Brincantes, brincadeiras e brinquedos populares: as infâncias resistem

(*) Por Aluízio Augusto Carvalho Santos

  Nas memórias dos brinquedos e brincadeiras da infância dos anos 1970/80, em Belém (PA), há uma especial, a dos brinquedos de miriti com que nossa mãe nos presenteava quando  retornava da procissão do Círio de Nazaré[1]. Encantava-me pela singeleza e possibilidades daqueles brinquedos, eram rói-róis, ratinhos, barcos, aviões, pássaros-na-comida e muitos outros que fizeram parte dos meus anos de infância.

Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há de ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor.

Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade.

Mas o que eu queria dizer sobre o nosso quintal é outra coisa. Aquilo que a negra Pombada, remanescente de escravos do Recife, nos contava. Pombada contava aos meninos de Corumbá sobre achadouros. Que eram buracos que os holandeses, na fuga apressada do Brasil, faziam nos seus quintais para esconder suas moedas de ouro, dentro de baús de couro. Os baús ficavam cheios de moedas dentro daqueles buracos.

Mas eu estava a pensar em achadouros de infâncias. Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros de infância.

Vou meio dementado e enxada às costas a cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos. […] (BARROS, 2008, p. 9).

 

            Ao escavar os vestígios da memória até os confins da infância, também reencontro o fazedor de brinquedos que nunca deixei de ser. Logo, precisamos compreender que no imaginário das crianças o brinquedo (objeto) e o brincar (ato) estão ligados. Assim a história, a cultura e as relações influenciam cada ciclo de desenvolvimento das nossas infâncias, mas se não entendermos a importância fundamental que o aspecto do brincar ocupa na vida das crianças e, principalmente, na educação infantil, fracassaremos em oportunizar tempos e territórios de profunda relação com suas situações imaginárias, como as que Manoel de Barros relata.

A responsabilidade de assegurar o direito ao brincar cabe às famílias, às(aos) educadoras/educadores, gestoras/gestores e à sociedade toda, inclusive no espaço escolar que, ainda, em alguns casos, deprecia o brincar, reduzindo a escola apenas ao tempo-espaço de transmissão de conteúdos.  E não é difícil encontrar escolas privadas que comercializam a educação como um “pacote de conteúdos” a serem testados ao final do ensino médio.

A construção de uma nova perspectiva, teórica e prática, para a infância, faz parte de um processo histórico, o que possibilitou compreender o brincar como essencial nesse período da vida humana, onde o tempo é nosso aliado e a criação é nossa companheira constante. Mas se o brincar e os brinquedos são tão importantes, é só proporcionar os objetos, o espaço e o tempo?

Considerando a história do brinquedo em sua totalidade, o formato parece ter uma importância muito maior do que se poderia supor inicialmente. Com efeito, na segunda metade do século XIX, quando começa a acentuada decadência daquelas coisas, percebe-se como os brinquedos se tornam maiores, vão perdendo aos poucos o elemento discreto, minúsculo, sonhador. Será que somente então a criança ganha o próprio quarto de brinquedos, somente então uma estante na qual pode, por exemplo, guardar seus livros separados dos livros pertencentes aos pais? Não há dúvida: em seus pequenos formatos, os voluminhos mais antigos exigiam a presença da mãe de maneira muito mais íntima; os volumes in quarto mais recentes, em sua insípida e dilatada ternura, estão antes determinados a fazer vista grossa à ausência materna. Uma emancipação do brinquedo põe-se a caminho; quanto mais a industrialização avança, tanto mais decididamente o brinquedo se subtrai ao controle da família, tornando-se cada vez mais estranho não só às crianças, mas também aos pais. (BENJAMIN, 2009, p. 91-92)

Assim, constatamos que o avanço da modernidade resultou no afastamento do brincar e do brinquedo como um processo doméstico de criação e confecção, que unia adultos e crianças, sendo substituído pelo consumo, reforçando a solidão e o individualismo imposto pelo tempo mecânico e vazio das fábricas, indústrias e comércios; dessa maneira, alcançando “as coisas” das crianças, em suas formas, tamanhos e pesos, adequando-se ao estilo de vida dos grandes centros urbanos.

O documentário Brinquedo Popular do Nordeste[2] (1977, cor, 25 min. DF), do diretor Pedro Jorge de Castro – curiosamente o primeiro filme dirigido por um residente da capital federal a ganhar o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – registra de forma direta  a relação dos brinquedos artesanais com a sociedade, filmando artífices em suas oficinas e as crianças se relacionando com esses brinquedos, e também registra como a massificação dos brinquedos se intensificou no Brasil a partir do final da década de 1970. Porém, ao direcionar o olhar da câmera fora dos eixos do racionalismo academicista e de teorias vazias, podemos acompanhar o percurso da experiência cultural em seu sentido amplo e profundo.

Na generosidade de Mestras e Mestres brincantes da cultura popular, encontramos a resistência contra-hegemônica da qual a infância faz parte e foi muito bem exemplificada no discurso apresentado pela professora estadunidense Angela Davis na Conferência Internacional sobre Crianças, Repressão e Lei na África do Sul (1987):

À medida que esta conferência se desenrolava, conhecemos experiências vividas por crianças que são inimaginavelmente mais terríveis do que qualquer coisa que a maioria dos adultos possa vir a enfrentar em toda a vida. Jovens de dezesseis anos vivenciam a prisão e a tortura com choque elétrico. Ainda assim, o menino que descreveu esse suplício em detalhes vívidos concluiu seu depoimento expressando o desejo de voltar ao seu país a fim de retomar sua participação na luta pela libertação de seu povo. Existe uma evidência incontestável de que há entre as crianças um espírito que se recusa a ser subjugado. (DAVIS, 2017, p. 96. O grifo é nosso.)

