as) educacionais e a comunidade escolar em geral se uniram à Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (Aruc) e fizeram uma grande festa na Avenida das Mangueiras, no Cruzeiro.
Vestido à caráter, o bloco da educação mostrou toda a luta por uma educação pública, gratuita, democrática e de qualidade social, além de denunciar o descaso de Ibaneis Rocha com professores(as) e orientadores(as) educacionais e, de quebra, com os(as) estudantes da rede pública de ensino do DF.
No dia 20 de junho tem mais: toda a categoria está convocada a participar da assembleia geral, com paralisação. O encontro será às 10h, no estacionamento da Funarte, e é fundamental a participação de todos e todas: profissionais efetivos e em contrato temporário, da ativa e aposentados(as), além dos(as) que aguardam nomeação.
Professora usa o teatro como agente de transformação
Jornalista: sindicato
A partir de uma oficina de teatro, na qual crianças e adolescentes expõem seus sonhos, angústias, desejos e dificuldades que diariamente enfrentam em suas comunidades. Este diálogo é um dos pilares do Projeto Teatro Rodas Colaborativo, idealizado pela professora Elisabete Ferreira da Cunha de Sousa, ou simplesmente Bete Cunha. O intuito é trabalhar a educação em e para os direitos humanos, tendo o teatro como agente transformador, trabalhando questões culturais, sociais, de direitos humanos, sustentabilidade, autonomia dos(as) estudantes, dentre outras.
Para a professora, ações como esta, “contribuem significativamente para o desenvolvimento social, emocional, cultural, crítico, criativo, permitindo aos participantes um maior aprimoramento das suas habilidades de comunicação, trabalho em equipe, apreciação e valorização do teatro e da cultura, dentre outros”.
A primeira vez em que ele ocorreu foi em 2021 para 37 estudantes de 4º e 5º anos da Escola Parque 210/211 Sul, quando Bete, hoje professora da rede pública aposentada, trabalhou por contrato temporário (hoje ela aguarda convocação para retornar). Era um período difícil, quando foi necessário estimular a autoestima dos(as) alunos(as) em época de pandemia, além de questões sociais e ambientais. “A integração das artes cênicas com o currículo escolar e vida social dos estudantes, podem enriquecer o repertório de aprendizagem e práticas artísticas. Isso também pode ajudar no combate a diferentes formas de exclusão e/ou discriminação, senso crítico, etc, pois oferece ferramentas e oportunidades para discutir e debater sobre dificuldades encontradas em suas comunidades dentro e fora da sala de aula”, analisa.
Já a cena teatral “Não à violência contra as mulheres”, foi desenvolvida em abril e maio de 2023, na Casa Azul Felipe Augusto, no Riacho Fundo II, com 11 estudantes entre 11 e 17 anos. Este projeto teve a parceria da professora Silvana Fernandes, que ministrou a “Oficina Pedagógica Maria da Penha vai às Escolas”.
De acordo com Bete, ainda “no ano de 2023, durante o curso de Especialização em Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional, oferecido pelo CEAM – Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília, realinhei alguns objetivos e perspectivas deste projeto. Neste sentido, após os resultados da aplicação junto aos estudantes de Brasília, resolvi ministrar uma Oficina de Teatro com a participação da professora Letícia Cunha, no interior do Maranhão, durante o mês de janeiro de 2024, de forma voluntária e gratuita, onde os participantes discutiram e debateram sobre sonhos e dificuldades encontradas na comunidade deles”, diz. Com a participação de 11 jovens entre 11 e 15 anos na comunidade de Coelho Neto, terra natal da educadora, o resultado foi a cena teatral “Dois Reinos, 130 anos”, com os participantes abordando temas da realidade local como falta de saneamento e transporte, racismo e bullying, mas também abordando os contos de fadas.
O Projeto Teatro Rodas Colaborativo conta com a participação efetiva da professora Maria Regina Souza Saraiva Nazareno (professora aposentada da SEEDF), ex-professora da Escola Parque 210/211 Sul e da professora Letícia Cunha de Sousa, artisticamente conhecida por Letícia Cunha que foi ex-aluna da Escola Parque 210/211 Sul. Atualmente, Letícia é professora da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, em regime de contratação temporária. O projeto se mantém com a colaboração das três educadoras. “Entretanto, por ele ter iniciado quando eu ministrava aulas para quatro turmas – inicialmente como professora efetiva e posteriormente como professora temporária –, as escolas contribuíam com recursos materiais/físicos, figurinos e equipamentos. Além disso, sempre busquei a parceria da comunidade, como os pais e/ou responsáveis, para auxiliar o estudante na leitura da peça/cena teatral”, relata Bete.
