Novo texto da PEC 32 extingue concurso e direito à educação pública

O novo texto substitutivo da PEC 32/2020, elaborado pelo deputado federal e relator, Arthur Maia (DEM-BA), conseguiu piorar ainda mais o que já era terrível. Uma análise da nova redação do substitutivo feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indica que o relator fez uma série de alterações importantes no conteúdo original da propositura e, dentre os itens que pioram o texto original, está a eliminação de concurso público para o cargo de professor.

A análise do Dieese também desmente a imprensa liberal – Rede Globo, CNN Brasil, SBT, Record, Folha de S. Paulo, Estadão, etc. – que anunciou, no dia 31 de agosto, quando o Maia apresentou sua nova versão da PEC, que o novo texto resolveria os problemas da proposta original, garantindo, em particular, a “preservação de direitos dos servidores atuais e a manutenção da estabilidade no serviço público”. Não é verdade.

O Dieese mostra que as mudanças englobam dispositivos relacionados aos vínculos de contratação, à gestão e avaliação de desempenho, estabilidade dos servidores e outros tópicos, até mesmo alheios à reforma administrativa, como é o caso do foro privilegiado para diretor-geral da Polícia Federal (PF) no Supremo Tribunal Federal (STF). E indica que não houve alteração em relação aos instrumentos de cooperação, ou seja, a terceirização e a privatização via instrumentos de cooperação se mantiveram intactos conforme o texto original.

O novo texto introduz o item que não tem nada que ver com a reforma administrativa: “por que será que ele acrescenta um dispositivo que concede foro privilegiado no STF ao diretor-geral da PF num texto de reforma administrativa?”, indaga, com estranheza, Cleber Soares, diretor do Sinpro-DF. E completa: “Além disso, o substitutivo apenas aprofunda o já problemático texto original. Por isso, a luta é e sempre foi para enterrar esse projeto do governo Bolsonaro/Paulo Guedes e mercado financeiro”.

Segundo a análise do Dieese, o substitutivo define os cargos exclusivos de Estado, os quais terão uma série de prerrogativas, dentre elas, o concurso público, e, ao mesmo tempo, delimita uma diferença muito clara entre os servidores exclusivos de Estado e os demais, principalmente os que estão na linha de frente dos serviços públicos no atendimento à população, como os da educação e da saúde, que não serão considerados cargos exclusivos de Estado.

Outra novidade é que o substitutivo faz um maior detalhamento do “contrato por tempo determinado” e amplia muito esse caso, retirando dele o chamado “excepcional interesse público” a fim de garantir uma ampla utilização desse tipo de contrato. É isso, além de todas as outras coisas, que irá garantir a oficialização do “cabide de emprego”.

Além dos instrumentos de cooperação, o País passará a ter, se a reforma for aprovada, um aumento significativo do contrato por tempo determinado, com contratos que podem durar até 10 anos. O processo seletivo passa a ser muito dilatado e o texto não especifica como será feito. Extingue o concurso público para a maioria dos cargos, incluindo aí o de professor. No caso do concurso público, será exclusivo para ingresso nas carreiras típicas de Estado, como policiais, diplomatas, fiscais de tributos, procuradores e carreiras jurídicas. Para as demais carreiras não exclusivas do Estado, como médico e professor, serão firmados contratos temporários.

O substitutivo constitucionaliza a redução da jornada e da remuneração em até 25%. O estudo do Dieese aponta para o fato de que todas as mudanças, a grande polêmica permanece sendo a estabilidade ‘apenas’ para carreiras típicas de estado, permitindo contratos temporários (processos seletivos simplificados) para todas as outras, como professores e médicos.

 extinção da estabilidade também se manteve conforme o texto original e na avaliação de desempenho trouxe também a possibilidade de perda do cargo quando ele se tornar desnecessário ou obsoleto, ou seja, amplifica as formas de perda do cargo do servidor público. Retira o vínculo de experiência e manutenção do estágio probatório por 3 anos para as funções de Estado – servidor passará por seis avaliações semestrais até que consiga a estabilidade.

