Olimpíada de Língua Portuguesa prorroga inscrições até 15 de maio
Jornalista: sindicato
As inscrições para a Olimpíada de Língua Portuguesa foram prorrogadas até o dia 15 de maio para garantir a inscrição e a adesão a todos os professores e secretarias municipais e estaduais de educação, como informou a coordenação da competição. A inscrição deve ser feita pela internet. Podem participar professores e estudantes de escolas públicas de turmas do 5º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.
Segundo informação do portal da olimpíada, nas duas últimas semanas o site teve um grande aumento no número de inscrições. Ao mesmo tempo, o serviço de atendimento por telefone registrou o dobro do número de ligações entre os dias 24 e 29 de abril, passando de 300 para 700 ligações por dia. A Central de Atendimentos da Olimpíada (0800-771931) trabalha com até oito pessoas recebendo ligações simultaneamente. Nesses dias, em vários horários todas as linhas ficaram ocupadas.
As demais datas da competição foram mantidas. As escolas devem enviar os textos produzidos às comissões julgadoras até o dia 15 de agosto. Ao longo do ano, haverá várias etapas de seleção de textos. A fase final da olimpíada será em Brasília, em dezembro, com a divulgação dos 20 vencedores nacionais. Os alunos e professores escolhidos receberão medalhas de ouro, umnotebook e uma impressora, e as escolas, um laboratório de informática.
O programa trabalha com gêneros literários específicos, de acordo com a série. No caso do ensino fundamental, os alunos do 5º e 6º anos deverão produzir um poema; os do 7º e 8º anos, memórias literárias; e os do 9º ano, uma crônica. No ensino médio, será a crônica para o 1º ano e o artigo de opinião para o 2º e 3º anos.
O professor é quem se inscreve na olimpíada. Para que ele participe do concurso, é preciso que a Secretaria de Educação do município ou do estado faça a adesão ao projeto no mesmo período de inscrição. O docente poderá também se cadastrar no portal para ter acesso a material didático de capacitação destinado a orientar os estudantes e participar ainda de cursos de formaçãoonline. As oficinas de leitura e de produção de textos deverão ser desenvolvidas pelos professores durante as aulas de língua portuguesa.
A competição foi lançada em 2002 pela Fundação Itaú Cultural e pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e o Canal Futura. A iniciativa ganhou a adesão, em 2007, do Ministério da Educação. Na última edição, em 2012, foram recebidas 90.391 inscrições de professores, de 40.433 escolas brasileiras. O programa teve a participação de cerca de 3 milhões de estudantes.
(Da Agência Brasil)
Inscrições para o "Atleta na Escola" terminam nesta quarta-feira (30)
Jornalista: sindicato
As escolas interessadas em participar do programa “Atleta na Escola”, dos ministérios da Educação e do Esporte, que incentiva a prática desportiva nas instituições de ensino, têm até esta quarta-feira (30) para fazerem a adesão, pelo programa “Dinheiro Direto na Escola” (PDDE). Cada unidade escolar participante recebe uma verba fixa de R$ 1 mil e mais R$ 3 por aluno inscrito.
Podem participar unidades educacionais públicas e privadas da educação básica, com estudantes de 12 a 17 anos matriculados. As escolas devem informar as modalidades esportivas que serão desenvolvidas e o número de alunos contemplados.
Neste ano, o “Atleta na Escola” contêm três novas modalidades: arremesso de peso, judô e voleibol, além das atividades realizadas no programa em 2013. A iniciativa viabiliza dois tipos de ação: os Jogos Escolares (com quatro fases consecutivas de competição que identificam talentos) e o Núcleo de Esporte Escolar (que acolhe os talentos identificados nos jogos escolares). PROGRAMA – Lançado em maio de 2013, o “Atleta na Escola” teve, no ano passado, a adesão das secretarias de Educação dos 26 estados e do Distrito Federal, de 4.554 municípios e de 22,9 mil escolas.
O Ministério da Educação estima que 2 milhões de estudantes da educação básica participaram da fase escolar.
Dados do Censo Escolar de 2013 mostram que o país tem 194.577 escolas, entre públicas e privadas, das quais 147.307 unidades registraram estudantes na faixa de 12 a 17 anos de idade, que são o público do programa.
