Lançada Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social

Em ato que lotou o auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, parlamentares, a CUT e demais centrais –  em conjunto com confederações, federações, sindicatos, associações nacionais e entidades representativas dos movimentos sociais – lançaram a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social nesta terça-feira, 31.
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A Frente tem por objetivo, entre outros, a defesa da manutenção dos direitos sociais e da gestão transparente da Seguridade Social, além do equilíbrio financeiro e atuarial da Previdência Social pública e solidária. Em outras palavras, a organização pretende atuar dentro e fora do Congresso contra as ameaças já apresentadas pelo governo interino de Michel Temer, como a extinção do Ministério da Previdência e a reforma da Previdência – que visa a aumentar o tempo de contribuição e à idade para aposentadoria, bem como reduzir benefícios dos aposentados.
“Todos os governos que passaram pelo Planalto foram uníssonos ao dizer que a seguridade social tinha problemas. A seguridade não terá problemas se pararem de desviar para outros fins os recursos das políticas sociais”, declarou o senador Paulo Paim (PT/RS). Para o parlamentar, não há déficit na seguridade, e sim superávit. O senador também criticou o projeto da Desvinculação de Receitas da União (DRU) que tramita na Câmara e propõe que a alíquota remanejável do orçamento seja elevada para 30%, dizendo que a desvinculação poderá tirar recursos da previdência.
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Paim criticou ainda o fim do Ministério da Previdência que, segundo ele, “virou um puxadinho do Ministério da Fazenda à disposição do sistema financeiro”. Já o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) declarou que “os economistas estão comandando o País”. “Lamentavelmente, eles querem inviabilizar a previdência pública para fazer o jogo da previdência privada”, acusou. Faria de Sá criticou a escolha do secretário Marcelo Abi-Ramia Caetano, que, segundo ele, “só quer destruir a previdência pública”. Faria de Sá defende que a solução para o setor está na geração de novos empregos, que, para ele, tornariam a previdência autossustentável.
De acordo com a dirigente nacional de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa, a Frente Parlamentar é articulada com um largo número de parlamentares, entidades sociais e sindicais, que já se reúnem semanalmente há cerca de três meses para debater as ameaças à Previdência que já vinham sendo cogitadas. “Sabemos que essa reforma vai mexer nos direitos das pessoas e vai aumentar o tempo de contribuição dos trabalhadores, prejudicando sobretudo as mulheres que atualmente possuem condições mais apropriadas de aposentadoria”, afirmou a dirigente sindical.
“Hoje no setor privado as mulheres se aposentam com 60 anos e os homens 65, com a reforma seriam mais cinco anos para cada um. No serviço público o prejuízo é maior, hoje as mulheres se aposentam com 55 e teriam que contribuir por mais 10 anos. As professoras aumentariam por 15 anos esse tempo e isso é extremamente prejudicial”, disse Maria das Graças Costa.
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Para a coordenadora da secretaria de Aposentados do Sinpro-DF, Sílvia Canabrava, a reforma da previdência é um grande equívoco, pois a previdência é sustentável. “Com esta reforma, os trabalhadores sofrerão cortes e redução de direitos. Querem igualar o fator idade para homens e mulheres; querem retirar os recursos da previdência para aplicar em outras atividades do governo. Reformar é para melhorar o sistema, e não para retirar direitos dos trabalhadores e aposentados. Aumentando a idade mínima para aposentadoria, com certeza, estarão acabando com a aposentadoria especial para a categoria dos professores e professoras. Por isso, o Sinpro-DF vai lutar, juntamente com outras entidades, para barrar esta nefasta reforma previdenciária”, disse Sílvia, enfatizando que “vamos mobilizar a categoria para participar de todas as atividades que se referem à Frente”.
Superávit – De acordo com documento divulgado durante o ato, os defensores do déficit afirmam que “o rombo da previdência atingiu R$ 85,8 bilhões em 2015”. Porém, esquecem, propositalmente, de considerar todas as receitas da seguridade social e de excluir as renúncias, isenções e desonerações fiscais – valores indevidamente extraídos do caixa da Seguridade Social para ser utilizado em outras atividades do governo.
O verdadeiro cálculo, que detalhadamente considera todas as receitas e despesas do Sistema de Seguridade Social (formado pela Saúde, Assistência e Previdência Social) apontam que no ano de 2014, por exemplo, o superávit atingiu mais de R$ 53 bilhões.
Ainda segundo o documento, os valores de renúncia foram responsáveis por aproximadamente 50% do pseudo déficit previdenciário. Os valores das renúncias previdenciárias, nos últimos cinco anos, importaram em R$ 145,1 bilhões. Somente no ano de 2015, por exemplo, as perdas com renúncias fiscais somam mais de R$ 64 bilhões e, em 2016, em R$ 56 bilhões.
As renúncias, desonerações e desvinculações são “cestas de bondade” ao empresariado e à política Estatal, que comprometem o financiamento dos benefícios da Seguridade Social – normalmente vítimas das reformas previdenciárias.