Carrinhos de lata ou de garrafa PET, manés-gostosos, rói-róis, ratinhos, traca-tracas… brinquedos populares e tradicionais, em sua maioria construídos com os restos e sobras do consumo dos adultos, são exemplos de como o momento da construção do brinquedo pode ser um momento brincante de encontro entre famílias ou educadores, esses brinquedos ainda encantam por apontar caminhos necessários para resistirmos e construirmos uma sociedade saudável e sustentável, para criarmos paradigmas distintos dos que orientam nossa sociedade atualmente.

Cada ciclo e faixa etária de desenvolvimento tem seus brinquedos e brincadeiras, apropriados, exemplo, é a brincadeira de esconde-esconde, que começa ainda no 0 ano de idade, com os adultos escondendo-se atrás de um lençol, porta, parede, etc… e vai ficando mais complexo com o passar dos anos, ganhando novas regras e espaços. Outro exemplo é o teatro de bonecos, que também pode começar cedo com objetos como a meia até a construção de uma empanada[3] cruzando a sala ou o quarto.

Podemos ampliar nossos entendimentos e incluir as cantigas de roda nas possibilidades, como nas músicas que acompanham e orientam brincadeiras como a de pular corda, os versos de a canoa virou pode render horas infindáveis de uma doce repetição que um dia poderemos encontrar no nosso baú de memórias, sejam com nossos pais ou com nossos filhos. Quem nunca se desafiou a criar versos para lengas-lengas como a velha a fiar “Estava a véia em seu lugar/Veio a ______ lhe atentar”, exemplos e possibilidades podem encher muitos manuais de brinquedos, porém alguns indagamentos ajudam a nos lembrar do quão é essencial a brincadeira: “de quê brinquei hoje com meu filho ou estudante?” “quais brincadeiras/brinquedos  eles gostam?” “o quanto sou brincante?”

José André dos Santos ou Mestre Zezito (1951-2006), iniciou a confecção e construção de brinquedos ainda muito cedo – com dez anos começou a produzir carrinhos com latas de sardinha – que foi se formando brincante e educador de tantas outras pessoas, e que também era artista circense, Palhaço Pilombeta, erguendo sua lona e formando a Companhia Circo, Boneco e Riso, que foi a escola e a casa de crianças, adolescentes e jovens em Águas Lindas de Goiás/GO, cidade periférica próxima a Brasília,  e referência para artistas do Distrito Federal:

Os diferentes tipos de brinquedos fabricados pelo mestre Zezito e seus aprendizes eram confeccionados a partir de material recolhido em lixos ou doados por pequenos comerciantes, e posteriormente estes brinquedos eram comercializados por preços bem abaixo do valor de mercado. Com o desenvolvimento da cidade, crescia o número de crianças e adolescentes em situação de risco. (SOARES, 2012, p. 25)

Foi reconhecido como Mestre por sua comunidade, artistas e educadoras/educadores descobriu muito cedo o valor do brincar; somente com o primeiro ano do ensino primário, não precisou realizar estudos acadêmicos para aprofundar-se nos brinquedos e brincadeiras fundamentais para crianças, adolescentes e jovens. Compartilhou seus saberes e fazeres, desenvolvidos laboriosamente na sua oficina que mantinha nos lugares onde residiu, formando outras pessoas que transmitem seus ensinamentos atualmente.   

Em 1997, no Distrito Federal, uma inovadora proposta aconteceu para aproximar o universo dos brinquedos populares e a educação. Mestre Zezito, em parceria com o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SINPRO/DF) organizou um curso de 80 horas intitulado “Confecção e Manipulação de Brinquedos Populares Tradicionais”, oferecido a professoras e professores da educação pública para auxiliá-las(os) a reconhecer a importância dos brinquedos populares como linguagem primordial das infâncias. Contudo, essa experiência que fomentou a criação e a produção de intervenções culturais e educativas entre educadoras/educadores é rara, tão rara quanto a inclusão do brincar nos planejamentos pedagógicos ou intencionalmente compartilhados em família.

Ao brincar e construir brinquedos, a criança lida e interage com aspectos sociais importantes, que não podem somente ser verbalizados e que têm significados múltiplos. Forças ancestrais são conectadas e memórias são acessadas.

Criar uma maneira diferente de docência requer ir além dos limites castradores, que são valorizados nas instituições de ensino, e transmitidos nos espaços de formação de professoras e professores. É necessário que os quinze minutos disciplinares do recreio sejam extrapolados para uma aceitação de que brincar é potente em si mesmo, necessita-se de educadoras e educadores capazes de serem afetados pelo prazer criativo que as crianças encontram na brincadeira. (SANTOS, 2017, p. 5)

Provisão, proteção e participação são aspectos que encontram ligação na brincadeira, e que foram legitimados no Brasil pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – (ECA) (BRASIL, 1990), logo, é um direito assegurado às crianças, aos adolescentes e aos jovens. Ao garantir o direito ao brincar estamos nos fortalecendo como sociedade e cumprindo nossas atribuições como educadoras/educadores e responsáveis. Portanto, a infância necessária para todos é a que tenha, além de casa, comida, carinho, saúde e educação, um tempo e um espaço de brincar garantidos. E cabe a cada um de nós, especialmente quando lidamos diariamente com as crianças, tentar romper com alguns paradoxos da infância, permitindo e favorecendo o brincar.