 

Alerta: o substitutivo de Arthur Maia é pior que a PEC 32 original

Podemos resumir o conteúdo do substitutivo em nove pontos:

  1. a) reafirma problemas do projeto original tais quais a terceirização e “voucherização” de serviços públicos, como saúde e educação; ou seja, autoriza a privatização; também é mantida a possibilidade de perda do cargo por decisão proferida por órgão judicial colegiado, o que é um retrocesso em relação ao texto constitucional vigente, que determina sentença judicial transitada em julgado (definitiva);
  2. b) prevê a redução de salários e jornada em 25%;
  3. c) simples lei ordinária poderá considerar que certos cargos se tornaram desnecessários e obsoletos determinando sua extinção; nesses casos os servidores serão automaticamente demitidos;
  4. d) os atuais servidores que ocupam cargos que vierem a ser extintos serão colocados em disponibilidade como nos tempos de Collor de Mello, na década de 1990;
  5. e) poderão ser contratados servidores temporários, sem estabilidade e sem concurso público, por até dez anos abrindo as portas para apadrinhados políticos e esquemas de corrupção organizados muitas vezes pela via das Organizações Sociais (OSs);
  6. f) ao mesmo tempo a União terá competência privativa para definir quem pode ocupar cargos em comissão o que, novamente, facilitará a colonização da administração pública por apadrinhados;
  7. g) e, novamente, isso se liga à demissão por insuficiência de desempenho, reafirmada e facilitada no substitutivo porque poderão ser os chefetes apadrinhados que realizarão a avaliação de desempenho que poderá conduzir à demissão;
  8. h) por outro lado, os contratados por tempo determinado serão privados de uma série de direitos atualmente garantidos em lei para os trabalhadores em geral;
  9. i) há, também, o dispositivo que nada tem a ver com reforma administrativa que é a concessão de foro privilegiado no STF para o diretor-geral da PF; por que será?

Confira, a seguir, nos documentos, como fica o texto da PEC 32/2020 (reforma administrativa). “Lute conosco para que essa reforma não seja aprovada de forma alguma no Congresso Nacional. Participe das nossas campanhas contra essa reforma e exija dos parlamentares do centrão e da direita que votem contra isso porque, como já avisamos em várias outras ocasiões, o prejuízo será só nosso”, afirma a diretoria

Documentos

Circular das Três Esferas/Substitutivo da PEC 32: Não tem emenda, não tem arrego, a luta é para derrotar a reforma

Dieese: Síntese Especial – Subsídios para o debate 

 
 

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Professoras gestantes permanecerão em trabalho remoto

Publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira, 9 de setembro, a portaria nº 445 trata da atuação das servidoras gestantes – efetivas e temporárias – no âmbito da rede pública de ensino neste momento de pandemia da covid-19.

A portaria define que as professoras gestantes devem atuar, em formato remoto, no Programa de Suplementação de Aprendizagens. O trabalho será desenvolvido em turno contrário ao das aulas regulares dos estudantes atendidos.

Para a efetivação do sistema de trabalho remoto, as servidoras efetivas e temporárias devem encaminhar à sua chefia imediata um documento comprobatório da gravidez. As efetivas devem acionar e enviar também um processo eletrônico sigiloso.

Para as orientadoras educacionais gestantes, continua valendo o disposto na portaria nº 160, do teletrabalho. Você pode acessá-la AQUI.

Para acessar a íntegra da portaria nº 445, clique AQUI.

Direitos adquiridos

Embora a manutenção do teletrabalho para professoras e orientadoras educacionais grávidas seja uma importante vitória, a Secretaria de Educação (SEE-DF) garante um direito descartando outros dois. O Sinpro-DF entende que as portarias que tratam de distribuição de turmas e de remanejamento devem ser respeitadas.

