Área Escolar de Segurança é sancionada pelo governador
Jornalista: sindicato
No Diário Oficial do DF de quarta-feira (13) foi sancionada a lei da Área Escolar de Segurança. Esta Lei (número 5.385, de 12/08/2014, clique aqui) tem a finalidade de assegurar a tranquilidade de alunos (as), professores (as), servidores (as) e de toda a comunidade escolar, por meio de ações do Poder Público.
Esta área compreende as localidades dentro de um raio de 100 metros dos limites das instituições públicas e privadas de educação básica. Na lei, constam a ampliação/melhoria da iluminação pública, instalação de câmeras de segurança, pavimentação e limpeza de ruas, promoção de ações educativas, dentre outras diretrizes.
O Sinpro entende que segurança é fundamental para uma educação pública de qualidade para todos e todas. O sindicato espera que esta lei seja seguida na prática pelo Poder Público em prol de toda a comunidade escolar.
Aluno de 15 anos é baleado na cabeça em escola de favela pacificada no Rio
Jornalista: sindicato
Um adolescente de 15 anos foi atingido por uma bala perdida na cabeça, na manhã desta quarta-feira (13), por volta das 10h, dentro da Escola Municipal Alberto Rangel, na Cidade de Deus, favela pacificada na zona oeste do Rio.
Segundo a coordenação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), o garoto foi levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da região e, em seguida, transferido para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o estado de saúde do menino é grave e, por volta das 11h30, ele passava por cirurgia no hospital. A pasta explicou que o garoto só foi transferido para a unidade – do outro lado da cidade – por ela ser referência em neurocirurgia.
A PM não informou em quais circunstâncias o jovem foi atingido na escola. A coordenação das UPPs disse, em nota, que não houve registro de confrontos nesta quarta na favela.
A Folha entrou em contato com a Secretaria de Educação, mas ainda não obteve retorno. A escola fica na localidade conhecida como Quadra 13.
“O local está isolado aguardando a perícia da Polícia Civil. Policias efetuam ação de vasculhamento na área em busca do suspeito do crime”, afirmou a coordenação das UPPs, em nota.
Com informações do UOL
Diretor do Dieese aconselha aprimoramento da fiscalização do trabalho doméstico
Jornalista: sindicato
Ele acha que Ministério do Trabalho deve aperfeiçoar a fiscalização. Lei que estabelece multa de R$ 805,06 para patrão que mantiver trabalho doméstico informal está valendo desde o dia 7
O Ministério do Trabalho e Emprego começou, na semana passada, a fiscalização do registro de trabalhadores domésticos em carteira de trabalho. Caso o MTE receba denúncias – nas quais a identidade do denunciante será mantida em sigilo – de empregadores em situação irregular, o órgão poderá solicitar o envio da documentação à Superintendência Regional do Trabalho e, em casos mais extremos, a informalidade do trabalhador doméstico pode resultar em multa de até R$ 805,06 para o patrão.
Na visão do diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, comentarista da Rádio Brasil Atual, as medidas de fiscalização indireta são positivas, mas precisam ser aprimoradas. A Constituição Federal de 1988 estabelece que a residência é um reduto inviolável, e só pode ser fiscalizada por meio de ações judiciais ou diante de eventos extremos. “O Ministério do Trabalho precisa melhorar o sistema de fiscalização para corrigir aquelas situações em que a obrigação de registro não é cumprida, mesmo com a inviolabilidade da residência. Isso pode ser feito com ato educativo para que a família efetue a regularização ou, quando isso não ocorrer, estabelecimento das multas previstas em lei”, explica.
O registro em carteira de trabalho de todo trabalhador doméstico é uma obrigação prevista na CLT e a punição para o empregador que não cumpre essa medida está regulamentada na Lei 12.964, de 2014, e na PEC das Domésticas, emenda constitucional aprovada em abril do ano passado. Ainda assim, de acordo com o último levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizado em 2012 pelo IBGE, 70% dos trabalhadores domésticos são informais.
Na manhã desta quinta-feira, 14, a partir das 8h em frente ao Palácio de Despachos o Sintese realiza ato contra a violência nas escolas. O ato é uma das ações do sindicato no debate sobre a falta de prioridade para a educação pública e a consequente desvalorização do profissional do magistério.
