CUT realiza Plenária com sindicatos filiados nesta quarta-feira (7)
Jornalista: sindicato
Diante da atual conjuntura, que apresenta diversos problemas de pagamento de verbas remuneratórias a servidores públicos do GDF e trabalhadores terceirizados, além de diversas Campanhas Salariais que estão em curso neste 1º trimestre, a Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasília realizará Plenária com as suas 102 entidades filiadas. A atividade será realizada nesta quarta-feira (7), às 14h, na sede da Central (SDS Venâncio V subsolo), com o objetivo organizar e preparar a agenda de luta da classe trabalhadora do Distrito Federal.
Professores reivindicam benefícios atrasados em frente ao Buriti
Jornalista: sindicato
Durante a manhã e início da tarde desta terça-feira(6), professores(as) e profissionais da saúde protestaram em frente ao Palácio do Buriti. As categorias reclamam de benefícios não pagos em dezembro.
Os(as) professores efetivos e temporários reivindicam o pagamento do 13° salário dos aniversariantes do mês de dezembro, a diferença do 13° salário para os(as) aniversariantes entre janeiro e agosto de 2014, além do pagamento das férias que está atrasado, previsto para segunda-feira (5).
Uma comissão formada por diretores do Sinpro, da CUT, do SAE (Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar) e do Sindsaúde (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília) foi recebida por Hélio Doyle (chefe da Casa Civil), Marcos Dantas (Secretário de Relações Institucionais e Sociais) e Paulo de Oliveira (Secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão).
De acordo com o Secretário de Planejamento, o GDF está solicitando ao Governo Federal a antecipação de quase metade da parcela do duodécimo do Fundo Constitucional. Este montante, de acordo com o Secretário, seria para quitar apenas os salários das categorias. Ele apresentou números, apontando que a folha salarial dos profissionais de educação, saúde e segurança totaliza R$ 1,5 bilhão por mês, sendo que o governo só possui R$ 1 bilhão em caixa. O secretário afirmou que vai esperar o fluxo de entrada de arrecadação, no dia 10 de janeiro, para tentar resolver todas estas pendências, relativas ao mês de dezembro.
O Secretário Marcos Dantas sugeriu fazer outra reunião para discutir a possibilidade da prorrogação o inicio das férias (e assim como do ano letivo de 2015) dos(as) professores(as), com representantes do Sinpro e da Secretaria de Educação. A questão está sendo avaliada pela diretoria do Sindicato.
Plenária da CUT
Nesta quarta-feira (7), a CUT Brasília realizará uma plenária às 14 horas na sua sede, no Conic. Todos(as) os(as) trabalhadores(as) das categorias em que o GDF apresenta algum débito (professores, auxiliares de educação, saúde, terceirizados, dentre outras) devem comparecer. Nesta reunião, serão definidas ações conjuntas para pressionar o governo a resolver todas estas pendências.
É com grande pesar que o Sinpro comunica o falecimento da professora de atividades Isadora Sales Ribeiro, de 39 anos. Ela lecionou no Guará e em São Sebastião e ultimamente dava aula no CEF 02 da Estrutural. O velório e o enterro serão em Santa Rita, na Bahia.
A diretoria do Sinpro presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.
Portaria de distribuição de turmas traz prejuízos para a rede de ensino pública
Jornalista: sindicato
A Portaria nº 284, publicada na Edição Extra nº 275 do DODF dessa quarta-feira, que trata da forma como as turmas serão distribuídas a partir de 2015 traz um dos maiores retrocesso na luta da categoria docente do Distrito Federal. A Diretoria do Sinpro estima que, com essa portaria, a rede pública de ensino vai perder, este ano, cerca de 400 coordenadores pedagógicos. E mais, não terá nenhum coordenador até que o primeiro bimestre termine
É a primeira vez, desde 2007, quando o Sinpro passou a integrar as comissões do Governo do Distrito Federal (GDF) de elaboração de portarias e outras leis destinadas à docência, que o conteúdo de uma portaria discutido com o Sindicato dos Professores é alterado à revelia dos representantes da categoria e publicado de forma unilateral. As modificações foram efetuadas sem nenhuma explicação ou comunicado ao Sindicato que justificassem os motivos da modificação. O Sinpro participa da comissão que elabora as portarias desde 2007. O texto anterior havia sido resultado de várias discussões entre o Sinpro e a Secretaria de Educação foi modificado.
