Aprovação das diretrizes orçamentárias para 2022 dá gás para campanhas do Sinpro-DF

A suposta falta de dotação orçamentária não pode mais ser argumento para o GDF deixar de quitar dívidas com a categoria do magistério público do DF. Aprovado nessa terça-feira (29/6), pela Câmara Legislativa, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022 (PL nº 1.930/21) autoriza o pagamento da última parcela do reajuste salarial e a realização de concursos públicos. Com isso, as campanhas “Ibaneis, cumpra a lei. Pague o que é nosso” e “Contrato é temporário. Concurso público é permanente” devem sem ampliadas pela categoria.

Lançada em abril deste ano, a campanha “Ibaneis, cumpra a lei. Pague o que é nosso” ganhou corpo após decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) que, por unanimidade, condenou o GDF a pagar a última parcela do reajuste salarial de 2012, devida desde setembro de 2015. Com a aprovação do projeto da LDO, o pagamento da parcela, que atinge 33 categorias de servidores públicos do DF, fica autorizado. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), se levados em consideração os valores devidos desde setembro de 2015, quando a tabela salarial atualizada deveria começar a valer, professores inseridos na classe A, com graduação, têm a receber do GDF, em média, R$ 18.800.

Embora o pagamento da última parcela do reajuste salarial conquistado em 2012 tenha sido determinado mais de uma vez pela Justiça, o GDF recorreu da última decisão do TJDFT. Entretanto, segundo a assessoria jurídica do Sinpro-DF, a medida é protelatória, para postergar, mais uma vez, o pagamento. De acordo com a assessoria, a ação de recorrer da decisão do Tribunal não altera em nada o que viabilizou a LDO.

“É hora de colocarmos força total na campanha ‘Ibaneis, cumpra a lei. Pague o que é nosso’. Várias pessoas já aderiram à campanha, e é preciso que essa adesão seja de todas e todos”, reforça a diretora do Sinpro-DF Letícia Montandon.

Para participar da campanha, escreva em uma folha de papel: Ibaneis, cumpra a lei! Pague o que é nosso, tire uma foto segurando o cartaz e envie para o WhatsApp do número 99323-8131. A foto deve ser mandada com nome completo, escola onde atua e, caso haja, link do perfil no Instagram e Facebook. O Sinpro-DF publicará as fotos nas redes sociais, marcando o governador Ibaneis Rocha. Outra ação é a pressão sobre o governador. Para isso, basta acessar a plataforma Educação Faz Pressão, que disponibiliza os links diretos das redes sociais do governador do DF, Ibaneis Rocha, permitindo que sejam enviadas mensagens diretas ao chefe do Executivo local. Não há limite de envio.

Concurso público
Outra campanha do Sinpro-DF é a “Contrato é temporário. Concurso público é permanente”. Com ela, o Sindicato denuncia o caráter multifacetado da contratação temporária, que implica em direitos desiguais para trabalhadores com a mesma função, ao mesmo tempo em que ataca as relações didático-pedagógicas, tornando-as fragilizadas diante da incerteza da continuidade das atividades. Com a campanha, o Sinpro-DF cobra a realização de concurso público para o magistério, que apresenta mais de duas mil vacâncias acumuladas apenas nos anos de 2020 e 2021.

Com a aprovação da LDO, foi autorizada a realização de pelo menos 22 concursos públicos, entre eles o específico para magistério.

“Essa é uma campanha que beneficia não só quem está no cadastro reserva do concurso de 2016 ou quem quer ser professor efetivo. É uma campanha em defesa da Educação pública de qualidade. Por isso, a campanha deve ter a adesão da categoria e demais membros da comunidade escolar”, avalia a diretora do SInpro-DF Letícia Montandon.

Para participar da campanha, basta fazer um vídeo de até 15 segundos ou tirar foto com cartaz dizendo porque você faz a defesa do concurso público para o magistério. Envie para o WhatsApp 9323-8131, informando nome e se é professora/or concursado, temporária/o ou está aguardando nomeação.

A autorização do pagamento da terceira parcela do reajuste salarial conquistado em 2012 e a realização de concursos públicos foi viabilizada por emendas parlamentares feitas ao Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, de autoria do Executivo local. O projeto foi aprovado com 18 votos favoráveis e prevê um total de R$ 2,5 bi para a educação.

