Quinta é dia de cinema

No dia do Sinpro no cinema, do Liberty Mall, quem ganha é você! Professores(as) e orientadores(as) educacionais, pagam 10 reais na entrada, com direito a um acompanhante que pagará o mesmo valor. Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Esqueceu a carteirinha? Não tem problema. Você pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

“Esse projeto, em forma de parceria, busca fomentar e incentivar o acesso ao cinema e proporciona à categoria a reaproximação a essa tão importante fonte histórica de cultura e lazer que foi tão dificultada em tempos de pandemia e dos governos atuais que lutam para inviabilizá-la”, afirma o diretor Bernardo Távora, coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro.

 

Fique ligado(a)

Todas as quintas-feiras, publicaremos a programação com os filmes que estarão em cartaz no Liberty Mall, para que você possa aproveitar e se programar logo cedo.

 

Professor fortalece projeto de tecnologia em escola sem internet e computador

Ciro Naum Rockert dos Santos é professor de Artes do CED Myriam Ervilha e um apaixonado por tecnologia. Para ele, as dificuldades impostas pela ausência de um projeto político de real valorização da educação pública não são suficientes para impedir que estudantes da escola imerjam no mundo de jogos, aplicativos, realidade virtual e, dali, vislumbrem o próprio futuro.

A proposta deu o ponta pé inicial com estudos sobre design, arquitetura de celulares, dicas de livros. O interesse dos estudantes foi tão grande que, já no primeiro momento, foram desenvolvidos 20 aplicativos.

Entre os apps desenvolvidos, está o Tilary, disponível na Play Store e na Apple Store. Voltado para mobilidade urbana, o app de corrida, além de ser mais barato que a maioria dos concorrentes, integra a região de Santo Antônio do Descoberto e de Água Quente, que tem dificuldade de ser atendida pelos aplicativos convencionais.

O projeto rendeu até Moção de Aplausos e Congratulações pela Câmara Municipal de Santo Antônio do Descoberto, por também facilitar a vida de quem sofre com a carência da oferta de transporte coletivo.

Neste ano, os estudantes entraram no metaverso – espécie de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais –, com o projeto Escola Imersiva. Em fevereiro, professor Ciro Naum conseguiu para os estudantes um óculos de realidade virtual VIVE Focus 3, o mais avançado em tecnologia. “O óculos foi garantido por emenda parlamentar do deputado Fábio Felix. Esse é um equipamento que pode ser utilizado para realização de cirurgias, para engenharia, para lazer. Já levamos os óculos para alguns eventos e foi um sucesso. Imagina se conseguirmos mais 10, 20, 30 óculos desse?”, sonha o professor.

Paralelamente, o desenvolvimento de aplicativos pelos estudantes continua a todo vapor. “No primeiro semestre, levamos 30 estudantes para o curso Apple Developer Academy, aqui no DF. Planejamos levar mais um grupo nesse segundo semestre para concluir com chave de ouro o App Awards. Somando tudo que a gente fez até agora, posso garantir que teremos de 50 a 60 apps até o final do ano. Ou seja, a nível de prototipação, para uma escola pública que não tem internet para estudante, não tem sala de informática, não tem computador e, muitas vezes, os alunos não têm nem computador em casa, o que esses estudantes fazem é algo incrível!”, relata o professor, orgulhoso.

Os aplicativos são de todos os tipos: além de jogos, há os direcionados à mobilidade, ao combate da violência doméstica, corte de cabelo, compra de marmita, maquiagem. “O nível de profissionalismo e seriedade que os estudantes estão levando isso, está trazendo oportunidades. Já têm empresas estrangeiras interessadas nos aplicativos”, conta professor Ciro.

Um dos reconhecimentos ao projeto coordenado pelo professor veio com o jogo de RPG inspirado na série Peaky Blinders. O game foi compartilhado pelo Glitch Factory, vencedor do Big Festival 2022, na categoria melhor jogo de RPG de ação 2D do Brasil.

Outro triunfo do grupo veio com o jogo Reflection, inspirado em mitologia grega e nórdica, misturado com influências do mundo de Alice no País das Maravilhas. Desenhado e animado por estudantes do CED Myriam Ervilha, o vídeo teve 1 milhão de visualizações em uma rede social de compartilhamento de vídeo.

