Rollemberg elimina estratégias e sanciona PDE com prejuízo ao magistério

Os professores e professoras da rede pública de ensino levam outro golpe do Governo do Distrito Federal (GDF). Ao sancionar o Plano Distrital de Educação (PDE), nessa terça-feira (14), o governador Rodrigo Rollemberg veta uma série de estratégias estruturais, sobretudo na Meta 17, que trata da isonomia salarial com as médias das carreiras de nível superior do GDF.
O governador vetou várias estratégias importantes que podem proporcionar a valorização profissional da carreira do magistério público, tentando esvaziar, com isso, a aplicabilidade da Meta 17. Um exemplo é o corte na Estratégia 17.4 que dá conta plano de saúde.
Essa estratégia é essencial para valorizar a carreira e faz parte da agenda de lutas do (a) professor (a). Tanto é que ela foi inserta no PDE como uma estratégia de valorização da carreira, a qual, no conjunto de estratégias, seria importante para que o governo pensasse, refletisse e agisse para efetivar esse tema nos próximos anos.
Esse é um dos vetos que denotam e reafirmam o tom autoritário e a falta de diálogo do governo Rollemberg com trabalhadores(as) e revelam também que este governo não tem compromisso com a educação. Numa breve análise dos vetos, observamos que o governador vetou os artigos que lhe impunham metas de curto e médio prazo, justamente o que caracterizam as Metas 17 e 18, que se referem à valorização dos profissionais e ao plano de carreira.
Logo no início do texto da lei, ele vetou o artigo 3º, o qual afirmava que as metas devem ser cumpridas nos prazos estabelecidos pelo PDE, quer seja dentro do período de sua vigência – de dez anos –, quer seja nos prazos expresso nas metas e estratégias.
O parágrafo único do artigo 9º, também vetado, se referia aos prazos de execução de forma proporcional e progressiva. A meta que mais sofreu vetos foi a 12, que se refere à educação superior. Foram suprimidas todas as estratégias que envolviam criar universidades, ampliar vagas ou abrir novos campi, quebrando com isso um dos fios condutores que conectam o PDE ao Plano Nacional de Educação (PNE).
Foram vetadas muitas estratégias que se referiam à construção de escolas, adequação de espaço e de estrutura. As metas referentes à EJA, à educação especial e à educação no sistema prisional também receberam consideráveis prejuízos. Com os vetos do governador Rollemberg ao PDE é possível realizar a leitura de que os setores mais vulneráveis, mais uma vez, foram os que sofreram mais perdas.
Está claro, também, que a capacitação de profissionais, da carreira Assistência e de atendimento a pessoas com deficiência, por exemplo, não é prioridade para este governo, tampouco a abertura de vagas na rede pública de educação por meio de concursos públicos, itens que foram minuciosamente retirados do PDE.
A Estratégia 19.4, que versava sobre a criação da Lei de Responsabilidade Educacional (LRE) também foi vetada. Embora a nota emitida pela Secretaria de Educação (SEDF) sobre a sanção indique que “o texto estabelece ainda o limite de um ano para que o Executivo envie à Câmara Legislativa projeto de lei com o objetivo de instituir a responsabilidade educacional, a estratégia foi vetada. Basta ver o texto da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n° 101, de 4 de maio de 2000), o qual estabelece que, por meio da norma, poderá haver punição para “gestores que descumprirem obrigações ou desperdiçarem recursos destinados ao ensino”. Isso significa que a meta foi vetada.
Por fim, está prejudicada também a ampliação de recursos para a educação, uma vez que, ainda que aprovada a evolução da vinculação de recursos relativos ao PIB, foi suprimida a estratégia 20.6, que visava ao “aumento dos recursos vinculados à educação de 25% para no mínimo 30% da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências”.
Confira aqui o documento do governo e, a seguir, os vetos do governador:
Plano_distrital_de_educacao
Vetos nas Metas 17 e 18 – Com esses vetos, o governo Rollemberg se exime de assumir compromisso com o cumprimento das metas, proporcionalmente, a curto prazo. Além disso, não se responsabiliza pelo plano de saúde dos servidores e servidoras; pelos espaços físicos e pela manutenção das escolas; bem como pela formação dos profissionais da carreira Assistência à Educação. Confira as estratégias suprimidas:
17.3 – Adequar o plano de carreira dos profissionais da educação do Distrito Federal, à luz da meta 17, até o final do segundo ano de vigência deste Plano.
17.4 – Assegurar, durante a vigência deste Plano, que os profissionais tenham garantido plano de saúde capaz de atender plenamente às suas necessidades e de seus familiares.
17.5- Investir recursos de forma a adequar todos os espaços físicos das instituições de ensino a oferecer conforto ambiental para profissionais e alunos das escolas públicas do Distrito Federal.
17.6 – Criar mecanismos para que, até o final deste Plano, os profissionais da carreira Assistência à Educação que possuem graduação em nível superior tenham acesso a pelo menos 1 pós-graduação em sua área de atuação ou em gestão escolar ou gestão pública.
17.7 – Criar mecanismos para que, até o final deste Plano, os profissionais da carreira Assistência à Educação que possuem o ensino médio e não possuem graduação em nível superior tenham acesso à formação de nível superior na sua área de atuação ou em gestão escolar ou pública.
Meta 18 – Refere ao plano de carreira dos profissionais da educação no DF, o governador vetou duas estratégias. Com esse veto, elimina a estratégia que previa que todas as vagas efetivas fossem preenchidas por meio de concurso público, suprimindo os contratos temporários e as terceirizações num prazo de quatro anos, bem como a estratégia que ampliaria a hora-atividade dos professores e professoras até 50% em cinco anos. Confira:
 
