Sinpro avança nas negociações com o governo

A comissão de negociação do Sinpro-DF se reuniu na parte da manhã com a Secretaria de Educação do Distrito Federal e conseguiu avanços importantes na pauta de reivindicações da categoria. O cronograma de pagamento das dependências financeiras foi um dos temas abordados e a Secretaria informou que está tudo acertado para começar a pagar as pendências a partir de setembro, mas falta a assinatura do governador Rogério Rosso. Sobre a alternativa para ampliação do gozo da licença-prêmio a Secretaria disse que encontra dificuldades em autorizar o gozo das licenças por falta de professores substitutos. Contudo ficou marcada uma nova reunião para quarta-feira (04) a fim de tratar especificamente sobre este ponto. Nesta reunião a SEDF apresentará um levantamento sobre os principais problemas e discutir com o Sindicato dos Professores eventuais soluções para agilizar a concessão das licenças.
A garantia de um programa de formação continuada aos professores que não possuem licenciatura plena foi mais um avanço nas negociações. A Secretaria de Educação disse que está finalizando um convênio com o Ministério de Educação, para utilização da Plataforma Paulo Freire com a finalidade de garantir curso de graduação (licenciatura) para estes professores a partir do início de 2011. A SEDF ainda afirmou que está concluindo uma proposta para criar uma Escola de Nível Superior e que tão logo a proposta tenha sido construída convidará a Comissão de Negociação para fazer parte de um grupo de trabalho para debater a criação deste instituto.
Todas as propostas apresentadas fazem parte de novos avanços em nossas bandeiras de luta e em nossa pauta de reivindicações. A próxima rodada de negociação está marcada para o dia 12 de agosto, às 10h, na antiga Fundação Educacional.

IDEB e a qualidade da educação

Recentemente, o Ministério da Educação (MEC) divulgou mais um resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), o qual conjuga duas variáveis: a proficiência média dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e na Prova Brasil e o índice de aprovação anual em cada unidade escolar. Para a CNTE, embora o IDEB nacional tenha evoluído, são necessárias algumas ponderações, sobretudo para desmistificá-lo como conceito acabado para medir a qualidade da educação.
Na concepção dos trabalhadores da educação básica pública do país, a aferição da qualidade educacional extrapola, e muito, a aplicação de uma prova aos estudantes sobre dois conteúdos (português e matemática). Isso porque educação não é coisa que se mensura apenas por nota. A qualidade da educação socialmente referenciada requer poder enxergar, por exemplo, a formação humanística dos estudantes, a inserção da escola e de seus profissionais no contexto da comunidade local, as ações e debates sobre a sustentabilidade do meio ambiente e a inclusão de todos que não tiveram acesso ao ensino regular. E essa educação, necessariamente, tem que caminhar no sentido de construir a igualdade e a felicidade pessoal e coletiva, bem como ser essencial para direcionar a sociedade ao respeito para com as diferenças étnicas, religiosas ou de orientação sexual, corroborando com a paz local e mundial.
Além dos princípios que regem a qualidade da educação, os elementos para medi-la também extrapolam, demasiadamente, os incorporados pelo IDEB. Como mensurar a qualidade educacional sem contextualizar o financiamento e a responsabilidade dos entes públicos? A formação e a valorização dos profissionais da educação? A forma de gestão que deve priorizar a participação da comunidade? O conteúdo ministrado pelos educadores e a proposta pedagógica da escola? Será que a ‘qualidade da educação’ em duas escolas com nota 6 no IDEB é a mesma? Temos certeza ser possível que não, pois isso o Índice da Educação Básica não consegue responder.
Conforme destacado no editorial do dia 7/7 a CNTE reconhece os avanços do IDEB, porém, diante do conceito de qualidade que defendemos, consideramos importante aprofundar o debate sobre o Índice.
Com informações do site da CNTE

Nove diretores de regionais de ensino são exonerados

Do Correioweb – O Secretário de Educação do Distrito Federal, Marcelo Aguiar, exonerou nove diretores de regionais de ensino do DF nesta terça-feira (27/7). De acordo com ele, a única motivação é a necessidade de renovar a equipe. “Alguns ocupavam o cargo há mais de dez anos”, esclarece o secretário.

Segundo ele, os rumores de que a exoneração ocorreu por conta de campanhas que os diretores faziam para José Luiz Valente, ex-secretário e candidato a distrital, são inverídicas. “São boatos. O motivo já foi exposto, apenas precisávamos mudar os ares”.

Élida Cristina, exonerada da regional do Núcleo Bandeirante, conta que soube da notícia pelo Diário Oficial de hoje. “É uma falta de respeito, fiquei surpresa, ele não apresentou, sequer, uma justificativa”. Ela também nega que fazia campanha para Valente. “Eu apoio sim um candidato, mas ninguém precisa saber quem é”, completa a pedagoga.

