Mês da mulher: Sinpro promove debates e apresentações culturais para festejar

O dia 8 de março transformou-se em uma data de reflexão e reivindicação sobre a condição feminina em todo o mundo. As vitórias e avanços em um século de luta são muitas: direito ao voto, a conquista da lei Maria da Penha, as conquistas femininas no mercado de trabalho, os espaços alcançados por elas no poder ao redor do mundo e várias outras. A presidenta Dilma Rousseff é um destes exemplos, como primeira mulher a chegar ao poder máximo da democracia brasileira. Para comemorar a data e discutir a necessidade de novas conquistas para as mulheres, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) preparou uma série de atividades em parceria com a Secretaria de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no decorrer do mês de março.
A Coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, Eliceuda França diz que já estão programadas várias palestras, conferências, seminários, eventos, atos políticos e programações para comemorar o Dia Internacional da Mulher. “Temos o compromisso de garantir que as conquistas legais não se tornem privilégios de poucos, mas sim direitos de todas. Vamos comemorar, mas também formar e conscientizar, pois só assim podemos combater todas as forma de violência. Nossos parabéns a todas que ousaram abrir caminhos, na  certeza de que as mulheres que não fogem à luta são cada vez mais imprescindíveis”, salienta Eliceuda.
Confira a programação:
Comemoração do dia DIA INTERNACIONAL DA MULHER E ANIVERSÁRIO DO SINPRO-DF
DIA 19 DE MARÇO DE 2011 – SÁBADO
Local: Sede do Sinpro(SIG Qd.6, Lt.2260)
19h –  ABERTURA – “Sob os pés de Afrodite” – performance  com a professora Artheme Lira
19h30 – DEBATEO empoderamento político e econômico das mulheres educadoras
Subtemas:
– Uma nova cultura para superar as desigualdades contra a mulher, com Rejane Pitanga- Deputada Distrital (PT-DF)
– Oportunidades iguais, respeito às diferenças com Jacira da Silva- Coordenadora do Movimento Negro Unificado do DF
– Igualdade de gênero na perspectiva econômica com Maria das Graças de Sousa – Diretora da Secretaria de Mulheres da CUT/DF
– Consolidando conquistas . O piso é o mínimo, com Erika Kokay –  Deputada Federal
 
20h30 – Premiação “Mulher Educadora/Cidadã do Mundo”-
Premiação instituída para lembrar mulheres de destaque da categoria
21h00 – Apresentação cultural: Dueto de voz e chorinho com  Mônica Costa  e Paulo Henrique (MPB e Chorinho)
21h45 – Grupo Natyê – “Agora é que são elas” (MPB, música regional, forró e performance poética)
 
OFICINAS TEMÁTICAS NAS ESCOLAS
Na perspectiva de fortalecer a luta no enfrentamento à violência às mulheres, a Secretaria de Mulheres Educadoras do Sinpro oportuniza o debate através de oficinas temáticas na escola
LEI MARIA DA PENHA – Uma conquista.
05/04 – CEM 04 Ceilândia
12/04 – CEM 304 Samambaia
01/04 – CEF 201 Santa Maria
Entre em contato com a nossa secretaria e agende sua escola: 3343.4235.
 
Ato Político pelo fim da violência contra as mulheres.
Data: 20/03/2011
Horário: 9h às 13h
Local: Galpão Cultural da Feira da Estrutural
Organizadora: CUT-DF e Sindicatos filiados
 
Seminário “Creche pública: Direito para as crianças, autonomia para as mulheres.”
Data: 22/03/2011
Horário: 14h às 17h
Local: CED 11 – EPNP 01/05 – Área Especial P Norte – Ceilândia
Organizadora: CUT-DF e sindicatos filiados
 
Seminário “Educação Integral como instrumento para autonomia das mulheres, desenvolvimento e proteção das crianças.”
Data: 23/03/2011
Horário: 9h30 às 13h
Local: CUT-DF
Organizadora: CUT-DF e sindicatos filiados
Audiência com o governador Agnelo Queiroz para entrega da pauta das mulheres.
Data: 31/03/2011
Para comemorar o Dia Internacional da Mulher  e o aniversário de 32 anos do Sinpro, realizaremos um evento político-cultural no dia 19 de março, sábado, a partir das 19h. Confira a programação e compareça!