18.1 -Adequar a rede pública de ensino do Distrito Federal, de modo que todas as vagas de provimento efetivo sejam preenchidas por profissionais da educação, aprovados em concurso público, nos termos do art. 206, V, da Constituição Federal, garantindo a supressão dos contratos precários e da terceirização das atividades finalísticas até o quarto ano de vigência deste PDE.
18.2 – Ampliar, de forma gradativa nos próximos 5 anos, a hora-atividade dos professores da rede pública de ensino do Distrito Federal, de modo a totalizar 50% da jornada de trabalho ao final do período, seguindo a seguinte projeção: 2016: 40%; 2017: 42,5%; 2018: 45%; 2019: 47,5%; e 2020: 50%.
Demais estratégias vetadas:
1.28 – Incentivar, por meio dos conselhos escolares, as parcerias do setor público com ONGs e instituições sem fins lucrativos para o atendimento à educação infantil.
1.30 – Garantir às crianças com deficiência, imediatamente após a entrada em vigor deste PDE, nas unidades da rede pública de ensino, o atendimento com profissionais devidamente qualificados e habilitados para tanto.
2.9 – Implantar, gradativamente, o ensino bilíngue de língua estrangeira em todo o ensino fundamental.
2.19 – Ampliar o Centro de Referência em Integração Escolar – PROEM, alcançando gradativamente 1 centro em cada regional de ensino.
4.5 – Construir centros de ensino especial nas regiões administrativas de São Sebastião, Paranoá, Recanto das Emas e Núcleo Bandeirante, conforme PPA – Plano Plurianual 2012/2015 – e escolas bilíngues na rede pública de ensino do Distrito Federal, incluindo a construção de um espaço físico para o Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais (CEEDV) e o Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), conforme demanda de educandos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e distúrbios de audiocomunicação.
4.9 – Regulamentar o centro de capacitação de profissionais da educação e de atendimento às pessoas com surdez, como centro de referência de formação, pesquisa e atendimento às pessoas com surdez e distúrbios de audiocomunicação.
4.10 – Adequar os centros de ensino especial como centros de referência de educação básica na modalidade educação especial.
4.33 – Assegurar a presença de profissional de apoio ou auxiliar em sala de aula de classes comuns da rede regular de ensino público ou privado onde se encontrem crianças com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento, em idade escolar, para garantir autonomia e plena participação desses indivíduos em sala de aula, sempre em articulação com o professor do aluno da sala de aula comum e com os professores do atendimento educacional especializado, entre outros profissionais no contexto da escola.
6.10- Construir escolas-parques e centro interescolares de língua em cada uma das regiões administrativas do Distrito Federal, proporcionalmente ao número de unidades escolares existentes e de acordo com a demanda de regional de ensino.
7.3 – Garantir, até o final da vigência deste PDE, que cada unidade escolar disponha de biblioteca com no mínimo 2 títulos por aluno, quadra poliesportiva coberta, laboratório de ciências equipado, laboratório de informática com acesso à rede mundial de computadores em banda de alta velocidade e auditório com capacidade para acomodar no mínimo 1/3 do total de alunos e profissionais lotados na unidade.
8.27 – Promover concurso público específico para a educação do campo, inclusive por áreas de conhecimento, definindo critérios quanto ao perfil dos educadores, com regime de dedicação exclusiva, no prazo de 2 anos.
9.2 – Construir centros de educação de jovens, adultos e idosos trabalhadores – CEJAITs para implantar a expansão das matrículas na educação de jovens, adultos e idosos na forma integrada à educação profissional, objetivando a elevação do nível de escolaridade do trabalhador.
9.12- Criar benefício adicional no programa de transferência de renda para jovens, adultos e idosos que estiverem em processo de alfabetização, em programas ofertados pela Secretaria de Estado de Educação ou no 1° segmento da educação de jovens, adultos e idosos na forma integrada à educação profissional.
9.18 – Assegurar sala de acolhimento com profissional capacitado e ambiente diferenciado para atender às necessidades de pais-estudantes, cujos filhos menores de 10 anos necessitem acompanhá-los enquanto estudam, para que não haja desistência.
