Campanha Salarial 2024: juntos e juntas somos mais fortes

Em março deste ano, a categoria do magistério público aprovou a Campanha Salarial: reajuste de 19,8% já! Rumo à meta 17.

O Sinpro alerta que é urgente lembrar que mobilização e unidade são as principais ferramentas para alcançar as conquistas.

“Unidos e unidas, nos tornamos mais fortes e, consequentemente, com maior poder de negociação. Mobilizados e mobilizadas, mostramos que estamos dispostos a lutar intransigentemente por nossos direitos”, afirma a diretoria do Sinpro.

A união e mobilização da categoria também garantem maior visibilidade à campanha salarial. Através de ações conjuntas, chama-se a atenção da sociedade para as reivindicações. Mostra-se, também, que a luta de professores(as) e orientadores(as) educacionais tem como principal propósito uma educação pública de qualidade. E quem ganha com isso é a população do DF.

Uma campanha salarial marcada por unidade e mobilização mostra legitimidade e representatividade da luta. Nenhum governo sério pode desconsiderar isso.

Como funciona uma campanha salarial?

A Campanha Salarial 2024 do magistério público está definida: 19,8% já! Rumo à meta 17.

Para avançar na luta, é importante saber como funciona uma campanha salarial e o que é necessário para que ela tenha resultados positivos.

O Sinpro preparou uma série de cards que abordam o tema. Veja abaixo:

 

A campanha salarial é um processo periódico de negociação entre trabalhadores e governo (ou patrões) para definir os reajustes salarias e outros benefícios para o próximo período.

Aqui, vamos focar na categoria do magistério público.

 

Nossa pauta de reivindicações é construída a partir das necessidades e anseios da categoria. Após o levantamento, aprovamos o documento em assembleia.

 

 

Com a pauta de reivindicações aprovada, o Sinpro começa as negociações como GDF.

 

 

Durante a campanha salarial, mobilização e unidade da categoria são as principais ferramentas para alcançar conquistas. Por isso, é essencial participar em peso das atividades apontadas no calendário de mobilizações.

 

 

Por parte da representação sindical, os principais atributos devem ser compromisso e responsabilidade. E disso o Sinpro nunca abriu mão!

 

 

Os resultados das negociações são apresentados à categoria, que aprova ou rejeita as propostas do GDF.

 

 

O processo de negociação pode resultar em acordo ou impasse. No último caso, o Sinpro, com a deliberação da categoria, organiza as ações de enfrentamento.

 

 

Agora que você já sabe como funciona uma campanha salarial, vamos à luta!

Saiba mais sobre a nossa campanha salarial no link https://x.gd/vukk2

 

Os materiais da Campanha Salarial 2024 também são publicados nas redes sociais do Sinpro. Curta, compartilhe e comente! Instagram, Facebook, Twitter

Assédio moral nas escolas não!

O assédio moral é, infelizmente, uma prática recorrente nos locais de trabalho. Trata-se de um conjunto de comportamentos abusivos, humilhantes e constrangedores, praticados de forma repetitiva e prolongada, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, causando danos à integridade física e psíquica de uma pessoa.

O tema é tão importante que mereceu uma convenção da OIT (Organização Internacional do Trabalho). A Convenção 190 tem o objetivo de eliminar a violência e o assédio do mundo do trabalho, considerando que todos e todas têm direito a trabalhar em um ambiente adequado, que preserve sua integridade física, moral e psicológica, com dignidade e responsabilidade. O presidente Lula deu início ao processo de ratificação da Convenção 190 da OIT, agora falta o Congresso Nacional aprovar.

Embora geralmente o assédio moral seja praticado da chefia em direção a um trabalhador ou trabalhadora em posição hierarquicamente inferior, também pode acontecer entre colegas de equipe ou mesmo a partir do chefiado em direção à chefia. As mulheres são as principais vítimas de tais práticas, que se somam a diversos outros fatores para tornar a vida das mulheres muito mais difícil que a dos homens no mundo do trabalho, e isso pode impedi-las de permanecer e/ou progredir no mercado de trabalho.