(Da Agência Brasília)
Texto-base do Plano Distrital de Educação chega à Câmara Legislativa do DF
Jornalista: sindicato
Um dia histórico e um grande presente para Brasília no seu 54º aniversário. Assim foram considerados o ato de entrega do texto-base do Plano Distrital de Educação (PDE), pelos membros do Fórum Distrital de Educação, ao presidente da Câmara Legislativa do DF, Wasny de Roure (PT), durante a primeira reunião da Comissão Geral sobre o PDE, ocorrida na tarde desta quinta-feira (24), no plenário da CLDF.
Integrantes das entidades que compõem o Fórum Distrital de Educação, entre eles: o Sinpro, Associação de Pais de Alunos, Sinproer, Fórum EJA e outros, tiveram a oportunidade de expor as qualidades do PDE e, sobretudo, de acentuar a necessidade emergencial da Capital Federal em ter o seu plano de educação.
O professor e diretor de Organização do Sinpro, Júlio Barros, representante do Sindicato no Fórum, ao falar sobre o PDE, evidenciou que por melhor que seja o plano de educação, ele só poderá ser viabilizado se houver financiamento. Segundo ele, o PDE exige que o Governo do Distrito Federal, no mínimo, duplique seus investimentos na educação pública. Hoje, o GDF investe apenas 2% do PIB distrital na educação.
Júlio Barros também sublinhou a necessidade da valorização da carreira do Magistério. Apresentando dados estatísticos, o diretor do Sinpro mostrou a atual condição do professor dentro da escala de valorização profissional: a carreira ocupa a última colocação. Segundo ele, tendo em vista que a categoria é a mais qualificada do País, no mínimo, deveria haver uma isonomia salarial com a média das demais carreiras de nível superior.
O dirigente do Sinpro disse, ainda, que o PDE, na sua Meta 17 destina verbas publicas especificamente para a educação pública. Ele também alertou sobre o conceito de educação de qualidade, o qual não deve ser confundido com o conceito de qualidade empresarial. Por fim, Júlio Barros disse que o PDE, que é um plano de Estado e suprapartidário, é fruto da grandiosa lei distrital que é a Gestão Democrática.
A deputada federal Erika Kokay (PT-DF), convidada a participar do evento, após enaltecer o Fórum e o Plano Distrital de Educação, resumiu a importância da educação. Segundo a deputada, não existe possibilidade do Brasil ter políticas de qualidade, de saúde, segurança ou qualquer outra, se o País não tiver uma política educacional de qualidade.
O PDE continuará sendo discutido em vários âmbitos, e principalmente nas escolas, as quais devem eleger delegados para as plenárias das 14 regionais de ensino que ocorrerão nos dias 8 e 9 de maio. Os delegados eleitos nas plenárias vão participar da Conferência Distrital de Educação, nos dias 15 e 16 de maio, quando serão apresentadas as últimas contribuições da sociedade ao PDE.
O texto final elaborado na Conferência será encaminhado à Secretária de Educação do DF para que, em seguida seja remetido à Câmara Legislativa, em forma de projeto de lei. O diretor do Sinpro, Júlio Barros, acrescenta que o Fórum Distrital trabalha intensamente para que o PDE possa estar aprovado antes do início da Copa.
Confira o documento-base aqui: texto-base Finalizado com gráficos.
A EC 01 do Itapoã é exemplo por manter parcerias com a comunidade local
Jornalista: sindicato
As paredes bem pintadas, as 16 salas de aula bonitas e equipadas com televisão e aparelho de DVD, a quadra de esportes, o parquinho, a sala de jogos e a de informática, a horta escolar, o espaço de leitura e a estrutura bem conservada do colégio, localizado na Quadra 61, são fruto do zelo da comunidade escolar. A Escola Classe 1 conta com doações de moradores e comerciantes. Quando falta algo na merenda, verdurões e mercados estão dispostos a ajudar. As parcerias procuradas rendem até atividades extraclasse aos 1,1 mil estudantes do local. “A quadra de esportes, por exemplo, foi doação de uma construtora. Vamos atrás de patrocinadores sempre, do pequeno ao grande comerciante. A gente só não pede caixão”, diz a diretora Sihami Mudarra, 42 anos.