Projeto "Vidas Plurais" terá aula inaugural nesta sexta no Sinpro

O Sinpro realiza nesta sexta-feira(4), a aula inaugural da nova etapa do Projeto “Vidas Plurais: Enfrentando o sexismo e a homofobia nas escolas”. Além da apresentação da concepção do projeto, haverá uma palestra sobre educação e combate a homofobia com o professor Rogério Diniz Junqueira. E, no encerramento, um pocket show com a cantora Ellen Oléria!
Importante: se você está matriculada/o nas turmas que começam  nesse semestre, chegue mais cedo para se cadastrar na plataforma de aprendizagem virtual e conhecê-la mais de perto!
O projeto Vidas Plurais tem início no dia 15 de março e será ministrado por uma equipe especializada do Núcleo de Estudos da Diversidade Sexual e de Gênero da UnB para  capacitar professoras e professores no enfrentamento do tema nas escolas. Para maiores informações acesse:  http://vidasplurais.wordpress.com.
 
 
 

Atestados médicos: Sinpro cobra publicação de portaria

O Sinpro tem  cobrado diariamente  do GDF a publicação da portaria que revogará parte do Decreto nº 32.546, de  7 de dezembro de 2010, que estabeleceu a necessidade de validação na DSO de todos os atestados médicos, inclusive os de um dia de afastamento do trabalho. A publicação de uma nova portaria amenizará o problema da superlotação no serviço de atendimento médico da Secretaria de Educação, isso foi acertado entre a comissão de negociação do Sinpro e os representantes do GDF. Até o fechamento deste informativo isso não havia ocorrido.

Secretária do Meio Ambiente da CUT recebe prêmio Bertha Lutz do Senado

O Dia Internacional da Mulher, celebrado oficialmente em 8 de março, foi comemorado em sessão solene do Senado Federal esta semana. Durante a solenidade, foram premiadas as cinco vencedoras do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, concedido às mulheres de todo o país que tenham prestado relevantes serviços na defesa dos direitos femininos e em questões de gênero.

A secretária de Meio Ambiente da CUT e representante da Central na Contag, Carmen Foro, foi uma das cinco escolhidas pelo Senado Federal para receber o prêmio Bertha Lutz de 2010, sendo a primeira vez que uma trabalhadora rural recebe essa homenagem do Senado.
 
Carmen representa a luta das milhares de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta, espalhadas Brasil afora.
 
“Para mim que sou mulher do campo é um fudamental receber do Senado Federal um prêmio que contém um simbolismo histórico de quem foi Bertha Lutz, referência histórica na luta pelo direito ao voto. É muito significativo reconhecer uma trabalhadora rural por seu papel relevante na luta pelas mulheres. É uma conquista, mas não é uma conquista só minha, mas sim de todas as mulheres, porque eu sou apenas representante deste sentimernto e deste conjunto de articulação histórica e lutas históricas que as mulheres realizaram nesse país”, declara Carmen.
Um pouco da história de Carmen Foro:
Carmen Helena Ferreira Foro é filha de lavradores, nascida em 1966 na zona rural da cidade de Moju, na região de Tomé-Açu, nordeste do Pará. Aos quinze anos migrou com sua família para Igarapé Miri já na condição de agricultora familiar. Lá militou nas Comunidades Eclesiais de Base e no Sindicato de Trabalhadores Rurais, inicialmente na condição de dependente da inscrição sindical de seu pai.
 
No Sindicato emancipou a voz da mulher do campo e da floresta na mesma medida em que fez mais aguda a sua própria voz enquanto liderança. Em 1990 conquistou o direito a sua própria filiação sindical, para já, no ano seguinte, dirigir o sindicato. Cumprindo ciclos e avançando sempre, assumiu a presidência do sindicato, de forma interina, por oito meses, e tudo isso em menos de 2 anos de filiação efetiva ao sindicato.
 
