Diretora do Sinpro fala sobre militarização nas escolas no programa Giro das Onze
Jornalista: Luis Ricardo
O programa Giro das Onze, da TV 247, recebeu a professora e diretora do Sinpro Maria Gilda e a educadora Luciana Pain para debater a militarização de escolas públicas no Distrito Federal. A temática foi escolhida após vários episódios de truculência de policiais militares em unidades escolares administradas pela PM e pelo desrespeito da corporação em atividades pedagógicas, fato que culminou na exoneração da professora Luciana Paim do cargo de vice-diretora do CED 01 da Estrutural (uma das escolas militarizadas no DF) no dia 3 de maio.
Todo este processo de desrespeito teve início quando estudantes abordaram a violência racial institucional presente no âmbito militar em um dos trabalhos da Consciência Negra da escola. Sem qualquer diálogo ou respeito ao debate, fato comum em um ambiente escolar, os militares, em mais uma atitude totalmente arbitrária, exigiram a retirada dos trabalhos em exposição, fato que não foi obedecido pelos(as) professores(as). Começou, a partir daí, um processo de assédio moral e difamação da vice-diretora, profissional que sustentou o direito de professores e estudantes trabalharem sem censura e propôs que a crítica pudesse se transformar em uma ponte para que fosse feita a discussão democrática entre civis, educadores(as), estudantes e militares sobre o racismo institucional.
Durante o programa a diretora Márcia Gilda afirmou que o trabalho exposto na escola retratava diversas temáticas, com abordagem da população negra no Brasil, e dentre eles tinha a questão do genocídio da população negra, que quem acompanha e tem uma visão mais crítica sabe que o Brasil foi construído em cima da escravidão e, portanto, a nossa sociedade é extremamente racista. “O país que mais mata população jovem e negra é o Brasil. Estávamos tendo um debate democrático dentro da escola sobre a questão racial e a consciência negra e a polícia militar tomou uma atitude totalmente truculenta e desrespeitosa por conta de uma charge”, analisa Márcia Gilda, complementando que as escolas são espaços de debate e este aspecto precisa ser respeitado e incentivado.
A diretora abordou o mesmo tema durante entrevista concedida para a rádio CNN.
Sinpro pressiona GDF por recomposição salarial; assembleia nesta quinta
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Nesta quarta-feira (11/05), foram realizadas uma série de movimentações para exigir que o governo distrital atenda às pautas econômicas e pedagógicas do magistério público. Esses atos antecedem a assembleia desta quinta-feira (12/05), com paralisação, às 9h no estacionamento da Funarte.
Logo nas primeiras horas da manhã desta quarta, dezenas de faixas foram afixadas no Eixo Monumental, próximo ao Palácio do Buriti. “Ibaneis, 7 anos sem reajuste salarial não dá. Recomposição salarial já”, “Na campanha, era ‘salário de juiz’ para professor. Agora, é reajuste zero” e “Educação pede socorro” foram algumas das frases estampadas nos materiais que puderam ser lidos por quem passava pela via.
No início da tarde, membros da diretoria do Sinpro foram pessoalmente à Câmara Legislativa do DF para pedir apoio dos parlamentares em prol da recomposição salarial da categoria. Os diretores e diretoras percorreram diversos gabinetes. Houve encontros com os deputados Chico Vigilante, e Arlete Sampaio, do PT, Reginaldo Veras (PDT) e Rodrigo Dalmasso (Republicanos).
Em seguida, a diretoria se reuniu na galeria da CLDF com faixas e cartazes durante a sessão plenária, e foi saudada por vários deputados que se solidarizaram com a pauta da categoria.
Essas ações fazem parte do processo de mobilização permanente e de pressão no GDF. Já foram conquistados avanços, mas ainda há muito a conquistar. Por isso, a diretoria colegiada do Sinpro lembra que é imprescindível que todo mundo participe da assembleia desta quinta-feira, com paralisação, a partir das 9h no estacionamento da Funarte.
