17 de maio | Dia Nacional e Internacional de Luta contra a LGBTfobia

O dia 17 de maio, Dia Nacional e Internacional de Luta contra a LGBTfobia, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como dia para refletir, compreender e lutar contra a os mecanismos de propagação e manutenção da LGBTfobia. A data marca a retirada, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID).

 

De lá para cá, todas as conquistas no sentido da inclusão e do combate ao preconceito e à violência foram vitórias da luta da população LGBTQIA+ organizada. No entanto, ainda falta muito para a conquista de uma sociedade igualitária, livre de discriminação, exclusão e violência. E, neste momento, em que as forças reacionárias comandam o alto escalão do poder político federal, tendo como principal representante um presidente homofóbico, preconceituoso, negacionista e autoritário, essas forças buscam interromper e até reverter as conquistas já estabelecidas.

 

Em 2016, um decreto da então presidenta Dilma Rousseff (PT) normatizou o uso do nome social das pessoas trans pelos órgãos e entidades da Administração Pública federal direta, autárquica e fundacional. Em 2019, o STF enquadrou a homofobia e a transfobia na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989) até que o Poder Legislativo edite lei sobre a matéria. Ao mesmo tempo, embora haja iniciativas, essas pautas têm muita dificuldade de avançar num Congresso Nacional composto, majoritariamente, por homens brancos, ricos e heterossexuais, que sempre se beneficiaram e se beneficiam da intolerância, da exclusão e da marginalização da população LGBTQIA+.

 

Com a pandemia, a situação de isolamento social e também a condição de desemprego intensificou problemas de ordem emocional, social e econômico. Todas são questões que atingem de forma especial a população LGBTQIA+, podendo levar a um aumento dos casos de violência. Por exemplo, estatísticas mostraram que aumentou, nesse período pandêmico, o número de assassinatos de pessoas trans.

 

Ensinar a igualdade

 

Como disse Nelson Mandela, se as pessoas podem aprender a odiar, elas também podem ser ensinadas a amar. Por isso é tão importante que essa luta também tenha lugar no ambiente escolar. O Sinpro-DF defende um sistema educacional laico, democrático e inclusivo, que combata o preconceito e a discriminação, e onde todas e todos os estudantes possam encontrar um espaço de acolhimento, formação da cidadania e o respeito às diferenças.                                                                                                                                                                                

Buscando contribuir para esse caminho de igualdade, o Sinpro e a CUT-DF convidam profissionais da Educação e toda a comunidade escolar a participar do debate Pelo direito de ser (Na escola e no trabalho), para discutir os desafios da escola e do mundo do trabalho na construção da igualdade. A atividade será transmitida ao vivo pela TV Comunitária a partir de 19h, e faz parte do dia de luta contra a LGBTfobia.

 

Os debatedores serão os professores Leonardo Café, mestre em Linguística pela UnB e formador no núcleo de diversidades da EAPE; João Macedo, coordenador do coletivo LGBT da CUT-DF; e Ana Cristina Machado, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF.

Em Assembleia Geral, professores aprovam moção de solidariedade e ato público pelo fim do massacre palestino

A diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) informa que a Assembleia Geral da categoria, realizada nessa quinta-feira (13) aprovou, por ampla maioria (87% dos participantes), uma moção de solidariedade ao povo palestino e a realização de um ato público em frente à Embaixada da Palestina, em Brasília, neste sábado (15), a partir das 10 horas.

 

A diretoria alerta a quem for participar, usar máscara, levar álcool em gel 70%, manter distanciamento e evitar situações de risco de contágio pelo novo coronavírus.

 

A situação da Palestina é consequência das ações de países imperialistas, como as dos Estados Unidos da América (EUA), que mantêm uma ingerência terrorista e massacrante em todos os países em desenvolvimento e subdesenvolvidos do mundo para se apropriar das riquezas naturais que lhes interessam para se manterem hegemônicos, bem como do patrimônio e Orçamento públicos para se manterem ricos. A quem luta pela soberania e desenvolvimento do seu próprio país, os EUA massacram.

