Sinpro-DF faz campanha nos cinemas pelo Setembro Amarelo

A partir desta quarta-feira (21/9), começa a circular nas salas de cinema do Liberty Mall o vídeo “Você não está sozinho”, do Sinpro-DF, que reforça a importância do Setembro Amarelo. O material será exibido em todas as sessões.

Em um minuto, o vídeo aborda situações de estresse e tristeza e a diferença que faz quando se tem o apoio de quem está por perto.

“A arte é política. Ela deve ser utilizada para fazer refletir, para criar consciência crítica, para também orientar. O suicídio é um caso sério no nosso país, e não devemos virar as costas para isso. Por isso, o Sinpro-DF teve a iniciativa de dar amplitude ao tema a partir da veiculação desse material nas salas de cinema”, afirma o coordenador de Assuntos Culturais do Sinpro-DF, Bernardo Távora.

Setembro Amarelo
Iniciada em 2015, a campanha Setembro Amarelo tem como objetivos conscientizar as pessoas sobre o suicídio e evitar os casos no país. No dia 10 do mesmo mês, é realizado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

“O suicídio é um ato mais evidente e mais radical para transtornos mentais que, ao fim e ao cabo, são resultado do modelo socioeconômico neoliberal, que causa profundo sofrimento a indivíduos que não têm espaço para sentir dor, tristeza ou sofrimento – sentimentos que fazem parte da vida, tanto quanto a alegria, o sucesso e o prazer”, lembra a psicóloga Luciane Kozicz.

Cartilha
Como parte da campanha Setembro Amarelo, o Sinpro-DF também lançou a Cartilha Suicídio. Nela, são mostrados os principais problemas que levam uma pessoa a tirar a própria vida. 

“Suicídio é caso de saúde pública, e o combate a ele deve ser diário. A Cartilha Suicídio é uma ferramenta importante para auxiliar a categoria a se prevenir, se proteger e, principalmente, saber como buscar ajuda”, explica a coordenadora da Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF, Élbia Pires.

Segundo estudo do Ministério da Saúde produzido em setembro de 2021, entre 2010 e 2019, ocorreram no Brasil 112.230 mortes por suicídio, com um aumento de 43% no número anual de mortes. O Centro-Oeste e o Sul são as regiões com as maiores taxas de suicídio do país. 

Sinpro ganha na justiça pagamento correto das gratificações dos Contratos Temporários

O Sinpro-DF ganhou na justiça uma ação judicial que garante o pagamento correto das gratificações dos(as) professores(as) em contrato temporário que foram pagas com valor menor, gerando uma diferença salarial para estes(as) educadores(as). O sindicato informa que esta diferença constatada no contracheque foi registrada no período de 2014 a 2019 e todos(as) que trabalharam como temporários(as) durante estes anos, recebendo GAA, GAEE, GARZ, GADERL ou GADEED, têm direito a receber essas quantias graças à atuação do Sinpro.

Diante disto a Secretaria de Assuntos Jurídicos convoca todos(as) os(as) professores(as) temporários(as) que são filiados(as) ao sindicato e que durante os anos de 2014 a 2019 receberam uma ou mais destas gratificações acima mencionadas, para apresentarem documentação no sindicato para a cobrança dos valores devidos. “Esta é mais uma vitória das professoras e professores temporários, que têm um importante papel na educação pública do Distrito Federal e de toda categoria na luta pela garantia de direitos”, salienta o coordenador da Secretaria, Dimas Rocha.

O Sinpro ainda informa que os(as) professores(as) efetivos(as) que na época eram temporários também terão direito a esta correção nos valores.

 

Os(as) educadores(as) que estão nessas condições e que são filiados(as) devem se dirigir à sede ou às subsedes do sindicato com alguns documentos para ingressar com o pedido de recebimento dos valores retroativos:

 

– Kit de procuração (fornecido pelo Sinpro);

– Cópia de RG e CPF (pode ser CNH);

– Cópia Comprovante de Endereço;

– Três últimos Contracheques (Caso ainda esteja na SEE em vínculo temporário ou efetivo);

– Fichas Financeiras de 2014 a 2020 dos vínculos temporários (as fichas financeiras podem ser obtidas no portal do servidor, onde a categoria visualiza os contracheques).

