Após seis meses de campanha do Sinpro-DF, imunização contra a Covid-19 ainda é lenta

No início do ano, o Sinpro-DF lançou a campanha Educação exige vacina para todos, idealizada com o objetivo de cobrar do Governo do Distrito Federal (GDF) responsabilidade e respeito com a vida da população, gravemente ameaçada pela Covid-19. Desde então, a campanha vem sendo divulgada em outdoors em todo o Distrito Federal, em caminhões que circulam pelas cidades e em meios de comunicação, mas passados seis meses, a imunização continua lenta.

A campanha, que será permanente até que todos(as) estejam vacinados(as), defende que toda a população receba as doses do imunizante; uma quantidade maior de vacinas; e que a educação seja imunizada. Com a eminência do retorno presencial das aulas na rede pública, o GDF precisa potencializar a campanha de vacinação, atuando de forma mais efetiva na imunização de todos(as), já que o retorno presencial está diretamente condicionado à categoria estar totalmente vacinada.

Se olharmos o mapa de imunização no Brasil, o Distrito Federal está em uma posição inferior a outros estados brasileiros, exemplo de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Estes três estados, por exemplo, já estão com a faixa etária de vacinação bem abaixo da capital federal. Isto mostra que apesar da política desastrosa do governo federal, que não investiu na compra de imunizantes no momento certo e vem tratando a pandemia com total desdém, alguns governos têm investido na imunização de sua população, fato que o governo do DF também deveria fazer.

É importante ressalta que apesar de alguns estados estarem à frente de outros no plano de vacinação, a realidade do Brasil é extremamente distante de diversos países, que já vacinaram mais de 60% de sua população. Hoje, nós não chegamos sequer aos 15% de imunização.

O Sinpro-DF segue atento à convocação dos(as) trabalhadores(as) em educação para a imunização contra a Covid-19, até que todas e todos sejam vacinados. Todas as vidas devem ter o mesmo valor e o mesmo cuidado, pois viver é um direito e nada pode mudar isso.

 

Assista ao vídeo

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Manifestação contra Bolsonaro, no sábado (3), lota a Esplanada dos Ministérios

 

 

 

Um dia após a oposição apresentar o “superpedido” de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), com 271 páginas e que atribui 23 crimes de responsabilidade a ele, milhares de brasileiros foram às ruas, no sábado (3), para exigir o impeachment do Presidente.

 

Um levantamento prévio da Campanha Nacional Fora Bolsonaro e das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo dá conta de que mais de 800 mil pessoas participaram dos protestos em 312 cidades no Brasil e 35 no exterior foram às manifestações.

 

Brasília também lotou a Esplanada dos Ministérios e as redes sociais. Confira, ao final desta matéria, as fotos da manifestação. Na capital do País, o ato público começou às 16h, do sábado (3), e adentrou a noite.

 

 

 

Terceira onda

 

A terceira onda de manifestações, a exemplo das anteriores, nos dias 29 de maio e 19 de junho, deu um recado direto ao Congresso Nacional, especialmente ao presidente da Câmara dos Deputados, Arhur Lira (PP-AL), que está ignorando os pedidos de impeachment: o povo quer a destituição do presidente e tem muitas razões para isso. Em muitas cidades do País, Lira foi tratado como cúmplice de genocídio.

 

 

Muitas pessoas que perderam entes queridos levaram cartazes com os recados diretos. Em São Paulo, uma garotinha com um cartaz escrito “Cadê a vovó?” causou revolta e comoção na Internet. A avó poderia estar viva se Bolsonaro não tivesse negligenciado o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, se tivesse comprado as vacinas em tempo hábil e realizado tantas outras ações que um Presidente da República tem por obrigação realizar em tempos de pandemia.

 

 

Os atos foram convocados pelas centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos e também explodiram nas redes sociais com recados para o deputado federal e presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que é quem pode encaminhar a destituição do pior Presidente da história do Brasil.