Há particularidades que fazem com que alguns setores sejam mais vulneráveis que outros, e é preciso que a atenção seja redobrada para proteger essas profissionais: professoras em regime de contratação temporária, por exemplo, que não têm estabilidade, e profissionais que atuam em escolas militarizadas, onde diversos casos de abuso de autoridade e de assédio foram revelados, inclusive pela imprensa, nos últimos anos.

 

Consequências diretas

O assédio moral causa prejuízos à saúde mental das vítimas, que podem desenvolver quadros de depressão e transtorno de ansiedade. Os danos são também ao resultado do trabalho, que rende muito menos do que em ambientes saudáveis. Uma escola que tem professoras(es) e orientadoras(es) educacionais que sofrem assédio tem maiores chances de problemas como rotatividade de pessoal, absenteísmo (faltas), queda na qualidade do ensino.

Nesta altura do ano passado no DF, entre janeiro e abril de 2023, mais de 5,1 mil servidores da rede pública de ensino precisaram de atestado médico. Cerca de 26% tiraram a licença para tratar de transtornos mentais gerados, inclusive, por violência e assédio no local de trabalho. Desse grupo, 84,4% eram professores(as). Os dados são da Diretoria de Epidemiologia em Saúde do Servidor, da Secretaria de Planejamento do GDF.

 

Como saber se estou sofrendo (ou praticando) assédio

Na escola, é muito importante saber identificar situações de assédio, seja consigo mesma(o), seja com as(os) colegas. Veja abaixo alguns exemplos, que foram extraídos da cartilha elaborada pelo Sinpro-DF para prevenção do assédio moral.

 

São práticas frequentes de assédio moral:

• Deterioração proposital das condições de trabalho.
• Adotar comportamentos ou gestos que demonstrem desprezos ao trabalhador.
• Realizar críticas hostis publicamente sobre a capacidade profissional.
• Evitar a comunicação direta com a pessoa assediada.
• Incentivar o isolamento físico no ambiente de trabalho, prejudicando a comunicação com os demais membros da equipe.
• Não designar função alguma ao trabalhador, provocando a sensação de inutilidade e incompetência.
• Controlar a utilização ou permanência no banheiro.
• Retirar a autonomia do servidor.
• Impor regras de trabalho diferente das que são cobradas dos demais.
• Vigiar, excessivamente, apenas o servidor.
• Entregar, de forma permanente, quantidade superior de tarefas comparativas a de seus colegas.

Em casos extremos de assédio moral, podemos ver até mesmo a “destruição da vítima”, com o desencadeamento ou o agravamento de doenças já existentes. Tal situação pode levar o assediado ao isolamento familiar e dos amigos, levando-o, muitas vezes, ao afastamento de suas atividades laborais.

 

O que não é assédio moral?

A prática de atos de gestão administrativa, sem a finalidade discriminatória, pautadas no interesse da administração pública, na razoabilidade e na proporcionalidade, não caracteriza assédio moral. Podemos citar como exemplo dessas situações:

• Atribuição de tarefas aos subordinados.
• Transferência do servidor ou do empregado para outra lotação ou outro posto de trabalho.
• Destituição de funções comissionadas etc.

É importante ressaltar que os atos isolados, conflitos e discussões, não se confundem com assédio moral, pois somente o efeito cumulativo, frequente e repetitivo é que o constituem. Esses entendimentos, expostos acima, foram confirmados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) em diversos precedentes.

Acesse a cartilha do Sinpro-DF para a prevenção do assédio moral:

 

O que fazer?

Se você está sofrendo assédio moral, é importante buscar apoio seja nos colegas (que testemunharam sua condição, ou mesmo os que tenham passado por situação semelhante), seja profissional. É importante reunir as provas que houver e comunicar a situação ao setor responsável, ao superior hierárquico do assediador ou à ouvidoria.