Estudante expõe sua arte na galeria da Câmara Legislativa do DF

A Sala de Recursos Altas Habilidades de Planaltina convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para exposição Expressões de uma arte silenciosa, do estudante Daniel Bispo, às 15h do dia 8 de junho, na Galeria do Espelho D’Água da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Os presentes ainda poderão assistir a apresentação do Teatro Mudando o Mundo, da Cia. Língua de Trapo. A exposição permanecerá na CLDF até o dia 28 de junho.
Estudante da Sala de Recursos do Centro de Ensino Fundamental 04 de Planaltina, Daniel Bispo tem grande habilidade na área da pintura. Segundo a psicóloga Eneida Maria, o estudante supera a surdes com uma habilidade acima da média na área da pintura. “Sempre fazemos exposições dos estudantes e durante um evento na escola o deputado Wasny de Roure ofereceu a oportunidade do Daniel fazer a exposição com o material dele. Atividades como esta são muito importantes porque incentivam, valorizam o talento e abrem possibilidades”, comenta Eneida Maria.
A valorização dos(as) professores(as) que atuam nas salas de recurso sempre foi uma das grandes lutas do Sinpro, assim como por condições adequadas de trabalho, que envolve material e espaço físico apropriado. O Sindicato afirma que o número de educadores que atuam nas salas ainda é pequeno para a demanda de atendimentos que a rede de ensino tem.

CEE 02 promove projeto paraolimpíada dia 9 de junho

O Centro de Ensino Especial 02 de Brasília realizará, no dia 9 de junho, um projeto visando a integração e socialização dos estudantes. Trabalhando o tema Olimpíadas do Rio 2016, professores do CEE levarão à escola um estudante que carregou a Tocha Olímpica durante a passagem do símbolo olímpico pelo Distrito Federal. Também haverá uma demonstração de basquete em cadeira de rodas e jogos adaptados com os estudantes.
Para o professor de educação física do CEE, Marcelo Meneguin, o projeto tem como objetivo refletir sobre a importância dos Jogos Olímpicos, valorizar a solidariedade como elemento fundamental no espírito olímpico e ajudar os estudantes no processo de identificação do significado de alguns símbolos olímpicos. “O intuito deste projeto é socializar, integrar e dar a oportunidade deles associarem o que virem aqui na escola com o que virem durante os jogos olímpicos”, diz Marcelo Meneguin, comentando que todos receberão uma medalha simbólica.
Durante o dia os estudantes ainda participarão de várias atividades, como a confecção das bandeiras de diversos países, desfile das bandeiras pelos estudantes, juramento olímpico, hino nacional e lanche comunitário.

Ato em defesa da educação sem racismo nesta sexta (03)

O Sinpro convoca toda a categoria para um grande ato em Defesa da Educação sem Racismo, às 11h desta sexta-feira (03), no MEC. A educação não pode retroceder nas conquistas alcançadas e por isto é importante a participação de todos e todas.
Para Iêda Leal, secretária de combate ao racismo da CNTE, os(as) trabalhadores(as) da educação de todo o país estão unidos no combate ao racismo e o enfrentamento é fundamental para que os direitos sejam respeitados. “Nesta sexta-feira, educadores de todo o País estarão dizendo não ao racismo e a qualquer tipo de golpe em cima das leis conquistadas. Estaremos sempre na luta contra o racismo no Brasil”, enfatiza a dirigente sindical.
Uma das grandes bandeiras de luta do Sindicato dos Professores é o combate ao racismo e o Sinpro não aceitará retrocessos na educação ou projetos que prejudiquem a luta por uma educação pública de qualidade. “Não aceitaremos quaisquer tipos de políticas que tragam retrocessos em vitórias já alcançadas enquanto povo negro. Iremos às ruas para lutar contra todo tipo de golpe”, finaliza a diretora do Sinpro Wiviane Farkas.

