17 de maio | Dia Internacional contra a Homofobia

O combate a todo tipo de discriminação é um dos princípios fundantes do Sinpro-DF. Nesta quarta-feira (17), Dia Internacional contra a Homofobia, o sindicato destaca a necessidade de a população brasileira exercitar, diariamente, o combate intransigente à LGBTQIA+fobia. Também reforça seu compromisso com a defesa da diversidade, por uma escola que seja para todas, todos, todes e laica para que seja realmente inclusiva, bem como gratuita, pública, democrática  e de qualidade socialmente referenciada.

Nesta edição do Dia Internacional contra a Homofobia, o Sinpro está engajado em todas as mobilizações e comemorações relativas à data e aderiu à campanha “Justiça por Lindolfo” porque o 17/5 é também momento de reforçar a reflexão sobre as violências da sociedade brasileira contra as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersex (LGBTQIA+).

“O combate à LGBTQIA+fobia começa pela escola. É importante e fundamental, no trabalho pedagógico, termos um ambiente escolar respeitoso, acolhedor e livre de preconceitos. Não basta ser contra a discriminação, é preciso combatê-la,proativamente, aprendendo e ensinando a valorizar as diferenças”, destaca Ana Cristina Machado, diretora do Sinpro-DF.

Ela afirma que é preciso respeitar a diversidade e a pluralidade na escola e trabalhar, pedagógica e diuturnamente, na desconstrução e na superação das práticas discriminatórias. “As equipes pedagógicas devem promover ações e espaços de afirmação dos e das estudantes LGBTQIA+ como sujeitos de direito”.

A Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro oferece subsídios didático-pedagógicos para toda e qualquer escola da rede pública do DF e aos(às) professoras(as) e orientadores(as) educacionais que queiram trabalhar o tema na sala de aula com o material produzido pelo Sinpro. O tema é pauta da categoria em suas lutas por melhores condições de trabalho.

“A vida das pessoas, das trabalhadoras e trabalhadores de todas as áreas importam. A luta contra a LGBTQIA+fobia é diária dentro e fora da escola. O respeito às diferentes orientações e identidades sexuais e de gênero  é  necessário para que as diversidades possam existir  na sociedade”, afirma o professor, mestre pesquisador, Anderson Neves, integrante do Coletivo LGBTQIA+ do Sinpro.

Nesta quinta-feira (18), na Assembleia Geral da categoria, a ser realizada a partir das 9h30, no estacionamento da Funarte, o Coletivo LGBTQIA+ do Sinpro e o Coletivo LGBTQIA+ da CUT-DF distribuirão o cartaz e o Jornal Mural da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) sobre o tema do 17 de Maio.

Ana Cristina também indica a leitura do Jornal Mural da Educação – Especial 17 de Maio, no site do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato). O jornal pode ser acessado no link a seguir: https://appsindicato.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Jornal_Mural_17maio_2023_web_.pdf

 

Edição 2023 do 17 de Maio

O Dia Internacional contra a Homofobia é uma data que marca a luta por igualdade e celebra avanços históricos nesse sentido. Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID), rompendo séculos de discriminação e perseguição.

Este ano, os motes e temas foram definidos em vários encontros nacionais do movimento sindical, como, por exemplo, no Encontro do Coletivo LGBTQIA+ da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), realizado em 22 e 23 de abril, em Fortaleza (CE), e no 4º Encontro Nacional LGBTQIA+ da CUT, realizado entre os dias 4 e 7 de maio.

Márcia Gilda Moreira, coordenadora, Ana Cristina Machado e Carlos Fernandes, diretores da Secretaria de Raça e Sexualidade, representaram a diretoria colegiada do Sinpro no Encontro do Coletivo LGBTQIA+ da CNTE. João Macedo, professor, coordenador do Coletivo LGBTQIA+ da CUT-DF e membro do Coletivo LGBTQIA+ do Sinpro-DF, representou o sindicato no 4º Encontro Nacional LGBTQIA+ da CUT em São Pulo.