Sobre o futuro, a professora quer “continuar ministrando o Projeto Teatro Rodas Colaborativo em escola como professora temporária e possivelmente dar continuidade em Coelho Neto-MA, cidade onde nasci, bem como iniciar a aplicação na Cidade Ocidental-GO, pois percebo a necessidade de mais ações voltadas para as artes cênicas nestas cidades”.
Ao final, Bete ressalta que “gostaria de agradecer a contribuição e o apoio destinados às minhas aulas de teatro, na pessoa de Maria Augusta Ferreira da Cunha, em memória”.
Para ver as fotos no álbum do Facebook do Sinpro clique aqui.
CED Darcy Ribeiro celebra aprovação de 29 estudantes no PAS e vestibular da UnB
Jornalista: sindicato
O Centro Educacional Darcy Ribeiro, localizado no Paranoá, está em festa pela conquista de 29 de seus(as) alunos(as) que foram aprovados para ingressar no ensino superior na Universidade de Brasília. Dos(as) 51 estudantes que se submeteram às provas para admissão na UnB, seja pelo PAS (Programa de Avaliação Seriada) ou pelo Vestibular, um expressivo 23,5% poderão cursar o ensino superior. A direção do CED atribui o sucesso ao empenho dos(as) estudantes que acreditaram em si mesmos, nas possibilidades de futuro e se dedicaram aos estudos.
Com um histórico consistente de aprovações desde a implementação do projeto Pré-PAS e Pré-Enem, coordenados há oito anos pelo professor de Matemática e supervisor pedagógico, Vinicius Elias da Costa, a escola lamenta que 17 alunos(as) não puderam participar do vestibular devido a atrasos pela UnB na aprovação da documentação necessária para obter a isenção da taxa de inscrição.
Antes da pandemia, o CED chegou a aprovar mais de 45 estudantes em apenas um vestibular da universidade. “A pandemia, sem dúvida, também afetou os alunos, reduzindo o sentimento de pertencimento. Além disso, a implantação do novo sistema de ensino médio também prejudicou o ensino”, explica a diretora do Darcy Ribeiro, Aldeneide Conceição dos Santos Rocha, sobre a queda no histórico de aprovações, além do problema com as inscrições.
Ao longo do ano os alunos puderam participar também de atividades esportivas, artísticas e culturais. O CED mantém parcerias com Organizações Não Governamentais e instituições que apoiam atividades em período integral, além da formação dos estudantes. Eles(as) têm acesso a aulas de hip hop, capoeira, música, dança e fotografia. Algumas dessas atividades ocorrem na Escola Superior de Defesa, que cede espaço físico e fornece monitores para práticas esportivas como tênis, vôlei, natação e futebol. O Centro também tem a colaboração da Escola Nago de Capoeira, a ONG Ubuntu, e já recebeu palestras da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). “Procuramos oferecer o máximo possível de projetos e atividades para que os(as) alunos(as) possam descobrir suas potencialidades de maneira diversificada, respeitando as diferenças e as minorias”, afirma a diretora.
Ela destaca que o projeto político-pedagógico da escola visa acolher os(as) alunos(as) por meio do desenvolvimento de atividades que promovam o sentimento de pertencimento à sua própria história, permitindo que vislumbrem os desafios e as oportunidades que se apresentam. O respeito à diversidade, às diferenças e às minorias é fundamental para o ensino na comunidade escolar. “Temos alunos(as) de diversos países, alunos(as) indígenas. Trabalhamos para ressaltar as diferenças e o respeito às minorias, mostrando que todos devem ser respeitados, todos têm seu valor, todos têm suas potencialidades”, explica.
