Nota de pesar | Professor Benvolio Evangelista da Silva
Jornalista: Maria Carla
Com imenso sentimento de pesar, a diretoria colegiada do Sinpro-DF recebeu, na noite desta quarta-feira (20), a notícia do falecimento do professor de filosofia Benvolio Evangelista da Silva. Atualmente, ele lecionava no Centro de Ensino Médio 414, de Samambaia (CEM 414).
O velório será realizado na manhã desta quinta-feira (21/4), na Capela 06, do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, entre 8h e 10h. O sepultamento será às 10h30.
O professor Benvolio sofreu uma parada cardíaca enquanto dormia e não resistiu, vindo a falecer nessa terça-feira (19). Ele deixa a esposa e dois filhos. Além de familiares e colegas inconformados(as) com sua partida, o professor deixa ainda uma multidão de estudantes órfãos de um grande militante do magistério e das lutas da categoria.
Seu filho Dhili conta que ele era uma pessoa superalegre, dedicado à família e à filosofia e que trabalhou em várias escolas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) desde 2003. Faleceu aos 62 anos. Professor Benvolio estava sempre presente nas lutas do Sinpro-DF.
A diretoria do sindicato presta toda a solidariedade aos familiares, amigos e colegas.
A Lei 8.313, em vigor desde 23 de dezembro de 1991, mais conhecida como Lei Rouanet, é a mais importante ferramenta de estímulo à cultura no país. Graças a essa lei, que existe há 31 anos, artistas e empresas podem captar patrocínios e doações para produções culturais.
A ideia da Lei Rouanet é incentivar a cultura não com subsídios e patrocínios do governo, mas com busca desses financiamentos diretamente com empresas, que poderão descontar os valores patrocinados em imposto de renda.
Por entender a finalidade e a importância da lei Rouanet para a classe artística, o Sinpro repudia a tentativa de uso de membros do atual governo, incentivando o uso de recursos da Secretaria de Cultura para projetos que estimulem a compra de armas por cidadãos comuns.
A coordenadora de secretaria de cultura do Sinpro, Eliceuda França, lembra que o que transforma um país não é o porte de armas. “Quem transforma um país é o incentivo à educação, à ciência, à tecnologia, e às artes e cultura. Arma destrói, cultura e educação constroem”, enfatiza.
O Sinpro repudia com veemência tamanha distorção do uso de uma lei de fomento à cultura nacional, e o incentivo à barbárie humana como forma de “debate”.
Tabela salarial sofre alteração financeira; entenda por quê
Jornalista: sindicato
A folha de pagamento do mês de abril de professores(as) e orientadores(as) educacionais terá incremento financeiro. A alteração é resultado de um histórico de lutas do Sinpro-DF, e gera impacto em toda a tabela salarial da categoria.
Um dos fatores de alteração na folha de abril e na tabela é o pagamento da sexta parcela do reajuste salarial conquistado pela categoria em 2013, devida desde setembro de 2015. O pagamento só foi realizado após determinação judicial, motivada por ação do Sinpro-DF.
Pela decisão da justiça, o pagamento da sexta parcela deveria ser realizado com valores retroativos. Entretanto, o Governo do Distrito Federal tem apresentado recursos protelatórios ao Supremo Tribunal Federal, na tentativa de postergar o pagamento do montante.
Outro fator que influencia no incremento da folha de abril e da tabela salarial é a incorporação do valor do auxílio-saúde ao vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais.
Criado em 2012, de acordo com a lei, o benefício de R$ 200 teria sido extinto no momento em que o plano de saúde foi criado. Isso porque, pela legislação vigente, o pagamento do valor seria suspenso com a implementação do plano de saúde dos servidores públicos distritais, o GDF Saúde, que começou a vigorar em dezembro de 2020, após anos de luta do Sinpro-DF e de outras representações do funcionalismo público.
“É preciso lembrar que esses R$ 200, como benefício em forma do auxílio-saúde, não impactava no 13º salário, nem no 1/3 de férias e nem nos cálculos da pecúnia da licença-prêmio, ao se aposentar. Agora, com a incorporação ao vencimento, ele passa a impactar nesses números, pois passa a ser salário”, explica o diretor do Sinpro-DF Cláudio Antunes.