O teletrabalho, nos moldes propostos pela SEE-DF, retira das professoras as turmas escolhidas por elas, passando por cima de normatizações anteriores. O Sinpro-DF seguirá lutando para que o trabalho remoto das servidoras gestantes não seja tratado como excepcionalidade, mas sim, como direito a ser garantido pela secretaria, que deve assegurar que ele se efetive dentro da normatização em vigor.

 
 

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Centenário de Paulo Freire será comemorado com muita música, personalidades nacionais e internacionais

O centenário do educador pernambucano Paulo Freire, que em 19 de setembro de 2021 completaria 100 anos, será comemorado virtualmente com muita alegria e cultura popular. Uma dezena de instituições do movimento educacional brasileiro e internacional promovem, nos dias 19 e 20 de setembro, o 100º Aniversário de Paulo Freire em evento virtual. A live será composta de ato político, pedagógico e cultural, com a apresentação do cantor pernambucano Alceu Valença, às 18h do dia 19.

Dentre as instituições promotoras do evento virtual, estão a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), a IEAL (Internacional da Educação para a América Latina), a Red Estrado (Rede de Estudos Latino Americano sobre o Trabalho Docente), o CEAAL (Conselho de Educação Popular da América Latina e do Caribe) e as entidades que compõem o FNPE (Fórum Nacional Popular de Educação).

Mas a programação é extensa e contará, também, com o cantor e compositor Silvério Pessoa, com o Cavouco Trio (Paula Bujes, Pedro Huff e Antônio Barreto – UFPE), o Bloco Flor da Lira de Olinda, a Quadrilha Junina Origem Nordestina, o Maracatu Estrela Brilhante do Recife e a cordelista Mariane Bigio. O evento será transmitido nos canais do Youtube da CNTE, da UFPE e da IEAL.

Além da programação cultural, o dia 19 de setembro, denominado “Ato Político, Cultural e Pedagógico Paulo Freire”, contará com a presença de lideranças educacionais e sindicais do Brasil e do mundo. O ato político também transmitirá a inauguração da escultura de Paulo Freire em Buenos Aires, na Argentina. Também falarão por meio de vídeos gravados o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva; o secretário Geral da Internacional da Educação, David Edwards e a professora Nita Freire, viúva do educador Paulo Freire.

Em outro bloco de breves intervenções, também darão seu recado os escritores Leonardo Boff, Mário Sérgio Cortella e a ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erundina. Em comum, todos conviveram e tiveram suas obras influenciadas por Paulo Freire, sendo que o educador foi Secretário de Educação na gestão de Erundina.

O evento será intercalado com as intervenções políticas e atrações culturais. Falarão, também, os ex-ministros da Educação Cristovam Buarque e Aloizio Mercadante.

Plenária Mundial Popular de Educação

No dia 20 de setembro, a celebração do Centenário de Paulo Freire se dedicará a ouvir as várias vozes do Continente Americano, Europa e África que estudam e praticam o pensamento freireano. A live do dia 20 terá, em sua abertura, a Aula Magna do semestre letivo da UFPE, proferida pelo reitor Alfredo Gomes e pelo vice-reitor Moacyr Araújo.

Logo após, entidades do movimento sindical e social coordenam um bloco audiovisual apresentando as contribuições de Paulo Freire para o movimento sindical da educação e pedagógico latinoamericano. Serão apresentadas as influências de Paulo Freire na pesquisa, na ação e nos saberes das juventudes, no ensino, na cultura e nas ciências.

A importância de Paulo Freire para os movimentos sociais no mundo também será tema de debates, com a presença de educadores e educadoras do Brasil, Argentina, Chile, Cuba, Estados Unidos, Portugal, Espanha, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, todos compartihando experiências da educação freriana. Bem como, depoimentos de gestores públicos e parlamentares tratando das contribuições de Paulo Freire para as políticas educacionais.

