TV Comunitária comemora 13 anos

Nesta terça-feira, dia 17, a Câmara Legislativa do Distrito Federal fará uma sessão solene em homenagem ao aniversário de 13 anos da TV Cidade Livre – Canal Comunitário do DF. A sessão terá início às 19 horas no auditório, onde estão previstos a posse da nova diretoria da TV, show de artistas, como Manaséas, Myrlla Muniz e Márcio Bonfim, e um coquetel. Quem quiser participar do evento deve confirmar sua presença pelo telefone (61) 3343-2713 ou pelo endereço eletrônico: tvcidadelivredf@gmail.com
Conheça a história da TV Comunitária do DF na matéria abaixo:
Um canal para a liberdade de expressão e a promoção da cidadania
A emissora é a concretização do sonho de várias entidades e militantes da área de comunicação social de Brasília. Pioneira no País, a TV Cidade Livre fez sua primeira transmissão em 13 de agosto de 1997 e, desde então, oferece uma programação alternativa, com a qual contribui com o direito de liberdade de expressão e a promoção da cidadania. Apesar de a primeira reunião da TV ter ocorrido no Sindicato dos Jornalistas, em fevereiro de 1996, com mais de 30 instituições presentes, todas ainda filiadas à Associação das Entidades Usuárias de Canal Comunitário no DF, o SJPDF não participou como sócio-fundador.
Autônoma e com CNPJ próprio, ela é administrada em conformidade com seu estatuto, aprovado democraticamente pelas entidades filiadas em Assembleia Geral, regularmente convocada. Embora jovem, a TV Comunitária tem uma história de lutas no DF e, sistematicamente, ela abre espaços para a participação de pensadores, de lideranças dos movimentos sociais, de entidades e de sindicatos, assim como de embaixadores, quase sempre proibidos de ter voz na mídia comercial. A diversidade de pensamentos e opiniões em sua programação revela ainda uma característica multifacetada, peculiar da própria capital do País: é bairrista e metropolitana ao mesmo tempo. Agrega culturas e tradições locais, nacionais e internacionais.
O seu acervo demonstra essa integração de culturas e amplitude de idéias. Ele sustenta e garante a credibilidade na linha editorial que preconiza a pluralidade e a diversidade de ideias e de opiniões. A TV começou com duas horas de programação por dia, porém, há muitos anos ela está a 24 horas no ar, com várias parcerias e produção própria, registrando o movimento cultural, estudantil, sindical e as lutas populares, como as marchas do MST, os protestos do movimento pelo passe livre e tantos outros que agitam a capital federal.
A TVComDF não se restringiu a cobrir passivamente os acontecimentos na capital federal. Ela assumiu um papel militante no fazer-comunicação e organizou vários atos políticos, tais como debates entre candidatos ao GDF e à Reitoria da UnB. Na área de fotografia, criou as Cozinhas Fotográficas e, em outros setores da vida brasiliense, realizou o ato de criação da COJIRA, bem como vários espetáculos de música, lançamentos de livros da UNESCO, apuração do Plebiscito da Dívida Externa patrocinado pela CNBB, debate com a filha de Che Guevara – Aleida Guevara, patrocinou debates, participou e cobriu o Fórum Social Mundial.
Na luta pela promoção da cidadania, o canal sediou a central do plebiscito que repudiou a Alca e a base militar dos EUA, em Alcântara; comandou seminários de democratização da comunicação e debates sobre a Conferência Nacional de Comunicação. O canal comunitário mostra o que acontece nas Américas transmitindo o Telejornal da TeleSUR, diariamente, às 22h. Além da Telesur, ela tem outros parceiros.