Neste mesmo período, assumiu a coordenação sindical da região Tocantina, com abrangência em oito municípios, no Pará. Em 1996 chega à direção da CUT estadual e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado do Pará – Fetagri, assumindo a recém criada Secretaria de Mulheres Trabalhadoras Rurais e a de políticas sociais em seguida. Nessa época sua voz já era forte o suficiente para ser ouvida além dos igarapés.
Em 2003 chega a CUT nacional como voz autêntica do campo. Em 2005 chega a Contag – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, com a missão de coordenar uma verdadeira nação de mulheres do campo e da floresta. Em 2006 assumiu a vice-presidência da CUT, e mais uma vez cumprindo ciclos e avançando sempre, tornou-se a primeira mulher, e além, a primeira filha do norte, a presidir uma central de trabalhadores na história do Brasil. Atualmente é Secretaria de Mulheres da Contag e companheira de uma marcha emancipatória das milhares de mulheres do campo e da floresta de todo Brasil. Além, coordena a Secretaria de Meio Ambiente da Central Única dos Trabalhadores, idealizando um modelo de desenvolvimento humano que possa ser sustentável e solidário.
Ao longo de toda essa trajetória de luta política, Carmen sustentou sua condição de mulher, mãe de cinco filhos, negra e trabalhadora rural. Sempre firme e sempre forte, do Norte do Brasil deu norte e horizonte a luta do campo e da floresta e das mulheres do Brasil. Segue combatendo, pois sua luta não tem fim. E ao mesmo tempo empresta sentido e significação aos versos adaptados do poeta Gonçalves Dias: “Sou brava, sou forte, Sou filha do Norte; Meu canto de morte, Guerreiras, ouvi.”
A desigualdade social é um componente marcante da realidade brasileira e um aspecto fundamental que Carmen Foro enfrentou para estar no movimento sindical. Na sua trajetória de vida e militância política, várias barreiras, tanto físicas como econômicas e culturais dificultaram sua atuação. Sofreu preconceitos e discriminações por ser mulher, por ser negra, de origem humilde e também por ser trabalhadora rural.
 
E em virtude da realidade geográfica em que vivem as mulheres trabalhadoras rurais, Carmen Foro, enfrentou essas barreiras físicas, que são inúmeras e mais latentes. No campo e na floresta, os locais possuem difícil acesso. Em muitos casos só é possível chegar de barco, ônibus, voadeiras, a cavalo ou outros tipos de transporte alternativo. Apesar de todas as adversidades vivenciadas, como a poetisa Cora Coralina diz, Carmen Foro “fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores”.
 
Prêmio Bertha Lutz
O prêmio Bertha Lutz foi instituído pela Mesa do Senado em 2001. Bertha Maria Júlia Lutz, que dá nome ao prêmio, nasceu em São Paulo, em 2 de agosto de 1894. Era filha da enfermeira inglesa Amy Fowler e do cientista e pioneiro da Medicina Tropical Adolfo Lutz. Tornou-se líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras por ter sido responsável pela aprovação aprovação da legislação que lhes concedeu o direito de votar e serem votadas.
Além da dirigente CUTista, foram homenageadas neste ano Maria Liége, Chloris Casagrande, Maria José Silva e Maria Ruth Barreto.

