TJDFT garante redução de 50% de jornada sem redução de vencimentos a professora CT com filho TEA

Em decisão liminar, o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) concedeu 50% de redução de jornada de trabalho sem compensação e sem redução de vencimentos a uma professora em regime de contrato temporário, cujo filho está dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O rapaz precisa de terapias e cuidados, e é totalmente dependente para deslocamentos e interações sociais. Esta é mais uma conquista judicial do Sinpro, e garantiu um dos itens da pauta de reivindicações da categoria, aprovada em assembleia em 20 de abril de 2024.

“Há vitórias que são conseguidas na luta das ruas, e outras que são obtidas na justiça. O Sinpro garantiu judicialmente aos Contratos Temporários um direito que já havia sido reconhecido para servidores efetivos”, explica o diretor do Sinpro Dimas Rocha. O escritório Rezende Mori Hutchison, que atende o Sinpro, explica que essa decisão é liminar, portanto ainda não há sentença nem acórdão, e foi para uma professora apenas.

“Essa decisão do TJDFT é o resultado do trabalho do sindicato na intermediação das necessidades de trabalhadores precarizados na busca de seus direitos na justiça. São leis que não brotaram na terra, mas foram conquistadas graças a lutas, e greves e manifestações lideradas no movimento sindical, e que, se baixarmos a guarda, podem ser revogadas a qualquer momento. O papel do sindicato na sociedade é necessário, é atual e imprescindível”, destaca a diretora do Sinpro Ana Bonina.

 

Direito para servidor, crianças e adolescentes e pessoa com deficiência

Servidores(as) efetivos(as) já têm garantida a redução de jornada para acompanhar seus dependentes com deficiência, mas esse direito não era estendido a professores(as) do contrato temporário. Essa decisão do TJDFT parte do entendimento da aplicação por analogia de artigos da lei 8.112/90 (que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União) e dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana. A inexistência de previsão legal específica não justifica a negativa do benefício quando demonstrada a necessidade do acompanhamento e a dependência integral da criança com deficiência.

Em sua decisão, o desembargador Renato Scussel aponta que “a omissão do Poder Público não pode justificar afronta às diretrizes e garantias constitucionais. Assim, a inexistência de lei estadual específica que preveja a redução da jornada de trabalho para servidores, ainda que em contrato temporário, que tenham filhos com deficiência, sem redução de vencimentos, não serve de escusa para impedir que seja reconhecido às crianças e aos seus genitores o direito à dignidade da pessoa humana e o direito à saúde”, e lembra que o STF já havia fixado a possibilidade de redução da carga horária de servidor público que tenha filho ou dependente com deficiência quando não há previsão legal de tal benefício, no Tema 1.097 de Repercussão Geral.

O desembargador frisa, ainda, que “a necessidade de redução de carga horária não se limita a um direito dos servidores públicos, mas abrange tanto os direitos da criança e do adolescente quanto, especialmente, da pessoa com deficiência”.

 

Análise caso a caso

Professores(as) do contrato temporário que se enquadram no caso descrito acima devem procurar o departamento jurídico do sindicato. “Será necessária uma ação judicial específica para cada caso”, explica dra Robertta Hutchison.

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Fim do confisco das aposentadorias ganha as ruas na Marcha da Classe Trabalhadora

Sinpro, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e várias organizações que representam a educação o os serviços públicos levaram à Marcha da Classe Trabalhadora, nesta terça-feira (29/4), a luta pela mudança da aplicação e ampliação da alíquota previdenciária para aposentados(as).

 

Aposentadas e aposentados do Sinpro na Marcha da Classe Trabalhadora | Foto: Luzo Comunicação

 

“O Sinpro se soma à marcha pela não-retirada dos direitos de trabalhadores e trabalhadoras e pela valorização do serviço público. A nossa secretaria vem especialmente falar que não aceitamos o que estão fazendo com os aposentados”, explica a coordenadora da Secretaria de Assuntos de Aposentadas e Aposentados do Sinpro, Elineide Rodrigues.