Comissão de Minorias promove debate sobre estupros no Brasil

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados realizará, nesta quinta-feira (9/6), às 10h, no Plenário 9, audiência pública sobre o problema dos estupros no Brasil.
Dentre as expositoras, foram convidadas representantes de entidades e movimentos sociais com atuação na área de direitos humanos e em defesa dos direitos da mulher, bem como integrantes de órgãos públicos, organismos internacionais e a delegada Cristiana Bento, da Delegacia da criança e do Adolescente Vítima do Rio de Janeiro, responsável pelo inquérito sobre o estupro coletivo praticado por mais de 33 homens contra uma adolescente de 16 anos, no dia 21 de maio.
A audiência requerida pela deputada Érika Kokay (PT-DF) foi aprovada por unanimidade na comissão. Na justificativa do requerimento, a deputada cita os números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e o recrudescimento desse crime nos campi de universidades. Kokay disse que, dentre outros objetivos, a audiência irá buscar compreender as causas e os danos dessa forma de violência contra a mulher.
Confira o convite a seguir:
Convite - Comissão debate estupros no Brasil
 

EAPE abre as inscrições para o I Seminário de Educação a Distância

O Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (EAPE) abre as inscrições para o I Seminário de Educação a Distância na SEDF. A Educação a Distância na SEDF: desafios e possibilidades, que acontecerá nos dias 8 e 9 de junho. As inscrições podem ser feitas no próprio site da EAPE.
Durante os dois dias de seminário os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais participarão de vários debates, exposições, apresentações culturais, oficinas e palestras sobre temas diversos.
Clique aqui e confira a programação completa.

Lançamento do livro A Sociologia no Ensino Médio

O Sinpro convida para o lançamento do livro A Sociologia no Ensino Médio: Cidadania e Representações Sociais de Professores e Estudantes, que ocorrerá em duas datas: às 16h do dia 3 de junho, (Instituto de Ciências Sociais – ICS/UnB) e às 18h30 do dia 6 de junho (Livraria Sebinho – 406 Norte).
A obra é escrita por professores e estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e mostra várias análises sobre o assunto. Durante o lançamento haverá distribuição de exemplares. Participe !
 

Ruptura democrática em curso no Brasil é denunciada em livro

O livro Resistência ao Golpe de 2016, da Editora Praxis e organizado por Carol Proner, Gisele Cittadino, Marcio Tenenbaum e Wilson Ramos Filho, será lançado nesta segunda-feira (30), na Praça Chico Mendes (UnB). A obra reúne artigos escritos por advogados, professores, jornalistas, cientistas políticos, artistas, escritores, arquitetos, líderes de movimentos sociais, brasileiros e estrangeiros, e traz argumentos que denunciam a ruptura democrática em curso no Brasil. O Grupo Carbonários da Resistência está promovendo o evento.
Às 18h haverá manifestações artísticas e culturais e às 20h30 o lançamento do livro. Cada exemplar será vendido por R$ 30.  Participe!