MEC regulamenta prova nacional para professores


O Ministério da Educação teve de mudar o primeiro formato da Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente. Atendendo pedidos de pesquisadores e entidades ligadas aos professores, ela ganhou novo nome e função também. A preocupação dos especialistas era que a prova fosse utilizada para avaliação de rendimento do professor e elaboração de rankings. Agora, ela será limitada a selecionar candidatos à carreira. A portaria que regulamenta a prova foi publicada nesta quinta-feira(3) no Diário Oficial da União.
Para as entidades, essa já é uma função importante e que trará ganhos à profissão. “Uma prova nacional pode abrir caminho para termos uma profissão com parâmetros nacionais, além do piso salarial e as diretrizes nacionais de carreira. Ela é importante também porque começa a democratizar o ingresso à carreira em diferentes municípios e Estados”, afirma Roberto Franklin de Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Em maio do ano passado, quando as primeiras propostas vieram à tona, ela era chamada de Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. Foi apelidada de Enem do magistério e seguia os moldes da avaliação do ensino médio. Apesar de a primeira função do exame, desde sua proposta inicial, ser a de ajudar Estados e municípios a fazer uma seleção de profissionais de qualidade, outras possibilidades foram estabelecidas e permanecerão.
O documento inicial, colocado em consulta pública à época, dizia que os resultados poderiam servir como auto-avaliação e diagnóstico da formação dos docentes para orientar gestores a definir políticas públicas para a área. Apesar de a ideia estar mantida, as entidades garantem que o modelo não é o mesmo. A primeira edição do concurso nacional só ocorrerá em 2012.
Participação social
Representantes de entidades de pesquisa ligadas à educação, como a Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (Anped), e de associações como a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a CNTE foram convidadas pela nova presidenta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, para participar das discussões do modelo da avaliação. Eles farão parte de um comitê que dará consultoria ao Inep na elaboração da prova.
Esse comitê já recebeu a primeira proposta de matriz de competências – que define como o banco de itens da nova prova será elaborado – para analisar. O mesmo documento ficará em consulta pública no site do Inep para receber contribuições da sociedade até março, quando a matriz deve ser definida. Leão lembra que a matriz poderá ser modificada anualmente, o que permite que os cursos de graduação não fiquem presos à proposta de avaliação do concurso nacional.
Os Estados e municípios que não quiserem utilizar a prova nacional poderão solicitar, por exemplo, apenas itens ao Inep para montar a própria seleção. “Poderemos contribuir para a qualificação dos concursos, mesmo que as prefeituras não queiram aderir à prova nacional. Faz parte do papel do MEC induzir essa qualidade”, destaca o ministro.
Dalila Andrade Oliveira, presidente da Anped, espera que o MEC exija dos municípios que utilizarem a prova contrapartidas, como exigências de boa carreira. “Já que o ministério vai resolver o problema deles na elaboração de concursos, ele pode exigir, por exemplo, o cumprimento de pagamento de piso salarial, por exemplo”, comenta.
Para Carlos Sanches, presidente da Undime, o concurso nacional será de extrema importância para os municípios. “Vai facilitar muito o processo de contratação de professores. A maioria absoluta dos municípios de pequeno e médio porte tem dificuldades orçamentárias e estruturais para realizar concursos”, ressalta. Sanches acredita que o nível dos contratados dará um salto de qualidade com a prova.
O presidente da Undime ressalta que, com a prova, pagamento do piso e a oferta de um plano de carreira atraente, não haverá territórios para seleção de professores. “Esse tipo de medida demora a impactar na decisão do jovem de optar pela carreira do magistério, mas é um facilitador e logo poderá chegar lá”, acredita.
(Fonte MEC e Agência Brasil)

Programa Alternativo:alunos de Ceilândia fazem homenagem a Brasília

O Programa Alternativo deste sábado(5) lembra as comemorações dos cinquenta anos de Brasília. Em referência à data, alunos e professores do Centro de Ensino Fundamental 16 de Ceilândia  desenvolveram uma série de atividades como: apresentações com bandas de música, peças teatrais, trabalhos com a biodiversidade do cerrado, esculturas com argila, plantas medicinais, exposições, desfiles entre outros. “Como foi o cinquentenário da capital federal resolvemos fazer uma homenagem abordando vários temas pertinentes à Brasília. Isto é importante para os alunos conhecerem toda nossa diversidade cultural e valorizarem a cidade onde moram”, comenta a supervisora pedagógica Adriana Guimarães de Andrade.
Este espaço é uma ótima oportunidade da sociedade conhecer projetos e trabalhos realizados por alunos e professores. Professor participe deste espaço enviando pautas e mostrando todo o trabalho desenvolvido em sua escola. O programa, apresentado pelo SBT, será transmitido às 13h15 e mostra, em um de seus blocos, entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem pautas para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Programa Alternativo destaca atividades de alunos em homenagem a aniverário de 50 anos de Brasília