Na contracorrente dos meios de comunicação comerciais, a TV participou e abriu as lentes de suas câmeras para os movimentos sociais que lutam pela reforma agrária, pela nacionalização do nióbio e da agroenergia, pela abertura respeitosa aos artistas da cidade, para a parceira com os jovens de diversas cidades do DF, trazendo uma outra realidade e novo tipo de informação para a comunidade brasiliense. Trouxe para suas telas o conceito de integração latinoamericana, o processo de transformações sociais em curso em vários países da região e se abriu ao diálogo televisivo que pratica com a cultura iberoamericana.
É a única televisão que assumiu, editorialmente, a causa do Petróleo Pré-Sal é Nosso, da recuperação da soberania da Petrobrás e da Vale do Rio Doce. Defende o cinema nacional e a independência tecnológica. Consciente de que contraria os interesses de setores poderosos, sobretudo por criticar os valores do neoliberalismo, da oligarquia, do racismo,  do imperialismo e sua truculência criminosa contra os povos do Iraque, da Líbia, da Palestina, é a única televisão que transmitiu, na íntegra, o Congresso Nacional do MST, o maior congresso camponês da América Latina.
Também transmitiu, na íntegra, várias edições do Fórum Social Mundial, até mesmo o realizado na África. Ao contrário dos demais canais de TV, ela enfrenta sérias dificuldades financeiras, mas não se esquiva de criticar a muitas das políticas econômicas e financeiras prejudiciais à necessária industrialização e à classe trabalhadora brasileiras. O conteúdo político e em defesa da integração latinoamericana não a impede de priorizar a vida e o cotidiano da capital federal em todos os seus aspectos. Por isso, está garantido, na sua grade de programação, o espaço das manifestações culturais do Distrito Federal, tais como o Pacotão e sua irreverência, aos movimentos grevistas, aos protestos do movimento Passe Livre, dentre outros.
A TVComDF nunca se furtou a denunciar da repressão dos governos Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, como, por exemplo, a greve da Novacap, em 1999, em que, durante manifestação na sede da empresa, houve confronto entre manifestantes e polícia e a morte de um dos grevistas. Conhecido como “massacre da Novacap”, a truculência da polícia jamais foi denunciada em meios de comunicação comerciais. Quantas emissoras possuem uma grade de programação tão ampla e isenta?
Criticada por vários segmentos, a TV enfrenta todo tipo de problema: desde a falta de recursos financeiros até ameaça de intervenção. Por causa de sua programação aberta e livre de compromissos comerciais e políticas, foi alvo de investidas de fiscais e processo da Anatel, que queriam, ilegalmente, controlar o seu conteúdo. Sem encontrar qualquer irregularidade na emissora, o processo foi arquivado. Alguns dos seus críticos insistem em pedir a intervenção da polícia na TV.
Atualmente, a TV Cidade Livre transmite ao vivo, todos os dias, entre 19h e 19h30, o telejornal da recém-criada TVT – TV dos Trabalhadores – e oferece à sociedade, gratuitamente, o acesso público ao vivo toda sexta-feira. Em seu acervo, a TVComDF tem mais de quatro mil fitas com manifestações sociais, sindicais e estudantis em Brasília, entre as quais mais de 200 horas com os músicos da cidade. Tudo isso comprova que a TV Cidade Livre cumpre o papel próprio de um canal comunitário: público, plural, contra-hegemônico, aberto à comunidade, sintonizado no dia a dia da classe trabalhadora e nas reivindicações dos movimentos sociais.