Toda a programação será online nos canais do Youtube da CNTE (www.youtube.com/CNTEBrasil), da IEAL (www.youtube.com/InterEducacion) e da UFPE (www.youtube.com/UFPEoficial).

Fonte: CNTE

Sem diálogo, GDF descumpre acordo sobre retorno presencial sem a D2

Mesmo com o avanço da variante Delta, que tem vitimado até mesmo quem está completamente imunizado contra a covid-19, o Governo do Distrito Federal determinou o retorno presencial de professoras/es e orientadoras/es educacionais que por algum motivo não se vacinaram ou se vacinaram parcialmente contra o vírus. A decisão está em circular publicada no último dia 3 de setembro. Em desacordo com a determinação, o Sinpro-DF solicitou reunião em caráter de urgência com a Secretaria de Educação.

A nova orientação do GDF foi feita sem qualquer diálogo com o Sinpro-DF e quebra o acordo que resultou na circular n.º 4/2021 da Secretaria de Educação, publicada no último dia 31 de julho, a partir de negociação feita diretamente com o governador Ibaneis Rocha (MDB). Pelo antigo documento, só retornariam presencialmente às salas de aula quem tivesse tomado as duas doses da vacina contra a covid-19, após 15 dias da D2, ou após 15 dias da dose única do imunizante fabricado pela Janssen.

“O acordo que garantimos em mesa de negociação deve ser cumprido. Foi um acordo construído em respeito à vida não só da categoria, mas de toda comunidade escolar. Descumprir o que foi firmado, unilateralmente, é um ato de desrespeito e mais uma demonstração de que o GDF vem tentando normalizar um cenário caótico: uma verdadeira banalização da morte e do sofrimento de tanta gente”, afirma a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

A nova determinação do GDF fica ainda mais grave quando observado o número de professores/as e orientadoras/es que aguardam há tempos Laudo Médico pela Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho. A circular atual reafirma que “profissionais da educação com comorbidades que não tenham recebido a 2º dose da vacina (D2) contra a covid-19 poderão permanecer no atendimento remoto até completar 15 dias da aplicação da vacina, devendo fazer a comunicação oficial à respectiva equipe gestora, com a devida comprovação”. Entretanto, o documento não garante agilidade na homologação de Laudo Médico. O Sinpro-DF alerta que, sem pessoal para atender a categoria, o GDF vem fazendo uma espécie de transferência de responsabilidade administrativa para as gestões escolares, que são orientadas a aceitar ou não a comprovação de comorbidade de professores e orientadores educacionais. Para o Sindicato, o cenário faz com que gestoras/es fiquem desamparados e professoras/es e orientadoras/es educacionais tenham direito questionado.

Até o início da tarde desta quarta-feira (8/09), 89 escolas públicas do DF haviam registrado pelo menos um caso de covid-19, seja em trabalhadores da educação ou estudantes. Os casos apresentam crescente alarmante. No dia 16 de agosto, 11 dias após o retorno às aulas presenciais híbridas, o Sinpro-DF havia registrado 14 escolas com caso de infecção pelo vírus. De lá pra cá, o aumento percentual foi de mais de 535%. Para o Sinpro-DF, esse é também o reflexo de uma flexibilização no mínimo irresponsável do cumprimento de protocolos de segurança sanitária, com realização ilimitada de atividades comerciais, falta de fiscalização de aglomerações, estádios de futebol em pleno funcionamento e uma série de outras ações que ignoram os graves números referentes à covid-19.

O Sinpro-DF ressalta que a pandemia continua e alerta que não abrirá mão da defesa pela vida. Só no DF, mais de 10 mil pessoas foram vítimas fatais da covid-19. No Brasil, o número de óbitos chega a quase 590 mil.

Até o fechamento desta matéria, o Sinpro-DF ainda não havia recebido resposta sobre a solicitação de reunião para tratar do retorno presencial às aulas sem a D2.