As mudanças necessárias à nossa sociedade não serão comercializadas em shoppings, grandes centros comerciais ou importadas de outros países, também não será a criação de mais teorias sobre o brincar atrás dos muros das universidades; provavelmente, para começarmos a trilhar o caminho dessas mudanças precisaremos olhar com mais empatia para as infâncias e para nossas Mestras e nossos Mestres da cultura popular, que ainda resistem com seus ensinamentos para verdadeiramente sermos uma Mátria mãe gentil!

 

Oficina de brinquedos e brincadeiras populares no Acampamento Marias da Terra, do MST (DF) em julho de 2019.

  (*) Aluízio Augusto Carvalho Santos –Palhaço, pesquisador e professor. Foi iniciado nas artes e culturas populares por mestres como Ary Para-raios, Mestre Zezito e tantos outros por mais de 25 anos de experiências nas comunidades com as quais conviveu.

Formado em Pedagogia, desde 2018, pesquisa as áreas da arte, educação, saúde, cultura e produção simbólica, representações dos imaginários e aprendizagem criativa, investigando as expressões artísticas das narrativas das crianças, suas fantasias e seus artefatos, idealiza e realiza cursos, oficinas e projetos que investigam uma pedagogia social contida nos imaginários e linguagens das infâncias.

Atualmente é professor de 4º ano de uma escola do campo e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Brasília (PPGE/UnB).

    * Fotos feitas pelo fotógrafo Bené França.

 

REFERÊNCIAS

BARROS, M. de. Memórias Inventadas. As infâncias de Manoel de Barros. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008.

BENJAMIN, W. História cultural do brinquedo. In: Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Editora 34, 2009.

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 13563, 16 jul. 1990. Disponível em:

 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8069.htm  Acesso em: 24 fev. 2021.

DAVIS, A. Crianças primeiro: a campanha por uma África do Sul Livre. In: Mulheres, cultura e política. São Paulo: Boitempo, 2017.

SOARES, D. O. Associação Castelinho Cultura Ninho dos Artistas: uma referência do trabalho cultural e social em Águas Lindas de Goiás. 2012. 45 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Teatro) – Instituto de Artes, Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

SANTOS, A. A. C. Tempo de brincar: reflexões sobre a brincadeira no ambiente escolar. Brasília: PIBIC/UnB, 2017.

[1] Manifestação religiosa e cultural celebrada no segundo domingo de outubro na cidade de Belém, do Pará.

[2] Disponível em: https://youtu.be/UkepUZNLyG8 . Acesso em: 24 jan. 2021.

[3] É o lugar onde os bonequeiros ficam para apresentar o teatro de bonecos.

O QUE VOCÊ SABE SOBRE A PEC 32/2020 ? PARTICIPE DA PESQUISA REALIZADA PELA CNTE

Uma das principais discussões no atual momento, ainda reúne muitas dúvidas e questionamentos entre todos(as). A proposta do governo federal apresenta uma série de mudanças desastrosas que inclui principalmente a precarização dos serviços públicos. 

Afinal, o que você sabe sobre a Reforma Administrativa? 

Com objetivo de compreender o que a sociedade  pensa sobre a PEC 32/2020, a CNTE lança uma pesquisa para entender se as graves alterações causadas pela proposta da reforma administrativa estão sendo entendidas pelo público.

Os(as) interessados, deverão acessar o link  e preencher o formulário digital de forma muito simples e prática. 

Entre, acesse e participe. Sua participação  é fundamental para combater os desmontes dos serviços públicos. 

 

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Sinpro-DF se une às 365 entidades contra educação domiciliar e assina manifesto

Trezentas e cinquenta e seis (356) entidades nacionais lançaram, na manhã desta sexta-feira (21), o  “Manifesto Contra a Regulamentação da Educação Domiciliar e em Defesa do Investimento nas Escolas Públicas” e organizam protestos em todo o País contra os projetos de educação domiciliar que tramitam no Congresso Nacional.

 

Além de participar dos protestos, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) também assina o manifesto público, que denuncia o risco que a educação domiciliar representa para o direito à educação pública e gratuita e cobra a urgente retomada de investimentos nas escolas públicas.

 

“A regulamentação da educação domiciliar (homeschooling) é apontada como fator de extremo risco para o direito à educação pública, gratuita e de qualidade no País como uma das garantias fundamentais da pessoa humana”. É o que afirmam 356 instituições acadêmicas, entidades sindicais, organizações e redes de educação e de defesa dos direitos humanos e entidades religiosas que assinam o documento.

 

Confira o Manifesto

 

Em matéria publicada no seu site, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) informa que as entidades signatárias são contrárias aos Projetos de Lei de regulamentação da matéria presentes no Congresso Nacional, ao texto original e aos apensados, bem como à proposta de substitutivo ao PL 3.179/2012, elaborada pela deputada Luísa Canziani, texto que reforça em vários aspectos o PL 2.401/2019, apresentado pelo governo Bolsonaro ao Parlamento, e acrescenta outros pontos controvertidos.

 

No Manifesto, as entidades também expressam grande preocupação com a tentativa de acelerar a votação do projeto de Lei 3.262/2019, com base em um texto extremamente problemático: mais um risco à garantia do direito à educação no país. Atualmente, a Lei Penal, em sintonia com preceitos constitucionais, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB e com o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, prevê o crime de abandono intelectual aos pais que não mandarem seus filhos à escola. O Projeto de Lei 3.262/2019 visa descriminalizar a ausência de matrícula escolar de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos para famílias que adotarem a educação domiciliar. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados está prestes a votar o PL, remetendo-o diretamente ao plenário da Casa.