A manifestação foi pacífica, mas, determinada. Além das mais de 800 mil pessoas nas ruas, houve participação massiva nas redes sócias. O internauta Fabio Malini, do Mídia Ninja, deu uma notícia imporante: “Às 18h, os atos #3JForaBolsonaro bateram mais de 500k de postagens no Twitter. De novidade, a redução do escudo bolsonarista na plataforma em relação ao #19JForaBolsonaro. Nessa hora, naquele dia, eram 25% das interações dos RTs batendo nos protestos. Hoje, 9% (marrom)”.

 

 

O protesto foi contra a condução desastrosa de Bolsonaro em todos os aspectos, tanto na economia por causa da opção por uma política econômica neoliberal, que transforma com as reformas constitucionais (anticonstitucionais), apressadamente, o Brasil em neocolônia dos EUA e de outros países imperialistas, como no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 525 mil pessoas, que não dá para ignorar.

 

Para o Sinpro-DF, centrais sindicais, movimentos populares partidos políticos, cujos parlamentares não compactuam com o governo, passou da hora de o presidente da Câmara desengavetar os mais de 120 pedidos de impeachment protocolados na Casa Legislativa, incluindo aí o superpedido de impeachemant, protocolado na sexta-feira (2).

 

 

Na manhã desta segunda-feira (5), os petistas Fernando Haddad e Rui Falcão (SP) impetraram um mandado de segurança para obrigar Arthur Lira (PP-AL) a, no mínimo, analisar um dos pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro. O mandado foi distribuído para a ministra Carmen Lúcia.

 

Por isso, mais 340 atos foram realizados neste sábado. As mobilizações reivindicaram também comida no prato e vacina no braço, auxílio emergencial de R$ 600, contra as privatizações, denunciam o genocídio, a miséria, fome, desemprego, retirada de direitos e vários ataques do governo, tudo isso capitaneado por Bolsonaro.

 

Confira imagens a seguir:

 

 

Sinpro-DF convoca a categoria para Assembleia Geral virtual na terça-feira (6/7)

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca a categoria do Magistério Público do Distrito Federal para a Assembleia Geral (AG) virtual, na terça-feira (6/7), às 16h. O acesso se dará pelo aplicativo do Sinpro-DF no link https://app.sinprodf.org.br/ (saiba mais abaixo). A participação de todas e todos é fundamental para continuar organizando a nossa luta.

 

A Assembleia Geral faz parte de uma sequência de iniciativas e mobilização da categoria em 2021, cuja pauta discutirá reforma administrativa; PL 5.595/20 (que torna as atividades educacionais serviços essenciais, obrigando retorno presencial); vacinação e perspectivas de retorno às aulas presenciais; novas nomeações; campanha por concurso público; pagamento da sexta parcela (reajuste de 2012); homeschooling (em tramitação no Congresso Nacional); voucher (em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal); e informes da comissão de negociação do Sinpro-DF.

 

Orientações

Para participar da Assembleia Geral do Sinpro-DF, basta clicar no link https://app.sinprodf.org.br/. O endereço é do aplicativo do sindicato e sua instalação para participar da Assembleia é opcional. Ao clicar no link, por um computador de mesa ou qualquer dispositivo móvel, o(a) participante acessará o App (aplicativo), no qual terá acesso ao botão “Assembleia”.

 

O aplicativo também disponibilizará espaço para inscrição de falas, além de possibilidade segura para que cada participante registre seu voto nos temas encaminhados.