 
 

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Com fiasco de Bolsonaro no 7 de Setembro, MP que ataca Marco Civil da Internet deve ser devolvida

A perigosa medida provisória que altera gravemente o Marco Civil da Internet pode deixar de valer. A pressão pela devolução da MP, que já vinha sendo feita pela oposição, ganhou força após as manifestações antidemocráticas desse 7 de Setembro terem flopado, ou seja, fracassado.

Um dia antes de seus fieis – e parcos – apoiadores irem às ruas, o presidente Jair Bolsonaro editou a MP que impede redes sociais de removerem conteúdos e perfis de suas plataformas, inclusive materiais criminosos. Com isso, conteúdos que propagam venda de armas, calúnia e discurso de ódio, por exemplo, podem se manter no ar. Isso porque a MP limita a moderação de conteúdos pelas plataformas para situação de “justa causa”, mas não deixa claro quem avaliará os possíveis erros de moderação.

Ainda no dia 6 de setembro, o líder do PT na Câmara, Bohn Gass (PT-RS), e o líder do PT Senado, Paulo Rocha (PT-PA), apresentaram requerimento ao presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pedindo a devolução da medida provisória apelidada como MP das Fake News. No requerimento, é afirmado que a MP “busca atender a interesses políticos e pessoais do presidente da República e também de seus aliados, que estão sendo alvo de iniciativas restritivas das aplicações de internet”. Segundo informações da Revista Fórum, o pedido de Gass e Rocha já tem o apoio dos líderes da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), da Minoria, Marcelo Freixo (PSB-RJ), do PDT, Wolney Queiroz (PDT-PE), do PSOL, Talíria Petrone (PSOL-RJ), e do PSB, Danilo Cabrial (PSB-PE).

Matéria da Folha de São Paulo desta quarta-feira (8/9) traz a informação de que o presidente do Senado afirma internamente que há apoio para devolver a MP, e que sua permanência abalaria a harmonia da Casa. 

Em artigo publicado nesse 7 de setembro, a doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília e professora da Universidade Federal do Ceará Helena Martins avalia a MP que modifica o Marco Civil da Internet como a destruição de uma conquista da sociedade civil. “Em nome da ‘liberdade de expressão’, que o presidente promove equivocadamente como se fosse superior a outros direitos, e ilimitado, mesmo diante de crimes, o que há de mais danoso na internet poderá continuar, até que uma vítima, quem sabe, acione e venha a ganhar na Justiça o direito de ter um conteúdo removido”.

Além de atacar o Marco Civil da Internet, a MP de Bolsonaro – que pela vontade do presidente da República seria feita em forma de decreto – ataca também a Constituição Federal. A advogada especializada em telecomunicações e direitos digitais Flávia Lefèfre afirma que a MP de Bolsonaro extrapola a própria Constituição Federal. “Além do desrespeito ao MCI, o mérito da MP 1.068 não se enquadra nos requisitos estabelecidos pelo art. 62 da Constituição Federal, que autoriza o Presidente da República para editar medidas provisórias, especialmente por duas razões: não está configurada a urgência que justifique a medida e, ainda, porque a MP trata de direitos políticos, o que é expressamente vedado pelo § 1º, deste mesmo dispositivo”, afirma em artigo

Como se trata de uma medida provisória, as mudanças impostas por Jair Bolsonaro quanto ao Marco Civil da Internet têm efeito imediato, e por isso estão valendo. Entretanto, para virar lei, o Congresso precisa aprovar o texto em até 120 dias.

 
 

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8 de setembro – Dia Mundial da Alfabetização

A alfabetização tem um papel fundamental e imprescindível no desenvolvimento social e econômico mundial, e sem acesso à educação, não há ampliação e pleno exercício da cidadania. Em tempos de desrespeito à democracia e à educação como um todo, o dia 8 de setembro, Dia Mundial da Alfabetização, ganha ainda mais importância e necessidade de luta por todos(as) os(as) brasileiros(as).

