“Todo mundo tem de ter o direito a uma casa com um alicerce e um bom telhado”, diz deputada

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, voltou a atacar a educação. No Simpósio Cidadania Cristã, promovido pela Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Conceab), um evento evangélico, realizado na terça-feira (5/10), na Igreja Batista Central, em Brasília, ele disse haver um excesso de universidades no Brasil e criticou os governos petistas na condução da educação.

Segundo o  Metrópoles, o ministro afirmou que “o alicerce na educação é a alfabetização” e declarou que “meninos chegam para fazer engenharia sem saber regra de três. Quando falo em universidade, falam que foi democratizada, mas encheram de telhados e se esqueceram do alicerce. O que nós temos hoje: jovens que são analfabetos funcionais, não entendem o que leem”.

Em entrevista exclusiva para o Sinpro-DF, a professora de pedagogia, vice-líder da Minoria e deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) analisou a fala do ministro e usou a mesma metáfora dele para mandar o recado: “Todo mundo tem de ter o direito a uma casa com um alicerce e um bom telhado. Todo mundo tem direito à Educação Básica e ao Ensino Superior e a todo o processo formativo ao longo de sua vida”.

No mesmo dia em que a imprensa liberal divulgou a declaração dele, ela o respondeu pelo Twitter: “Sim, com muito orgulho enchemos o Brasil de universidades e Institutos Federais. Mais q isto sr. ministro, enchemos o Brasil com esperança e oportunidade. Vocês, junto com Bolsonaro, encheram ele de fome, desesperança e de morte”. Professora de pedagogia, ela fez, nesta quinta-feira (7), uma análise dos efeitos pedagógicos, psicológicos e outros impactos do discurso do ministro para estudantes, educadores(as) e a comunidade escolar. 

E comenta que o governo Bolsonaro não perde nenhuma oportunidade de atacar a educação, os educadores(as) e, sobretudo, o direito à educação pública e gratuita de qualidade. “Quando o ministro da Educação ataca a universidade pública e, principalmente, critica os governos do presidente Lula, da presidenta Dilma, do período democrático, por terem ‘enchido’ o Brasil de universidades, como ele fez uma referência e coloco aspas nessa frase terrível, ele faz do direito à educação e trata do direito e do acesso à educação como um problema para o Estado”.

Efeito pedagógico

A deputada afirma que o “símbolo pedagógico que ele faz disso é o de que as pessoas que não têm poder aquisitivo, filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras, não têm direito à universidade e que, com isso, o ministro volta a produzir a ideia muito presente na história brasileira de que a educação é para poucos e não para todos e isso é o contrário do que a Constituição determina de que a educação é um direito de todos e todas e um dever do Estado”, denuncia.

Ela alerta para o fato de que a influência desse discurso do ministro sobre a juventude e sobre a infância é terrível porque este ministro e este governo sempre trabalham com a ideia da segregação. “Foi assim também quando tratou das pessoas com deficiência, dizendo que crianças e jovens com deficiência atrapalham na sala de aula sem perceber a contribuição pedagógica, humanista, que existem na convivência de todas as pessoas”, comenta.


Toda casa tem de ter telhado bom

“Um outro aspecto da fala do ministro é que ele menciona que o alicerce da educação é a alfabetização. Chegou a dizer ‘como é que se pode construir uma casa começando pelo telhado’. Eu quero dizer ao ministro que quem faz uma casa planeja todas as suas etapas e que se não tiver telhado, para usar a expressão que ele usou, as bases, os tais alicerces que ele diz que foram construídos primeiro ficarão, diante da intempérie, propensos, rapidamente, serem destruídos. No caso da educação, todas as etapas e todas as fases da educação se complementam de forma sistêmica: a educação nas universidades é o que forma educadores e educadoras que estão na educação básica”, critica.

E complementa: “Essa dimensão cíclica do direito à educação ao longo de toda a vida, inclusive das crianças e jovens que entram no Ensino Fundamental, de chegarem a uma universidade, de terem uma formação humanista, científica, complexa para abordarem a realidade que nós vivemos é realmente oportunidades que nós devemos a toda criança e jovem brasileiros. Todo mundo tem de ter o direito a uma casa com um alicerce e um bom telhado. Todo mundo tem direito a uma Educação Básica e ao Ensino Superior e a todo o processo formativo ao longo de sua vida”.

Democrático-populares cumpriram a Constituição

Ela informa que a inclusão educacional promovida pelos governos do PT foi para cumprir o que é expresso na Constituição. “Além disso, tínhamos também outro projeto de desenvolvimento do Brasil. Vamos ser claros: a educação não pode ser um apêndice da economia, existir somente para o crescimento e o desenvolvimento econômico. A educação está relacionada ao desenvolvimento de todos os aspectos da vida, da qualidade de vida, aos aspectos humanos, econômicos, sociais, científicos, à inovação”.

Contudo, lembra que, nos governos democrático-populares, a educação foi colocada também no centro do projeto global de desenvolvimento, fazendo com que as pessoas, tendo acesso à educação, pudessem perceber as suas próprias oportunidades de estarem reconhecidas, no Brasil, como igualitárias em direitos.