“Esses jovens conseguem criar produtos, conhecimento, conteúdo e, o mais importante, identidade cultural. Eles trazem orgulho e a afirmação de que aqui também pode ser um polo de tecnologia”, diz o professor categoricamente.

Embora a disposição e a coragem de levar o projeto Escola Imersiva à frente, professor Ciro Naum conta que a proposta poderia avançar ainda mais com investimento. “Temos sempre a ajuda de diretor da escola, que é muito rápido e solícito para viabilizar ônibus, lanche para levar os estudantes a eventos. Mas precisamos de investimento”, diz.

Quem puder colaborar com o projeto de tecnologia realizado no CED Myriam Ervilha pode depositar qualquer valor no PIX do professor Ciro Naum, chave (telefone) 61998218862.

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Bolsonaro foi um retrocesso na educação e aniquilou orçamento para a pasta, diz especialista

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Foto: CUT/DF

O Brasil enfrenta um retrocesso na educação pública e um aniquilamento orçamentário na pasta sob a gestão de Jair Bolsonaro (PL) nos últimos cinco anos. Essa foi a opinião dada pelo professor da Universidade de São Paulo e pesquisador Daniel Cara, membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, em relação ao atual governo.

“Esta é uma gestão (Bolsonaro) que busca aniquilar o trabalho de promoção do direito à educação para transformar a pasta em propaganda fascista. Bolsonaro promoveu um estrangulamento orçamentário que começou com a Emenda Constitucional 95, de Michel Temer, que não à toa apoia Bolsonaro no segundo turno da eleição”, diz Cara em entrevista à CNTE, se referindo a PEC dos Gastos Públicos, aprovada em 2016 pelo governo de Michel Temer (MDB).

De acordo com o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), mostra que em 2021 o gasto público com a educação atingiu o menor patamar desde 2012. Segundo o levantamento, entre 2019 e 2021, a execução diminuiu R$ 8 bilhões em termos reais.

Segundo Cara, as inúmeras iniciativas de Bolsonaro como intervenção nas universidades, em projetos como escola sem partido, as censuras nas universidades e defesa da escola militar são agendas contrárias à educação básica além dos cortes orçamentários.

“Além do problema estrutural nas escolas, existe o estrangulamento orçamentário do governo federal que trata a educação como inimiga. É algo que Bolsonaro trabalha para esvaziar e tratar a educação como uma ferramenta de propaganda”.

Daniel Cara explica ainda que essa é a estratégia de Bolsonaro. “Ele investe pouco na educação, não é programático em termos de projeto político. Então, trabalha exclusivamente para implementar a política de censura nas universidades”, continua.

Protestos contra cortes nas universidades

Estudantes foram às ruas em cidades de todo o país nesta terça-feira (18) em protesto contra os recentes cortes de verbas anunciados pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) na educação. As mobilizações foram chamadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e receberam apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e outros grupos que se juntaram para protestar contra o governo.

>> VEJA A GALERIA DE FOTOS DOS ATOS CONTRA OS CORTES

Os contingenciamentos (bloqueios temporários até que o governo decida se os cortes serão ou não definitivos) anunciados logo após a votação do primeiro turno das eleições presidenciais somaram mais de R$ 1 bilhão. Após pressão da sociedade, o governo anunciou recuo. Porém, sem alarde, foi determinado corte de verbas de pesquisas em áreas como saúde, agronegócio e energia. Os recursos são fundamentais para o andamento dos projetos nas universidades públicas.

Revogar teto de gastos

Para o professor, o Brasil precisa revogar a Emenda 95, que determinou um teto de gastos na gestão pública da União. “É uma medida totalmente inviável para um país em desenvolvimento, gera fome e retrocesso, em termos de qualidade da educação, de qualidade da saúde e de acesso à renda. É exatamente o que está ocorrendo hoje”, lamenta.
Daniel defende que é possível, dentro da realidade orçamentária, recuperar e melhorar a infraestrutura escolar em todas as regiões. Segundo ele, o Brasil precisa investir cerca de R$ 20 bilhões a mais por ano com esse objetivo.

Ainda segundo os dados apontados pelo professor, com base em pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), hoje o custo para universalizar o acesso à internet para todas as escolas públicas brasileiras está em R$ 3,8 bilhões. Algo perfeitamente factível de se tirar do papel, desde que seja revogada a Emenda 95, segundo Cara.