O Programa Alternativo deste sábado(5) lembra as comemorações dos cinquenta anos de Brasília. Em referência à data, alunos e professores do Centro de Ensino Fundamental 16 de Ceilândia  desenvolveram uma série de atividades como: apresentações com bandas de música, peças teatrais, trabalhos com a biodiversidade do cerrado, esculturas com argila, plantas medicinais, exposições, desfiles entre outros. “Como foi o cinquentenário da capital federal resolvemos fazer uma homenagem abordando vários temas pertinentes à Brasília. Isto é importante para os alunos conhecerem toda nossa diversidade cultural e valorizarem a cidade onde moram”, comenta a supervisora pedagógica Adriana Guimarães de Andrade.
Este espaço é uma ótima oportunidade para que a sociedade conheça projetos e trabalhos realizados por alunos e professores. Professor participe deste espaço enviando pautas e mostrando todo o trabalho desenvolvido em sua escola. O programa, apresentado pelo SBT, será transmitido às 13h15 e mostra, em um de seus blocos, entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem pautas para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Recesso de carnaval do Sinpro

    O SINPRO-DF informa que, devido ao período de Carnaval, o Sindicato estará de recesso nos dias:7,8 e 9 de março. As atividades serão retomadas normalmente no dia 10, quinta-feira. O SINPRO deseja a todas as trabalhadoras e trabalhadores um ótimo Carnaval!

Mulheres queimadas e Negros na mira das balas: Não se esqueça!


O mês de março lembra dois grandes acontecimentos datados no fio da história humana: 127 mulheres queimadas em uma fábrica de Nova York, em 1857 e a carnificina de 69 negros assassinados por policiais em Johanesburgo, África do Sul, em 1960. Um duplo movimento escreveu a história com a caneta  de tinta vermelha: o da luta das mulheres por melhores condições de vida: saúde, salário, redução de tempo de serviço, condições de trabalho e a luta do povo negro Sul Africano contra o apartheid.
Esses eventos históricos não foram episódicos, nem fatos sem importância, porque em cada vítima da violência institucionalizada (Estado), no uso da força policial que tem defendido mais os interesses dominantes, se estende às violências do indivíduo, muitas vezes produzidos pela estrutura de dominação: culturas opressoras, Política pública desfavorável e veiculada pela grande mídia que se apropria da dor humana como um bem rentável. Não vira notícia e nem se busca solução, por exemplo, um racismo explícito, o assassinato de mulheres, de homossexual e o apartheid velado e até explícito do povo negro e das mulheres dos grandes escalões do poder.
Percebe-se que a violência tem adquirido uma proporção imensurável no mundo e no Brasil, de tal maneira que as micro-relações de poder se tornaram tão violentas quantas as macro-relações de poder. Ataca-se o outro por questões banais, levando à morte, ao desespero, prisões e em muitos casos, à impunidade. A constante agressão porque passa a população negra tem a mesma intensidade da violência contra as mulheres, atravessando gênero, classe social, etnia/raça, localidade, culturas e etc. Nas teias relacionais humanas, não há, a rigor, uma linha tênue entre as agressões físicas e as psicológicas e morais sofridas por esses segmentos.
Há razões para se dizer que mulheres e negros no Brasil e no mundo têm algo em comum: sofrimento, esperança e luta. Sofre-se sob os grilhões do racismo, do machismo e das várias formas de violências, frutos de uma educação colonial, neonazista, fascista e ditatorial perversas que marcaram a história da humanidade. Somos herdeiros (as) de um projeto de sociedade intolerante, arbitrária, ditadora e discriminatória. Herdamos também ideários emancipatórios em suas várias frentes: Movimento Negro, Movimento Feminista, Movimento Sem Terra, Movimento GBLTTs, Movimento contra a fome e pela Cidadania, Movimento pelas Diretas Já etc.
O percurso de todas as sociedades humanas tem demonstrado que a violência não é apenas um fenômeno do passado, mas cresce assustadoramente em sociedades contemporâneas, o que exige uma consciência planetária de que caso não haja uma luta conjunta contra todas as formas de violência, o ser humano tenderá a ser extinto pelo veneno que se produz em determinada estrutura de poder e de relações interpessoais.
Nota-se que as faces da violência fazem parte de um mesmo processo histórico construído nas tramas das relações societárias, econômicas, políticas, culturais e religiosas. Neste sentido, da mesma forma que se construiu um tipo de sociedade opressora e vítima da opressão, nesta mesma proporção e certamente, com maior intensidade, pode-se proporcionar um pensar e um agir no sentido de promover outro olhar e uma nova prática baseadas no Respeito e na afirmação do exercício de Direitos.
Lembrar a experiência de sofrimento das mulheres e negros (as) não pode se tornar um “muro de lamentações”, mas apropriação de espaços e formulação de interrogações, tais como: Por que as instâncias do poder público ainda são brancas e masculinas? A maneira como se distribui o poder não subjaz um racismo, uma homofobia e um machismo? .
Pode-se ver o passado como experiência de luta, apesar dos massacres e com as ferramentas do presente (educação, mobilização e luta) , criar espaços de enfrentamento. Com essa convicção, seguramente o que fomos produzidos e programados (mentalidades) pode ser desprogramado e desconstruído. Mas para tanto, é preciso fazer outras perguntas: o que posso fazer para quebrar meus grilhões para que eu possa contribuir com a libertação dos outros?
Enfim, o mês de março na perspectiva negra e das mulheres é ponte de passagem, de reflexão, nunca o seu fim. Interessa também perceber que não se identifica a morte apenas pela ausência do corpo, mas pelo silêncio das vítimas que se exprimem com corpo e espírito. Há vozes que ainda gritam, ainda que sufocadas, vez que não se mata vozes, nem escolhas, mas apenas corpos. Gilberto Gil diz com muita propriedade que “A felicidade negra é uma felicidade guerreira”. Parafraseando Gil, pode-se dizer que a felicidade das mulheres é uma felicidade guerreira…
Cristino Cesário Rocha é Apoio Pedagógico e Delegado Sindical do Centro de Ensino Fundamental Myriam Ervilha
 