O Sinpro oferece assessoria jurídica e atendimento psicológico, além de cursos de formação, seminários e atividades lúdicas onde é possível trocar experiências e acolhimento. Se você está vivendo uma situação de assédio, procure o diretor ou diretora do sindicato que acompanha sua escola.

Se você é testemunha de um caso de assédio moral, ofereça seu apoio à vítima, que provavelmente estará fragilizada. Você também pode se disponibilizar como testemunha e comunicar ao setor responsável, ao superior hierárquico do assediador ou acionar o Sinpro. “O debate amplo sobre o tema, a gestão democrática e a observação dos sinais que indicam a prática de assédio moral são fatores imprescindíveis para a prevenção e o combate ao assédio moral no espaço escolar”, destaca a coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro, Élbia Pires.

A Secretaria de Mulheres do Sinpro tem trabalhado essa pauta, através da convenção 190 da OIT. “O assédio moral e sexual atinge mais as mulheres, então, é importante focar no fortalecimento delas”, considera a coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF, Mônica Caldeira. “Criamos algumas ferramentas, como a cartilha ‘Convenção 190 – Combater o assédio e a violência contra mulheres no local de trabalho’ e uma formação relativa a ela, para contribuir para que todas saibam como agir quando estiverem nessa situação, ou quando testemunharem que uma colega está nessa situação”, ressalta ela. Para levar essa formação para sua escola, entre em contato com a Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF.

Na luta contra o assédio moral no ambiente de trabalho, a solidariedade é uma arma fundamental! Não feche os olhos para situações de assédio de você presencia, e não deixe a vítima se sentir sozinha diante dessa violência.

Qualquer agente público que se sinta vítima ou testemunhe atos que possam configurar assédio moral no ambiente de trabalho pode fazer denúncia para o superior hierárquico, para a Ouvidoria ou para a Comissão de Ética, conforme a gravidade e a regulamentação de cada instituição. As denúncias consideradas procedentes poderão ensejar a abertura de sindicância e de processo administrativo disciplinar.

MATÉRIA EM LIBRAS

Últimos dias para submissão de trabalhos e inscrição no IX CONCOCE

O IX Congresso Centro-Oeste de Ciências do Esporte convida professores(as) da rede pública do Distrito Federal (DF) a submeterem seus trabalhos e a inscreverem-se. O prazo final para submissão de trabalhos é dia 30 de abril.

Os(as) professores(as) interessados em submeter seus trabalhos devem acessar o link a seguir. Submeta aqui: https://cbce.org.br/evento/concoce/submissoes. Confira no final desta matéria os procedimentos para apresentação dos trabalhos.

Para as inscrições, acesse o link no site do cbce: https://www.cbce.org.br/evento/concoce/inscricoes

Este ano, o IX Congresso Centro-Oeste de Ciências do Esporte (CONCOCE) terá como temática a “Formação humana e intervenção em Educação Física” com o intuito de contribuir com muitas reflexões na área.

O congresso será realizado entre os dias 29 de maio de 2024 e 1º de junho de 2024 na Universidade Estadual de Goiás UnU Goiânia ESEFFEGO.

O evento é organizado pelo Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE), mas, na edição deste ano, tem sido organizado coletivamente pelas Secretarias Estaduais de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

 

PROCEDIMENTOS PARA SUBMISSÃO DOS TRABALHOS

 

💠 Formatos de Submissão:

  1. a) Trabalhos Completos – Comunicação Oral
  2. b) Resumo Expandido – Apresentação em Pôster

 

SERVIÇO

🗓️ Evento: 29/05 a 01/06/2024
📍 Local: UEG/ESEFFEGO, Goiânia, Goiás

 

CEP Saúde realiza atividades na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho

O Centro de Educação Profissional de Planaltina realiza nos dias 22 e 23 de abril, segunda e terça-feira, atividades na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Nos dois dias, o evento, aberto à comunidade escolar, será das 13h30 às 17h. As atividades são gratuitas.