Sucesso nas políticas públicas

O professor aponta a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) no Rio Grande do Norte como exemplo de investimento na educação pública. Para ele, a governadora Fátima Bezerra, por meio das suas políticas, conseguiu fazer com que o Rio Grande do Norte fosse uma ilha de competência na educação. Ele registra que os governos de Flávio Dino, no Maranhão, e de Camilo Santana, no Ceará, também tiveram boas medidas em relação ao tratamento da área.

“O descaso de Bolsonaro com a pandemia de Covid-19 também prejudicou a educação pública e todas as etapas, mas em especial educação infantil porque de fato crianças pequenas não podiam de forma alguma fazer atividades remota”, finaliza.

Fonte: CNTE

Nova data de divulgação do resultado final do Remanejamento Interno

A divulgação do resultado final do Remanejamento Interno 2022/2023 foi adiada para o dia 27 de outubro. Fique atento(a)! O resultado será liberado ao longo do dia e a SEEDF tem até a meia noite para realizar a publicação.

Para participar do procedimento e acompanhar as fases constantes no processo, os(as) interessados(as) devem acessar o Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (Sigep). O Procedimento de Remanejamento é regulado pelas normas contidas no edital, é disponibilizado e efetivado via Internet, no sítio eletrônico sigep.se.df.gov.br, por meio do Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (Sigep).

Cresce pelo país projetos pela privatização do ensino público

Às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, o governo do Paraná é mais um estado a reproduzir um projeto que o governo de Jair Bolsonaro planeja para o próximo ano: privatizar as escolas públicas do país. Recém reeleito, Ratinho Júnior está credenciando, por meio de edital, grupos empresariais da educação dispostos a assumir a gestão de 27 escolas da rede estadual. O projeto nada mais é que a terceirização completa para a iniciativa privada, um projeto-piloto que visa colocar fim no ensino público.

A artimanha já tem sido utilizada por outros estados e seguem a chancela do governo federal. Um dos exemplos vem de São Paulo. Está em discussão na Câmara Municipal de São Paulo o Projeto de Lei nº 573/21, que propõe que organizações da sociedade civil sem fins lucrativos sejam autorizadas a gerir escolas municipais de ensino fundamental e médio. O projeto se une à Escola sem Partido, educação domiciliar e às escolas militarizadas, que possuem a mesma natureza privatizante, em que o setor privado quer disputar não só o orçamento público, mas também assumir a gestão e a gestão pedagógica das escolas.

Outro estado a se alinhar com a política Bolsonarista é o de Minas Gerais. Em tramitação na Assembleia Legislativa e Minas Gerias (ALMG), o projeto Somar prevê a gestão compartilhada das escolas estaduais que oferecem ensino médio, com organizações da sociedade civil que são, na prática, representantes da iniciativa privada. A medida fere os princípios constitucionais e é uma forma de privatização das escolas e da educação pública.

Sob o argumento de melhoria da qualidade do ensino a partir de um novo modelo de gestão, buscando diferentes estratégias para a implementação de uma grade curricular mais aberta ao pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, esse tipo de projeto segue, na verdade, a mesma linha de outros projetos conservadores na educação dos últimos anos. Romualdo Portela de Oliveira, diretor de Pesquisa e Avaliação do Cenpec, organização da sociedade civil sem fins lucrativos que promove equidade e qualidade na educação pública brasileira, ressalta que concepções como esta permitem ao Estado se desobrigar de sua responsabilidade, induz processos de privatização, de subfinanciamento e de desigualdades.

 

Risco para o investimento

Outro impacto negativo de projetos como este recai sobre o investimento público em educação. Os recursos provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), por exemplo, não podem ser usados em escolas privadas sem fins lucrativos, a não ser quando há falta de vagas. No exemplo do PL 573/21, o art. 11 diz que as OSs também poderão contratar professoras(es), diretoras(es), vice-diretoras(es) e secretária(o) escolar. Aquelas(es) funcionárias(os) efetivas(os) que não quiserem aceitar o novo modelo de contratação e gestão das OSs poderão solicitar remoção para outra instituição pública municipal.