9.21 – Estabelecer mecanismos e incentivos que integrem os segmentos empregadores (públicos e privados) e a rede pública de ensino, para promover a compatibilização da jornada de trabalho dos empregados com oferta das ações de alfabetização como primeiro segmento da educação de jovens, adultos e idosos na forma integrada à educação profissional.
10.5 – Constituir, a partir da publicação deste Plano, comitê permanente com o Fórum Distrital de Educação e parceiros, incluindo a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso – FUNAP, a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, o Sindicato dos Professores do Distrito Federal -SINPRO/DF, o Grupo Pró-Alfabetização do Distrito Federal, o Fórum de Educação de Jovens e Adultos (GTPA-Fórum EJA/DF), o Ministério Público e a Promotoria de Defesa da Educação, com a finalidade de acompanhar, monitorar e avaliar a execução do plano para oferta de educação nas prisões do Distrito Federal, de 2013, previsto no Decreto federal n° 7.626 de 2011.
10.11 – Criar benefício adicional no programa distrital de transferência de renda para as estudantes jovens e adultas em cumprimento de medida judicial de privação de liberdade no sistema prisional, com o objetivo de estimular o ingresso e a permanência com êxito delas em cada segmento da EJAIT na forma integrada à educação profissional.
10.25 – Assegurar pagamento de adicional de periculosidade e insalubridade aos profissionais da educação que atuarem com jovens, adultos e idosos privados da liberdade por medida judicial.
10.27 – Garantir/ já no primeiro ano de vigência deste Plano, professores de português brasileiro, de LIBRAS como segunda língua e de línguas estrangeiras para atendimento aos estudantes estrangeiros em cumprimento de medida judicial de privação de liberdade nos núcleos de ensino do sistema prisional.
11.3 – Garantir a reforma e a ampliação da infraestrutura física e a modernização tecnológica das unidades da rede pública vinculadas à SEDF que ofertam atualmente educação profissional e tecnológica – EPT no Distrito Federal/ no prazo de 2 anos, a partir da publicação deste Plano.
12.1 -Alterar a categoria administrativa da Escola Superior de Ciências da Saúde – ESCS para Universidade Distrital no primeiro ano de vigência deste Plano.
12.2 – Consolidar, difundir e ampliar a Fundação Universidade Aberta do Distrito Federal – FUNAB, no primeiro ano de vigência deste Plano.
12.3 – Constituir, até o quinto ano de vigência deste Plano, a Universidade Distrital, prevista na Lei Orgânica do Distrito Federal.
12.4 – Estruturar a Universidade Distrital segundo os princípios da integração ensino-serviço-comunidade, metodologias ativas e docência-assistência em pequenos grupos.
12.7 – Assegurar ampliação de 50% das vagas ofertadas pelo sistema distrital de ensino superior para os estudantes das escolas públicas municipais e estaduais da RIDE até o primeiro ano de vigência deste Plano.
12.8- Construir o campus Paranoá-Itapoã da Universidade de Brasília- UnB, até o segundo ano de implantação do Plano, com recursos federais, completando, assim, todos os pontos cardeais do Distrito Federal e fortalecendo a aprendizagem e a inovação social pela integração de ensino, pesquisa, extensão e novas tecnologias.
12.9 – Ampliar a oferta de cursos nos campi da UnB existentes em Planaltina, Gama e Ceilândia, em especial no período noturno, com consulta às comunidades das respectivas regiões.
12.10 – Ampliar a oferta pública de cursos superiores de tecnologia no sistema de ensino do Distrito Federal.
12.12 – Criar a Faculdade de Artes, Educação e Letras do Distrito Federal, na FUNAB.
12.13 -Instituir a gestão democrática na Universidade Distrital, no primeiro ano de vigência deste Plano.
19.4 – Criar, no prazo de 1 ano, a lei de responsabilidade educacional do Distrito Federal, com vistas a definir as formas de controle das ações do chefe do Poder Executivo responsável pela gestão e pelo financiamento da educação, visando ao cumprimento dos dispositivos legais referentes à educação, e prever sanções administrativas análogas às da Lei de Responsabilidade Fiscal.
20.5 – Garantir a continuidade da capitalização do fundo de previdência social dos servidores do Distrito Federal, nos termos das Leis federais n° 9.717, de 27 de novembro de 1998, e n° 10.887, de 18 de junho de 2004, com vistas a garantir os proventos aos servidores aposentados e seus familiares e a desonerar os recursos com manutenção e desenvolvimento do ensino.
20.6 – Garantir o aumento dos recursos vinculados à educação de 25% para no mínimo 30% da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências.
Com colaboração da jornalista Alessandra Terribilli.

