Atenção para as etapas do Remanejamento 2022/2023

O Sinpro preparou uma  tabela completa com as datas do Remanejamento Interno e Externo 2022/2023 e um card que será publicado a cada etapa do processo. Prepare-se para tirar um print e salvar as informações da primeira etapa e não perder nenhum dos prazos. Para participar do procedimento e acompanhar as fases constantes no processo, os(as) interessados(as) devem acessar o Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (Sigep). O Procedimento de Remanejamento é regulado pelas normas contidas no edital e é disponibilizado e efetivado via Internet, no sítio eletrônico sigep.se.df.gov.br, por meio do Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (Sigep).

 

Confira as primeiras etapas do remanejamento interno:

 

Clique aqui e baixe a tabela completa, com remanejamento interno e externo.


Atenção

Em caso de dúvidas, os(as) interessados(as) devem entrar em contato com as Unidades Regionais de Gestão de Pessoas (Unigep) das Coordenações Regionais de Ensino ou com a Diretoria de Gestão de Servidores Efetivos e Temporários (Diset), da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep), da Secretaria de Educação.

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Sinpro alerta: cuidado para não cair no golpe!

Vamos começar esta publicação com a afirmação: nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores. Isso é golpe!

O mais novo golpe contra aposentados e aposentadas da categoria com processos na justiça envolve a falsificação de supostos documentos, que recebem até logomarcas de bancos, e informam de depósitos falsos prestes a serem feitos nas contas dos golpeados(as) – contanto que sejam feitos depósitos-pix em contas de pessoas físicas, ou depósitos para pagamento para supostos despachantes ou certidões de cartórios, a título de honorários ou adiantamentos, pagamentos de supostos despachantes ou supostas certidões de cartórios.

Vamos repetir a afirmação do primeiro parágrafo: isso é golpe! Nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores.

Golpistas de Internet continuam tentando tirar dinheiro de pessoas com processos na Justiça. A quadrilha muda de formato constantemente para aperfeiçoar e manter o golpe! O Sinpro alerta mais uma vez: fiquem atentos e atentas!

Na mais recente abordagem, estão usando mensagens com uso do nome de Lucas Mori, advogado do Sinpro-DF, com um número falso de telefone. Toda semana, criminosos usam celulares e mensagens via Internet para aplicar novos métodos de lesar financeiramente os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. Outro golpe recorrente é o de se apresentarem como funcionários da Câmara de Conciliação de Precatórios, utilizando os números de telefone (61) 2626-2740 e (61) 9825-6570 e informando o resultado do julgamento das propostas de acordo com o último lote, nos termos do edital.

O Sinpro muitas denúncias de professores(as/es) e orientadores(as/es) educacionais acusando o recebimento de mensagens que usam o nome do dr. Lucas e do seu escritório. Nessa modalidade de golpe, uma pessoa diz, na mensagem, que foi autorizada a ordem de pagamento do processo e, em seguida, solicita que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com uma advogada pelos telefones 2626-5741 e 99859-9031. Tudo isso não passa de manobra criminosa para lesar pessoas com processos judiciais e financeiros movidos pelo sindicato.  

Preste atenção às mensagens! Não caia no golpe! Denuncie! Nem o Sinpro, nem nenhum preposto do sindicato solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores.

Confira um dos modelos de mensagens enviadas aos celulares:

 

Ouça também o áudio do golpe: 

 

Modus operandi

São vários os “modus operandi” das quadrilhas cibernéticas. Um deles, segundo relatos de vítimas, é que após o primeiro contato, os(as) estelionatários(as) dizem que as propostas indeferidas poderão ser objeto de recurso administrativo em um prazo de 5 dias úteis em petição física direcionada à câmara, com protocolo no posto de atendimento da Procuradoria Geral do Município. Em seguida dizem que é preciso o depósito de um valor para as custas advocatícias e taxas de cartório.

Tudo isso é mentira! Tudo é golpe! Não deposite nenhuma quantia em dinheiro. É golpe! O Sinpro alerta para o fato de que nem o sindicato e nem os escritórios de advocacia que integram o Jurídico da entidade pedem dinheiro para recebimento de valores referentes a ações judiciais. Antes de fazer qualquer depósito ou repassar qualquer informação, ligue para o Sinpro.