O artigo 26, parágrafo 1º, incisos I, II, III e IV foram modificados pela equipe do gabinete do Secretário de Educação do antigo governo diminuem significativamente o número de coordenadores pedagógicos em várias escolas e também o artigo 22 deixa claro que os coordenadores somente serão liberados após o término do primeiro bimestre. Esses dois artigos desarticulam todo o trabalho pedagógico da rede.
Embora tenha sido publicado no último dia do ano de 2014, ainda no mandato do governo anterior, declarações de representantes do atual gabinete da Secretaria de Educação em matéria publicada na página 16 do Correio Braziliense do dia 29 de dezembro levam a crer que essa ação foi articulada com os membros do governo passado e os do atual gabinete, uma vez que o próprio secretário Júlio Gregrório disse, na matéria, que “à medida que formos organizando as redes, os coordenadores poderão voltar aos cargos gradativamente”. Conquista da categoria – Polyelton de Oliveira Lima, secretário de Políticas Sociais do Sinpro lembra que “a coordenação é uma conquista da categoria e o papel do coordenador é imprescindível para a elaboração das ações pedagógicas. Ao ser escolhido pelo grupo de docentes, o coordenador deve organizar a rotina pedagógica da escola, associando as necessidades da comunidade escolar e as estratégias para melhor aproveitar as capacidades e habilidades dos professores, visando o bom desempenho dos alunos. Desse modo, as funções desenvolvidas pelo coordenador são extremamente relevantes para o bom andamento da escola, cabendo a ele o planejamento, a orientação, o acompanhamento e a supervisão das atividades pedagógicas, além de trabalhar com a intermediação dos conflitos e a proposição de estratégias que contribuam com a comunidade”.
O secretário diz que, na organização das estratégias da escola, o PPP prevê a interdisciplinaridade como prática reflexiva e de leitura de mundo. Ora, como desenvolver atividades integradas sem o planejamento das atividades pedagógicas? Em uma visão reducionista, lugar de professor é na sala de aula. No entanto, não há um bom aproveitamento pedagógico sem não existir a participação prévia do coordenador. Portanto, ele é imprescindível para o planejamento das ações pedagógicas e a articulação integrada das ações.
Por mais que os professores e orientadores estejam em contato direto com os alunos, eles não conseguem, sozinhos, articular ações que visem a interdisciplinaridade. Nesse sentido, é o coordenador que reúne as informações, os dados e as sugestões que darão suporte aos professores no desenvolvimento de suas atividades, proporcionando, por conseguinte, um melhor aproveitamento dos alunos.
Até 1995, o coordenador não era dispensado da regência de classe, o que o obrigava a acumular as duas funções. Só a partir de 1997 que o coordenador passou a atuar as 40 horas exclusivamente nessa função, possibilitando a otimização do tempo de planejamento e da formação dos docentes (um bom exemplo foi a participação dos coordenadores na execução do PNEM). As escolas conquistaram as coordenações e esses espaços foram ampliados nos últimos anos. Será que retroceder é a melhor alternativa?
Contrariando o que foi construído ao longo dos últimos 17 anos, essa função corre o risco de não existir em 2015. Será que a equipe gestora conseguirá assumir sozinha essa responsabilidade ou os professores desenvolverão ações isoladas nas salas de aula? Como fica a proposta de construção de indivíduos engajados em um mundo plural e dinâmico? Tudo bem que o ano letivo deve ser garantido com os professores em sala de aula, mas a função do coordenador é inquestionável.
Servidores da educação estão em frente ao Palácio do Buriti e cobram acertos do GDF
Jornalista: sindicato
Começou na manhã desta segunda-feira (22), ato público que chegou a fechar o Eixo Monumental, nos dois sentidos, em frente ao Palácio do Buriti, por volta das 10h20. Participam do ato professores(as) da ativa e aposentados, servidores de assistência à educação e funcionários terceirizados. O Sinpro está presente na manifestação, assim como os companheiros do Sindser e SAE.
As reclamações de todos(as) os(as) servidores(as) são de pagamentos não efetuados pelo GDF. A Secretaria de Administração Pública, através do Secretário Wilmar Lacerda chamou as lideranças dos sindicatos, para discutirem esta questão.