ONU lança no Brasil Década Internacional de Afrodescendentes

O governo brasileiro e a Organização das Nações Unidas (ONU) lançaram ontem (22) oficialmente no país a Década Internacional de Afrodescendentes, um reconhecimento da ONU de que não é fácil a vida dos 200 milhões de descendentes de vítimas da escravidão ou imigrantes mais recentes de africanos que vivem nas Américas.
Com o tema Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o período entre 2015 e 2024 como a década de promoção e proteção dos direitos humanos de afrodescendentes.
A ONU reconhece que a maior parte dos afrodescendentes tem acesso limitado à educação de qualidade, serviços de saúde, moradia, segurança e participação política. Também são vítimas mais frequentes de violência policial e de discriminação perante a Justiça.

Plano de Ações

O Brasil terá um plano de ações para promover a igualdade racial pelos próximos dez anos, anunciou ontem a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Nilma Lino Gomes. As ações devem começar a ser discutidas com os movimentos sociais em novembro, mês da Consciência Negra, e seguem os eixos propostos pela ONU.
“Vamos realizar uma série de eventos, seminários e discussões. Vamos também aprimorar políticas voltadas à promoção da igualdade racial”, diz Nilma. Segundo ela, a intenção é estreitar relações com América Latina, Caribe e África: “Precisamos fazer crescer a luta pelos afrodescendentes no mundo”.
“Reconhecemos grandes avanços na sociedade brasileira nos últimos 20 anos, em termos de melhorias na condição material da população negra e também grandes progressos feitos na legislação, no combate à discriminação, incorporação de ações afirmativas e de cotas. Mas é preciso enfatizar o muito que ainda precisa ser feito para reduzir a desigualdade”, diz o coordenador residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek.
Além de um plano próprio, o Brasil terá de cumprir metas globais que, segundo Chediek, estão sendo discutidas no âmbito da ONU e devem ser definidas nos próximos meses.
“A década está começando e eu acho que o mais desafiador é eliminar o racismo do coração das pessoas e ao mesmo tempo eliminar o racismo da cultura dos países. Reconhecer os afrodescendentes como irmãos, grandes contribuintes, mas também que merecem tratamento diferenciado pelo passivo histórico de exclusão e discriminação que têm sofrido por muitos séculos”, diz o coordenador.
(Da Rede Brasil Atual)

Comissão aprova direito a merenda escolar para professores da rede pública

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (15) proposta (PL 457/15) do deputado Dr. Jorge Silva (Pros-ES) que estende o direito à merenda escolar a todos os profissionais de educação da rede pública de ensino básico.
Hoje, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) é voltado exclusivamente para alunos da educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos).
O texto garante alimentação ao profissional em educação em atividade, durante o período letivo, nas creches, pré-escolas e escolas da educação básica públicas, bem como nas escolas filantrópicas e comunitárias conveniadas com entes federados.
Relatora no colegiado, a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) defendeu a medida. “É preciso criar meios para que os profissionais da rede escolar possam se alimentar adequadamente durante a jornada estendida de trabalho”, afirmou. Ela ressaltou, porém, que o intuito não é destinar aos professores “sobras de alimentação escolar”, o que “apequenaria e desrespeitaria a categoria”.
Tramitação
A proposta tem caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

(Da Agência Câmara)

1ª Colônia de Férias de Samambaia

A Companhia Coisa de Criança de Samambaia realiza, de 27 a 31 de julho, a 1ª Colônia de Férias. Os participantes terão uma vasta programação, com passeio ao zoológico, oficinas, pintura de rosto e balão mania, visita ao Parque da Cidade, cinema e brinquedos infláveis.

O custo será de R$ 200 e no ato da inscrição a criança receberá um kit colônia, com camiseta, boné, garrafinha e crachá. A alimentação e o transporte para as atividades estão incluídos no valor pago na inscrição.

Mais informações pelos telefones 8529-9259 (Oi), 8309-8376 (Tim) e 9151-0397 (Claro).

Bebês com “tendências à criminalidade” devem ser abortados, sugere Bessa

“Um dia, chegaremos a um estágio em que será possível determinar se um bebê, ainda no útero, tem tendências à criminalidade, e se sim, a mãe não terá permissão para dar à luz”. Essa afirmação foi feita pelo deputado federal Laerte Bessa (PR-DF) em matéria publicada pelo jornal inglês The Guardian no dia 29 de junho. O parlamentar é relator da PEC 171/93, que reduz a maioridade penal.
Na mesma reportagem, Bessa deixou bem evidentes suas pretensões de não se contentar com a redução de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos (estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte, como ocorreu no último dia 2. “Em vinte anos, reduziremos para 14, depois para 12″, disse. Para ele, a proposta, aprovada em primeiro turno na Câmara após manobra do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), “é uma boa lei que acabará com o senso de impunidade em nosso país.”
“Vanguardistas” – A ideia de Bessa soa tão vanguardista quanto a de Cesare Lombroso, no século XIX. Adepto da fisiognomia, ele propôs um extenso estudo das características físicas de loucos, criminosos, prostitutas e “pessoas normais” em sua Itália natal. Em resumo, restringiu sua pesquisa à caracterização e dedução de tendências criminosas conforme a figura do delinquente, focando a análise empírica de diferentes fatores. Hoje em dia, claro, suas conclusões são consideradas preconceituosas e tendenciosas, sendo que a maior parte das características citadas não aparece numa porcentagem realmente significante para determinar o “padrão” de uma pessoa má.
bessa_lombroso
Os conceitos de Lombroso, fundamentados na pesquisa das características do indivíduo delituoso, a denominada “Antropologia Criminal”, acabou por definir o “delinquente nato”.
Para Lombroso, os criminosos seriam mais altos que a média (e isso significava 1,69m na Itália e 1,70 na Inglaterra), teriam crânios menores que os dos homens “normais” e maiores do que os crânios dos “loucos”, além de uma aparência desagradável, mas não deformada, sendo que estupradores e sodomitas teriam feições feminilizadas.
Outras características comuns seriam orelhas de abano, nariz adunco, queixo protuberante, maxilar largo, maçãs do rosto proeminentes, barba rala, cabelos revoltos, caninos bem desenvolvidos, cabelos e olhos escuros.
Descaso – Bizarrices à parte, o fato é que a redução penal termina por criminalizar a juventude pelo Estado que, na contramão, não tem investido em educação – e ainda tenta retirar o que a ela é destinado.
Exemplo claro é o Projeto de Lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), sobre exploração do pré-sal, que revoga a participação obrigatória da Petrobras no modelo de exploração de partilha de produção de petróleo.
Caso aprovado, a destinação de 75% das receitas de petróleo e gás natural e 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação, previstos pela Lei 12.858/2013, será anulada.