Fiquem atentos(as/es) às novas “modalidades” de extorsão de dinheiro. A cada nova abordagem, os(as/es) bandidos(as/es) se aperfeiçoam e procuram facilitar e aligeirar o furto de dinheiro de quem tem processos a receber. É preciso ter cuidado e boa observação para não cair no golpe. 

Para facilitar a compreensão de todos(as) sobre as estratégias utilizadas pelos(as) golpistas, seguem todas as versões usadas e denunciadas ao Sinpro:

 

Golpe 1

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto da logo do Sinpro-DF.

 

Golpe 2

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

Golpe 3

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 4

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

Golpe 5

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

Golpe 6

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

Golpe 7

O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.

 

Golpe 8

Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!

 

Golpe 9

Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!

 

Confira nas matérias, a seguir, as modalidades e o modus operandi: 

 

Sinpro alerta categoria sobre os golpes de internet

 

 

Atenção, não caia no golpe!

 

Sinpro informa que criminosos continuam aplicando o golpe na categoria

Cuidado com o novo golpe na praça. Fique atento e não caia nessa

Golpistas criam nova modalidade criminosa. Não caia no golpe

Bandidos(as) põem em curso nova modalidade de golpe

Sinpro alerta: dinheiro fácil é golpe!

Bandidos aplicam novo golpe do precatório contra professores

Fraudes pelo telefone: aprenda a identificar o golpe

 

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101 anos do nascimento de Paulo Freire e a luta por uma educação inclusiva e libertadora

Neste 19 de setembro, o Brasil e o mundo comemoram os 101 anos de nascimento do educador, pedagogo e filósofo Paulo Freire (1921-1997). Atacado e vilipendiado pelo governo Jair Bolsonaro (PL), Freire e dono de uma obra reconhecida e referência em todo o planeta e adotada, sobretudo, pelos países desenvolvidos.

 

Ele é considerado o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais, principalmente, pelo método de alfabetização de adultos que leva o seu nome: “Método Paulo Freire”. Desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político para conscientizar os(as) estudantes, principalmente, os(as) das classes menos favorecidas a entenderem sua situação de oprimido(a) e ter pensamento crítico para reagir e aptidão para agir em favor de sua libertação.

 

Freire é o terceiro pensador mais citado em faculdades de humanas pelo mundo, mas, no Brasil, tem sido atacado por Bolsonaro e seu seguidores assiduamente, justamente, porque Freire construiu um método que leva o(a) estudante a ter pensamento crítico, capaz de olhar a realidade e enxergar quem e o que o está prejudicando em suas várias dimensões sociais, econômicas, culturais, educacionais etc.

 

Em 2012, ele foi nomeado Patrono da Educação Brasileira, título que também é perseguido pelo governo bolsonarista. O seu método de alfabetização completou 59 anos, em 2022, e é um dos mais utilizados, atuais e relevantes nas discussões mundiais sobre pedagogia. Freire é estudado, por exemplo, em universidades norte-americanas, homenageado com escultura na Suécia, nome de centro de estudos na Finlândia e inspiração para cientistas em Kosovo.

 

Um levantamento do pesquisador Elliott Green, professor da Escola de Economia e Ciência Política de Londres, na Inglaterra, indica que o livro fundamental da obra do educador, “Pedagogia do Oprimido”, escrito em 1968, é o terceiro mais citado em trabalhos acadêmicos na área de humanidades em todo o mundo.

 

O Sinpro-DF tem Paulo Freire como referência deste que o sindicato foi criado e recriado, antes, durante e após a ditadura militar. Aliás, Freire foi um dos pensadores brasileiros mais perseguidos pelos militares que deram o golpe de Estado de 1964 e um dos primeiros a serem exilados. Voltou ao País após anos fora atuando em grandes universidades de outros países e organizações mundiais.

 

Este ano, em continuidade às comemorações do centenário do nascimento de Freire, o Sinpro-DF adere à luta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e participa da Plenária Popular Mundial da Educação, que irá ocorrer em Pernambuco, terra natal do educador e palco da continuação da celebração do centenário do nascimento de Paulo Freire.

 

O encontro mundial das trabalhadoras e trabalhadores da educação será na Universidade Federal do Estado (UFPE), no dia 19 de setembro, a partir das 9h. A atividade faz parte da Celebração do Centenário de Paulo Freire, que acontece em Recife de 17 a 20 de setembro e vai defender a memória do patrono da educação no Brasil. Em 2021, Paulo Freire faria 100 anos.