 
 

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VACINAÇÃO | “Ações isoladas não podem tomar a proporção do todo”, diz Sinpro sobre possíveis irregularidades

A Secretaria de Saúde do DF informou que apura três denúncias relacionadas a professores da rede pública de ensino do DF que já teriam se imunizado contra a covid-19 e voltaram aos postos de saúde para receber a vacina da farmacêutica Janssen. Para o Sinpro-DF, antes de mais nada, as afirmações sobre as possíveis irregularidades só poderão ser realizadas após o término da apuração dos casos. Para além disso, é essencial ressaltar que, caso a má-conduta seja comprovada, essa não seria uma ação que representa o conjunto da categoria.

“Ações isoladas não podem tomar a proporção do todo. De modo geral, a categoria, como toda a população do DF, aguarda com ansiedade e seriedade a vez de se imunizar contra a covid-19. A consciência sobre a importância de tomar a vacina num momento em que o Brasil registra o número de mais de meio milhão de mortos pelo vírus nunca foi segregada ou banalizada pela categoria do magistério público. Desde o início da pandemia, estamos lutando para salvar nossas próprias vidas, a de nossos familiares e de toda a comunidade escolar. Com a chegada da vacina, empenhamos todos os esforços para que a imunização de todas e todos fosse um direito garantido. Essa é a realidade que define a categoria do magistério público do DF”, afirma a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

Segundo a Secretaria de Educação do DF, o nome de professoras/es que já tivessem se imunizado ou ao menos tomado a primeira dose da vacina contra a covid-19 não estaria nas listas específicas que começaram a ser publicadas no último dia 25 de junho, convocando a categoria, por regionais de ensino, a comparecer aos postos de saúde.

Segundo Rosilene Corrêa, o que é realmente flagrante é o problema de gestão que toma conta do DF. “Em meio à pior crise sanitária do século, falhas básicas são apresentadas por problemas de gestão que desgastam um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo. E isso não é culpa de nenhum servidor, mas de quem gerencia, de quem governa. Mesmo sendo a unidade da federação com menor população, o DF ocupa o 12º lugar na lista dos que já distribuíram o sistema vacinal completo e o 10º lugar quando analisadas as unidades da federação que aplicaram apenas a primeira dose da vacina contra a covid-19”, diz a sindicalista.

O Sinpro-DF reforça que, até agora, os estudos realizados mundialmente sobre a vacinação contra a covid-19 mostram que a imunização contra o vírus deve ser realizada com a mesma fabricante, em todas as fases. Não há dados de segurança nem de eficácia comprovados quanto à vacinação com vacinas de fabricantes distintos.

A luta para que trabalhadoras/es da educação fossem inseridas/os no grupo prioritário de vacinação contra a covid-19 foi realizada desde a descoberta da vacina que pode frear o coronavírus. Isso porque a Educação é área estratégica de qualquer sociedade e impacta seriamente em todos os setores de um País, para além de envolver não só a categoria em suas atividades, mas grande parte da população. Por isso, o Sinpro-DF segue atento à convocação das/os trabalhadoras/es em educação para a imunização contra a covid-19, até que todas e todos sejam vacinados.

 
 

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Sinpro-DF convoca a categoria para plenária, nesta quinta (1º/7), com EJA, Proem e Meninos e Meninas do Parque

O Sinpro-DF convoca a categoria para participar das plenárias por modalidade com os(as) profissionais da Educação de Jovens e Adultos (EJA), Escola do Parque da Cidade (Meninos e Meninas do Parque) e Programa Ensino Médio Inovador (EPC/Proem), nesta quinta-feira (1º de julho), às 19h. As plenárias seguem o calendário de mobilizações aprovado pela categoria na última Assembleia Geral virtual e é realizada por meio da plataforma Zoom.

 

 

Algumas das pautas a serem abordadas são a reforma administrativa (PEC 32); vacina; reivindicação por nomeações e concurso público; defesa do cumprimento, pelo GDF, da decisão do TJ (reajuste); homeschooling (em tramitação no Congresso Nacional); voucher (em tramitação na Câmara Legislativa do DF); além de outros temas e demandas específicas das modalidades.