 

No documento, as entidades afirmam as diversas razões pelas quais são contrárias à educação domiciliar no país. Entre elas, que essa forma de ensino fere o direito de crianças e adolescentes à convivência social e ao acesso a conhecimentos científicos e humanísticos, mesmo que estes confrontem doutrinas religiosas e políticas defendidas por suas famílias. Chamam a atenção que a regulamentação do homeschooling vai contribuir para o desmantelamento da política de educação inclusiva de estudantes com deficiência em escolas regulares.

 

Além disso, a escola pública cumpre importante papel na segurança alimentar de crianças e famílias de baixa renda e na denúncia de casos de violência doméstica e sexual, em especial contra meninas, mulheres e adolescentes LGBTI+. Destacam que a educação domiciliar desresponsabiliza o Estado pela garantia do direito à educação, ao mesmo tempo em que onera os cofres públicos com novas demandas de fiscalização e avaliação não previstas, sendo assim, inconstitucional.

 

Demandas da educação

As entidades apontam que há uma tentativa de acelerar a votação ao mesmo tempo em que a política educacional vem sofrendo inúmeros cortes orçamentários, ataques por parte do governo Bolsonaro e esvaziamento completo do Plano Nacional de Educação, lei aprovada pelo Congresso em 2014 que estabelece metas para a melhoria da oferta educacional até 2024.

No contexto da maior crise humanitária vivida pelo país nas últimas décadas, as secretarias de educação estão desamparadas financeiramente para planejar e implementar o ensino remoto com tecnologias, o retorno às aulas presenciais, o enfrentamento da evasão escolar e o apoio aos estudantes de famílias de baixa renda.

Entre as demandas ecoadas pelas entidades no Manifesto, constam: a vacinação dos profissionais da educação, a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) e demais condições de segurança sanitária. As escolas precisam de conectividade universal e gratuita para estudantes e profissionais da educação, pois o ensino híbrido deverá se manter no pós-pandemia.

 

Votação do PL 3.262/2019 e mobilização

A votação do projeto que regulamenta o homeschooling está prevista para a próxima terça-feira (25) na Câmara dos Deputados. As entidades signatárias do Manifesto vão promover mobilizações nas redes sociais para denunciar os problemas deste PL, além de cobrar dos parlamentares prioridade para a aprovação de leis que garantam efetivamente o direito à educação.

 

Com  reprodução de matéria da CNTE

 
 

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NOTA DE PESAR- CARLA CAMARGOS

É com muita tristeza que o Sindicato dos Professores no Distrito Federal -Sinpro-DF, vem a público noticiar o falecimento da nossa querida companheira de luta Carla Camargos, professora que desde 2005, fazia um belíssimo trabalho dentro da educação pública do Distrito Federal e atualmente estava como professora no Centro de Educação Infantil 01 de Ceilândia – CEI 01.

Após lutar incansavelmente pela vida com a mesma garra que lutava pela categoria magistério, Carla Camargos de 42 anos, faleceu hoje (21), sendo mais uma vítima da Covid-19. Além da perda, a professora deixará muitas saudades entre amigos, familiares e estudantes.

Mais do que nunca, é preciso urgência no calendário de vacinação para toda população do Distrito Federal. Desde que teve início, a pandemia da Covid-19 já interrompeu só no Distrito Federal mais de 8.422 óbitos.

O velório será hoje (21), a partir das 14h na capela 5 do Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. O sepultamento será às 16h30.

A Educação está de luto.

Carla Camargos, presente !!!

 

Na CPI da Pandemia, ex-ministro Pazuello culpa governo do AM pelo colapso e livra Bolsonaro

A CPI da Pandemia da Covid-19 termina sua primeira semana de trabalhos com o depoimento do ex-ministro general Eduardo Pazuello, que fecha a série de depoimentos dos Ministros da Saúde. Esta é a segunda matéria da série do Sinpro-DF sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia da Covid-19 que tem o objetivo investigar a atuação da gestão do governo federal e de governos locais ao longo da pandemia do novo coronavírus.

O Presidente da República tem acusado os governadores e prefeitos de responsáveis pela falta de política nacional de combate à pandemia. Na CPI, busca-se também verificar a responsabilidade dos ministros pelo caos sanitário no Brasil. Para esclarecer a situação, um dos depoimentos mais esperados, é o do ex-ministro Pazuello começou na quarta-feira (19) e continua nesta quinta-feira (20).

Com mais de 20 senadores na filha de perguntas, a CPI retomou o depoimento do general da ativa e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Nesta quinta, o general declarou que a responsabilidade pela falta de oxigênio hospitalar em Manaus foi da empresa fornecedora, a White Martins, e da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas.

Habeas corpus e fuga das responsabilidades criminais

Embora tenha comparecido com advogado e Habeas Corpus (HC) concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que o resguarda de responder perguntas que podem produzir provas contra ele mesmo e de ser preso por proferir mentiras durante seu depoimento, o ex-ministro respondeu a quase todas as perguntas do colegiado tanto na quarta quanto na quinta.

A sessão de quarta-feira (19) foi interrompida por causa da convocação de Plenário pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e também por causa de um mal-estar que o ex-ministro sentiu enquanto esperava o retorno da reunião da CPI. Os senadores o acusam o tempo todo, durante seu depoimento, de ele não ser uma testemunha colaborativa e que usa a prolixidade para desviar suas respostas das perguntas.

