MOBILIZAÇÃO VIRTUAL NESTA QUINTA (29).VACINA PARA TODOS NO SUS, SEM FURAR FILAS

O Senado Federal votará  hoje (29), a partir das 14h, o Projeto de Lei 12/21, que permite o licenciamento compulsório dos imunizantes durante a pandemia. Em outras palavras, é um projeto que permite a fabricação local de vacinas comprovadamente seguras e eficazes a preços muito menores, garantindo doses para todas as pessoas.

Convidamos toda a categoria para participar da mobilização virtual ( tuitaço), nesta terça (29), às 14h. Useas tags #licençacompulsoriajá e #MaisVidaMenosLucro e pressione senadores/as para que aprovem o PL12/21!

📲 Sugestões de tuites: http://bit.ly/tuites_mais_vida_menos_lucro

Assine a petição para que os parlamentares aprovem esse e outros projetos que favorecem vacina para todas as pessoas, no Sistema Único de Saúde (SUS), sem furar filas:
https://www.vacinaparatodas.redesolidaria.org.br

PARTICIPE DO DEBATE SOBRE “FUNDOS PÚBLICOS E FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA”, NESTA QUINTA(29)

Com objetivo de debater e alertar sobre os fundos públicos e o financiamento da educação básica, o  Observatório da Educação Básica da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília- (UnB), convida toda a categoria para o debate  que será promovido nesta quinta-feira (29), às 18h30,  com a participação dos professores(as) e doutores(às), Catarina de Almeida Santos- Faculdade de Educação da Universidade de Brasília- (Unb), Campanha Nacional pelo Direito à Educação Pública, Luíz Araújo- Faculdade de Educação da Universidade de Brasília- (Unb), e membro da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação- (FINEDUCA), e Francisco José da Silva (“mano”)- Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação- (EAPE)  e presidente do conselho do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica do Distrito Federal -(Fundeb). A mediação será feita pela professora Gina Vieira Ponte de Albuquerque- Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação- (EAPE) .

Aos interessados(as), basta  clicar aqui,  acessar  e participar do debate nesta quinta (29), a partir das 18h30. 

Entre, acesse e participe!

 

 

 

Webnário sobre BNCC de História convida professores para debate

A Associação Brasileira de Pesquisa em Ensino de História (ABEH) realizará de 5 a 14 de maio o webinário “A BNCC de História: entre prescrições e práticas”. O objetivo do evento é reunir professores da Educação Básica e do Ensino Superior para discutir os embates em torno da construção da BNCC de História, das diferentes perspectivas curriculares e das apropriações críticas e criativas dos/as docentes em relação às prescrições desse tipo de documento normativo.

Com o intuito de ampliar o número de vozes e o compartilhamento de experiências, além das seis Mesas Temáticas, o evento terá Painéis de Experiência nos quais professores/as do Brasil inteiro poderão participar na modalidade Vídeo-pôster, com produções curtas (de 2 a 3 minutos).

Para participar dos Painéis de Experiência, cada professor/a deve escolher uma questão e respondê-la em vídeo. A participação é gratuita e será assegurada certificação como apresentador/a de Vídeo-pôster, no caso de aprovação da proposta. Para a inscrição nesta modalidade, os/as proponentes deverão acessar o seguinte link:  https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfK3tLBsI0753dWD69OvGI1fFn8cdSdFBQuD2ZLpp0xkNyieA/viewform As inscrições para a modalidade Vídeo-pôster poderão ser realizadas até o dia 30 de abril de 2021.

Mais informações em https://www.abeh.org.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=424

PARTICIPE: TUITAÇO CONTRA O DESMONTE DA EDUCAÇÃO PÚBLICA NESTA QUARTA(28)

Nesta quarta-feira (28), a partir das 9h, a categoria está convocada a participar de um tuitaço para pressionar o governo federal contra os desmontes no ensino público do País.

No Dia Mundial da Educação, precisamos chamar a atenção de todos(as) contra o que vem sendo feito com o ensino público. O Sinpro-DF juntamente com entidades sindicais, convoca todos(as) para a mobilização virtual (tuitaço), a partir das 9h da manhã.