Proeduc revoga nota técnica sobre o projeto Escola de Gestão Compartilhada
Jornalista: Luis Ricardo
As Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) emitiram, na última terça-feira (10), um despacho que revoga a Nota Técnica nº 1/2019, que considerava legal a implementação do projeto Escola de Gestão Compartilhada. Os titulares da Proeduc acompanharam enunciado do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) segundo o qual o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares fere os princípios constitucionais da reserva legal e da gestão democrática do ensino público.
As promotorias também recomendam às direções das escolas que se abstenham de usar, como medida de disciplina escolar, o registro, junto às Delegacias da Criança e do Adolescente (DCA), de flagrantes infracionais por suposto desacato. Outra recomendação é que toda a equipe disciplinar do Centro Educacional 1 da Estrutural seja afastada.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requisita, ainda, que a Secretaria de Educação apresente os índices de desenvolvimento da educação básica das unidades participantes do modelo cívico-militar; os índices de evasão escolar; os índices de aprovação e reprovação; o número de pedidos de transferências; além de outras informações que demonstrem a eventual melhoria da qualidade do ensino.
O despacho é uma resposta à truculência e desrespeito impetrados pelos policiais militares que, no dia 3 de maio, exigiram a retirada de trabalhos relativos à Consciência Negra, em exposição no CED 01 da Estrutural, além de pedir a exoneração da vice-diretora Luciana Pain. Diretores(as) do Sinpro estiveram na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta quarta-feira (11) e conversaram com alguns parlamentares sobre os problemas decorrentes da militarização de escolas públicas.
Para a deputada distrital Arlete Sampaio, a militarização representa o fim da gestão democrática nas escolas do DF. “Os estudantes não podem ser tratados como marginais. Escola não é cadeia. Vou me reunir com o comandante-geral da Polícia Militar para cobrar providências imediatas em relação aos absurdos que aconteceram no Centro Educacional 01 da Estrutural”.
Respeito à Gestão Democrática
O Sinpro sempre se colocou contrário à militarização por acreditar que o processo educacional deve ser feito por educadores(as), que são preparados para o magistério e para o lidar com os(as) estudantes, e a gestão compartilhada não combina com a militarização, fato corroborado pela Proeduc. A militarização é, portanto, incompatível com a Gestão Democrática. Enquanto temos a comunidade escolar escolhendo seus gestores, na gestão compartilhada a indicação é feita pelos próprios militares, deixando a opinião de pais, mães e responsáveis pelos(as) alunos(as), além dos(as) educadores(as) de lado. Além disto, a formação dos militares não dialoga com o nosso currículo em movimento, que defende a autonomia e a pluralidade de opinião dos(as) estudantes, além de impor vestimentas, comportamento e censurar o direito que cada um(a) tem de se expressar em sua diversidade étnica e cultural.
O sindicato continuará lutando por uma educação pública de qualidade, plural e acolhedora, e que o debate em sala de aula seja respeitado, pois é diante do livre pensar e do respeito ao contraditório que chegaremos a um país mais justo, igualitário e de respeito a todos e todas.
Parabéns à categoria: mais uma conquista de nossa luta
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Decreto 43.309, publicado na tarde desta quarta-feira (11/05) pelo governo do Distrito Federal, reajusta o vale alimentação dos “Servidores públicos do Poder Executivo, regidos pela lei complementar 840, de 23/12/2011”, para R$ 640. O reajuste contempla a todos os servidores da ativa, sem distinção de funções ou atribuições.
Lembramos que nossa pauta histórica pede equiparação do vale alimentação (um dos mais baixos do Distrito Federal) ao dos servidores da Câmara Legislativa.
Nossa principal reivindicação é e continua a ser a recomposição salarial, que contempla toda a categoria, sem distinção.
Além do reajuste do auxílio alimentação da inflação acumulada de maio de 2014 a janeiro de 2022, o Sinpro está na mobilização permanente em busca do reajuste salarial que recomponha a inflação de março de 2015 a janeiro de 2022, alteração da estrutura da tabela de plano de carreira de 25 para 15 padrões, bem como incorporação da Gaped.
O Governo do Distrito Federal pré-agendou reunião com o Sinpro para o dia 28 de abril, e essa reunião não foi confirmada pelo governo, apesar das insistentes reivindicações da comissão de negociação. É mais uma prova do descaso do GDF para com a categoria e para com a educação.
