Quem tem medo da Política Nacional de Participação Social?

Conselhos populares servem para aproximar o governo dos cidadãos e aumentar a transparência de suas ações, dificultando o avanço de atos de clientelismo ou fraudes, diz Nicole Verillo
Eu já havia perguntado, em minha coluna de estreia no Congresso em Foco, quem tinha medo da participação cidadã, quando falei sobre os vereadores de Ilhéus e a proibição dos cidadãos filmarem as sessões da Câmara Municipal. Agora, dirijo a mesma pergunta ao Congresso Nacional, que vem demonstrando que quer a sociedade bem longe da Casa do Povo.
A Câmara dos Deputados tem como missão “representar o povo brasileiro, elaborar leis e fiscalizar os atos da Administração Pública, com o propósito de promover a democracia e o desenvolvimento nacional com justiça social”. Além de estar longe de representar o povo brasileiro, a Casa parece também não estar tão disposta a promover a democracia.
Na semana passada, a Câmara derrubou o decreto da Política Nacional de Participação Social (PNPS), que tem como objetivo “fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. A ação foi encabeçada pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o deputado, investigado pelo Ministério Público e recém-derrotado nas eleições para o governo do Rio Grande do Norte, que entrou com uma representação contra o juiz Márlon Reis por publicar o livro “O nobre deputado”, que retrata a realidade do que se passa nos bastidores da política brasileira, contando a maneira como alguns parlamentares de várias instâncias compram votos para os seus mandatos.
Desde que foi criado, o decreto sofreu inúmeros ataques: alguns disseram que ele faz parte de uma ditadura “bolivariana” e venezuelana disfarçada, que é o fim da democracia e que pretende acabar com a função do Congresso Nacional. Sinceramente, não é possível acreditar que quem dispara tais ataques tenha se dado o mínimo trabalho de ler o decreto que, em minha opinião, ao contrário do que diz o governo, não traz nada de novo. A PNPS não passa de uma regulamentação dos conselhos de políticas públicas, comissões, conferências nacionais, ouvidoria pública, mesas de diálogo, fórum interconselhos, audiências e consultas públicas, e ambientes virtuais de participação. Ou seja, mecanismos de participação social e de diálogo com a sociedade, que já existem, já estão previstos na Constituição Federal e já estão funcionando (não da forma ideal, mas estão).
Não, o decreto não obriga a criação de nada novo, não traz avanços inovadores, não muda nossa democracia de representativa para direta, não cria novos órgãos ou cargos, não diminui as funções do Congresso Nacional, não interfere em outros poderes, não aparelha o Estado, não controla a sociedade civil e não regulamenta nenhuma ditadura. E não, não é preciso ser especialista para concluir isso, basta ler o decreto (insisto).
Os conselhos, alvo atacado pela oposição, são instâncias de participação e interlocução da sociedade com o Estado no planejamento e acompanhamento das políticas públicas. Alguns têm décadas de funcionamento, como o Conselho Nacional de Saúde, instituído em 1937. Outros foram institucionalizados pela Constituição de 1988, como resultado de uma demanda por uma maior participação e controle público. É nesses espaços, do âmbito local ao federal, que a sociedade civil organizada pode debater sobre suas demandas, projetos e necessidades para inseri-los na agenda governamental.
E por que a PNPS incomoda tanto nossos parlamentares? Porque os conselhos, além de canais de participação política, são canais de controle público sobre a ação governamental. Os conselhos podem interferir, de forma significativa, nas ações e metas dos governos para garantir que as demandas e temas de interesse público entrem na agenda governamental. Ou seja, os conselhos devem servir para aproximar o governo dos cidadãos e aumentar a transparência das ações de governo, dificultando que atos de clientelismo ou fraudes sejam realizados.
Os conselhosno Brasil enfrentam enormes desafios para exercerem seu papel. A PNPS contribui para regulamentar esse espaço que já existe, através de diretrizes. Porém, cabe a nós, cidadãos, ocupar os conselhos, do nível municipal ao federal, e garantir que as reais demandas da sociedade sejam atingidas. Garantir que as demandas em sua cidade sejam atendidas, garantir que as políticas estaduais estejam de acordo com o que pensa a população e garantir que o Congresso Nacional realmente nos represente.
O Congresso não pretende avançar naquilo que vai contra seus interesses, como por exemplo, a reforma política. Parlamentares já afirmaram que a sociedade não deve participar da construção da reforma política. Sendo assim, imagino que ficou fácil entender a reação contrária e a derrubada da PNPS pela Câmara.
Ninguém pretende acabar com o Congresso Nacional, apesar de ele não possuir capacidade de aprovar políticas demandadas pela população. O que se espera é, através da participação cidadã, corrigir a distorção de representação que nosso sistema permite. Lembro novamente que somente 35 deputados federais, dos 513 que irão compor a Câmara a partir de 2015, receberam votos suficientes para se elegerem sozinhos. Os demais foram eleitos com os votos da legenda ou de outros candidatos de seu partido e coligações.
Fomos às ruas em 2013, acabamos de viver de um processo eleitoral extremamente intenso e doloroso, com um resultado que demostra claramente que é preciso mudar a forma de fazer política no país. O que falta é que as pessoas entendam que nada vai mudar sem a participação delas e sem o envolvimento da sociedade. A sociedade precisa ser capaz de se organizar e exercer influência sobre o sistema político para garantir que seus interesses sejam atendidos. Participar somente a cada quatro anos não é suficiente, nunca foi.
Fonte: Congresso em Foco
Artigo de Nicole Verillo