Redução da maioridade penal cria sistema incerto

Há um longo caminho para que a redução da maioridade penal possa ser aprovada de forma definitiva no Congresso. A proposta ainda precisa ser referendada em segundo turno na Câmara antes de seguir para o Senado. Mas já é possível analisar a aplicação da medida no Brasil com base no texto da emenda aglutinativa que recebeu apoio damaioria dos parlamentares.
A proposta aprovada define que a redução deve incidir sobre adolescentes com mais de 16 anos que cometeram homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte ou crimes hediondos, com exceção de tráfico. O ponto que mais gera controvérsia no texto, no entanto, é a “criação” de locais de detenção que exclusivos para a aplicação dessas penas, já que o texto diz que esses adolescentes têm que ficar separados tanto dos adultos como dos demais jovens.
A Constituição Brasileira estabelece dois caminhos para a responsabilização no Brasil. No caso dos adultos, é determinado pelo Código Penal. Para os menores de 18 anos, as normas são definidas por legislação especial, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê sanções a pessoas com idade a partir de 12 anos. A proposta aprovada na Câmara dos Deputados determina que adolescentes com mais de 16 anos passem a ser responsabilizados pelo Código Penal dependendo do crime que cometeram.
Por outro lado, o mesmo texto diz que a pena não pode ser aplicada em instituição para adolescentes nem nas cadeias comuns. Como solução para o impasse, a emenda sugere a criação de um “estabelecimento” penitenciário independente que não está previsto no ordenamento jurídico brasileiro.
“O sistema brasileiro prevê pena ou sistema socioeducativo. Não existe outra modalidade”, critica a presidenta da Fundação Casa, Berenice Gianella, responsável pela aplicação de medidas socioeducativas para adolescentes em São Paulo. “A partir do momento em que a emenda constitucional diz que ele responde como adulto, ele passa a ser imputável aos 16 anos. Então, o juiz criminal é que vai julgar. Se ele vai aplicar uma pena, tem que ser executada dentro do sistema penitenciário”, contraria.
Se hoje vários estados brasileiros têm dificuldade até mesmo de manter instituições paraadolescentes envolvidos com crimes, o receio é que, na prática, os adolescentes fiquem juntos dos adultos, mas em alas separadas, o que não evitaria o contato com presos de facções criminosas.
“Quem conhece a realidade brasileira sabe qual vai ser a prática nessas situações. Vão superlotar os outros pavilhões e reservar um outro para colocar esses adolescentes de 16 e 17 anos”, lamenta o advogado e membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca), Ariel de Castro Alves. “Jovens e adultos vão estar separados em tese, mas os presos já se comunicam”, enfatiza.
Relator da Comissão Especial da Redução da Maioridade Penal, o deputado Laerte Bessa (PR-DF) defende que os estados “têm que se virar”, mas deixou aberta a possibilidade de construção de unidades ou realocação em presídios já existentes. “Os estados têm que se virar para construir uma ala para eles onde for”, disse. “Agora, onde vão colocar? É do que eu estou falando. Às vezes, eles podem pegar um sistema socioeducativo aí, um presídio, e fazer uma ala separada dos menores para novos integrantes ocuparem.”
Adolescentes “enquadrados”
O texto que obteve maioria na Câmara coloca em debate também a viabilidade, sob o ponto de vista da gestão e do orçamento público, de um sistema prisional exclusivo para menores condenados por práticas de crimes graves.
Para simular o que pode vir a ser esse sistema penal exclusivo para adolescentes,CartaCapital analisou o número de menores internados na Fundação Casa, em São Paulo. O estado possui o maior número de adolescentes envolvidos em atos infracionais do País. Exatamente 9.978 adolescentes, a partir de 12 anos, estavam cumprindo algum tipo de medida socioeducativa na instituição no mês de julho de 2015 divulgados pelo governo do Estado.