“É exatamente o contrário do que o governo Bolsonaro faz. Este governo segrega pessoas com deficiência, pobres, joga as pessoas na pobreza e aí segrega, segrega negros e negras, LGBTI, mulheres. O governo Bolsonaro é o governo dos fundamentalistas econômicos, religiosos, políticos. Só o que tem valor para quem se encontra neste governo é o que eles mesmos pensam, a diversidade da sociedade e os direitos do povo brasileiros não têm lugar neste governo. Exatamente o contrário daquilo que pensamos de uma sociedade democrática, plural e que, ao mesmo tempo, em torno dos direitos, seja igualitária”, conclui a deputada.

Expansão entre 2003-15; retração entre 2019-21

Entre 2003 e 2015 a frequência à educação infantil se expandiu. Na creche (0 a 3 anos), de 14,9% para 30,4%; na pré-escola (4 a 5 anos), de 67,6% para 90,5%. A taxa líquida de matrículas no ensino fundamental (6 a 14 anos) evoluiu de 95,6% para 97,7%; no ensino médio (15 a 17 anos) evoluiu de 43,4% para 62,7%. Durante os governos do PT, o número de estudantes atendido pelo Programa Nacional de Alimentação escolar (PNAE) passou a atender a 41,3 milhões de estudantes. De 2003 a 2016, o número de crianças matriculadas em creches e pré-escolas mais do que duplicou, passando de 1.237.558 para 3.238.894.

O Atlas da Juventude, um relatório elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgado em julho deste ano, mostra que o crescimento da evasão escolar no governo Bolsonaro entre jovens entre 15 e 20 anos foi de 10% em apenas 1 ano: entre julho de 2020 e julho de 2021. O estudo da FGV revela que, de 26%, no ano passado, saltou para 36%, este ano. Além de não estarem na escola, esses/as jovens estão também desempregados(as). A fundação mostrou também que o número de jovens que estão conseguindo estudar reduzir de 33% para 25%.

Ou seja, além de não investir o dinheiro público na educação, não cumprir a Constituição Federal, o governo Bolsonaro ainda distribui obstáculos para impedir as crianças e jovens da classe trabalhadora estudarem. O levantamento da FGV ainda mostra ainda que, quando observado o corte de gênero, verifica-se que quatro a cada 10 homens largaram os estudos para trabalhar e, entre as mulheres, duas em cada 10 abandonaram as aulas para cuidar de familiares, filhos ou por causa de gestação.

Enem 2020 e 2021 mostram o elevado índice de evasão escolar

A prova da política de exclusão educacional do governo Bolsonaro e do ministro fundamentalista da Educação é a demolição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. Em julho deste ano, o Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmou que pouco mais de 3,1 milhões estudantes estavam inscritos no exame, o menor número de inscritos desde 2005.

Além da evasão escolar intensa, ministro Milton Ribeiro, do governo Bolsonaro, colocou um empecilho para causar ainda mais evasão e impedir estudantes de fazerem o Enem: eliminou a isenção a taxa de inscrição dos estudantes que não participaram do Enem 2020. E mesmo com a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de mandar o governo Bolsonaro reabrir o prazo de inscrição com a garantia da isenção desse pagamento, o número de inscritos continuou nivelado ao ano de 2005. Uma pesquisa do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) mostrou que oito em cada 10 jovens não prestaram a prova do Enem 2020 por causa da pandemia do novo coronavírus  e que 45% não pretendem fazer neste ano por causa da falta de isenção do pagamento da taxa.

Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), divulgada em setembro de 2020, dá conta de que o investimento em ensino público de qualidade como forma de beneficiar a sociedade é uma iniciativa que dá frutos. O estudo foi realizado por pesquisadores da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e destacou que as verbas aplicadas na formação de estudantes de graduação das três instituições retornam na forma de produtividade profissional, com valor 14,5% maior.

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

“Encheram” o Brasil de universidades

Por Letícia Montandon*

 

Num evento evangélico, na tarde de terça-feira (5/10), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, voltou a atacar o direito do brasileiro à educação superior pública e gratuita. Qual o propósito de um Ministro de Estado propagar frases como esta de dizer que “encheram o Brasil de universidades” e outras declarações de ataque à educação pública e gratuita do nosso País?

 

É preciso explicitar, antes de tudo, que há, no mínimo, dois motivos. Um: que se trata de declarações pontuais e muito bem planejadas para manter a campanha eleitoral permanente do governo Bolsonaro na mídia. Dois: dar sinais positivos para o mercado financeiro e empresarial da privatização da educação superior. Assim, começo este artigo pela observação de que as novas declarações de Ribeiro merecem, primeiramente, uma análise da sua fala.

 

Seu discurso faz parte dessa narrativa eleitoral usada pelo presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) para ofuscar a destruição em curso do Brasil. Trata-se de uma manobra na linguagem para causar indignação, perplexidade, falso reconhecimento e a impressão de que o desmonte do Estado nacional é natural. Também é um discurso usado para manter a atenção desviada para o “escândalo” e não para a ação em andamento.

