Comunidade carente recebe alimentos doados na Corrida do Sinpro

Durante a inscrição para a corrida do Sinpro, ocorrida no dia 30 de abril, o Sinpro arrecadou alimentos não perecíveis para doação a comunidades carentes. A categoria doou macarrão, arroz, feijão, fubá de milho, açúcar, farinha, e até mesmo farinha de trigo, que foram entregues a duas comunidades.

Uma das comunidades beneficiadas foi a Unidade Territorial Tradicional (UTT) Santuário de Maria Caminhar em Beleza (Terreiro da Vó Maria Conga), dirigido por Maria do Socorro Carneiro, a Maria Bonita do Cerrado, que recebeu as doações no Ponto de Cultura Muvida, na Vila Planalto.

“Recebemos as doações do Sinpro, que está sempre disponível para cuidar da sociedade, não só nas questões educacionais, como também nas questões urgentes, como a alimentação das pessoas”.

Da Esquerda pra direita, Fatinha Moraes, Wilna de Sá, Eliceuda França e Maria do Cerrado

 

Os alimentos serão divididos com as mulheres da Vila Planalto e com as famílias da região rural de Planaltina, próximo ao Vale do Amanhecer. Esses alimentos chegam para uma comunidade extremamente carente, que viu sua fome aumentar com a pandemia e a oferta de empregos reduzir drasticamente.

O Centro de Cultura Muvida trabalha com a arte e com a cultura, e também com a assistência a famílias carentes chefiadas por mulheres em situação de risco e vulnerabilidade na região de Planaltina, com comunidades quilombolas.

Sindicato cidadão

A doação foi realizada neste fim de semana pelas secretárias de Cultura do Sinpro, Eliceuda França e Fátima Moraes. “Entregamos [esses alimentos] com muito carinho, e a nossa luta continua, para que toda a sociedade tenha direito a trabalho e alimento”, disse Eliceuda.

Fatinha lembra à categoria que “esse alimento que você teve o carinho de doar vai para a mesa de 300 famílias. É a decisão que o Sinpro tomou, de salvar vidas, lutando pela vacina, lutando pela alimentação dos vulnerabilizados. Foi com esse fazer mais que viemos trazer esses alimentos”.

MATÉRIA EM LIBRAS

Planilha facilita cálculo de vencimento de professores substitutos

Com a incorporação do auxílio-saúde ao vencimento e o pagamento da última parcela do reajuste salarial conquistado em 2012 e devida desde 2015, a remuneração dos professores em regime de contratação temporária teve ajuste. O cálculo para conferir a adequação dos valores pode ser feito com uma planilha desenvolvida pela professora Lumena Paula em parceria com o Sinpro-DF.

Professora Lumena Paula

A tabela já é conhecida pela categoria. Com ela, professores(as) substitutoas(as) confirmam valores do vencimento e de gratificações. Dessa forma, têm mais segurança sobre o quanto devem receber no mês trabalhado. A ferramenta é fundamental, já que o salário desses professores e dessas professoras é feito com base em legislações que estabelecem o pagamento por hora-aula, e por isso há dificuldade de entendimento.

Para fazer o cálculo com a tabela, basta inserir no arquivo o mês trabalhado, o número de dias trabalhados (de segunda a sexta-feira, incluindo feriados) e o número de aulas ministradas por semana (professores e professoras de Atividades que atuam na jornada ampliada devem digitar o número de 30 aulas, pois corresponde à sua grade cheia de 25 horas-aula semanais). Apenas os campos em verde deverão ser atualizados. À medida que os dados forem inseridos, os valores serão calculados automaticamente. A tabela está programada para calcular a remuneração até o mês março sem as alterações, e a partir do mês de abril já com os novos valores. 

Acesse aqui a planilha e confirme se seu vencimento foi atualizado.

 

Tabela de cálculo do salário de professores em regime de contratação temporária 2022

MATÉRIA EM LIBRAS

Assembleia nesta quinta (12); veja locais de saída dos ônibus

Professores(as) e orientadores(as) educacionais se reunirão em assembleia geral com paralisação nesta quinta-feira (12/5), às 9h, no estacionamento da Funarte.

Essa é a quarta assembleia geral deste ano, e traz como pauta a recomposição salarial diante de sete anos de congelamento dos salários, além de questões como a superlotação das salas de aula, a falta de professores em unidades escolares e outros pontos que impactam toda comunidade escolar.

A última assembleia realizada pela categoria, no dia 27 de abril, foi transformada em ato em frente ao Palácio do Buriti. Lá, a categoria deu o recado de que está unida e mobilizada.