Para ela, é essencial que os(as) estudantes acreditem em suas próprias possibilidades. “Independentemente do turno, se eles(as) estiverem dispostos a se esforçar, estudar, buscar ajuda, a escola está aqui para isso. Para acolher, orientar e criar oportunidades para que alcancem seus objetivos. Não diremos a eles o que devem fazer, diremos que podem chegar onde desejarem e estaremos aqui para ajudar. Essa é a principal missão da nossa escola”, destaca a diretora.
O Centro Educacional tem 1.300 estudantes, sendo 270 deles(as) do ensino médio. Criada no mês de falecimento do antropólogo, historiador, sociólogo, escritor, político e professor Darcy Ribeiro, a escola foi inaugurada em 22 de fevereiro de 1997, por demanda da comunidade local no programa “Orçamento Participativo”. O nome do CED foi sugestão de um aluno da comunidade escolar.
Esta reportagem está aberta a atualizações. Se você é diretor(a) de escola de ensino médio e seus estudantes foram aprovados nas universidades, envie um e-mail para imprensa@sinprodf.org.br
O Sinpro informa, com profundo pesar, o falecimento de Aline Ferreira Silva, professora em regime de Contrato Temporário até 2023, no turno da noite do CEM 02 de Brazlândia.
Aline faleceu aos 42 anos no último domingo de carnaval (11/2/24).
Ela será sempre lembrada por seus familiares e alunos como uma pessoa querida, companheira e sempre atenciosa com todo mundo.
O Sinpro se solidariza com a família, colegas e amigos(as) da professora Aline.
O Sinpro informa, com profundo pesar, o falecimento de Denize Maria Salvador, professora do 1º ano da Escola Classe 05 do Paranoá, ocorrido no último sábado, dia 10/2, aos 64 anos, vítima de edema pulmonar.
Ela deixa três filhos, Keilla, Tais e Salomão.
Denize será sempre lembrada por seus familiares e alunos como uma pessoa querida, companheira e sempre atenciosa com todo mundo.
O Sinpro se solidariza com a família, colegas e amigos(as) da professora Denize.
Parceria entre Sinpro e Bancários produz vídeo sobre intolerância religiosa
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Em vídeo, líder negro explica que intolerância a religiões de matrizes africanas é resultado de sistema racista
Uma parceria inédita entre a TV Povo Negro e o sindicato dos Bancários junto com o Sinpro-DF rendeu uma entrevista com o líder afrotradicional do Candomblé de Angola, Tata Ngunzetala (Francisco Aires Afonso Filho), registrada em vídeo. O Sindicato dos Professores ficou a cargo da produção e do roteiro da entrevista de 20 minutos.
De acordo com Tata, embora o Brasil tenha se tornado um Estado laico há 132 anos, os adeptos das crenças de matriz africana sofrem a maioria dos ataques de intolerância religiosa no país. O líder afrotradicional lembrou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado no dia 21 de janeiro, data que, desde 2007, lembra a necessidade de respeitar a liberdade religiosa, princípio fundamental garantido pelo artigo 5º da Constituição Federal brasileira.
Líder social, escritor, comunicador e produtor cultural, Tata Ngunzetala é graduado em Teologia pela Fateb (1994) e em Pedagogia pela UnB (2002), ele atua na liderança dos Povos Tradicionais de Matriz Africana e preza pelo legado dos ensinamentos do candomblé. Sua contribuição comunitária é reconhecida pelo comprometimento com a preservação da cultura africana e das tradições dos povos originários.
Na entrevista, Tata Ngunzetala falou sobre a origem e características do candomblé até os dias atuais. Enfatizou que a intolerância a religiões de matriz africana é fruto de um sistema racista. E destacou a importância de as novas gerações valorizarem a ancestralidade. “É preciso que na sala de aula quando se refere a africanos não se fale os pretos, mas os povos africanos. Porque foram trazidos para cá indivíduos que tinham pertencimentos (povos específicos, línguas, nível hierárquico, tradições diferentes, como vestimenta, alimentação, ou seja, cada povo tinha uma cultura diferente). É fundamental respeitar isso”.