Em 2020, a reforma da Previdência de Ibaneis Rocha ampliou a perversidade da reforma emplacada por Bolsonaro aos servidores federais. Pela lei anterior, aposentados e pensionistas eram taxados em 11% sobre o que excedesse o teto do RPPS (atualmente R$ 8.157,41). Com a reforma da Previdência aprovada no DF, quem tem faixa salarial que vai de um salário mínimo até o teto do RPPS, é taxado em 11%. Aqueles que recebem além desse teto, têm desconto de 14% sobre o que exceder o valor.

O Sinpro – e outras organizações sindicais – vem atuando para que o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso coloque em votação as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) contra a reforma da Previdência de 2019. Entre elas, a que trata da aplicação e ampliação da alíquota previdenciária para aposentados(as).

Hoje, 10 dos 11 votos dos(as) ministros(as) que compõem o Plenário do STF formam maioria pela redução da base de cálculo sobre a qual incide a contribuição previdenciária de aposentados(as).

Assembleia histórica

Professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal se uniram a milhares de trabalhadores de todo o Brasil nesta terça (29/4). Em frente ao Teatro Nacional, a multidão, organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras centrais sindicais realizou uma assembleia histórica, onde foi aprovada a pauta de reivindicação da classe trabalhadora.

Entre os principais pontos do documento que reúne mais de 30 itens, o fim da jornada 6 x 1, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e a isenção de imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil.

 

 

“Vários países do mundo, sobretudo países desenvolvidos, reduziram a jornada de trabalho, adotaram a semana de 4 dias, e ao contrário do que se acredita, melhorou produtividade, reduziu número de doenças nos trabalhadores”, afirma o presidente da CUT Brasil, Sérgio Nobre. “A economia brasileira deve à classe trabalhadora a redução da jornada de trabalho”, avaliou o ministro do Trabalho, Já Luiz Marinho.

O presidente da CUT Brasil ainda destaca que “ao isentar do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil, deve-se cobrar mais de quem ganha mais de R$ 50 mil”. “Com a tabela (do imposto de renda) atual, um trabalhador que ganha R$ 4,6 mil por mês, paga 27,5% imposto renda; e quem ganha R$ 1 milhão, R$1,5 milhão por ano, paga 1,5%. Isso é injusto. Precisamos de justiça tributária para que esse recurso possa virar consumo e fazer a indústria produzir e gerar mais emprego. Isso não virá sem luta”, diz o sindicalista.

Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF, afirma que a classe trabalhadora vem sofrendo vários ataques, mas que é possível resistir. “Eles querem nos transformar em ‘microempreendedores’ sem carteira assinada, sem férias, sem décimo terceiro e sem aposentadoria digna. Querem nos fazer acreditar que ser explorado é ‘liberdade’. Mas nós sabemos que isso é precarização. Foi com luta organizada que conquistamos a CLT, o salário mínimo, o direito de greve e a previdência pública. E é com luta organizada que vamos avançar”, disse.

Após a aprovação da pauta da classe trabalhadora, os(as) manifestantes desceram em marcha até o Congresso Nacional. Uma comissão de trabalhadores será recebida pelo presidente do Poder Judiciário (ministro do STF Luis Roberto Barroso), pelos presidentes das Casas Legislativas (Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara Federal, Hugo Motta) e pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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Em ato, Sinpro exige fim do confisco das aposentadorias

Professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as), organizados(as) pelo Sinpro, realizaram ato para exigir que o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso coloque em votação as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) contra a reforma da Previdência de 2019. Entre elas, a que trata da aplicação e ampliação da alíquota previdenciária para aposentados(as). A manifestação foi realizada junto com outros(as) servidores(as) públicos de todo o país, em frente ao STF, nesta segunda-feira (28/4).