O dirigente sindical ainda diz que os R$ 200 também repercutem na Gratificação de Atividade de Alfabetização (GAA), na Gratificação de Atividade de Ensino Especial (GAEE), na Gratificação de Zona Rural, nas gratificações para quem atua no Sistema Prisional ou no Sistema de Liberdade Assistida, na Gratificação de Atividade de Suporte Educacional (GASE) e na Gratificação de Atividade Pedagógica (Gaped), além de incidir também sobre o adicional de tempo de serviço.
“É importante que professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais já observem a tabela salarial organizada pelo Sinpro e, assim que o contracheque estiver disponível, façam a conferência dos valores de vencimento que constam no contracheque e na tabela salarial”, orienta Cláudio Antunes.
Processo histórico
Os anos 1990 foram marcados pelo congelamento de salários e desemprego, resultado da adoção de políticas neoliberais. No pacote de ataque aos servidores públicos, inclusive os da educação, os governos implementaram a inserção de gratificações e auxílios como forma de achatar o salário dos trabalhadores, sem dar tanta visibilidade a isso.
“Ao longo do tempo, sobretudo no caso dos professores, houve um processo de luta da categoria para incorporar gratificações e outros benefícios ao vencimento, como o que acontece agora, na folha de abril, quando incorporamos os R$ 200 do auxílio-saúde. Antes, várias outras gratificações passaram pelo processo de incorporação ao vencimento da categoria”, lembra o diretor do Sinpro-DF Cláudio Antunes.
A Gratificação do Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva do Magistério (Tidem) foi criada em 1992, depois de duas greves que, somadas, duraram mais de 80 dias. Desde então, a categoria lutava pela sua incorporação aos vencimentos, tanto que, em 1995, o governo atende à reivindicação e metade da Tidem é incorporada. A segunda metade seria incorporada em abril/1996, mas o governo aplica um calote e, mesmo com mobilização exigindo o cumprimento do acordo, a Tidem é mantida.
No segundo plano de carreira, em 2004, a Tidem teve seus percentuais alterados, o que acontece outra vez em 2007. Nesse mesmo ano, porém, o Sinpro conquista mais uma incorporação parcial dessa gratificação, bem como da Gratificação de Regência de Classe. Somente em 2012, o assunto se resolve, e a Tidem é integralmente incorporada aos vencimentos da categoria, no atual plano de carreira (lei 5.105/13)
Em 2004, no Plano de Carreira estabelecido pela Lei 3.318/04, foi criada gratificação que chegava a um percentual de 240% sobre vencimento no último padrão da tabela salarial. Essa gratificação, a GIC (Gratificação de Incentivo à Carreira) foi incorporada em 2007, com a criação de um novo Plano de Carreira da categoria do magistério público do DF (Lei 4.075/07).
“Havia um forte risco de a categoria, a qualquer momento, perder esse valor a partir de discussões de legalidade com o Tribunal de Contas do DF. Por isso, fizemos uma luta intensa para que essa gratificação fosse transformada em salário”, conta Cláudio Antunes. “Essas incorporações têm como objetivo fortalecer o vencimento, o que, consequentemente, evita prejuízos ao longo da carreira e também na hora de se aposentar. No último Plano de Carreira, consolidamos um vencimento mais robusto para a categoria. Essa última tabela, paga agora em abril, dá também um passo importante ao incorporar o auxílio-saúde ao vencimento, blindando a categoria de questionamentos que levariam a perdas, como já se ventilava pelo atual governo”, completa o dirigente do Sinpro.
Um claro exemplo de que as alterações no Plano de Carreira, sobretudo com a incorporação de gratificações, incidem sobre a remuneração dos(as) servidores(as) do magistério público, é o caso da professora Maria Rodrigues*. Em 1996, o vencimento da docente representava 20,10% de toda sua remuneração bruta. Agora, o vencimento corresponde a 57,50% da sua remuneração.
Na imagem abaixo, você pode acompanhar a evolução dos vencimentos de professores(as) e orientadores(as) educacionais em regime de 40 horas / PQ3, desde 2004, a partir do segundo plano de carreira, até os dias de hoje, no piso e no teto. Ao longo desses anos, foi um desafio importante para a categoria a incorporação de gratificações, e esse desafio permanece agora, no que se refere à Gaped, como veremos adiante. Com o vencimento mais forte, servidor fica mais protegido ao longo da carreira e na aposentadoria.