 

É o caso da Palestina. Na moção, o Sinpro-DF explica o que está acontecendo. “Tomamos conhecimento do apelo do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AcIT) que denuncia o violento ataque do Estado de Israel contra o povo palestino: “Conclamamos a todas as organizações operárias e democráticas a apoiar a luta legítima do povo palestino, a denunciar a violenta repressão ao Estado de Israel.”

 

O ato público será realizado, neste sábado (15), às 10h, em frente à Embaixada da Palestina.

 

Confira, a seguir, o texto da moção

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

 

Tomamos conhecimento do apelo do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AcIT) que denuncia o violento ataque do Estado de Israel contra o povo palestino “Conclamamos a todas as organizações operárias e democráticas a apoiar a luta legítima do povo palestino, a denunciar a violenta repressão ao Estado de Israel.”.

 

Está em curso uma rebelião popular palestina contra as forças de ocupação de Israel na faixa de Gaza e na Cisjordânia expressando da resistência das famílias, da população às ameaças de despejo que atendem às demandas dos colonos, que consideram ter um direito eterno de propriedade sobre as casas da localidade de Sheik Jarrah!

 

A noite de 10 de maio foi marcada por dezenas de manifestações, de motins em várias cidades e vilas da Galiléia (Al Jalil). A cidade de Haifa foi esquadrinhada pela polícia. Um manifestante foi morto pela polícia israelense em Lod, perto de Tel Aviv. Na Cisjordânia, as manifestações de apoio em Jenin e Ramallah foram reprimidas pela Autoridade Palestina.

 

As manifestações são reprimidas com violência, mas a mobilização não recua. A polícia israelense usa balas de borracha, gases tóxicos, canhões de água podre, granadas de choque. Sexta e sábado, a revolta foi massiva.

 

O Departamento de Estado dos EUA acaba de apelar “à Palestina e Israel para diminuir a escalada”, como se não fosse responsabilidade unicamente de Israel o que acontece. Ademais, os Estados Unidos vetaram no Conselho de Segurança da ONU uma condenação, ainda que apenas formal, dos ataques criminosos de Israel.

 

Nós nos solidarizamos ao povo palestino que luta por sua autodeterminação e denunciamos a ação violenta e repressiva do Estado de Israel.

 

ASSEMBLEIA DO SINDICATO DOS PROFESSORES NO DISTRITO FEDERAL

Brasília, 13 de maio de 2021.

Distrito Drag realiza ato político-cultural neste sábado 15

Neste sábado (15/5), o Distrito Drag realizará ato político-cultural para divulgar os recursos arrecadados com as vendas do Calendrag 2021. A transmissão será a partir das 19h, pelo canal da entidade no Youtube, e pode ser acessada pelo link https://www.youtube.com/watch?v=4b6iMeo5YsY

A organização do ato promete bate-papos, performances e muita diversão para a atividade, que contará com a participação de diversas entidades da sociedade civil, entre elas o Sinpro-DF.

Calendrag
O Calendrag é um dos projetos realizados pelo Distrito Drag, coletivo de artistas transformistas que visa à produção, circulação e difusão das manifestações culturais e artísticas de pessoas LGBTI+ e a defesa dos Direitos Humanos. Neste projeto, reúnem-se drags, profissionais da fotografia e instituições apoiadoras para elaborar um calendário que ultrapassa o ensaio fotográfico, expressando-se com um espaço de afeto e manifestação artístico-cultural.

O último Calendrag foi o de 2021, lançado no dia 25 de novembro de 2020. Nesta edição, a 4ª da história, foi adotado o tema o tema “música brasileira”. Em todas as edições, o grupo procura refletir, através da fotografia, “sobre temas contemporâneos da sociedade brasileira a partir do campo da arte, dando visibilidade às diversas identidades da arte transformista e se constituindo como uma peça fundamental para a construção de uma crítica à realidade brasileira”, como explicam as/os organizadores.