O Projeto Golfinho, uma parceria com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), oferece aulas de natação e de reforço para alunos do colégio. Não há vagas para todos, mas os pais se inscrevem numa lista de espera. Uma parceria com o Clube do Rocha, que oferece esporte no Clube do Exército, também oferece atividades esportivas, reforço e almoço. Desde 2007, quando a escola foi fundada, a direção constrói uma relação de proximidade com os moradores do local. Mesmo aos fins de semana, o colégio não fica vazio e abre as portas para rodas de capoeira, eventos religiosos e outras atividades.
À frente da relação com a comunidade estão os 32 professores de ensino fundamental, os 12 de Educação de Jovens e adultos, o vice-diretor Hiram Ferreira, 38 anos, e a diretora Sihami Mudarra, pedagoga da Secretaria de Educação há 22 anos. Tudo o que é feito na instituição de ensino, porém, depende do envolvimento de outras pessoas. “No conselho escolar, temos reuniões com pais, professores, funcionários administrativos e terceirizados para discutir os rumos da escola. Assim decidimos, junto com a comunidade, os rumos do colégio. Todos se sentem responsáveis. Trabalhamos com amor para oferecer o melhor aos alunos”, garante Sihami.
Muita coisa mudou desde 2007, quando a escola foi fundada: “Começamos ali sem telefone, sem muro, sem merendeiro, sem esgoto, sem asfalto. Na seca, sofríamos com a poeira. Na época da chuva, com a lama. Era um caos. Com esforço e professores comprometidos, os problemas foram controlados. A estrutura que temos hoje, comparada ao início da escola, é um paraíso”, diz a diretora. O fato de o corpo docente e de a direção viveram no Itapoã torna os relacionamentos ainda melhores. “Faz muita diferença morar no local em que você trabalha, porque os alunos se sentem de igual para igual, há um grau maior de confiança e liberdade. Cria-se um ambiente familiar e de amizade, com muito respeito envolvido. Talvez por isso haja tanto carinho na escola”.
Entre as atividades do local está a Copa da Escola Classe 1. As 32 turmas (16 do turno matutino e 16 do vespertino) representam as 32 Seleções. Já há uma tabela de jogos e a partida final está prevista para ocorrer na primeira semana de maio, com entrega de troféus e medalhas. Não é a toa que alunos como Maria Giovanna Rodrigues, 10 anos, do 5º do ensino fundamental gostem tanto de estudar ali. “Gosto de ler e de estudar, faço dever de casa e tiro só notas boas”, diz.
Diretora Sihami Mudarra junto à horta escolar
Cuidado constante
A proximidade dos moradores pode ser uma dos motivos de o estado de conservação da escola ser tão bom, já que nunca foi pichada, invadida ou depredada. Anualmente, moradores e pais de alunos fazem um mutirão para pintar a escola. “Em muitas escolas, os alunos ou a comunidade invadem e quebram as coisas. Nunca tivemos esse problema, mesmo tendo funcionado um bom tempo sem vigia noturno. A vizinhança sempre foi nosso melhor guardião. A comunidade do Itapoã tem um grande respeito pela escola, porque sabe que os maiores beneficiários do colégio moram ali”, conta a diretora Sihami.
Outro motivo é o cuidado constante dos funcionários. “Vejo a escola como uma casa. Se uma torneira quebra, não esperamos as outras estragaram para arrumar todas. A manutenção é diária para não deixar chegar num nível em que não dê mais para resolver o problema. É por isso que o colégio está sempre novinho”, comemora.
(Do Correio Braziliense)
Inscrições para Olimpíada de Língua Portuguesa terminam nesta quarta-feira (30)
Jornalista: sindicato
Terminam na próxima quarta-feira (30) as inscrições para a Olimpíada de Língua Portuguesa. Podem participar da competição professores e estudantes de escolas públicas de turmas do 5º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. A inscrição deve ser feita na internet.
O professor é quem se inscreve na olimpíada. Para que ele participe do concurso, é preciso que a Secretaria de Educação do município ou do estado faça a adesão ao projeto no mesmo período de inscrição. Segundo a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), 80% dos municípios fizeram a adesão ao programa. Levantamento parcial aponta inscrições de 70.706 professores de 22.668 escolas do país.
Lançada em 2002 pela Fundação Itaú Cultural e pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), e o Canal Futura, a iniciativa ganhou a adesão, em 2007, do Ministério da Educação.