“A incorporação do valor do auxílio-saúde ao vencimento e o pagamento atrasado da última parcela do reajuste conquistado em 2012 – devida desde setembro de 2015 – são importantes, mas não resolvem as perdas salariais da categoria. Por isso, a nossa luta deve ser fortalecida para garantirmos outros avanços rumo à recomposição salarial”, orienta a diretoria do Sinpro-DF.

Para garantir a recomposição salarial, estão apontadas estratégias como a incorporação da Gaped/Gase ao vencimento e a redução dos padrões na tabela salarial, que hoje são 25, de forma a abreviar o tempo necessário para se alcançar o topo da carreira. “Essa definição traria impactos positivos muito relevantes tanto para a carreira quanto para a aposentadoria de cada servidor ou servidora”, ressalta a diretoria do Sinpro-DF.

Transporte para a assembleia
O Sinpro-DF disponibilizará transporte para levar professores(as) e orientadores(as) educacionais à assembleia. Sairão ônibus de Planaltina, Sobradinho, Paranoá, São Sebastião, Núcleo Bandeirante, Santa Maria, Gama, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Formosa e Guará.

Confira na imagem abaixo os locais de saída dos ônibus.

MATÉRIA EM LIBRAS

Mulheres até 45 anos e homens até 26 já podem tomar vacina contra HPV

O Sinpro informa que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) autorizou a vacinação contra o HPV em mulheres de 9 a 45 anos e em homens de 9 a 26 anos de idade. Os imunizantes fazem parte de doses residuais e estão disponíveis em várias salas de vacinação, mas é preciso ficar atento: o lote com cerca de 7,5 mil doses tem vencimento para essa quarta-feira (11). Clique aqui e confira a lista dos locais onde você pode se imunizar (lista da vacinação de rotina).

O papilomavírus humano, conhecido como HPV, é um vírus capaz de infectar a pele e/ou as mucosas (oral, genital ou anal), além de ser uma das principais Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Essa infecção se manifesta a partir do aparecimento de verrugas genitais e, dependendo do tipo de vírus, pode causar câncer.

É um vírus muito prevalente em adultos e pode estar presente na pele, mesmo em pessoas sem sintomas aparentes (na maioria dos casos). Mesmo com a pele íntegra e com o portador sem verrugas aparentes, a transmissão é por contato de pele e mucosas. As verrugas são causadas por vários tipos de HPV, dentre eles o 6 e o 11, que estão presentes na vacina. O câncer do colo do útero e o de pênis, por exemplo, ocorrem a partir de outros tipos do papilomavírus humano, como o 16 e o 18, que também estão na vacina.

Para a coordenadora da Secretaria de Assuntos da Saúde do Sinpro, Elbia Pires, a imunização é importante para a prevenção de doenças, em especial o câncer. “A vacinação o HPV em larga escala é uma conquista da população brasileira. A prevenção é o caminho mais eficaz, e a vacinação evitará que nossas jovens, no futuro, sejam vítimas de câncer do colo do útero. É fundamental em nossas escolas incentivarmos e valorizarmos a vacinação contra o vírus HPV.”, ressalta Elbia.

MATÉRIA EM LIBRAS

Comunidade vai à luta contra fechamento do PS do Hospital do Gama

A importância que teve o SUS – Sistema Único de Saúde – para o combate à pandemia da covid-19 no Brasil é notória. O fato de haver um sistema público integrado tornou menos difícil o tratamento dos pacientes, bem como a organização do processo de vacinação – mesmo com todo o boicote promovido pelo governo federal. Sem o SUS, a tragédia da covid-19 no Brasil teria sido ainda maior.

Mesmo assim, durante todo esse período, faltaram medicamentos, insumos e estrutura para os hospitais públicos poderem oferecer o seu melhor. Profissionais de saúde se desdobraram em vários para poder atender a demanda, que, como lembramos, foi tão grande que chegou a colapsar hospitais e sistemas de saúde.

Passado o auge da pandemia, os hospitais continuam tendo dificuldade para funcionar como deveriam, e os recursos reduzidos, sobretudo em consequência da PEC do teto de gastos, geram um processo de estrangulamento do sistema. De acordo com a coluna do jornalista Carlos Madeiro no portal UOL nesta segunda-feira, 9 de maio, o número médio de procedimentos ambulatoriais por habitante caiu 12% entre 2015 e 2019, sugerindo uma relação direta com a redução do orçamento. Se comparados dados de 2020 e 2021, a queda em relação a 2015 é ainda maior, e chega a 26%.