 

Embora o download do aplicativo do Sinpro-DF não seja obrigatório, quem optar por deixá-lo permanentemente no próprio dispositivo poderá ter mais facilidade para atualizar dados cadastrais e agilizar a carteirinha de associado. Professores(as) com contrato temporário também poderão baixar o boleto da trimestralidade de associado(a). Clique AQUI e veja o passo a passo para instalar o App da(o) Professora(or) em seu dispositivo. Ou acesse o tutorial no canal do YouTube do Sinpro-DF a seguir:

 

 

 

 

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Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial | a persistência do racismo na sociedade

A discriminação racial está há anos enraizada na base social e política brasileira. A grande maioria de brancos, com suas regalias, impõe suas opiniões preconceituosas contra os direitos dos negros. Porém, um país onde o governo atual ataca as oportunidades ofertadas ao povo preto deve tornar ainda mais intensa a luta contra a discriminação que perdura na sociedade presente.

A crescente desigualdade e o preconceito, muitas das vezes “velados”, revelam uma realidade triste para os mais de 56% de brasileiros negros no país. De acordo com o Atlas da Violência 2020, realizado pelo  Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a taxa de homicídios de negros cresceu 11,5% de 2008 a 2018, enquanto a de não negros caiu 12%, revelando um grande descaso nas iniciativas políticas quanto ao aumento anual desses números.

O Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial marca mais uma luta contra o racismo no Brasil. A data foi instituída após a aprovação da primeira lei contra o preconceito racial no país, há 70 anos, em 3 de julho de 1951. A Lei nº 1.390  estabelecia como contravenção penal qualquer prática de preconceito por cor ou raça. Em 1985 a lei foi modificada e as práticas racistas passaram a ser consideradas como crime inafiançável e a pena foi ampliada para até cinco anos de prisão. No entanto, mesmo com a evolução na legislação ao longo destes anos, o racismo ainda é um crime com penas brandas. A cor da pele ainda continua sendo um símbolo constante de discriminação no país

(Foto: Arquivo pessoal)

Segundo a diretora do Sinpro Marcia Gilda, há quem diga que o Brasil é miscigenado e que as raças vivem em harmonia. “Isso é uma grande mentira , prova disso é este levante de pessoas contra as políticas públicas de reparação, como, por exemplo, as cotas para universidades e concursos públicos. O racismo está de forma sutil em todos os espaços da sociedade, resultado de uma branquitude que selecionou negros como inferiores e indignos de qualquer conquista. O racismo é uma questão de poder, porque ele seleciona, maltrata e mata.”

Porém, é só olhar os dados presentes em pesquisas e os constantes casos em noticiários para perceber a desigualdade absurda que separa negros em diversos cenários, enquanto crianças e jovens,   Um exemplo recente foi o da jovem negra Maíza Teresa de Oliveira, de 19 anos, vencedora do concurso de beleza “Rainha da Cidade”, em Santo Antônio do Amparo, Minas Gerais. A jovem foi hostilizada por uma senhora branca que compartilhou áudios com ofensas racistas nas redes sociais, criticando a vitória de Maíza na competição.

Resistência

Marielle Franco foi uma das grandes vozes na luta contra o racismo. Ao longo de sua vida, ela demonstrou compromisso com as favelas, a justiça social, o combate ao racismo e ao machismo. Marielle foi a quinta vereadora mais votada na primeira eleição que disputou, e seu mandato era feito de forma coletiva, promovendo não só a ampla participação na política, mas especificamente trazendo negras e negros, mulheres e LGBTQI+ para esses espaços que lhes foram historicamente negados. Enquanto mulher negra, a vereadora e socióloga sempre deixou evidente que as discriminações raciais estão no epicentro das desigualdades no Brasil. Segundo ela, dentro de um sistema ainda atravessado pelo preconceito, os cidadãos negros e pobres continuam sendo os principais alvos da violência e da discriminação.  “Falar de raça é falar da dominação e escravização de um povo, do apagamento, silenciamento e retirada da sua humanidade. Falar sobre raça é falar sobre a desigualdade que estrutura a nossa sociedade até hoje.” Defendia Marielle.