Para a diretora Luciana Custódio, cada vez mais vemos a posição do governo federal em relação à retirada de recursos da Educação. “Mesmo na discussão do FUNDEB, vimos o viés do debate sendo posicionado na perspectiva de privatização dos espaços da educação, além do avanço da obrigatoriedade dos governos estaduais em comprar pacotes de educação para dar respaldo a grupos financeiros internacionais. Questões como estas ganham cada vez mais profundidade dentro da educação pública”.

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Trabalhadores(as) da rede pública das três esferas ressaltam luta em defesa do serviço público, em resposta a ameaça da PEC 32

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Foto: Augusto Dauster

 

Depois da ameaça do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, de colocar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32 para a votação, representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação e a Federação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef/Fenadsef ), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), Proifes Federação, Federação Nacional dos Servidores e Empregados Públicos Estaduais e do Distrito Federal (Fenasepe) e a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), ressaltaram a luta em defesa do serviço público para reconstruir e transformar o Brasil.

Por um Estado democrático e soberano, Liberdade de organização e Sustentabilidade das entidades sindicais e por condições dignas para servidores/as e toda população são algumas da justificativas das entidades filiadas à CUT, que assinaram e divulgaram o manifesto “28 DE OUTUBRO – DIA DO SERVIDOR PÚBLICO”.

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“Plano de Guedes prevê salário-mínimo e aposentadoria sem correção pela inflação passada Proposta seria apresentada após o 2º turno em caso de vitória de Bolsonaro. O que nós temos a ver com isso? Menos salário-mínimo, menos aposentadoria, menos consumo popular, retrocesso econômico e social prejudicando os serviços públicos”, diz trecho do texto.

O documento aborda a questão dos ataques que a categoria vem sofrendo ao longo dos últimos anos, como salário congelado há cinco anos, o corte de verbas do SUS, educação, cultura, meio ambiente e da merenda escolar. As entidades também denunciaram o plano que Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro, está preparando para a população e servidores/as públicas em geral e alerta sobre o possível aumento da corrupção com a PEC 32.

>> BAIXE O PANFLETO – IMPRESSÃO EM GRÁFICA

“O bolsonarista Paulo Guedes ameaçou colocar a granada no bolso dos servidores e o bolsonarista Roberto Jefferson passou às vias de fato, jogando uma granada real que feriu servidores federais da Polícia Federal. Repudiamos essa barbárie”, diz trecho final do manifesto de entidades CUTistas que reafirmam que “continuarão lutando pelo fortalecimento do serviço público para reconstruir e transformar o Brasil”. [leia o manifesto na íntegra abaixo]

Resistência e mobilização

Atos em defesa dos serviços e servidores públicos estão sendo marcados em todo o país. A orientação é que as manifestações contra a PEC 32 vão acontecer nos dias 27 e 28, de acordo com cada estado. Isto porque dia 28 é dia do Servidor Público, mas há vários locais que estão adiando a data, e por isso fica a decisão a ser tomada pelas lideranças locais.

“Mesmo não tendo o que comemorar, nós não vamos deixar esse dia passar despercebido e por isso a gente está organizando uma grande jornada em defesa dos serviços públicos e servidores. A denúncia que faremos nas ruas é para garantir a continuidade do serviços e servidores públicos no nosso país”, explicou o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva.

Para o presidente da CNTE, Heleno Araújo, é preciso manter este alerta sobre a possibilidade de ser colocada na pauta de votação a PEC 32, que trata da Reforma Administrativa para a atuação coletiva contra mais um medida desastrosa do governo Bolsonaro. “As entidades nacionais das três esferas dos serviços públicos sabem dos verdadeiros riscos desta PEC e estão convocando esta mobilização nacional para falar e mostrar a nossa importância para a população brasileira”, destacou Heleno, que também é professor do ensino público.

Leia a seguir o texto do manifesto

28 DE OUTUBRO – DIA DO SERVIDOR PÚBLICO

A maioria dos servidores está com salário congelado há cinco anos.

O governo CORTOU verbas do SUS, educação, cultura, meio ambiente…

Se você não é atendido, se a fila está grande, se não tem merenda escolar, a culpa é do governo.

Os servidores lutam por serviços públicos de qualidade.