Hospital Regional do Gama

No DF, a situação também é dramática. É nesse contexto em que o Hospital Regional do Gama (HRG) vive a ameaça de ver seu pronto-socorro fechado por falta de condições de trabalho.

Em vistoria ao pronto-socorro do HRG, o Conselho Regional de Medicina (CRM) apontou diversas irregularidades no seu funcionamento, referentes, sobretudo, às condições de trabalho dos profissionais de saúde no local. De acordo com o blog Gama Livre, faltam médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, profissionais de enfermagem, equipamentos e medicamentos. Sem que essas irregularidades sejam sanadas, o pronto-socorro terá que fechar as portas.

Para defender o hospital e exigir que o GDF tome as devidas providências, a comunidade do Gama realizou um ato público de abraço ao HRG na última sexta-feira, 6 de maio. A reivindicação é de que as irregularidades apontadas pelo CRM sejam sanadas, e o funcionamento do pronto-socorro seja garantido. Uma nova vistoria do Conselho está prevista para o início desta semana.

Segundo Enóquio Sousa Rocha, professor da Secretaria de Educação e presidente do Conselho de Saúde do Gama, a expectativa é que as providências tenham sido tomadas dentro do prazo. “O fechamento desse pronto-socorro prejudica a comunidade do Gama e os pronto-socorros de outras regiões, que terão sua demanda aumentada, gerando um efeito dominó”, afirma Enóquio. “Estamos na luta para defender o HRG e, assim, também defender o SUS”, diz ele.

O diretor do Sinpro Raimundo Kamir acompanhou a mobilização: “Mais uma vez a população gamense se reúne para defender o SUS, agora para garantir o funcionamento do pronto socorro do HRG”, disse ele.

MATÉRIA EM LIBRAS

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO

“Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” é tema do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, direcionada a estudantes da rede pública de ensino, é gratuita. As inscrições já estão abertas pelo link  

https://sinpro25.sinprodf.org.br/xii-concurso-de-redacao-e-desenho-do-sinpro-df/

Nesta edição, é feita a reflexão de que o movimento artístico que rompeu com a formalidade e deu um grito por liberdade centrado no “eu” agora é contextualizado com o “nós”. O 22 de hoje traz a arte-resistência que transpõe a estética e se enraíza no social; realizada na periferia, pelo povo pobre, preto, marginalizado.

“A arte é uma das maneiras mais eficazes de denunciar a opressão, os interesses escusos de governos, as atrocidades feitas com um povo. Ao mesmo tempo, a arte também é uma das principais ferramentas de conscientização da população que, a partir do lúdico, pode compreender definitivamente a atuação das classes dominantes”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.

Ela explica que o espaço da escola é determinante para que a arte-resistência seja valorizada e visibilizada. “A partir das redações e desenhos queremos despertar nos estudantes e nas estudantes da rede pública de ensino a importância da arte e da cultura na construção de uma sociedade justa, plural; democrática. No centenário da Semana de Arte Moderna, queremos ressaltar que o hoje quer a periferia em vez de elitismo, o protagonismo do povo preto em vez de racismo; as mulheres organizadas em vez de machismo, o povo indígena em vez de latifúndio, a comunidade LGBTQIA+ em vez de preconceito; a juventude afrontosa em vez de autoritarismo. E é a educação libertadora que traçará esse destino”, diz a sindicalista.

O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”.

Inscrições

Podem participar do XII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Semana de Arte Moderna: 100 anos depois – O 22 de agora é mais que eu, somos nós” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. As inscrições vão de 4 de abril a 10 de junho.

>> ACESSE AQUI O REGULAMENTO DO XII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO-DF

Embora as inscrições só possam ser feitas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.

O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no site do Sindicato, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.

O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em sete categorias, nas modalidades redação/poesia e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.

Premiação
Nesta edição, serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um aparelho celular Samsung Galaxy A12 64GB; o 2º será premiado com um aparelho tablet Samsung Galaxy Tab A7 lite 32GB 4G; e o 3º lugar leva um aparelho celular Samsung Galaxy A02 32GB. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão ter o prêmio convertido em dinheiro.

Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 500,00 para o 2º lugar e R$ 300 para o 3º lugar.

 

MATÉRIA EM LIBRAS

MATÉRIA EM LIBRAS

Não perca a IV Feira Cultural dos Aposentados e das Aposentadas do Sinpro nesta terça (10)

O Sinpro convida a todos e todas para prestigiar e participar da IV Feira Cultural dos(as) Professores(as) e Orientadores(as) Educacionais Aposentados(as) nesta terça-feira (10). Realizada pela Secretaria para Assuntos dos Aposentados(as) do sindicato, a atividade vai acontecer entre 9h às 17h, na Praça dos Namorados de Planaltina (ao lado da Administração Regional).