 

Enquanto dispersa a atenção do público, naturaliza uma ideia. E a ideia fixa é desqualificar o imenso Sistema Público de Educação Brasileiro, um dos maiores, mais complexos e bem-sucedidos do mundo, para naturalizar a sua privatização. Dizer que o Brasil tem universidades demais é uma forma também de demolir a soberania nacional e de criticar os governos democrático-populares, que promoveram a maior inclusão educacional de todos os tempos no País, entre 2003 a 2014, quando duplicou o número de matrículas: de 505 mil, em 2003, para 932 mil, em 2014. O número de professores universitários da rede federal também aumentou no período, de 40,5 mil para 75,2 mil.

 

O ministro sabe que o ser humano evolui por meio do conhecimento e que a educação pública, gratuita e de qualidade ameaça o statu quo. Ter indivíduos pensantes, que se implicam nas questões sociais, incomoda a quem deseja que a consciência esteja anestesiada. Controla-se a gramática da exclusão e do sofrimento, exercendo poder. Criam-se técnicas para um processo de dominação. A sabedoria, portanto, é a única ciência livre.

 

Gestão Milton Ribeiro deixou mais de 5 milhões sem educação básica

Assim, ao dizer ao público proprietário de universidades privadas comunitárias, confessionais e ditas “filantrópicas”, exploradoras da educação como negócio, que “encheram” o Brasil de universidades públicas, mas que a alfabetização deixa muito a desejar, Ribeiro revela de onde veio e para quem trabalha, sinaliza com a privatização da universidade, omite os dados reais do investimento na inclusão educacional entre 2003-14, e mostra que, para ele, educação é negócio e não um direito fundamental como está na nossa Constituição.

 

Que moral esse ministro tem para criticar a quantidade de universidades públicas criadas e a alfabetização do País quando um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) demonstrou que o governo Bolsonaro excluiu mais de 5 milhões de crianças e adolescentes da educação básica em 2020?

 

Foi na gestão dele que o Unicef revelou que 80% dos estudantes entre 6 e 17 anos, embora matriculados, não conseguiram acessar o ensino a distância ou aulas presenciais no ano passado. Um empresário que se recusa a investir no ensino básico e quer fechar universidades públicas: é isso que o Brasil tem como Ministro da Educação. A declaração completa dele foi a seguinte: “O alicerce na educação é a alfabetização. Como é que se pode imaginar alguém construir uma casa começando pelo telhado? Quando falo em universidade, falam que foi democratizada, mas encheram de telhados e se esqueceram do alicerce. O que nós temos hoje: jovens que são analfabetos funcionais, não entendem o que leem”.

 

Contextualizada a origem do discurso de Milton Ribeiro, é possível continuar a análise dessa “pérola” do fascismo de muitas formas. São tantas que chegam a dar vertigem. No entanto, vou me concentrar na metáfora. Para o ministro, a educação é uma casa em que o alicerce é a alfabetização e o telhado é a universidade. Desconsidera a Educação Infantil, desenvolvida pela creche, que cuida da coordenação motora fina das crianças, ensina os petizes a segurar o lápis corretamente, o nome das cores, das letras, dos números, ensina a percepção e o enfrentamento dos desafios, dentre outras aprendizagens e vivências que refletem e têm consequências em sua jornada escolar até a universidade e também em toda a sua vida.

 

Estamos diante de um anti-ministro que desclassifica e despreza o trabalho do(a) professor(a) do ensino infantil, invisibilizado (mais uma vez), desconsiderado e descartado. Ele acha que a atuação do(a) professor(a) do ensino infantil “não é nada” – palavras dele. Quem deveria planejar e investir dinheiro público no aperfeiçoamento da educação desde a infantil até a superior, defende o fechamento de escolas superiores. No fatídico evento evangélico, dessa terça, ele disse também que o País tem hoje “jovens analfabetos funcionais, que não entendem o que leem”.

 

Analfabetismo funcional é combatido com educação paulo-freiriana

Ora, se o ministro detectou analfabetismo funcional entre estudantes, o papel dele, enquanto gestor público, é resolver o problema com a adoção do antídoto capaz de combater esse problema. Ou seja, é adotar nas escolas a educação crítica, reforçando disciplinas que ensejam o pensamento crítico, como história, sociologia, filosofia, artes entre outras que o atual governo trabalha para eliminar do currículo escolar por meio de projetos como os da Lei da Mordaça (Escola sem Partido). Dentre o conjunto de soluções, ele sabe que, para acabar com o analfabetismo funcional do Brasil não é eliminar universidades públicas e gratuitas, mas investir o dinheiro público na educação.

 

Ele também sabe, como nós sabemos, que uma das saídas para isso é promover profundas e participativas discussões sobre o assunto em conferências democráticas de educação, envolvendo todo o País, bem como seguir a filosofia paulo-freiriana, adotar métodos de ensino que estimulam o pensamento crítico e revogar, antes de mais nada, a reforma do ensino médio, que ele chama de “novo ensino médio”: um retrocesso sem precedentes na educação básica brasileira. Com o “novo ensino médio” teremos mesmo milhões de analfabetos funcionais.

 

Vale observar que, dentre as várias fórmulas de acabar com o analfabetismo funcional, uma delas é convocar, democraticamente, professores e especialistas para construir outra Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e eliminar a que está em curso pelo governo Bolsonaro, unicamente, nas escolas públicas do País.