(Foto: Hysteria)

Com isto, os movimentos sociais erguem a voz em defesa de um Brasil livre e sem preconceitos, uma força histórica que reivindica os direitos roubados do povo preto , na luta contra um governo fascista e opressor que dissemina a desigualdade e o ódio. O país vive uma série de casos absurdos marcados por discursos repulsivos e preconceituosos, que abomina as diferenças e incentiva a segregação racial

 

 

 

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Após carta ao MPDFT, Sinpro entrega documento ao MPT por apoio a um retorno presencial seguro na rede pública

Diante do caos que o Brasil vive, fruto da pandemia da Covid-19, todo cuidado e precaução às vésperas da volta às aulas presenciais na rede pública de ensino do DF é extremamente necessário. Com isto em mente, o Sinpro enviou uma carta ao Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitando apoio do órgão para que todos os mecanismos sanitários e de proteção para professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes, profissionais da educação e a comunidade escolar em geral sejam respeitados e estejam funcionando e disponíveis para todos(as).

Na última semana o sindicato enviou uma carta para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), pedindo apoio para a mesma causa. O documento gerou uma reunião com o órgão, que elogiou a atitude do Sinpro e se prontificou em ajudar nesta fiscalização, com o objetivo de evitar o aumento no número de infectados e de mortos pelo novo Coronavírus.

Esta é uma pauta comumente debatida com o governo, visto a preocupação com a categoria e com a comunidade escolar em geral, ponto que, infelizmente, ainda não tem sido providenciada. Atualmente nenhuma escola pública do Distrito Federal foi preparada com os equipamentos de proteção para receber a comunidade escolar, comunidade esta que soma mais de meio milhão de pessoas, boa parte delas em total estado de vulnerabilidade.

Reconhecemos o prejuízo pedagógico que o conjunto dos estudantes da rede pública de ensino estão sofrendo com o formato de aulas remotas, mas também alertamos para o perigo que é o retorno presencial sem os devidos EPI’s e sem que os profissionais da carreira magistério público do DF tenham sidos vacinados.

 

Clique aqui e confira a carta na íntegra.

 
 

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SINPRO DISPONIBILIZA VÍDEO SOBRE O GDF SAÚDE: TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O PLANO DE SAÚDE

Professor(a) e orientador(a) educacional, você já conhece o GDF Saúde, plano de saúde para os(as) servidores(as) públicos do Distrito Federal? Para que a categoria possa ter todas as informações necessárias, o Sinpro produziu um novo vídeo para tirar as suas dúvidas.

Além de um histórico abordando a luta da categoria por um plano de saúde, o vídeo ainda apresenta pontos importantes, exemplo das características do GDF Saúde; abrangência; quem pode fazer parte; carência; portabilidade ou migração; valores; coparticipação; se vale a pena aderir, além de outras informações importantes.

 
 

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DODF publica portaria para processo seletivo para contratação de professores substitutos

O Sinpro-DF informa que foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) dessa sexta-feira (02), uma portaria visando a contratação temporária de professores(as) substitutos(as) para a Secretaria de Educação (SEE). O documento determina a retomada dos trabalhos da comissão organizadora para a realização de Processo Seletivo Simplificado.

A portaria autoriza a contratação temporária para o ano letivo de 2022, mas segundo o documento, as contratações poderão ser prorrogadas para o ano letivo de 2023. A SEE limitará as vagas para 340.000 horas semanais e ao montante anual autorizado para o presente exercício. Apesar da autorização, a contratação estará condicionada à disponibilidade orçamentária e financeira no exercício e deverá seguir as adequações orçamentária e financeira da nova despesa à Lei Orçamentária Anual e sua compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O sindicato entende e conhece a necessidade da abertura deste processo seletivo simplificado, afinal, a contratação em formato temporário cumpre papel importante diante de afastamentos e licenças provisórias. Porém, diante das mais de 2 mil vacâncias acumuladas nos anos de 2020 e 2021, e havendo, ainda, cerca de 360 professores(as) no cadastro reserva do último concurso de 2016, é fundamental reivindicar nomeações e novos concursos públicos.