MEC publica portaria que institui prova para ingresso na carreira docente

O Ministério da Educação publica nesta quinta-feira, 3, no Diário Oficial da União, portaria normativa que institui a prova nacional de concurso para o ingresso na carreira docente, que será realizada uma vez por ano, de forma descentralizada, em todas as unidades da Federação. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) será o responsável pela coordenação e aplicação da prova, prevista para começar a ser aplicada em 2012.
A participação do professor é voluntária e o uso dos resultados para seleção de docentes pelas redes estaduais, municipais e do Distrito Federal será por adesão ao exame. A realização da prova nacional tem uma série de objetivos, entre eles, subsidiar as redes públicas de educação na realização de concurso para admissão de docentes e conferir parâmetros de auto-avaliação aos participantes.
A regulamentação da prova nacional de avaliação de professores, segundo o ministro Fernando Haddad, resulta de um pacto celebrado por entidades ligadas à formação de docentes em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (Cnte) e o MEC.
A portaria também instituiu o comitê de governança, de caráter consultivo, vinculado ao Inep, que tem entre suas atribuições avaliar a matriz de referência da prova nacional, opinar sobre a periodicidade de atualização da matriz e sobre formas de adesão à prova.
Matriz – De acordo com a presidente do Inep, Malvina Tuttman, cerca de 70 especialistas em educação, convocados por chamada pública, elaboraram a proposta de matriz de referência da prova que será submetida ao comitê e colocada em consulta pública no sítio do Inep.
Quando a matriz for fechada – a previsão é que isso aconteça no final de março – o Inep começa construir um banco de itens elaborados por especialistas em educação, que serão convocados por chamada pública. Os itens serão testados para que a prova possa ser aplicada em 2012.
A realização da prova nacional de avaliação, segundo o ministro, integra um conjunto de ações do MEC que visa qualificar cada vez mais a formação dos educadores. O acesso à graduação em instituições públicas de ensino superior ou em particulares com bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) ou com o Financiamento Estudantil (Fies), que agora pode ser quitado com atividade docente, fazem parte dessas ações.
A formação continuada, a definição do piso nacional para a categoria e a oferta de 30 mil bolsas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) em 2011, complementam a iniciativa. A bolsa do Pibid permite ao estudante de licenciatura fazer uma integração prática em escolas da educação básica nos dois últimos anos da graduação.
(Fonte MEC)

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