 

Convocada pela Internacional da Educação para América Latina (IEAL) e pela Rede Latino-Americana de Estudos sobre o Trabalho Docente (RED ESTRADO), na celebração do Centenário de Paulo Freire terá Encontro Rede de Mulheres Trabalhadoras da Educação da América Latina e o Movimento Pedagógico Latino-Americano – MPLA.

 

Clique no link a seguir para acessar a programação:

https://fnpe.com.br/centenariopaulofreire/2022/08/01/veja-a-nova-programacao-da-celebracao-do-centenario-de-paulo-freire/

 

Clique aqui e acesse o texto da CNTE

https://www.cnte.org.br/index.php/menu/comunicacao/posts/noticias/75266-plenaria-mundial-da-educacao-vai-defender-memoria-de-paulo-freire-o-patrono-da-educacao-no-brasil

 

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Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é o tema do TV Sinpro

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado em 21 de setembro, o TV Sinpro dedica o programa a promover uma reflexão sobre a inclusão e a acessibilidade das Pessoas com Deficiência (PCD). O programa vai ao ar pela TV Comunitária e redes digitais do Sinpro-DF, nesta quarta-feira (21/9), às 19h.

Nesta edição, Carlos Maciel, diretor do sindicato, bateu um papo com a professora Érica Trabuco sobre os desafios e as barreiras atitudinais, arquitetônicas, tecnológicas, comunicacionais, dentre outras, que os(as) profissionais PCD enfrentam e que limitam sua participação no mundo e no mercado de trabalho, na sociedade, e, principalmente, na Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF).

“Este 21 de setembro é uma data especial para a gente mostrar que não basta reserva de vagas nos concursos para profissionais PCD. Além da reserva de vagas e de mais concursos públicos para a rede pública de ensino, a Secretaria de Educação precisa ultrapassar várias barreiras que ainda existem dentro da escola, principalmente as barreiras atitudinais e arquitetônicas. Consideramos que o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é mais um momento para a gente relatar os problemas, sugerir soluções e cobrar as políticas de inclusão”, afirma o diretor.

Érica Fernanda Paiva Curado Trabuco é PCD e professora concursada da rede pública de ensino do Distrito Federal. Autista nível 1, ela é graduada em Letras – Português e Inglês, pelo Centro Universitário de Anápolis (Unievangélica 2000) e em Pedagogia (Unyleya 2020). Também é pós-graduada em Psicopedagogia (Unievangélica 2001) e em Atendimento Educacional Especializado (Unyleya-2018).

Servidora efetiva da SEE-DF desde 2002, ela atua em Atendimento Educacional Especializado desde 2013. Também tem participação em movimentos de luta por direitos das pessoas com deficiência, por meio de associações de organização civil como Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas Autistas (ABRAÇA), no Coletivo de luta de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da Central Única de Trabalhadores do Distrito Federal, Frente Nacional de Mulheres com Deficiência.

O TV Sinpro vai ao ar dia 21 de setembro, às 19h, na TV Comunitária, e também no Youtube e no Facebook do Sinpro-DF.

 

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Se prepare! Vem aí a festa do professor do Sinpro!

Vamos tirar o atraso! Depois de três anos de cuidados por causa da pandemia, vem aí a Festa do Professor, que também é da professora, do orientador e da orientadora educacional. Todo mundo tá convidado!

No dia 24 de setembro, a partir das 20h, a categoria sindicalizada está convidada para a Festa que acontece no Opera Hall da Vila Planalto. Vai ter muita música, e atrações como Mart’nália, participação especial de Fernanda Abreu, banda Satisfaction e a tenda eletrônica com o DJ Black Roque.

A entrada é gratuita para você e seu(sua) acompanhante, contanto que você apresente a carteirinha de sindicalizado(a).

O coordenador da secretaria de cultura do Sinpro, Bernardo Távora, comemora o início dessa volta ao normal: “Graças à vacina contra a Covid, que está permitindo que, aos poucos, a vida volte ao normal, podemos voltar a nos reunir e a celebrar. O sucesso do Arraiá Cultural do Sinpro, em agosto, mostrou o quanto a categoria está ávida pra se reunir, festejar e celebrar a vida! Agora vamos celebrar os expoentes da música brasileira e dançar muito, porque a gente merece! Cultura também é luta!”