Nota de apoio aos funcionários das escolas públicas do DF

O Sindicato dos Professores no DF, ao mesmo tempo em que agradece o apoio e compreensão recebidos sempre da comunidade escolar durante as nossas campanhas salariais, dirige-se à sociedade brasiliense para reiterar seu total apoio à greve dos companheiros e companheiras da carreira de Assistência à Educação.
Temos a certeza da legitimidade de suas reivindicações e lamentamos que o GDF tenha usado do expediente de questionar uma greve legítima na Justiça. Desde o dia 4 de maio eles haviam comunicado ao governo a decisão de entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 9 de maio, caso as negociações não avançassem.
O SAE tem conduzido o movimento com responsabilidade e buscado em todos os momentos o diálogo e a negociação, mas o GDF se recusa a apresentar qualquer proposta financeira que possa ser analisada pela categoria; e por isso eles tomaram a decisão de paralisar as atividades.
Repudiamos qualquer tentativa de intimidação de um movimento justo dos trabalhadores por meio de ações judiciais. Esperamos que os gestores da Secretaria de Educação mudem sua postura e respeitem a categoria como fez  em relação a outros profissionais.
Além de não apresentar nenhuma proposta, na última sexta-feira, dia 13, um dia após uma reunião de negociação  entre a Comissão de Negociação do SAE e Secretários de Governo, com a presença de três parlamentares da base governista que se posicionaram favoráveis às reivindicações dos servidores, a direção do SAE foi surpreendida, com uma liminar da Justiça cobrando que o Sindicato mantenha 50% de servidores trabalhando para manter as escolas funcionando. Além disso, receberam uma multa de R$ 70 mil, mais R$ 15 mil por dia se a determinação da Justiça for desobedecida. Os diretores do SAE podem até ser presos, o que é inadmissível num estado democrático.
Na reunião do dia 12 houve inclusive uma perspectiva de continuidade das negociações e não se falou em liminar contra a greve. Essa truculência, no nosso entendimento, é o que atrapalha a negociação.
Esperamos que o GDF pare de tratar com descaso esta importante categoria, que é considerada o pulmão da escola, pois prepara a mesma para que o professor e o aluno possam usá-la em condições adequadas.
 
Diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no DF

Projeto Dançarte no Programa Alternativo

O Projeto Dançarte, desenvolvido pelo Centro de Ensino Especial 01 de Samambaia, é uma das atrações do Programa Alternativo deste sábado (14). Criado em 2010 o projeto trabalha com artes cênicas e dança, introduzindo os alunos no mundo das artes. Segundo uma das coordenadoras, professora Sônia Maria Ramalho, um dos objetivos é dar autonomia, inclusão social e elevar a auto-estima dos estudantes. “Este projeto ajuda no desenvolvimento escolar e muitos alunos estão entrando no mercado de trabalho devido à melhora deles na comunicação. Vemos melhorias em várias áreas, tanto no ambiente escolar quanto no próprio convívio dos alunos junto à sociedade”, salienta.
O Programa, apresentado pelo SBT, será transmitido aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

CEF 1 promove Semana para a Vida

O Centro de Ensino Fundamental 1 de Brasília (CEF 1), na superquadra 106 da Asa Sul, encerrou nesta sexta-feira, dia 13, a Semana para a Vida, com apresentação e discussão de dois temas de grande importância para o amadurecimento pessoal e social de seus alunos: um sobre sexualidade e doenças sexualmente transmissíveis e, outro, sobre drogas, ECA, segurança nas escolas e violência doméstica. A primeira palestra, ministrada pela psicóloga Ivanete Rocha, foi dedicada às alunas da escola, uma vez que na quinta-feira, esse mesmo tema foi debatido com os meninos. A separação entre meninas e meninos especificamente na discussão desse assunto foi uma estratégia da equipe da escola para “deixar os alunos mais à vontade na hora de fazer seus questionamentos, sem inibição”, segundo a diretora do CEF 1, Maria Auxiliadora de Sousa.
A segunda palestra, ministrada por policiais do Batalhão Escolar, teve seu ponto alto na discussão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo Maria Auxiliadora, muito se fala hoje em dia sobre o Estatuto, mas seu conteúdo ainda não foi absorvido pelos adolescentes. A discussão pontual de seus direitos e deveres chamou a atenção dos alunos. Para a diretora do CEF 1 é importante que a escola tenha esse espaço de discussão, principalmente porque nos dias de hoje as famílias, ocupadas com o trabalho fora de casa, dedicam cada vez menos tempo a seus filhos. “As famílias estão se esquecendo de ensinar a seus filhos sobre hábitos e atitudes, e esse papel está cada vez mais sendo assumido pela escola”, desabafou Maria Auxiliadora.
A Semana para a Vida do CEF 1 faz parte do calendário escolar oficial, em atendimento à Lei 11.988 de 2009, e este é o segundo ano em que a escola desenvolve esse trabalho. Toda a equipe de professores da escola se envolve na preparação da Semana desde a escolha dos temas até a indicação de palestrantes e confecção de material de apoio aos alunos. Um exemplo dessa atitude foi o do professor João Bosco Lobato que providenciou a confecção de 500 cartilhas sobre o Bullyng (*), para auxiliar os alunos na fixação das informações obtidas na palestra sobre o tema, ministrada pelo capitão Gislando Alves da Costa, comandante do Batalhão Escolar. Cada palestra ministrada durante a Semana para a Vida, segundo a diretora do CEF 1, é mais do que uma aula normal: é uma aula prática!
Durante cinco dias os cerca de 500 alunos do CEF 1 tiveram a oportunidade de repensar e estudar temas como a inclusão social da pessoa portadora de necessidades (palestra ministrada por Maraisa Helena Pereira da Apae), alimentação saudável (proferida pelas nutricionistas Priscila e Iara Medeiros Ramires) e diversidade cultural (abordada pela psicóloga da escola, Patrícia Campolino), além dos três outros temas já mencionados nesta matéria. O trabalho, no entanto, não termina com o encerramento da Semana. Conforme explicou Maria Auxiliadora, todos os professores receberão as palestras por escrito para trabalhar com os alunos no decorrer de todo o restante do ano, seja na redação de textos, nas discussões na hora cívica, na elaboração de trabalhos ou mesmo na prova interdisciplinar.
(*) A cartilha do Bulliyng foi retirada do livro “Bullyng – Mentes Perigosas na Escola” de autoria da psicóloga Ana Beatriz Barbosa.