Saiu o resultado do processo seletivo para professor temporário da SEDF

Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nº 232, desta quinta-feira (6 de novembro de 2014), o resultado do processo seletivo simplificado da Secretaria de Estado da Educação.
CONFIRA AQUI  o resultado preliminar que vai da página 62 à 194.

Terceirizados pressionam para reverter demissões no governo

Trabalhadores terceirizados que prestam serviços de limpeza e conservação em diversos órgãos do Governo dos Distrito Federal (GDF) realizaram na manhã desta quinta-feira (6) mais um ato de protesto, na Praça do Buriti, em frente à sede do governo.
Por não estarem recebendo os repasses previstos em contrato com o GDF, as empresas tomadoras dos serviços passaram a promover demissões em massa. Quando não é isso, os salários atrasam, assim como o vale-tranporte. Os atrasos já atingem cerca de 6 mil terceirizados, que estão sob risco de demissão.
“Só em uma das empresas houve a demissão de 900 trabalhadores, com a possibilidade de mais 800 dispensas nos próximos dias”, disse o dirigente do Sindiserviços – sindicato que representa os terceirizados no DF – Antônio de Pádua Lemos. Ele explicou que, com a redução do quadro de pessoal nas empresas, “os remanescentes são deslocados de um setor, já precarizado, para cobrir outro. É hora de o GDF fazer a sua parte e não virar as costas para os trabalhadores”.
Presente ao ato, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços, Alci Matos Araújo, lembrou que o “recebimento do salário é um direito sagrado”, questionando onde está o compromisso social do governo.
sindiservicos_interna“Espero que Agnelo deixe o Buriti com o mínimo de dignidade, que cumpra suas obrigações. Vamos lutar para os avisos de dispensa sejam rasgados, reintegrando os trabalhadores”, destacou em sua fala o secretário de Finanças da CUT Brasília e vice-presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e no Setor de Serviços do DF (Fetracom) Julimar Roberto de Oliveira Nonato.
No fim da manhã, um grupo de dirigentes sindicais foi recebido pelo secretário Wilmar Lacerda (de Administração Pública). O objetivo do encontro é saber o que o GDF pretende fazer para solucionar o problemas dos terceirizados.
Até o fechamento deste texto, às 12h30, a reunião não havia terminado.
Aguarde mais informações.
Leia também:
Ato de protesto no Buriti nesta quinta (6) em defesa dos terceirizados
Fonte: CUT Brasília.