 


Desprezo pelo(a) professor(a) alfabetizador(a)

Com a declaração, Ribeiro revela não valorizar o trabalho do(a) professor(a) alfabetizador(a), que atua em turmas heterogêneas, com estudantes diferentes entre si, com capacidades de aprendizado tão díspares e realidades familiares ainda mais distintas. Para ele, qualquer problema na execução do magistério nessa fase é do(a) professor(a) “que não sabe lidar com isso”. Mas tem mais coisa nessa declaração do ministro a ser analisada.

 

Uma delas é que se trata de uma abstração neoliberal de esvaziamento das escolas públicas e de submissão da população a uma educação voltada ao mercado. Para ele, não deveria haver universidade no Brasil, posto que o ensino básico é falho. E, às favas com a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias e patentes , medicamentos, vacinas. O importante é alfabetizar perfeitamente. Mas, para alfabetizar perfeitamente é preciso, dentre outros aspectos, entender a filosofia freiriana e isso é incompatível com a política neoliberal de privatização da educação que o governo Bolsonaro constrói no Brasil.

 

O ministro finge não “compreender” que cada fase da educação é um momento diferente, de aprendizados e saberes diversos e de ganhos e trocas distintos com a sociedade. Ele defende a educação apenas como um processo bancário em que o conhecimento é despejado no estudante sem nenhuma possibilidade de aprendizado. Essa educação bancária, que gera analfabetos funcionais, foi refutada por Paulo Freire. Enfim, o ministro finge não saber que o processo da educação ocorre no chão da escola numa troca permanente entre professor e estudante. Ele deixa explícito que, para defender os interesses financeiros dos grupos a que ele representa, finge desconhecer o fato de a educação não ser uma linha de montagem industrial, e sim uma atividade quase artesanal.

 

Finalmente, os(as) professores (as) de português devem estar incomodadíssimos com o sujeito indeterminado em “encheram o Brasil de universidades.” Quem “encheram”? “Ah, sei lá, não importa!”. Essa é a resposta padrão para que os(as) estudantes do Ensino Fundamental 2 e do Ensino Médio entendam o conceito de sujeito indeterminado. Com esse sujeito indeterminado, ele atua politicamente em campanha eleitoral contra o governo do ex-presidente Lula, que promoveu a maior inclusão educacional, com educação pública e gratuita, da história do Brasil.

(*) Letícia Montandon é coordenadora de Imprensa do Sinpro-DF e professora da rede pública de ensino do Distrito Federal.

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

Comissão Geral da CLDF discutirá lei de gestão democrática nesta quinta, 7

Nesta quinta-feira, 7, às 15h, a Câmara Legislativa do DF realiza uma comissão geral sobre o tema da gestão democrática. O evento acontece por requerimento da deputada distrital Arlete Sampaio e será transmitido pela TV CLDF. Também poderá ser acessado pelos canais da deputada no youtube e no facebook.

A intenção é dar seguimento à discussão sobre a revisão da lei da gestão democrática, que já vem sendo feita em outros espaços, como o Conselho de Educação e os fóruns internos da categoria.

Seleção para Licenciatura em Educação do Campo na UnB

A Universidade de Brasília abriu 60 vagas para o curso de licenciatura em Educação do Campo para o segundo semestre de 2021 – que, por conta da pandemia, começa em 17 de janeiro de 2022.

Os candidatos usarão o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2018, 2019 ou 2020 para concorrer às vagas. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 18 de outubro, no site do Cebraspe. Há cotas para alunos egressos de escolas públicas e para alunos negros. 

No momento da inscrição, o candidato deve indicar o sistema de vaga pelo qual deseja concorrer: universal, cotas para escolas públicas ou cotas para negros. Também é preciso ter concluído o ensino médio ou estar em fase final de conclusão, não ter formação em nível superior e atender a requisitos específicos expressos no item 3.1 do edital.

CONTATO – Outras informações no site do Cebraspe ou na Central de Atendimento ao Candidato, de segunda a sexta, das 8h às 19h, no Campus Universitário Darcy Ribeiro, edifício sede do Cebraspe, ou pelo telefone (61) 3448 0100.

Inscrições abertas para os JEEDF – LoL Wild Rift

Vem aí mais uma edição dos Jogos Escolares Eletrônicos do Distrito Federal – Edição League of Legends Wild Rift. O evento é organizado pelo professor David Leonardo Teixeira, da SEEDF. A inscrição está aberta a todos os alunos das redes pública e particular do Distrito Federal de 12 a 17 anos, e vai até o dia 15 de outubro.

A modalidade League of Legends dos Jogos Escolares Eletrônicos do Distrito Federal será realizada em oito etapas, que ocorrem entre 18 e 22 de outubro, entre equipes inscritas pelos professores das unidades escolares:

1 – classificatórias das regionais;

2 – finais regionais;

3 – fases de entrada;

4 – repescagem da fase de entrada;

5 – quartas de finais;

6 – semifinais;

7 – final distrital 3º lugar; e

8 – final distrital.

Nos dias 23 e 24 de outubro haverá o campeonato das equipes formadas por alunos de escolas diferentes – as chamadas equipes mix.

O formulário de inscrição e os canais de comunicação com a comissão organizadora estão disponíveis neste link.