 

A vitória é mais uma luta da entidade pela valorização do trabalho dos professores em sala de aula e o compromisso do Sinpro com a luta também dos contratos temporários.

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IFB: Seleção de supervisores de Pibid para professores da SEE-DF

O Instituto Federal de Brasília abriu edital para seleção de professores da educação básica da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), com o objetivo de preencher as vagas aprovadas pela CAPES/MEC para que atuem como supervisores do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) do IFB.

O processo seletivo contempla 21 bolsas de R$ 765,00, pelo período de até 18 meses.

Para participar, é necessário ser professor preferencialmente efetivo (ou seja: quem é temporário também pode participar), da SEE-DF ou do IFB, com experiência de, no mínimo, dois anos de magistério na educação básica, e estar atuando em sala de aula em componente curricular ou na etapa correspondente à habilitação concedida pelo curso participante do subprojeto.

O supervisor de Pibid deverá dedicar no mínimo 8 horas semanais ao projeto.

As inscrições para o processo seletivo do PIBID serão realizadas exclusivamente pelo formulário google disponível no site do Edital (clique aqui para abrir) e deverão ser realizadas até as 23h59 do dia 28 de setembro de 2022. O resultado final do processo seletivo sai no dia 7 de outubro, e previsão de início das atividades é 10 de outubro.

O processo seletivo formará também cadastro reserva.

 

O vídeo abaixo, produzido pelo IFB, traz mais explicações sobre o projeto

Quinta é dia de cinema

No dia do Sinpro no cinema, do Liberty Mall, quem ganha é você! Professores(as) e orientadores(as) educacionais, pagam 10 reais na entrada, com direito a um acompanhante que pagará o mesmo valor.

Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital. Esqueceu a carteirinha? Não tem problema. Você pode apresentar o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.

“Esse projeto, em forma de parceria, busca fomentar e incentivar o acesso ao cinema e proporciona à categoria a reaproximação a essa tão importante fonte histórica de cultura e lazer que foi tão dificultada em tempos de pandemia e dos governos atuais que lutam para inviabilizá-la”, afirma o diretor Bernardo Távora, coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro.

 

Fique ligado(a)

Todas as quintas-feiras, publicaremos a programação com os filmes que estarão em cartaz no Liberty Mall, para que você possa aproveitar e se programar logo cedo.

Aniversariantes de setembro têm até o dia 30 para fazer a prova de vida

O Sinpro informa que o período para fazer a prova de vida e o recadastramento de professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário em setembro encerra no dia 30 de setembro.

O sindicato ressalta que a prova de vida e o recadastramento poderão ser realizados de forma presencial, ou seja, com o comparecimento do(a) aposentado(a) ou do pensionista a qualquer Agência do BRB mais próxima de sua residência, ou de forma on-line, por meio do aplicativo já disponível nas lojas da iOS e Android. Criado durante a fase mais grave da pandemia do novo coronavírus, o aplicativo Prova de Vida GDF está em uso e oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual.

Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF (veja os links no final da matéria), inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado. Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.

A prova de vida é a comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões. Ela havia sido suspensa em março de 2020, como forma de evitar aglomeração e impedir o avanço da contaminação da Covid-19. Agora, com a melhora nos números sobre infecção e morte decorrentes da doença, o procedimento voltará a ser obrigatório, e deve ser realizado sempre no mês de aniversário do(a) servidor(a) aposentado(a) ou pensionista.

 

Outras formas de fazer a prova de vida

Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. Mas, atenção! Para isso, a pessoa tem de provar que está com problemas graves de locomoção

Locomoção e maiores de 90 anos – Aposentados(as) e pensionistas impossibilitados(as) de locomoção e maiores de 90 anos podem pedir visita domiciliar para realizar a prova de vida pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br: devem anexar atestado médico comprovando a impossibilidade.

Hospitalizados(as) – Aposentados(as) e pensionistas hospitalizados(as) também podem solicitar a visita domiciliar. Para isso, a pessoa responsável pelo(a) internado(a) em hospital deverá apresentar ao Iprev declaração/laudo do médico atestando a internação do paciente naquela data.