“A luta não vai parar. Maio, mês de luta, especialmente o dia 17, é uma data muito importante para a população LGBTQIA+, pois, foi nesta data, em 1990, que a OMS retirou a homossexualidade do CID.É preciso marcar essa data, pois ainda há muito o que ser feito para garantir o respeito e a dignidade das pessoas, independentemente de sua orientação sexual e identidade de gênero”, diz o professor.

No entendimento dele, “toda luta que queira enfrentar de maneira concreta as violências, as opressões e a luta efetiva por direitos sociais devem se intersecciona lizar e, assim, por entender que a classe trabalhadora é composta também por pessoas LGBTQIA+, que o Sinpro, por meio da Secretaria de Raça e Sexualidade, constituiu o Coletivo LGBTQIA+, tornando-se mais um instrumento de combate contra a LGBTQIA+fobia  no local de trabalho, atuando na defesa e no apoio das pessoas LGBTQIA+ que formam  essa categoria”.

 

Homenagem ao professor Lindolfo Kosmaski

O Dia Internacional contra a Homofobia 2023 homenageia a vida do jovem professor Lindolfo Kosmaski. Brutalmente assassinado por Robson José Voinarski, em maio de 2021, Lindolfo era homossexual e ativista ligado ao Movimento Sem Terra (MST). Em abril de 2023, o assassino foi a júri popular e condenado a 19 anos e 6 meses de prisão. Confira matéria na íntegra aqui

A condenação de Voinarski por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, foi um passo importante da Justiça contra a LGBTIA+fobia. A APP-Sindicato, no Paraná, bem como familiares, amigos(as) e colegas de vida e de luta do professor Lindolfo no MST acompanharam as mais de 18 horas de julgamento.

Lindolfo tinha 25 anos e foi morto no dia 1º de maio de 2021, em São João do Triunfo, região Sul do Paraná. Seu corpo foi encontrado carbonizado. Ele era estudante egresso da turma de Licenciatura em Educação do Campo da Escola Latina Americana de Agroecologia (ELAA), localizada no assentamento Contestado, no município da Lapa (PR). Participou de diversas atividades de formação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), como cursos e encontros do Coletivo LGBTQIA+ Sem Terra e Jornadas de Agroecologia.

 

Confira o vídeo em homenagem ao professor Lindolfo:

Clique no link para visualizar o cartaz “Justiça por Lindolfo”:
https://sinpro25.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2023/05/CARTAZ-A3-JUSTICA-por-LINDOLFO-APP.pdf

 

Clique no título e acesse o documento “A Negociação Coletiva de Garantias Relativas a Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+”, apresentado pelo Dieese no 4º Encontro Nacional LGBTQIA+ da CUT 

Faixas sobre a greve da educação estão nas principais passarelas do DF

As faixas com o mote da greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais estão estampadas em todos os pontos estratégicos do Distrito Federal. O Sinpro divulgou o movimento em todos os meios de comunicação da cidade, nas suas próprias mídias eletrônicas e impressas e não poderia deixar de fora as tradicionais e eficientes faixas de lona com mensagens sobre a greve.

Para mostrar a todos(as) essa ação da greve, escolhemos fotos das faixas expostas na Floricultura, e, ao mesmo tempo, do outro lado da cidade, na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), bem como em Sobradinho, Cidade Estrutural, Núcleo Bandeirante. Todavia, desde o início da greve, iniciada em 4 de maio, o sindicato tem estampado suas tradicionais faixas com o mote da greve nas principais passarelas, viadutos e pontos estratégicos de todo o DF para explicar à população os motivos do movimento.  

Com a exposição da situação da educação, o Sinpro tem recebido o apoio e a adesão da sociedade brasiliense, que tem enviado mensagens de solidariedade diariamente. Isso mostra que todo tipo de comunicação é necessário para expor o abandono da educação pública e a falta de valorização da carreira do Magistério na rede pública de ensino por parte do Governo do Distrito Federal (GDF). Essa compreensão e força que todos(as) têm manifestado são fundamentais para que a educação seja considerada prioridade pelo governo de Ibaneis Rocha (MDB).