“Não podemos tratar isso de forma isolada, precisamos encontrar as causas de tal violência e ataca-las para que tais fatos não se repitam. Precisamos ir além da criminalização. Se faz necessário uma ampla discussão sobre as políticas públicas para superar a violência”, aponta Ivonete Cruz, vice-presidenta do Sintese.
O sindicato convida não só os educadores, mas também estudantes e todos aqueles que indignados querem uma educação pública de qualidade para todos.
Para a direção do Sintese não há prioridade para a educação pública. Entra governo, sai governo e só temos programas, projetos, pacotes instrucionais, mas não temos uma política pública de Estado para a educação de Sergipe. A escola pública deve ser manchete não pelos atos de violência que nela ocorrem, mas sim pelas suas ações em promover cidadãos. O que se quer é uma escola democrática e popular que garanta a sociabilidade, a interatividade e o ensino. O fato
O professor de Biologia, Carlos Cristian foi baleado por um dos seus alunos na noite da última terça-feira, 12, na Escola Estadual Olga Barreto, localizada no Conjunto Eduardo Gomes na cidade de São Cristóvão. O motivo do crime, nas primeiras versões divulgadas pela imprensa, o estudante o procurou na sala dos professores questionando uma nota baixa na prova, após ouvir a resposta do educador sacou a arma, atirou e fugiu. Já correm informações de que não houve questionamentos, que o estudante simplesmente o abordou na sala dos professores e atirou.
Ao saber do ocorrido a professora Cláudia Oliveira, uma das diretoras do Departamento de Base Estadual esteve no HUSE prestar solidariedade à família em nome do sindicato.
De acordo com informações prestadas pelo Hospital de Urgência de Sergipe – HUSE na manhã desta quarta, o estado de saúde ainda é grave, mas o educador não corre risco de morte. Até o final do dia um boletim médico será emitido pelo hospital.Mais um caso
Esse é o segundo caso registrado de docente baleado seja nas dependências ou no entorno da escola. Em abril do ano passado o educador Edilson Oliveira da Escola Augusto Ferraz também foi atingido por arma de fogo, também por um estudante, neste caso o professor foi atingido por acidente, pois o alvo era outro estudante. Essa ocorrência causa mais comoção e indignação não só entre os professores, mas em toda a população sergipana, pois o educador foi o alvo.
Pela reforma do sistema político, duas mil pessoas ocupam centro de São Paulo
Jornalista: sindicato
A mobilização em defesa de uma Constituinte Popular para Reforma do Sistema Político terminou nesta noite no centro de São Paulo com mais de duas mil pessoas nas ruas, mas já assume o desafio de ocupar o país até setembro, quando começa o plebiscito.
Nesta terça-feira (12), Dia Internacional da Juventude, os movimentos que constroem a campanha estiveram diante do Teatro Municipal para popularizar a luta e tratar da importância de a população comparecer às urnas que serão espalhadas por todo o Brasil para dizer “sim” à uma única pergunta: “você é a favor da convocação de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”
“A coleta dos votos parece difícil, mas basta perguntar às pessoas se estão satisfeitas com o atual sistema político. A resposta, em geral, é não, porque esses políticos não nos representam, afinal, via de regra, quem garante a eleição é o poder econômico, as grandes empresas que financiam as campanhas e fazem com que o político tenha o rabo preso com quem investiu”, criticou o diretor Executivo da CUT, Júlio Turra.
A partir da mobilização de hoje, relatou o dirigente, o comitê nacional da campanha terá como prioridade organizar a votação nas entidades que compõem o Plebiscito. Eleições e mídia
Secretário de Políticas Sociais da CUT São Paulo, João Batista Gomes, ressaltou que os movimentos social e sindical estarão atentos à pauta dos candidatos “A Constituinte é a nossa bandeira e só terão apoio os que incluírem em suas propostas a mudança do sistema político”.