Atenção para a mudança no cronograma e prorrogação de datas do remanejamento

O Sinpro-DF informa que a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) alterou o cronograma e prorrogou todas as datas do Concurso de Remanejamento 2021/2022. Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta terça-feira (5/10), o Edital nº 29/2021, com o novo cronograma e os procedimentos de remanejamento interno e externo 2021/2022 para a carreira magistério público. Clique aqui para acessar o Edital nº 29, na página 38 do DODF edição 188.

 

É importante ficar atento(a) às várias fases e às novas datas do Concurso de Remanejamento. É também necessário que o(a) professor(a) e orientador(a) educacional interessado(a) leia os procedimentos, verificando, sobretudo, as datas e o procedimento das carências, da participação no remanejamento e de ingresso com recursos. As novas datas estão disponibilizadas, a seguir, na imagem do DODF.

 

Fique atento(a), principalmente, no que professores(as) e orientadores(as) educacionais devem executar para participar do concurso de remanejamento:

 

Remanejamento Interno – atenção para as datas de carências; de envio da lista de carências no Sigep, pelos servidores, para participação; e período de recursos do resultado preliminar do Remanejamento Interno.

Remanejamento Externo –  toda a atenção para a data de envio da lista de carências no Sigep, pelos servidores, para participação; e  para o período de recursos do resultado preliminar do Remanejamento Externo.

Também é importante prestar atenção para o novo período de apresentação do comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo – 2021/2022 e entrega de documentação para validação da pontuação para o Procedimento de Distribuição de Turmas/Carga Horária/Atribuição de Atendimentos na UE de destino.

 

Clique na imagem do texto do Edital nº 29, de 1º de outubro de 2021, a seguir, para acessar o PDF com as novas datas:

 

 

As novas datas também podem ser vistas abaixo. Confira:

 

Remanejamento Interno –  Período Atividade Responsável

3/11/2021 – Data Limite para abertura de carências a serem ofertadas para o Remanejamento 2021/2022 – UNIGEP

Até 3/11/2021 – Gestão de carências para o REMANEJAMENTO INTERNO UNIGEP/GMOP

4/11/2021 – Divulgação preliminar das carências para o REMANEJAMENTO INTERNO SUGEP/SUPLAV

5 a 8/11/2021 –  Período de Recurso – Carências para o REMANEJAMENTO INTERNO Professores/Orientadores

9 e 10/11/2021 –  Análise dos Recursos – Carências para o REMANEJAMENTO INTERNO UNIGEP/GMOP

11/11/2021 Divulgação Final das carências para o REMANEJAMENTO INTERNO SUGEP/SUPLAV

12 a 16/11/2021 – Envio da lista de carências no SIGEP, pelos servidores, para participação no REMANEJAMENTO INTERNO Professores/Orientadores

17/11/2021 – Resultado Preliminar do REMANEJAMENTO INTERNO SUGEP/SUPLAV

18 e 19/11/2021 – Período de Recursos do resultado preliminar do REMANEJAMENTO INTERNO Professores/Orientadores

22 a 25/11/2021 – Período de análise dos Recursos do resultado preliminar do REMANEJAMENTO INTERNO – UNIGEP/GMOP/GLM

26/11/2021 Resultado Final do REMANEJAMENTO INTERNO SUGEP/SUPLAV

Remanejamento Externo – Período Atividade Responsável

1º a 5/12/2021 – Gestão de carências para o REMANEJAMENTO EXTERNO UNIGEP/GMOP

6/12/2021 – Divulgação Final das carências para o REMANEJAMENTO EXTERNO SUGEP/SUPLAV

7 e 8/12/2021 – Envio da lista de carências no SIGEP, pelos servidores, para participação no REMANEJAMENTO EXTERNO Professores/Orientadores

9/12/2021 Resultado Preliminar do REMANEJAMENTO EXTERNO SUGEP/SUPLAV

9 e 10/12/2021 – Período de Recursos do resultado preliminar do REMANEJAMENTO EXTERNO Professores/Orientadores

13 a 16/12/2021 – Período de análise dos Recursos do resultado preliminar do REMANEJAMENTO EXTERNO UNIGEP/GMOP/GLM

17/12/2021 – Resultado Final do REMANEJAMENTO EXTERNO SUGEP/SUPLAV

17/12/2021 – Resultado Final Geral do PROCEDIMENTO DE REMANEJAMENTO 2021/2022 SUGEP/SUPLAV

Comprovante de bloqueio – Período Atividade Responsável

20 a 23/12/2021 – Período para a apresentação do comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo – Procedimento de Distribuição de Turmas/Carga Horária/Atribuição de Atendimentos na UE de destino Professores/Orientadores

 

Reforma administrativa contraria Unesco no Dia Mundial dos Docentes

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) propôs para este 5 de outubro, Dia Mundial dos Docentes, o lema “Os docentes no centro da recuperação da educação”. No Brasil, a reforma administrativa (PEC 32) caminha na contramão da orientaçãoe impõe a professores(as) da rede pública de ensino desvalorização, desrespeito e descredibilidade.

Segundo a Unesco, “o êxito da recuperação da educação depende de maior investimento no bem-estar, na formação, no desenvolvimento profissional e nas condições de trabalho dos 71 milhões de docentes do mundo para recuperar as perdas de aprendizagem e gerir as transformações no ensino e na aprendizagem impostas pela pandemia da covid-19”.