O Sinpro lembra mais uma vez que a Meta 17 do Plano distrital de Educação determina a valorização dos profissionais da educação.
E por tudo isso, lembramos mais uma vez que é imprescindível a participação de todo mundo assembleia de amanhã, 12 de maio, no estacionamento da Funarte.
Termina nesta sexta-feira (13) o prazo para entrega da reposição de dia letivo
Jornalista: Maria Carla
As escolas públicas do Distrito Federal têm até sexta-feira (13/5) para enviar, por meio das UNIPLATs, relação das unidades escolares que realizarão a reposição do dia letivo e a respectiva data à SUPLAV/DIPLAN/GPOF. O aviso é da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF) divulgado pela Circular nº 24/2022.
A secretaria informa que o ano letivo regular, independente do ano civil, tem, no mínimo, 200 (duzentos) dias letivos e cada semestre deve conter 100 (cem) dias letivos de efetivo trabalho pedagógico, excluídos os dias destinados à recuperação e às avaliações finais.
“A obrigatoriedade do cumprimento da legislação educacional vigente está fundamentada no parágrafo 2º, do artigo 23 e no inciso II, do artigo 28 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e, ainda, no disposto no item 4, páginas 127 a 129, da Estratégia de Matrícula 2022 (Portaria nº 724, de 27 de dezembro de 2021), que trata do Calendário Escolar da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal”.
Dessa forma, segundo orientação da circular, é necessária a reposição do dia 27 de abril de 2022, quarta-feira, em virtude da paralisação ocorrida. Ainda de acordo com a circular, as unidades escolares devem promover a reposição, com atividades presenciais, em um dos dias a seguir: 14; 21 ou 28 de maio de 2022.
Vídeo do Sinpro na TV aberta chama a categoria para a assembleia desta quinta, 12
Jornalista: Alessandra Terribili
Em vídeo que circula na TV aberta no Distrito Federal, o Sinpro-DF convoca professores(as) e orientadores(as) educacionais para a assembleia geral com paralisação desta quinta-feira, dia 12, às 9h no estacionamento da Funarte.
Na assembleia, serão debatidos os rumos da mobilização da categoria, que está há 7 anos com salários congelados e enfrentando, nas escolas, uma série de dificuldades que impactam toda a sociedade. O governo Ibaneis tem tratado com descaso os problemas da educação no DF.
É por isso que a presença de todas e todos na assembleia é muito importante! Na pauta, estão temas fundamentais como a recomposição salarial, superlotação das salas de aula, falta de professores entre outros. Para garantir a recomposição salarial, são apontadas estratégias como a incorporação da Gaped/Gase ao vencimento e a redução dos padrões na tabela salarial, que hoje são 25, de forma a abreviar o tempo necessário para se alcançar o topo da carreira.
Essa é a quarta assembleia geral deste ano. Veja abaixo os locais de saída dos ônibus:
A última assembleia realizada pela categoria, no dia 27 de abril, foi transformada em ato em frente ao Palácio do Buriti. Lá, a categoria deu o recado de que está unida e mobilizada.
Assista a chamada no vídeo e participe da assembleia!
Comunicado do Sinpro à população circula em todas as rádios do DF
Jornalista: Alessandra Terribili
Ouça o spot que está circulando em todas as rádios do Distrito Federal, produzido pelo Sinpro-DF. O spot dialoga com a população sobre a necessidade de recomposição salarial para nossa categoria, depois de 7 anos de salários congelados, e o descaso do governo Ibaneis com a educação.
A ação é parte da campanha salarial 2022 dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. O Sinpro vem fazendo pressão sobre o GDF para que este dialogue sobre os itens da pauta de reivindicações, em especial, os que se referem à questão financeira.
A falsa abolição e a luta negra por igualdade – TV Sinpro Especial apresenta minidoc O Baobá nesta quarta, 11
Jornalista: Alessandra Terribili
Quando a abolição da escravatura foi assinada pela Princesa Isabel, muita luta já havia sido feita no Brasil e em âmbito internacional. A Revolução Haitiana, por exemplo, se iniciou em 1791, quando negras e negros escravizados e libertos se insurgiram contra a violência, a exploração e a opressão dos franceses em São Domingos. Em 1º de janeiro de 1804, os rebeldes declaravam a independência da ex-colônia.