Saiba mais sobre o Calendrag e veja as edições do projeto em https://bit.ly/3uRcXzA

 

 

 

Dia 13 de maio e a falsa abolição: 133 anos de luta e resistência

No dia 13 de maio de 1888, com a assinatura da regente do Brasil, princesa Isabel, foi promulgada a Lei Áurea, que concedia a abolição da escravatura para os mais de 4,9 milhões de negros escravizados. Porém, o que deveria ser considerado o alcance da liberdade, foi, na verdade, o início de uma era de desigualdade social e racial que perdura até os dias de hoje.

Assim como no resto do mundo, a escravidão, no Brasil, foi tão cruel e desumana que, mesmo passados 133 anos da abolição, as suas consequências ainda são bastantes e duramente perceptíveis. A pobreza, a violência e a discriminação que afetam, diariamente, a população negra são um reflexo de uma sociedade que normalizou o preconceito, deixando-os às margens das comunidades e excluídos do direito à sociedade.

O período pós-abolição é marcado por uma série de intolerância racial adotada pela elite com ações que refletiram na legislação e na Constituição do Brasil de 1891, a Carta Magna do pós-Abolição da Escravatura, que estabelecia um tratamento diferente aos negros ou escravos libertos em comparação com o resto da sociedade. As torturas, semelhantes às que massacravam os escravos, continuaram com outro tipo de “vestimenta”: tornaram-se meios de disciplinas comuns para os escravos livres e para a população negra, em geral, que eram estigmatizados como potenciais criminosos e levados às prisões sem julgamentos e sem o mínimo de acesso a direitos humanos. O cenário não era muito diferente do atual.

Mesmo com o fim oficial da escravidão, a cor da pele continuou sendo o símbolo constante da discriminação e dos preconceitos, com isso, os negros se viram obrigados a buscar moradia em regiões precárias e afastadas dos bairros centrais das cidades, sem meios para obtenção do sustento para suas famílias. Homens e mulheres tiveram de se sujeitarem a trabalhos domésticos para a elite, serviços que, ainda como hoje, os mantinham com pouca remuneração, muitas vezes insuficientes para assegurar o alimento ou ter acesso a uma moradia, e, muitas vezes, sem remuneração e em situação semelhante à de escravidão.

Márcia Gilda, diretora da Secretaria para Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, afirma que o Brasil, que dependia da força do trabalho desse povo, não garantiu a participação desse segmento na sociedade e que, embora continuasse sendo uma mão de obra necessária na produção econômica comercial e doméstica, foi jogado à própria sorte, sem salário pelo trabalho executado, sem pagamento de direitos, sem acesso à moradia, à educação e à saúde tanto públicas como privadas.

“A consequência da abolição realizada sem a adoção de nenhuma política pública resultou na estrutura social desigual do País, que relegou aos negros e às negras o lugar da opressão, da pobreza extrema, da discriminação e da criminalização pelo Estado racista. Esta quinta-feira (13), de 2021, é dia de refletimos e revelamos à sociedade a luta do povo negro pela liberdade, pelo respeito, pelos direitos humanos, sociais e trabalhistas. É dia de evidenciarmos o protagonismo deste povo que lutava e resistia à escravidão. De ressaltarmos o papel dos abolicionistas e das pressões externas pelo fim da política escravagistas no Brasil”, afirma Márcia Gilda.

 

Foto: Elineudo Meira

 

 

A realidade


O dia 13 de maio é considerado, pelo movimento negro, como um dia de intensificar a luta contra o racismo que está, fortemente, ligado às circunstâncias históricas relacionadas ao capitalismo que tem a escravidão como um de seus pilares. Mesmo com o passar dos anos, não foram criadas as condições para que a população negra fosse inserida, com dignidade, na sociedade. Pelo contrário, o que se vê é cada vez mais uma desigualdade profunda, histórica e cultural, que faz parte das estruturas sociais, econômicas e políticas do País.