Não permitiremos que o Pré-Sal seja moeda de troca dos golpistas

A FUP e a CUT repudiam as medidas anunciadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, entre elas a intenção de abrir a exploração do Pré-Sal para as multinacionais. Como vínhamos alertando, o principal objetivo dos golpistas é tomar de assalto a mais cobiçada reserva de petróleo do planeta. Um tesouro que os especialistas estimam conter no mínimo 273 bilhões de barris de óleo.
Portanto, quando Temer anunciou nesta terça-feira (24) que irá priorizar a aprovação do Projeto de Lei 4567/16, que tira da Petrobrás a garantia de ser a operadora única do Pré-Sal e de ter participação mínima de 30% nos campos licitados, começou a pagar a conta dos financiadores do golpe.
Abrir a operação do Pré-Sal para as multinacionais é o primeiro passo para acabar com o regime de partilha, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro para que o Estado possa utilizar os recursos do petróleo em benefício da população.
Além de ser a única petrolífera que movimenta a cadeia nacional do setor, gerando empregos e investimentos no país, a Petrobrás é também a única empresa que detém domínio tecnológico para operar o Pré-Sal com custos abaixo da média mundial. Menores custos significam mais recursos para a educação e a saúde, setores que o governo ilegítimo de Michel Temer anunciou que serão contingenciados.
O Pré-Sal, além de fazer do nosso país um dos principais produtores mundiais de petróleo, é a maior riqueza que a nossa nação dispõe para garantir desenvolvimento econômico e social ao povo brasileiro. Para isso, é fundamental que tenhamos uma empresa nacional de porte na operação destas reservas.
Abrir mão da Petrobrás como operadora do Pré-Sal é ir na contramão do mundo.
As empresas nacionais e estatais de petróleo detêm 90% das reservas provadas de óleo e gás do planeta e são responsáveis por 75% da produção mundial.
Se a Petrobrás deixar de operar o Pré-Sal, nenhuma outra petrolífera investirá em nosso país, movimentando a indústria nacional, como faz a estatal brasileira.
Mais de 90% das contratações do setor são feitas pela Petrobrás. Nenhum navio, sonda ou plataforma foram produzidos no Brasil a pedido das multinacionais que operam no país.
Os trabalhadores e a sociedade organizada não permitirão que o Pré-Sal seja entregue à Chevron e às outras multinacionais, como prometeu José Serra, autor do projeto de lei que Michel Temer que aprovar.
Essa conta não será paga pelo povo brasileiro.
José Maria Rangel – Coordenador Geral da FUP
Vagner Freitas – Presidente Nacional da CUT

Para servidores, é insatisfatória apenas retirada da urgência do danoso projeto 257

O Projeto de lei 257/2016 com medidas anti-servidor teve o caráter de urgência de votação retirado nessa segunda-feira (23), conforme foi publicado no Diário Oficial da União. Agora, o projeto que ameaça os direitos dos servidores públicos das três esferas (federal, distrital e municipal) volta para análise na Comissão de Trabalho de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados (Ctasp).
Para o dirigente nacional da CUT e da confederação dos servidores federais (Condsef), Pedro Armengol, a retirada da urgência da votação do projeto significa que os trabalhadores agora terão mais tempo para conseguir barrar o projeto. “Nós sabemos que o projeto não foi retirado por bondade do governo e sim porque o projeto estava travando a pauta do Congresso. Pelo contrário, nós sabemos que o PLP é de interesse do governo golpista do Temer que insiste em retirar direitos da população e da classe trabalhadora”.
Armengol ressalta que a partir de a semana que vem, já no dia 31, o projeto pode ser votado na Comissão. Por isso a CUT e as entidades representativas dos trabalhadores do funcionalismo público de todas as esferas estarão mobilizados dentro do Congresso. “Vamos dialogar com os parlamentares que fazem parte da Comissão e propor uma audiência pública para debater  o projeto. Estamos somente no começo da luta. A solução ainda é barrar de vez esse projeto, ou pelo menos retirar as condicionantes que trazem sérios prejuízos para os servidores. Não dá para aceitar que os direitos dos trabalhadores sejam retirados para que gestores públicos irresponsáveis consertem erros de gestão”, avalia o dirigente.
O projeto vincula o alongamento da dívida dos estados e municípios com a união a uma série de prejuízos ao funcionalismo das três esferas, como suspensão de concurso público, congelamento de salários e incentivo ao plano de demissão voluntária (PDV), com consequências drásticas na qualidade dos serviços públicos. O PLP chega a prever possibilidade de cancelamento temporário da valorização anual do salário mínimo, o que atingiria também trabalhadores do setor privado e um dos principais programas que visam à redução de desigualdades.
Parecer do Dieese
Desde a criação do projeto, servidores das três esperas públicas de todo o país se uniram contra o PLP 257. Os trabalhadores realizaram manifestações e estão debatendo sobre o projeto nos locais de trabalho. Mas o projeto não é negativo apenas para os servidores e serviço público. Em abril, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos divulgou nota técnica que reforça o entendimento sobre os diferentes impactos negativos que podem ser provocados pelo PLP 257/2016 (veja aqui a íntegra). Basicamente, o Dieese questiona a necessidade do projeto, uma vez que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) já traz dispositivos capazes de barrar desequilíbrios fiscais.
Fonte: CUT Brasília

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