Não podemos permitir desmontes não educação! É urgente. 

Para participar, basta inserir em suas postagens a tag #EducaçãoSimBolsonaroNão

Acesse nossa sugestão de tuítes e imagens.

Sugestões de tuites:

https://bit.ly/3eBFfH9

 

22ª Semana Em Defesa e Promoção da EDUCAÇÃO PÚBLICA.

3ª edição do programa Descomplicando

Participe da 3ª edição do programa Descomplicando, com Dão Real Pereira dos Santos, auditor fiscal, vice-presidente do IJF (Instituto Justiça Fiscal) e integrante do Coletivo Auditores Fiscais pela Democracia.

O objetivo do programa é explicar de forma simplificada e didática o sistema tributário no Brasil. Serão abordados temas como: por que o pobre paga mais imposto que o rico; como nossa tributação poderia ser mais justa; e por que os super-ricos deveriam ser mais taxados.

A campanha tem o apoio do Sinpro-DF, da CNTE e de mais de 70 organizações de todo o país, com o propósito de implementar medidas tributárias capazes de solucionar a crise financeira no Brasil, sem tirar dos mais pobres.

A 3º edição do programa será nesta quarta-feira (28/4), 17h, na página da campanha Tributar Super-Ricos no Facebook.

 

LIVE EM HOMENAGEM ÀS TRABALHADORAS DOMÉSTICAS

 

Nesta quinta-feira (29), a CUT-DF, por meio da sua Secretaria de Combate ao Racismo, realizará Live em Homenagem ao Dia das Trabalhadoras Domésticas ─ comemorado no dia 27 de abril.

A convidada para a atividade é Regina Teodoro, trabalhadora doméstica e ex-presidenta do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas.

A transmissão será pelo Facebook e pelo Youtube da CUT-DF, a partir das 19h.

Vem com a gente!
Não perca!

Editorial 3 | Golpe está na origem da perda de renda das classes média, média-alta e pobre

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) compilados pela empresa de consultoria IDados e divulgada na imprensa, na semana passada, dá conta de que oito em cada dez famílias em que o rendimento mensal com o trabalho fica acima de cinco salários mínimos perderam renda no quarto trimestre de 2020 ante igual período do ano anterior já considerada a inflação. Jornais como O Globo, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, dentre outros da mídia comercial, destacaram, da análise da consultoria IDados, que a maior parte das famílias de classe média teve perda de renda em razão da pandemia do novo coronavírus e precisou se adaptar. Afirmaram que essa foi a principal conclusão da IDados sobre a Pnad Contínua.

 

“A maior parte desses domicílios de maior renda perdeu entre 20% e 50% do que costumava ganhar por mês e 7% dessas famílias perderam tudo o que habitualmente recebiam – ou seja, quem trabalhava naquela família ficou sem trabalho”, informa a mídia.  Como sempre, deixaram os resultados da Pnad Contínua sem todas as informações que ela traz. Contudo, o Instituto Locomotiva, que também analisou os mesmos dados da Pnad Contínua, além dos da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), elaborados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), explica melhor a situação.

 

A análise dos dados do Locomotiva aponta para uma informação que não aparece na mídia que apoiou o golpe de 2016. Mostra que a origem da queda da renda está no golpe de Estado de 2016, aplicado no País para impor a política econômica neoliberal, que se baseia na exclusão social, fechamento de mercado, desemprego em alta, usurpação dos recursos financeiros públicos para favorecer o grande capital, concentração de renda numa minoria muito rica, dentre outras ações antipopulares, semelhantes as que ocorreram nos anos 1990, sobretudo no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

 

Repete-se, agora, a política do desemprego e perda de poder aquisitivo, largamente conhecida por quem viveu na ditadura militar e nos governos posteriores até Fernando Henrique Cardoso. A economia neoliberal imposta em 2016 fez 4,9 milhões de famílias migrarem da classe C para a D em 2020, num movimento inverso ao que ocorreu nos governos Lula-Dilma, na primeira década dos anos 2000. O Locomotiva aponta para o fato de que a pandemia do novo coronavírus acelerou os resultados de uma situação que já vinha ocorrendo desde 2016, com o aumento do número de brasileiros na extrema pobreza e a reintrodução, pelo governo Jair Bolsonaro (ex-PSL) do Brasil no Mapa da Fome. A economia neoliberal sim, reduziu a classe média ao menor patamar em 10 anos, em relação ao total da população, e o percentual da população brasileira pertencente à classe média tradicional caiu de 51%, em 2020, para 47%, em 2021 – mesmo percentual da classe baixa.