 

 

Lembramos que é imprescindível a participação de todos(as) na reunião virtual porque somente com a participação de todos e todas temos força para enfrentar os desafios colocados para nossa categoria. Importante que cada um e cada uma compartilhem com os(as) colegas e nos grupos da sua escola e, sobretudo, reserve este momento na sua agenda para participar das plenárias. Caso algum(a) professor(a) não tenha disponibilidade no dia da sua modalidade, ele(a) poderá participar das próximas (confira o cronograma ao final da matéria).

 

 

Havendo atividades ou mobilizações na mesma data ou horário das plenárias, o Sinpro-DF poderá alterar o horário do encontro remoto. Caso isso aconteça, toda e qualquer mudança será informada em nossos canais de comunicação e redes sociais.

 

 

Para solicitar o acesso ao encontro remoto, entre em contato com os diretores do Sinpro-DF por dos telefones disponibilizados no card.

 

CUT convoca mobilização popular para este sábado (3) pelo “Fora, Bolsonaro”

Alex Capuano | CUT Brasil

 

Portal da CUT. Escrito por: Redação CUT

A Executiva Nacional da CUT divulgou nota nesta segunda-feira (28)  convocando trabalhadores e trabalhadoras e toda a sociedade para, com todos os cuidados necessários, como uso de máscaras e distanciamento social, participar do dia de mobilização organizada pela Campanha Fora, Bolsonaro marcada para o próximo sábado, dia 3.

Os dirigentes analisaram as mobilizações populares organizadas pela Campanha realizadas nos dias de 29 de maio, que 420 mil pessoas em 213 cidade brasileiras e 14 no mundo, 19 de junho, que reuniu mais de 750 mil pessoas em quase 450 cidades do Brasil e do mundo.

Para eles, a adesão cada vez maior da população aos atos indica aumento da indignação dos brasileiros e brasileiras contra o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) não só pela falta de ações concretas no combate à pandemia do novo coronavírus, mas também, como mostrou a CPI da Covid no Senado, descaso com denúncias de corrupção, que reforçou o texto do superpedido de impeachment do presidente, que será entregue na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (30). 

Leia mais:Denúncia de corrupção reforça superpedido de impeachment e atos contra Bolsonaro 

“Os fatos expostos pela CPI da Covid no Senado Federal, na última sexta-feira (25/06), vêm acrescentar à já conhecida incompetência do governo Bolsonaro e negação das recomendações da medicina e da ciência o ingrediente da corrupção na compra das vacinas, tornando ainda mais urgente a denúncia e a mobilização popular para dar fim a esse descalabro”, diz trecho da nota da Executiva Nacional da CUT.

Por isso, além do ato já marcado para o dia 24, os organizadores da campanha decidiram marcar o “#3JforaBolsonaro e reforçar o superpedido de impeachment com as novas denúncias feitas pelos irmãos Miranda – o servidor público do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, e o deputado Luís Miranda (DEM-DF) – de irregularidades na compra da vacina inidiana covaxin. Eles disseram que avisaram Bolsonaro antes da assinatura do contrato com a farmacêutica, mas ele nada fez.

“Não podemos, portanto, planejar a inadiável luta pelo fim do governo Bolsonaro como se esses elementos não existissem. A mobilização massiva, nas ruas, em meio a uma pandemia é um recurso extraordinário e que deve ser utilizado com cautela e atenção redobrada às orientações de segurança sanitária”, conclui a nota da Executiva Nacional da CUT.

A Campanha #ForaBolsonaro é formada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e pela Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades, entre elas a CUT, o Movimento dos Trabalhadores Sem terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Movimentos Populares (CMP) e a Uneafro Brasil. 

Confira a íntegra da nota

Orientações da Executiva Nacional da CUT para os atos de 03/07 – Fora, Bolsonaro

Prezados companheiros/as,

A CUT é uma das impulsionadoras da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, a partir de sua participação junto às Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e ao Fórum das Centrais Sindicais.

As mobilizações de 29 de maio e 19 de junho, convocadas pela Campanha com o apoio e participação da CUT, foram vitoriosas. Ampliamos a participação, multiplicamos o número de atos e nos conectamos ao sentimento de indignação popular com a trágica marca de meio milhão de mortes por Covid-19 no Brasil, atingida em 19 de junho, e que poderia ter sido evitada, se houvesse planejamento e vontade política por parte do governo federal. 