Desde 1934, a classe trabalhadora elege, por meio de eleições diretas, quem ela quer que seja “autoridade” do País. Mas, até hoje, quer sejam eleitas ou não, as autoridades dos Poderes Legislativo e Executivo insistem em desconsiderar a verdadeira história de luta e resistência bravamente travada pelo povo preto, marcadas, hoje, por movimentos negros que reivindicam seus direitos.

Uma prova disso é este governo fascista e preconceituoso que sobrepõe suas ideias absurdas e incoerentes acima da real necessidade do país, impondo ódio e induzindo seus “seguidores” a praticar a violência contra as minorias. Dando ainda mais sentido o aumento das violências contra o povo negro. 

O mais recente capitulo de racismo e genocídio da população negra marcou os noticiários brasileiros, quando, no dia 6 de maio, uma ação policial brutal adentrou a favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, e matou 29 pessoas (segundo dados da polícia), em sua grande maioria jovens  negros. O massacre marca mais um episódio revoltante na história do País. As imagens divulgadas de casas tomadas pelo sangue e de mães chorando as mortes de seus filhos retratam uma realidade chocante e injusta que permanece desde os primórdios da colonização. 

Protesto na avenida Paulista, contra mortes no Jacarezinho Foto: AMANDA PEROBELLI / REUTERS (el país)

 

Dados

Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentre os mais de 200 milhões de brasileiros residentes no País, 54% são negros; 10% dos mais pobres são constituídos por pretos e pardos; e, 63,7% dos desempregados são negros.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) mostram que o analfabetismo entre pretos ou pardos é quase o triplo do que entre brancos. Entre pretos ou pardos com mais de 60 anos, a taxa chega a 27,1%. Para o mesmo grupo etário, entre os brancos, esse percentual é de 9,5%.

“Com esses dados entendemos que houve uma abolição formal na escravidão, mas a população negra continua excluída do processo social”, afirma Leda Leal, diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “Os negros estão massivamente em todos os lugares, menos nos espaços de poder. Por essas e outras razões seguimos lutando por acesso a políticas públicas que promovam igualdade racial no trabalho, no acesso e permanência a educação de qualidade e na representatividade nos espaços de poder, enfim em todos os lugares. Para falar do assunto, o Sinpro-DF entrevistou o professor história Edicarlos Alvino da Silva, do Centro de Ensino Médio 01 do Paranoá. Confira.

 

Entrevista | Edicarlos Alvino da Silva

Sinpro-DF – Como o movimento negro se posiciona após 133 anos de uma liberdade ainda não obtida?

Edicarlos Alvino da Silva – A escravização dos/as africanos/as foi a base da economia brasileira por mais de 350 anos. Após 133 anos da assinatura da Lei Áurea (13 de maio de 1888), nós, negros/as, não temos nada para comemorar. A suposta abolição da escravização não foi capaz de garantir a inserção efetiva da população negra na sociedade brasileira.

Sinpro-DF – Considerada pelo movimento negro como um dia nacional de luta contra o racismo, qual é a verdadeira representação do 13 de maio?

Edicarlos Alvino da Silva –O Movimento Negro defende a ideia de que o 13 de maio deva ser lembrado, mas sem celebrações. É um dia de reflexão e luta contra as opressões que retiram a dignidade e a humanidade da população negra. O 13 de maio é uma data de referência da resistência dos quilombos, dos terreiros de candomblé, dos grupos de capoeira e das demais manifestações afro-brasileiras.

Sinpro-DF – Anos após o centenário da Lei Áurea, o Brasil ainda alimenta a desigualdade racial contribuída por um governo que negligencia as políticas públicas em prol da população negra. Qual a sua perspectiva sobre isso?

Edicarlos Alvino da Silva – As políticas públicas de ações afirmativas são necessárias para lutarmos contra a falta de oportunidades, a pobreza endêmica, o racismo e a necropolítica que afeta a maior parte da população negra. A implantação da Lei nº 10.639/2003 deve ser uma prática diária no ambiente escolar para a construção positiva da identidade negra na sociedade. Continuaremos na resistência contra as opressões!