Em relação à ausência do debate sobre o tema nos grandes meios de comunicação, a secretária de Imprensa da CUT São Paulo, Adriana Magalhães, apontou que a tática da velha mídia é despolitizar a sociedade, especialmente em período eleitoral. “Acreditamos que uma reforma do sistema político não atende aos interesses dos grandes meios de comunicação e isso explica porque não vemos notícias adequadas sobre este tema e outros como greves, luta pela moradia ou por reforma agrária”, disse a dirigente. Mulheres no poder
O financiamento apontado por Júlio Turra como um ponto essencial de debates na Constituinte foi citado em muitas outras intervenções, mas não foi o único tema. A subrepresentação de grupos que são maiorias da população brasileira também foram citados.
“Precisamos de mais mulheres na política para termos mais políticas para as mulheres”, pontuou a militante da Marcha Mundial de Mulheres, Maria Júlia Montero.
Júlio Turra: prioridade agora é organizar votação (Foto: Dorival Elze)
Também da Marcha, Sônia Coelho acrescentou que a entidade promoverá ainda neste mês debates em centros de atendimento a mulheres vítimas de violência para organizar urnas de coleta de votos entre os dias 1º e 7 de setembro. Como citou Maria Júlia, o enfrentamento à repressão machista passa por uma nova configuração da política brasileira.
“Queremos mais mulheres no poder, mas que também estejam identificadas com a causa das trabalhadoras e das feministas”, explicou Sônia.
Na visão do representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Raul Amorim, a luta pela ampliação da democracia brasileira e contra a subrepresentação nos espaços de poder vai além dos interesses de cada setor. “A bandeira da Constituinte está ligada à soberania nacional e à concretização da reforma agrária. Temos que dar um basta ao modelo atual em que o capital estrangeiro se sente livre para comprar nossas terras e atuar na especulação imobiliária”, disse. Ocupar cadeiras
A militante do Levante Popular da Juventude, Laryssa Sampaio, ressaltou que a pouca representação de jovens na Câmara e no Senado dificulta para avançar em temas cruciais ao movimento. “Os projetos de lei que existem vinculados à juventude, como os da educação, tramitam com lentidão, sofrem restrições ou não são aprovados”, explica.
Para Laryssa, o plebiscito é que irá destravar essas e outras questões. “Lutamos por bandeiras como a desmilitarização da polícia, porque sabemos que quem está morrendo são jovens negros da periferia”, completa.
O dirigente Júlio César Silva Santos, coordenador do Coletivo de Combate ao Racismo do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, lembrou que negros e indígenas também são minorias entre os parlamentares e enfrentam resistência semelhante. “A regularização das terras remanescentes quilombolas e a demarcação de terras indígenas só irão avançar se o Congresso mudar, porque é o agronegócio quem ocupa as cadeiras de decisão na política.”. Povo nas ruas
O deputado federal Renato Simões (PT-SP) destacou a visibilidade que a mobilização deu ao tema, com a organização de 800 comitês em todo o país e a formação de milhares de lideranças para tocar o processo de votação pelas regiões.
Mais mulheres na política para que tenhamos mais políticas para mulheres (Foto: Dorival Elze)
Para ele, há um processo de construção de consciência sobre a necessidade de desatar nós que impedem as reformas estruturais como a agrária, urbana, tributária e a democratização dos meios de comunicação.
“A reforma política é para responder ao ‘não me representa’ que as ruas trouxeram para o debate político em junho do ano passado. E, a partir de agora, não vamos mais sair das ruas. Como em 2002, quando derrotamos a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), vamos derrotar o Congresso e fazer nossa Constituinte com o Plebiscito Popular”, afirmou.
Para Misa Boito, dirigente do PT de São Paulo e candidata à Câmara Federal, a Constituinte deve tratar ainda de regras que fortaleçam os partidos e não os indivíduos. Em período eleitoral, ela defende também que os eleitores cobrem dos candidatos que transformem seus comitês em espaços para a coleta de votos. “A partir de agora será um mês de povo nas ruas.” Constituinte já
No final da tarde, após deixar o Teatro Municipal, a marcha do Plebiscito pela Reforma do Sistema Político seguiu até a Câmara dos Vereadores, onde uma faixa vertical com os dizeres “Plebiscito Já” tomou a fachada.