Ambas as mobilizações foram marcadas pelos cuidados dos participantes com os protocolos sanitários – o uso de máscara e álcool em gel – e pelo esforço geral de se evitar aglomerações, na linha do que orientamos aos trabalhadores e às trabalhadoras que optaram por comparecer aos atos. As redes sociais também foram importantes espaços de manifestação, em especial para quem optou por não ir às ruas. Desde então, as redes vêm dando sucessivas demonstrações de uma intolerância majoritária ao governo de Jair Bolsonaro.

Como reafirmamos em Nota da CUT divulgada no último dia 19, “esse governo não pode mais continuar dirigindo esse país. Os trabalhadores e trabalhadoras e o povo brasileiro não podem mais aceitar que esse genocídio continue. Que a fome e a miséria aumentem ainda mais. Conclamamos os parlamentares, os movimentos sociais, populares e democráticos a exigirem que o Congresso Nacional dê início ao processo de impeachment do presidente da República para pôr fim a esse governo, que é o único responsável pelas mais de 500 mil mortes que alcançamos hoje”.

Os fatos expostos pela CPI da Covid no Senado Federal, na última sexta-feira (25/06), vêm acrescentar à já conhecida incompetência do governo Bolsonaro e negação das recomendações da medicina e da ciência o ingrediente da corrupção na compra das vacinas, tornando ainda mais urgente a denúncia e a mobilização popular para dar fim a esse descalabro. Por isso, em decisão unânime, a Campanha Fora Bolsonaro definiu pela adição ao seu calendário de um novo dia de mobilização no próximo sábado, 3 de julho. ( #3JForaBolsonaro). 

A CUT se somará a essa mobilização, assim como já esteve presente e ajudou a organizar os atos de 29 de maio e 19 de junho. Seguiremos impulsionando a campanha e as demais datas de nossa agenda unitária de lutas, a exemplo da entrega do “superpedido” de impeachment nesta quarta-feira, 30, na Câmara dos Deputados, em Brasília. 

A ampla unidade que sustenta a Campanha Fora Bolsonaro está baseada na repulsa a esse governo criminoso, na defesa do SUS e da vacinação para todas as pessoas, na luta contra a fome e a carestia em defesa de uma política de empregos e do auxílio emergencial. Os acontecimentos e a participação nas manifestações têm demonstrado a relevância e o caráter estruturante das lutas contra o racismo, pelos direitos dos povos indígenas, em defesa dos serviços e empresas públicas e da impessoalidade na administração pública, atacada pela reforma Administrativa e pelas privatizações do governo Bolsonaro.

Compreendemos, no entanto, que o país permanece sob as graves consequências de uma pandemia e convive com a perda de quase 2 mil vidas pela Covid-19 todos os dias. Não podemos, portanto, planejar a inadiável luta pelo fim do governo Bolsonaro como se esses elementos não existissem. A mobilização massiva, nas ruas, em meio a uma pandemia é um recurso extraordinário e que deve ser utilizado com cautela e atenção redobrada às orientações de segurança sanitária.

Veja abaixo o Calendário da CUT:

  • 30 de junho – Entrega do “superpedido” de impeachment na Câmara dos Deputados  
  • 30 de junho – Reunião do Fórum das Centrais Sindicais 
  • 01 de julho – Reunião da Direção Nacional da CUT 
  • 03 de julho – Dia de Mobilização por Fora Bolsonaro 
  • 06 de julho, 9h30 – Reunião do Coletivo Nacional da Frente Brasil Popular (participam representantes das organizações nacionais e das Operativas estaduais da FBP) 
  • 24 de julho – Dia Nacional de Mobilização

 São Paulo, 28 de julho de 2021.

 

Executiva Nacional da CUT

Bolsonaro é recordista em gerar desemprego para o Brasil

Na última década, o desemprego nunca assolou tanto a vida de brasileiras e brasileiros como agora, no governo de Jair Bolsonaro. Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,8 milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão desempregadas/os e outros seis milhões desalentados (não procuram mais emprego por não terem esperança em conseguir). É por isso que a nova etapa da campanha “A culpa é dele” aborda o desemprego como um dos destaques da ação do Sinpro-DF.