A elite brasileira temia um desfecho semelhante no Brasil, ainda no final do século XIX. O contexto internacional pós-revolução industrial e de expansão do imperialismo das grandes potências, Inglaterra à frente, exigia a ampliação dos mercados consumidores, especialmente nos países periféricos, onde essas potências podiam mandar e desmandar.
Concomitante a tudo isso, rebeliões de escravizados pipocavam pelo país, e ganhavam adeptos a cada dia. O movimento abolicionista já havia acumulado força e, inclusive, algumas cidades e até estados já haviam acabado com a escravidão em seus territórios. O primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão foi o Ceará, em 1884, tendo tido o jangadeiro Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar, como grande protagonista.
Além disso, o tráfico negreiro havia sido proibido no país em 1850. Leis como a do ventre livre (que libertava todos os filhos e filhas de mulheres escravizadas nascidos a partir de então) e a dos sexagenários (que libertava pessoas escravizadas com mais de 60 anos) e datam, respectivamente, de 1871 e 1885.
Consciência
Quando a Lei Áurea foi assinada em 1888, havia todo um contexto construído durante muitas décadas que pressionava por isso. Portanto, os movimentos negros no Brasil não têm dia 13 de maio como marco.
Nessa data, o que deve ser lembrado é que houve todo um processo de lutas, e não concessão ou generosidade de membro algum da Coroa Portuguesa. A referência para a luta do povo negro é o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que reivindica a trajetória de Zumbi e Dandara, líderes do Quilombo dos Palmares.
134 anos após a assinatura da abolição, ainda não há igualdade, e a vida da população negra brasileira é marcada pela violência, pela exclusão e pelo encarceramento. “Negros e negras foram escravizados por mais de 300 anos no Brasil. Não houve políticas de inclusão quando da abolição, o que aprofundou a marginalização e a discriminação”, pontua Márcia Gilda, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF. “Mecanismos como as cotas, por exemplo, somente começaram a acontecer mais de um século depois”, completa ela.
O Baobá na TV Sinpro
Para destacar as lutas do povo negro e sua ancestralidade, nesta quarta-feira, 11, o TV Sinpro Especial apresenta o minidocumentário O Baobá.
Produzido pela Secretaria de Raça e Sexualidade e pela Secretaria de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, o minidocumentário é ambientado no plantio de baobás na Chácara do Sinpro. Realizada em novembro de 2021, a ação criou o Recanto dos Baobás, em homenagem a mulheres negras brasileiras que protagonizaram a luta antirracista.
Em nove minutos, a obra traz entrevistas com especialistas e militantes históricos(as) da luta antirracista no Distrito Federal, que falam sobre a importância do Baobá para os povos africanos no continente e na diáspora.
Também será exibido um vídeo sobre a ação realizada no Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho, onde estudantes se somaram ao projeto de plantio de baobás, desenvolvido pelo professor André Bento. O diálogo aconteceu diante dos três baobás mais antigos do DF, localizados em frente à Embrapa, na Asa Norte.
A TV Sinpro vai ao ar ao vivo na TV Comunitária (Canal 12 na NET-DF; Facebook e Youtube TVComDF) e nas redes do Sinpro-DF, às 19h da quarta-feira.
Sinpro informa que há 12 tipos de golpes contra a categoria em curso
Jornalista: Maria Carla
Os golpes cibernéticos pelo telefone para extorquir dinheiro estão se tornando mais uma rotina no Distrito Federal. Os principais alvos são servidores(as) públicos(as). O fato de virar rotina significa que as pessoas devem ficar cada vez mais atentas.
Nesta terça-feira (10), por exemplo, o Jurídico do Sinpro contabilizou 12 tipos de golpes contra professores(as) e orientadores(as) educacionais. Toda semana o sindicato mostra novas modalidades do crime e orienta a categoria a prestar atenção redobrada em mensagens sobre processos que o sindicato movimenta na Justiça. E alerta: a entidade não pede dinheiro.