Diante da Casa, o advogado Benedito Barbosa, o Dito, ligado aos movimentos de luta pela moradia, que sentiu na pele a criminalização aos movimentos sociais ao ser agredido e preso durante reintegração de posse em junho deste ano, falou sobre como a reforma política pode alterar esse cenário de violência.
“Sem mudarmos o sistema político, o que fazemos é atuar nos efeitos e não na causa. É fundamental que possamos fazer a reforma política no país para ampliar a desconcentração da terra e diminuir os conflitos sociais e fundiários, que representam a ponta do iceberg dos choques sociais. Assim, diminuiremos a criminalização dos movimentos sociais e o recrudescimento contra a pobreza”, avaliou.
Para a militante da Consulta Popular, Olívia Carolino, que durante a atividade carregava nos braços a filha pequena, a luta por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político no Brasil não se encerrará com a votação de 1º a 7 de setembro. “É uma bandeira importante de mudanças estruturais que cresce a cada dia e que não termina agora e nem no próximo mês”, alerta.
(Do Portal CUT)
Brasileiro ganha mais importante prêmio de matemática do mundo
Jornalista: sindicato
O matemático Artur Avila, 35, é o primeiro brasileiro a ganhar a Medalha Fields. Trata-se do prêmio mais importante da área. O anúncio foi feito pela União Internacional de Matemática (IMU, na sigla em inglês), que concede a condecoração. A premiação será feita no Congresso Internacional de Matemáticos, maior evento da matemática mundial, que começa nesta quarta-feira (13), em Seul, Coreia do Sul. Devido a diferença de fuso-horário, no Brasil, o congresso começa na noite de hoje.
A Medalha Fields foi concedida pela primeira vez em 1936 e, a cada edição, é entregue a, no máximo, quatro matemáticos com idade inferior a 40 anos, que tenham feitos notáveis. Ao todo, 52 matemáticos já receberam o prêmio. É um reconhecimento equivalente ao Prêmio Nobel da matemática.
A carreira de Avila começou cedo. Segundo informações disponíveis no portal da Academia Brasileira de Ciências, Artur Avila ganhou a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática no Canadá, aos 16 anos, vencendo 411 oponentes de 72 países. Desde então, ainda cursando o ensino básico, o carioca passou a frequentar as disciplinas da pós-graduação do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), onde concluiu seu mestrado junto com o ensino médio. Assim, Avila não cursou graduação e foi direto para o doutorado no Impa, sob a orientação do acadêmica Welington de Melo.
(Da EBC)
Com 19 anos, Avila trabalhava em sua tese de doutorado na teoria de sistemas dinâmicos, concluída em 2001, quando partiu para um pós-doutorado na França. De 2003 a 2008, teve uma posição permanente no Centro Nacional de Pesquisa Científica, em Paris, e em 2008, tornou-se o mais jovem matemático promovido a diretor de pesquisa daquela instituição. Ele ocupa a posição até hoje, dividindo o ano entre a instituição em Paris e o Impa, no Rio de Janeiro.
Os principais trabalhos científicos de Avila estão relacionados à teoria de renormalização, que desempenhou um papel fundamental na física de partículas e deu a Richard Feynman o Nobel de Física de 1965, e em física estatística, área em que Kenneth Wilson foi contemplado com o Nobel de 1982.
Além de Avila, os outros medalhistas de 2014 são o canadense-americano Manjul Bhargava, da Universidade Princeton; o austríaco Martin Hairer, da Universidade de Warwick; e a iraniana Maryam Mirzakhani, da Universidade Stanford.
O Brasil terá outros destaques no Congresso Internacional de Matemáticos. Esta será a primeira vez em que quatro matemáticos do Impa, incluindo Avila, participarão como palestrantes, dentre os cerca de 4,5 mil pesquisadores de centenas de países que apresentarão as novidades produzidas nos últimos anos na área.
Por meio de sua conta pessoal no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff parabenizou o pesquisador pelo prêmio. Segundo ela, esse “reconhecimento mundial enche de orgulho a ciência brasileira e todo o Brasil”. “Avila foi escolhido, entre outros motivos, por seu trabalho com a área de sistemas dinâmicos, mais conhecida como a teoria do caos, que busca descrever e prever como evoluem todos os sistemas que mudam com o tempo”, escreveu Dilma.