 

Aposentados e aposentadas em luta contra o confisco da aposentadoria | Foto: Joelma Bomfim

 

Hoje, 10 dos 11 votos dos(as) ministros(as) que compõem o Plenário do STF formam maioria pela redução da base de cálculo sobre a qual incide a contribuição previdenciária de aposentados(as). O mesmo placar é apresentado contra a mudança na base de cálculo da aposentadoria de mulheres. “O Sinpro e os aposentados estão presentes em mais um dia de luta contra o confisco das aposentadorias. A nossa luta é por dignidade, pelo fim do confisco das aposentadorias. Não aceitamos essas alíquotas impostas”, ressalta a coordenadora da Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro, Elineide Rodrigues.

Para Rosilene Corrêa, Secretária de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), “o Judiciário tem o papel de garantir o mínimo de dignidade para os aposentados e resguardar o direito que esses trabalhadores conquistaram ao longo da vida”.

“Estamos aqui para cobrar do Supremo que coloque novamente na pauta, na agenda do STF, a votação pelo fim do confisco. É muito perverso o que está colocado, porque hoje não precisa mais passar pelas instâncias parlamentares para aprovar, por exemplo, o reajuste ou qualquer modificação da cobrança dos aposentados. Basta quem está gerindo a Previdência dizer que tem um déficit que já coloca mais uma taxa para o servidor”, afirma.

 

                 Representantes do Sinpro e da CNTE fizeram parte do ato | Foto: Joelma Bomfim

 

No STF

A votação das ações que questionam a Reforma da Previdência de 2019, inclusive a relativa à aplicação e ampliação da alíquota previdenciária para aposentados(as), voltou a andar no STF após o ministro Gilmar Mendes devolver o processo ao Plenário, em outubro de 2024. Em junho daquele ano, Mendes pediu vista, mesmo com maioria da Corte fechada contra a aplicação e ampliação da alíquota previdenciária para aposentados(as) com salário inferior ao teto do RPPS, antes da adoção de outras medidas que poupam esse grupo.

Caso o STF mantenha o entendimento de que a ampliação da base de cálculo de aposentados em caso de déficit atuarial seja a última medida a ser tomada, professores(as) e orientadores(as) da rede pública do DF sairão em vantagem. Isso porque, em 2020, a reforma da Previdência de Ibaneis Rocha ampliou a perversidade da reforma emplacada por Bolsonaro aos servidores federais. Pela lei anterior, aposentados e pensionistas eram taxados em 11% sobre o que excedesse o teto do RPPS (atualmente R$ 8.157,41). Com a reforma da Previdência aprovada no DF, quem tem faixa salarial que vai de um salário mínimo até o teto do RPPS, é taxado em 11%. Aqueles que recebem além desse teto, têm desconto de 14% sobre o que exceder o valor.

 

           Diretores(as) da Secretaria de Assuntos dos Aposentados do Sinpro exigem que as ADIs sejam colocadas em pauta | Foto: Joelma Bomfim

 

Marcha da Classe Trabalhadora

A luta contra o confisco das aposentadorias é uma das pautas da Marcha da Classe Trabalhadora desta terça-feira (29). Trabalhadores(as) de todo o país levarão às ruas mais de 30 itens da pauta de reivindicação, entre elas o fim do confisco das aposentadorias, a manutenção do Regime Jurídico Único (RJU), a valorização do serviço público e a regulamentação da negociação coletiva (Convenção 151 da OIT).

A concentração para a Marcha da Classe Trabalhadora será às 8h, no estacionamento do Teatro Nacional, próximo à Rodoviária do Plano Piloto. Às 9h será realizada a Plenária da Classe Trabalhadora para atualizar a pauta de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras. Às 10h30, está prevista a saída da marcha pela Esplanada dos Ministérios, até o Congresso Nacional.