Assembleia com paralisação
Diante de um congelamento salarial de sete anos, professores(as) e orientadores(as) educacionais se mantêm em luta. O objetivo é alcançar a meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), que equipara o vencimento básico de professores e professoras à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF com nível superior.
Uma das formas de avançar rumo à meta 17 é com a incorporação da Gratificação de Atividade Pedagógica (Gaped). No último encontro entre a comissão de negociação do Sinpro-DF e o governador Ibaneis Rocha, realizada em março, o governo se comprometeu a providenciar estudo de impacto da incorporação da gratificação.
Além da incorporação da Gaped, a categoria também inclui na pauta de reivindicações o fim da superlotação das salas de aula, a construção de novas unidades escolares e o término da reforma naquelas onde os reparos foram iniciados; a realização de concurso público para professores(as) orientadores(as) e monitores(as), entre outros pontos.
A pauta será discutida em assembleia geral com paralisação dia 27 de abril.
*O nome da professora Maria Rodrigues é fictício para garantir a privacidade da fonte.
Professora da rede lança livros de poesia retirados do fundo do baú
Jornalista: Maria Carla
A poetisa e professora de Língua Portuguesa, Ana Mago, lançou, na semana passada, dois livros de poesia que estavam guardados há anos. Ela decidiu retirá-los “fundo do baú” e dividir suas poesias com o público. O lançamento independente ocorreu pelo site do Amazon. O lançamento foi da obra “Passagens do verdadeiro autor”, seu primeiro livro, escrito em 2004, e “Oceano”, com textos escritos entre 2013 e 2021. Ambos estão disponíveis para venda a preços baixinhos no site da multinacional.
As obras trazem as formas que ela enxerga as coisas, as pessoas, as situações, os sentimentos. “A partir do momento em que eu vejo aquilo, eu transformo em poesia e essa é a poesia de como vejo o mundo. Fazem parte de mim todas essas vivências que eu externo na forma de poesia”, disse Analicélia Maria Gonçalves (Ana Mago – “Ma”, abreviatura de Maria; e, “Go”, de Gonçalves). Atualmente, ela leciona Língua Portuguesa no Centro de Ensino Médio nº 1 de Planaltina (CEM 01/Centrão) e no Ensino Fundamental do CED Vale do Amanhecer e contou ao Sinpro-DF que no livro “Passagens do verdadeiro autor” ela diz que o verdadeiro autor é o coração.
“Quando comecei a escrevê-lo, eu era muito jovem. Assim, é uma poesia com sentimentos mais adolescentes. Aquela vivência toda de adolescentes que toma uma dimensão imensa e comecei a escrever por causa desses sentimentos que eram uma dor muito profunda. E nisso fui evoluindo e crescente e, quando entrei na faculdade, a minha forma de sentir começou a mudar e eu comecei a descobrir outras técnicas. É por isso que eu digo que foi uma evolução técnica porque, juntamente com isso, fui evoluindo o meu texto”, conta.
A professora afirma que suas obras são adotáveis na rede pública de ensino porque, mesmo elas não elas sendo publicadas, já eram usadas na rede. “Eu trabalho em Planaltina numa escola chamada Centrão, que é o CEM 01. E lá, no 1º Ano do Ensino Médio, havia uma professora de Língua Portuguesa que já trabalhava com meus poemas. Ela gostava muito do que eu escrevo e levava para a sala de aula”.
Ela diz que retirou as obras do fundo do baú porque estavam guardadas há muito tempo, já registradas, mas, sem publicação. “Resolvi mostrar porque acredito que se você escreve e não mostra, a sua escrita morre. E para que ela continue viva, para que as pessoas tenham acesso e ela ganhe vida, tem de ser publicada”.
Assembleia Geral com paralisação dia 27 de abril (quarta-feira)
Jornalista: Alessandra Terribili
A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca a categoria para Assembleia Geral na próxima quarta-feira (27/4), às 9h, no estacionamento da Funarte. Nesse dia, professores(as) e orientadores(as) educacionais também paralisarão suas atividades.
A terceira Assembleia Geral do ano acontece depois de um mês intenso de visitas às escolas. A diretoria do sindicato percorreu todas as regionais debatendo com a categoria os itens da pauta de reivindicações.
A incorporação do valor do auxílio-saúde e o pagamento atrasado da última parcela do reajuste conquistado em 2012 são importantes, mas não resolvem as perdas salariais da ordem de 49% para uma categoria que está com os salários congelados há sete anos. Tem sido luta permanente do Sinpro a defesa do cumprimento da meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação, aprovado desde 2015) e a incorporação da Gaped, por exemplo.