Nas comunidades escolares, a categoria, que também tem aderido cada vez mais ao movimento, a greve continua forte, com piquetes, ações de rua e atividades organizadas pelo Comando de Greve. Nesta quinta-feira (18), às 9h30, no estacionamento da Funarte, os(as) educadores(as) se reúnem em nova Assembleia Geral. Confira as fotos nas redes.

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Responsabilidade educacional é discutida na Comissão de Educação do Senado nesta terça-feira

Nesta terça-feira (16), a Comissão de Educação (CE) do Senado realiza reunião para deliberar sobre um projeto de lei que tem como objetivo estabelecer medidas para avaliar a qualidade e disponibilidade da educação básica, bem como impor responsabilidades aos gestores públicos em relação ao ensino, sujeitando-os a sanções civis e criminais em caso de má administração. O projeto em questão, denominado PL 88/2023, foi apresentado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR) e conta com um parecer favorável do senador Confúcio Moura (MDB-RO).

Arns argumenta que a falta de uma legislação de responsabilização educacional resultou em consequências particularmente negativas durante a pandemia da covid-19, principalmente em relação ao nível de aprendizado dos estudantes mais jovens. O autor ressalta a necessidade não apenas de termos familiaridade com a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas também de termos uma legislação que promova o fortalecimento da cultura de responsabilidade educacional entre os gestores públicos.

De acordo com o PL 88/2023, a qualidade educacional será avaliada com base em indicadores que levam em consideração as metas e diretrizes estabelecidas em leis como o Plano Nacional de Educação (PNE) e a própria Constituição Federal. A má administração poderá acarretar sanções civis e, no caso de prefeitos e governadores, até mesmo ser considerada crime de responsabilidade. O texto também estabelece que eventuais danos causados à oferta e à qualidade da educação básica pública poderão ser objeto de reparação judicial por meio de ação civil pública.

É importante destacar que a decisão da Comissão de Educação é terminativa. Caso o projeto seja aprovado e não haja recurso para votação em Plenário, o texto seguirá diretamente para análise na Câmara dos Deputados.

Justamente por isso, a senadora Teresa Leitão (PT-PE), juntamente com os senadores Confúcio Moura (MDB-RO) e Flávio Arns (PSB-PR), apresentaram requerimento para a realização de duas audiências públicas antes da votação em definitivo. O objetivo é dirimir quaisquer dúvidas e mediar a participação de estados e municípios no contexto do PL 88/2023.

>>> Link da sessão (ao vivo) da Comissão de Educação no Youtube 

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Você já se vacinou contra a gripe?

Desde segunda-feira (15), todos(as) com mais de seis meses de idade já podem receber a vacinação contra a gripe (influenza) no Distrito Federal. São mais de 120 unidades de saúde preparadas para atender a população.

A lista completa está disponível no site da Secretaria de Saúde

A gerente da Rede de Frio da Secretaria de Saúde, Tereza Luiza Pereira, lembra que essa vacina pode ser tomada juntamente com outros imunizantes. “Quem for se vacinar, pode atualizar o cartão vacinal. Os que têm mais de 18 anos, por exemplo, podem receber a aplicação da vacina contra a gripe e a bivalente contra a covid-19”, afirma.

A vacina contra gripe aplicada em 2023 é do tipo trivalente, pois protege contra três vírus diferentes: A/Sydney/5/2021 (H1N1) pdm09, A/Darwin/9/2021 (H3N2) e B/Austria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria, tendo sido desenvolvida a partir das cepas em circulação no Brasil). Após a imunização, em duas a três semanas passam a ser detectados anticorpos contra a doença. A duração varia de seis a 12 meses, dependendo do indivíduo, fato que justifica a vacinação ocorrer anualmente.

A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, faz um convite à sociedade para se vacinar. “As unidades de saúde estão abastecidas de doses contra a gripe (influenza). Vacina no braço é proteção. É não permitir, em nosso território, doenças que têm vacina”, alerta a secretária.