 

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Sinpro-DF reafirma que volta às aulas presenciais só com trabalhadores da educação vacinados

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) volta a afirmar que o retorno às aulas presenciais só é possível com a vacinação em massa dos profissionais da educação que atuam na rede pública de ensino da capital do País. “Mais uma vez precisamos reagir às declarações imprudentes e às atitudes inconsequentes do governo Ibaneis sobre a volta às aulas presenciais sem a vacinação da educação. Recebemos com preocupação e total desacordo o anúncio dele de que haverá retorno às aulas presenciais, independentemente, da vacinação”, afirma a diretoria colegiada.

 

“O anúncio feito pelo governador Ibaneis, na sexta-feira, 7 de maio, apontando para o retorno às aulas presenciais em junho e julho está na contramão da defesa da vida. O que precisamos é de agilidade na vacinação de toda a população do DF, lembrando que a educação está entre as prioridades para recebê-la e isso nem sequer se iniciou. Assim, não há a menor possibilidade de se definir retorno presencial sem antes os(as) trabalhadores(as) da educação estarem devidamente vacinados(as)”, observa Rosilene Corrêa, diretora.

 

Ela destaca que, nas reuniões de negociação entre o Sinpro-DF  e a Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF) foi firmado o compromisso de que o Governo do Distrito Federal (GDF) iniciaria a vacinação pelas equipes gestoras das escolas, que estão, desde o início da pandemia, atuando presencialmente. “Esse processo não foi iniciado e, por isso, é objeto de insistentes cobranças nas mesas de negociação. O dado cruel de não ter concretizado o processo de vacinação nas equipes gestoras tem resultado em óbitos recorrentes de vários integrantes das direções das escolas. Nessa segunda-feira (10/5), por exemplo, perdemos mais uma vice-diretora para a doença”, diz.

 

Em várias notas e declarações que o Sinpro-DF enviou por solicitação da mídia audiovisual do DF, a entidade tem reafirmado, sucessivamente, que não há a menor chance de retorno presencial sem que as providências sanitárias, incansavelmente divulgadas pela ciência, sejam tomadas. “A primeira delas é a vacinação. Precisamos de atingir um nível de vacinação que ainda está muito distante do mínimo de segurança. Só poderemos sair da escola virtual para a escola presencial após a vacinação de todas as categorias que atuam na rede pública de ensino. Essa é a primeira providência”, declara Rosilene.

 

Cronograma

 

Quanto ao cronograma de vacinação da categoria docente anunciado pelo GDF, será um passo importante, desde que seja implantado. Contudo, é preciso salientar que essa medida deve vir aliada com a adoção dos procedimentos sanitários recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É preciso que o governo adote todos os procedimentos salutares e todas as unidades escolares sejam ajustadas dentro dos protocolos científicos, médicos e sanitários para se pensar no retorno. As unidades escolares, em sua maioria esmagadora, não estão preparadas para receber quase meio milhão de estudantes.

 

A diretora afirma que é essencial pontuar também que não houve paralisação das atividades escolares, ainda que realizadas de modo remoto. Esse formato impôs aumento de trabalho e utilização de recursos próprios ao conjunto da carreira de magistério público, uma vez que, o governo Ibaneis não forneceu as condições materiais tecnológicas à categoria. Some-se a essa repetida inação do atual governo o número considerável de estudantes com um imenso nível de prejuízo por não terem tido acesso aos recursos tecnológicos básicos para participarem das aulas.

 

“O ideal é que, agora, o governo Ibaneis procure acelerar este ritmo tão lento que estamos vivendo no DF no processo de vacinação. A preocupação do governador deve ser buscar vacina. É preciso que toda a capital do País esteja vacinada. Aí sim, a vida das pessoas será restabelecida. Se o que ele está prevendo é que é até agosto, isso significa dizer que antes de agosto o DF não terá retorno presencial. Infelizmente, porque estamos dependendo dessas providências básicas para voltarmos. O que precisamos agora é que o GDF providencie e agilize vacinação para os(as) trabalhadores(as) da educação. E continuaremos na defesa da vacinação para toda a população”, finaliza.