Além da recomposição salarial, integram a pauta de reivindicações apresentada ao governo a segurança sanitária no ambiente escolar, posicionamento contrário a projetos privatistas como homeschooling e voucherização do ensino, revogação do novo ensino médio, contra o desmonte da EJA e da educação inclusiva, e fim da militarização das escolas.
Confira no card abaixo os locais de ônibus para a assembleia:
Em noite de muita representatividade, Sinpro lança coletivo LGBTQIA+
Jornalista: Alessandra Terribili
Na noite desta segunda-feira, 18, o Sinpro lançou seu coletivo LGBTQIA+, com a presença de educadores(as), estudantes, entidades nacionais comprometidas com o combate à LGBTfobia, além de lideranças e ativistas do Distrito Federal. Realizado na sede do Sinpro no SIG, o evento contou com a apresentação do artista Amaro.
A atividade reafirmou o compromisso histórico do Sinpro com os direitos humanos de forma geral, e, de forma específica, a luta pelo respeito aos professores(as) e orientadores(as) educacionais em toda a sua diversidade. “A LGBTfobia está em todos os espaços, inclusive no ambiente escolar, o que faz necessária uma atuação tanto para a defesa do direito à diversidade quanto para uma educação libertadora, que contribua para uma sociedade mais humana, que possa garantir direitos iguais, tratamento justo e respeitoso em um ambiente de trabalho inclusivo, sem constrangimentos ou violências”, aponta Ana Cristina Machado, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro.
Para a diretora do Sinpro Élbia Pires, é na família e na escola que as pessoas LGBTQIA+ sofrem as primeiras manifestações de preconceito. “A criação do coletivo é um esforço do Sinpro para contribuir para que as escolas não sejam excludentes e não sejam vistas como local de risco pelas pessoas LGBTQIA+”, afirma Élbia.
O coletivo é ligado à Secretaria de Raça e Sexualidade do sindicato, sendo uma ferramenta construída pela entidade para contribuir na luta por direitos, contra o preconceito e a exclusão. Para participar das reuniões e atividades promovidas pelo coletivo, acompanhe o site e as redes sociais do Sinpro.
Entidades se reúnem com CAS, no Senado, para discutir PL de regulamentação dos CREF e Confef
Jornalista: Maria Carla
Uma comissão de negociação formada por quatro entidades sindicais da educação irá se reunir, nesta quarta-feira (20), às 9h30, com a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do Senado Federal, para buscar um acordo sobre a emenda do senador Paulo Paim ao PL 2486/2021, que regulamenta a recriação dos Conselhos Regionais de Educação Física (CREF) e Conselho Federal de Educação Física (Confef).
Essa reunião foi aprovada na audiência pública realizada, na terça-feira (12/4), para discutir a regulamentação da profissão de educação física e atuação dos conselhos federal e regional da área. Além do Sinpro-DF, que terá como representante a diretora Rosilene Corrêa Lima, e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com o diretor Gabriel Magno, a reunião desta quarta contará com a presença de representantes do SinproEP/CONTEE, ANDES-Sindicato Nacional, Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE) e do próprio Conselho Regional de Educação Física (CREF).
“A emenda do senador Paulo Paim deixa facultativo aos professores e às professoras de educação física a filiação ao CREF. É isso que defendemos. Somos contra essa obrigatoriedade de filiação ao CREF que o PL está impondo e que a emenda do senador Paulo Paim veio para corrigir. Por isso convidamos a categoria a pressionar os senadores e as senadoras para votarem em favor da emenda de Paim”, convida Bernardo Távora, diretor do Sinpro-DF.
Ele explica que “a proposta da reunião desta quarta-feira é tentar criar um consenso para ou modificar a emenda segundo o encaminhamento da própria negociação ou acatar a emenda toda de Paim, que deixa facultativa a filiação ao conselho. A emenda do senador petista não é contra a recriação do CREF e do Confef”.
Carolina Moniz, diretora do Sinpro-DF, afirma que “o que nós, trabalhadores da educação, queremos é, tão somente, o fim dessa obrigatoriedade que diminui os nossos salários. Somos a única área de atuação sujeita a essa ingerência por parte do conselho. Tivemos mais de 30 áreas no último processo seletivo do contato temporário. Professor de direito não tem que pagar OAB. Professor de enfermagem não paga COREN. Por isso, pedimos o apoio dos professores pelo fim dessa obrigatoriedade. Vamos pressionar os senadores”.