Com informações da Agência Brasília

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Mães da Resistência manifestam apoio à greve

Prezadas professoras e professores da Secretaria de Educação do DF,

Nós Mães da Resistência, manifestamos nosso total e irrestrito  apoio à greve das professoras e professores da Secretaria de Educação do DF. Como mães de crianças, jovens e adultos LGBTQIAPN+, que estudam nas escolas públicas do DF, chamamos  atenção de toda a comunidade para a necessidade de valorização da profissão docente como condição para que tenhamos uma educação de qualidade e inclusiva que reconheça, acolha e promova a todos, todas e todes.

O governo Ibaneis, desde o seu primeiro mandato, tem-se  alinhado com o autoritarismo e chegou a ser afastado este ano por não garantir a segurança do país em 8 de janeiro contra os atentados golpista. Vimos nesse período a violência sexista, capacitista e lgbtfóbica crescer no interior e no entorno das escolas. Para aumentar  seu próprio salário e do alto escalão do governo em 25%, sem parcelamento, não faltaram recursos. Porém,  para investir na educação, não  tem. As escolas públicas seguem sucateadas, várias escolas de EJA foram fechadas. É inaceitável que os/as docentes e orientadoras/es da educação pública do DF estejam com salários abaixo do piso nacional da categoria com mais de 30% de perda salarial em 8 anos sem reajuste . O descaso com  educação também se dá pela não realização de concurso público, o que aumenta a contratação temporária, o não suprimento de todas as carências  e dificulta a valorização profissional como prevista na meta 17 do PDE.

As professoras/es, bem pagas/os, saudáveis e convictas/os são imprescindíveis  na contrução de uma educação que trate todas as diferenças como  parte da complexidade humana que gera riqueza de conhecimentos e promove competências e habilidades  para o desenvolvimento educacional e humano de todes. Precismos desta categoria profissional para a construção de uma sociedade que supere as mazelas das desigualdades sociais, da exclusão e da violência que tanto tem afetado as escolas e, em especial, nossas filhas, filhos e filhes. Afinal, o Brasil é o pais do mundo que mais mata a população LGBTQIAPN+ e ocupa essa posição já faz 12 anos seguidos. Precisamos da educação para mudar essa realidade. 

Nos somamos à categoria na exigência que o GDF atenda suas reivindicações salariais e de condições de trabalho e qualidade de ensino.

TODO APOIO À GREVE DAS PROFESSORA E PROFESSORES DO DF!
IBANEIS, A EDUCAÇÃO NA RUA, A CULPA É SUA!

Girlayne Carvalho Machado
Presidente

 

 Siga: @maesdareistencia

ASSOCIAÇÃO MÃES DA RESISTÊNCIA
Rua C7, N. 05, Ouro Preto, Olinda/PE CNPJ: 46.433.691/0001-18CEP. 53.330-360

Sinpro divulga Folha do Professor que explica a luta pela reestruturação da carreira

O Folha do Professor nº 214 já está disponível para a categoria. Com o título “Por que lutamos pela reestruturação da carreira já!”, esta edição explica os motivos pelos quais a categoria tem a reestruturação da carreira como um dos principais pontos da pauta de reivindicações na Campanha Salarial 2023. O impresso está disponível nas subsedes e sede do sindicato para quem quiser buscá-lo e será entregue nas escolas pelos diretores do Sinpro como parte das atividades da greve, que começa nesta quinta-feira (4/5), com uma Assembleia Geral, às 9h30, no estacionamento da Funarte. O Folha do Professor impresso está disponível também no site do Sinpro (CLIQUE AQUI)

No jornal, a entidade mostra que os 8 anos de congelamento salarial imposto pelos governos de plantão no Palácio do Buriti aos(às) servidores(as) públicos(as) distritais e a falta de investimento nas escolas do Distrito Federal levaram o Magistério Público da capital do País a um desgaste financeiro e a uma precarização nas condições de trabalho tão intensa que, hoje, não basta um reajuste parcelado em 3 anos no valor de 6%, em que a primeira parcela começa em julho de 2023: é necessária a reestruturação da carreira para recuperar o salário e, sobretudo, a carreira.