Gostou da novidade? Compartilhe entre os colegas! Vamos fazer essa festa bombar!

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Servidor público perde mais renda do que trabalhador do setor privado durante a pandemia

Uma análise realizada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) mostra que os(as) servidores(as) públicos(as) foram os(as) maiores prejudicados durante o período de pandemia da Covid-19. Segundo a pesquisa, organizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média do(a) servidor(a) era de R$ 4.468 no trimestre de maio a julho de 2019. Três anos depois, no mesmo período, o rendimento real caiu 8,5%, ficando em R$ 4.086. Comparando com a iniciativa privada, a renda média deste trabalhador(a) diminuiu de R$ 2.421 para R$ 2.350, recuo de 2,9%, com exceção de trabalhadores(as) domésticos(as).

Este duro retrocesso sofrido pelo(a) servidor(a) público(a) teve início no golpe de 2016, quando Michel Temer usurpou o poder retirando a presidenta Dilma Rousseff da presidência da República. Em seu (des)governo, Temer aplicou um pacote de maldades que retirou direitos do(a) trabalhador(a), delapidando seu poder de compra. Dentre os projetos estão a reforma Trabalhista, reforma da Previdência, terceirização irrestrita e desmonte de programas sociais. Já no governo de Bolsonaro, os ataques continuaram e quem sentiu mais foi o(a) servidor(a) público(a).

Desde 28 de maio de 2020, os funcionários públicos, sejam eles da esfera federal, estadual ou municipal, amargam os impactos, prejuízos e inseguranças do congelamento de salários, decorrente da aprovação da Lei 173/2020. A lei da “granada” de Paulo Guedes congelou os direitos de servidores públicos, resultando em prejuízos a milhares de trabalhadores, que já estavam, ou completariam, o período aquisitivo para receber benefícios como o adicional por tempo de serviço, quinquênios, licenças-prêmio, entre vários outros.

Os funcionários públicos brasileiros estão sendo severamente atacados, tanto pela falta de valorização de um governo inerte, como pelo argumento disparado por Guedes e Bolsonaro de que os servidores públicos recebem grandes salários. Guedes sempre atacou o funcionalismo, principalmente na época em que a lei foi aprovada, e dizia que o congelamento dos salários era por falta de recursos financeiros. Segundo a Receita Federal, a arrecadação brasileira bateu recordes em 2021, com um montante no valor de R$ 1,87 trilhão, tornando o argumento do governo totalmente falso.

O Sinpro, que luta por uma educação pública de qualidade e pelos direitos dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, sempre defendeu e continuará defendendo o funcionalismo público, na qual também fazemos parte. Somos o alicerce do Estado, carregamos a responsabilidade de levar os serviços básicos para a população, e por sermos o elo entre a administração pública e a população nas escolas, nos hospitais, na segurança pública, nas defensorias públicas e em todos os setores que prestam serviços ao povo.

Merecemos respeito e valorização!

“Ela é marrom igual a mim!”

Representatividade. Oito sílabas. Dezoito letras.

Segundo o dicionário, significa “qualidade de uma amostra constituída de modo a corresponder à população no seio da qual ela é escolhida.”

É muita palavra fria e distante. O mundo entendeu melhor o que significa “representatividade” com este vídeo aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=SJsNPlmiY7s

O vídeo mostra crianças assistindo a um filme infantil, como qualquer criança. Um pouco mais de atenção e percebemos que todas as crianças no vídeo são negras. E, no filme infantil a que elas assistem, a personagem principal, a sereia Ariel (que é linda e canta maravilhosamente bem), também é negra. Interpretada pela cantora e atriz Halle Bailey.

Em pouco mais de um minuto, vemos meninas negras e inocentes se reconhecendo na personagem. Se percebendo na Sereia de Halle Bailey. Seus olhinhos passam a brilhar, o sorriso nos lábios torna-se indisfarçável. Elas estão felizes. Elas se reconheceram na personagem do filme. Uma delas explode em alegria, e diz sorrindo: “Mamãe, ela é marrom igual a mim!”

Essas menininhas ficaram felizes da vida ao verem o trailer do filme “A Pequena Sereia”, live action produzido com todo o esmero e a magia dos estúdios Disney. O trailer está disponível no Youtube desde 9 de setembro. A versão original, em inglês, conta com 18 milhões de visualizações – a versão dublada em português já bateu a marca do milhão.  