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Seminário | Práticas Pedagógicas de Resistência

No dia 11 de maio, às 19h30, o Grupo de Pesquisa em Gestão, Assessoria, Secretariado e Sociedade (GAEXS) realizará o seminário virtual “Práticas Pedagógicas de Resistência”. A transmissão será pelo Youtube, no link https://bit.ly/3b43Xze, e as inscrições poderão ser realizadas pelo link https://bit.ly/3urY3zn.

O tema do seminário compõe o livro homônimo, que será discutido pelos autores e autoras na atividade. De acordo com as/os organizadores/as, a justificativa da ação tem como respaldo o ataque às pautas progressistas na educação. “As investidas antidemocráticas e conservadoras contra pautas progressistas na educação fazem com que temas relativos à diversidade venham sofrendo ataques políticos disseminados de maneira tendenciosa por diferentes meios. É nesse contexto que realizamos esse encontro que parte das ideias de um livro composto por experiências de professoras/es engajadas/os com um trabalho na e para a diversidade”, explicam.

A ideia é de que o seminário seja uma ação inicial, que desembocará em um curso de extensão com a mesma abordagem. Participantes do seminário, desde que inscritos, receberão declaração de participação.

Artistas e produtores do DF lançam plataforma para incentivar a cultura

Poucas pessoas sabem que é possível contribuir com até 6% do valor devido de seu Imposto de Renda para iniciativas culturais. E mesmo estes desconhecem como fazê-lo. Para facilitar a utilização deste recurso, produtores e gestores culturais de Brasília lançam a Valeu.art, nesta terça-feira (4/5), a partir das 20 horas, com um grande evento virtual, ao vivo, que será transmitido pelo canal Abravídeo no YouTube – https://youtu.be/Oi_LS8SdcmA.

 

A novidade é uma ferramenta legal e de fácil acesso, criada para manter vivas a arte e a cultura de Brasília e do Brasil. O lançamento será virtual, mas não deixa de ser uma produção cultural de grande porte, que contará com apresentações (gravadas) de expoentes da cultura nacional e incentivadores da plataforma como a Banda Oludum, de Salvador, Quinteto Violado, do Recife, e de Brasília a Orquestra Marafreboi e o Grupo Choro Livre.

 

A Valeu.art é uma plataforma segura, de navegação intuitiva e com instruções simples, cujo objetivo é mostrar o passo-a-passo para que pessoas físicas ou jurídicas destinem parte de seu Imposto de Renda [devido] ao fazer cultural. Em nota à imprensa, o grupo informa que a iniciativa visa a manter vivo o setor criativo da cultura, “que emprega milhares e encanta milhões de brasileiros”. A ferramenta, segundo o grupo, é legal e de fácil acesso.

 

“Desde que a Lei Federal de Incentivo à Cultura foi publicada, em 1991, existe a prerrogativa do investimento dos 6% do Imposto de Renda Devido em Cultura, para as Pessoas Físicas que declaram no formulário completo. Só que este direito nunca foi amplamente divulgado, nem quando Gilberto Gil – nosso melhor Ministro de Cultura – passou pelo Ministério. Por causa disso, esses recursos, que podem atingir a cifra de R$ 7,5 bilhões, tornaram-se, figuradamente, um ‘Aquífero Guarani’, ou seja, um manancial subterrâneo subexplorado”, afirma Ruy Godinho, produtor cultural no Distrito Federal e um dos idealizadores da plataforma.

 

A “Valeu.art” é uma ferramenta que nasceu com a grave crise que a cultura atravessa por causa da política anticultural do governo Jair Bolsonaro (ex-PSL) de retirar todo o investimento do Estado na cultura, enfatizada pela pandemia do novo coronavírus. Ela é uma proposta para aproximar, por meio de um clique, o investidor pessoa física de um projeto de sua preferência.