Cerca de 2 mil pessoas estão no local e há pouco liberaram as pistas da avenida, assim que a reunião foi convocada.
Em relação aos(às) professores(as) a pendência é em relação ao não pagamento do 13ºsalário dos profissionais que fazem aniversário no mês de dezembro, além do pagamento das diferenças do 13º salário para quem faz aniversário entre janeiro e agosto.
Também estão presentes no ato professores(as) de contratos temporários que não receberam o 13º salário.
Professor Vicente Melo lança seu terceiro livro: Vidas Vazias
Jornalista: sindicato
Com prefácio do professor e cineasta Vladimir Carvalho, o terceiro livro do escritor Vicente de Melo, “Vidas vazias”, é uma coletânea de contos que nos traz várias histórias tristes e polêmicas, que se passam nas avenidas retilíneas e sem esquinas de Brasília e em seus arrebaldes.
A maioria dos contos retrata a dura realidade de pessoas humildes na luta para a sobrevivência, geralmente, oriundas da periferia, seja de alguma favela ou mesmo de uma cidade-satélite, e que, geralmente, servem como mão de obra para os mais ricos e privilegiados. Desilusões, perfídias, prostituição, mendicância, acidentes, assassinatos, juntamente com a polêmica do suicídio, sempre discutido no mundo da dialética como um ato insano de covardia ou de coragem, misturam-se a narrativas que nos levam a refletir sobre as questões sociais numa cidade sempre dividida entre o luxo e o lixo, a riqueza e a miséria.
O livro pode ser adquirido pelo site da Editora Kiron, ou seja, www.editorakiron.com.br/livraria. Além do contato com a editora, os interessados podem entrar em contato direto com o autor pelos telefones: (61) 8134-4400, ou pelo email vicentao@hotmail.com e fazerem seus pedidos ou adquirir informações.
Prefeito derruba busto de Costa e Silva: ‘Manchou história do país’
Jornalista: sindicato
Monumento foi derrubado na cidade de Taquari (RS), onde nasceu o ex-presidente acusado pela Comissão da Verdade por violações de direitos humanos durante a ditadura militar
Em Taquari, município do Rio Grande do Sul, a conclusão do relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV) motivou a derrubada de um busto do ex-presidente Costa e Silva na última terça-feira (16). De acordo com o prefeito Emanuel Hassen de Jesus (PT), a decisão foi tomada junto com outras autoridades locais após a divulgação do documento. “Não tenho dúvidas que ele manchou a história do país. Foi responsável por um dos piores períodos de nossa história”, afirmou à imprensa.
Artur da Costa e Silva nasceu em Taquari e governou o Brasil entre 1967 e 1969, durante o regime militar. O monumento em homenagem a ele estava localizado na praça central da cidade e foi conduzido para o museu que funciona em uma antiga casa onde residia a família do ditador.
A estrutura foi derrubada por uma máquina da prefeitura na véspera dos 45 anos de morte do marechal. De acordo com o relatório apresentado pela CNV, todos os presidentes atuantes no período do regime militar foram responsáveis por violações de direitos humanos. O nome de Costa e Silva aparece na lista, ao lado de outras 376 pessoas acusadas de crimes durante a ditadura.
(Da Revista Forum)
Mujica: "Não quero que Clarín e Globo dominem a mídia no Uruguai"
Jornalista: sindicato
Nesta terça-feira (16), começou a ser debatida a Lei de Mídia na Câmara dos Senadores do Uruguai. Em seus últimos meses como presidente, José “Pepe” Mujica foi direto sobre o assunto: não quer que grandes conglomerados estrangeiros de comunicação tomem conta do setor no país.
“[Deixando] mais claro: eu não quero nem que o Clarín ou a Globo se tornem donos das comunicações no Uruguai”, afirmou Mujica. Embora tenha confessado ainda não estar totalmente interado sobre o projeto, deixou claro que, por ora, concorda em “linhas gerais” com o que está sendo proposto.
O mandatário disse ainda que parece “que qualquer coisa [mercado] que se queira regular é um pecado mortal”. Ao demonstrar que pensa exatamente o contrário, o presidente classificou as gigantes da Argentina e do Brasil como “tubarões de fora”: “Tudo bem que tem de ter liberdade de imprensa, mas o que menos deve ter é o monopólio de uma coisa que vem de fora”.