Na terça-feira (12), um professor foi baleado em uma escola pública de Aracaju, em Sergipe. Este fato infelizmente não é novidade para a categoria. O Sinpro condena mais este episódio e endossa que por uma educação pública de qualidade, é preciso que o (a) professor (a) possa exercer seu ofício de forma plena e a segurança é fundamental.
Aqui no DF, em 2008, o professor Carlos Mota foi assassinado, também por motivo fútil. O Sinpro acompanha o julgamento dos responsáveis e condena com veemência esta agressão não apenas com o profissional, mas com a educação pública brasileira.
Abaixo a matéria do site G1:
Um professor de uma escola pública de Aracaju foi baleado por um aluno que tirou nota baixa em uma prova de biologia.
O professor levou cinco tiros: um perto da coluna cervical, também no tórax e outro na mandíbula. Ele foi trazido para o Hospital Estadual de Aracaju, onde estava sendo operado na noite de terça-feira (12). O estado de saúde dele, segundo os médicos, é considerado grave, mas estável.
Carlos Cristiam é professor de biologia de uma escola estadual da Região Metropolitana de Aracaju. Às 19h, quando chegou para trabalhar, ele foi procurado na sala dos professores por um aluno do 8º ano.
O adolescente de 17 anos questionou a nota que ele recebeu na prova de biologia. Depois sacou a arma, atirou e fugiu.
Publicado edital para formação de elaboradores e revisores para ENCCEJA e ANA
Jornalista: sindicato
Na segunda-feira (11) foi divulgado no Diário Oficial da União o edital de chamada pública nº 18/2014. Ele visa formar cadastro de elaboradores e revisores de itens para ENCCEJA (artes e educação física) e ANA (Alfabetização Nacional da Avaliação, para formados em letras e pedagogia).
O edital pode ser conferido aqui.
Docentes da rede municipal de Curitiba entram no 2º dia de greve
Jornalista: sindicato
Professores e professoras da rede municipal de Curitiba entraram em greve nessa segunda-feira (11). A paralisação foi determinada pelo Sismmac (Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba) em assembleia realizada no dia 31 de julho. De acordo com o sindicato, 70% das 184 escolas da cidade ficaram paradas e mais de 35 mil alunos ficaram sem aula. A prefeitura da capital, porém, afirma que cerca de 50% dos professores aderiram à greve.
Nesta terça-feira (12), a categoria completa o segundo dia de paralisação. Matéria publicada no site do sindicato diz que “a prefeitura insiste em dizer que não há recursos para acelerar o prazo de implantação do novo Plano de Carreira. Para desmentir essa informação, o SISMMAC pesquisou o orçamento deste e dos próximos anos e encontrou uma série de gastos que beneficiam diretamente o interesse de meia dúzia de empresários, ao invés de beneficiarem o conjunto da população de Curitiba”.
Com esses números, fica fácil perceber que o problema não é falta de recursos. O que está impedindo a implantação imediata do novo Plano de Carreira é a falta de vontade política do prefeito Gustavo Fruet em priorizar realmente a educação. Ao contrário do que prometeu durante a campanha eleitoral, a área não se tornou prioridade e está longe de ser tratada como a “menina dos olhos” pela administração municipal.
As promessas feitas para a educação começaram a cair por terra já no início da gestão Fruet. Na campanha eleitoral, o prefeito prometeu destinar 30% de orçamento para a educação, mas depois de eleito alegou que esse percentual só será atingido em 2016, no seu último ano de gestão. Agora, Fruet quer estender também para o seu último ano de mandato a conclusão do enquadramento do nosso novo Plano de Carreira!
Nossa história nos mostra que só conquistamos direitos através da luta e da organização independente dos trabalhadores frente aos patrões e governos. É por isso que, mais uma vez, vamos às ruas, colocar em movimento nossa união e nosso desejo de mudança.