Além dos desligamentos por aposentadoria, há que se considerar a ampliação da rede, que resulta em mais demanda por profissionais de Educação. A última vez que houve concurso para professor(a) de Educação Física, por exemplo, foi em 2013. Hoje, a SEE conta com cerca de 10 mil professores(as) em regime de contrato temporário. Concursados, são cerca de 27 mil.

 
 

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CTs | Confira quanto você vai receber pelos sábados letivos

Nessa quinta-feira (1º/7), a SUGEP lançou no sistema Khronos a prévia do pagamento do mês de julho para professoras/es em regime de contrato temporário. A prévia inclui os sábados letivos trabalhados nos meses anteriores. A previsão é de que a folha suplementar seja paga no dia 7 de julho, quinto dia útil do mês.

“A indicação do pagamento dos sábados letivos é importante, pois o problema já dura praticamente um semestre letivo. Mas lembramos que só podemos realmente entender a situação como resolvida após o crédito dos valores na conta dos professores e das professoras. A Comissão de Negociação realizou cobrança permanente junto ao governo, sempre levando os encaminhamentos tirados nos vários encontros do nosso Coletivo de Professores em Contrato Temporário. Mesmo sem o pagamento correto dos nossos salários nos meses anteriores, seguimos cumprindo nosso compromisso com os estudantes. Nossa luta não se encerra aqui e continuaremos caminhando juntos, com muita responsabilidade. Convidamos os demais colegas em CT a se somarem”, afirma a diretora do Sinpro-DF Carolina Moniz, professora temporária.

Ela alerta que, na prévia do contracheque, os lançamentos foram feitos com a nomenclatura “ajuste calendário escolar”, e o “repag” é referente aos sábados trabalhados. No documento, os lançamentos foram feitos do mês mais recente para o mais distante.

Veja abaixo a tabela simplificada com os valores dos sábados letivos trabalhados mais a GAPED, de março a julho. A tabela é referente à jornada de 40 horas semanais (30 aulas na grade horária sem janelas).

REPAG AJUSTE CALENDÁRIO ESCOLAR

Março
Sábados trabalhados: 13 e 27
Valor sobre salário Contr. Temporário: R$ 335,55
Valor sobre GAPED: R$ 100,67

Abril
Sábados trabalhados: 10 e 24
Valor sobre salário Contr. Temporário: R$ 350,81
Valor sobre GAPED: R$ 105,24

Maio
Sábados trabalhados: 8 e 29
Valor sobre salário Contr. Temporário: R$ 367,51
Valor sobre GAPED: R$ 110,25

Junho
Sábado trabalhado: 19
Valor sobre salário Contr. Temporário: R$ 175,40
Valor sobre GAPED: R$ 52,62

Julho
Sábado trabalhado: 10
Valor sobre salário Contr. Temporário: R$ 175,40
Valor sobre GAPED: R$ 52,62

Professoras/es em regime de contrato temporário que cumprem jornada diferente da de 40 horas semanais poderão conferir quanto devem receber pelos sábados letivos trabalhados com na planilha criada pelo Sinpro-DF com a ajuda da professora temporária Lumena Paula. A ferramenta utiliza a nova metodologia de pagamentos aplicada desde 2020. Acesse a planilha AQUI

Coletivo
Temas específicos sobre contratos temporários e a organização das ações do grupo são discutidas no Coletivo de Professores/as em Contrato Temporário. Para participar, acesse https://t.me/joinchat/8PC9JDBfJ-AzNzkx

 
 
 

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Deputado denunciado por corrupção com vacina Covaxin ataca e ofende professores da rede pública

Em abril, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) disse à mídia que “só professor não quer trabalhar na pandemia”. Dois meses depois, graças à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia da Covid-19, o Brasil descobriu como é o trabalho dele. Segundo a imprensa, Ricardo Barros é acusado de ser o chefe do esquema de corrupção por trás da compra da Covaxin e que atua “com negócios privados com dinheiro público, lucros e propinas em troca de vidas humanas”.