CUT atua no Senado para assegurar participação social em Conselhos

Após pressão de sindicalistas da CUT e integrantes de movimentos sociais, senadores vêm se movimentando para assegurar a vigência do decreto presidencial que cria a Política Nacional de Participação Social (Decreto 8.243/2014). Em reunião com os sindicalistas nessa terça-feira (4), o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que defende o aprofundamento da participação da sociedade na discussão de políticas públicas e que, junto com a bancada do Partido e a base aliada, articulará a realização de audiência pública para discutir o tema, além de trabalhar em favor da redistribuição e da reavaliação do Projeto de Decreto Legislativo PDS 147/14, do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que susta o decreto presidencial. O projeto foi aprovado a toque de caixa na Câmara dos Deputados no dia 28 de setembro, logo após a vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais, o que foi considerada uma acha revanchista da oposição derrotada nas urnas.
“Há uma onda conservadora querendo se impor no Brasil para, inclusive, eliminar conquistas importantes que a sociedade teve ao longo dos últimos anos. Este decreto tem sido um dos pretextos para se fazer essa guerra ideológica. O projeto chegou ao Senado e foi direto para a Comissão de Constituição e Justiça, e se nós não conseguirmos retardar essa tramitação, é provável que nos próximos 15 ou 20 dias o projeto seja votado. Mas, ao mesmo tempo, está crescendo a resistência a essa ideia de derrubar o decreto presidencial. Estou otimista com a possibilidade de garantirmos a continuidade do decreto que prevê a participação social no Executivo”, avalia o senador Humberto Costa.
O dirigente da CUT Nacional, Pedro Armengol, lembra que o decreto presidencial que estabelece a Política Nacional de Participação Social não “cria nada de novo, apenas normatiza a participação social nos Conselhos”. “Os setores conservadores do Congresso Nacional fazem uma análise totalmente equivocada do decreto presidencial, inclusive afirmando que ele causa um comprometimento da autonomia do Legislativo, o que não é verdade. Até porque a maioria dos Conselhos existentes no Brasil hoje é meramente consultiva”, explica.
Armengol ainda afirma que a CUT e os movimentos sociais estão ampliando o calendário de mobilizações para a próxima semana, com o objetivo de apoiar o decreto presidencial e fomentar o diálogo entre a sociedade e o Senado. “Já solicitamos audiência com o relator do projeto na CCJ do Senado, Pedro Taques, do PDT de Mato Grosso, e com o presidente da CCJ na Casa, o senador Senador Vital do Rêgo, do PMDB paraibano, no sentido de que eles, minimamente, proporcionem o debate, e que não seja uma discussão açodada, como se deu na Câmara, sem nenhum debate, sem ter passado em nenhuma comissão. Nós queremos que, pelo menos, este projeto seja redistribuído à Comissão de Direitos Humanos à Comissão de Assistência Social, para que se faça o debate”, afirma o dirigente da CUT Nacional.
Risco de pedido de urgência
O PDS 147/2014 (que pede veto ao decreto) chegou à CCJ do Senado no dia 3 de novembro e, no dia seguinte, foi designado como relator do projeto o senador Pedro Taques. De acordo com o Regimento Interno da Casa, o relator tem até 20 dias úteis para apresentar o parecer. Entretanto, mesmo sem a análise de Taques, poderá ser apresentado requerimento de urgência ao PDS, submetendo-o unicamente a análise do Plenário do Senado. Neste caso, seria designado novo relator para o projeto.
Para garantir o pedido de urgência, é necessário obter a assinatura de ¼ dos senadores (21) ou a quantidade de líderes que representem este número. O pedido de urgência ainda poderá ser apresentado por um integrante da própria CCJ, após a apresentação da relatoria de Taques.
Para Pedro Armengol, o pedido de urgência é extremamente negativo e aumenta as possibilidades de o PDS (o veto) ser aprovado no Senado.
Conselhos Populares
Criados no fim dos anos 1970, os Conselhos Populares permitem que a sociedade civil organizada opine nas decisões do governo, exercendo, assim, a democracia participativa. Sua criação foi sugerida por setores de esquerda ou opostos à ditadura militar, que defendiam diálogo e participação popular após os anos de chumbo.
Segundo dados da Secretaria Geral da Presidência da República, existem hoje mais de 60 mil conselhos municipais em todo País. Essas entidades representam a participação popular em conferências nacionais e possibilitaram a criação de políticas públicas como o Sistema Único de Saúde (SUS), Plano Brasil Sem Miséria, Estatuto do Idoso e a Lei de Cotas para Negros no serviço público.
Fonte: CUT Brasília