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Abaixo-assinado pede nomeação de todos os aprovados no concurso do magistério público do DF

Abaixo-assinado que circula na plataforma Petição Pública pede a nomeação de todos os aprovados no concurso do magistério público do DF. O documento, criado por representantes dos grupos “Zera Aprovados”, “Comissão dos Aprovados” e “Zera Pret@s e Pard@s”, e todos(as) os(as) aprovados(as) no concurso público, pede o apoio da população do Distrito Federal para sensibilizar o governo “no intuito de viabilizar a prorrogação do concurso da SEEDF 2022 e a nomeação de todo o banco de professores aprovados”. Clique AQUI para assinar o documento.

O texto do abaixo-assinado lembra que o orçamento de 2025 aprovado pela CLDF prevê 8.517 autorizações para nomeação de professores do magistério público.

O abaixo-assinado criado é mais uma ferramenta de pressão para que o banco de aprovados seja zerado”, aponta a diretora do Sinpro Ana Bonina. “O Distrito Federal é favorável a essa medida, e só tem a se beneficiar com ela”.

A ideia é protocolar o abaixo-assinado na Comissão de Educação da Câmara Legislativa e na Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) do Ministério Público do Distrito Federal.

Uma das pessoas que aguarda nomeação é a professora Celeste da Franca. Ela lembra que várias(os) aprovadas(os) no concurso já trabalham como contratos temporários  e que, nessa condição, correm o risco de passar por várias escolas durante um único ano letivo. “Imaginem as turmas passando por essa experiência de troca-troca de professor? Isso afeta a qualidade do aprendizado.”

Celeste lembra ainda que no último concurso “houve uma grande aprovação com médias altas se comparadas a concursos anteriores, e numa prova de alto nível!”. “Isso demonstra a qualidade e compromisso dos professores com os estudos, capacitações, com a educação, mas sobretudo a vontade de se estabilizar na carreira”, diz.

Campanha salarial dialoga com Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho

A valorização do magistério público é essencial para garantir segurança e saúde a professores(as) e orientadores(as) educacionais, com a promoção de uma educação de qualidade. Nesta segunda-feira (28), Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, e neste mês em que se celebra o Abril Verde, o Sinpro mostra que a Campanha Salarial 19,8% rumo à Meta 17 – pela reestruturação da carreira já! vai ao encontro do que propõe a data.

“Quando falamos em salários valorizados, estamos, sim, falando de qualidade de vida, de profissionais estimulados a irem ao trabalho, de saúde mental. Quando defendemos a reestruturação do nosso plano de carreira, falamos em avançar em direitos, entre eles, saúde e segurança”, explica a coordenadora da Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro, Élbia Pires.

Para que o governo dê celeridade ao processo de negociação que pauta as reivindicações do magistério público, a categoria aprovou indicativo de greve para o dia 27 de maio, quando será realizada assembleia geral. Até lá, serão promovidas ações do calendário de lutas, que inclui assembleias regionais, marchas e outras atividades. Veja AQUI o calendário completo

Adoecimento no ambiente escolar

Lesões por Esforços Repetitivos (LER/Dort), doenças respiratórias, dermatites, perda auditiva, doenças cardiovasculares e cânceres ocupacionais fazem parte do quadro de riscos em diversos setores. No caso da educação, os transtornos mentais e psicossociais vêm crescendo de forma alarmante, impulsionados por más condições de trabalho, sobrecarga, desvalorização e assédio institucional.

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, somente em 2024, o país registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais, como ansiedade, depressão e burnout — um aumento de 68% em relação ao ano anterior. Parte significativa desses casos atinge profissionais da educação.

Impactos da tecnologia na saúde e segurança

Este ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) chama atenção para os impactos da digitalização e da Inteligência Artificial (IA) na segurança e saúde dos trabalhadores. A OIT propõe, como tema do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho 2025, uma reflexão sobre como inovações tecnológicas — como robôs, exoesqueletos, IoT, realidade aumentada, trabalho por plataformas e IA na gestão de pessoas — estão transformando as formas de trabalhar e os riscos associados. A proposta é analisar como essas mudanças podem contribuir (ou não) para ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

Abril Verde é compromisso com a vida

No Brasil, o mês de abril é marcado pela mobilização em torno do Abril Verde, campanha que alerta para a importância da prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. A data escolhida, 28/4, homenageia as vítimas desses agravos e convida a sociedade a repensar as condições laborais em todos os setores, incluindo quem atua no ensino público, ambiente em que professores(as) e orientadores(as) educacionais enfrentam múltiplos riscos à saúde física e mental.