Criada em 8 de setembro de 1967 pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a data carrega o objetivo de enfatizar a importância que a alfabetização tem no futuro de uma nação e do mundo. Países que priorizaram a educação, exemplo do Japão, se sobressaíram nos mais variados segmentos e figuram entre as principais potências mundiais.

Certa vez Paulo Freire disse que “a alfabetização é muito mais que ler e escrever. É a habilidade de ler o mundo, é a habilidade de continuar aprendendo e é a chave da porta do conhecimento”. Não ter a alfabetização/educação como prioridade, é dificultar o acesso da população à saúde, à informação, ao mercado de trabalho, a condições mais dignas de vida e à possibilidade de uma ascensão social e financeira. Não promover a educação básica é transformar o ser humano em apenas mais um número em milhões, tirando do indivíduo a chance de expressar sua opinião, de exercer sua cidadania plenamente, além de torná-la vulnerável à manipulação.

 

Educação precisa ser prioridade

Em tempos de retrocessos e de desrespeito do governo de Jair Bolsonaro para com o social e para com a educação, é preciso ressaltar que a alfabetização é um direito humano fundamentado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Em quase três anos de (des)governo, Bolsonaro retirou recursos; implantou reformas que prejudicarão o ensino; tenta criminalizar e desrespeita os(as) professores(as); além de colocar o segmento no final da fila de prioridades de seu governo.

A onda de ódio que emana de seu discurso atinge o futuro do país e respinga em personalidades que lutaram durante toda a vida por uma educação digna e de qualidade para todos(as). Um dos exemplos é o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, que comemora, no dia 19 de setembro, 100 anos de amor e contribuição para o Brasil e para o mundo.

Desde o golpe 2016, Michel Temer deu início a um desmonte na educação brasileira. Todo o trabalho que educadores(as) e cidadãos tiveram para, por exemplo, construir o Plano Nacional de Educação (PNE) e o Sistema Nacional de Educação, foi desmontado pelo governo que antecedeu o governo Bolsonaro. Atualmente, além da onda de retrocessos que o Ministério da Educação vem implantando, seguidores de Jair Bolsonaro ofendem Paulo Freire, tentando colocar em descrédito todo o legado que o filósofo construiu e que é seguido e respeitado mundo afora.

Para a diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa, nesse momento em que vivemos no Brasil, especialmente em educação, falar de Paulo Freire nos revigora. É a prova de que o brasileiro e a brasileira têm a obrigação da resistência, em fazer valer o que nós aprendemos com ele, que está tão vivo entre nós. “A resistência passa pelo combate a toda tentativa de retrocessão que esse governo tenta implantar; ao respeito à educação, como mola propulsora de uma sociedade mais justa e melhor; à defesa de pessoas que lutaram por toda a vida pela alfabetização de todos e todas, como é o caso do nosso Paulo Freire. A educação deve ser ressaltada como uma solução, não um problema, como Bolsonaro tem enfatizado”, ressaltou.

Em tempos de ódio e de um governo que nos levou a crises na economia, na saúde e na educação, precisamos lutar por uma educação libertadora, emancipatória e que leve o sujeito a ser mais. No Dia Mundial da Alfabetização, lutar pelo respeito à educação é lutar por um Brasil melhor. Quando Paulo Freire disse que educação é muito mais do que ler e escrever, mais uma vez ele estava correto, pois a educação é, também, a habilidade de ler o mundo, em nos tornarmos capazes de agir para transformá-lo, defendendo a educação como direito de todos os cidadãos e cidadãs.

 
 

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Cartilhas desmascaram reforma administrativa

Uma série de materiais didáticos elaborados por entidades sindicais e institutos de pesquisa explica à sociedade o ponto a ponto da reforma administrativa (PEC 32) e seus prejuízos irreparáveis para servidores públicos e para a sociedade em geral. O Sinpro-DF reuniu as cartilhas e disponibilizou aos internautas como forma de conscientizar sobre a necessidade de aderir à luta contra o projeto que pode ser aprovado ainda este ano na Câmara dos Deputados.