E completa: “Por isso, convocamos os colegas professores a se somarem nessa pressão aos senadores. O Sinpro somos nós. E nós, unidos, aprovaremos a emenda do senador Paim”. A diretoria colegiada do sindicato, por sua vez, convida categoria a dizer não a essa arbitrariedade e a participar da campanha do sindicato “Não à obrigatoriedade de filiação ao CREF” pela plataforma Educação Faz Pressão. Basta clicar no nome do senador e pressioná-los(as) a não autorizar a obrigação de filiação ao CREF. Clique aqui e participe
Clique aqui e saiba mais sobre o Projeto de Lei Nº 2486/2021, que trata da regulamentação da profissão de educação física.
Semana da Voz realiza ações para conscientizar sobre cuidados com a voz
Jornalista: Alessandra Terribili
O Dia Mundial da Voz é celebrado em 16 de abril. Anualmente, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, junto com o Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia e outros parceiros, promove a campanha Amigos da Voz, que, este ano, tem o tema “Sua Voz Importa”. A campanha está em sua 17ª edição, e tem o objetivo de alertar para a importância dos cuidados com a saúde vocal, considerando a voz também como instrumento de inclusão e de afirmação da igualdade de direitos.
Dianete do Valle, fonoaudióloga da Secretaria da Saúde do GDF, e que também integra a organização da campanha, explica o tema escolhido para 2022: “A voz se torna um obstáculo se ela não te representa, ou seja, se o impacto da sua voz sobre os outros não é o que você deseja”, aponta ela. “A voz deve trazer os traços característicos da sua personalidade, conforme sua escolha, como expressar marcas sociais, de idade, de gênero”, conclui Dianete.
A campanha Amigos da Voz também visa a conscientizar sobre cuidados com a voz, bem como alertar para sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos. Profissionais da voz – como professores e professoras – devem ter ainda mais atenção ao tema, porque o uso constante da voz demanda acompanhamento e técnicas que maximizem o seu potencial sem causar danos ao aparelho fonador.
É comum que o mau uso ou o uso abusivo da voz cause lesões nas pregas vocais. É preciso estar atento(a) a alterações ou a dificuldades que surgem ou que aumentam, e buscar tratamento. “Sua voz também se torna um obstáculo se ela te limita”, aponta Dianete do Valle. “Por exemplo, a voz de um professor ou professora, que precisa falar alto e por muito tempo, é um obstáculo se não corresponde à sua necessidade; ou seja, como instrumento de trabalho não contribui para seu melhor desempenho”, explica ela.
A diretora do Sinpro Élbia Pires, da Secretaria de Saúde, considera a iniciativa muito importante para ampliar a conscientização e contribuir para melhor qualidade de vida e condições de trabalho da categoria: “A saúde da voz também está conectada com a saúde do corpo e com a saúde mental”, lembra ela.
Entre 18 e 25 de abril, a campanha Amigos da Voz promoverá uma série de ações. Confira algumas delas abaixo e participe!
Atendimento (triagem, orientação e exames) Palestra: Higiene Vocal e Cuidados com a Voz
Data: 18, 19 e 20/04/202
Horário: 8:00 às 12:00; 13:00 às 17:00
Local: Hospital de Base
Mesa Redonda: Interfaces da Voz Artística
Data: 18/04/2022
Horário: 18:00 às 20:00
Local: Auditório da Escola de Música de Brasília
Endereço: SGA/Sul Quadra 602 Projeção D Parte A – Asa Sul, Brasília – DF
Mesa Redonda – Voz e transexualidade
Data: 20/04/2022
Horário: 19:00 às 20:30
Local: Auditório do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (UNIPLAN)
Endereço: Av. Pau Brasil, 02 – S/N – Águas Claras, Brasília – DF
Distribuição de material informativo
Data: 21/04/2022
Horário: 10:00 às 15:00
Local: Parque da Cidade D. Sarah Kubitscheck
Oficina – Voz e canto para crianças
Data: 22/04/2022
Horário: 16:00 às 18:00
Local: Centro Universitário do Distrito Federal (UDF)
Workshop de Voz Artística
Data: 22/04/2022
Horário: 19:00 às 21:00
Local: Auditório do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (UNIPLAN) – Águas Claras
Caminhada no Eixão do Lazer
Data: 24/04/2022
Horário: 10:00 às 13:00
Local: Eixão Sul
UnB Perto de Você
Data: 25/04/2022
Local: Esplanada dos Ministérios
Grupo de pesquisa da UnB convida para “conversatórios” nesta quarta (20)
Jornalista: Maria Carla
O Grupo de pesquisa Educação, Saberes e Decolonialidades da Universidade de Brasília (GPDES/UnB) convida os(as) professores(as) e orientadores(as) da rede pública de ensino do Distrito Federal para o “Conversatório Pedagogias Decoloniais, Antirracistase Periféricas”, nesta quarta-feira (20/4), às 10h e às 17h, pelo canal do YouTube, com vários convidados. Acesse: https://www.youtube.com/channel/UCcyScTL2sIbm1rxQO3EMZzQ.