Segundo a gerente de Educação da Fundação Itaú Social, Patricia Mota Guedes, uma das metas é alcançar os números de inscrições da edição de 2010. “A gente quer retornar aos números de 2010”, disse, quando quase 240 mil professores se inscreveram, mobilizando 7 milhões de estudantes dos ensinos fundamental e médio. “Foram números recordes”.
No momento da inscrição, o professor poderá se cadastrar no portal da olimpíada para ter acesso a material didático de capacitação para orientar os estudantes. Também poderá participar de cursos de formação online.
As oficinas de leitura e produção de textos deverão ser desenvolvidas pelos professores durante as aulas de língua portuguesa. As escolas devem enviar os textos produzidos às comissões julgadoras até o dia 15 de agosto.
O programa trabalha com gêneros literários específicos, de acordo com a série. No caso do ensino fundamental, os alunos do 5º e 6º anos deverão produzir um poema; os do 7º e 8º anos, memórias literárias; e os do 9º ano, uma crônica. No ensino médio, será a crônica para o 1º ano e o artigo de opinião para o 2º e 3º anos.
Ao longo do ano, haverá várias etapas de seleção de textos. A etapa final da olimpíada será em Brasília, em dezembro, com a divulgação dos 20 vencedores nacionais. Os alunos e professores escolhidos receberão medalhas de ouro, um notebook e uma impressora. e as escolas, um laboratório de informática.
Segundo Patricia Guedes, o objetivo da olimpíada “é oferecer oportunidade de formação continuada para professores sobre o ensino da língua portuguesa”. “Nosso propósito é contribuir com a formação do professor para que a gente possa, cada vez mais, estimular a melhoria da qualidade do ensino da leitura e da escrita”.
A Olimpíada de Língua Portuguesa é um projeto em parceria entre a Fundação Itaú Social e o Ministério da Educação. Na última edição, em 2012, foram recebidas 90.391 inscrições de professores, de 40.433 escolas brasileiras. O programa teve a participação de cerca de 3 milhões de estudantes.
(Do Portal Vermelho)
Artigo: "As drogas invisíveis", de Cristino Cesário Rocha
Jornalista: sindicato
O autor do artigo é professor de sociologia e filosofia da rede pública de ensino do Distrito Federal.
Neste texto, Cristino aborda a influência das drogas em nossa sociedade, analisando o conceito desta palavra, indo muito além do parâmetro das substâncias ilegais. Ele amplia e muito este conceito, desenhando um retrato de cunho político e social (desde a “droga” que é a nossa política hoje, como a “droga” veiculada pela mídia, além do próprio capitalismo) e de como isso influencia negativamente nossa sociedade e a educação.
O artigo pode ser lido aqui: AS DROGAS INVISÍVEIS.
PL que reconhece diplomas expedidos no exterior pode ser votado nesta terça-feira (28)
Jornalista: sindicato
A Comissão de Educação do Senado Federal deverá votar, nesta terça-feira (29), o Projeto de Lei nº. 399/2011, que revalida e reconhece os diplomas expedidos por instituições de ensino superior de países do Mercosul e de Portugal. A votação ocorrerá às 11h, na Ala Senador Alexandre Costa, Plenário nº 15. O PL estabelece o prazo de 6 meses para resposta da universidade ao pedido de revalidação. É de grande importância que cada um envie um e-mail aos senadores pedindo que compareçam à reunião da Comissão de Educação para aprovarem o PL.