 

Segundo o Locomotiva, o maior percentual de pessoas vivendo na classe média foi registrado, em 2011, quando essa classe formava 54% da população. O IBGE considera classe média famílias com renda mensal per capita entre R$ 667,87 e R$ 3.755,76. Em números absolutos, a “classe média tradicional” foi estimada em 100,1 milhões de pessoas, em março de 2021, contra 105 milhões, no mesmo mês em 2020. E informa ainda que seis em cada dez brasileiros de classe média afirmam ter perdido renda no último ano. São 19% as famílias de classe média que estão sobrevivendo com metade ou menos da metade da renda de antes da pandemia.

 

“Essa camada da população não tinha poupança nem os recursos da elite para passar bem por essa pandemia. Também não contaram com auxílios emergenciais ou políticas voltadas para a base da pirâmide, que é quem mais sofre na crise”, explica o economista Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Um dos grupos mais afetados é o dos donos de pequenos negócios, após a suspensão do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e do BEm (Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda) pelo desgoverno Bolsonaro.

 

Outro dado levantado na Pnad Contínua pelos institutos é o de que as famílias brasileiras mais afetadas pela inflação em março foram as de classe média (que ganham entre R$ 4.127,41 e R$ 8.254,83) e de média-alta (de R$ 8.254,83 a R$ 16.509,66). O grupo que mais contribuiu para a alta dos preços no período foi o de transportes, que registrou aumento significativo, de 11,2%, no valor dos combustíveis. Ou seja, os dados revelam que a origem da queda de renda e o achatamento de todas as classes sociais na base da pirâmide social não é culpa da pandemia da Covid-19.

 

A crise sanitária entra no cenário econômico para piorar a situação, mas não é a condição determinante. A culpa disso é da economia neoliberal imposta pelo golpe de Estado de 2016, que, embora largamente denunciado, a classe média fez ouvidos de moucos e o apoiou. O que está acontecendo no País é o resultado da política econômica neoliberal e o golpe está na origem dessa queda de renda. Numa matéria divulgada na mídia alternativa, Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), cunhou o termo “nova classe média” para se referir à parte da população anteriormente classificada como classe de renda D e que, na segunda metade da década de 2000, ascendeu à classe de renda C.

 

“Entre 2003 e 2008, o número de brasileiros estatisticamente considerados como pobres se reduziu em 3 milhões. Segundo pesquisa do Instituto Data Popular, mais de 42 milhões de brasileiros ascenderam à nova classe média até 2014. O consumo dessa classe que finalmente ascendeu socialmente injetou anualmente cerca de R$ 1,1 trilhão na economia brasileira, ajudando o País a minimizar os impactos da crise internacional de 2008-2011”, informa o Neri.

 

Ele lembra que, em 2014, a classe C brasileira, isoladamente, seria o 18º maior mercado de consumo do mundo. Após o primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), a crise promovida pelos derrotados, em 2014, fez com que 6 milhões de brasileiros deixassem essa faixa de renda entre 2015 e 2018. “As pessoas que vivem na pobreza, com renda mensal média de R$ 233, representam 12,2% da população do país. Em 2014, eram 9,8% da população, o menor índice da série. Pelos cálculos de Marcelo Neri, mesmo que o Brasil cresça, em média, 2,5% ao ano, só voltaremos a ostentar índices de pobreza semelhantes a 2014 em 2030”.