Segundo a Pnad Contínua, comparado ao 4º trimestre de 2020, mais de 880 mil pessoas iniciaram a tormenta pela busca de um novo posto de trabalho para sustentar a si mesmo e a própria família. E esse número só não é maior porque milhares de pessoas desistiram de procurar emprego. De acordo com a pesquisa do IBGE, o número de desalentados cresceu 25,1% comparado ao mesmo período de 2020.

“Bolsonaro é culpado inclusive por roubar a esperança do povo. É muito triste ver que as pessoas, diante de tantos ‘nãos’, desistem de entrar no mercado de trabalho. Quando há chance de participar de uma seleção de emprego, tem gente que não tem dinheiro para pegar um ônibus e ir até o local da entrevista; ou não têm sequer roupa apropriada para comparecer. E muitas dessas pessoas são jovens, que poderiam estar transformando o Brasil”, comenta a diretora do Sinpro-DF Letícia Montandon.

Em uma de suas conversas com apoiadores, o presidente Bolsonaro chegou a dizer, sem nenhum pudor, que um dos motivos do desemprego no Brasil seria culpa do próprio povo, que não está preparado para fazer “quase nada”. O ex-comandante do Exército não comenta, entretanto, que a demora do governo federal para retomar políticas como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (Bem) produziu grave impacto negativo no cenário do mundo do trabalho.

Outro motor para o desemprego desenfreado é a ausência de investimentos públicos e a lenta vacinação contra a covid-19. Esses dois fatores estancam a economia e, consequentemente, tendem a aumentar ainda mais a taxa de desemprego.

Mesmo diante do desemprego recorde e da pior crise sanitária do século, Bolsonaro só liberou o auxílio emergencial de R$ 600 para as vítimas econômicas da covid-19 após forte pressão da oposição no Congresso Nacional e da sociedade civil, e mesmo assim vinculando o benefício a um pacote fiscal que atinge em cheio servidores e serviços públicos: a PEC Emergencial. Entretanto, neste ano, o auxílio é pago em parcelas que variam de R$ 150 a R$ 375.

“A culpa é dele”
A campanha “A culpa é dele”, do Sinpro-DF, foi lançada no dia 19 de junho, quando o Brasil ultrapassou o número de meio milhão de pessoas mortas pela covid-19. O objetivo da campanha é explicar à população, de forma didática, que tanto as milhares de mortes causadas pelo vírus como o desemprego, a fome, a miséria, o desalento, a crescente da violência, o medo têm um culpado: o presidente da república Jair Bolsonaro.

No lançamento da campanha, foi exposta no viaduto da rodoviária do Plano Piloto uma faixa de mais de 30 metros de largura, com os dizeres: “Mais de 500 mil mortos. A culpa é dele. Fora Bolsonaro”. Poucos minutos após a abertura do material, a polícia militar, que segue diretrizes do governo local, impôs a retirada da faixa.

Diante da gravidade do cenário e da exaustão do povo brasileiro frente ao caos em que se encontra o Brasil, o Sinpro-DF deu continuidade à campanha, reabrindo, em diversos locais do DF, essa e outras faixas que denunciam a política anti-povo de Bolsonaro.

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Sinpro-DF lança campanha contra Bolsonaro no dia em que Brasil registra 500 mil mortos pela covid-19

 

Secretarias de Aposentados(as) e de Formação oferecem curso “Desenvolvimento à moda brasileira – dinheiro e desigualdades na educação”

A Secretaria de Aposentados(as) do Sinpro-DF, em parceria com a Secretaria de Formação, lançam o Curso de Formação Política “Desenvolvimento à moda brasileira – dinheiro e desigualdades na educação”, que tem como recurso pedagógico o livro de mesmo título da Professora Mestre e Doutora em Educação Urânia Flores da Cruz Freitas. O curso tem como objetivo compreender como se deu o desenvolvimento brasileiro e suas relações com o campo da educação, visando a identificar suas bases estruturantes.