Confira a lista dos senadores:
Comissão de Educação, Cultura e Esporte
Bloco de Apoio ao Governo (PSOL, PT, PDT, PSB, PCdoB, PRB)
Angela Portela (PT) 1. Lindbergh Farias (PT)
Wellington Dias (PT) 2. Anibal Diniz (PT)
Ana Rita (PT) 3. Marta Suplicy (PT)
Paulo Paim (PT) 4. Vanessa Grazziotin (PCdoB)
Randolfe Rodrigues (PSOL) 5. Pedro Taques (PDT)
Cristovam Buarque (PDT) 6. Antonio Carlos Valadares (PSB)
Lídice da Mata (PSB) 7. Zeze Perrella (PDT)
Inácio Arruda (PCdoB) 8. Rodrigo Rollemberg (PSB)
João Capiberibe (PSB) 9. VAGO
Bloco Parlamentar da Maioria (PV, PSD, PMDB, PP)
José Sarney (PMDB) 1. Eduardo Braga (PMDB)
Roberto Requião (PMDB) 2. Vital do Rêgo (PMDB)
Romero Jucá (PMDB) 3. Valdir Raupp (PMDB)
João Alberto Souza (PMDB) 4. Ricardo Ferraço (PMDB)
Eunício Oliveira (PMDB) 5. Pedro Simon (PMDB)
Ana Amélia (PP) 6. VAGO
Benedito de Lira (PP) 7. VAGO
Ciro Nogueira (PP) 8. VAGO
Kátia Abreu (PMDB) 9. VAGO
Bloco Parlamentar Minoria (PSDB, DEM, SD)
Cyro Miranda (PSDB) 1. Cícero Lucena (PSDB)
Alvaro Dias (PSDB) 2. Flexa Ribeiro (PSDB)
Paulo Bauer (PSDB) 3. Cássio Cunha Lima (PSDB)
Maria do Carmo Alves (DEM) 4. Lúcia Vânia (PSDB)
José Agripino (DEM) 5. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)
Bloco Parlamentar União e Força (PTB, PSC, PR)
Armando Monteiro (PTB) 1. Eduardo Amorim (PSC)
Gim (PTB) 2. João Vicente Claudino (PTB)
Vago 3. Mozarildo Cavalcanti (PTB)
VAago 4. Antonio Carlos Rodrigues (PR)
“Se acreditais que enforcando-nos podeis conter o movimento operário, esse movimento constante em que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário; se esperais salvar-vos e acreditais que o conseguireis, enforcai-nos! Então vos encontrarei sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”. Augusto Spies, 31 anos, diretor do jornal Diário dos Trabalhadores. “Se tenho que ser enforcado por professar minhas idéias, por meu amor à liberdade, à igualdade e à fraternidade, então nada tenho a objetar. Se a morte é a pena correspondente à nossa ardente paixão pela redenção da espécie humana, então digo bem alto: minha vida está à disposição. Se acreditais que com esse bárbaro veredicto aniquilais nossas idéias, estais muito enganados, pois elas são imortais”. Adolf Fischer, 30 anos, jornalista. “Em que consiste meu crime? Em ter trabalhado para a implantação de um sistema social no qual seja impossível o fato de que enquanto uns, os donos das máquinas, amontoam milhões, outros caem na degradação e na miséria. Assim como a água e o ar são para todos, também a terra e as invenções dos homens de ciência devem ser utilizadas em benefício de todos. Vossas leis se opõem às leis da natureza e utilizando-as roubais às massas o direito à vida, à liberdade e ao bem-estar”. George Engel, 50 anos, tipógrafo. “Acreditais que quando nossos cadáveres tenham sido jogados na fossa tudo terá se acabado? Acreditais que a guerra social se acabará estrangulando-nos barbaramente. Pois estais muito enganados. Sobre o vosso veredicto cairá o do povo americano e do povo de todo o mundo, para demonstrar vossa injustiça e as injustiças sociais que nos levam ao cadafalso”. Albert Parsons lutou na guerra da secessão nos EUA.
As corajosas e veementes palavras destes quatro líderes do jovem movimento operário dos EUA foram proferidas em 20 de agosto de 1886, pouco após ouvirem a sentença do juiz condenando-os à morte. Elas estão na origem ao 1º de Maio, o Dia Internacional dos Trabalhadores. Na atual fase da luta de classes, em que muitos aderiram à ordem burguesa e perderam a perspectiva do socialismo, vale registrar este marco histórico e reverenciar a postura classista destes heróis do proletariado. A sua saga serve de referência aos que lutam pela superação da barbárie capitalista.