 

A Pnad Contínua mostrou que, no balanço geral do resultado do golpe neoliberal, as famílias que ganham até um salário mínimo perderam renda imediatamente após o golpe e, por causa dele, quase 60% da população pobre perdeu tudo o que ganhavam até o fim de 2020, segundo a IDados. Antes da pandemia, no primeiro semestre de 2019, a taxa de desemprego, segundo o IBGE, superava 13,9%. Um ano antes de a pandemia aparecer no mundo, cinco em cada 10 pessoas formadas em universidade estavam sem trabalhar e 28% deles desempregados. Em 2020, esse número cresceu e, com isso, o Brasil iniciou 2021 com número recorde de desempregados. No trimestre encerrado em janeiro, eram 14,272 milhões de desempregados.

 

O Brasil, que havia saído do Mapa da Fome pela primeira vez nos governos petistas, voltou, de forma vergonhosa, para ele em 2016. Enquanto a classe média, que votou em peso nesse modelo econômico que arranca dela mesma de 20% a 50% da renda e do poder aquisitivo, há mais de 125 milhões de brasileiros enfrentando a insegurança alimentar em 2021. Essas pessoas não sabem se terão comida no fim do dia.

 

Dados projetados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em março deste ano, dão conta de que, entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021, cerca de 17,7 milhões de pessoas voltaram à pobreza, apesar da volta do Bolsa Família. Em agosto de 2020, a população pobre era cerca de 9,5 milhões: 4,52% do total de brasileiros, 210 milhões. Em fevereiro, passou para 27,2 milhões: 12,83%. O pagamento do auxílio emergencial (que foi de R$ 600, em abril de 2020, e deixou de ser pago em dezembro, quando a parcela já era de R$ 300) ajudou a amortecer a queda na renda dos mais pobres. Para este ano, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reduziu o auxílio para R$ 150 a R$ 375 e distribuiu para os banqueiros quase 54% do Orçamento público de 2021 e, em 2020, distribuiu R$ 2,8 trilhões para o sistema financeiro.

 

Se em 2016 e em 2018 a classe média brasileira protagonizou, manipulada pela classe rica, um golpe de Estado contra o desenvolvimento e a distribuição de riquezas no País, hoje ela começou a pagar a conta dessa irresponsabilidade e delírio. O segundo momento, que é o pagamento da conta do golpe, chegou. A sua renda caiu de novo! Alguns já começam a ver o horizonte da pobreza: os 7% mencionados na Pnad do IBGE.

 

O golpe de Estado midático-empresarial de 2016 não foi só um golpe contra a democracia, contra a ex-presidente Dilma, contra uma política econômica democrático-popular de inclusão social, contra o governo petista de coalização com outros partidos políticos e com todos os setores da sociedade brasileira. O golpe de 2016 foi contra o progresso e o desenvolvimento do País. Diante desse quadro de volta à miséria e à fome, nada mais justo do que a classe que apoiou o golpe também ter a sua cota de pagamento pela situação e não somente a classe mais pobre.

Leia aqui a primeira parte deste editorial:

Editorial 1 | Com queda do poder aquisitivo, classe média começa a pagar a conta do golpe

Editorial 2 | Classe média que apoiou os golpes de 1964 e 2016 perde renda e paga o “pato”

Editorial 3 | Golpe está na origem da perda de renda das classes média, média-alta e pobre

Matéria em LIBRAS

AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CCJ | Sinpro convoca categoria para pressionar deputados agora contra a PEC 32

A diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) convoca a categoria para pressionar AGORA os deputados federais a se posicionarem contra a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020 – a PEC da reforma administrativa.

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), da Câmara dos Deputados, realiza, nesta segunda-feira (26), às 14h, uma audiência pública extraordinária virtual para aprovar admissibilidade da PEC 32/2020.

 

Daí a urgência em a categoria agir para pressionar cada um dos deputados federais que participam da CCJ a respeitarem os eleitores que votaram neles e se posicionarem contrários a essa admissibilidade. Acesse os contatos e redes sociais dos sete deputados federais, a seguir, e pressione.