Longe de apresentar políticas eficazes para proporcionar a professores a possibilidade de mitigar as perdas no ensino e na aprendizagem causadas pela pandemia, o governo Jair Bolsonaro vem jogando pesado para aprovar a reforma administrativa. Com ela, professores(as) perdem direitos históricos como licença-prêmio, além de estarem submetidos a corte de salário em até 25% com redução de jornada.

“Enquanto a Unesco propõe a valorização dos professores para a recuperação da educação, setor essencial para o crescimento econômico e a democracia de qualquer país, o governo federal trabalha incessantemente para que o Congresso Nacional aprove um dos piores projetos da história para professores, que gera perda de direitos e enxugamento do quantitativo de concursados”, afirma a dirigente do Sinpro-DFRosilene Corrêa.

O texto da PEC 32 que será analisado pelo plenário da Câmara dos Deputados impõe instrumentos de cooperação entre o governo federal, estadual ou distrital com entidades privadas para gestão dos equipamentos públicos. A condição abre precedente para que escolas públicas, que têm professores concursados e estáveis, sejam geridas por empresas, que poderão terceirizar a mão de obra.

“Imagina nossas escolas administradas por pessoas que têm interesse na educação enquanto mercadoria. Imagina como será feita a contratação de docentes via indicação. Imagina o resultado disso tudo para nossas crianças e adolescentes, para nós professores e para o Brasil. Imagina o drama ainda maior que a educação pública viverá em um dos momentos mais críticos da história”, analisa a dirigente do Sinpro-DF Letícia Montandon.

 

Sem reajuste

 

Para além do ataque imposto pela PEC 32, da reforma administrativa, professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF estão seis anos sem reajuste salarial.

Embora o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) tenha determinado por duas vezes o pagamento da última parcela do reajuste salarial conquistado pela categoria em 2012 e devido desde 2015, o Governo do Distrito Federal insiste em não pagar a dívida.

No último dia 3 de setembro, o governador Ibaneis Rocha (MDB) assinou de próprio punho uma Ação Direta de Inconstucionalidade (Adin), com pedido de medida cautelar, para suspender processos e a eficácia da lei que determina o pagamento da parcela do reajuste. A ação foi protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou o pedido feito por Ibaneis.

Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, que julgou a ação, o reajuste não oferece “perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo”.

 

Superação


No Brasil e no mundo, a pandemia da covid-19 escancarou a importância de professores e professoras no drible à crise da educação. Sem política pública voltada para o setor, docentesbrasileiros ampliaram jornada de trabalho e se reinventaram para poder atender estudantes de todas as classes sociais.

Aqui no DF e no Brasil, nossa atuação durante toda a pandemia ultrapassou a tarefa do ensino-aprendizagem: demos apoio emocional aos nossos estudantes e às suas famílias. Não fosse a atuação das escolas e de seus trabalhadores, a comunidade escolar estaria relegada à própria sorte”, reflete o dirigente do Sinpro-DF Cláudio Antunes.

 

Ele analisa que mesmo com todo esforço despendido por professores(as) e orientadores(as) educacionais, os prejuízos gerados para a educação ainda são incalculáveis. “A falta de acesso à internet e aos equipamentos necessários para o acompanhamento das atividades on-line, a falta de formação de professores e estudantes para lidar com as plataformas de mediação do ensino, a falta de estrutura socioeconômica de muitas famílias geraram graves perdas na aprendizagem, alargando a desigualdade já existente no campo da educação. O resultado é um país ainda mais miserável, diz.

>> Assista também: Documentário | Corpos que se entregam: a ação docente durante a pandemia(https://www.youtube.com/playlist?list=PL_EUaQjoaAvvhGS3-LkktdW-T5jxNHH6H)

 

PEC 32

 

Depois de uma série de manobras realizadas pelo relator da PEC 32, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), a Comissão Especial da Reforma Administrativa aprovou o substitutivo da reforma no último dia 23 de setembro. Para garantir o resultado, Maia apresentou sete versões de texto para a PEC 32 e trocou oito parlamentares titulares da Comissão.

>> Leia também: PRESSÃO CONTRA REFORMA ADMINISTRATIVA CONTINUA NO PLENÁRIO DA CÂMARA (https://www.sinprodf.org.br/pressao-contra-reforma-administrativa-continua-no-plenario-da-camara/)

Pelo rito de tramitação, a PEC 32 segue agora para o plenário da Câmara dos Deputados. Lá, para ser aprovada, ela precisa de pelo menos 308 votos favoráveis. Se garantido esse placar nos dois turnos de votação, a proposta seguirá para o Senado Federal.

 

5 de outubro

 

O Dia Mundial dos Docentes é celebrado anualmente desde 1994. A data em que se comemora o Dia Mundial dos Docentes marca o aniversário da assinatura da Recomendação da OIT e da Unesco relativa a Situação do Pessoal Docente. Segundo a Unesco, “essa Recomendação estabelece critérios de referências sobre os direitos e responsabilidades do corpo docente e normas para seu treinamento inicial e desenvolvimento posterior, recrutamento, emprego e condições de ensino e aprendizagem. A Recomendação sobre o Estatuto do Pessoal Docente do Ensino Superior foi adotada em 1997 para complementar a Recomendação de 1966, abrangendo, assim, o pessoal docente e de pesquisa do ensino superior”.