Segurança do trabalho na construção civil, além de prevenção de combate a incêndio e controle de foco de incêndio domiciliar são alguns dos temas que serão trabalhados no evento.

Entre os objetivos da Sipat estão a conscientização dos(as) trabalhadores sobre a importância da segurança no trabalho e dos riscos ocupacionais; divulgação das normas de segurança e saúde do trabalho; além da melhora do ambiente de trabalho.

Acesse AQUI a programação completa

 

50 anos pela educação: CEF Polivalente é homenageado na CLDF

O Centro de Ensino Fundamental Polivalente comemorou o Jubileu de Ouro com homenagens realizadas na Câmara Legislativa nessa quinta-feira (18/4). O meio século de esforços a favor da educação foi marcado por discursos e premiação de professores(as) e estudantes, com medalhas, menções honrosas e moções de louvor.

 

 

“São 50 anos de sonhos, muito trabalho e dedicação. A qualidade de ensino que caracteriza o CEF Polivalente é resultado do empenho dos professores e professoras, dos orientadores e orientadoras educacionais da escola. É resultado também do compromisso dos outros integrantes da comunidade escolar”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda, que participou da solenidade.

A sindicalista lembrou que é urgente que o governo do DF respeite a educação, para que todas as unidades escolares consigam desempenhar projetos que vão ao encontro da qualidade da educação pública. “Infelizmente, até agora, o governador Ibaneis Rocha vem desrespeitando sistematicamente a categoria do magistério público, com desvalorização, e toda a população do DF, com desinvestimento na educação pública. É lamentável, e o Sinpro está na luta para reverter este cenário”, disse.

Na mesma linha, o deputado Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (Cesc), discursou contra o sucateamento das escolas públicas do DF. Para ele, a oferta de educação de qualidade é mérito do CEF Polivalente. “Infelizmente não chegamos ainda onde a gente queria, no lugar que a escola devia estar. Mas essa luta a gente celebra hoje também com 50 anos do Polivalente”, afirmou.

Durante a homenagem na CLDF, a diretora da unidade escolar, Aurea Satomi, reforçou o compromisso dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais durante esse meio século de existência do CEF Polivalente. “Firmamos aqui a continuidade do trabalho e compromisso em prol da educação na formação dos jovens estudantes”.

O evento em homenagem ao CEF Polivalente foi presidido pela deputada Doutora Jane (MDB). Ela, que foi professora da rede pública de ensino por dez anos, disse: “Tudo que alcancei na vida, devo à educação”.

Premiações
Na comemoração do Jubileu de Ouro do CEF Polivante, estudantes vencedores da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) de 2023 e do concurso de fotografias “50 Olhares no Polivalente” receberam medalhas.

Os estudantes Rebeca Cruz de Lima e Murilo Borges de Amorim receberam medalha de prata e de bronze, respectivamente, pela ONC 2023.

Gustavo Lima da Silva ganhou o primeiro lugar do concurso “50 olhares no Polivalente”, que teve Lara Moraes em segundo lugar e, em terceiro, Maria Luiza Ribeiro.

Acesse AQUI o álbum de fotos do Jubileu de Ouro do CEF Polivalente

 

 

Secretarias de Educação e Economia propõem aprendizagem sobre educação fiscal

Estão abertas até o dia 28 de abril as inscrições para o EnCena, projeto do Programa de Educação Fiscal do Distrito Federal (PEF/DF). Promovido pelas secretarias de Educação e de Economia, Controladoria-Geral do DF (CGDF) e pela Receita Federal, o EnCena é um projeto de educação gamificada voltado para a rede pública de ensino do DF, que funciona por meio de um aplicativo contendo trilhas de aprendizagem, conteúdos em formato de games e jogos interativos.

O projeto prevê formação continuada de profissionais da educação, em ambiente virtual de aprendizagem. Os(as) educadores(as) terão também uma oficina básica de produção audiovisual para auxiliar na direção, construção, organização e gerenciamento dos produtos estéticos e artísticos a serem desenvolvidos.