Se, por um lado, a todo minuto, os senadores pedem a ele para ser objetivo. Por outro, a imprensa observa que ele tenta criar um novo discurso para defender e isentar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) da culpa pelas mais de 440 mil mortes de brasileiros por Covid-19 em apenas 14 meses de pandemia e continua com a mesma política de não combate à preste mundial.

No Instagram, a jornalista Renata Lo Prete esclareceu: “Você ouviu o Pazuello aí: ‘Uma posição de Internet, um jargão colocado para discussão na Internet’. Palavras dele. Parece brincadeira, mas presta atenção porque nós vamos ouvir essas coisas assim de novo. Vem aí uma tentativa de sugerir que uma coisa é o Bolsonaro das redes sociais, das frases intempestivas e, outra, é o que o governo fez e deixou de fazer. Isso é busca de proteção jurídica, fuga de eventuais responsabilidades criminais. Simples assim. E do mesmo jeito que outras coisas que o general disse hoje [quinta-feira, 20], não resistem ao teste da realidade”. Clique aqui e confira o vídeo.

No entendimento da jornalista, “essa estratégia de se criar uma falsa dicotomia entre um Planalto de “redes sociais” e um Planalto “institucional” é algo realmente digno desse governo desvirtuoso”, declarou.

Contradições e declarações que incapazes de se manter em pé

Juristas, observadores e outros especialistas que têm acompanhado os depoimentos da CPI da Pandemia têm declarado após a primeira parte do depoimento, que, por mais que Pazuello tenha treinado para enfrentar os senadores na CPI, a narrativa apresentada pelo ex-ministro está cheia de contradições e é incapaz de se manter de pé.

O G1 apresentou um link em que compara as declarações do general Pazuello na CPI com a sua gestão no Ministério da Saúde. Clique no título para acessá-la: Pazuello na CPI da Covid: compare as falas do ex-ministro com o que ocorreu na gestão dele

Na quarta-feira, por exemplo, ao ser questionado sobre se o Presidente da República exercia qualquer tipo de influência nas decisões da Pasta, Pazuello respondeu que Bolsonaro nunca lhe deu ordens diretas para que alterasse qualquer conduta de sua gestão. Ele negou a existência de um suposto “Ministério da Saúde Paralelo”, que seria responsável por orientar a política de enfrentamento à Covid-19, e disse que cabia a ele responder sobre os assuntos da Saúde quando ocupava o cargo de ministro.

Diferentemente das declarações dos médicos e ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, o general três estrelas também afirmou que não havia qualquer influência dos filhos políticos do presidente Bolsonaro no ministério e que jamais recebeu ordens de Bolsonaro para ampliar o uso da hidroxicloroquina. 

A recusa em comprar vacinas

Outro questionamento muito esperado foi acerca da demora em responder às ofertas de aquisição da vacina da Pfizer, principalmente porque a resposta de Pazuello ocorre depois do depoimento do gerente-geral da empresa na América Latina, Carlos Murillo, que detalhou à CPI que tentou vender, sem sucesso, 70 milhões de doses do imunizante ao governo brasileiro em seis ocasiões diferentes durante o ano de 2020.

O ex-ministro disse que o negócio não foi concretizado porque considerou que o preço das doses era caro e que a quantidade era pequena para os primeiros meses e citou cláusulas do contrato que não agradavam o governo brasileiro. Pazuello destacou que manteve o Presidente da República informado o tempo todo sobre as negociações.

A CPI também queria saber vários episódios que marcou a tragédia brasileira com a Covid-19 nos meses em que o general foi o Ministro da Saúde. Uma delas era sobre CovaxFacility, um mecanismo apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para impulsionar o desenvolvimento e a distribuição das vacinas.

Ao ser indagado sobre a CovaxFacility, Pazuello ressaltou que optou por comprar a quantidade mínima de doses porque o contrato apresentava “riscos” e não havia cronograma nem garantia de entrega. No episódio que envolveu a aquisição da vacina CoronaVac, produzida no Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, o general negou que Bolsonaro tivesse mandado desfazer qualquer acordo de intenção de compra da vacina.

No entanto, em outubro de 2020, o Ministério da Saúde chegou a anunciar um acordo para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, mas desistiu do mesmo depois que o presidente declarou publicamente que não compraria a vacina da China.

 

Colapso do sistema de Saúde de Manaus

Um dos momentos mais quentes do depoimento de quarta (19) foi a discussão envolvendo o colapso do sistema de saúde pública em Manaus, quando centenas de milhares de pessoas faleceram por falta de oxigênio para o tratamento da Covid-19. Ao ser indagado, Pazuello respondeu que o estoque de oxigênio hospitalar na cidade ficou negativo durante apenas três dias, em janeiro, mas foi duramente confrontado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), que afirmou que o ex-ministro estava mentindo declaradamente e que a carência do insumo durou mais de 20 dias.

Dentre outros momentos de tensão, o ex-ministro declarou à CPI que que as autoridades do Amazonas só o informaram acerca da falta de oxigênio em 10 de janeiro. Mas essa informação foi desmentida pelo próprio presidente da comissão, Osmar Aziz (PSD-AM) que mostrou um ofício enviado pela Advocacia-Geral da União (AGU) ao STF, em janeiro, que afirma que o governo federal sabia do “iminente colapso do sistema de saúde” do Amazonas dez dias antes de a crise estourar.

O cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Cláudio Couto, disse à imprensa que a atuação do ex-ministro Pazuello na CPI deixou evidente que ele passou por um treinamento para poder participar da comissão. “As respostas foram formuladas de forma cuidadosa do ponto de vista da implicação judicial. Isso é o que justificaria o adiamento do depoimento inicial, que estava marcado para o dia 5 de maio”, disse.

Para o professor da FGV, mesmo com o treinamento, o ex-ministro não consegui evitar várias quedas e contradições, como, por exemplo, ao falar que não houve qualquer tipo de ordem do Presidente da República para não comprar a vacina CoronaVac, que pode ser comprovada pelas próprias declarações de Jair Bolsonaro na época.

Até o fechamento desta segunda matéria da série do Sinpro-DF “CPI da Pandemia”, o general Pazuello ainda prestava depoimento à CPI.

Confira, a seguir, a primeira matéria

Sinpro-DF inicia série de matérias sobre a CPI da Pandemia e a falta de vacinação

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

Sinpro-DF inicia série de matérias sobre a CPI da Pandemia e a falta de vacinação

Desde 2020, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) atua, diuturnamente, cobrando a vacinação em massa dos profissionais da educação nos grupos prioritários, e da população em geral, bem como a adoção de medidas sanitárias para preparar as mais de 680 unidades escolares da rede pública de ensino do Distrito Federal para o retorno presencial.

Somente agora o Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou o início da vacinação dos(as) professores(as), mas há o risco de ficar sem vacina até para completar o ciclo em cada pessoa que já tomou a primeira dose por falta do imunizante que o governo federal deixou de comprar. Desde o ano passado também, o Sinpro-DF realiza diversas campanhas em defesa da vacinação e do retorno às aulas presenciais somente após essa imunização total e essa adequação das escolas às medidas sanitárias.

A situação atual na educação é consequência da falta de política pública de combate à pandemia do novo coronavírus. A gestão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) dessa crise é tão grave que, apesar de exemplos de países que investiram os recursos financeiros públicos e conseguiram amenizar o número de mortes e de infecções, o Brasil chegou ao quinto mês de pandemia com mais de 100 mil óbitos por Covid-19.

Uma das atitudes mais graves foi a de não comprar vacinas suficientes para imunizar a população. A decisão de Bolsonaro de adotar a imunidade de rebanho até as últimas consequências fez com os três primeiros meses de 2021 tivessem mais mortes por Covid-19 do que todo o ano de 2020. Nesta quarta-feira (19/5), com dados de terça-feira (18), o Brasil já registra 440 mil mortes de Covid-19 e mais de 15 milhões de infecções pelo novo coronavírus.

Várias escolas que retomaram as aulas presenciais este ano, por causa de medidas inconsequentes de vários governos estaduais estimulados pelo governo federal, tiveram de retomar as aulas virtuais por causa do número elevado de mortes e infecções de professores e de estudantes. O caos sanitário e a falta de vacinação em massa impedem qualquer unidade federativa de retomar as aulas presenciais, o que deixa centenas de estudantes no prejuízo porque não existe também política e investimento públicos na inclusão digital dos estudantes pobres.

 

CPI da pandemia da Covid-19

 

Assim como a educação está presa a uma situação caótica pela falta de combate à pandemia, estão também outros setores da vida o País. A situação é tão grave que o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu ao pedido dos senadores do partido político Cidadania, Alessandro Vieira (SE) e Jorge Kajuru (GO), e determinou ao Senado Federal a instalação, imediata, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia da Covid-19.

A CPI da Pandemia da Covid-19 foi instalada no dia 4 de maio com Omar Aziz (PSD-AM), como presidente do colegiado; Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente; e, Renan Calheiros (MDB-AL), relator. Desde então, a CPI já ouviu os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich; o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres; o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; o ex-chefe da Secom, Fábio Wajngarten; e o atual gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo.

Nesta quarta-feira (19), está sendo ouvido o também ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello. A previsão é de ouvir: 20 de maio – secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro; 25 de maio – presidente da Fiocruz, Nísia Trindade; 26 de maio – presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas;27 de maio – presidente da União Química, que tem parceria com a Sputinik V, Castro Marques. Com possibilidade de mudanças.

A CPI da Pandemia foi criada para apurar ações e possíveis omissões do governo federal durante a pandemia da Covid-19. Os repasses da União feitos para estados e municípios também estão na mira dos parlamentares. O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, declarou, em abril, ao determinar a abertura da CPI, que “o perigo da demora está demonstrado em razão da urgência na apuração de fatos que podem ter agravado os efeitos decorrentes da pandemia da Covid-19”.

Segundo ele, a Constituição prevê três requisitos para instalação de CPI e todos “parecem estar presentes”. São eles: assinatura de um terço dos senadores; indicação de fato determinado a ser apurado; e definição de prazo certo para duração.

A partir desta quarta-feira (19), com esta matéria explicativa e uma segunda matéria sobre o depoimento do ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello, uma breve série de matérias sobre a CPI da Pandemia da Covid-19.

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

Festival de Teatro e Educação para a Infância começa domingo, 23

O 1° Festival de Teatro e Educação para a Infância do DF (Festae) é o primeiro festival com foco na infância produzido em Samambaia, e contemplará em sua programação o teatro e a arte-educação. As atividades formativas do Festival são dirigidas a professoras e professores da rede pública da região de Samambaia, para que possam levar para a sala de aula novas opções pedagógicas de ensino e aprendizagem por meio da arte.