Semana da Educação para a Vida

O Centro Educacional 06 de Taguatinga convida todos e todas para o encerramento da Semana da Educação para a Vida, do Projeto Interdisciplinar Meio Ambiente. O evento, que começou na quarta-feira (11), acontece no próprio CED, localizado na QNL 01, área especial. O encerramento será nesta sexta-feira (13), às 17h.

CEF 602 do Recanto das Emas apresenta “13 de Maio: A falsa Abolição”

Como atividade de encerramento da Semana de Educação para a Vida foi realizado na manhã desta sexta-feira, 13 de maio, no Centro de Ensino Fundamental 602 do Recanto das Emas, um dia temático com o título será “13 de Maio: A Falsa Abolição”. O objetivo do evento foi promover na comunidade escolar a valorização da história e da cultura dos afro-descendentes, bem como gerar uma reflexão sobre o processo de exclusão social dos mesmos. Serão arrecadados brinquedos usados (em bom estado) para serem doados à brinquedoteca da Quadra 108 do Recanto das Emas.
O tema abordado (13 de Maio: A Falsa Abolição) possibilitará aos alunos uma reflexão sobre a histórica exclusão social dos negros no Brasil e, principalmente, promover a valorização da história e da cultura dos afro-descendentes. Outras informações pelos telefones 3901-8248 e 9222-4790.
Atividades
Todas as atividades serão realizadas no turno matutino (das 8h às 12h). Segue abaixo a programação:
– Das 8h às 9h30 => Acontecerão oficinas de atividades culturais ligadas a cultura negra (Grafite, Capoeira e Basquete de Rua);
– Das 9h30 às 10h30 => Palestra motivacional com um para-atleta;
– Das 10h30 às 11h30 => Show com os grupos de RAP: Diga How, Aborígine e Arsenal do Gueto.
– 11h30 às 12h => sorteio de brindes (livros e CD’s) para a comunidade escolar presente.