Mujica fica no poder até 1° de março de 2015, quando “devolve” a faixa da Presidência uruguaia para Tabaré Vázquez.
(Da Revista Forum)
Congresso Nacional vai permanecer na cumplicidade com crimes homofóbicos?
Jornalista: sindicato
Em sessão para discutir o relatório final do Código Penal, foi sugerido o desapensamento do PLC 122, mas a medida não passa de manobra para não punir os crimes de ódio no Brasil; ABGLT declarou apoio às emendas de Marta Suplicy
Por Marcelo Hailer / Foto: Agência Brasil
Em sessão realizada nesta quarta-feira (17), a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ) debateu o relatório final da reforma do Código Penal, que está a cargo do senador Vital Rego (PMDB-PB). O relatório sugere o desapensamento do PLC 122, Projeto de Lei da Câmara que visa tornar crime atos homofóbicos. Com isso, acaba por rejeitar as emendas apresentadas pela senadora Marta Suplicy (PT-SP), que ficou indignada com a sugestão. “Foi feita uma manobra procrastinatória para apensar, aí apensou e agora eu tenho na mão uma justificativa dizendo que foi errado, que não compete ao Código Penal e que ele (PLC 122) deveria ser desapensado e voltar para o 122. O que é isso?”, protestou.
A senadora acerta ao afirmar que o Congresso Nacional “procrastina” em torno do debate da criminalização homofóbica, pois desde 2003 o PL circula pelo Congresso Nacional e foi transformado em um verdadeiro “demônio” pelos quadros conservadores do Congresso. Porém, apenas debitar a conta no bolso das bancadas religiosas e reacionárias é fácil. Mas, o fato é que a grande maioria dos parlamentares é cúmplice do não-debate sobre crimes de ódio no Brasil, que, incrivelmente, segue como o país com mais mortes, ao redor do mundo, motivadas por orientação sexual e identidade de gênero, e, para mostrar isso, existem dados do governo federal.
Com a exceção das/os parlamentares Erika Kokay (PT-DF), Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ), Ana Rita (PT-ES), Marta Suplicy (PT-SP), Paulo Paim (PT-RS) e Randolfe Rodrigues (PSOL-PE), o que se observa, desde que o PLC 122 se tornou alvo das mais baixas distorções perpetradas pelos setores reacionários do Congresso, é um silêncio cúmplice e sepulcral. Nem mesmo frente a trágicas mortes como a de Alexandre Ivo, o silêncio foi rompido. O que se escuta nos corredores do Congresso Nacional daqueles deputados que se colocam como “progressistas” mas que não vão público falar sobre o assunto, é que defender a criminalização da homofobia é sinônimo de “perder votos”. Está mais do que na hora de sair de cima do muro.
A cumplicidade parlamentar para com os crimes de ódio é a mesma que mantém Jair Bolsonaro (PP-RJ) dentro do Congresso. Todos permanecem calados, como se nada estivesse acontecendo. Enquanto isso, do lado de fora, mulheres são estupradas e LGBT são assassinados cotidianamente e, hoje, com ampla cobertura da imprensa. Está mais do que na hora de sair do lugar confortável que o muro proporciona. E isso vale à presidenta Dilma Rousseff, que à época da eleição se declarou favorável à criminalização da homofobia, quando disse que a prática de discriminação seria um “câncer”. Pois bem, o momento está posto e todos aguardam um pronunciamento oficial da presidenta reeleita a favor das emendas apresentadas por uma senadora de seu partido.
Por hora, a única voz de apoio às emendas da senadora Marta Suplicy, que faz da orientação sexual e identidade de gênero agravantes em vários crimes, é da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), que, em carta divulgada nesta tarde (17), afirma que ninguém escolhe vivenciar experiências homofóbicas. “As pessoas não escolhem nem optam por ser LGBT. Quem escolheria ou optaria para ser sujeito à discriminação e à violência que são interligadas a essa condição? A sexualidade não é estanque, ela é extremamente variada e suas diversas manifestações devem ser respeitadas”, diz a nota.
E o Congresso Nacional, vai permanecer no silêncio cúmplice? As bancadas dos partidos ditos “progressistas” vão pressionar pela aprovação das emendas apresentadas por Marta Suplicy? A conferir.