A reforma administrativa é um projeto do governo Bolsonaro-Guedes para estancar a atuação do Estado. Utilizando falsos argumentos, como supostos privilégios para servidores e ineficiência do serviço público, o governo federal trabalha para emplacar um dos piores golpes contra a sociedade. Isso porque a reforma administrativa empurra para a iniciativa privada a prestação de serviços à população. Com isso, o povo, que já padece com a retirada de direitos trabalhistas e a alta no preço do gás, da gasolina, dos alimentos e tantas outras coisas, também poderá passar a pagar por escola, hospital, segurança pública. Além disso, a reforma administrativa retira direitos históricos dos servidores públicos das três esferas, como a estabilidade empregatícia, atingindo ativos, aposentados e quem ainda fará parte do funcionalismo.

Clique nas imagens abaixo e acesse as cartilhas.

 

 

 
 

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Grito dos(as) Excluídos(as) reúne lutadores e lutadoras sociais que realmente defendem o Brasil

O 27º Grito dos Excluídos e das Excluídas, que aconteceu na manhã desta terça-feira, 7 de setembro, em Brasília, foi diferente de todas as edições anteriores. A manifestação acontece anualmente com o objetivo de reivindicar justiça, igualdade e boas condições de vida para todo o povo, especialmente os mais humildes e marginalizados.

Porém, neste ano de 2021, essa manifestação tradicional conviveu com outra, que expressava a defesa dos princípios violentos e antidemocráticos que, infelizmente, ganharam força nos últimos anos. Esses setores, que se apropriaram da bandeira brasileira como se ela representasse seus ideais mesquinhos, usavam verde-amarelo, como o fazem há anos, e afirmam em discurso sua “fé” na Bíblia enquanto afirmam que os fuzis que matam são mais importantes que o feijão que alimenta.

Mas o Grito dos Excluídos e das Excluídas mostrou, mais uma vez, quem realmente defende o Brasil e os princípios da solidariedade. Defender o Brasil e o seu povo e sua cultura, significa combater a fome, defender a Amazônia e os povos indígenas, defender o acesso à saúde, sentir compaixão pela perda de quase 600 mil pessoas em decorrência de uma doença que poderia ter sido enfrentada adequadamente.

Quem tem responsabilidade com o Brasil e com as gerações futuras sabe qual a sua tarefa neste momento: derrotar Bolsonaro e sua família de milicianos. O Grito dos Excluídos e das Excluídas fez essa afirmação, reunindo aqueles e aquelas que, de fato, não fogem à luta, e seguirão nas ruas para defender o Brasil.

 
 

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Estudantes de baixa renda terão direito a inscrições gratuitas para o Enem

O governo de Jair Bolsonaro teve mais uma derrota nesta sexta-feira (03). Após determinar que estudantes pobres passassem a pagar pela inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor da garantia de gratuidade aos(às) estudantes pobres que faltaram ao exame no ano passado devido à pandemia da Covid-19 sem apresentar justificativa.

A decisão do Supremo, que deve beneficiar entre 1,5 milhão e 2 milhões de candidatos(as), representa uma grande vitória para as classes menos favorecidas, aos movimentos sociais e aos(às) estudantes pela recuperação da amplitude social e democratização do Enem.

Em 2020, o Enem distribuiu 3.644.994 milhões de isenções por declaração de carência. Em 2021, com as dificuldades criadas pelo ministro Milton Ribeiro, só foram 822.854 mil declarações de carências aceitas, cerca de 2,8 milhões a menos do que no ano anterior. Alunos de 19 anos, por exemplo, que foram justamente os que se formaram em 2020, ano da pandemia, reduziram de 752 mil em 2020 para somente 356 mil em 2021. Foi a idade que teve mais redução de inscritos neste Enem da exclusão.