Reclusão – Aposentados(as) e/ou pensionistas em reclusão devem encaminhar ao Iprev documentação prevista na Portaria com atestado ou declaração de Permanência Carcerária em papel timbrado expedido pela instituição carcerária.

Para quem mora no exterior – Para essas pessoas, a prova de vida pode ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Para isso, deve encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/

 

CLIQUE NO LINK PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES ANDROID:
https://play.google.com/store/search?q=prova+de+vida+gdf&c=apps

CLIQUE NO LINK PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES iOS:

https://apps.apple.com/br/app/prova-de-vida-gdf/id1614842989

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Mobilização Nacional pelo direito à Educação de Jovens e Adultos

O Movimento dos Fóruns de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Brasil, em prosseguimento ao plano de lutas aprovado no XVII ENEJA, está realizando a Mobilização Nacional pelo direito à EJA. A ação coletiva está sendo realizada em todo o país, com ponto alto nesta terça-feira (20). A atividade reivindica o direito à educação de 69,5 milhões de pessoas acima de 25 anos e que não concluíram a educação básica.

No Distrito Federal, o Sinpro vem denunciando uma série de mudanças preocupantes que o Governo do DF vem praticando na Educação de Jovens e Adultos. Além do fechamento de várias turmas da EJA, o que prejudica centenas de estudantes, educadores(as) tem reclamado da exigência das turmas de EJA terem a quantidade mínima para permanecerem abertas, o que impede que estudantes tenham igualdade de condições de aprendizagem; política de criação de escolas polo; falta de atualização do Estatuto da EJA, que deveria ter sido revisada em 2016; a multiseriação; e a estratégia de matrícula, não discutida com o Sinpro.  

Para dar mais visibilidade à mobilização, o movimento pede algumas ações: construir, em todos os Fóruns, comissões de mobilização para coordenar as ações integradas; publicar massivamente nas redes sociais (Instagram, Facebook, Twitter, WhatsApp) as hashtags: #JuntosPelaEJA e #EJAéDireito; produzir vídeos de até 30 segundos reafirmando as hashtags #JuntosPelaEJA e #EJAéDireito; ler e discutir em todas as salas de aula da EJA a carta aos estudantes; e ações de mobilização nos estados para a remessa das cartas aos gestores e candidatos nas eleições de 2022.

A luta pela igualdade social e por oportunidade para todos(as) é um direito constitucional e está atrelada diretamente à educação. É no ambiente escolar que as discrepâncias econômicas e sociais devem ficar em segundo plano e muitas injustiças históricas podem ser corrigidas. Uma das ferramentas para essa “correção” é justamente a EJA, que vem sofrendo mudanças preocupantes, prejudicando principalmente as populações mais carentes.

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CLDF publica derrubada de vetos, mas mobilização deve continuar

A mobilização da categoria por meio da campanha VerbaSimVetoNão, o trabalho de corpo a corpo dos(as) diretores(as) do Sinpro e de alguns deputados distritais foram fundamentais para a derrubada de alguns vetos do governador Ibaneis Rocha, que atingiam diretamente a educação pública do DF. Durante a tarde desta terça-feira (23), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) confirmou a derrubada de alguns vetos ligados à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023 que estabelecia metas e prioridades para o exercício financeiro do próximo ano.

Em votação no dia 19 de agosto, no Plenário da Casa, todos(as) os distritais presentes (16) votaram pela derrubada parcial. Oito parlamentes estavam ausentes. Conforme a publicação no dia 19 de agosto no Diário Oficial do DF, dentre os pontos que terão verbas para o próximo ano estão a construção de creches; ampliação de unidades de ensino fundamental; construção de unidade escolar; ampliação de unidade escolar; construção de unidade de ensino; e a transparência por meio de descentralização de recursos financeiros para as escolas (PDAF).