Voltado para estudantes e professores(as) do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino no DF, o projeto tem como proposta relacionar tecnologia e produção audiovisual como estratégias de transposição didática dos conteúdos da temática de educação fiscal. Está prevista uma premiação para os(as) participantes.

Há duas etapas: “De olho na educação”, voltada para educadores(as) e estudantes dos dois últimos anos do Fundamental e Ensino Médio, e “Portas Abertas à Cidadania”, voltada para educadores(as) e estudantes do 4º ao 7º ano do Ensino Fundamental. Cada uma das etapas é composta por trilhas de aprendizagem diferentes.

Mais informações e formulário de inscrições neste link

 

Vem aí a 17ª Jornada Literária do Distrito Federal | São Sebastião e Paranoá

A Associação Cultural da Jornada Literária do Distrito Federal realiza a 17ª edição da Jornada Literária na rede pública de ensino do Distrito Federal e pretende envolver, nas oficinas de mediação de leitura com encontros com 21 autores brasileiros contemporâneos, mais de 200 professores(as) e cerca de 5 mil estudantes da rede.

A jornada vai acontecer nos dias 3 a 7 de junho, na sede da Jornada, no Paranoá, e de 10 a 13 de junho, no Instituto Federal de Brasília (IFB) de São Sebastião. Em razão de ser realizada nessas duas Regiões Administrativas, a edição deste ano recebe o nome de “Jornada Literária – Edição São Sebastião e Paranoá”. Não percam!

“A novidade desta edição é que há participação de mais Escolas do Campo. São escolas que ficam situadas foram das áreas urbanas e, por isso, o acesso a bens culturais é menor ainda”, afirma Marilda Bezerra, uma das idealizadoras da Jornada. Ela é jornalista e trabalhou por mais de duas décadas com assessoria de imprensa. No entanto, em 2016, ela e o escritor João Bosco Bezerra Bonfim criaram a Jornada Literária do DF, programa de formação de leitores(as), que leva literatura, livros e escritores para estudantes e professores(as) das escolas públicas situadas fora do Eixo do Plano Piloto.

Com isso, desde então, Marilda vem atuando como produtora-executiva de projetos culturais e é uma das curadoras da Jornada Literária do DF. Ela conta que, desde o começo, no meio desses 17 anos, e agora, o que estimula a produção da jornada é a vontade de criar ambientes leitores. “Isso porque cada leitor e cada leitora se forma por si próprio. Lê. Gosta. Cria gosto. Faz disso uma diversão. Mas ninguém aprende a ser um leitor sem umas companheiras e umas companhias de jornada”, diz.

“Desde a primeira, em 2106, realizada no Paranoá, tem sido essa a toada: formar as professoras e professores como mediadoras e mediadores de leitura; distribuir por intermédio deles os livros; e promover o encanto dos encontros entre autoras, autores e leitores. Não vamos falar das dificuldades, que estas existem para a gente superar. Mas temos tido muitas – e boas colaborações. O Fundo de Apoio à Cultura (FAC), mesmo com as limitações, tem sido uma fonte de recursos considerável. Outros patrocinadores e parceiros, incluindo o SESCDF têm sido de grande valia. Mas nada estaria sendo feito sem essa maravilhosa parceria com professoras e professores, gestores e escolas públicas do DF. Estivemos, além do Paranoá e Itapoã, em Ceilândia, Gama, Brazlândia, Sobradinho, São Sebastião, nesses oito anos de trabalho. Até agora, mais de 150 mil leitores estiveram conosco. E esse trabalho tem nos proporcionado alegria”, conta Marilda.

O evento é realizado com recursos financeiros do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e tem o objetivo de formar leitores(as) de literatura. A ideia é promover 8 dias de imersão no universo literário com cinco mil estudantes de escolas públicas do Paranoá, Sobradinho, Itapoã e São Sebastião e levá-los(as) a conhecer livros literários, bem como participar de debates sobre literatura com 21 autores brasileiros contemporâneos.