A origem do 1º de Maio está vinculada à luta pela redução da jornada de trabalho, bandeira que mantém sua atualidade estratégica. Em meados do século XIX, a jornada média nos EUA era de 15 horas diárias. Contra este abuso, a classe operária, que se robustecia com o acelerado avanço do capitalismo no país, passou a liderar vários protestos. Em 1827, os carpinteiros da Filadélfia realizaram a primeira greve com esta bandeira. Em 1832, ocorre um forte movimento em Boston que serviu de alerta à burguesia. Já em 1840, o governo aprova o primeiro projeto de redução da jornada para os funcionários públicos. Greve geral pela redução da jornada
Esta vitória parcial impulsionou ainda mais esta luta. A partir de 1850, surgem as vibrantes Ligas das Oito Horas, comandando a campanha em todo o país e obtendo outras conquistas localizadas. Em 1884, a Federação dos Grêmios e Uniões Organizadas dos EUA e Canadá, futura Federação Americana do Trabalho (AFL), convoca uma greve nacional para exigir a redução para todos os assalariados, “sem distinção de sexo, ofício ou idade”’. A data escolhida foi 1º de Maio de 1886 – maio era o mês da maioria das renovações dos contratos coletivos de trabalho nos EUA.
A greve geral superou as expectativas, confirmando que esta bandeira já havia sido incorporada pelo proletariado. Segundo relato de Camilo Taufic, no livro “’Crônica do 1º de Maio”, mais de 5 mil fábricas foram paralisadas e cerca de 340 mil operários saíram às ruas para exigir a redução. Muitas empresas, sentindo a força do movimento, cederam: 125 mil assalariados obtiveram este direito no mesmo dia 1º de Maio; no mês seguinte, outros 200 mil foram beneficiados; e antes do final do ano, cerca de 1 milhão de trabalhadores já gozavam do direito às oito horas. “Chumbo contra os grevistas”, prega a imprensa
Mas a batalha não foi fácil. Em muitas locais, a burguesia formou milícias armadas, compostas por marginais e ex-presidiários. O bando dos “’Irmãos Pinkerton” ficou famoso pelos métodos truculentos utilizados contra os grevistas. O governo federal acionou o Exército para reprimir os operários. Já a imprensa burguesa atiçou o confronto. Num editorial, o jornal Chicago Tribune esbravejou: “O chumbo é a melhor alimentação para os grevistas. A prisão e o trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É de se esperar que o seu uso se estenda”.
A polarização social atingiu seu ápice em Chicago, um dos pólos industriais mais dinâmicos do nascente capitalismo nos EUA. A greve, iniciada em 1º de Maio, conseguiu a adesão da quase totalidade das fábricas. Diante da intransigência patronal, ela prosseguiu nos dias seguintes. Em 4 de maio, durante um protesto dos grevistas na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e matou um policial. O conflito explodiu. No total, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos. Os oito mártires de Chicago
Apesar da origem da bomba nunca ter sido esclarecida, o governo decretou estado de sítio em Chicago, fixando toque de recolher e ocupando militarmente os bairros operários; os sindicatos foram fechados e mais de 300 líderes grevistas foram presos e torturados nos interrogatórios. Como desdobramento desta onda de terror, oito líderes do movimento – o jornalista Auguste Spies, do “’Diário dos Trabalhadores”’, e os sindicalistas Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe – foram detidos e levados a julgamento. Eles entrariam para a história como “Os Oito Mártires de Chicago”.
O julgamento foi uma das maiores farsas judiciais da história dos EUA. O seu único objetivo foi condenar o movimento grevista e as lideranças anarquistas, que dirigiram o protesto. Nada se comprovou sobre os responsáveis pela bomba ou pela morte do policial. O juiz Joseph Gary, nomeado para conduzir o Tribunal Especial, fez questão de explicitar sua tese de que a bomba fazia parte de um complô mundial contra os EUA. Iniciado em 17 de maio, o tribunal teve os 12 jurados selecionados a dedo entre os 981 candidatos; as testemunhas foram criteriosamente escolhidas. Três líderes grevistas foram comprados pelo governo, conforme comprovou posteriormente a irmã de um deles (Waller). A maior farsa judicial dos EUA
Em 20 de agosto, com o tribunal lotado, foi lido o veredicto: Spies, Fisher, Engel, Parsons, Lingg, Fielden e Schwab foram condenados à morte; Neebe pegou 15 anos de prisão. Pouco depois, em função da onda de protestos, Lingg, Fielden e Schwab tiveram suas penas reduzidas para prisão perpétua. Em 11 de novembro de 1887, na cadeia de Chicago, Spies, Fisher, Engel e Parsons foram enforcados. Um dia antes, Lingg morreu na cela em circunstâncias misteriosas; a polícia alegou “suicídio”. No mesmo dia, os cinco “’Mártires de Chicago” foram enterrados num cortejo que reuniu mais de 25 mil operários. Durante várias semanas, as casas proletárias da região exibiram flores vermelhas em sinal de luto e protesto.