A seguir, leia na íntegra nota divulgada pela ABGLT em apoio às emendas e pela criminalização da homofobia: “NOTA OFICIAL DA ABGLT EM APOIO ÀS EMENDAS PROPOSTAS PARA A CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA NA REFORMA DO CÓDIGO PENAL Todos os anos no Brasil, centenas de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) são assassinados tão somente em função de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero diferentes da heteronorma convencionalmente aceita e imposta. A maioria desses casos permanece sem apuração e a impunidade reina, perpetuando a situação. O “Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: ano de 2012”, publicado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, revela que no ano de 2012 houve pelo menos 310 homicídios de LGBT no país. No mesmo ano, também houve 9.982 denúncias de violações dos direitos humanos de pessoas LGBT. Entre as populações consideradas vulneráveis, a população LGBT é a única que não tem legislação específica de proteção contra a discriminação e a violência, diferente das mulheres, dos negros e assim por diante. E a oposição à aprovação de uma lei específica de proteção das pessoas LGBT vem sobremaneira de setores ultraconservadores e fundamentalistas para quem os direitos humanos são irrelevantes ou para quem convicções religiosas que não aceitam a homossexualidade vêm acima do princípio da laicidade do processo legislativo e do Estado. Iniciado em 2001 como o Projeto de Lei 5003/2001, tramitou doze anos no Congresso Nacional (cinco na Câmara e sete no Senado) a proposição de criminalização da homofobia. No Senado, sob o nome de Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, a proposição estava na tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e depois iria para a aprovação na Comissão de Direitos Humanos (CDH). Em uma manobra de deputados e senadores ligados à bancada evangélica, o PLC 122 foi apensado à reforma do Código Penal. As pessoas não escolhem nem optam por ser LGBT. Quem escolheria ou optaria para ser sujeito à discriminação e à violência que são interligadas a essa condição? A sexualidade não é estanque, ela é extremamente variada e suas diversas manifestações devem ser respeitadas.
A Constituição Federal do Brasil estabelece que não haverá discriminação de qualquer natureza e que todos são iguais perante a lei. Também assegura a dignidade humana e a segurança jurídica. Contudo, pelo quadro de discriminação e violência exposto acima, está evidente que os direitos constitucionais da população LGBT estão sendo feridos e que é preciso protegê-los afirmativamente. Por estes motivos, a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – manifesta seu apoio às iniciativas da Senadora Marta Suplicy e Ana Rita e do Senador Randolfe Rodrigues para que o projeto do novo Código Penal que está em tramitação no Congresso Nacional também garanta a criminalização da homofobia, para pôr fim à vergonhosa situação da impunidade da violência e discriminação contra as pessoas LGBT no Brasil. Assim, conclamamos que as organizações e pessoas aliadas façam mobilização nas redes sociais para o envio de mensagens às(aos) senadoras(es) solicitando sua articulação em favor da inclusão da criminalização da homofobia na reforma do Código Penal. 17 de dezembro de 2014 ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais”
(Da Rede Brasil Atual)
Para reduzir evasão no ensino médio, escolas apostam no acompanhamento e reforço
Jornalista: sindicato
O abandono escolar de jovens no ensino médio e a dificuldade em melhorar os índices de conclusão têm ocupado parte importante do debate sobre a educação básica nos últimos anos. Dos 8,2 milhões de jovens matriculados no ensino médio em 2013, 659 mil abandonaram o estudo (8,1%) e 977 mil foram reprovados naquele ano (11,9%), segundo o Censo Escolar compilado na plataforma Qedu.
“O atraso no ensino médio impacta no mercado de trabalho porque reduz a qualidade do trabalhador e repercute no ensino superior, onde sentimos as dificuldades de formação do aluno “, analisa João Cardoso Palma Filho, especialista em política educacional da Unesp.
O quadro é mais preocupante no primeiro ano do ensino médio, quando o índice de abandono chega a 10,1% (339 mil estudante) e o de reprovação atinge 16,7%.
“A escola precisa conhecer melhor seu estudante, sua trajetória escolar e sua história de vida. Isso para que o professor possa perceber não apenas as lacunas de aprendizado, mas também lacunas relacionadas a aspectos emocionais, como auto-estima e autonomia”, avalia Rosângela Fritsch, professora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e pesquisadora da evasão de alunos na fase final da educação básica.