O líder afro ensinou: “Quando falamos de ancestralidade, estamos falando de vida eterna, que não tem nada a ver com salvação e condenação. Tem a ver com reconhecimento, eu sou resultado de quem já veio antes de mim. Por isso que o mais velho é muito cuidado, muito respeitado. Se a tradição africana fosse a predominante hoje no Brasil, não teríamos idosos desrespeitados, abandonados. Não teríamos crianças abandonadas, porque o conceito africano é esse, que a criança é responsabilidade coletiva. E o mais velho é um bem coletivo no sentido de ser o futuro ancestral. Quanto mais velho, mais ele se aproxima da ancestralidade. Então, o mais velho de hoje é o mais próximo da ancestralidade”.
Em 2021, Ngunzetala foi vítima da intolerância da PM de Goiás, quando da caçada a Lázaro Barbosa, suspeito de matar uma família do DF. À época, a PMGO invadiu espaços sagrados e fotos desses locais foram divulgadas pelas autoridades como se fossem da casa de familiares do assassino. “Fizeram uma inquisição religiosa”, denunciou o líder afro, acrescentando que houve uma tentativa de, por parte das forças policiais, associar a religião ao crime e algo satânico.
Escalada da intolerância
É alarmante a escalada da intolerância religiosa no Brasil nos últimos 5 anos. O número de denúncias ao Disque 100 teve um aumento de 140,3%, saltando de 615 em 2018 para 1.418 em 2023. Os dados são do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
De acordo com dados do IBGE, as religiões de matriz africana, com a umbanda e o candomblé, estão entre as cinco mais seguidas no Brasil. As religiões possuem mais de um milhão de adeptos no país, enquanto os católicos praticantes representam a maioria, com cerca de 123 milhões, seguidos pelos evangélicos, totalizando 113 milhões.
A punição para quem pratica crimes de intolerância religiosa foi fortalecida em janeiro de 2023. Se condenado, o réu pode cumprir até cinco anos de prisão, além de multa.
A lei 14.532, que versa sobre o tema, equipara injúria racial ao racismo e protege a liberdade religiosa, tornando o crime imprescritível e inafiançável.
Material didático
“A entrevista com Tata Ngunzetala é um excelente material para dar apoio ao debate sobre racismo e intolerância religiosa”, aponta a coordenadora da Secretaria para Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro, Márcia Gilda. “É um excelente material para ser usado em visitas a escolas em projetos de educação antirracista”, completa.
CEM 03 de Taguatinga comemora 54 aprovações no vestibular
Jornalista: sindicato
Fruto de um intenso trabalho do corpo docente desde o início do ensino médio, o CEM 03 de Taguatinga comemora as recentes 54 aprovações oriundas de 42 alunos(as) do terceiro ano na UnB e IFB, sendo 22 pelo vestibular, 27 pelo PAS (Programa de Avaliação Seriada) e 5 pelo SISU (Sistema de Seleção Unificada).
“Obviamente o corpo docente está muito feliz e realizado, pois é um longo e árduo trabalho ao longo de 3 anos. Muitos deles trabalham as obras em sala de aula, além do conteúdo. Agora, estamos planejando uma comemoração em breve com os estudantes e nossos professores”, diz Regina Cotrim, professora da rede pública há 21 anos e desde o ano passado coordena um projeto na escola chamado NAVE (Núcleo de Apoio aos Vestibulandos).
Para a educadora, “hoje meu sonho pessoal e trabalho coletivo é colocar o máximo de estudantes de escola pública na UnB e demais instituições públicas”.
O número de aprovados pelo SISU e PROUNI ainda estão sendo levantados, portanto eles aumentarão.
A diretoria do Sinpro parabeniza os(as) estudantes aprovados(as) e incentiva os demais que não desanimem (inclusive dos 54 aprovados, 2 já eram ex-alunos da própria escola, que perseveraram).
Esta reportagem está aberta a atualizações. Se você é diretor(a) de escola de ensino médio e seus estudantes foram aprovados nas universidades, envie um e-mail para imprensa@sinprodf.org.br .
Confira a lista dos(as) alunos do(as) CEM 03 de Taguatinga aprovados para a UnB e IFB em 2024:
Alan Semil – Engenharias
Ana Beatriz Bertini Silva – Pedagogia
Ana Beatriz da Silva Santos – Direito/Relações Internacionais
Ana Cecília – Serviço Social
Ana Larissa – Saúde Coletiva
Carolina Rodrigues Gomes – Saúde Coletiva
Cibele Xavier – Administração
Daniel Pereira da Cruz – Teoria Crítica e História da Arte