As quadrilhas cibernéticas atuam em todo tipo de golpe, mas, sobretudo, nos processos que correm na Justiça. A Polícia Civil já está consciente do problema. Centralizou as denúncias investiga os crimes. De vez em quando, uma quadrilha é desbaratada. Contudo, à medida que as tecnologias evoluem, a criatividade e a quantidade de bandidos(as) se multiplicam.
Por isso, o Sinpro alerta, quase que diariamente, para as práticas de estelionato que vão desde mensagens falsas, telefonemas e até utilização de documentos fraudados com as marcas dos escritórios de advocacia que atuam para o sindicato e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) para convencer as vítimas.
Em matéria divulgada nesta terça-feira (10), o jornal Metrópoles mostrou a preocupação e a luta do sindicato para alertar a categoria e informa que, embora não haja uma contabilidade geral com um total de vítimas, a entidade garante que o número é expressivo em razão da recorrência do assunto entre membros e diretores do sindicato. “O sindicato explica que os bandidos reúnem uma série de informações que parecem verdadeiras e pedem o pagamento de algum valor no fim do contato. O Sinpro-DF reforça que não entra em contato com sindicalizados ou exige depósitos financeiras de qualquer fim.
Metrópoles alerta sobre segurança digital
O perito em crimes digitais Wanderson Castilho alerta que a criminalidade no ambiente cibernético se especializou e ataca por nichos. “Cada um tem suas particularidades. Hoje existem golpes específicos para o Instagram, para leilões, ofertas de emprego e outros”, detalha.
“Se você não tiver dois tipos diferentes de verificação [quando receber qualquer tipo de contato], não execute o que está sendo pedido. Quem recebeu o contato que deve buscar por outros meios a confirmação daquilo”, explica o especialista em segurança cibernética.
Tipos de crime
Em um dos golpes, criminosos ligam para a casa dos professores informando que o alvará de precatório para pagamento foi liberado. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar em um número e solicitam depósito de um valor em uma conta corrente no nome de Anderson Fabio de Oliveira.
Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome de “Cláudia Maria Rodrigues”, uma advogada que tem sido prejudicada com a ação do bando, é utilizado nesta modalidade. Ela já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro advogado usado é “Leonardo Mota”. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”.
Para extorquir dinheiro das vítimas, o golpista que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Em alguns casos, o criminoso se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.
Outra modalidade é o golpe com transferência por Pix. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.
Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último caso relatado à entidade, havia o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.
O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.
O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. Chrystiane Maia Guerco Faria Lucas Mori (OAB: 38015/DF) para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe). Se a pessoa não entrar em contato até as 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.
Nesta modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um Pix por engano para a conta do professor ou orientador educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro.
Na última versão utilizada pelo bando, um professor é contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o montante, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores e orientadores educacionais. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa para recebimento de precatório.
Na décima “modalidade”, o(a) bandido(a) cibernético se passa por advogado(a), entra em contato com um(a) professor(a) e informa sobre a liberação do alvará de precatório para pagamento de um processo. Ao informar o suposto número do processo e do protocolo, o criminoso informou que o educador teria que depositar uma quantia em uma conta bancária para receber o valor.
Outro formato é o envio de mensagens de WhatsApp semelhantes às que o escritório Resende, Mori e Fontes Advocacia tem enviado à categoria para encaminhamentos processuais. Isso, inclusive, chegou a criar uma situação difícil porque é preciso ter atenção para não cair no golpe. É possível verificar, com facilidade, a diferença entre as mensagens golpistas e as do nosso escritório.
Também tem a modalidade em que os golpistas citam até uma Medida Provisória genérica, não numerada e sem especificação de função. Mas o objetivo é sempre o mesmo: extorquir dinheiro da categoria.
Covid-19: chegou a hora de vacinar idosos com a 4ª dose
Jornalista: Maria Carla
Numa campanha permanente em defesa da vida e contra o negacionismo, o Sinpro-DF informa à categoria que professores(as) e orientadores(as) educacionais com 60 anos ou mais, aposentados(as) ou ativos(as), já podem tomar a quarta dose da vacina contra covid-19.