A fim de entender quais são as dificuldades enfrentadas nessa etapa do ensino e combatê-las surgem projetos que reúnem universidade e escolas em diferentes áreas do País.
Acompanhando três escolas públicas de São Leopoldo (RS), Rosângela explica que características dos alunos, como o alto índice de matrículas no período noturno, presença de alunos em atraso escolar e que trabalham, explicam parte importante do abandono escolar.
“É marcante esse círculo vicioso entre a reprovação, que leva à defasagem idade-série e ao abandono escolar”, afirma a pesquisadora. Nas escolas estudadas, o aluno que está na idade certa para sua escolaridade tem 148% mais chances de se formar no ensino médio que aquele que já está atrasado.
“Percebemos que por conta da dinâmica da escola, os professores sabiam muito pouco de seus alunos. Nós, então, apresentamos as informações coletadas sobre os estudantes para eles e começamos a discutir propostas para que as escolas tivessem melhores resultados”, conta.
Em parceria com os professores dessas escolas, uma das atividades feitas foi acompanhar os alunos que ao longo dos bimestres mostravam ter desempenho abaixo do adequado. “Fizemos uma proposta pedagógica de trabalho específica para eles e conseguimos que não houvesse reprovação nesse ano.”
Segundo Rosângela, mudanças simples na escola ajudam a criar um ambiente de troca que beneficie o aprendizado e a continuidade dos estudos. Algumas unidades de São Leopoldo mudaram adiantaram o jantar para o horário de início das aulas para aproximar os estudantes trabalhadores.
“Muitos desses alunos saem do trabalho direto para a escola, cansados e muitas vezes com fome. A escola criou a alternativa de antecipar a janta e trouxe os professores para a refeição. Assim, os alunos que chegam cedo podem tirar dúvidas e conversar com os professores. É uma ação bem simples, mas que pode aumentar a interação entre alunos e professores.”
Aluno precisa ser encantado pela escola
No ano passado, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) apresentou os resultados de uma pesquisa que perguntava a jovens de baixa renda o que eles pensavam sobre a escola. Entre os achados, a pesquisa mostrou que os alunos não veem utilidade em muitas das disciplinas oferecidas. Apenas 30,5% consideravam biologia uma matéria útil, 28,8% percebiam valor no ensino de química e 27,6% no ensino de física.
Sentido na prática em escolas de Foz do Iguaçu (PR), esse cenário deu origem ao projeto Encantar para Ficar, criado por pesquisadores da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Localizado em uma cidade fronteiriça com o Paraguai, a coordenadora, Catarina Fernandes, conta que as escolas notavam a grande perda de alunos ao longo do ano.
“Uma sala que começava com 30 alunos chegava a julho com 15. Percebíamos que muitos deixavam a escola e eram atraídos para trabalhar com contrabando e outras atividades ilegais. Em entrevistas, eles diziam que parte do motivo do abandono era por não entenderem o conteúdo passado na escola”, conta.
“A escola precisa criar mecanismos para encantar este aluno do ensino médio para que ele fique dentro da escola. Ele precisa se sentir dentro da escola, criar um sentimento de pertencimento àquela unidade escolar.”
No projeto, alunos de licenciatura em ciências naturais da universidade e pesquisadores acompanham as aulas do ensino médio das escolas e, a partir das dificuldades dos alunos e do conteúdo apresentado pelos professores, fazem uma programação opcional de atividades em laboratório para os estudantes no contraturno. “É um projeto a título de reforço escolar, mas que também cria interesse e aumenta a autoestima dos estudantes”, avalia.
Desde fevereiro, os estudantes que quiserem podem participar das aulas em laboratório, visitas à universidade, ao observatório e outras propostas dos monitores do projeto. Ao longo do ano, Catarina conta que 70% dos estudantes de 1o ano se envolveram no projeto e, entre eles, não houve abandono escolar.
“Para o próximo ano devemos acompanhar os estudantes que já participaram do projeto e muitos deles serão monitores dos novos alunos do ensino médio, que entrarão no ano que vem. Após terem participado de uma feira de ciências, eles se sentem prontos para ajudar os futuros colegas e têm orgulho de participar das atividades e isso não podemos tirar deles”, afirma.
(Do IG)