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Categoria aprova indicativo de greve e intensifica mobilização pela reestruturação da carreira

Professores(as) e orientadores(as) educacionais lotaram a assembleia realizada nesta quarta, no estacionamento da Funarte. Foto: Joelma Bomfim

 

Reunida em assembleia nesta quarta-feira (23/4), a categoria magistério público do Distrito Federal mostrou unidade na luta e aprovou o indicativo de greve proposto pelo Sinpro para dia 27 de maio, quando será realizada nova assembleia geral, com paralisação.

Resultado da atuação do Sinpro e da mobilização dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, o GDF ampliou os debates sobre a reestruturação da carreira. Nessa terça-feira (22/4), o governo fechou um calendário de reuniões para apresentar estudos orçamentários e jurídicos para iniciar as alterações do plano de carreira pelo achatamento dos padrões de 25 para 15; a valorização dos percentuais de titulação e a ampliação do quantitativo de liberação para estudo. As reuniões serão realizadas dias 6 e 20 de maio.

“O achatamento dos padrões é apenas o início. Temos força e condições de arrancar toda a reestruturação do plano de carreira e o percentual de reajuste de 19,8% rumo à Meta 17 do PDE. Nós não nos curvaremos e seguiremos firmes na luta pela nossa vitória e por valorização”, disse a diretora do Sinpro Márcia Gilda na assembleia desta quarta, que também aprovou um calendário de lutas (Veja abaixo).

A assembleia mostrou que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais estão dispostos a lutar com afinco pela valorização profissional e em defesa da educação pública. “Lutamos por uma educação pública de qualidade para toda a população do Distrito Federal, o que significa lutar também pela valorização da nossa categoria. As negociações estão apenas começando, e vamos parar só quando tivermos vitória”, afirma Márcia Gilda.

Como parte do processo de mobilização, no dia 22 de maio serão realizadas assembleias regionais em todas as cidades para avaliar as propostas que serão apresentadas pelo GDF nas reuniões com o Sinpro. Também serão realizadas ações de mobilização, como o Sinpro nas Cidades, participação na Marcha da Classe Trabalhadora e atividades do Convoca Já!. Todas as atividades compõem o calendário de lutas.

Ação conjunta

A assembleia geral do magistério realizada nesta quarta se soma à 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, de iniciativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A Semana, realizada de 22 a 28 de abril com o tema “Escola pública não é negócio. É direito!”, promove uma série de atividades para debater privatização da educação, valorização dos profissionais da área e educação pública, democrática e de qualidade. Leia mais AQUI

 

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Edição: Vanessa Galassi

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Professores CTs: entrega de documentos para concessão de aptidão é nesta quarta (23) na CRE-PP

Professores(as) em contrato temporário vinculados(as) ao Edital nº 53/2023 que desejarem solicitar a concessão de aptidão para o CED 01 de Brasília deverão entregar, presencialmente, a documentação exigida à Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto (CRE-PP), localizada na 607 Norte, nesta quarta-feira (23/4), nos turnos da manhã (9h às 12h) e da tarde (13h às 16h).

A convocação é geral para todos(as) os(as) professores(as) do contrato temporário, independentemente da CRE de atuação.  O Sinpro observa que a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) publicou, nesta terça-feira (22), a convocação conforme as classificações e o cronograma disponíveis neste link: https://www.educacao.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2023/01/APTIDAO-CED-01-2025.pdf

Segundo o documento, estão convocados(as) os(as) candidatos(as) a professor(a) substituto(a) vinculados(as) ao referido edital, conforme quadro de classificações, para comparecimento presencial e realização dos procedimentos descritos.