 

O próprio Presidente da República, que o escolheu para líder do governo, e seus colegas de Centrão, como o deputado Luís Miranda (DEM-DF), apontaram seu envolvimento no caso de corrupção nas compras de vacinas Covaxin e outras, que deveriam compor o rol de imunizantes para combater o avanço descontrolado e sem política pública da pandemia do novo coronavírus.

 

Ele também está envolvido na denúncia acerca do suposto pedido de propina feito pelo diretor do Departamento de Logística (DLOG) do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, que teria negociado vacinas da AstraZeneca com a empresa Davati Medical Supply. Nessa negociação, o funcionário queria receber 1 dólar por dose de vacina, ou seja, queria pôr em curso a “rachadinha da vacina”, como vem sendo divulgada essa corrupção. Demitido nesta semana, Roberto Dias foi indicado para o Ministério da Saúde por Ricardo Barros.

 

Além de dizer que professor não quer trabalhar, ele também expressou seu ódio de classe, seu desconhecimento sobre a realidade laboral dos(as) professores(as) da rede pública do Brasil e seu cinismo “de casta política privatista que joga para o público se dizendo preocupada com a educação” com outras ofensas, tais como: “O professor não quer se modernizar, não quer se atualizar. Já passou no concurso, está esperando se aposentar, não quer aprender mais nada”.

 

Barros é o condutor da maioria de parlamentares do Congresso Nacional obediente no sentido de defender seus próprios interesses e de blindar o presidente Jair Bolsonaro contra o impeachment. Elevado a deputado mais poderoso no Parlamento, ele foi alçado a representante de Bolsonaro perante o Centrão, um grupo grande de políticos que usa o Congresso Nacional como balcão de negócios privados e que proferem declarações desse tipo como fórmula de efeito para alinhavar um fundamento que sustente seu objetivo e sua presença na política nacional: a de privatizar serviços essenciais e fundamentais para a população, como educação e saúde.

 

Ele é um dos grandes apoiadores da PEC 32/2020. Ou seja, faz parte do grupo de políticos que “trabalha” para o desmonte do Estado nacional por meio de reformas à Constituição entreguistas, que transformam o Brasil em neocolônia de países ricos e de empresas multinacionais, como a reforma administrativa, contrária aos interesses do País. O Sinpro-DF tem explicado, sistematicamente, com comprovações, que o objetivo dessa reforma é justamente acabar com a estabilidade para dar aos políticos semelhantes a ele o poder de perseguir, demitir e até assassinar servidores que denunciam falcatruas com dinheiro público, como essa corrupção com a compra da vacina Covaxin e outras, e transformar os cargos públicos em objeto de lucro.

 

Pandemia ampliou a jornada de trabalho dos professores

 

Ricardo Barros é desses parlamentares eleitos em 2018 que querem desqualificar os(as) servidores(as) públicos(as) para justificar seus crimes e, ao mesmo tempo, privatizar a Administração Pública. Para ele é importante esconder, por exemplo, a intensificação absurda a que os professores da rede pública de ensino brasileira foram submetidos desde o primeiro dia da pandemia. Uma pesquisa do Sindicato dos Professores do Estado do Rio de Janeiro (ASDUERJ) confirma essa intensificação. E vai mais além, constata e denuncia a uberização, youtuberização e vários outros tipos de precarização do trabalho docente.

 

Dirigida pela professora e diretoria da Asduerj, Amanda Moreira, o levantamento identificou a intensificação que acontece na vida do(a) professor(a) por causa dessa imbricação que ocorre entre vida e trabalho, essa não separação de casa e trabalho e, ao mesmo tempo, um aumento considerável da jornada. “A gente já vinha identificando no nosso movimento docente, nas plenárias, nas assembleias, e a gente resolveu fazer a pesquisa para ter, de fato, esses dados”, afirma.