Críticas negativas à atriz negra

Se você chorou ao ver o vídeo das menininhas, não está sozinho(a). A própria Halle Bailey se emocionou com ele. No dia 12 de setembro, ela compartilhou o vídeo em sua conta no Twitter e disse “Muita gente me enviou esse vídeo o fim de semana inteiro. Estou realmente maravilhada, isso significa o mundo para mim”.

Mas teve quem chorasse com o trailer da Disney. A versão em inglês foi inundada com comentários racistas, que questionavam a escalação de uma jovem negra para viver uma sereia: “Não existem sereias negras, isso é um absurdo!” – argumentavam os comentários (como se sereias existissem de verdade).

Bailey não se abala com esses comentários. Já declarou à revista Variety estar muito empolgada com o papel de Ariel: “Sinto que estou sonhando e sou apenas grata, não presto atenção à negatividade. Vai ser lindo e estou muito animada por fazer parte disso.”

A diretora do Sinpro Márcia Gilda comemora essa mudança no comportamento da indústria do entretenimento: “Nos filmes, os heróis tinham o padrão europeu: olhos azuis, cabelos loiros, pele branca. As crianças não se viam naqueles heróis, e muitas vezes queriam se transformar para se parecerem com eles. Então, por muito tempo tivemos crianças desejando alisar ou tingir o cabelo, mudar o seu estilo pra tentar parecer com um personagem que não refletia suas características. Hoje, com o filme que traz uma heroína negra, a criança se vê. Isso se chama representatividade. E me lembrou o vídeo da menininha que via a [apresentadora do Jornal Hoje da rede Globo] Maju Coutinho e se reconhecia nela, pois quase não havia apresentadoras negras. Essa felicidade dessas crianças significa que elas entendem “eu também posso ser rainha, eu também posso ser princesa, eu posso ser o que eu quiser”, relata Gilda, que é coordenadora de secretaria para assuntos de raça e sexualidade do Sinpro.

Arte é isso. É fazer você se sentir bem (ou mal). É fazer você pensar. É fazer você refletir sobre a sociedade em que você vive, e as mudanças pelas quais ela passa. Que venha Halle Bailey no papel de Ariel!

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Debate eleições 2022 | O que candidatos ao GDF apresentam à educação pública

Onze candidatos e candidatas disputam o governo do Distrito Federal nas eleições deste ano. Eles e elas citam a educação no plano de governo, já que o setor é estratégico para o crescimento socioeconômico do DF – e de qualquer lugar do mundo. O Sinpro-DF fez o recorte dos quatro primeiros colocados nas intenções de voto e apurou o que eles e elas apresentaram para a educação pública nos debates realizados até agora.

A pesquisa de intenção de votos levada em consideração foi a do Ipec, publicada no dia 30 de agosto. Os pronunciamentos analisados foram os realizados nos três debates com os(as) candidatos(as) ao GDF: o da Band Brasília, realizado dia 7 de agosto, antes do início das campanhas eleitorais; o do Correio Braziliense, realizado no dia 18 de agosto; e o do Metrópoles, realizado dia 23 de agosto, ambos após o início da campanha eleitoral, aberta oficialmente no dia 16 de agosto.

Concorrem ao GDF, em ordem alfabética: Coronel Moreno (PTB); Ibaneis Rocha (MDB); Izalci (PSDB); Keka Bagno (PSOL); Leandro Grass (PV); Leila Barros (PDT); Lucas Salles (DC); Paulo Octávio (PSD); Renan Arruda (PCO); Robson da Silva (PSTU); Teodoro da Cruz (PCB).

Ibaneis
Embora o cenário caótico imposto à educação do DF – e outros setores sociais –, Ibaneis Rocha (MDB), atual governador e candidato à reeleição, está à frente nas pesquisas. Segundo o Ipec, ele tem 41% das intenções de voto.

Advogado milionário, o atual governador foi questionado várias vezes pelos(as) demais candidatos(as) sobre os casos de corrupção que aconteceram durante seu governo.

Ibaneis também foi o único candidato a faltar um dos debates realizados: o primeiro após o início da campanha eleitoral.