Comissão aprova reajuste para STF, MPU e servidores do Judiciário

Teto salarial da administração pública sobe para R$ 35,9 mil, de acordo com proposta. O valor corresponde ao salário dos ministros do STF e do procurador-geral da República
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (5), os projetos de lei 7917/14 e 7918/14, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério Público da União (MPU), respectivamente, que aumentam de R$ 29.462,25 para R$ 35.919,05 o salário dos ministros do STF e do procurador-geral da República a partir de janeiro de 2015. O valor é usado como teto salarial do funcionalismo público.
De acordo com o STF e o MPU, o aumento de 21,9% foi calculado a partir da reposição das perdas da inflação de 2009 a 2013 somadas à projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo (IPC-A) para 2014, em um total de 16,11%.
Impacto
O reajuste terá impacto em todo o Judiciário, já que os salários dos juízes são calculados a partir do subsídio pago aos ministros do STF. Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ganham 95% do valor recebido pelos ministros do Supremo. Já os juízes da segunda instância ganham 95% do recebido pelos integrantes do STJ. Finalmente, os juízes de primeira instância ganham 95% dos de segunda instância.
O STF afirma que o reajuste terá impacto de R$ 2,5 milhões só para o órgão e de R$ 646,3 milhões para as demais instâncias do Judiciário federal. No MPU, o impacto orçamentário é de R$ 226 milhões – o aumento do salário do procurador-geral da República também reflete em reajustes para os demais membros do Ministério Público da União.
Critérios
O projeto do Supremo também estabelece três critérios para os futuros reajustes salariais:
– a recuperação do poder aquisitivo dos ministros;
– o fato de que o salário dos ministros é usado como teto da administração pública; e
– a comparação com subsídios e remunerações de outros integrantes de carreiras de estado, como diplomatas, e demais servidores federais.
A proposta original define que esses critérios passarão a basear os reajustes a partir de 2019, mas o relator na Comissão do Trabalho, deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), apresentou emenda antecipando esse prazo para 2016. Ele considerou o prazo original “inexplicavelmente distante”, já que as normas têm “inegável relevância”.
Servidores
A Comissão de Trabalho também aprovou nesta quarta o Projeto de Lei 7920/14, do STF, que reajusta os salários dos servidores do Poder Judiciário da União. A proposta também exige que os órgãos do Poder reduzam gastos com funções de confiança por meio de racionalização de suas estruturas administrativas.
Para o cargo de analista judiciário, o salário previsto no texto varia entre R$ 7.323,60 e R$ 10.883,07, de acordo com a progressão na carreira. Já para o cargo de técnico judiciário, os vencimentos propostos estão entre R$ 4.363,94 e R$ 6.633,12. Por fim, para o cargo de auxiliar judiciário, a previsão para o salário varia de R$ 2.584,50 e R$ 3.928,39.
Pelo texto, o aumento será implementado em parcelas, até 2017. O impacto orçamentário para 2015 é de R$ 1,473 bilhão.
Tramitação
Os projetos serão analisados ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, serão votados pelo Plenário.
Íntegra da proposta:
PL-7917/2014
PL-7918/2014
PL-7920/2014
Da Redação – DC
Fonte: Agência Câmara Notícias
 

Professores de Campo Grande rejeitam proposta da Prefeitura e optam por greve

Os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande deverão entrar em greve a partir desta quinta-feira (6). A categoria rejeita proposta da Prefeitura em relação ao cumprimento da chamada Lei do Piso.
Com a rejeição da oferta, os professores, reunidos na sede da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), estudam que medidas tomar. Conforme advogados da entidade, uma delas é acionar a Justiça e tentar, via liminar, obrigar o município a pagar o reajuste. A decisão ocorreu durante assembleia da categoria, realizada na segunda-feira (3).
A outra possibilidade é iniciar a greve. Esta possibilidade foi acatada pela maioria durante votação – na prática, a paralisação começa na quinta porque são necessárias 48 horas para comunicar o movimento a diretores de escolas e pais de alunos.
Para atender a Lei do Piso, a Prefeitura precisa reajustar o salário-base dos professores em 8,46% e, conforme promessa feita pelo próprio prefeito, Gilmar Olarte, em maio, o pagamento seria feito até o fim deste ano.
O presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Magno Botareli Cesar, é solidário aos professores da REME. “Por meio de muita luta, inclusive com paralisações, conseguimos que o governo do estado olhasse para nossa causa e implantasse a política do piso para 20h. Nossos colegas do município devem seguir firme e somos solidários a eles para que tenham essa conquista e cada vez tenhamos uma educação pública de qualidade”, finaliza.
Fonte: CNTE/FETEMS, 05/11/2014

Escola Parque 210 Norte aborda a ditadura em montagem teatral

A ditadura militar será tema de uma montagem teatral produzida e interpretada por alunos da Escola Parque 210 Norte. Às 11h30 desta sexta-feira (07) os alunos do 5º ano das oficinas de teatro das professoras Leothilé, Ana Maria Araújo e Mariana Gopfert realizam a montagem Conhecer para não repetir – 50 anos de Ditadura Militar, na Sala Gê Martú.
O trabalho foi baseado em pesquisas, discussões, reflexões, oficinas de corpo e criação coletiva de roteiro.