 

Clique também no link do Na Pressão e faça a pressão cobrando do parlamentar o posicionamento correto em relação a essa reforma que vem para demolir os serviços públicos: https://pressao.sinprodf.org.br/campanhas/

 

🚫 Não à Reforma Administrativa

🔹 ғʀᴇɴᴛᴇ ᴘᴀʀʟᴀᴍᴇɴᴛᴀʀ ᴍɪsᴛᴀ ᴅᴏ sᴇʀᴠɪᴄ̧ᴏ ᴘᴜ́ʙʟɪᴄᴏ: https://linktr.ee/FrenteServicoPublico

PRESSÃO NA CCJ: Vamos pressionar os deputados da CCJ contra a PEC da reforma administrativa.

Confira, a seguir, a lista dos deputados federais da CCJ:

 

LISTA DE DEPUTADOS FEDERAIS DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA (CCJ) DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (2021)

 

Presidente BIA KICIS (PSL/DF)

1º Vice-Presidente MARCOS PEREIRA (REPUBLICANOS/SP)

2º Vice-Presidente DARCI DE MATOS (PSD/SC)

3º Vice-Presidente LUCAS VERGILIO (SOLIDARIEDADE/GO)

 

TITULARES E SUPLENTES DO BLOCO PARLAMENTAR: PSL, PP, PSD, MDB, PL, REPUBLICANOS, DEM, PSDB, PTB, PSC, PMN

 

TITULARES E SUPLENTES DO BLOCO PARLAMENTAR: PDT, PODE, SOLIDARIEDADE, PCdoB, PATRIOTA, CIDADANIA, PROS, AVANTE, PV, DC

 

 

 

TITULARES E SUPLENTES DO BLOCO PARLAMENTAR: PT, PSB, PSOL, REDE

 

 

TITULARES E SUPLENTES DO BLOCO PARLAMENTAR: NOVO

 

NOTA DE PESAR – CLEUZA MARA MASSA

É com muita tristeza que o Sindicato dos Professores no Distrito Federal -Sinpro-DF, vem a público noticiar o falecimento da nossa querida companheira de luta Cleuza Mara Massa, professora que desde 1992, fazia um belíssimo trabalho dentro da educação pública do Distrito Federal. Durante os anos de 1995 até 1998, esteve como diretora do Sinpro-DF, lutando pela categoria.

Após lutar incansavelmente pela vida com a mesma garra que lutava pela categoria magistério, Cleuza Mara Massa de, 51 anos, faleceu no último sábado (24), vítima de um câncer, deixando muitas saudades entre amigos, familiares e estudantes. A defesa e luta pelo Magistério, e melhoria da educação pública, eram marcas sempre presentes na educadora que foi professora na Escola Classe Natureza e havia se aposentado em junho de 2020.

A professora foi cremada neste domingo (25), em Valparaíso e será sempre lembrada pelo profissionalismo, honestidade e competência. Neste momento de dor, a diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza aos familiares e amigos e deseja que Deus dê conforto para que possam enfrentar esta perda com serenidade.

A Educação está de luto.

Cleuza Mara Massa, presente !!!

Editorial 2 | Classe média que apoiou os golpes de 1964 e 2016 perde renda e paga o “pato”

Diferentemente do que diz a imprensa, a queda da renda da classe média, evidenciada nos primeiros 4 meses deste ano, não é culpa direta da pandemia do novo coronavírus, e sim da economia neoliberal. Há provas disso não só na recente história do Brasil, mas também na de vários países. O neoliberalismo adotado pelos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro é um projeto antipopular, criado, deliberadamente, para promover a concentração de renda nos mais ricos e a extrema pobreza nas demais classes.

Esclarecemos que com ou sem pandemia o resultado desses 4 anos de política econômica neoliberal e de Estado mínimo é semelhante ao anos de chumbo que o Brasil viveu há 50 anos: taxas elevadíssimas de desemprego em todas as classes, privatização de serviços do Estado, enfraquecimento da qualidade da educação pública, achatamento salarial, inflação e empobrecimento generalizado. Lembrando que o enfraquecimento da educação é essencial para impedir novos cidadãos e cidadãs críticos(as), capazes de combater esse tipo de política.