O atual governador não fez muita questão de tratar sobre a educação pública do DF, que foi marcada nos últimos três anos e oito meses por salas de aula superlotadas, estudantes com deficiência sem monitores, professores(as) e orientadores(as) educacionais sem qualquer tipo de reajuste salarial abandono, sobretudo, no período mais agudo da pandemia da Covid-19.

Questionado sobre a violência nas escolas, Ibaneis, que implementou a militarização das escolas por decreto, disse que o retorno às escolas quando a pandemia foi contida “gerou sim algum tipo de violência”. “Nós sabemos que isso tem sido tratado dentro da Secretaria de Educação, juntamente com o pessoal da Secretaria de Segurança, onde se criou um efetivo plano de enfrentamento à violência dentro das nossas escolas”. Até agora, a militarização das escolas não apresenta nenhum resultado positivo. Ao contrário, o que se mostra com a presença de policiais na gestão escolar é a evasão, os casos de assédio e de cerceamento do direito de cátedra.

Paulo Octávio
Atrás de Ibaneis nas pesquisas das eleições 2022, está o empresário Paulo Octávio (PSD), com 9% das intenções de voto. Nos debates, ele, que declarou R$ 618.868.229,48 em bens ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não chegou a citar as minguadas cinco propostas apresentadas para a educação em seu plano de governo.

Quando questionado sobre a violência nas escolas, Paulo Octávio disse que “não têm casos comprovados de agressão a alunas nas escolas públicas do DF”. Além disso, ao ser questionado sobre ensino domiciliar, indicou apoio à proposta repudiada por especialistas em educação, já que a iniciativa impede que crianças e adolescentes tenham acesso às diversas realidades sociais, vedando o contato com a pluralidade e a diversidade, além de negar a pedagogia como ciência.

O candidato disse que quer acabar com o analfabetismo no DF e que quer construir cinco escolas profissionalizantes. O plano de governo de Paulo Octávio fala na construção de dez escolas profissionalizantes.

Leila Barros
Também conhecida como Leila do Vôlei, a candidata do PDT aparece nas pesquisas com o mesmo percentual de intenção de votos de Paulo Octávio: 9%.

Nos debates, Leila falou que tem como uma das principais metas para a educação do DF “potencializar a busca ativa” de estudantes que deixaram as escolas, sobretudo, durante a pandemia da Covid-19.

A candidata ainda afirmou que quer investir no ensino tecnológico, priorizar o ensino técnico, “fortalecer as creches” e o Batalhão Escolar. “A polícia, a segurança, tem que estar fora das escolas, protegendo aquela escola dentro daquele território”.

Leandro Grass
O professor Leandro Grass (PV) aparece na pesquisa do Ipec com 7% das intenções de voto. Deputado distrital, ele é conhecido por sempre ter votado a favor da educação e dos profissionais do magistério. “Propus vários projetos de lei, encaminhei mais de R$ 30 milhões para a educação”, disse o candidato ao governo.

O candidato diz que tem entre as metas para a educação a busca ativa, o combate à evasão e ao abandono, a realização do “diagnóstico daquilo que cada estudante tem de aprendizado a ser realizado”, o estímulo dos professores, o “fomento das boas práticas pedagógicas dentro das escolas”, o respeito à autonomia de cada comunidade escolar.

De forma incisiva, Leandro Grass disse que “quando iniciou a pandemia, em março de 2020, a única coisa que o governo (do DF) foi capaz de fazer foi jogar para a televisão um conjunto de aulas totalmente desconectadas dos projetos pedagógicos das escolas”. “Não foi feita uma busca ativa dos estudantes. Não foi feita uma inclusão tecnológica desses estudantes. Como ficaram os estudantes do campo, os estudantes do Ensino de Jovens e Adultos? Abandonados”, afirmou Grass.

Além da luta em defesa da educação pública, Leandro Grass também atua em defesa da transparência das ações públicas. Ele denunciou o caso de corrupção de compra superfaturada de testes de Covid-19 ineficientes, realizada pela Secretaria de Saúde. O caso investigado pela Polícia Civil na operação Falso Negativo levou toda cúpula da SES-DF à prisão.

Não foi verificado nas agências de checagem a análise das falas dos(as) candidatos(as) referentes à educação nos três debates abordados na matéria.