A equipe do projeto informa que, para acompanhá-lo, basta acessar @‌jornadaliterariadf (ou https://www.instagram.com/jornadaliterariadf.) E avisa que, para esta edição, a convocatória já está fechada e as oficinas já começaram. No entanto, os(as) professores(as) que quiserem participar, devem pedir à direção para inscrever a escola no projeto. Informa ainda que, para as próximas edições, é importante que professores(as) e diretores(as) de escolas entrem em contato com a organização do projeto para saber quando começam as inscrições pelo endereço @‌jornadaliterariadf.

Preparação

Atualmente, a Associação está envolvida na etapa de preparação. Os(as) professores(as) das escolas que se inscreveram para participar da Jornada passam por oficinas de formação de mediadores de leitura. Participam das oficinas, que têm três horas de duração, mais de 200 professores da rede pública de ensino. Durante as oficinas, são abordadas algumas ferramentas de mediação de leitura em sala de aula com os alunos e apresentados os livros que serão doados para as atividades de mediação de leitura com os estudantes. As oficinas começaram em abril e seguem em maio e acontecem na sede da Jornada, no Paranoá, e no auditório do IFB, em São Sebastião.

Como parte do processo de formação de leitores de literatura entre os alunos participantes, serão doadas 1.400 obras literárias para cerca de 20 escolas públicas que participam desta edição da Jornada. Em junho, os alunos que participaram das atividades de mediação de leitura irão se encontrar com os autores dos livros recebidos e lidos previamente. O objetivo é estimular os jovens a lerem literatura e construir o gosto pela leitura literária.

Convidados

Desta edição da Jornada Literária do Distrito Federal participam as escritoras e os escritores Adriana Nunes, Ádyla Maciel, Alessandra Roscoe, Alexandre Brito, Caio Riter, Conceição Freitas, Cristiane Sobral, Elaine Maritza, Flávia Ribas, Felipe Cavalcante, Nahira Salgado, Ivan Zigg, João Bosco Bezerra Bonfim, Marcello Linhos, Marco Miranda, Marilia Pirillo, Nanda Fer Pimenta, Renato Moriconi, Roger Mello, Rogério Andrade e Tino Freitas.

Sobre a Jornada Literária do Distrito Federal

Em 2016, o escritor João Bosco Bezerra Bonfim e a jornalista Marilda Bezerra criaram a Jornada Literária do DF, programa de formação de leitores que desenvolve ações para promover o gosto pela leitura literária por meio do encontro de leitores com autores. A Jornada leva as artes verbais – poesia, histórias, álbuns ilustrados, espetáculos literários, debates, palestras conferências – para pessoas, comunidades e grupos que, usualmente, não têm acesso a esse bem cultural; por isso, no Distrito Federal, a opção por atuar junto a escolas e professores da rede pública de ensino. Mais de 150 mil estudantes e professores já foram beneficiados pelas atividades literárias oferecidas pela Jornada Literária. Em 2021, foi inaugurada a Sala de Leitura da Jornada Literária na sede da Associação Cultural Jornada Literária do Distrito Federal localizada no Paranoá. O local é aberto à comunidade de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h, com sessões de leitura e programação especial divulgadas pelas redes sociais da associação.

Sobre os realizadores

João Bosco Bezerra Bonfim é poeta, com 30 livros publicados, incluindo os infanto-juvenis e cordéis, sendo os mais recentes “A botija encantada” (Ed. DCL, 2017); “Era uma vez uma Maria Farinha” e “Lobo-Guará de Hotel” (Ed. Jornada Literária. Seu livro “Romance do Vaqueiro Voador” (LGE, 2004; Callis, 2009) foi transformado em filme homônimo, por Manfredo Caldas. João Bosco é graduado em Letras, Mestre e Doutor em Linguística e pesquisador na área de Análise do Discurso com estudos em narrativas e poesia. É um dos criadores da Jornada Literária do DF, programa de formação de leitores que já beneficiou mais de 150 mil estudantes e professores das escolas públicas do DF; tendo ministrado cerca de 150 oficinas de mediação de leitura, atividade fundamental para os encontros dos leitores com os autores realizados na Jornada.