A diretora do Sinpro Luciana Custódio afirma que a votação de hoje representa uma conquista parcial, mas importante para a educação pública da capital federal, mas que ainda é preciso manter a mobilização. “Esses vetos representavam entraves que atingem investimentos na infraestrutura das escolas e na busca por uma educação pública de qualidade. Agora, com a derrubada desses vetos, as emendas propostas farão parte da LDO de 2023. Mesmo diante desta conquista parcial, precisamos manter a mobilização para que tenhamos a conquista, também, no que se refere aos nossos avanços salariais”, destaca.

Dois vetos ainda serão analisados pela Câmara Legislativa: a destinação de veto para o cumprimento da Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), que se refere aos avanços salariais da categoria; e verba para a aquisição de equipamentos e meios para a preparação do ambiente escolar com condições sanitárias adequadas, além de investimento em tecnologia e equipamentos para possibilitar o amplo acesso ao ensino. Diante disto, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais devem manter a mobilização pedindo aos(às) deputados(as) o voto pela derrubada desses vetos.

 

 

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Governo lança medidas que reduzem salário mínimo e prejudicam trabalhadores

Na semana passada, o Ministério da Economia atualizou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2022, utilizado para a correção do salário mínimo. A projeção do Boletim Macrofiscal, divulgado na quinta-feira (15/9), passou de 7,41% para 6,54%. Se esse percentual previsto se confirmar e não houver mudança na metodologia de cálculo, o reajuste do salário mínimo deste ano também será menor do que o estimado anteriormente.

A notícia, divulgada pela mídia, informa que, na semana anterior, o governo Jair Bolsonaro (PL) enviou a proposta de Orçamento de 2023, contemplando R$ 1.302 para o salário mínimo, valor que considera apenas a variação da inflação neste ano, antes estimada em 7,41%. Como recuou da projeção do INPC, o valor do salário mínimo também deve ficar cerca de R$ 10 menor do que a última projeção.

Se a inflação medida pelo INPC no acumulado de 2022 for diferente da estimativa, o governo federal poderá de rever o montante. A política de preços do País e de reajuste do salário mínimo afeta não só os salários dos(as) trabalhadores(as) da iniciativa privada, mas as remunerações dos(as) servidores(as) públicos(as), sobretudo os(as) da educação. Aliás, essa revisão do valor da inflação é uma medida temporária para favorecer o candidato do PL nas eleições de 2022.

Uma Nota Técnica (NT) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), elaborada e divulgada em agosto, mostra que as medidas tomadas recentemente pelo governo federal podem não surtir os efeitos desejados, até porque diversas dessas medidas têm caráter provisório, além de prejudicarem fortemente setores essenciais da vida do brasileiro, como é o caso da educação e da saúde.

Entenda por que as medidas para conter a inflação não têm efeito

A NT do Dieese traz elementos para entender o impacto das últimas medidas adotadas pelo governo Bolsonaro para conter a inflação crescente nos preços das coisas, como, por exemplo, a Lei Complementar 194, de agosto de 2022, que promove mudanças no Código Tributário Nacional e a na Lei Kandir para diminuir a carga tributária sobre os preços de combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo, e nas Leis Complementares  192 (altera alíquotas do PIS/Pasep, Cofins e Cide para os combustíveis) e 159. Confira a NT no final deste texto.

Embora essas leis tenham sido criadas para conter a inflação, o Dieese, no entanto, mostra que, desde setembro de 2021, a inflação no Brasil vem se situando acima de 10% no acumulado de 12 meses. No documento, o departamento aponta as diversas causas dessa alta exorbitante da inflação e como tudo isso afeta setores fundamentais da vida brasileira, piorando a vida dos(as) trabalhadores(as).

O problema é a Política de Preço de Paridade de Importação (PPI)

A NT revela que as causas que provocam a inflação não só no Brasil, mas também no mundo, têm relação com a desorganização das cadeias produtivas de insumos e de matérias-primas e que, em grande medida, se deve aos efeitos da pandemia da covid-19 e, mais recentemente, da guerra da Otan (Ucrânia) contra a Rússia. No entanto, a inflação brasileira é motivada, fundamentalmente, por outras questões de natureza doméstica.