Seis anos depois, o próprio governador de Illinois, John Altgeld, mandou reabrir o processo. O novo juiz concluiu que os enforcados não tinham cometido qualquer crime, “tinham sido vitimas inocentes de um erro judicial”. Fielden, Schwab e Neebe foram imediatamente soltos. A morte destes líderes operários não tinha sido em vão. Em 1º de Maio de 1890, o Congresso dos EUA regulamentou a jornada de oito horas diárias. Em homenagem aos seus heróis, em dezembro do mesmo ano, a AFL transformou o 1º de Maio em dia nacional de luta. Posteriormente, a central sindical, totalmente corrompida e apelegada, apagaria a data do seu calendário.
Em 1891, a Segunda Internacional dos Trabalhadores, que havia sido fundada dois anos antes e reunia organizações operárias e socialistas do mundo todo, decidiu em seu congresso de Bruxelas que “no dia 1º de Maio haverá demonstração única para os trabalhadores de todos os países, com caráter de afirmação de luta de classes e de reivindicação das oito horas de trabalho”. A partir do congresso, que teve a presença de 367 delegados de mais de 20 países, o Dia Internacional dos Trabalhadores passou a ser a principal referência no calendário de todos os que lutam contra a exploração capitalista. Por Altamiro Borges
Comissão do Senado analisa projeto que cria programa de combate ao 'bullying'
Jornalista: sindicato
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) examina nesta terça-feira (29) projeto que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying).
O projeto define como bullying “todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”. Atos de intimidação praticados na internet (cyberbullying) também entram nessa categoria.
O projeto (PLC 68/2013), do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), estipula que o programa poderá fundamentar as ações do Ministério da Educação e das secretarias estaduais e municipais de Educação. Determina ainda que é dever dos estabelecimentos de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas garantir medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática.
Na justificação do projeto, o autor faz referência a estudos que revelam a força e o caráter pernicioso da prática do bullying em crianças e adolescentes e indica que a pretensão maior da iniciativa é a de “conscientizar a sociedade para o problema e, assim, evitá-lo”.
Ao dar voto favorável à matéria na Comissão de Educação, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) destacou que a proposta não envereda pelo caminho mais polêmico do Direito Penal, mas insiste no caráter educativo para coibir comportamentos de intimidação sistemática.
A relatora acrescentou que é preciso um esforço coletivo em favor da difusão de “um clima de paz e de tolerância, com a aceitação das diferenças”, além de respeito à intimidade e à integridade física e mental das pessoas. Kátia Abreu afirma que o objetivo é defender os princípios básicos da cidadania e dos direitos humanos.
Após a análise da CE, o projeto será apreciado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
A reunião começa às 11h, na Ala Alexandre Costa, sala nº 15.
Fonte: Agência Senado
Câmara rejeita proposta que obriga escola a oferecer atividades nas férias
Jornalista: sindicato
A Comissão de Educação rejeitou na última quarta-feira (23) o Projeto de Lei 4260/12, da senadora Angela Portela (PT-RR), que obriga as escolas públicas de educação infantil a oferecer atividades pedagógicas aos seus alunos durante as férias, desde que haja interesse de mais da metade dos pais pelo serviço.
O objetivo do projeto é garantir que, mesmo no período das férias escolares, os pais e responsáveis tenham a tranquilidade de contar com as creches e pré-escolas, com atividades pedagógicas, para cuidarem dos seus filhos.
O parecer do relator, deputado Francisco Praciano (PT-AM), foi contrário à matéria. Segundo ele, o funcionamento ininterrupto das unidades de educação infantil pode acarretar problemas para a execução do planejamento curricular e para a avaliação das atividades educacionais pelos professores. “É nesse período de férias escolares que as equipes pedagógicas avaliam o período transcorrido e planejam as atividades vindouras”, salientou.
Além disso, conforme o parlamentar, se os estabelecimentos escolares receberem as crianças durante o ano todo, sem períodos de recesso, não haverá momento hábil para fazer pequenas reformas e adaptações na estrutura física dos prédios, além de atividades como dedetização e desratização. Tramitação
De caráter conclusivo nas comissões, o projeto será arquivado, caso não haja recurso para apreciação pelo Plenário.