Ou seja, com Covid-19 ou sem, o Brasil já está vivendo, desde 2016, a repetição da tragédia econômica da ditadura militar nos anos 1960-70. Ao dizer que a pandemia é responsável pela perda de renda da classe média, a mídia comercial busca omitir os reais motivos dessa crise e, de certa forma, busca confundir ainda mais a classe média, que, enganada pelo discurso midiático, não se vê como classe trabalhadora. Nenhum jornal denuncia a política econômica neoliberal adotada no golpe de 2016, aprofundada no governo Bolsonaro/Paulo Guedes. Essa é a mesma política que está empobrecendo a classe média, recolocou o Brasil no Mapa da Fome e dilapidou o Chile e outros países que, hoje, enfrentam todo tipo de precariedade, pobreza e gigantescas diferenças sociais.

Nesta segunda edição, ou seja, nesta continuidade do mesmo editorial que divulgamos ontem (quinta-feira, 22/4), explicamos por que a classe média perdeu renda no governo Jair Bolsonaro (ex-PSL) e informamos que era preciso esclarecer três coisas para entender a queda desse poder aquisitivo. Para isso, dividimos o editorial em três capítulos para resgatarmos a experiência brasileira com a economia neoliberal, principal responsável por essa desconstrução social que joga todas as classes situadas abaixo da rica no mesmo buraco.

É importante explicar que a Covid-19 colabora com essa perda, porém, não é determinante. Ela é, na verdade, é mais uma cortina de fumaça que tem escondido as injustiças da economia neoliberal. Tanto é que, em 2020 e 2021, o segmento rico da população do Brasil e do mundo ficou muito mais rico. Coincidência ou não, a pandemia surgiu bem no momento em que a crise econômica abraçou o mundo e impediu manifestações fortes, da classe trabalhadora, capazes de reverter os regimes neoliberais em curso.

A economia neoliberal implantada com o golpe de 2016 é a mesma imposta pelo golpe de Estado de 1964 e, por incrível que pareça, a mesma classe média um pouco mais endinheirada do que as demais classes assalariadas, autônomas ou desempregada que apoiou o golpe de 1964 e se deu mal com a crise do petróleo; com a inflação altíssima, chegando a 200% ao ano no último ano da ditadura militar, em 1984; repetiu o erro em 2015-16.

Apoiou outro golpe de Estado com Michel Temer (MDB), exigindo a queda da presidente Dilma Rousseff (PT), contra a qual não havia nenhuma acusação ou denúncia formal, usando um discurso semelhante ao de 1964, focado nos temas do combate à corrupção e ao comunismo. Só que o plano econômico do golpe, comandado pela mídia comercial, PSDB-PMDB-NOVO-PSL-DEM, militares, grandes empresários nacionais e internacionais e governos imperialistas, é justamente o modelo reprovado, sucessivamente, pelas urnas desde o último governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) porque empobrece o povo e enfraquece o Estado nacional.

O plano econômico do golpe de 2016, adota fortemente a economia neoliberal, com características semelhantes, em tudo, ao que a dupla Roberto Campos e Octávio Gouveia Bulhões, adotaram quando eram, respectivamente, ministro do Planejamento e ministro da Fazenda do governo Castelo Branco, em 1964-1967, e que empobreceu tanto os trabalhadores assalariados e a classe média, que esta, no fim dos anos 1970 teve de ir às ruas pedir o fim da ditadura militar.

Trata-se da mesma política descrita no Programa de Ação Econômica do Governo (Paeg), redigido por Campos e Bulhões. A diferença é que, hoje, o cenário econômico brasileiro e mundial é muito pior do que o dos anos 1960. Atualmente, o comércio internacional está estagnado e as maiores economias mundiais crescem pouco ou estão desacelerando ou, ainda, estão em recessão. Se a política econômica da ditadura militar demorou quase uma década para punir a classe média, hoje, a punição chega na velocidade das novas tecnologias, numa espécie de “operação à jato”.

Além disso, diferentemente dos anos 1960/70, o cenário econômico mundial não vai colaborar com uma retomada do crescimento econômico, mesmo que tivesse estímulos do grande capital. No Brasil atual acontece o contrário do do início do “milagre econômico” dos anos 1970: hoje, o País está sendo completamente desindustrializado e vendo sua soberania ser enfraquecida e suas riquezas privatizadas, entregue a preços negativos às multinacionais.