O Sinpro reforça a necessidade de seguir as orientações contidas no documento da SEEDF. Os(as) docentes que desejarem pleitear a aptidão devem apresentar cópias dos certificados dos cursos exigidos, organizados em envelope identificado com folha de rosto, conforme o modelo disponível no link: https://www.educacao.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2023/01/prof-substituto-formulario-identificacao-9jan24.pdf

Candidatos(as) que apresentarem impedimentos judiciais, administrativos ou não atenderem às exigências do edital, suas retificações ou à legislação vigente, estarão inabilitados(as) para contratação. A íntegra do documento pode ser consultada no link: https://www.educacao.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2023/01/APTIDAO-CED-01-2025.pdf

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Sinpro 46 Anos | Respeito e valorização para profissionais em contratação temporária

O Sinpro sempre lutou em defesa dos direitos dos profissionais do magistério público do Distrito Federal, independentemente da sua forma de contratação. Desde as origens do sindicato até hoje, muitas vitórias foram conquistadas para aqueles e aquelas que estão em regime de contratação temporária (CTs).

Hoje, temos na rede pública do DF o escandaloso percentual aproximado de 60% de professoras e professores substitutos em regência. Muitos aguardam nomeação, pois foram aprovados no concurso de 2022.

A convocação dessas e desses professores tem sido uma luta constante e persistente do Sinpro, tanto pela garantia de todos os direitos desses profissionais quanto para fortalecer a qualidade de ensino na rede, com a garantia da continuidade do projeto pedagógico desenvolvido na escola e o combate à desigualdade entre colegas.

 

Como era e como é

A própria seleção simplificada para contratação de professoras e professores substitutos é uma conquista. Até chegar ao atual modelo, esses profissionais eram indicados por integrantes do governo que atuavam na Secretaria de Educação (SEEDF) ou nas coordenações regionais, os famosos “amigos do rei”. A seleção deu transparência ao processo de contratação e democratizou a oportunidade de trabalho.

Professores e professoras em regime de contratação temporária, na origem, não tinham praticamente nenhum direito trabalhista. Isso porque não é obrigatório que os termos do contrato sigam o que está na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou na lei dos servidores públicos do DF (Lei 840/2011). Com isso, os salários tinham valores instáveis e reduzidos, não havia direito a pagamento de férias ou 13º salário, tampouco licenças de qualquer tipo.

 

 

No resgate dessa história, vale voltar a 2008, quando o governo Arruda impôs legislação que alterava a remuneração das professoras e professores substitutos. O pagamento deixou de ser baseado no piso salarial da categoria do magistério público e passou a ser calculado por horas-aula. Assim, não eram computadas as janelas dentro da grade, apenas a quantidade de aulas efetivamente ministradas.

A luta organizada pelo Sinpro garantiu o cálculo da hora-aula com referência no piso da carreira magistério (tabela PQ3 – nível superior), já incluída a Gratificação de Atividade Pedagógica (Gaped) e o repouso semanal de 1/6 obrigatório. Além disso, também foi conquistada a inclusão de feriados para o cálculo da remuneração mensal.

As vitórias, garantidas em poucos estados do Brasil, marcam a atuação do Sinpro no DF. Embora o pagamento seja feito por hora-aula, há isonomia entre substitutos e efetivos no que se refere à tabela salarial. Somado a isso, o sindicato garantiu o retorno do pagamento do recesso do meio do ano, que também havia sido suspendido por Arruda. O então governador ainda chegou a retirar dos profissionais em CT o pagamento da Tidem (Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva do Magistério Público) – gratificação, hoje incorporada. Mas em 2012, durante o governo Agnelo, o Sinpro conquistou a volta da gratificação.

 

 

Produto da luta

Há outros temas em que a luta do Sinpro garantiu uma situação melhor do que é estabelecido nacionalmente. O Supremo Tribunal Federal, por exemplo, declarou que, em regra, servidores temporários não têm direito a 13º salário e férias remuneradas acrescidas do terço constitucional. Mas, aqui no DF, professores e professoras em CT têm direito a tudo isso.