ESTA LUTA TAMBÉM É SUA:
+ creches
+ vagas nas escolas
+ leitos hospitalares
+ segurança pública
+ assistência social
+ serviços de proteção à mulher
+ concursos públicos
+ fiscalização do trabalho
+ postos de saúde
+ médicos e enfermeiros
+ fiscalização sanitária
+ pesquisa científica
+ proteção ao meio-ambiente
+ espaços públicos para lazer e cultura

Eis o que o ministro bolsonarista Paulo Guedes prepara para você

O Brasil vive um importante momento de sua história.

Nas vésperas do 28 de outubro, dia do servidor público, veio esta notícia publicada pela Folha de São Paulo:
“Plano de Guedes prevê salário-mínimo e aposentadoria sem correção pela inflação passada. Proposta seria apresentada após o 2º turno em caso de vitória de Bolsonaro”. Vários outros veículos da grande mídia também divulgaram.

O que nós temos a ver com isso? Menos salário-mínimo, menos aposentadoria, é menos consumo popular, é retrocesso econômico e social prejudicando os serviços públicos.
Semanas antes, o deputado bolsonarista Arthur Lira disse que pretende aprovar uma “reforma administrativa” que permite aos políticos contratar cabos eleitorais em vez de servidores concursados e passarem a cobrar por tudo, inclusive no SUS e na escola pública.

Esses são os “presentes” que preparam após o dia 30, se o candidato deles ganhar.

O bolsonarista Paulo Guedes ameaçou colocar a granada no bolso dos servidores e o bolsonarista Roberto Jefferson passou às vias de fato, jogando uma granada real que feriu servidores federais da PF. Repudiamos essa barbárie.

A Confetam; Fenasepe; Condsef/Fenadsef; CNTE; CNTSS; Proifes, entidades filiadas à CUT, continuarão lutando pelo fortalecimento do serviço público para reconstruir e transformar o Brasil.

POR UM ESTADO DEMOCRÁTICO E SOBERANO COM O FORTALECIMENTO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS!

LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO E SUSTENTABILIDADE DAS ENTIDADES SINDICAIS!

POR CONDIÇÕES DIGNAS PARA O SERVIDOR PÚBLICO E TODA A POPULAÇÃO!

Fonte: CNTE

Catraca liberada no domingo de eleições

Metrô e ônibus funcionarão de graça no Distrito Federal, no próximo domingo (30/10), dia do 2º turno das eleições. A isenção da cobrança do bilhete será das 6h às 19h.

De acordo com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), os ônibus funcionarão seguindo a tabela de sábado. Ainda é afirmado que haverá reforço nas linhas mais demandadas.

A liberação da catraca foi definida na tarde dessa segunda (24/10), quando a Justiça do Distrito Federal acatou o pedido da Defensoria Pública.

No último sábado (22/10), o ministro Luís Roberto Barroso do STF (Supremo Tribunal Federal) acatou pedido de um grupo de parlamentares e advogados e permitiu que as administrações municipais, gestões estaduais e companhias de ônibus, metrô e trens possam oferecer a gratuidade nos transportes coletivos no dia 30 de outubro, sem risco de serem acusadas de crime eleitoral ou de improbidade.

Prática de assédio eleitoral cresce ao menos 565% em 4 anos

A fala acima, muito ouvida por diversos trabalhadores Brasil afora, é um típico exemplo de assédio eleitoral, prática criminosa que vem crescendo no Brasil.

“Embora saibamos que em determinados momentos da história do Brasil essa prática já tenha acontecido, o assédio eleitoral é algo novo, mas está previsto na Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho, que trata do combate ao assédio no local de trabalho, e que, portanto, deve ser combatido”, lembra Antônio Lisboa, ex-dirigente do Sinpro e atual membro da OIT.

Muito embora não haja uma lei específica no Brasil sobre assédio moral no trabalho, tampouco sobre assédio eleitoral, a própria Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) determina que, na ausência de regulação para casos específicos, deve-se buscar legislação pertinente, motivo pelo qual o MPT adota a definição de assédio contida no artigo 1º da Convenção 190 da OIT, já citada por Lisboa: “Conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, ou ameaças de tais comportamentos ou práticas, seja quando se manifestam uma só vez ou de maneira repetida, que tenham por objeto, que causem ou sejam suscetíveis de causar um dano físico, psicológico, sexual ou econômico”.