Serão discutidas as mudanças que ocorrem na economia mundial e, em especial, como as inovações tecnológicas influenciam as estruturas sociais. Um objetivo importante do curso é oferecer uma formação com foco a enfrentar os desafios atuais impostos pelas tecnologias, algo necessário para o fortalecimento da nossa categoria e dos aposentados e aposentadas que construíram e constroem a luta. “O curso traz uma perspectiva teórica mais aprofundada, pautada na tríade ação-reflexão-ação”, conta Luciana Custódio, da Secretaria de Formação do Sinpro. “É um investimento na luta em defesa da educação pública, já que os aposentados e aposentadas são imprescindíveis nela”, completa.

O curso será realizado à distância, 100% virtual, com suporte técnico da Secretaria de Formação. Terá formato modular (4 módulos), com carga horária de 300 horas, entre horas indiretas na Plataforma do Moodle e Aulas Virtuais na plataforma Zoom, diretamente, com a mediação da professora/autora Urânia Flores.

A metodologia está centrada na participação, por meio de dinâmicas organizadas a partir da leitura e interpretação do texto, baseada na ação-reflexão-ação a fim de situar a problemática estudada. Serão abertas 40 vagas. A realização do curso se dará mediante a formação da turma. “Nesse período de pandemia, os aposentados(as) terão a oportunidade de participar desse curso, trocar experiências e expressar suas ideias através do modelo virtual”, diz a professora Sílvia Canabrava, da Secretaria de Aposentados e Aposentadas do Sinpro.

A professora Urânia Flores da Cruz Freitas é autora de livros e artigos acadêmicos sobre ação pública, gestão pública, educação, trabalho, políticas públicas, direito à cidade, prospectiva estratégica e população em situação de rua. Atualmente, realiza estágio pós-doutoral na UnB, além de atuar como professora na Secretaria de Educação do DF.

Critérios para inscrição
– Estar em dia com o sindicato;

– Assinar o termo de compromisso com a jornada do curso (aulas virtuais e acesso à plataforma);

– Ter participado da reunião do coletivo de aposentados e aposentadas;

– As vagas remanescentes serão oferecidas para os demais interessados(as).

Período de Inscrição: de 21 a 30 de junho
Para se inscrever, acesse: https://sinpro25.sinprodf.org.br/desenvolvimento-a-moda-brasileira-dinheiro-e-desigualdades-na-educacao/
Para mais informações, procure as diretoras da Secretaria de Aposentados do Sinpro: Sílvia Canabrava (99271-7399), Consuelita Oliveira (99836-0396) e Elineide Rodrigues (99943-0217)

 
 

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SEE-DF anuncia novo processo seletivo para contrato temporário. Sinpro-DF cobra concurso

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que, com a Portaria nº 180, de 25 de junho de 2021, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) anunciou novo Processo Seletivo Simplificado (PSS) para a rede pública de ensino do DF.

A nova autorização é para realização do processo seletivo para professores(as) de contrato temporário para o ano letivo de 2022. A diretoria entende a necessidade da abertura deste processo seletivo simplificado, afinal, a contratação em formato temporário cumpre papel importante diante de afastamentos e licenças provisórias.

Entretanto, diante das mais de 2 mil vacâncias acumuladas nos anos de 2020 e 2021, e havendo, ainda, cerca de 350 professores e professoras no banco, é fundamental reivindicar nomeações e concurso público. Além dos desligamentos por aposentadoria, há que se considerar a ampliação da rede, que resulta em mais demanda por profissionais de Educação. A última vez que houve concurso para professor(a) de Educação Física, por exemplo, foi em 2013. Hoje, a SEE-DF conta com cerca de 10 mil professores(as) em regime de contrato temporário. Concursados, são cerca de 27 mil.

Confira a página 3 do DODF na qual foi publicada a portaria. Acesse o PDF completo aqui

EDITORIAL || O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ e a luta por respeito e inclusão

A luta pelo direito ao respeito e à inclusão social é uma das principais marcas da classe trabalhadora em qualquer lugar do mundo. É uma das reações legítimas dos movimentos sociais e sindical contra a profusão de formas de preconceito e de discriminação criadas, pela economia capitalista, para excluir segmentos sociais dois direitos aos bens do planeta. Dentre esses movimentos de resistência, destaca-se a luta dos LGBTQIA+.

 

Um dos principais momentos da luta desse segmento é o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Celebrada no dia 28 de junho, a data representa a resistência desse movimento e remete, mundialmente, à luta pelo respeito e promoção da equidade social e profissional, à diversidade e à identidade de gênero e pelo direito à escolha da própria orientação sexual sem que isso signifique exclusão e assassinatos.