“O Sinpro faz questão de sempre valorizar os aposentados e as aposentadas. A feira de artesanato é uma forma de reunirmos todos e todas, e valorizarmos o trabalho de quem jamais se mantém inativo”, afirma Silvia Canabrava, coordenadora da Secretaria de Aposentados e Aposentadas do Sinpro-DF.

Interessados(as) em expor trabalhos devem entrar em contato com a Secretaria de Aposentados e Aposentadas do sindicato, pelos telefones 3343-4235 ou 99994-6258. Para se inscrever, é necessário ser filiado(a), e os trabalhos devem ser feitos pelo próprio expositor, sendo vedada a revenda de qualquer peça.

MATÉRIA EM LIBRAS

Texto de Letícia Sallorenzo com atualização/adaptação de lide e título para esta segunda-feira (9) de Maria Carla

Toda mãe deseja um Brasil que protege seus filhos

Por Rosilene Corrêa*

Sou mãe da Morgana e do Leonardo. Também sou avó do Romeu e da Maitê. Nunca tive tanto receio em pensar no futuro dos meus filhos e netos. E tenho certeza que essa é a realidade de milhares de mães Brasil afora.

Imagine a dor e o desespero daquelas que se deparam sem um prato de comida para dar àqueles que têm para criar. Hoje, o Brasil tem 19 milhões de pessoas com fome e mais da metade com algum tipo de insegurança alimentar.

Penso ainda em outras milhares de mães, as de jovens negros, que recorrem a qualquer tipo de crença para pedir que seus filhos voltem vivos para casa. O racismo é estrutural. Mas de 2016 a 2020, cresceu ainda mais o índice de jovens negros que estão na mira do assassinato. Segundo o Fórum Brasileiro e Segurança Pública e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), jovens negros de 10 a 19 anos representaram 80% das 35 mil mortes violentas.

E quantas mães choraram e ainda choram a morte de seus filhos vítimas da Covid-19 aqui no DF e em todo o Brasil? Aliás, mortes essas que poderiam ter sido evitadas se o governo permitisse que a vacina chegasse mais cedo.

No Brasil que desmatou na Amazônia o equivalente a 10,2 mil campos de futebol só nos primeiros oito meses de 2021, e que é o terceiro país com maior uso absoluto de agrotóxicos no mundo, eu e milhares de outras mãe temem não existir mais condições climáticas para que nossos filhos existam.

Essas e todas as outras questões que abalam a segurança de crianças e adolescentes não se reparam com calibres. A proteção que nós mães esperamos é aquela que ampara, que promove justiça social, que coloca comida na mesa e renda no bolso de mães e pais que dão duro para sustentar seus filhos.

Não há melhor presente no mundo para uma mãe do que ver seus filhos e filhas felizes. O cenário que hoje nos é imposto impossibilita isso. Mas é possível fazer um DF e um Brasil que proteja nossos filhos e filhas. Em outubro, nas urnas, teremos essa possibilidade.

Sonho que todas as mães do Brasil possam transbordar de alegria e tranquilidade ao pensar no futuro de seus filhos e filhas, não só neste segundo domingo de maio, mas em todos os dias do ano e sempre!

*Rosilene Corrêa é professora aposentada da rede pública de ensino do DF e dirigente do Sinpro-DF e da CNTE.

MATÉRIA EM LIBRAS

CEM 304 de Samambaia usa doação de sangue para combater uso de drogas

O Projeto Fazer o bem sem olhar a quem, da professora Gildenir Calisto dos Santos, que leciona Sociologia no CEM 304 de Samambaia, vem sendo desenvolvido desde 2016. A partir da ideia de ajudar ao próximo e de valorização da vida, a professora trabalha a doação de sangue – e de medula óssea – com responsabilidade.

A proposta desse projeto é que, a partir do gesto e da atitude da doação de sangue, se aborde com o adolescente uma série de outros temas que, no final das contas, dão conta de sua postura perante a sociedade civil.

São abordados conceitos como ação social e burocracia, a partir da bibliografia do sociólogo Max Weber. O trabalho é realizado com pesquisas em grupo, visitação ao hemocentro e outras casas de reabilitação.

O projeto dura todo o ano letivo, e começa com os alunos divididos em grupos para apresentarem seminários conscientizadores sobre drogas (uso e tráfico), doenças sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência, depressão, aborto, doação de sangue, terceiro setor /trabalho voluntário.