A quarta dose da vacina contra covid-19 está disponível nas unidades de saúde e, neste primeiro momento, será aplicada em pessoas idosos(as) com 60 anos ou mais para reforçar a imunização, afinal, diferentemente do que dizem os governos federal e distrital, a pandemia de covid-19 não acabou. A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informa que é necessário ter tomado a dose de reforço há pelo menos 4 meses.
Os(as) usuários(as) devem comparecer com documento de identidade com foto, CPF e o cartão de vacina no qual haja o registro da segunda dose. Se o cartão for extraviado, será realizada busca nos sistemas de registro. É obrigatório o uso de máscara para a vacinação.
Apesar de os governos Jair Bolsonaro (PL) e Ibaneis Rocha (MDB) publicarem decretos abolindo máscaras e liberando geral para aglomerações, é importante a categoria saber que a crise sanitária não acabou e que é necessário o uso de máscara, higienização das mãos, manutenção da ventilação em locais fechados, evitar aglomerações e usar máscaras, sobretudo em locais fechados.
O governador do DF, por exemplo, continua aplicando a política negacionista do Palácio do Planalto. A prova disso é que um dia depois de a própria SES-DF anunciar um aumento exorbitante da taxa de transmissão do Distrito Federal, ele revogou, na manhã desta terça-feira (10/5), o decreto que declara estado de calamidade pública em decorrência da pandemia da covid-19.
O texto, publicado no Diário Oficial do DF (DODF), suspende a Determinação nº 40.924, de 26 de junho de 2020. No entanto, a taxa de transmissão do vírus voltou a crescer e chegou a 1,12, nesta segunda (9/5). O índice indica alta na contaminação e mostra que cada 100 pessoas podem contaminar outras 112 – segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Até as 16h25 dessa segunda (9), a taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid na rede pública estava em 47,22%. Do total de 36 leitos, 17 estavam ocupados e 19 disponíveis. Na rede privada, até as 11h55, 53,70% das vagas estavam ocupadas.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF afirma que é preciso manter os cuidados. Pedro Rodrigues Curi Hallal, professor universitário, educador físico, epidemiologista, ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), de 2017 a 2020, e editor-chefe da revista científica Journal of Physical Activity and Health, postou, recentemente, nas redes sociais que “a mortalidade por Covid19 no Brasil é 5 vezes maior do que a média mundial e a culpa é de quem negou a pandemia, tratou os brasileiros feito rebanho, gastou com cloroquina e tentou desacreditar vacina”.
Assim, para evitar outro surto e nova tragédia sanitária, o Sinpro aconselha a manter os protocolos e a evitar contágio. Há uma semana, o biólogo Átila Iamarino postou em suas redes sociais a orientação de que todos e todas devem se vacinar com as doses de reforço. Iamarino é biólogo, doutor em microbiologia e pesquisador brasileiro, notório por seu trabalho de divulgação científica no canal do YouTube denominado Nerdologia, que tem mais de 3 milhões de inscritos. Ele informou que novas subvariantes da variante Omicron do novo coronavírus estão sendo detectadas na África.
“Novas subvariantes da Omicron (BA.4 e BA.5) estão sendo detectadas na onda que começa agora na África do Sul. E, de acordo com um estudo recente, elas são capazes de escapar da imunidade da infeção pela Omicron original, do final de 2021. E esse escape é maior entre não vacinados. Ou seja, quem teve Omicron pode ser infectado de novo pelas novas linhagens. Tome sua dose de reforço. Estudo: https://doi.org/10.1101/2022.04.29.22274477
Diante da experiência nefasta e dramática vivida pelos brasileiros nos últimos 2 anos, na pandemia de covid-19, com o governo federal adotando um “negacionismo de ocasião” para desviar dinheiro público e levar adiante a política econômica neoliberal, que transformou a crise sanitária no País em tragédia mundial, que reimplantou a política da fome, do desemprego e da privatização de bens públicos; e que converteu o Brasil em pária internacional, o Sinpro orienta a categoria a se vacinar com a quarta dose e pede a quem tem familiares idosos a levá-los para tomar a vacina e reforçar a imunização.