A oportunidade de acesso à prova do Enem de forma gratuita para estudantes pobres representa uma chance de ascensão social para muitos que, muitas vezes, foram esquecidos pela sociedade e agora, com um governo federal inimigo da educação, relegados ao ostracismo. Além de ser um direito garantido pela Constituição Federal, a educação deve ser acessível a todos e todas, independente de nível social.

Conape – Confira o I Eixo das conferências regionais do DF

Dando prosseguimento à 2ª Conferência Distrital Popular de Educação (2ª Conape Distrital), na próxima quinta-feira (09), às 18h, será realizada a primeira de seis conferências regionais que acontecerão até 5 de outubro deste ano. O Eixo I apresentará como tema: Décadas de lutas e conquistas sociais e políticas em xeque: o golpe, a pandemia e os retrocessos na agenda brasileira, e para participar basta clicar no link de inscrição (https://sinpro25.sinprodf.org.br/eixo-i-decadas-de-lutas-e-conquistas-sociais-e-politicas-em-xeque-o-golpe-a-pandemia-e-os-retrocessos-na-agenda-brasileira/). Para este eixo participarão as regionais do Recanto das Emas, Samambaia e Riacho Fundo I e II.

Farão parte deste eixo Luciana Custódio, diretora do Sinpro e professora da Secretaria de Educação; Gabriel Magno, diretor da CNTE, ex-diretor do Sinpro e professor da SEE; e Natália de Souza Duarte, pedagoga pela UnB, especialista em Aprendizagens pelo GEEMPA, mestre em Educação pela UnB, doutora e pós-doc em Política Social pela UnB.

Para participar das conferências será necessário fazer a inscrição no site do sindicato, que por sua vez disponibilizará o link da sala do Zoom especificamente ao e-mail da pessoa interessada. Posteriormente, basta se inscrever até um dia antes da realização de cada conferência regional, dizendo a qual conferência regional a pessoa pertence e pleiteia a inscrição, em qual eixo e em qual polo/cidade deseja participar.

Segundo o diretor do Sinpro, Júlio Barros, o objetivo de toda essa mobilização é aprofundar a discussão na sociedade civil, em especial nos setores e segmentos da educação nacional, sobre a defesa do estado democrático de direito, da constituição federal de 1988, do PNE e de um projeto de Estado que garanta educação pública com a mais ampla abrangência, de gestão pública, gratuita, inclusiva, laica, democrática e de qualidade social para todos(as).

 

Confira abaixo todos os eixos:

Eixo II – PNE, Planos Decenais, SNE, políticas setoriais e direito à educação

Link para inscrição: https://sinpro25.sinprodf.org.br/eixo-ii-pne-planos-decenais-sne-politicas-setoriais-e-direito-a-educacao/

 

Eixo III – Educação, direitos humanos e diversidade: justiça social e inclusão

Link para inscrição: https://sinpro25.sinprodf.org.br/eixo-iii-educacao-direitos-humanos-e-diversidade-justica-social-e-inclusao/

 

Eixo IV – Valorização dos profissionais da educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde

Link para inscrição: https://sinpro25.sinprodf.org.br/eixo-iv-valorizacao-dos-profissionais-da-educacao-formacao-carreira-remuneracao-e-condicoes-de-trabalho-e-saude/

 

Eixo V – Gestão democrática e financiamento da educação: participação, transparência e controle social

Link de inscrição: https://sinpro25.sinprodf.org.br/eixo-v-gestao-democratica-e-financiamento-da-educacao-participacao-transparencia-e-controle-social/

 

Eixo VI – Construção de um projeto de Nação soberana e de Estado democrático em defesa da democracia

Link para inscrição: https://sinpro25.sinprodf.org.br/eixo-vi-construcao-de-um-projeto-de-nacao-soberana-e-de-estado-democratico-em-defesa-da-democracia/

 

Para quem quiser apenas acompanhar a 2ª Conape Distrital sem estar na sala do Zoom, basta clicar no link do YouTube a seguir: https://youtu.be/7Ovp8TtrIpY.

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