Dentre as mais impactantes, a gente pode citar os aumentos sucessivos e recorrentes nos preços de combustíveis, que ocorrem por causa da política de preços adotada ainda no governo Michel Temer (MDB), após o golpe de Estado de 2016, e continuada por Jair Bolsonaro (PL), que tem privatizado de forma fatiada a maior empresa de energia do País, a Petrobrás . Estamos falando da chamada política de Paridade de Preços de Importação (PPI), que dolarizou o petróleo brasileiro para assegurar o lucro de acionistas privados, tais como banqueiros, rentistas e empresas estrangeiras.

 

Privatização da Eletrobrás e elevação do preço da energia

Outro motivo é a elevação do preço da energia elétrica também dolarizado por causa da recente privatização de todo o setor de energia do País, incluindo aí, a venda a preço de banana da Eletrobrás. Soma-se a isso, a elevação do preço dos alimentos, quase diariamente, que tem prejudicado, sistematicamente, a população brasileira.

No entanto, as elevações dos preços dos combustíveis, em boa parte, são responsáveis pela pressão inflacionária atual, uma vez que produtos como gás e diesel são insumos fundamentais para as várias atividades produtivas. Ou seja, o aumento de preços é repassado para outros setores, causando uma alta generalizada. Para frear essa inflação nas vésperas das eleições 2022, o governo Bolsonaro adotou medidas que, basicamente, alteram a cobrança de tributos.

Medidas adotadas não têm efetividade

A NT do Dieese mostra que as medidas adotadas são de pouca efetividade e têm fôlego curto, como é o caso do congelamento da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias, Bens e Serviços (ICMS) e do estabelecimento de valores fixos de contribuição, redução de alíquotas, bem como da desoneração de alguns tributos – PIS, PASEP e Cofins – sobre alguns bens e serviços.

O Dieese destaca alguns dados reveladores de que se trata apenas de uma manobra econômica para garantir a eleição de Bolsonaro. Apenas no primeiro semestre de 2022, o diesel, por exemplo, acumulou uma alta de 33,39%; a gasolina, 8,06%; e o gás de cozinha de 7,49%. A inflação geral desse mesmo período medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)  ficou em 5,49%, portanto abaixo da alta registrada nesses insumos.

Adaptações do PIS, Pasep, Cofins, Cide, Lei Kandir são temporárias

A NT do Dieese explica que essas medidas que visam à desoneração de impostos e à redução de valores das alíquotas são temporárias, vão apenas até o fim deste ano. Vimos que essas medidas estão desacelerando a inflação, mas, além de estarem programadas para durarem até dezembro de 2022, nada garante que no próximo ano os preços não voltem a crescer.

Segundo a NT, essas medidas têm fôlego curto porque pode haver eventos que promovam aumentos generalizados dos preços. Mesmo com elas, os preços dos combustíveis continuam subindo em ritmo acelerado, muito acima da inflação: quando calculamos o acumulado da inflação, a gente vê que subiu muito mais. Além dos dados inflacionários do primeiro semestre de 2022, a gente vê também que, em 2021, por exemplo, a inflação medida pelo IPCA acumulado foi de 10,16%, enquanto a gasolina aumentou, no período, 47,49%; o diesel, 46,04%; e, o gás de cozinha, 36,99%.

Ou seja, tivemos um aumento exorbitante e importante desses itens básicos e as medidas que foram tomadas agora nem de longe significam que a classe trabalhadora irá recuperar essas perdas ocorridas em 2021 e em 2022. A NT do Dieese é didática e aprofunda, de forma simples e de fácil entendimento, o que ocorre na economia para favorecer o candidato do PL à reeleição à Presidência da República.

Essas medidas, contudo, além de não conseguirem cumprir o seu objetivo, podem significar uma redução de arrecadação para estados e municípios, prejudicando mais uma vez a sociedade, com a diminuição de recursos financeiros para a educação e a saúde.

No caso dos derivados de petróleo, as mudanças são completamente sem efeito. A NT prova que, para resolver o problema de preços no País e reduzir a inflação, é preciso haver uma mudança na PPI. Não mexendo nessa política, tudo vai continuar como está.