Congresso Nacional lançará campanha pelo fim da violência contra as mulheres

O lançamento da campanha “16 Dias de Ativismo Mundial pelo Fim da Violência contra a Mulher” está previsto para ocorrer no dia 19 de novembro, às 10h, e visa a denunciar as várias formas de agressões
O Congresso Nacional vai realizar sessão solene no próximo dia 19, às 10h, para celebrar o lançamento da campanha “16 Dias de Ativismo pelo fim da Violência Contra a Mulher”. A campanha teve início em 1991, por iniciativa do Centro de Liderança Global de Mulheres (Center for Women’s Global Leadership – CWGL), com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.
25 de novembro
O período escolhido para a mobilização se inicia em 25 de novembro – declarado Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres – e termina em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Dessa forma, a campanha quer fazer uma vinculação entre a luta pela não violência contra as mulheres e a defesa dos direitos humanos. Hoje, cerca de 130 países participam da campanha.
Histórico
Em 1991, 23 mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (Center for Women’s Global Leadership – CWGL), lançaram a Campanha dos 16 dias de ativismo com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violênca contra as mulheres no mundo.
As participantes escolheram um período de significativas datas históricas, marcos de luta das mulheres, iniciando a abertura da Campanha no dia 25 de novembro – declarado pel I Encontro Feminista da América Latina e Caribe (em 1981) como o Dia Internacional de Não Violência contra as Mulheres – e finalizando no dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Desse modo, a campanha vincula a denúncia e a luta pela não violência contra as mulheres à defesa dos direitos humanos. Hoje, cerca de 130 países desenvolvem esta campanha, conclamando a sociedade e seus governos a tomarem atitude perante a violação dos direitos humanos das mulheres.
Serviço
Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher é gratuita e funciona 24 horas por dia, de segunda a domingo, para orientar a mulher vítima de agressão
Com informações da Agência Senado

Professora publica romance sobre as dificuldades e o desejo de estudar

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“Eu sei ler e escrever” é uma história verídica temperada com alguma ficção sobre a luta de algumas pessoas para ter acesso ao estudo, sobretudo, as meninas. A autora do livro, Divina Maria Pereira, conta a história de quem quer aprender a ler e a escrever e enfrenta todo o tipo de dificuldade para isso.
“Naquela época [primeira metade do século XX], quando eu era criança, por exemplo, tudo era muito difícil. Aprender a ler e a escrever era uma atividade cercada de dificuldades. Escrevi este romance com a intenção de contar a vida das pessoas que sofrem e lutam para aprender a ler e a escrever”, explica Divina, professora e inspetora de ensino aposentada da Secretaria de Educação do Distrito Federal.
“As meninas sofriam mais porque, além de não terem recursos financeiros, os pais achavam que mulher não precisava estudar. Muitas vezes a pessoa que queria estudar tinha de enfrentar a vida sozinha, lá fora, até mesmo dificuldades financeiras”, lembra. Divina disse que a obra foi produzida com o objetivo de ser adotada nas escolas. Ela promete doá-la, com autógrafo, aos professores e professoras que se interessarem pelo produto.
O romance “Eu sei ler e escrever”, publicado pela Editora Biblioteca 24 Horas, foi um dos lançamentos da Bienal do Livro no ano passado e está à venda na Livraria Cultura, do shopping Casa Park, em Brasília. Os interessados em adquiri-lo poderão também obtê-lo pelas mãos da própria autora, pelo telefone 3356-7622 ou pelo e-mail md.divina@hotmail.com.
Divina tem dois romances e um livro de contos publicados. Ela participa, ainda, com seus textos, de obras escritas em parceria com outros autores. No seu portfólio de escritora, destaque para obras premiadas, como, por exemplo, o seu primeiro romance intitulado “Tição de Brasília”, que recebeu o Prêmio Incentivo Funcional, da Secretaria de Educação. Também foi premiada, na época em que o Sinpro-DF fazia a seleção de contos, com o conto “Demônio Infantil”.