 

Desmonte das estatais causa graves prejuízos ao povo e à cultura nacional

 

“Há 6 anos ninguém pensava nesses recursos porque as grandes empresas públicas, como Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa (que tinha até Conjunto Cultural), tinham como diretrizes investir em cultura. Com as mudanças processadas desde o governo Michel Temer e agora este, que elegeu a cultura como um dos alvos de seus ataques, esses recursos se tornaram mais do que necessários. Hoje, a Petrobrás, fatiada e vendida a preço de banana, não é mais a nossa maior patrocinadora cultural”, afirma Godinho.

 

Em nota, os produtores e gestores culturais explicam que a pandemia levou ao desemprego grande quantidade de profissionais da cultura. Estima-se que, hoje, há em torno de 5 milhões de pessoas em todo o Brasil, entre trabalhadores diretos e indiretos da indústria cultural, com suas atividades paralisadas por falta de investimento do Estado agravado pela pandemia. Só no DF são mais de 40 mil desempregados.

 

“Vivemos uma pandemia e, nesta pandemia, os artistas se reinventaram e fizeram um grande encontro entre a arte e o público. Por isso, cabe a nós proteger, valorizar, respeitar a nossa cultura e os nossos artistas. A cultura é a identidade de um povo. O Sindicato dos Professores no Distrito Federal apoia esta ideia. Convidamos a você para estar junto, valorizando, respeitando e incentivando a cultura e a arte”, convida Eliceuda França, coordenadora da Secretaria de Políticas Culturais do Sinpro-DF

 

Gerida pela Abravideo, a Valeu.art é uma plataforma segura, de navegação intuitiva e com instruções simples, cujo objetivo é mostrar o passo a passo para que pessoas físicas ou jurídicas destinem parte de seu Imposto de Renda [devido] ao fazer cultural.

 

A Abravideo, por sua vez, é uma Organização Não Governamental (ONG) produtora multimídia, com 30 anos de atuação no mercado nacional, concebida por Ruy Godinho e presidida por Elizabete Braga. Conta ainda com Jefferson Oliveira, responsável financeiro e articulador; Bruno Soares e Vitor Soares na tarefa de desenvolvimento da plataforma e uma consultoria especial em LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

 

Canais de comunicação da Valeu.Art na Internet:

 

– Site:  valeu.art/

– Instagram:  www.instagram.com/valeu.art/

– Facebook: www.facebook.com/valeu.art

 

Não esqueça que é hoje! A Valeu.art será lançada, nesta terça-feira, dia 4 de maio de 2021, a partir das 20h, em um evento virtual – ao vivo – pelo canal Abravídeo no YouTube: https://youtu.be/Oi_LS8SdcmA

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Solidário à greve dos rodoviários, Sinpro-DF exige vacina para todos

Os rodoviários do Distrito Federal buscam prioridade na vacinação. Tentaram negociar com as empresas e com o governo e nada foi providenciado. Expostos à Covid-19 durante o exercício da profissão, eles avisaram, na semana passada, que nesta segunda-feira (3) haveria greve.

 

Com as atividades paralisadas, eles conseguiram realizar um lockdown no DF e manter 100% dos ônibus nas garagens. O Sindicato dos Rodoviários informou que a greve conta com a participação de trabalhadores de todas as empresas e que todos os ônibus se encontram nas garagens. Nenhum veículo está circulando. A paralisação, que começou a zero hora de hoje, será de 24 horas.

 

Além de não ter vacina contra o novo coronavírus para toda a população, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), desembargador Brasilino Santos Ramos, determinou, na manhã desta segunda-feira (3/5), que o Núcleo de Mandados Judiciais vá até as garagens das empresas de ônibus para conferir se está sendo cumprida a decisão judicial que estabeleceu percentuais mínimos de veículos em circulação durante a paralisação dos rodoviários.