Do total de jovens em cumprimento de medida, 5.929 têm entre 16 e 18 anos, faixa-alvo da proposta para a redução da maioridade penal. Entre estes jovens, apenas 219, ou 3,69%, cometeram os crimes elencados pela Câmara: homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte ou crimes hediondos, com exceção de tráfico.
Se incluirmos também os jovens da Fundação que têm 18 anos completos ou mais (142 adolescentes), já que eles podem ter cometido os atos infracionais na idade em questão, este número sobe para 361 adolescentes. Ou seja, 4,52% dos menores envolvidos em prática de atos infracionais seriam atingidos pela redução da maioridade penal em São Paulo, se a lei pudesse retroagir.
Para a presidenta da instituição, Berenice Gianella, é “totalmente descabido” criar um sistema exclusivo para o atendimento desses adolescentes. “Do ponto de vista orçamentário, não faz nem sentido. Uma instituição só para isso ficaria vinculada a qual secretaria? Quer dizer, você precisaria ter uma estrutura administrativa para cuidar de 300 adolescentes? Acho que é totalmente descabido”, diz a responsável pelo sistema que é “modelo” para o resto do País, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Uma pesquisa divulgada, em junho, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o perfil dos menores que cometem crimes no Brasil mostra que o cenário no restante do País é parecido.
Dos 25.192 delitos praticados por adolescentes em 2013, 4.087 (16,23%) foram considerados graves e incluídos na proposta que está em debate no Congresso. Isso não significa, no entanto, que o número de adolescentes seja de pouco mais de 4 mil, já que cada jovem pode estar cumprindo medida de internação por mais de um delito. Mas, mesmo que cada ato infracional grave representasse apenas um adolescente, a média seria de 145 menores “enquadrados” na redução da maioridade penal por estado brasileiro.
Maioridade penal e a “privatização”
Ainda assim, o líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso (DF), vê razão para essa parcela de menores ser alvo de projeto de lei. Para o parlamentar, a ideia de criar um sistema penitenciário exclusivo para essa minoria de adolescentes é questão de “risco de investimento”.  É que, enquanto se discute a viabilidade dessa lei, deputados favoráveis à redução da maioridade penal tentam pavimentar o caminho para uma “solução” alternativa: a “privatização” desses centros de detenção.
Algumas semanas antes de a Câmara aprovar a redução da maioridade penal, commanobra do presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Rosso apresentou um projeto de lei que sugere a criação de “Centros de Ressocialização Juvenil” por meio de Parceria Público-Privada (PPP).
“Não é privatização”, rebate Rosso em entrevista a CartaCapital. “É um novo conceito. Não é nem o ECA, nem a penitenciária tradicional. É novo mesmo. (…) Para você ter uma ideia, o jovem vai trabalhar. Então as empresas que quiserem montar produtos e serviços vão poder entrar e o jovem vai gerar renda para a sociedade”, defende o parlamentar que, coincidentemente, assina a emenda aglutinativa da maioridade penal.
Como mostrou reportagem da Agência Pública, em maio deste ano, empresas que atuam na área de gestão prisional ajudaram a financiar as campanhas de pelo menos quatro deputados na Câmara: Bruno Covas (PSDB-SP), o pastor evangélico João Campos (PSDB-GO), Silas Câmara (PSD-AM) e Felipe Maia (DEM-RN). Já Rosso não recebeu doação, segundo a prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de nenhuma dessas empresas.
Para o advogado Ariel de Castro Alves, que também foi fundador da Comissão da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB, esse é um dos interesses por trás da redução da maioridade penal. “Muitos dos parlamentes que estão na Bancada da Bala são ligadas a empresas de armamento e segurança privada”, afirma. “Empresas de segurança privada querem migrar para a privatização do sistema penitenciário e explorar esse novo filão. É um mercado bastante promissor.”
(da Carta Capital)