Serviço:

17ª edição da Jornada Literária do Distrito Federal | São Sebastião e Paranoá

Quando | De 3 a 7 de junho

Participação | 5 mil alunos da rede pública de ensino

200 professores

Escolas do Paranoá, Sobradinho, Itapoã e São Sebastião

Livros distribuídos | 1,4 mil

Escritores | 21 autores contemporâneos de literatura

Informações sobre o projeto

 

Com informações do release da Associação Cultural da Jornada Literária do Distrito Federal

Assembleia define pauta de reivindicações da categoria

Professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais da rede pública de educação do DF aprovaram a pauta de reivindicações da categoria em assembleia realizada neste sábado, 20 de abril, no auditório da Câmara Legislativa.

A última atualização do documento havia sido feita em 2018. A pauta de reivindicações do magistério público é o documento que orienta a atuação da comissão de negociação do Sinpro junto ao GDF, e contém tanto pontos econômicos quanto pedagógicos.

O primeiro ponto da pauta de reivindicações destaca e reforça a luta pelo cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), equipara o vencimento básico de professores e professoras à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente. Essa tem sido uma luta prioritária do Sinpro desde a aprovação do Plano, em 2015.

Para Berenice Darc, diretora do Sinpro que compôs a mesa de organização dos trabalhos, a assembleia foi vitoriosa: “Nossa categoria se debruçou sobre sua pauta de reivindicações e deliberou de forma unitária, mostrando que é o processo democrático que nos fortalece”, destacou Berenice. “A assembleia mostrou que a categoria está unida em torno de suas reivindicações, com toda disposição para construir uma campanha salarial potente e conquistar vitórias”, afirmou a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

A íntegra da pauta de reivindicações aprovada em assembleia será disponibilizada pelo Sinpro nesta segunda-feira (22).

 

19,8% já!

Na primeira assembleia geral do ano, realizada dia 20 de março, professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovaram para a campanha salarial 2024 o índice de reajuste salarial de 19,8%. O índice repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023.

Além desse item, também são pontos centrais da campanha salarial a luta permanente pelo cumprimento da meta 17 do PDE; o cumprimento integral do acordo de greve firmado em 2023; e investimento na educação pública.

>>> Saiba mais: CAMPANHA SALARIAL 2024: 19,8% JÁ! RUMO À META 17

 

Próxima assembleia

A próxima assembleia geral do magistério público do DF será dia 22 de maio, quarta-feira, com paralisação. Nessa data, acontecerá a Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília, e nossa assembleia se unirá a ela.

Entre abril e maio, haverá atos regionalizados, direcionados a demandas locais de cada regional de ensino.

Veja as fotos

MATÉRIA EM LIBRAS

Nota de apoio à greve dos docentes da UnB

Em defesa da educação pública de qualidade, em todas as suas etapas, o Sinpro-DF manifesta apoio intransigente à greve dos docentes da Universidade de Brasília (UnB), deflagrada no último dia 15 de abril, por tempo indeterminado.

A pauta de reivindicações dos servidores converge com o pleito dos técnico-administrativos da UnB, em greve desde o dia 11 de março. Entre outros pontos, a luta é pela recomposição salarial e reestruturação das carreiras.

O pleito dos docentes é justo e necessário. É urgente o reconhecimento à importância das universidades públicas e o investimento no ensino superior, com valorização dos profissionais que dedicam suas vidas à formação de cidadãos e cidadãs e ao desenvolvimento do país.

Tardar em atender as pautas dos docentes e demais segmentos da UnB é impor prejuízos graves à sociedade como um todo, seja pelo aumento de desigualdades, pelo prejuízo à inovação, pelo atraso no desenvolvimento humano e social.

Não investir na educação superior pública do Brasil significa abrir mão do futuro do país.

Diretoria colegiada do Sinpro-DF

 

 

 

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