Para os docentes de Atividades, uma das conquistas do Sinpro impactou decisivamente no orçamento daqueles e daquelas que estão em regime de contratação temporária. O grupo, que tinha, pagamento das horas-aula balizado com o valor da remuneração da tabela de nível médio (PQ1), passou a ter como referência para o cálculo a tabela de nível superior (PQ3). Em média, a diferença no final do mês foi de R$ 1 mil na remuneração.

Alguns dos benefícios conquistados pela luta: estabilidade provisória para professoras grávidas durante o período de gestação e licença-maternidade; licenças maternidade, paternidade, gala e nojo equivalentes às dos efetivos; folga TRE; licença doação de sangue; licença anual para exames preventivos; atestado de comparecimento médico; auxílio creche; e outros.

 

Além disso, profissionais em CT também podem usufruir do GDF Saúde, plano de saúde dos servidores públicos distritais. Outro ponto importante é que, hoje, o tempo em contratação temporária conta para a aposentadoria.

Durante a pandemia da Covid-19, o Sinpro lutou e manteve professoras e professores em regime de contratação temporária na folha de pagamento durante a suspensão total das atividades; e depois, no período do ensino remoto, garantiu o emprego desses profissionais. Em defesa da vida, foi a luta organizada do Sinpro que também garantiu que professoras e professores CTs estivessem nos grupos prioritários para imunização contra a doença.

Recentemente, luta árdua do Sinpro garantiu também que professoras e professores em CT participassem  da Semana Pedagógica de forma remunerada. A conquista impacta diretamente na qualidade da educação pública.

 

 

Há mais por conquistar

Esses direitos básicos estão no contrato de trabalho temporário graças à luta organizada pelo Sinpro. Isso mostra que professoras e professores substitutos não estão sozinhos: o Sindicato dos Professores no Distrito Federal também os representa e luta por eles.

A Campanha Salarial 19,8% rumo à Meta 17 – Pela reestruturação da carreira já! está em curso e inclui a perspectiva de novos ganhos para esse segmento. Como o pagamento dos professores em CT tem como referência a tabela PQ3, os reajustes conquistados impactarão no vencimento mensal do grupo.

Além disso, a reestruturação da carreira, um dos eixos centrais da campanha salarial, dialoga diretamente com a pauta das professoras e professores substitutos. Afinal, valorizar e fortalecer a carreira depende de nomeações para ter profissionais efetivos. É por isso, também, que a realização de novos concursos públicos sempre estará no horizonte.

O Sinpro ainda atua firmemente para que professoras e professores substitutos tenham direito a atestado de acompanhamento de cônjuge ou dependente com profissional da saúde e/ou exames.

Essa e outras pautas da campanha salarial do magistério serão discutidas na assembleia geral, com paralisação, dia 23 de abril, às 9h, no estacionamento da Funarte.

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Brasília pelos olhos de Sarah Serafim, do CED 08 do Gama

Ao longo dos anos, Brasília −  que completa 65 anos neste 21 de abril − tem sido fonte de inspiração para a composição de obras que marcam gerações. Inúmeras são as músicas, fotografias, roupas, peças teatrais e outras criações que têm seu significado alicerçado nos traços da capital federal.

Tamanha magnitude inspirou a estudante do Centro Educacional 08 do Gama Sarah Serafim a compor o poema “Onde o plano se curva”, que traduz Brasília de forma poética e viva.  

A obra quase passou despercebida, se não fossem os olhos atentos da professora Cátia Cilene, que, ao tirar cópias do material, viu em suas mãos algo grandioso.  

“Fiquei encantada. Perguntei se ela gostava de ler, escrever, e ela me mostrou o que tinha produzido. Foi aí que eu vi que a arte de Sarah tinha potencial para sair dos muros da escola. Ela é uma menina encantadora”, disse a docente. 