Até as montadoras de automóveis estão indo embora. Não há emprego e nem mais como reorganizá-lo. O mundo mundo. O Brasil nunca precisou tanto do Estado nacional de bem-estar social como hoje. A classe média empresarial, assim como os trabalhadores de baixa renda e desempregados, precisa dos recursos financeiros do Estado e das políticas de inclusão social, de emprego, renda, educação, saúde e, como nunca, da previdência pública, afinal, a Covid-19 está invalidando centenas de milhares de vítimas sobreviventes. Mas não terá essa ajuda porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse que não irá investir o dinheiro público em “empresinhas”.

Guedes, um dos poucos remanescentes da fracassada Escola de Chicago e fundador do banco BTG Pactual, defendeu e põe em curso o uso de recursos públicos para salvar grandes companhias. “Nós vamos botar dinheiro, e vai dar certo e nós vamos ganhar dinheiro. Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas”, disse ele há exatamente 1 ano, na fatídica reunião de 22 de abril de 2020, revelada em maio seguinte.

A aliança PMDB-PSDB-NOVO-PSL-DEM, militares antinacionalistas, banqueiros e empresários da classe rica nacional e internacional operou, apressadamente, desde 2016, para empobrecer trabalhadores assalariados ou não e, nessa classe, está situada a classe média, que não se vê aí.  Semelhante aos anos de chumbo, o Brasil vive, hoje, inflação a galope, aumento astronômico do desemprego; inserido no Mapa da Fome. É essa política que expulsou mais de 4,9 milhões de brasileiros da chamada classe média no último ano, obrigando-os a migrar para a classe baixa.

Com 100,1 milhões de pessoas com renda familiar de R$ 2.971,37 a R$ 7.202,57, é a primeira vez em 10 anos que o grupo se iguala aos que têm renda familiar de R$ 262,02 a R$ 2.238,20, ou seja, 47% da população do País. Os dados são de uma pesquisa que o Instituto Locomotiva, divulgados entre os dias 21 e 22 de março de 2021, após entrevistar 1.620 pessoas em 72 municípios no mesmo período.

O estudo mostra que, de 2010 para cá, a classe média brasileira caiu de 54% da população para 47%. Em relação a 2019, a queda foi de 51% para 47%. Enquanto isso, a classe baixa aumentou de tamanho, passando de 38%, em 2010, para 43%, em 2020, chegando, em 2021, aos atuais 47%. “É triste que a gente, depois de todo o crescimento que a classe média teve durante 15 anos (de 2003 a 2015), que alimentou o crescimento do Brasil, chegue nesta situação. Quando a classe média sofre, todos sofrem”, afirmou Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

O levantamento do Instituto Locomotiva também informou que a renda da classe média estava distribuída, em março de 2021, da seguinte forma: 58% recorreram a bicos, vendeu algum bem ou abriu um negócio para ter renda extra; 39% acredita que a renda continuará diminuindo após a pandemia da Covid-19; 69% está com medo de perder o emprego.

Tudo isso era previsível e foi avisado insistentemente. A economia neoliberal não é “roupa” que se vista em nenhum momento da história. Ao contrário, é melhor impedir que ela seja, novamente, utilizada em 2022 com o velho discurso de ódio contra partidos políticos de esquerda, justamente os que elevaram o nível social de todos no Brasil e colocou comida, educação, saúde e outros direitos sociais e benefícios econômicos na vida da maioria da população, e, sobretudo, fortaleceu a classe média, oferecendo a ela mais conforto e acesso a bens e serviços que não tinha.

Leia aqui a primeira parte deste editorial:

Editorial 1 | Com queda do poder aquisitivo, classe média começa a pagar a conta do golpe

Editorial 2 | Classe média que apoiou os golpes de 1964 e 2016 perde renda e paga o “pato”

Editorial 3 | Golpe está na origem da perda de renda das classes média, média-alta e pobre

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