Além de mitigar essas perdas, já que gera vantagens no vencimento, nas gratificações, progressões e outros componentes da carreira, a reestruturação também produz benefícios para efetivos(as) e contratos temporários; para quem está na ativa e já se aposentou; valoriza a formação com o aumento dos percentuais de progressão; aumenta a remuneração dos professores(as) do contrato temporário; cria tabela de escalonamento horizontal para quem tem pós-doutorado; amplia o percentual de afastamento para estudo, dentre outros. Confira tudo isso e muito mais no Folha do Professor 214 de abril de 2023.

O Folha do Professor 214 também destaca a importância do concurso público e a convocação imediata dos(as) concursados(as) do certame de 2022, e reivindica a nomeação, urgente, de todo o cadastro reserva. Atualmente, a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) tem utilizado da contratação temporária, como via de regra, em vez do concurso público, para preenchimento das vacâncias. A prova disso são cerca de 14 mil professores(as) do contrato temporário em regência de classe. 

Vale destacar que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem margem financeira para realizar a reestruturação da carreira. Recentemente, em matéria publicada no site, o Sinpro mostra que Relatório Fiscal de Investimento no Pessoal, elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra que o GDF tem margem para avançar no valor de reajuste aplicado em pessoal sem ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Pelos cálculos, o avanço poderia ser de quase R$ 7,5 milhões. Cliquei aqui e confira:  https://bit.ly/41chJah

Confira no link, a seguir, o Folha do Professor 214/abril de 2023. O Sinpro também está distribuindo outros materiais de greve: clique aqui e confira.

Não esqueça: dia 4 de maio começa a greve da educação. É fundamental que a categoria esteja amplamente mobilizada para conquistar as vitórias que reivindicamos! Todos e todas à Assembleia Geral: 4 de maio, 9h30, no estacionamento da Funarte.

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Vida em palavras, vivências em catarse

Se a ideia era trazer temas relevantes para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, e levá-los (las) a refletir e compartilhar experiências sobre suas vivências pessoais e profissionais, então a primeira edição do projeto Viver em Palavras foi muito bem sucedida.

A ideia do projeto Viver em Palavras, pensado para ser uma parceria da secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador com as outras 13 secretarias do sindicato, é utilizar a transversalidade como um processo de integrar a comunicação, uma pausa para refletir sobre o viver, reforçando a conscientização sobre a prevenção dos adoecimentos.

No evento de ontem, em parceria com a secretaria de mulheres do Sinpro, a professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Brasília Valeska Zanello falou sobre saúde mental e gênero.

Zanello demonstrou que, por ser socialmente construído como o gênero frágil, que é obrigado a gerar e cuidar, sempre pensando primeiro nos outros e ficando para último nas prioridades de vida, as mulheres são cobradas socialmente por determinadas atitudes e comportamentos e, se não se comportam dessa forma predeterminada, são julgadas e culpadas por suas condutas não condizentes com seu papel de gênero.

Várias professoras trouxeram seus depoimentos de vivências. Duas professoras aposentadas contaram das cobranças dos irmãos homens para cuidar de pais idosos; outra professora aposentada contou das cobranças feitas por suas amigas durante seu casamento e após seu divórcio. Histórias compartilhadas por mulheres que se sentiam culpadas por não conseguir atender às expectativas de uma sociedade machista e patriarcal.

“Sou a única mulher de cinco filhos. Meus quatro irmãos nunca se preocuparam em cuidar do meu pai, pois isso sempre foi tarefa minha. Eu estava emocionalmente esgotada, e nenhum deles estendeu a mão pra mim”, contou uma das participantes.

Os depoimentos dessas professoras irão ao ar em breve nas próximas edições do TV Sinpro.

Após o evento, a professora Valeska Zanello contou que esse tipo de reação é muito importante. “A gente pensa que as emoções têm a ver apenas com o âmbito íntimo, com nossa história pessoal, mas uma das questões importantes dentro da perspectiva de se pensar saúde mental e gênero é politizar as emoções, para entendermos o quanto nossas emoções são atravessadas por violências estruturais, como gênero e raça”.