Esse é o segundo conversatório de uma série em que o GPDES/UnB tem tratado do tema pedagogias antirracistas, decoloniais e periféricas. Até dezembro, o grupo realizará 11 webnários e, em dezembro, haverá um encontro presencial intitulado II Narrativas Decoloniais e Interculturais em Educação. Importante destacar que esses eventos ocorrerão totalmente de forma virtual pelo canal no YouTube do grupo de pesquisa.
Esses debates compõem a programação do “Webinários Gpdes 2022”, que será realizado ao longo deste ano em preparação ao Seminário III Narrativas Decoloniais, Interculturais e Antirracistas em Educação, previsto para ocorrer em dezembro de 2022. O primeiro foi realizado no dia 6 de abril e está disponível no canal do YouTube do grupo (https://youtu.be/iB3fhYNdnKA), no qual houve o lançamento do livro “Da diáspora negra ao território das águas”, de Elionice Sacramento, uma pescadora da Comunidade Pesqueira e Quilombola de Conceição de Salinas, Bahia.
“Nossos webinários são pensados com o intuito de abordar saberes que, historicamente, sofrem com tentativas de silenciamentos, apagamentos, invisibilizações e subalternizações. Um dos objetivos do GPDES é contribuir com a formação continuada das servidoras e servidores da educação básica da rede pública de ensino. Assim, convidamos todas e todos a estarem conosco no dia 20/04 e nos próximos encontros. Trataremos de temas urgentes para a educação. Contamos com a presença de vocês”, convida o professor de artes Hugo de Freitas, da Escola Parque 313/14 Sul, atualmente afastado para doutoramento.
Neste segundo conversatório, que irá ao ar às 10h do dia 20/4, haverá participação de intelectuais e lideranças negras, periféricas e indígenas, quilombolas e retireiras, dentre eles e elas, conta com a presença de Elionice Conceição Sacramento; Romero Antonio de Almeida Silva, do Quilombo de Trigueiros, Pernambuco; Lidiane Taverny Sales, da Comunidade Retireiroas e Retireiros do Araguaia, Mato Grosso; Gilson Ipaxi’awyga Tapirapé, da Terra Indígena Urubu Branco, Aldeia Wiriaotãwa, Mato Grosso. O debatedor é André Marques do Nascimento, da Universidade Federal de Goiás (UFG). A mediadora será Carolina Mendes, do Instituto Federal Brasília (IFB), Campus de São Sebastião.
O conversatório 02, que vai ao ar às 17h do dia 20/4, conta com a presença de John Cleber Sarmento Santiago, do Quilombo Jambuaçu, Pará; Matheus Costa, do Centro Educacional Chicão, São Sebastião, Distrito Federal; Queila Rodrigues, do Projeto Cabocla de Lança Estandartes Poéticos e Grupo de Coco Semente Crioula, São Paulo; Nubiã tupinambá, da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, Aldeia Tukum, Iléus, Bahia.
ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO
Jornalista: sindicato
“Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” é tema do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, direcionada a estudantes da rede pública de ensino, é gratuita. As inscrições já estão abertas pelo link https://sinpro25.sinprodf.org.br/xii-concurso-de-redacao-e-desenho-do-sinpro-df/
Nesta edição, é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado.
“A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.
Ela explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.
O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”.
Inscrições
Podem participar do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. As inscrições vão de 4 de abril a 10 de junho.
Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.
O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.
O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.
Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.
Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.