Confira abaixo alguns exemplos de gastos que poderiam ser revertidos a favor da educação! Com informações do SISMMAC
Pesquisa inédita revela envelhecimento do corpo docente da rede pública de PE
Jornalista: sindicato
Estudo aponta que 46% dos professores das redes municipais e estadual têm mais de 20 anos de carreira Um levantamento realizado pelo Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente (Gestrado) da Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, confirma um dado preocupante e que influência diretamente o desenvolvimento educacional do estado. O corpo docente das escolas municipais e estaduais está envelhecendo.
O estudo denominado “Trabalho na Educação Básica em Pernambuco” aponta que 46% dos professores das redes municipais e estadual têm mais de 20 anos de carreira. Apenas 15% dos entrevistados possuem menos de 10 anos dentro na rede pública. Entre os funcionários de escolas, 51% dos entrevistados apresentaram tempo de atuação na educação acima de 20 anos. No outro extremo, 32% têm até nove anos de trabalho na educação. Para os pesquisadores o dado é preocupante devido à iminência do período de aposentadoria para grande parte da categoria e a falta de concursos públicos que promovam o ingresso de jovens na carreira.
O perfil sociodemográfico traçado pelos pesquisadores mostra ainda que a categoria de trabalhadores em educação é composta em sua maioria por mulheres, sendo 82% entre os docentes e 75% funcionários, sobretudo nos estabelecimentos que ofertam a educação infantil, onde esse percentual sobe para 94% e 80%, respectivamente. A pesquisa revela, também, que somente 29% dos docentes e 21% de funcionários se autodeclaram brancos. O estudo mostra que a idade média dos docentes é de 40 anos e dos funcionários de escola 41 anos e seis meses.
No tocante a realidade socioeconômica dos docentes, 78% das mulheres entrevistas são as principais provedoras de renda do grupo familiar. No caso dos homens ouvidos pela pesquisa, esse número chega a 87%. Em relação à formação profissional dos docentes, a pesquisa aponta que 94% dos professores ouvidos informaram ser habilitados em Pedagogia e/ou cursos de licenciatura. Além disso, 56% dos docentes alegaram possuir pós-graduação, concentrando-se em sua maioria nos cursos de especialização.
Pesquisa – O estudo “Trabalho na Educação Básica em Pernambuco” tem o objetivo de traçar um panorama da educação básica no estado. A pesquisa apresenta conclusões em quatro aspectos: o perfil do trabalhador em educação; os docentes e as políticas de avaliação educacional de Pernambuco; a saúde do trabalhador em educação e; a visão dos trabalhadores em educação sobre a representação sindical.
O perfil do trabalhador (as características demográficas e socioeconômicas) é o primeiro resultado apresentado pelo levantamento que avaliou 60 unidades educacionais em 17 municípios do estado, incluindo o Recife. O estudo foi realizado em escolas estaduais, municipais e creches. Foram ouvidas 1591 pessoas, entre professores e funcionários de escolas.
Gestrado – O Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente da Universidade Federal de Minas Gerais é o responsável pela coordenação da pesquisa “O Trabalho Docente na Educação Básica no Brasil”, que entre os anos de 2009 e 2010 percorreu sete estados do Brasil – MG, PA, RN, GO, ES, PR e SC – com intuito de traçar o perfil da educação no país.
O trabalho, feito em parceria com oito grupos de pesquisa de universidades públicas do país, contou com o apoio financeiro da Secretaria de Educação Básica do MEC e procurou responder às seguintes questões: Quem são os docentes brasileiros que atuam na educação básica? O que fazem? Em que condições realizam seu trabalho? Com o objetivo de coletar essas respostas, a pesquisa se desenvolveu por meio de questionários, aplicados em 428 escolas localizadas nas capitais e em outros quatro municípios dos sete estados. Ao todo, foram entrevistados 8.770 docentes.
Em Pernambuco, diferentemente dos outros estados, a pesquisa contou com o apoio financeiro e logístico do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe). Com um diferencial de abordar as questões relativas ao perfil dos funcionários da educação e também a relação dos trabalhadores com Sindicato. O levantamento realizado em Pernambuco será incorporado ao conjunto dos estudos realizados nos outros sete estados.
Fonte: Sintepe, em 12/8/2014