“O projeto Vida em palavras quer ser um espaço de troca e de cuidado mútuo com nossa categoria, nos fortalecendo como seres humanos, com nossas vivências no ambiente de trabalho e, acima de tudo, busca trabalhar a prevenção ao adoecimento das trabalhadoras e trabalhadores da educação”, declarou a coordenadora da Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador, Elbia Pires.

“O encontro foi de uma sinergia muito grande, uma vez que nossa categoria é majoritariamente feminina e a nossa função de trabalho é atrelada à divisão de trabalho no que se refere às funções que a sociedade indica para a mulher. Quando a professora Valeska explicou do dispositivo materno, que faz recair sobre a mulher a responsabilização no que se refere à educação das crianças e dos estudantes, pudemos vivenciar as pessoas presentes dialogando com os estudos da professora Zanello e apresentando suas experiências de vida. Esse diálogo foi inevitável”, conta a coordenadora da secretaria de assuntos e políticas para mulheres educadora, Mônica Caldeira.

Novas edições do Viver em Palavras devem acontecer nos próximos meses.

Fake news, professor e sala de aula

O festival de Fake News que assola o país está a toda nas eleições de 2022. Trata-se de um mecanismo de má-fé que, por meio de mentira, induz as pessoas a julgamentos errôneos, muitas vezes contrários a seus próprios interesses.

Mas, afinal de contas, o que é Fake News?

Fake News é uma expressão que é diariamente surrada e desgastada. Qualquer coisa é Fake News. Donald Trump diz que a CNN só produz Fake News; Jair Bolsonaro diz que a “Globo Lixo” só produz Fake News. Então, já que qualquer um tem um conceito próprio de Fake News, a expressão não significa mais nada. É como chamar qualquer coisa que te desagrada de comunista ou fascista, segundo seu viés ideológico. Quando tudo vira comunismo (ou fascismo), nada é comunismo (ou fascismo).

O problema é que a Academia odeia essa expressão justamente por ser usada de qualquer jeito por qualquer um, ainda por cima com conotações ideológicas. Mas existe um fenômeno assombrando a sociedade mundial neste início de século XXI, conhecido e identificado por grande parte da população como Fake News. O que fazer, então?

 

Desordem da informação

A doutora Claire Wardle, da Harvard Kennedy School, apresenta, então, a ideia de desordem da informação. E, a partir daí, diferencia os processos de desordem da informação em três categorias diferentes: misinformation, disinformation e malinformation que, em português, viram informação equivocada, desinformação e má-informação. (Figura abaixo)

A informação equivocada e a desinformação são muito parecidas. Diferem, basicamente, pela presença ou ausência de dolo.

Imagine que você recebeu de um parente/ ou do(a) pastor(a) um vídeo afirmando que “se você já votou no primeiro turno, não precisa votar no segundo turno” (já adiantamos: isso é mentira, é falso!)”

Parentes não costumam desejar mal a você. Essas pessoas te amam, e querem sempre seu bem. Logo, não existe dolo, não existe má-intenção ao transmitir essa informação equivocada – até porque, elas de fato acham que essa informação é verdadeira. No caso do(a) pastor(a), estamos falando de autoridade incontestável para seus fiéis.

Mas a pessoa que elaborou esse vídeo e o disseminou pela primeira vez o fez sabendo que a informação é falsa. Essa pessoa propaga essa informação com má-intenção. Logo, existe o dolo, a intenção de te prejudicar e se beneficiar com essa informação errada. Estamos diante da desinformação.

A má-informação é quando uma informação que circulou em ambiente restrito, particular ou não publicizado, é divulgada em forma de denúncia, fora de contexto, com a clara intenção de prejudicar alguém específico (o dolo está presente, é inequívoco e inconteste, e tem um alvo específico).

Temos um bom exemplo de má-informação que circula diuturnamente nas redes sociais. É, segundo consta na informação mal-intencionada, “um vídeo em que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, antes de se tornar ministro, defendia que filhas de ministros do STF fossem estupradas e que se atirasse a queima-roupa pelas costas de ministros do STF”. Na imagem, vê-se apenas Alexandre de Moraes falando, alterado. Não há nenhuma outra informação da imagem que corrobore ou desminta, tampouco contextualize o que ele está falando.