 

Centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, em todos os tempos e ainda hoje são, sistematicamente, excluídas do usufruto dos direitos sociais e até mesmo à vida pelo simples fato de serem LGBTQIA+. Os assassinatos são cotidianos. O Brasil é considerado um dos países que mais discrimina e mata pessoas LGBTQIA+ no mundo.

 

Um relatório da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA), divulgado em maio deste ano, o Brasil ocupa o primeiro lugar, nas Américas, em quantidade de homicídios de pessoas LGBTQIA+ e também é o líder em assassinato de pessoas trans no mundo. Dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) dão conta de que, a cada 19 horas, uma pessoa LGBTQIA+ é assassinada no País.

 

A Rede Trans Brasil informou, também em maio de 2021, que a cada 26 horas, aproximadamente, uma pessoa trans é morta no Brasil e que a expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos. Por isso, o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ se estendeu para o ano todo e elegeu o mês de junho ao Mês do Orgulho LGBTQIA+.

 

Isso sem contar as dificuldades enfrentadas no p social devido a pandemia da Covid-19,  que aprofunda ainda mais os problemas de violência e de discriminação  sofridos pela população LGBTQIA+. As(os) estudantes e professoras(as) vêm sofrendo opressões dentro de suas casas, nos relacionamentos virtuais e nas aulas remotas. Reconhecer a nossa história, resistir para existir e lutar por uma escola e um mundo sem LGBTQIAfobia é fundamental para termos uma sociedade mais justa.

 

Todo ano, durante o mês de junho, o Sinpro-DF, por meio de sua Secretaria para Assuntos de Raça e Sexualidade, participa e protagoniza comemorações da comunidade LGBTQIA+ na educação e fora dela. E também celebra o #Orgulho de várias maneiras diferentes. Nesta quarta feira (30), às 19h, acontecerá uma atividade a ser realizada pelo Sinpro-DF e pelo Coletivo LGBT da CUT – “Orgulho e desafios no mundo trabalho: LGBTQIA+, transmitidas  pelas redes sociais do sindicato, a entidade reafirma e divulga as diretrizes do Currículo em Movimento da Educação Básica, para mostrar aos(às) profissionais da rede pública de ensino que é legítimo e obrigatório promover o respeito à diversidade nas escolas públicas do Distrito Federal.

 

Também divulgou, na semana passada, o lançamento do Almanaque LGBTQIA+, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Brasil, e disponibilizado neste link, o qual esclarece todas as dúvidas sobre a luta dos LGBTQIA+ nos locais e mundo do trabalho.

 

Revisitando a história

 

O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, é comemorado em 28 de junho em referência à Rebelião de Stonewall, ocorrida em 1969, quando gays, transexuais e drag queens protestaram contra uma ação violenta de policiais nova-iorquinos que queriam fechar um bar que reunia a comunidade.

 

Conta-se que, na virada do dia 28 para 29 de junho de 1969, frequentadores do bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, iniciaram uma manifestação que durou seis dias, com protestos contra as batidas e revistas policiais em bares da comunidade LGBTQIA+. Aliada à onda de manifestações contra a Guerra do Vietnã e por direitos civis, a mobilização confrontou a repressão e deu origem ao Dia da Libertação Gay, em 1970, conhecida como a primeira Parada do Orgulho LGBTQIA+ da história.

 

Relatos históricos informam que, nesse dia, 28 de junho de 1969, a polícia de Nova Iorque chegou com um mandado para inspecionar o bar Stonewall Inn, como fazia regularmente. Como desta vez o donos do bar não foram avisados, quando a polícia chegou, prendeu 13 pessoas, de funcionários a frequentadores.

 

Dessa vez, a agressão dos policiais fez um efeito contrário, em vez de dispersar a multidão, insuflou uma reação das pessoas que estavam fora do bar e nas ruas contra aquela ação repressora. Elas se juntaram e, segundo relatos de pessoas que estavam em Stonewall, ao tentar prender uma mulher LGBT, o policial acabou por bater a cabeça dela na viatura e ela começou a pedir apoio do restante do grupo, gritando para que as pessoas começassem a jogar os materiais em volta nos policiais.