 

Diálogos Contemporâneos traz ao DF escritores famosos

Brasília sedia, a partir desta terça-feira 5 de outubro, a quarta edição dos Diálogos Contemporâneos, uma série de conferências com 8 escritores brasileiros de renome que estarão em Taguatinga e Sobradinho durante todo o mês.

O evento ocorre de modo presencial com público reduzido devido à pandemia. Os oito encontros também serão transmitidos ao vivo no Canal dos Diálogos Contemporâneos no Youtube e no canal da Associação dos Amigos do Cinema e da Cultura no Youtube.

Quem abre o evento é a poetisa Elisa Lucinda, no Centro Cultural TaguaParque. A Entrada é franca.

Os debates ocorrem no Centro Cultural TaguaParque, no primeiro dia, e no Ginásio de Esportes de Sobradinho, no segundo dia, sempre às 19h30. 

O evento conta com a curadoria de José Rezende Jr e da professora Lucília Garcez, morta no dia 23 de setembro. Além de Elisa Lucinda, os debates contarão com a presença de Mario Prata, Sérgio Vaz, Fabrício Carpinejar, Ignácio de Loyola Brandão, Renato Janine Ribeiro, Xico Sá e Fernando Morais, que encerra o ciclo de debates. Todos os encontros serão mediados por intelectuais, escritores e jornalistas de Brasília.

Programação

 Debate 1

A democracia, os direitos e a liberdade de expressão em tempos de fake news, negacionismo e pós-verdade. Com Elisa Lucinda. Dias 5 e 6 de outubro.

Debate 2

Literaturas, pestes, pandemias e distopias — Ficção e realidade. Com Ignácio de Loyola Brandão. Dias 7 e 8 de outubro.

Debate 3

Cenários para um mundo pós-pandemia — O fim do século 20 e o futuro

que nos espera. Com Xico Sá. Dias 12 e 13 de outubro

Debate 4

A literatura que vem da periferia. Com Sérgio Vaz. Dias 14 e 15 de outubro.

Debate 5

O envelhecimento e o espaço social dos que não são mais jovens. Com Mario Prata. Dias 19 e 20 de outubro.

Debate 6

Liberdade, neuroses e depressão em um mundo em mutação. Com Fabricio Carpinejar. Dias 21 e 22 de outubro.

Debate 7

Sustentabilidade ambiental e o Brasil no centro do debate mundial. Com Renato Janine  Ribeiro. Dias 26 e 27 de outubro

Debate 8

Guerra cultural e a arquitetura da destruição — O projeto de demolição da democracia. Com Fernando Morais. Dias 28 e 29 de outubro.

 

Mais uma semana decisiva contra a PEC 32!

Esta é mais uma semana importante na luta contra a PEC 32! A nossa mobilização é fundamental para barrar os retrocessos que querem nos impor com tal proposta, que, entre outras atrocidades, trará o fim dos concursos públicos e o aumento da contribuição previdenciária dos aposentados e aposentadas.

A agenda da resistência começa nesta terça-feira, 5, às 7h, no Aeroporto Internacional de Brasília: vamos dar nosso recado pessoalmente aos parlamentares! Às 14h, vamos todos(as) nos dirigir ao Anexo II da Câmara dos Deputados, onde seguiremos em vigília permanente. Essa é uma ação importante, uma vez que a qualquer momento a PEC 32 pode ser votada pelo plenário da Câmara. Vá com uma camiseta do Sinpro, ou da luta contra a PEC 32!

Na quarta, dia 6, vamos chamar todos os e as colegas para fortalecerem a mobilização a partir de 9h! Nós nos encontraremos no Espaço do Servidor (Esplanada dos Ministérios, entre os blocos C e D) e desceremos em caminhada até o Anexo II da Câmara.

Quinta-feira, 7, a pressão continua na Câmara! Às 14h vamos visitar os deputados e deputadas.

Aqueles(as) que não puderem participar de forma presencial poderão fazer pressão nas redes sociais dos(as) parlamentares.

A pressão de cada um de nós é fundamental para que a PEC 32 não seja aprovada. Portanto, acione a plataforma Educação Faz Pressão, exija que os deputados e deputadas votem contra essa reforma administrativa. Precisamos, especialmente, intensificar a pressão sobre os(as) quatro deputados(as) que ainda não apresentaram seus votos: Laerte Bessa; Bia Kicis; Julio Cesar e Paula Belmonte.

Se votar a favor, não volta!

Pressão deve continuar

Participe da mobilização! É muito importante, também, pressionar os parlamentares de outros estados. Na nossa plataforma Educação Faz Pressão, os deputados e deputadas estão divididos por sua definição política sobre o tema: favoráveis, indecisos e contrários. Vamos centrar nossa pressão sobre os favoráveis e os indecisos!

Nesta segunda-feira, temos a tradicional manifestação virtual pelo twitter! Fortaleça o twittaço às 19h, #JuntosContraPEC32 , para que todos saibam que não aceitaremos esse retrocesso!