Vetos na meta 12 do PDE desfiguram a educação superior no DF

Os vetos às estratégias contidas na meta 12, que trata do ensino superior, no Plano Distrital de Educação – PDE, sancionado no dia 14 de julho, pelo governador Rodrigo Rollemberg, desfiguram o alcance daquilo que foi aprovado pela Conferência Distrital de Educação, realizada em maio de 2014 com mais de 400 delegados. A opinião é dos professores Natalia Duarte e Remi Castioni, que respectivamente, são membros do Fórum Distrital de Educação, e participaram da consolidação da meta 12 do PDE.
Para a professora Natália Duarte, os vetos às estratégias relativas à Meta 12 causam estranheza. O Brasil tem 39 universidades estaduais e o DF é a penúltima unidade da federação sem uma universidade própria. “Isso que o DF tem a maior taxa de escolarização no ensino superior em relação à população, comparativamente ao Brasil e a maior renda per capita”, sublinhou.
Segundo a professora, as quatro primeiras estratégias vetadas dizem respeito à criação da Universidade Distrital, aproveitando a estrutura de ensino superior pública distrital já existente e com a metodologia própria. O que se pretendia assegurar é a integração ensino-serviço-comunidade, metodologias ativas e assistência a docência que, há 14 anos, a ESCS vêm desenvolvendo com excelência e reconhecimento nacional e internacional. O DF quer é uma Universidade própria, inovadora e desenvolvida a partir da sua experiência exitosa, “o melhor curso de medicina do país e um dos mais baratos está aqui na ESCS”, destacou.
O professor Remi Castioni, da Faculdade de Educação da UnB, e que representa os professores federais no FDE, destacou que os vetos às estratégias 12.8 e 12.9 (veja a seguir), não impactavam em recursos do DF para o sistema federal. Segundo ele, embora o sistema federal não integre o sistema distrital, a Universidade de Brasília, tem sua atuação no território do DF e como parte integrante das ofertas do ensino superior, não vê nenhum problema em indicar a participação da UnB no atendimento às metas do ensino superior. “O objetivo da Conferência Distrital foi mesmo o de indicar oferta pública federal, com recursos federais, e é o que está aprovado pela Câmara Legislativa e estranhamente vetado pelo governador”, destacou.
Para o professor Castioni, o Distrito Federal, apoiou a UnB na expansão recente dos campi do Gama e de Ceilândia. No caso das metas aprovadas, a construção do campi do Paranoá, com recursos federais não compromete as verbas do DF para o atendimento as etapas e modalidades que são da sua competência constitucional.
O professor destaca ainda, a exemplo da opinião da professora Natália Duarte, que a exclusão da Universidade Distrital, frustra o sonho dos estudantes de Brasilia em estudar numa universidade pública, uma vez que no DF, a proporção de alunos que estudam numa universidade pública é de 15%, enquanto a média nacional é de 25%, informou.
A meta 12 do PDE prevê que em uma década o DF alcance a taxa de matricula no ensino superior de 65% da sua população. A meta é superior ao fixado pelo Plano Nacional de Educação – PNE, em 50%. Atualmente, o DF está próximo de alcançar a meta nacional prevista para daqui há 10 anos, uma vez que já tem uma taxa líquida próxima de 30% da sua população de 18 a 24 anos matriculada no ensino superior.
O Fórum Distrital de Educação do DF deve se reunir na próxima semana para avaliar os vetos ao Plano.
Confira os vetos às estratégias da meta 12
META 12: Elevar a taxa bruta de matrícula da educação superior para 65%, ampliando a participação da oferta federal e a participação na oferta pública distrital de forma a aumentar 1% da taxa bruta ao ano até o último ano de vigência deste Plano.
12.1 – Alterar a categoria administrativa da Escola Superior de Ciências da Saúde – ESCS para Universidade Distrital no primeiro ano de vigência deste Plano. (VETADO)
12.2 – Consolidar, difundir e ampliar a Fundação Universidade Aberta do Distrito Federal – FUNAB, no primeiro ano de vigência deste Plano. (VETADO)
12.3 – Constituir, até o quinto ano de vigência deste Plano, a Universidade Distrital, prevista na Lei Orgânica do Distrito Federal. (VETADO)
12.4 – Estruturar a Universidade Distrital segundo os princípios da integração ensino-serviço-comunidade, metodologias ativas e docência-assistência em pequenos grupos.(VETADO)
12.5 – Assegurar financiamento vinculado à área de educação para o ensino superior público distrital.
12.6 – Ampliar políticas de inclusão e assistência estudantil, segundo a Plano Nacional de Assistência  Estudantil – PNAES.
12.7 – Assegurar ampliação de 50% das vagas ofertadas pelo sistema distrital de ensino superior para os estudantes das escolas públicas municipais e estaduais da RIDE-DF, até o primeiro ano de vigência deste Plano. (VETADO)
12.8 – Construir o campus Paranoá-Itapoã, da UnB, até o 2º ano de implantação do Plano, com recursos federais, completando, assim, todos os pontos cardeais do Distrito Federal, fortalecendo a aprendizagem e inovação social pela integração do ensino, da pesquisa, da extensão e das novas tecnologias. (VETADO)
12.9 – Ampliar a oferta de cursos nos campi da UnB existentes em Planaltina, Gama e Ceilândia, em especial, no período noturno, com consulta às comunidades das respectivas regiões. (VETADO)
12.10 – Ampliar a oferta pública de cursos superiores de tecnologia no sistema de ensino do Distrito Federal.
12.11 – Assegurar que as instituições públicas de ensino superior incluam, nos cursos de graduação, componente curricular e atividades relacionadas à educação das relações étnico-raciais, em gênero e sexualidades, diversidades e substâncias psicoativas, explicitados no Parecer nº 03, de 2004-CNE/CP, na Resolução nº 01, de 2004-CNE/CP e na Resolução nº 02, de 2012-CEDF (art. 19, VI).
12.12 – Criar a Faculdade de Artes, Educação e Letras do Distrito Federal, na FUNAB.(VETADO)
12.13 – Instituir a gestão democrática na Universidade Distrital, no primeiro ano de vigência deste Plano. (VETADO)
12.14 – Elevar gradualmente a taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais nas universidades públicas para 90%, ofertar, no mínimo, um terço das vagas em cursos noturnos e elevar a relação de estudantes por professor para 18, mediante estratégias de aproveitamento de créditos e inovações acadêmicas que valorizem a aquisição de competências de nível superior.
12.15 – Assegurar, no mínimo, 10% do total de créditos curriculares exigidos para a graduação em programas e projetos de extensão universitária, orientando sua ação, prioritariamente, para as áreas de grande pertinência social.
12.16 – Ampliar a participação proporcional de grupos historicamente desfavorecidos na educação superior, inclusive mediante a adoção de políticas afirmativas, na forma da lei.
12.17 – Assegurar condições de acessibilidade nas instituições de educação superior, na forma da legislação.
12.18 – Fomentar estudos e pesquisas que analisem a necessidade de articulação entre formação, currículo, pesquisa e mundo do trabalho, considerando as necessidades econômicas, sociais e culturais do País.
12.19 – Institucionalizar programa de composição de acervo digital de referências bibliográficas e audiovisuais para os cursos de graduação, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência.