Participem do Projeto Itinerância Musical nas escolas públicas

Está sendo realizado desde o dia 9 de maio e vai até o dia 24, o Projeto Itinerância Musical nas escolas públicas. O objetivo é levar aos alunos a interação entre a arte e a cultura. Estão sendo realizados vários shows como o do grupo Cesar de Paula e Projeto S.A. nas escolas da rede pública do Distrito Federal. Estão sendo promovidas oficinas de percussão e prática de conjunto com os alunos, proporcionando a realização de um intercâmbio de conhecimentos culturais e artísticos entre músicos e alunos.
Confira a programação:
Dias 9 e 10 – CEM 10 do P.Sul – 9h às 12h Oficina de Percussão – Facilitador: Léo Barbosa Prática de conjunto – Facilitador: Hamilton Pinheiro
Dias 11 e 12 – CEM 03 de Taguatinga – 9h às 12h Oficina de Percussão – Facilitador: Ismael Rattis Prática de conjunto – Facilitador: Cesar de Paula
Dia 13 – Pocket-Show CEM 03 Taguatinga – 8h30 CEM 10 P.sul – 16h *Dias 14 e 21 – CEM 414 de Samambaia – 9h às 12h Oficina de Percussão – Facilitador: Marcelo Abreu Prática de Conjunto – Facilitador: Natan Soares *Dia 24 – Pocket-Show CEM 414 de Samambaia – 20h

Atenção! Assembleia Geral hoje à tarde no Mané Garrincha

O Sinpro-DF convida todas as professoras e professores para a Assembleia Geral nesta quarta-feira, dia 11 de maio, às 15h, no estacionamento do Mané Garrincha! Vamos dar continuidade a nossa campanha salarial de 2011. A conquista do reajuste do Fundo Constitucional relativo a este ano é apenas o primeiro passo para avançarmos rumo aos outros itens da pauta de reivindicação . Agora nossa tarefa é manter a mesma mobilização e garra para garantir a reestruturação do plano de carreira carreria rumo a isonomia com a categoria dos médicos. Pontos importantes da pauta de reivindicação serão discutidos, por isso sua presença é fundamental. Professores unidos são professores fortalecidos. Compareçam!