A poesia é, na verdade, parte de um conjunto artístico produzido por Sarah para um concurso. Na competição, estudantes das escolas públicas do DF são instigados a demonstrarem, por meio da arte, o que faz de Brasília uma inspiração. Sarah expressou-se pela fotografia e pela poesia. Ao olhar para Brasília, ela viu na Catedral Metropolitana o estímulo que buscava. A poesia, que seria apenas a legenda da foto, tornou-se gigante, por sua força expressiva.

 

Foto tirada pela estudante Sarah Serafim para concurso. O poema “Onde o plano se curva” complementa a obra

 

“Como digo no texto, Brasília é um plano no alto, porque ela está localizada no Planalto Central e foi toda pensada e calculada. Mas, ao mesmo tempo, ela nunca foi rasa, porque não é uma cidade superficial e tem raízes muito profundas nas histórias, nas lutas e nos sonhos”, conta a estudante.

Para Sarah, o encanto de Brasília está em seus contrastes: ao mesmo tempo em que é traçada por uma régua, se desdobra em curvas; ao mesmo tempo em que foi planejada para uma elite, é movida pelas mãos daquelas e daqueles que foram afastados de suas linhas.

“Eu fiz essa poesia com o objetivo de olhar para Brasília para além do que a gente vê. Um olhar mais profundo e sensível que acaba reconhecendo a beleza da estrutura e da história de Brasília”, disse a estudante.

A diretora do Sinpro Márcia Gilda utiliza a história de Sarah para lembrar que lutar pela valorização da escola pública sempre vale a pena. “A escola é espaço de formação e, também, de inspiração. Talentos como Sarah, muitas vezes, têm a escola como o único lugar para mostrar e ampliar seu potencial. E para que isso possa realmente acontecer, devemos ter uma educação pública de qualidade, com valorização profissional, infraestrutura física, salas sem superlotação. Essa é uma pauta histórica do Sinpro”, diz.

Leia abaixo o poema escrito por Sarah. 

 

Edição: Vanessa Galassi

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Sinpro vence ação e SEEDF deverá respeitar direito de professora adventista

 

O Sinpro obteve importante vitória judicial em defesa da liberdade religiosa e dos direitos da categoria. O sindicato impetrou Mandado de Segurança com pedido liminar para assegurar que uma professora adventista do sétimo dia possa exercer seu direito constitucional de guardar o sábado — do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado — sem prejuízo de suas obrigações profissionais. A Justiça atendeu ao pedido da entidade e determinou que a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) ofereça alternativa para o cumprimento das atividades da servidora fora desse período, sob pena de multa em caso de descumprimento.

A ação do sindicato foi movida após a SEEDF indeferir o requerimento da professora e exigir que ela repusesse aulas em um sábado letivo, o que vai contra a convicção religiosa da docente. Segundo a pasta, “o servidor público não pode se negar a cumprir sua carga horária de trabalho, estabelecida em lei, invocando sua crença religiosa”. No entanto, o juiz Gustavo Fernandes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), reconheceu que a justificativa viola a Constituição Federal, que garante o direito à liberdade de consciência e de crença (art. 5º, VI e VIII).

“Trata-se de transgressão à ordem constitucional vigente, que garante […] a possibilidade de invocação da escusa para o cumprimento de obrigação legal, condicionando-se, tão somente, à satisfação de prestação alternativa”, destacou o magistrado na decisão. 

Para o diretor do Sinpro Dimas Rocha, a decisão representa uma conquista não apenas para a professora, mas para toda a categoria. “É uma vitória importante porque reafirma o papel do Estado laico, que deve respeitar todas as crenças e doutrinas. A professora continuará exercendo todas as suas atribuições, dentro da carga horária prevista, apenas com a adaptação necessária para o respeito à sua fé. Essa é uma conquista que fortalece a liberdade religiosa e protege a diversidade dentro da escola pública, sem prejudicar a educação. ”

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