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Debate eleições 2022 | O que pensam os candidatos ao Senado Federal para a educação

Com o papel de fiscalizar, criar leis e controlar os atos do Poder Executivo, o Senado Federal tem, cada vez mais, uma importância crucial para a aprovação ou para barrar projetos de lei que sejam prejudiciais para a população e para a classe trabalhadora como um todo. Nas eleições deste ano, os(as) eleitores(as) da capital do país terão onze candidatos(as) para ocupar uma cadeira no Senado: Alexandre Bispo (PSDB); Damares Alves (Republicanos); Dr. Carlos Rodrigues (PSD); Elcimara (PSTU); Expedito Mendonça (PCO); Flávia Arruda (PL); Joe Valle (PDT); Marcelo Hipólito (PTB); Pedro Ivo Mandato Coletivo (Rede); Rosilene Corrêa  (PT); e Tenente Coronel Souza Júnior (DC).

Com perfis e ideologias políticas diversas, é crucial analisar as propostas políticas que cada candidato(a) coloca à mesa do seu eleitorado, principalmente aquelas referentes à Educação, assim como relembrar como cada um(a) se posicionou diante de projetos de lei polêmicos e daqueles que fizeram parte da onda de retrocessos liderado pelo governo de Jair Bolsonaro.

Para facilitar a análise dos(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e da comunidade escolar, o Sinpro-DF apresenta um recorte dos quatro primeiros colocados nas intenções de voto e apurou o que apresentaram para a educação pública nos debates, entrevistas realizadas até agora, além do histórico político de cada um. A pesquisa de intenção de votos levada em consideração foi a do Ipec, publicada no dia 30 de agosto.

Confira abaixo uma breve análise de Rosilene Corrêa, Flávia Arruda, Damares Alves e Joe Valle.

 

Rosilene Corrêa (PT)

A professora Rosilene Corrêa tem, dentre suas propostas, a defesa da educação de qualidade, da creche à universidade. Em parceria com Lula, vai lutar pela criação de creches, valorização profissional, fortalecimento da escola pública e pela expansão do ensino médio integrado ao técnico, oferecendo oportunidades e futuro para a juventude. Vai defender a ampliação de vagas no ensino superior, o fortalecimento da UnB, da UnDF, dos IFs e as cotas como mecanismo de inclusão social e igualdade racial. Sua plataforma política mantém a luta que sempre travou enquanto diretora do Sinpro para a valorização da categoria e da educação pública.

 

Flávia Arruda (PL)

Como deputada federal, Flávia Arruda votou em projetos que se colocavam contra os interesses da classe trabalhadora. Além de votar a favor da reforma Trabalhista e da Reforma da Previdência, a parlamentar foi favorável ao PL 4372/2020, projeto que repassa recursos do FUNDEB para o setor privado; à regulamentação do homeschooling (PL 3179/2012), que abre uma porta para a insegurança jurídica e para desrespeitar minorias da nossa sociedade; e a educação como atividade essencial (PL 5595/2020), atitude inconsequente que colocou o magistério público em risco de novos contágios e de morte pela obrigatoriedade de voltar às salas de aula no momento que a pandemia da Covid-19 estava em alta.

Enquanto candidata ao Senado, não foram encontradas propostas de Flávia Arruda para a educação. A pesquisa foi feita nos canais de comunicação oficiais da candidata.

 

Damares Alves (Republicanos)

Envolvida em diversas polêmicas, por declarações controversas e projetos de lei prejudiciais à classe trabalhadora, Damares Alves acumula fatos e declarações preconceituosas. Dentre essas falas, justificou o abuso sofrido pelas meninas da Ilha de Marajó, no Pará, por falta de calcinhas; que os atuais moldes do Enem podem atrapalhar as famílias; que a Igreja Evangélica perdeu espaço nas escolas para a ciência; e por dizer que a personagem Elsa, do filme Frozen, é lésbica.

Uma candidata como esta, que se utiliza de comentários preconceituosos, ultrapassados e que criminaliza a figura feminina, não pode se apresentar como alguém que lutará pela família brasileira e que defenderá a população do Distrito Federal.

Enquanto candidata ao Senado, não foram encontradas propostas de Damares Alves para a educação. A pesquisa foi feita nos canais de comunicação oficiais da candidata.

 

Joe Valle (PDT)

Fiel escudeiro do ex-governador Rodrigo Rollemberg, Joe Valle apoiou projetos polêmicos e prejudiciais para a classe trabalhadora defendidos pelo ex-titular do Palácio do Buriti. Dentre os projetos destacam-se a votação favorável à unificação dos fundos financeiro e previdenciário, mudança que impacta fatalmente na aposentadoria de todos os setores do funcionalismo do DF.