Apresentada ao Congresso Nacional em setembro de 2020 pelo Governo Federal, a PEC 32/2020 retira direitos dos(as) servidores(as) públicos(as), privatiza os serviços prestados à população e ainda abre brecha para a corrupção. Caso aprovada, a reforma administrativa vai instituir mudanças que causarão danos irreversíveis à população e a todas as carreiras do serviço público, incluindo a da educação pública. A reforma é um projeto do agronegócio, do sistema financeiro, da Fiesp, da imprensa privada e de todos os setores do mercado, que cobram dos(as) deputados(as) a aprovação do texto do governo Bolsonaro/Guedes o mais rapidamente possível.

A atuação contra a reforma administrativa vem sendo feita nas ruas e nas redes sociais. Composta por servidores(as) públicos(as) dos diversos setores, trabalhadores(as) de estatais e da iniciativa privada e movimentos sindicais, a luta consiste na atuação direta na Câmara dos Deputados, onde tramita a PEC 32, e também nas redes sociais das entidades sindicais que representam os(as) servidores(as) do funcionalismo público.

Acesse o link Educação Faz Pressão e pressione os(as) parlamentares: https://pressao.sinprodf.org.br/campanhas/pec-32-2020-reforma-administrativa/.

Use a tag para avisar que #SeVotarNaoVolta

Acesse as redes sociais dos/as parlamentares do DF e pressione!

Bia Kicis: @biakicis / @Biakicis / 6199970-0961

Laerte Bessa (PL): @laertebessa / @laerte.bessa.9 / @laerte_bessa / 6199220-9449

Paula Belmonte (CIDA) @paulabelmonteoficial / 6199924-1328

Julio Cesar (PRB): @juliocesarribeiro / @JulioCesarRib / 6199821-2690

Esplanada volta a ser palco de protestos contra Jair Bolsonaro neste sábado (2)

Ruas cheias e redes sociais lotadas com manifestantes, neste sábado (2), contra o governo Jair Bolsonaro (ex-PSL). Desde as primeiras horas deste sábado, o povo foi para as ruas de mais de 300 cidades no Brasil e no exterior. As passeatas marcam mais um dia nacional e internacional pelo impeachment do presidente da República e contra todas as medidas neoliberais que estão destruindo a soberania do Brasil e a qualidade de vida da população.

 

O protesto era, marcadamente, contra a fome que atinge um em cada quatro brasileiros; a carestia com a inflação em mais de 10%; o desemprego que atinge mais de 15 milhões de pessoas e há mais de 6 milhões de desalentados, ou seja, pessoas que não conseguiram emprego e desistiram de procurar; a falta de direitos a 76 milhões de trabalhadoras e trabalhadoras; o negacionismo para favorecer o “negocionismo” com dinheiro público no combate à covid-19, o que matou mais de 600 mil; a falta de ações concretas para evitar as queimadas na Amazônia e no Pantanal; os aumentos nas tarifas de energia e nos combustíveis; os ataques à democracia.

 

“Motivo é o que não falta para exigirmos o impeachment de Bolsonaro. Só a educação perdeu, no governo dele, mais de R$ 1 bilhão e 200 milhões de recursos financeiros públicos. Em menos de 2 anos de mandato, Bolsonaro conseguiu pôr 19 milhões de brasileiros na miséria e 15 milhões no desemprego. Isso é a política neoliberal, um modelo de economia excludente, criado para enriquecer empresários muito ricos, banqueiros e rentistas. E vai piorar se o Congresso Nacional aprovar a PEC 32/202, da reforma administrativa, porque além de pagar os impostos, o brasileiro terá de pagar pelos serviços que hoje são públicos e gratuitos”, alerta Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF.

 

Durante a concentração, realizada no espaço do Museu Nacional da República, o Sinpro-DF realizou uma apresentação musical e artística intitulada “Cirandar com Paulo Freire no Fora Bolsonaro”, em homenagem ao Patrono da Educação Brasileira. Na caminhada até o Congresso Nacional, a Esplanada dos Ministérios se tornou, também, e mais uma vez, o palco da luta de classe contra a corrupção e os maus governos.

 

“O estrago que Bolsonaro vem fazendo no Brasil prejudica 99% na população. O 1% que não é beneficiado com essa política de desmonte, de Estado mínimo, são os ricos: aqueles que ganham mais de R$ 68 mil por mês”, denuncia Rodrigo Rodrigues, presidente da Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF), uma das entidades organizadoras do protesto.

 

O sindicalista afirma que “todo mundo que depende de salário, que tem patrão ou que tem um negócio, mas precisa se dedicar diariamente a ele para poder sobreviver, está sendo prejudicado com a alta dos preços, o ataque aos serviços públicos, a privatização das estatais. Essa consciência de classe deve ser urgente para que a gente dê jeito no Brasil”.

 

Nas redes sociais, a hashtag #2OUTForaBolsonaro marcou o ato público popular. As pessoas também foram para as redes protestar. Os organizadores – CUT, demais centrais, frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, que integram a Campanha Nacional Fora Bolsonaro  –  afirmam que manifestações de massa, como a deste sábado, estão sendo realizadas desde maio deste ano e tem levado milhões de pessoas às ruas.

 

Em São Paulo, por exemplo, a manifestação lotou a Avenida Paulista. O presidente da CUT Brasil, Sérgio Nobre, anunciou novos protestos. O próximo está previsto para ocorrer no dia 15 de novembro. Confira as imagens do protesto em Brasília-DF.

 

 

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