O vídeo em questão foi recortado e manipulado. Trata-se de uma transmissão da TV Justiça , que na ocasião julgava a ADPF 572. Essa informação consta do vídeo original. Em dado momento, o ministro começa a descrever os ataques que ele e outros membros da Suprema Corte recebem de radicais de extrema direita. A má-informação, com a intenção clara de prejudicar o ministro Alexandre, transformou uma descrição indignada de ataques de ódio de terceiros num ataque de ódio proferido pelo próprio ministro. O dolo é claro, cristalino e evidente.

O Trabalho de Claire Wardle é muito usado pela Unesco em seu trabalho de combate à desinformação. Você encontra disponível para baixar neste link (é o módulo 2: reflexões sobre a desordem da informação). É um excelente material, todo trabalhado em módulos de cursos.

Então, expressões como notícias fraudulentas não ajudam a definir o que, de fato, configura uma Fake News. Se a questão é o preciosismo, comunicação criminosa é muito mais eficaz. Trata-se de um crime que só falta ser tipificado no Código Penal Brasileiro, porque já tem toda a configuração de delito.

É também importante apresentarmos alguns aspectos das Fake News abordados por Correia, Jerónimo e Gradim, que deixam claro que se valem de vulnerabilidades de nosso sistema cognitivo:

  1. Por apresentar alegações falsas como notícia de forma deliberada, envolve planejamento humano mesmo que contenha execução robótica automatizada;
  2. fenômeno facilitado pela existência e expansão das novas tecnologias digitais, mídias sociais e conteúdos gerados pelo usuário;
  3. assemelha-se ao boato e difere-se deste quando comparamos os aspectos de propagação, compartilhamento e viralização das Fake News, bem como seu potencial para atrair visualizações e seguidores;
  4. sempre parte de algum ponto verídico / verdadeiro;
  5. produção e recepção efetuada através de redes sociais em contextos informais de coprodução colaborativa em que a delimitação da autoria no sentido clássico é mais difícil;
  6. conta com a participação de seus receptores na sua divulgação e dispersão.

 

Do limão uma limonada

Apesar de todos esses problemas, é possível aproveitarmos as Fake News como material em sala de aula. É possível identificar uma série de características dos textos das Fake News, bem como debater e aprender meios de combatê-las. A seguir, listamos algumas características clássicas de uma Fake News, para se debater em sala de aula. A imagem abaixo é parte integrante do PDF disponível neste link. Há vários outros exemplos. Material bem didático:

  • Causam reações emocionais fortes – quanto menos o texto provocar sua reflexão, e quanto mais ele provocar sua ira, melhor
  • Apelo religioso – Para fazer uso de chantagem, instrumentalizam deus, o diabo e todos os anjos e santos a seu bel prazer. A ideia é fazer você odiar o que está lendo.
  • Suposta omissão dos fatos pela mídia – só aquele texto que você recebe pelo zap ou pelo Facebook contém informações preciosas. A mídia não quer que você saiba. (Aquela informação não sai na imprensa porque a mídia não quer que você saiba ou aquela informação não sai na imprensa porque é falsa?)
  • Descrédito das autoridades em saúde – Cientistas que estudam anos a fio, e estão sempre atualizando seus conhecimentos não têm credibilidade, mas o texto que você recebeu no zap “manja” muito do assunto. Isso não seria inversão de valores?
  • CAPS LOCK EM EXCESSO – TEM TEXTO QUE CHEGA PELO ZAP QUE SÓ FALA EM CAIXA ALTA, VOCÊ JÁ REPAROU? POR QUE? (caixa alta é uma forma de berrar. Quem berra não quer diálogo, tampouco ponderação. Quer apenas impor suas ideias de forma hierárquica).
  • Sem fontes / fontes sem link – “um importante cientista italiano descobriu que (…)” mas não citam o nome do cientista; “a importante cientista italiana Giuliana Santinelli descobriu que” (e você joga o nome no Google e não encontra nenhuma referência à importante cientista)
  • A Experiência pessoal relatada no texto é mais importante do que evidências científicas, que são desconsideradas.
  • Uso de Emojis
  • Erros de português ou de digitação – o texto vem sempre errado. Pode ser erro de digitação ou erro de concordância.
  • Sempre há um “controle das massas” pretendido por entidades fantasiosas.
  • Misturam informações corretas para aumentar a credibilidade do conteúdo

A partir da enxurrada de Fake News, é possível trabalhar com seus alunos a leitura crítica das informações recebidas. É possível fazer os/as jovens pensarem criticamente.