Outro projeto foi o PL 1486/17, que autoriza a criação do Instituto Hospital de Base (IHBDF), transferindo a gestão pública do Base à uma entidade privada. A manobra trouxe instabilidade a centenas de funcionários(as) e a incerteza sobre a gratuidade dos serviços do centro médico.

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Campanha Votar é Massa entra na segunda fase e foca no Legislativo

Em abril deste ano, o Sinpro-DF lançou a campanha “Ideia! Votar é massa” para estimular jovens a tirar o título de eleitor. Agora, a campanha avança uma etapa e alerta a juventude – e a sociedade de forma geral – sobre a importância de eleger os representantes certos para o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e a Câmara Legislativa do DF.

“Eleger o presidente que o Brasil precisa é determinante para que possamos voltar a ser feliz. Mas só isso não basta. A gente precisa ter um Legislativo que dialogue com a classe trabalhadora, que tenha compromisso com a educação pública”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Luciana Custódio.

De acordo com levantamento do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), dos oito deputados federais do DF, apenas Erika Kokay (PT) e professor Israel Batista (PSB) votaram 100% a favor dos(as) trabalhadores(as). Bia Kicis (PSL), Paula Belmonte (Cidadania) e Julio Cesar (Republicanos) votaram 100% contra a classe trabalhadora. Já Flávia Arruda (PL), Luis Miranda (Republicanos) e Celina Leão (PP), variaram entre 80% e 88,89% contra trabalhadores e trabalhadoras.

No Senado, o cenário também é de preocupação quando as pautas são de interesse da classe trabalhadora. Izalci Lucas (PSDB) foi o que mais votou contrário à classe trabalhadora: 83,33% das vezes. Reguffe ficou em segundo lugar, com 33,33% das votações contrárias a trabalhadores(as). Apenas Leila Barros votou todas as vezes a favor dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Exceto Reguffe, todos(as) os(as) parlamentares tentam a recandidatura ou apostam em outros cargos políticos nas eleições deste ano. Flávia Arruda, por exemplo, mesmo tendo votado majoritariamente contra trabalhadores(as) na Câmara dos Deputados, quer uma vaga no Senado – e está à frente nas intenções de voto.

“Os projetos levantados pelo Diap tratam, entre outras coisas, do congelamento de investimento em áreas sociais; da impossibilidade de se aposentar integralmente, com a reforma da Previdência; das verbas do Fundeb para a educação pública e não para a iniciativa privada. Tudo isso impacta, sobretudo, a juventude, que tem um futuro condenado”, avalia a dirigente do Sinpro-DF Luciana Custódio.

Na Câmara Legislativa do DF, a maioria dos parlamentares também vota contra a classe trabalhadora e a categoria do magistério público. Levantamento realizado pela Assessoria Legislativa do Sinpro-DF mostra que dos(as) 24 deputados(as) distritais, apenas cinco votaram 100% favoráveis aos(às) trabalhadores(as) e à educação pública. São eles: Leandro Grass (PV), que se candidata a governador do DF nessas eleições, Arlete Sampaio (PT), Chico Vigilante (PT), Fábio Félix (Psol) e Reginaldo Veras (PV).

“Uma das consequências dessa composição desfavorável para nós, servidores públicos do DF, é o aumento da alíquota previdenciária, que passou de 11% para 14%, prejudicando ainda mais aposentados e aposentadas. Com a reforma da Previdência de Bolsonaro, endossada por Ibaneis, professores aposentados tiveram descontos de mais de R$ 1 mil nos salários. E temos que lembrar que a juventude do DF tem com um dos focos prioritários o ingresso em concurso público”, lembra Luciana Custório.

As pautas ideológicas, como manutenção da militarização das escolas públicas, a defesa do ensino domiciliar (homeschooling), a voucherização do ensino, que atacam imediatamente a juventude, também marcam a atual legislatura da CLDF.

“O cenário mostra que, mais que nunca, essa campanha do Sinpro é urgente. A nossa juventude e todos os eleitores e eleitoras precisam saber em quem votar e votar certo”, avalia a diretora do Sinpro-DF Letícia Montadon, que convoca a categoria para curtir e compartilhar as peças da campanha nas redes sociais.

 

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