 

No sábado (1º/5), o juiz Pedro Matos de Arruda do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) emitiu uma liminar decretando a greve ilegal e abusiva e determinou multa de R$ 1 milhão. Mas, no domingo (2/5), a desembargadora Sandra de Santis, também do TJDFT, suspendeu a decisão. Contudo, determinou que houvesse circulação de 60% da frota nos horários de pico, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento.

 

“Desde que começou a pandemia, 31 rodoviários perderam a vida para a Covid-19 e o TRT, em vez de defender os trabalhadores, que querem apenas prioridade na vacina, manda a categoria voltar ao trabalho. Os valores jurídicos de um tribunal de trabalho estão invertidos neste País”, critica a diretoria colegiada do Sinpro-DF.

 

Solidária com a luta dos rodoviários, a diretoria repudia não só a atitude do TRT, mas também a do Governo do Distrito Federal (GDF) que, em vez de disponibilizar vacinas, tenta impedir a paralisação, oferecendo vacinação apenas para motoristas e cobradores com comorbidades. “São trabalhadores que estão expostos 24 horas à Covid-19. Isso não pode continuar”, afirma o Sinpro-DF.

 

Em nota, o Sindicato dos Rodoviários comunicou que a paralisação é justa e pediu que a população não saia de casa nesta segunda. “A greve vai acontecer conforme já anunciado. É o lockdown dos rodoviários para cobrar a vacinação dos trabalhadores. Nesta segunda, não saia de casa. O trabalho volta normalmente na terça. Vamos estar firmes, apesar das ameaças que possam vir. Nossa luta é justa”.

 

Dados desse domingo (2/5), mostram que, no DF, desde o início da pandemia, 7.855 pessoas perderam a vida para a Covid-19. A média móvel de mortes está em 41 óbitos. Nas últimas 24 horas, houve 887 casos de novas contaminações e a média diária está em 1.020. Diante disso, o Sinpro-DF defende a vacinação já para todos, todas e todes! Enfim, vacina para toda a população do DF e do Brasil. #VacinaJá

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REFORMA ADMINISTRATIVA é tema do programa expressão Nacional

A Reforma Administrativa é o tema do Expressão Nacional, nesta segunda-feira (03/05).

Com a apresentação de Antonio Vital, na TV Câmara e nas redes sociais, o programa terá a participação dos deputados, Rogério Correia (PT-MG), coordenador da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público, deputado Darci de Matos (PSD/SC), e deputado Rogério Correia (PT/MG). Além dos convidados Pedro Pontual, Presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental- ANESP e Daniel Duque, Pesquisador do FGV/Ibre e Head de Inteligência Técnica do Centro de Liderança Pública – CLP.

A transmissão será ao vivo, às 11h, pelo YouTube da Câmara dos Deputados e nas páginas do Facebook e Twitter da TV Câmara.

Link site: http://www.camara.leg.br
Facebook: https://www.facebook.com/tvcamara/
Twitter: @tvcamara

Participe!

PARTICIPE DO PRIMEIRO CAMPEONATO DE “LEAGUE OF LEGENDS” DOS JOGOS ESCOLARES ELETRÔNICOS DO DF

É hoje (30), a partir das 14h, a abertura oficial dos Jogos Escolares Eletrônicos do Distrito Federal – League of Legends dos Jogos Escolares Eletrônicos do Distrito Federal.

No evento em formato remoto, haverá uma disputa entre dois times que foram criados a partir do I Campeonato, e contará com a participação da “Distrito Feeder Al”l -DFA , organização  de esportes eletrônicos que surgiu a partir do I Campeonato de League of Legends dos Jogos Escolares e também da “Houd-i”, time criado na primeira edição do campeonato e que estará também, presente na edição de hoje. Além dos convidados(a) o evento conta com a participação do youtuber, narrador, comentarista e professor de esportes, Maki- do Canal Makilândia.

A sessão é aberta para todos(as). Acompanhe a transmissão no link:
http://www.twitch.tv/geekfitbr

Para conhecer e entender melhor o projeto, acesse acesse o link  https://bit.ly/3avxjpI

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