 

Clique aqui e confira na NT do Dieese como a Educação é prejudicada com as medidas econômicas do governo Bolsonaro

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Corte em verba da merenda escolar é mais um ataque do governo federal à educação e às crianças

Um relatório global da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), divulgado em 2014, revelou que o Brasil havia saído do Mapa Mundial da Fome. O relatório mostra que o Indicador de Prevalência de Subalimentação, medida empregada pela FAO há 50 anos para dimensionar e acompanhar a fome em nível internacional, atingiu, no Brasil, nível menor que 5%, abaixo do qual a organização considera que um país superou o problema da fome. Passados oito anos, a boa notícia, infelizmente, não faz mais parte da rotina do brasileiro.

Além do número de brasileiros que hoje estão na extrema pobreza, o governo de Jair Bolsonaro tem alastrado a fome para dentro das escolas. Com a verba federal sem reajuste desde 2017 (governo Michel Temer) e a inflação dos alimentos cada vez mais alta, relatos de racionamento e cortes de merenda escolar se multiplicam pelos quatro cantos do Brasil. Em algumas escolas, um ovo é dividido para quatro crianças e itens básicos, como arroz e carne, são retirados do cardápio. Em outro exemplo de crueldade, no Distrito Federal alunos(as) têm as mãos carimbadas para não repetirem a merenda escolar. É importante ressaltar que por conta deste cenário de fome, muitas crianças vivem em insegurança alimentar e muitas delas têm a sua principal alimentação na escola.

A triste realidade é fruto do veto de Jair Bolsonaro, que em agosto não reajustou a verba da merenda escolar com correção pela inflação, mesmo sendo aprovado pelo Congresso. Segundo o governo, a justificativa foi que isso poderia drenar verbas de outros programas e estourar o teto de gastos. É importante lembrar que a responsabilidade de custeio é da União, Estados e municípios, mas a participação federal é importante, principalmente em cidades pobres.

O veto de Bolsonaro à alimentação escolar se torna ainda mais cruel diante da crise econômica que empurrou 33 milhões de pessoas para as estatísticas dos que passam fome. Em dois anos, dobrou o número de domicílios com crianças menores de 10 anos que não têm o que comer. Neste ano, o índice subiu para 18,1% enquanto há dois anos (2020) era de 9,4%. Com o alto número de pais sem trabalho, a merenda é uma chance de refeição equilibrada para parte das crianças.

Para o Sinpro, o atual governo federal condena o futuro das crianças com esta atitude e mostra que a educação nunca foi uma prioridade. Com verba insuficiente para a merenda escolar, Bolsonaro condena o futuro do país, uma vez que a alimentação é fator essencial para o desenvolvimento das crianças. Além disto, condena o país à ignorância, fator que acontece desde o início do seu mandato, quando ataca a educação de forma corriqueira.

Anvisa libera vacina contra Covid-19 para crianças de 6 meses a 4 anos

Num cenário mundial que já se encaminha para o fim da pandemia de Covid-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no último dia 14 de setembro, a aplicação da vacina Comirnaty, da Pfizer, em crianças de 6 meses a 4 anos de idade, após constatar sua eficácia e segurança para a faixa etária analisada.

A vacina deverá ser ministrada em 3 doses de 0,2 ml, as duas primeiras num intervalo de três semanas, e a última oito semanas após a segunda dose.

Agora, cabe ao ministério da Saúde estabelecer um calendário de vacinação e distribuir a vacina para a população.

Participaram do comitê de avaliação especialistas da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

O frasco dessa vacina terá tampa na cor vinho, para diferenciar o público-alvo do imunizante. Para o público a partir de 5 anos, a vacina vem em frascos com tampa laranja; acima de 12 anos, com tampa roxa. As cores diferentes informam não apenas do público-alvo distinto para cada uma das vacinas, mas também para diferentes dosagens de cada um dos imunizantes.

Embora a pandemia ainda não tenha chegado ao fim, O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que já é possível enxergar o fim da pandemia de Covid-19, mas que ela ainda não terminou.

“A vacinação de bebês e crianças na primeira infância vem completar as boas notícias. Falta pouco para o fim disso tudo. Devemos trabalhar juntos para chegarmos bem, e vivos”, lembra a diretora do Sinpro Luciana Custódio.

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