Com a situação de pandemia, o projeto, que seria prioritariamente presencial, precisou se adaptar ao formato híbrido. Através da ocupação do Complexo Cultural Samambaia (CCS), será possível transmitir ao público diferentes atrações através do canal do CCS no Youtube. Cada espetáculo ficará disponível por 24 horas.

O público-alvo das apresentações são crianças, jovens e educadores da rede pública do DF, e as transmissões serão realizadas através de parceria com as instituições. Já as oficinas são oferecidas para os profissionais da educação a partir de convite direto às escolas, e será aberta também a outros interessados no tema. Todas as oficinas são gratuitas e terão 2 horas de duração, criando acessibilidade aos educadores e educadoras interessados, e serão oferecidas pela plataforma de videoconferência Google Meet.

A abertura do festival terá palestra de Lydia Hortélio, artista de Salvador com trabalho e pesquisa expressivos no estado da Bahia. Seu trabalho enfatiza a importância daquilo que é lúdico e pertencente ao povo. Ao lado de mestres e mestras, Lydia registrou histórias de tantas manhãs, cantorias de belezas genuínas e um elemento essencial: o saber ver. A palestra de abertura será transmitida ao vivo também pelo canal do CCS no youtube, acompanhada de interpretação em libras.

O festival é produzido por atrizes e atores da cena brasiliense, que também são educadores e produtores de cultura. Na criação do Festae, a V4 Cultural, que tem à frente o ator, produtor e gestor cultural Pedro Caroca, é parceira da Cia Rainha de Copas, representada pela atriz e educadora Marília Cunha e pela atriz e produtora Nadja Dulci. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). Veja a programação abaixo.

PROGRAMAÇÃO FESTAE

23/05 (DOMINGO) – Abertura do Festival com palestra “De onde vem aquela menina”, com Lydia Hotélio (Salvador/ BA).

Horário: 16h

24/05 (SEGUNDA) – Exibição do espetáculo “João, Joãozinho, Joãozito”, da Cia Rainha de Copas. O espetáculo é baseado na obra homônima de Claudio Fragata e conta a história do menino introspectivo que vive no interior das Minas Gerais, que ama os livros e veio a se tornar um dos mais célebres escritores brasileiros João Guimarães Rosa.

Horário: 10h e 15h (disponível no canal por 24h). O bate papo com artistas será às 19h.

25/05 (TERÇA) – Exibição do espetáculo “A História do Balão Vermelho” do Grupo de Teatro Celeiro das Antas. A obra, com técnicas de palhaçaria, conta a aventura de um balão vermelho, inseguro e inquieto, que desconhece que pode voar. Com toda sua pureza e ingenuidade, parte em busca da realização de um sonho e faz com que sua própria história aconteça.

Horário: 10h e 15h (disponível no canal por 24h). O bate papo com artistas será às 19h.

26/06 (QUARTA) – Exibição do espetáculo “Brasília, Brinquedo de Ler”, da Duo Brinquedo. A obra mistura teatro, poesia, designer e arquitetura, convidando o público a conhecer tudo que pensamos sobre a cidade de Brasília para nos despertar a imaginar um pouco mais. Inspirado no projeto arquitetônico de Lúcio Costa, na história da construção da capital e o cenário atual.

Horário: 10h e 15h (disponível no canal por 24h). O bate papo com artistas será às 19h.

27/05 (QUINTA) – Exibição do espetáculo “Benedito, Abençoado e Benzido”, do Mamulengo Fuzuê. Enfrentando os desmandos do Capitão João Redondo, que tudo quer comprar e dominar com seu dinheiro e poder, Rosinha, Benedito e o Boizinho Fuzarca lançam mão de muita esperteza para fugir de perigos representados pela fantástica Cobra Anaconda.

Horário: 10h e 15h (disponível no canal por 24h). O bate papo com artistas será às 19h.

28/05 (SEXTA) – Exibição do espetáculo “Bendita Dica”, da Cia Burlesca. O espetáculo com atores e bonecos em cena utiliza entre as manipulações a técnica japonesa Bunrako. Ela narra liricamente a história de Benedita Cipriano Gomes, mais conhecida como Santa Dica, uma mulher guerreira que construiu uma sociedade baseada nos princípios da coletividade e solidariedade na cidade de Lagolândia/GO, entre as décadas de 20 e 30.

Horário: 10h e 15h (disponível no canal por 24h). O bate papo com artistas será às 19h.

29/05 (SÁBADO) – Oficinas Artísticas

10h às 12h – Inaugurando um novo olhar Celeiro das Antas – O do Grupo de Teatro Celeiro das Antas propõe a Oficina Inaugurando um Novo Olhar, com enfoque sobre a construção de bonecos a partir de objetos cotidianos resultado do processo de montagem do espetáculo “A História do Balão Vermelho”.

14h às 16h – O Brinquedo e Brincadeira Mamulengo Fuzuê – Mamulengo Fuzuê fará a Oficina O Brinquedo e a Brincadeira. A oficina pretende ser um lugar de troca e aprendizado sobre o folguedo da Cultura Popular Brasileira, o universo do Teatro de Mamulengo abordando um pouco da história do teatro de bonecos no Brasil e a estrutura da Brincadeira de Mamulengo no que diz respeito a musicalidade e personagens tradicionais.