Nota de falecimento

É com grande pesar que o Sinpro comunica o falecimento da professora aposentada Sheila de Souza Xisto, que por muito tempo lecionou na Escola Classe 407 Norte. Ela tinha 49 anos de idade.

O velório será realizado nesta terça-feira (21), a partir das 12h, no Cemitério Campo da Esperança do Plano Piloto (Asa Sul) – no templo ecumênico 1 – e o sepultamento ocorrerá às 15h.

A diretoria do Sinpro presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

 

Festival Latinidades começa em Brasília na quarta-feira (22)

Desde sua concepção, o festival Latinidades tem como principal objetivo discutir questões relacionadas à mulher afro latino-americana e caribenha. Em 2015, o evento, sediado em Brasília, chega à oitava edição com o tema “cinema negro”. De 22 a 26 de julho, a sala, o foyer e a área externa do Cine Brasília (tradicional espaço da sétima arte na capital brasileira) receberão uma série de atividades, como debates, palestras, oficinas, shows e exibição de filmes.
 
Afinal, o que é o cinema negro? Que cinema está sendo produzido na diáspora negra? Quais os circuitos onde é possível acessar esta produção? Como está representada a imagem da mulher negra no cinema? Como criar uma rede de circulação da produção cinematográfica/audiovisual produzida por pessoas negras, valorizando temas específicos e transversais? Esses são alguns dos temas propostos para o Latinidades 2015 e que serão abordados ao longo dos cinco dias do evento.
Participarão do Latinidades pessoas envolvidas com a questão negra em diversas manifestações, como música, literatura, dança, audiovisual, educação e produção acadêmica, e ações de promoção de igualdade – como Fundação Palmares, Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), Prêmio Educar para a Igualdade Racial e de Gênero; Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça e Subcomissão de Diversidade da Petrobras e a musicista pernambucana Mãe Beth de Oxum.
Entre as convidadas internacionais estão as americanas Kathleen McGhee Anderson, premiada roteirista e produtora de televisão, teatro e cinema; e Yaba Blay, professora universitária da disciplina Estudos Africanos na Universidade de Drexel (EUA).
Também virão para o Brasil participar do evento a coreógrafa, cantora, pesquisadora, roteirista e diretora colombiana Esperanza Bioho Perea Martinez, criadora da Fundação Cultural Colômbia Negra e gerente dos Encontros Internacionais de Expressão Negra; e a franco-camaronesa Pascale Obolo, cineasta feminista e editora-chefe da revista Afrikadaa.
As cantoras Elza Soares, a inglesa com ascendência nigeriana Folakemi, a paulista Tássia Reis e a paranaense Karol Conka, entre outras, se apresentarão no Latinidades 2015.
Serviço:
O evento é gratuito.
Informações sobre a programação no site
(Do Portal Vermelho)

Centrais Sindicais da América do Sul defendem Dilma e democracia

Representantes de centrais sindicais de países da América do Sul se reuniram com a presidenta Dilma Rousseff na noite de hoje (17) e manifestaram apoio ao governo e preocupação com a continuidade da democracia no país. Sem citar diretamente o momento de instabilidade política pela qual passa o Brasil, os sindicalistas que estão em Brasília para 48ª Cúpula do Mercado Comum do Sul (Mercosul) fizeram um apelo em defesa do caráter democrático em toda a região.
Antonio Jara, coordenador das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), citou os casos de situações ocorridas recentemente pelos governos do Paraguai, Equador e da Argentina para comparar com a situação brasileira. “Nossa solidariedade por ataques que tanto ela [Dilma] como o governo vem sofrendo”, disse. “Uma das nossas principais preocupações é a democracia. Queremos que movimentos sindicais trabalhem para fortalecer a democracia”, acrescentou.
Andres Larisgottia, que participa do movimento sindical argentino, afirmou que a classe trabalhadora não pode ficar indiferente à conjuntura difícil. “Temos clareza de que com a ausência da democracia, quem mais sofre são trabalhadores e trabalhadoras”, complementou Antonio Lisboa, representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Nas últimas semanas, a presidenta tem enfrentado a manifestação de setores que discutem possíveis pedidos de impeachment, com base em apreciações das contas do governo e da campanha presidencial que têm sido questionadas pelo Tribunal de Contas da União e o Tribunal Superior Eleitoral.
Presente na entrevista aos jornalistas, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, disse que o governo não está preocupado com os últimos desdobramentos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e que não vê paralisia com a proximidade das ações com o Palácio do Planalto.
“O governo governa com uma liderança forte da presidenta Dilma. Tem trabalhado com muita intensidade seus programas, suas políticas públicas. Acompanha toda essa movimentação, colabora com todos processos de investigação e entende que é momento de fortalecimento das instituições no nosso país”, disse.
(Do Portal Forum)

Acessar o conteúdo