Em seguida, os alunos também participam de palestras sobre drogas e doenças sexualmente transmissíveis, com exibição de filmes.

A etapa seguinte do projeto prevê a visita a instituições como o Hospital do Câncer; Clínicas  de reabilitação de usuários de drogas e casas de atendimento a soropositivos, com a proposta de se realizar uma campanha para ajudar alguma dessas instituições filantrópicas.

Na fase da pesquisa sobre a doação de sangue e de medula óssea, que ocorre no terceiro bimestre, os alunos buscam e compartilham mais informações sobre o conhecimento dos temas na sociedade, e os dados são tabulados em sala de aula.

A seguir, a professora busca levantar quais alunos são maiores de 18 anos, e os maiores de 16 anos (que, pela lei, podem doar mediante autorização dos pais)

“Realizamos esse projeto desde 2016 na escola. Tivemos que suspender o trabalho em 2020 e 2021 por causa da pandemia, mas este ano já retomamos”, explica a professora Gil.

Doação de sangue para combater uso de drogas

A professora Gil conta que o estalo para desenvolver esse projeto foi observar que vários alunos com perfil de liderança estavam entrando no caminho das drogas.

“Achei importante intervir de alguma forma, e sabia que abordar o combate às drogas, diretamente, não iria funcionar. Então, pensei na doação de sangue e cuidado com o próprio corpo e a própria saúde para poder cuidar do outro e da saúde do outro”. E arremata: “com esse projeto, são os próprios alunos que correm atrás das informações e compartilham com os colegas”.

O projeto da professora Gil foi um dos selecionados por um edital da Capes, que proporcionou à profissional do magistério um curso de dois meses no Canadá sobre pedagogia de projeto e educação centrada no aluno.

Agrofloresta criada por professor no CEMTN transforma a qualidade de vida de toda a comunidade

Em época de seca, a temperatura nas salas de aula do CEMTN (Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte) chegava a atingir 39° C próximo às janelas, que são de metal. Os prejuízos, claro, eram dos mais variados: professores e professoras recorrentemente precisavam de afastamento para tratar os danos na voz, e os problemas de indisciplina entre os estudantes se ampliavam e aprofundavam.

O problema piorava porque frequentemente havia queima de capim nos arredores da escola, o que comprometia ainda mais a qualidade do ar e prejudicava o solo.

Diante de todo esse cenário, em 2006, o professor Valdison Morais, que lecionava Química, tomou a iniciativa, juntamente com os estudantes, de promover a arrancada do capim pela raiz, de modo que ele não crescesse mais. No local, foram plantadas árvores – assim, além de acabar com o capim, as árvores geraram sombra, frutos e umidade do ar. E os microorganismos naturais do solo foram preservados.

Em 2009, com a epidemia de H1N1, contexto no qual a limpeza permanente das mãos era necessidade para evitar o contágio, o professor notou que a água utilizada nas pias poderia ser reaproveitada para irrigar as árvores plantadas. A contribuição da iniciativa foi tão grande, que a proteção garantida pelas árvores fez baixarem as temperaturas nas salas de aula para 24º C.

Em pouco tempo, os danos à voz dos profissionais da educação, bem como as questões disciplinares dos e das estudantes diminuíram decisivamente. O projeto se ampliou e novas árvores foram plantadas. As árvores frutíferas também somaram para uma alimentação saudável, livre de agrotóxicos ou adição de qualquer substância que causasse danos a saúde.

Assim, nasceu uma agrofloresta no espaço do CEMTN! Inicialmente, o projeto era desenvolvido nos intervalos. Depois, o professor Morais criou um grupo de estudos que envolveu estudantes – especialmente aqueles com mais dificuldades e problemas disciplinares -, e realizavam as tarefas no seu turno contrário.

O projeto fez tanta diferença que teve o reconhecimento de instituições importantes, como a Fundação Athos Bulcão, Instituto Ayrton Senna e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), entre outras! E tudo foi autofinanciado pelo próprio grupo envolvido, com “vaquinhas” e contribuições voluntárias, sem nunca utilizar recursos da escola ou ter apoio do governo.

A iniciativa do professor Morais trouxe mais qualidade de vida a toda a comunidade, além de melhorar significativamente as condições de trabalho na escola! Outras experiências semelhantes também vêm sendo desenvolvidas em outras escolas e regionais, e os professores(as) e orientadores(as) educacionais que quiserem compartilhar seus projetos podem entrar em contato com a imprensa do Sinpro pelo e-mail imprensa@sinprodf.org.br.

Acessar o conteúdo