Segundo a procuradora regional do trabalho Adriana Reis Araújo, em palestra proferida online nesta manhã, o assédio eleitoral é uma forma de assédio moral, caracterizado como “constrangimento, pressão ou humilhação sobre trabalhadores com o intuito de influenciar, manipular ou dirigir a sua manifestação política e seu voto aos candidatos indicados pelo empregador ou seus representantes”.

(Confira abaixo a palestra da Dra. Adriana Araújo)

Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) dão conta de que, em 2018, foram registrados em todo o país, nos dois turnos da última eleição presidencial, um total de 212 denúncias de assédio eleitoral. Neste ano, até ontem (23 de outubro), já haviam sido feitas 1.198 denúncias – o aumento é de 565%. Desse total, empresas da região Sudeste lideram o número de denúncias ao MPT: 490 – das quais, 329 denúncias só em Minas Gerais.

O Centro-Oeste registrou 108 denúncias de assédio eleitoral.

O aumento assombroso na prática do assédio eleitoral em ambiente de trabalho chamou a atenção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que está trabalhando em parceria com o MPT para coibir a prática. Em reunião com centrais sindicais na semana passada, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, pediu que todas as denúncias de assédio fossem encaminhadas também à corte eleitoral. Moraes lamentou que tais denúncias ainda ocorram em pleno século XXI.

Na plenária do dia 20 de outubro, o vice-presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, lembrou que a prática do assédio eleitoral “é crime tipificado nos códigos eleitoral, civil, penal e trabalhista. Não há como escapar da justiça neste caso”.

Luciana Custódio, diretora do Sinpro, se escandaliza com a quantidade de irregularidades cometidas especificamente por uma das candidaturas presidenciais: “Estamos diante da maior compra de votos sem precedentes na história do Brasil. Uma espécie de black fraude eleitoral do Bolsonaro. Nessa toada, só quem sai ganhando serão os empresários, que verão a desindexação do salário mínimo ‘desonerando seus custos’, enquanto os trabalhadores perdem o poder de compra dos salários, ainda mais diante da iminente explosão dos preços dos combustíveis e dos alimentos”.

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Projeto da EC 06 do Gama mostra que aprender Matemática pode ser produtivo e divertido

Quem disse que aprender matemática é traumático? O professor Alexandre Tolentino de Carvalho mostra que o aprendizado pode ser produtivo e ao mesmo tempo divertido. Desde 2012 o educador implantou o projeto Divertimática na Escola Classe 06 do Gama para motivar os(as) alunos(as) a gostarem da disciplina. Os resultados, garante Alexandre, foram bem positivos.

Ao longo do tempo surgiu a necessidade de mudar algumas práticas que estavam muito voltadas para o ensino tradicional dessa disciplina, como enormes listas de contas, pouco trabalho com situações problema, priorização das 4 operações em detrimento do ensino de geometria, estatística e álgebra. “O projeto acontece ao serem realizados momentos de formação com os professores, estudando assuntos relacionados à didática da Matemática e ao propor brincadeiras que envolvam habilidades dessa disciplina. Assim, motiva-se professores a modificarem suas práticas e os alunos a olharem para a Matemática como algo que pode ser prazeroso e que todos podem aprender. As brincadeiras envolvem tinta, água, dança, muita diversão e desafios, para os quais se requer colocar em prática habilidades matemáticas para obter bons resultados”, explica.

Durante o projeto, os(as) estudantes se envolvem mais com a matemática e perdem o medo de criar estratégias para chegar às soluções. Eles criam estratégia de estudo para poderem obter resultados coletivos, se apropriam de instrumentos importantes para desenvolver habilidades, como tabuada, cálculo mental, construção de estratégias pictóricas e seleção de informações importantes que os ajudam a chegar a uma solução de forma efetiva e mais rápida. “Percebemos isso ao comparar seus desempenhos no início do ano com os desempenhos após a realização do projeto”, sinaliza.

O Divertimática movimenta a escola e permite momentos de emersão no mundo da Matemática. Isso faz com que os(as) alunos(as) sintam que a disciplina é importante. “E ao descobrir a Matemática como algo divertido e que todos podem aprender, a aprendizagem acontece de forma mais significativa e menos arbitrária”, finaliza Alexandre Tolentino.