17h às 19h – Brinquedos Poéticos/ Duo Brinquedo – Na oficina, Duo Brinquedo desdobra as poéticas do espetáculo “Brasília, brinquedo de ler” em um novo convite: reprojetar Brasília numa brincadeira de bagunçar as estruturas da cidade com os próprios objetos, fúrias e paixões. Os oficineiros são os artistas Gabriel Guirá e Ana Flavia Garcia.

30/05 (DOMINGO) – Oficinas Artísticas

10h às 12h – Brincadeiras Tradicionais/ Cia Rainha de Copas – A Cia Rainha de Copas oferecerá a Oficina Brincando com João, que tem como objetivo juntar a brincadeira tradicional que de alguma forma já faz parte do repertório da criança, com a Pedagogia Griô com a intenção de privilegiar os saberes e fazeres tradicionais já existentes no imaginário do educador.

14h às 16h – Contação de Histórias/ Cia Burlesca – A Cia Burlesca irá ministrar a Oficina de Contação de Histórias. Nela serão abordados conteúdos como valores contidos nas histórias, técnicas de narrativa, interpretação, elementos para narração, preparação e apresentação de histórias e recursos artísticos.

FICHA TÉCNICA:
Coordenação Geral: Marilia Cunha, Nadja Dulci e Pedro Caroca
Coordenação Pedagógica: Marilia Cunha
Coordenação de Produção: Nadja Dulci
Gestão Cultural: Pedro Caroca – V4 Cultural
Produção: Julie Wetzel
Artista gráfico e Gestão de Mídias sociais: Gabriel Guirá
Assessoria de Imprensa: Josuel Junior
Agradecimentos: Suellen Sousa

Link do Canal do Complexo Cultural Samambaia: https://www.youtube.com/channel/UCd73t8KQXD5pdBv9ZK97g5g
Siga o projeto nas redes:
@festae

Webinário debaterá contribuições do feedback para as aprendizagens, nesta terça (18)

A Coordenação de Integração das Licenciaturas (CIL) da Diretoria de Planejamento e Acompanhamento Pedagógico das Licenciaturas (DAPLI/DEG) da Universidade de Brasília convida para Terças – Formação Docente na UnB. O evento contará com a participação do Prof. Dr. Cleyton Gontijo, do Departamento de Matemática – MAT/UnB, no webinário Avaliação: contribuições do feedback para as aprendizagens, o caso da Matemática, no dia 18 de maio de 2021, das 17h às 18h, pelo Canal UnB+Educação no youtube.

Na ocasião, será colocado em debate o papel das avaliações na promoção do sucesso de todos os estudantes. Para isso, serão discutidos os desafios, as limitações e os benefícios que acompanham a avaliação formativa em sala de aula, com um olhar particular para o feedback, problematizando princípios, objetivos, tradições, instrumentos e procedimentos da avaliação, tendo a matemática como um campo de exemplificação.

A transmissão se dará pelo link: https://youtu.be/pXzHk7Nx2zs. Haverá emissão de declaração aos participantes.

Sinpro-DF convida o Coletivo de Mulheres Educadoras para reunião na terça (18/5)

O Sinpro-DF realiza, na terça-feira (18/5), às 16h30, reunião do Coletivo de Mulheres Educadoras. A pauta é: Mulheres educadoras contra a reforma administrativa. A reunião virtual será realizada pela plataforma Zoom e o objetivo é organizar a luta das mulheres educadoras contra a reforma administrativa.

 

A reunião conta com a participação de Vera Miranda, gestora social, assessora política do Sisejufe e assessora técnica em planos de carreira e haverá uma exposição sobre o impacto da reforma administrativa na vida das mulheres, além de outras atividades e discussões. Para participar, as interessadas devem pedir o link da reunião à Vilmara do Carmo pelo telefone (61) 999279-6282; Ruth Brochado, (61) 99995-9049; ou Mônica Caldeira; (61) 99163-7722.

 

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NOTA DE PESAR – JUSSARA XIMENES DE OLIVEIRA


É com muita tristeza que o Sinpro-DF informa o falecimento de Jussara Ximenes de Oliveira. Professora de história no CED 14 de Ceilândia, ela faleceu em casa, nesse domingo (16/5). A causa da morte foi Covid-19. O velório, restrito à família, será, nesta segunda-feira (17), a partir das 15h30. O Sinpro-DF presta toda a solidariedade aos(às) familiares, amigos(as), colegas e estudantes neste momento de dor e lembra que a professora Jussara poderia estar viva se tivesse recebido as duas doses da vacina contra a Covid-19.

Ela é mais uma vítima da política negacionista, subalterna aos EUA e ao sistema financeiro e de um genocídio perverso que segue livremente, sem a punição dos responsáveis. A cada professor/a que morre vítima deste crime, o Sinpro-DF cobra do Governo do Distrito Federal (GDF) a prioridade da categoria na vacinação e vacina para toda a população do DF. Também reforça o alerta de que, enquanto estamos no caos e nesta falta de gestão pública da pandemia, nós mesmos/as é que temos de nos cuidar para não contrairmos uma doença cuja letalidade é imprevisível.

A única maneira de não nos infectarmos é com isolamento e distanciamento sociais, uso correto da máscara (cobrindo nariz e boca e ajustada à face: todo o oxigênio deve entrar pela máscara), e, quando não tiver água e sabão para lavar as mãos, usar o álcool em gel 70%. E é fundamental não participar de eventos e aglomerações. Ainda não é hora de reuniões familiares e muito menos aglomerações em festas, lojas, eventos e ruas, parques etc. Além disso, é essencial que, em 2022, seu voto seja dado a quem se preocupa com a vida e não a quem tem morte como política pública para a população.

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