 

Doutora em educação, Amanda é pesquisadora, na Uerj, do tema da precarização do trabalho docente no Brasil em todos os níveis, incluindo aí a educação básica. Ela coordenou a comissão da pesquisa e afirma que “identificamos intensificação do trabalho quando 44,7% dos docentes afirmaram que trabalharam entre 9h e 12h por dia e, 14%, declaram que trabalharam mais de 12 horas por dia”, diz.

 

Na demonstração dos resultados, ela afirma que, “considerando que a maior parte dos professores são 40 horas, ou seja, uma carga horária diária de 8 horas, a gente vê que grande parte dos docentes está trabalhando muito além da carga horária contratual”. Apenas 35% dos respondentes disseram que ficaram dentro da carga horária: dentro das 8 horas diárias.

 

Outro dado constatado foi o de que 71,6% dos participantes responderam que houve aumento da sua carga horária de trabalho em comparação com a períodos anteriores à pandemia do novo coronavírus. “É importante ter essa diferenciação, quando a gente faz essa pergunta, para entender essa diferença, visto que já havia uma intensificação do trabalho docente em períodos anteriores à Covid-19. Só que, com a pandemia, aumentou ainda mais e os próprios docentes reconhecem”, analisa a professora.

 

Além disso, 35% afirmou que trabalhou nos fins de semana sempre; 36% afirmou que trabalhou frequentemente nos fins de semana; 20% respondeu que trabalhou algumas vezes; apenas 6% dos respondentes afirmaram que, raramente, trabalharam nos fins de semana; e, apenas 2% afirmou que nunca trabalhou nos fins de semana. Nos feriados, foi a mesma coisa: apenas 3,3% dos docentes afirmaram que nunca trabalharam nos feriados. “A gente vê aí uma naturalização desse trabalho fora da jornada do tempo semanal. Então, trata-se de uma questão aí para a gente pensar”, observa.

 

“Isso é rolo do Barros”: atribuída a Bolsonaro, frase traça perfil do deputado

 

Ricardo Barros, segundo a mídia, é um dos parlamentares envolvidos em pelo menos dois esquemas de corrupção de compra de vacinas com preços acima da média, ambos na mira da CPI da Pandemia. O ruidoso caso envolvendo Barros tem relação com a negociação de compra da vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, depois que o servidor de carreira do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, e o irmão deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), revelaram pressão “atípica” para agilizar a liberação da vacina indiana.

“Isso é rolo do Barros”, teria dito Jair Bolsonaro, quando foi alertado sobre a possível fraude em um contrato milionário para compra da Covaxin, vacina intermediada pela Precisa Medicamentos. A Precisa pertence a Francisco Maximiano, nome próximo ao deputado desde que dava seus primeiros passos na política em Maringá, cidade onde seu clã domina o espaço político. Em vez de se debruçar sobre a denúncia, Bolsonaro desqualificou quem tinha informações sobre um eventual esquema de corrupção no seu governo.

Além disso, ele é envolvido em uma suposta irregularidade cometida durante seus anos de ministro da Saúde, entre 2016 e 2018, no governo de Michel Temer, ou seja, no governo do golpe de Estado de 2016. Quando foi ministro da Saúde no governo Temer, ele foi evidência no noticiário ao criticar o Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2016, segundo a mídia, “ele sugeriu uma ‘repactuação’ do SUS, que ‘gastava’ muito em “exames”) e por sugerir planos populares para financiar a Pasta”.