Confira o vídeo que fala sobre o projeto:

Governo Bolsonaro já provocou perda de R$ 1 mil no salário mínimo do trabalhador

Se o reajuste do salário mínimo desde 2002 tivesse evoluído de acordo com a inflação esperada, como planejam Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, o(a) trabalhador(a) brasileiro(a) ganharia um piso de R$ 502, cerca de 58,6% a menos no bolso de trabalhadores(as) ativos(as) e inativos(as). Para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, os 3% a menos no salário representariam R$ 1 mil a menos, queda que se aplica, também, para aqueles(as) que se aposentam sem paridade.

O cálculo é do economista Francisco Faria, da LCA Consultoria. Faria estimou a perda acumulada, mês a mês, de janeiro de 2020 a dezembro de 2022, em termos reais (corrigida pela inflação). Conforme os cálculos, se a política de valorização tivesse sido mantida nesse período, o salário mínimo hoje seria R$ 36 maior, pulando de R$ 1.212 para R$ 1.248, ou 3% a mais. Caso os planos de Bolsonaro e Guedes vinguem, seria “o fim da aposentadoria”, afirma o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), João Inocentini.

Confira matéria publicada no Jornal O Globo.

 

 

Trabalhador do salário-mínimo já perdeu R$ 1 mil acumulado no governo Bolsonaro

 

Esse é o efeito no bolso do trabalhador com a mudança promovida por Paulo Guedes, que abandonou a política que vigorou nos governos Lula, Dilma e Temer

 

O trabalhador brasileiro que recebe salário mínimo já perdeu R$ 1.058 em reajustes acumulados no governo Bolsonaro. Esse é o custo para o bolso do brasileiro de baixa renda com a mudança de regra promovida pelo ministro Paulo Guedes, que abandonou a política de aumentos atreladas ao PIB que vigorou durante os governos Lula, Dilma e Temer.

As contas são do economista Francisco Faria, da LCA Consultoria. Ele explica que atualizou o salário mínimo tendo como referência a regra que vigorou no país até 2020, de aumento do PIB de dois anos antes, mais a variação da inflação. O valor é a perda acumulada, mês a mês, de janeiro de 2020 a dezembro de 2022, em termos reais, ou seja, corrigido pela inflação. No recorte mensal, o salário mínimo hoje seria R$ 36 maior, pulando de R$ 1.212 para R$ 1.248 ou 3% a mais. “O exercício que eu fiz foi simples: usei a mesma regra do previsto pela lei que perdeu efeito e calculei o quanto teria sido o salário mínimo se ela fosse “renovada”, afirmou.

Ampliando o olhar para 2023 e tendo como referência o Orçamento enviado pelo governo Bolsonaro ao Congresso, o prejuízo irá aumentar. Segundo Faria, o salário mínimo no ano que vem será de R$ 1.283 contra projeção de R$ 1.382, pela regra antiga, ou seja, R$ 99 reais a mais, 7,7%.

O economista explica que até 2007 não havia regra definida para o reajuste do mínimo, que ficava dependendo da decisão política do governante em questão. Foi quando Lula definiu a regra de aumento tendo como referência o crescimento do PIB de dois anos anteriores mais a variação da inflação. “Em 2011, a regra foi transformada em lei (12.382), definindo essa forma de reajuste para período 2012/2015. Em 2015, uma nova lei (13.152) estende o procedimento até 2019. A partir de 2020, a fórmula foi abandonada: o reajuste foi vinculado ao INPC”, afirmou.

Em 2020, o salário mínimo foi de R$ 1.045. Pela regra antiga, seria de R$ 1.061. Em 2021, Bolsonaro pagou R$ 1.100, mas pagaria R$ 1.133 se tivesse renovado a vigência da lei. Em 2022, 1.212 contra 1.248, e em 2023, 1.283 contra 1.382, na mesma comparação.

Somando-se a perda a cada mês, que parece pequena, chega-se a um número relevante. O trabalhador deixou de receber R$ 1.058. O curioso é que hoje quem recebe Auxílio Brasil está sendo estimulado a pegar empréstimo da Caixa com juros de 50% ao ano.

A manutenção da regra de valorização do salário mínimo poderia ter contribuído para conter o aumento da miséria no país, que agora se tornou “bandeira eleitoral” do presidente às vésperas das eleições.

 

Fonte: O Globo

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