 

Em pouquíssimo tempo, a rebelião começou, a polícia teve de se proteger dentro do bar e os manifestantes continuaram até outros policiais e bombeiros chegarem ao local. Depois deste episódio, manifestações nos arredores da cidade ocorreram por cinco dias e envolveram milhares de pessoas.

 

 

O direito à diversidade no Currículo em Movimento da Educação Básica do DF

 

Desde antes de 1969, a população LGBTQIA+ reivindica seu direito ao respeito e inclusão. Embora de forma lenta, as conquistas relacionadas a esse direito têm sido consolidadas nas instituições públicas e transformadas em lei. Apesar de o País estar vivendo um governo autoritário, preconceituoso e fundmentalista no campo da educação, as leis existem e definem como deve ser a educação pública brasileira perante a diversidade.

 

Na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), por exemplo, o respeito à diversidade é um dos pilares do conteúdo ministrado pelo magistério público. As escolas precisam discutir nas Coordenações Coletivas a melhor forma para que os professores se apropriem destes conteúdos, e que estes sejam trabalhados em sala de aula a fim de promover, cada vez mais, uma educação pública, gratuita, laica, libertadora, crítica, democrática, inclusiva e socialmente referenciada.

 

Clique no título, a seguir, e acesse o Currículo em Movimento da Educação Básica da SEE-DF 

 

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STF REFORÇA CONSTITUCIONALIDADE DA ABORDAGEM DE GÊNERO EM ESCOLAS

 

PALÁCIO DO PLANALTO VOLTA A AFRONTAR O DIREITO À IGUALDADE DE GÊNERO

 

 

 Acesse também o Almanaque LGBTQIA+ da CUT Brasil

 

Você sabe o que significa as letras LGBTQIA+? Confira a seguir do Almanaque LGBTQIA+ da CUT Brasil:

 

 

 

 
 

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SEE envia folha suplementar para pagamento de sábados trabalhados aos professores temporários

A diretoria do Sinpro-DF informa que a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE) enviou para a Secretaria de Economia do GDF, nessa sexta-feira (25), a folha suplementar autorizando o pagamento dos sábados trabalhados para os(as) professores(as) em contrato temporário. O sindicato vinha cobrando insistentemente a resolução deste problema, que é recorrente e vem se arrastando desde março.

A secretaria preferiu não dar uma data para o pagamento, mas nesta segunda-feira (28) a folha suplementar será aberta e, caso não tenha nenhum erro, o pagamento será feito na próxima semana. Onze mil professores(as) receberão e a partir de agora os sábados serão pagos na folha regular.

 

Folha 12

O governo também informou que nessa sexta-feira (25) também foi fechada a Folha 12, referente a 2020, e os(as) professores(as) temporários(as) que encaminharam a sua declaração deverão receber o valor devido, provavelmente, na próxima semana.

 
 

MATÉRIA EM LIBRAS

Delegados sindicais participam de plenária na próxima segunda (28)

 


O Sinpro-DF convida a categoria para participar das plenárias por modalidade com os(as) delegados(as) sindicais. A plenária será na próxima segunda-feira (28), às 19h, e segue o calendário de mobilizações aprovado pela categoria na última Assembleia Virtual e é realizada por meio da plataforma Zoom.

Algumas das pautas a serem abordadas são a reforma administrativa (PEC 32); vacina já; reivindicação por nomeações e concurso público; defesa do cumprimento, pelo GDF, da decisão do TJ (reajuste); além dos debates e demandas específicas das modalidades.

Lembramos que é imprescindível a participação de todos(as) no encontro remoto. Compartilhe com seus colegas e nos grupos da sua escola, e reserve este momento na sua agenda para participar das plenárias. Caso algum(a) professor(a) não tenha disponibilidade no dia da sua modalidade, ele(a) poderá participar das próximas (confira o cronograma ao final da matéria).

Havendo atividades ou mobilizações na mesma data ou horário das plenárias, o Sinpro-DF poderá alterar o horário do encontro remoto. Caso isso aconteça, toda e qualquer mudança será informada em nossos canais de comunicação e redes sociais.

Para solicitar o acesso ao encontro remoto, entre em contato com os diretores do Sinpro-DF por dos telefones disponibilizados no card.

 

 

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