A mídia diz, ainda, que, “em fevereiro deste ano, colocou novo veneno a sua retórica, ao sugerir ‘enquadrar’ a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, após insinuar que a agência não estaria agindo com a celeridade devida e estaria ‘fora da casinha’. Também andou ofendendo e desafiando o Poder Judiciário.
O Ministério Público Federal (MPF) o acusa de ter beneficiado a Global Gestão em Saúde quando ele era ministro no governo Temer. A empresa ofereceu o “menor” preço, mas não entregou os medicamentos que seriam destinados a pacientes com doenças raras. O governo federal desembolsou R$ 19,9 milhões e até hoje os remédios não chegaram às prateleiras.

O caso que ganhou o noticiário entre 2016 e 2018 tem forte contorno na atual crise uma vez que Maximiano é sócio tanto da Global como da Precisa, empresa alvo da CPI da Pandemia na qual os irmãos Miranda apontaram Barros como a autoridade que estaria fazendo pressão para o Governo dar celeridade ao contrato mesmo, segundo eles, diante de irregularidades.

 

Em 2020, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) cumpriu, na manhã de 16/9, em Maringá, um mandado de busca e apreensão no escritório dele. O parlamentar é acusado de receber R$ 5 milhões em propina para intermediar negócios ligados à Companhia Paranaense de Energia (Copel). De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP, as investigações contra Barros envolvem fraudes na contratação de energia eólica.

Os fatos começaram a ser apurados com base na delação premiada da empreiteira Galvão Engenharia. Na época, a Gaeco declarou que as fraudes começaram entre 2011 e 2014, o deputado está sendo investigado por corrupção e lavagem de dinheiro.

A sua trajetória no campo das falcatruas para levar o dinheiro público para seu próprio bolso vem de longa data. Ele ainda integrava o extinto PFL quando deu as costas para seus correligionários e foi o único representante do partido a votar contra a emenda que autorizou a reeleição de Fernando Henrique Cardoso (1994-1998).

 
 

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Sinpro se reúne com o MPDFT e debate necessidade de garantias para um retorno presencial seguro na rede pública

Em resposta à carta enviada pelo Sinpro ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, solicitando a parceria do MPDFT para garantir que a Secretaria de Educação cumpra os protocolos necessários para a volta às aulas presenciais na rede pública de ensino do Distrito Federal, a Comissão de Negociação do sindicato, representada pelos diretores Raimundo Kamir, Rosilene Corrêa, Berenice D’Arc e Cleber Soares, se reuniu na tarde dessa quarta-feira (30) com representantes do Ministério Público para debater o tema tão importante em um momento que, infelizmente, a curva de mortes e infectados continua alto no país.  

Durante a audiência o sindicato se posicionou colocando a importância do retorno presencial, mas, também, de todos os cuidados necessários para receber quase meio milhão de pessoas nas escolas públicas. Para o Sinpro, não basta vacinar os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, é preciso que as escolas estejam preparadas para receber os(as) alunos(as).

Há pouco mais de um mês para o retorno presencial, as escolas ainda estão totalmente despreparadas para receber a comunidade escolar, que carece de condições sanitárias adequadas e de proteção no trajeto de casa para a escola. Até o momento praticamente nada foi feito para a instalação de equipamentos de proteção sanitária, ponto que traz grande preocupação tanto para a vida da categoria, quanto para a vida de estudantes, pais e demais profissionais da educação, boa parte delas em total estado de vulnerabilidade.

Desde o início da pandemia o Sinpro reconhece o prejuízo pedagógico que o conjunto dos estudantes da rede pública de ensino está sofrendo com o formato de aulas remotas, mas também temos alertado para o perigo que é o retorno presencial sem os devidos EPI’s e sem que os profissionais da carreira magistério público do DF tenham sidos vacinados.

Ao final da reunião os representantes do MPDFT reconheceram a preocupação com que o Sinpro tem tratado o tema, e colocam a importância de continuar este diálogo na busca por soluções conjuntas para o grande problema que estão passando a Educação e o Brasil, colocando como imprescindível um retorno às aulas com as condições de segurança necessárias.

 
 

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