Mulher eleva participação no mercado, mas ainda tem menos carteira assinada

Em uma década, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho, mas passaram a ter ainda menos carteira assinada do que os homens. Os dados são do estudo “Estatísticas de Gênero”, divulgado nesta sexta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com base nos dados do Censo, os pesquisadores constataram que a diferença de carteira assinada entre os sexos aumentou de 3,8 pontos percentuais, em 2000, para 6,7 pontos percentuais, em 2010.
No Censo 2000, 36,5% dos homens com 16 anos ou mais estavam empregados com carteira. Dez anos anos depois, passou a 46,5% (alta de dez pontos percentuais). Entre as mulheres, o percentual passou de 32,7%, em 2000, para 39,8%, em 2010 (crescimento de 7,1 pontos).
A maior taxa de mulheres com carteira foi registrada em Florianópolis (76%). Na outra ponta do ranking, estavam Belém (51,2%) e São Luiz (52,3%).
Mais mulheres trabalhando
A pesquisa do IBGE mostra ainda que houve aumento da participação feminina no mercado de trabalho. A taxa de atividade entre as mulheres –indicador que considera as pessoas em idade ativa empregadas ou que estão procurando trabalho– passou de 50,1%, em 2000, para 54,6%, em 2010.
A taxa de atividade dos homens caiu de 79,7% para 75,7%. Em uma década, o diferencial entre os gêneros diminuiu de quase 30 pontos percentuais para 21 –saindo de 59,8% e chegando a 38,6%, segundo o pesquisador do IBGE André Simões.
De acordo com o IBGE, a redução de quatro pontos percentuais na taxa de atividade dos homens está associada com o aumento do número de inativos, isto é, das pessoas que nem trabalham nem procuram emprego.
“O incremento da taxa de atividade das mulheres reflete o processo de ampliação de sua participação no mercado de trabalho. (…) Por outro lado, a redução de quatro pontos percentuais na taxa de atividade [dos homens] está ligada ao crescimento inferior da população economicamente ativa quando comparado com a população em idade ativa, tendo como resultado um aumento da inatividade”, informou o IBGE.
Em geral, houve avanço na porcentagem de trabalhadores com carteira assinada (o chamado mercado formal), o que garante direitos trabalhistas, como férias, 13º e FGTS.
No estudo por cor ou raça, observou-se que as pessoas brancas (56,5%) eram maioria entre os trabalhadores formais. Os negros representavam 42,6%. Já em relação aos grupos etários, os maiores crescimentos foram observados entre os jovens (homens e mulheres de 16 a 29 anos). O IBGE também destacou um aumento entre as mulheres com 60 anos ou mais (6,5 pontos percentuais).
Divisão entre negros e brancos
Em 2010, o número de mulheres brancas (58,4%) que possuem carteira assinada era 18,2 pontos percentuais maior do que o de negras (40,2%). Dez anos antes, a diferença era de 30 pontos percentuais entre mulheres brancas (66,3%) e negras (32,3%).
Já no recorte do trabalho doméstico, em 2000, a situação se invertia: 57% das trabalhadoras domésticas formais são negras, e 42% são brancas. O mesmo ocorreu na pesquisa censitária feita em 2000, quando 51,7% das trabalhadoras domésticas formais eram negras, e 47,1% eram brancas.
A desigualdade racial era ainda mais acentuada se consideradas as trabalhadoras domésticas que não possuem carteira assinada: em 2010, 62,3% eram negras e 36,5% eram brancas. Já em 2000, 56,2% eram negras, e 42,6% eram brancas. Os dados não consideram mulheres que se declararam de cor ou raça amarela ou indígena.
Rendimento
Na análise de rendimento por gênero, o Censo Demográfico já havia mostrado que, em 2010, um terço (30,4%) das mulheres de 16 anos ou mais não tinham nenhum rendimento, percentual acima do observado para o total da população brasileira com 16 anos ou mais (25,1%).
A pesquisa divulgada nesta sexta mostra que, em uma década, a proporção de pessoas que recebiam até um salário mínimo subiu de 19,8%, em 2000, para 29,8%, em 2010. Apenas entre as mulheres, a proporção passou de 20,8% para 33,7%, sendo que a maioria está localizada na região Nordeste.
De acordo com o IBGE, pouco mais da metade (50,8%) das mulheres negras do Nordeste ganham até um salário mínimo, assim como 59,3% das mulheres das áreas rurais dessa região.
Fonte: Portal UOL

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