O que não é possível nem admissível é propagar mentiras, por mais que você acredite ou concorde com aquele conteúdo. O(a) professor(a) é autoridade, os conhecimentos e informações por ele(a) passados formarão o arcabouço de diversos estudantes. Preencher esse arcabouço com mentiras é errado.

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Livro que conta história do Sinpro pode ser baixado gratuitamente

Os 43 anos Sindicato dos Professores no Distrito Federal são contados no livro Sinpro-DF – Uma história de sonhos, lutas e conquistas. Organizado pelo Instituto Museu da Pessoa, a obra foi lançada no 12º Congresso de Trabalhadores(as) em Educação, e pode ser baixada gratuitamente AQUI 

Em 139 páginas, “Sinpro-DF – Uma história de sonhos, lutas e conquistas” traz 25 histórias de vida, registradas de março a junho de 2021, além de três entrevistas gravadas em 2019 pela equipe de comunicação de Sinpro. “São testemunhos reveladores da alma de um sindicato combativo, respeitoso com a categoria que representa e profundamente identificado com a comunidade em que atua. São relatos que têm o condão de iluminar o passado, contribuir para compreender o presente e ajudar a proteger o futuro. Em comum, o fato de todos eles convergirem para uma mesma constatação: a educação é libertadora”, contextualiza a apresentação da obra.

O livro é dividido em quatro capítulos: A construção da utopia; Despertar de vocações; Pluralidade, diversidade e luta e Olhar para frente. Entre os personagens da obra, está Wanda Clementina Dias Corso, a primeira professora de Brasília.

“O projeto do livro se defrontou com a pandemia da Covid-19, que acabou prejudicando o processo de produção do material. Entretanto, haverá outras edições da obra, que contemplarão muitas outras histórias de vida, de luta, de resistência, de coragem. O importante é que todos, todas e todes se sintam representados com quem está aqui, pois nossa luta é uma só”, disse a diretora licenciada do Sinpro-DF Rosilene Corrêa, na ocasião de lançamento da obra, no 12º CTE. 

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Sinpro convoca a categoria para Assembleias Regionais na terça-feira (22/3)

O Sinpro-DF convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para Assembleia Regional, nesta terça-feira (22/3), em várias cidades e vários horários. Confira os locais e horários:

 

Plano Piloto: sede do Sinpro, 9h, 14h e 19h.

Paranoá e Itapoã, no CAIC, às 9h e às 14h.

Planaltina, CEM 01 (Centrão), 9h e 14h.

Gama, CEM 01 (CG), 9h e 14h.

Taguatinga, CEMAB, 9h e 14h.

 

Dentre os pontos de pauta a serem discutidos, destacamos as perdas financeiras decorrentes da política econômica neoliberal em curso no País, que, dentre outros prejuízos, impôs 7 anos de congelamento dos nossos salários e do vale-alimentação; a necessidade de concursos públicos para profissionais do magistério e da carreira assistência, uma vez que um terço dos profissionais em exercício é contratado em regime temporário; o combate a qualquer proposta privatista ou de transferência de recursos financeiros da educação pública para o setor privado, a exemplo do homeschooling e outros desvios pecuniários e pedagógicos; o combate ao sucateamento da educação pública, que, dentre outras consequência nefastas, superlota turmas e escasseia a oferta de profissionais concursados; o Novo Ensino Médio, resultante da reforma do Ensino Médio de 2017 (Lei nº 13.415/2017 ), e o desmonte da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

 

Participe! Sua presença é o que garante as conquistas de nossa categoria!

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