Centro de Ensino Médio EIT (Cemeit) de Taguatinga comemora meio século

Nada mais coerente do que uma escola pensada por um poeta comemorar os 50 anos de existência com uma mostra cultural. O Centro de Ensino Médio EIT (Cemeit), de Taguatinga, institucionalizado como escola da rede pública de ensino em 1961, partiu o bolo de aniversário ontem, mas vai festejar durante toda a semana, em uma extensa programação que inclui teatro, música, palestras, jogos. A história da EIT se confunde com a da própria cidade: foi construído no centro da cidade e transmite mais do que conteúdos de livros didáticos. Em localização estratégica, próximo à Praça do Relógio e à Avenida Comercial, os alunos da escola acompanham toda a rotina da cidade.
“A EIT surge antes de Taguatinga, quase. A cidade não tinha nada ainda quando a escola foi construída. É bonito ver como cresceram juntas, a cidade em torno da escola”, afirma a professora Hildemília Maria de Freitas. Ela leciona há 14 anos no Cemeit e lá também cursou o ensino médio, no início da década de 1970. O antigo nome, Escola Industrial de Taguatinga, revela o tipo de formação oferecido nos anos iniciais da escola. Era ali que os filhos dos operários que construíam Brasília estudavam e aprendiam atividades manuais.
Dois anos depois, em 1961, o local se tornou o Cemeit. A história que se entrelaça com a vida urbana da cidade registrou momentos difíceis e felizes, e o aniversário significa, agora, um motivo de renovação. “Houve um momento de decadência, mas aí a sociedade gritou e se posicionou para que a gente sobrevivesse, mesmo que ao lado do caos do trânsito do centro da cidade”, conta o professor Paulo Solino, ao lembrar as duas crises pelas quais a escola passou naquela época. Em 2007 surgiram rumores de que alguns políticos e construtoras da região pretendiam esvaziar o colégio e transformá-lo em um shopping, considerando a área nobre em que se encontra. Grupos culturais se organizaram e criaram o movimento Viva EIT, em defesa da permanência do colégio. Em agosto do mesmo ano, a mobilização resultou no tombamento provisório do prédio. O definitivo ainda não saiu.
Já em 2010, os problemas foram de ordem interna, o que provocou várias mudanças na equipe da direção. No fim da crise institucional, Edson Estevão dos Reis foi eleito diretor da EIT. “Nasci em Taguatinga. Não tive a chance de estudar aqui, mas sei que é uma escola de tradição. Acredito que podemos aproveitar este momento para dar um gás para que a escola volte a ser o que já foi. Os professores estão com sede de mudanças”, entusiasma-se o diretor. E não só os professores.
Recordações
Ex-alunos aproveitam a comemoração para se reaproximar da escola. O cineasta William Alves cursou o ensino médio no fim da década de 1980. Ele trabalha com direção de filmes, principalmente documentários voltados para a área social. “Na minha época de escola, Taguatinga tinha uma efervescência cultural. A EIT, no centro da cidade, estava no meio de tudo isso — e eu no meio, absorvendo. O fato de ser uma escola pública também dá uma visão diferente. Então, tudo isso me influenciou”, diz. Há dois anos, ele voltou à EIT para montar um cineclube e incentivar debates sobre os filmes.
A origem
A Escola Industrial de Taguatinga (EIT) foi idealizada pelo poeta e funcionário do Ministério da Educação (MEC) Caldêncio Mewton de Carvalho Souza, em 1959. Foi lá que muitos filhos dos pioneiros de Brasília concluíram cursos profissionalizantes. Filhos de peões de obras, pedreiros, carpinteiros, cozinheiras e motoristas cresceram na EIT aprendendo a usar o torno elétrico e a prensa tipográfica, bem como a desempenhar outras tarefas operárias. A EIT, posteriormente, tornou-se a primeira escola de ensino médio da cidade, passando a receber também os filhos da intelectualidade da região. Nesta época, tanto a Biblioteca Pública Machado de Assis quanto o Teatro da Praça pertenciam à área da escola, e o espaço era utilizado para oferecer oficinas.
Influência na cidade
“Um poeta dirigiu a escola antes de ela ser oficializada como da rede pública”, recorda o professor Ronaldo Alves Mousinho, que iniciou e terminou sua carreira no magistério na EIT. “Na década de 1960, os alunos já aprendiam a reciclar papel no curso de artes gráficas. Toda a economia da cidade teve influência nessa matriz da EIT”, enumera.
Ele lembra que o colégio já forneceu parte de seu acervo para possibilitar a inauguração da Biblioteca Pública Machado de Assis, além de abrigar alunos de cursos noturnos de outras escolas com estrutura física menor. O Cemeit também colaborou na vida afetiva de alguns alunos, formando casais que estão juntos até hoje hoje. É o caso de Marcela Gomes Winther Neves e Alysson Fernando Campos dos Santos.
O pai de Alysson lecionara no EIT quando o filho se matriculou, no começo da década de 1990. Em aulas de educação física, Alysson conheceu Marcela. O namoro deu certo e logo eles se casaram e tiveram os gêmeos Ana Carolina e Victor Neves dos Santos, 15 anos, ambos matriculados no colégio. “Minhas melhores amizades saíram dali e todas elas acompanharam o namoro e a gravidez. Participaram de tudo”, conta Marcela. “Nunca fiz tantos amigos na minha vida”, diz Ana Carolina. “Nossa história começou aqui dentro. Eu sei até onde foi o primeiro beijo dos meus pais. Isso é muito legal, porque assim a gente adquire um sentimento maior”, explica Victor.
(Fonte: Jornal Correio Braziliense do dia 11/05/2011)

Iprev dá novo prazo para quem não fez o censo

Pela terceira vez o Iprev-DF(Instituto de Previdência dos Servidores do DF) dá novo prazo para quem não ainda não fez o recastramento do Censo Previdenciário 2010 exigido pelo Instituto. Desde a última segunda–feira,dia 9 até até o mês de junho os servidores terão oportunidade de atualizar os dados nessa etapa final do Censo. Cerca de dez mil funcionários do governo deixaram de fazer o censo na data prevista. A maior parte dos servidores que ainda não fizeram o recenseamento são da Secretaria de Educação:3.730. O atendimento está disponível das 9h às 17h, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade.
(Fonte Jornal Correio Braziliense).

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