Confira, abaixo, a listagem dos exonerados e nomeados, respectivamente, por cidade:

Brazlândia
Humberto José Lopes
Márcia Gilda Moreira

Ceilândia
Ana de Fátima Dias Henriques
Antônio Carlos Chaul

Núcleo Bandeirante
Elida Cristina Gomes de Melo
Gicia de Cássia Martinichen Falcão

Paranoá
Maria Higina Rolim Cerveira
Leomagon Rodrigues da Silva

Planaltina
Adimário Rocha Barreto
Dileuza Castro Ferreira

Recanto das Emas
Javan Nascimento
Edileuza Fernandes da Silva

São Sebastião
Marilene Gomes Santana
Carlos Doberstein de Magalhães

Samambaia
Antônio Magno Matias Pereira
Francisca Vânia Barros Araújo

Santa Maria
Júlio César de Souza Moronari
Adail Silva Pereira dos Santos

Regime semestral em coordenação pedagógica hoje e amanhã

Os professores que trabalham em turmas de regime semestral, como os CILs e o EJA, se apresentaram normalmente hoje, 26, ao trabalho, mas estarão em coordenação pedagógica até amanhã. As aulas nestas escolas, graças à negociação realizada pelo Sinpro com a Secretaria de Educação começam depois de pelo menos dois dias de coordenação.

Calendário de 2010 – Alertamos ainda que estará em discussão até a próxima semana o calendário letivo de 2011, tanto para as escolas de regime anual quanto as de regime semestral. Solicitamos que os professores conheçam a proposta do Sinpro, que está disponível neste site e apresente nas escolas suas considerações.

Curso de didática de musicalização é adiado

O professor Ian Guest informa que por problemas em sua agenda, foi adiado o curso sobre a metodologia Kodaly sobre didática de musicalização, que seria ministrado no período de 2 a 7 de agosto. Assim que houver nova data, informaremos aos professores.

Seminário aborda os direitos das mulheres

A Organização Não Governamental Guayí, do Rio Grande do Sul, convida todas e todos para o I Seminário Distrital Brasil Local Economia Solidária e Economia Feminista, que será realizado neste sábado (24), no Auditório da CUT (Conic). O seminário, que acontecerá das 8h às 18h, é um evento de lançamento do Projeto Brasil Local Economia Solidária e Economia Feminista, promovido pela ONG em convênio com o Ministério do Trabalho, por intermédio da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) e parcerias.
O evento reunirá as lideranças das mulheres, contemplando ao tema de economia solidária e empreendimentos criados majoritariamente por mulheres. A proposta é criar estratégias de transformação para uma sociedade socialista, livre de discriminação, violência e exclusão social, partindo de empreendimentos solidários femininos e em prol dos direitos das mulheres.

Agnelo recebe propostas de trabalhadores

Centenas de sindicalistas e militantes marcaram presença no auditório da CUT-DF na última terça-feira, 20, durante a entrega da Plataforma da Classe Trabalhadora ao candidato ao Governo do DF, Agnelo Queiroz (PT). Conjunto de propostas defendidas pelos trabalhadores organizados em seus sindicatos, o documento estabelece eixos específicos para um governo efetivamente democrático no DF: o combate efetivo à corrupção em todas as instâncias dos três Poderes; a valorização do serviço e do servidor público; cuidado com a questão ambiental e ocupação do solo.

Na mesa, além de Agnelo, estiveram presentes Tadeu Filippelli (PMDB), Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT), que compõe a chapa coligada com o PT para concorrer às próximas eleições. “Vamos construir esse novo caminho. A capital tem que estar à frente do tempo e deve ser exemplo de civilidade. Temos o compromisso de reconquistar a confiança do povo brasileiro e retomar a sua autoestima”, discursou Agnelo se referindo à coligação nomeada como Um Novo Caminho.

Os que fizeram uso da palavra durante a cerimônia concordaram que o DF precisa de reestruturação total, principalmente na Saúde, Educação e Segurança, questões essenciais para o cidadão. “Este documento significa em particular, a iniciativa de retomar a cidade para os interesses da população brasileira”, afirmou o presidente da CUT-DF, José Eudes.

A Plataforma da Classe Trabalhadora do DF segue os mesmos moldes da Plataforma a nível nacional. São três as diretrizes: valorização do trabalho; igualdade, distribuição de renda e inclusão social; e Estado Democrático com caráter público e participação ativa da sociedade.

Os componentes da coligação Um Novo Caminho se comprometeram a cumprir o proposto pelos trabalhadores do DF. Para eles, é necessário se construir um DF diferente, mais justo.

fonte:
Vanessa Galassi, da CUT-DF, e Isabela Melo

Laptops: crédito será feito hoje para quem ainda não recebeu

Alguns professores que adquiriram os laptops não tiveram o crédito da parcela em atraso depositado na noite de ontem, 19. A Secretaria de Ciência e Tecnologia informou que isso será feito na noite desta terça-feira, 20. O GDF informou ainda que o pagamento da outra parcela dependerá de liberação de verba. O Sinpro considera que falta de verba não deveria ser justificativa, já que esse é um compromisso bancário assumido pelo GDF e pelo professor, que acaba prejudicado porque tem os valores descontados de sua conta, sem ressarcimento.

Políticas públicas pretendem transformar o ensino médio

O Brasil está em ritmo de crescimento da qualidade da educação, ao superar as metas propostas para o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) em todas as etapas de ensino. Uma delas, porém, merece atenção redobrada: o ensino médio. O Ministério da Educação tem executado diversas ações para recuperar a qualidade da formação dos jovens e tornar a escola mais atrativa. “O aumento do Ideb no ensino médio será maior quando as crianças que hoje cursam o ensino fundamental chegarem lá, com uma formação mais sólida. Mas não devemos somente esperar; há políticas públicas que precisam impactar a geração atual”, afirma a secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda.
Uma das políticas se refere ao programa Ensino Médio Inovador, que tem o objetivo de incentivar as redes estaduais de ensino a diversificar os currículos escolares. O programa – que integra educação escolar e formação cidadã – começou este ano em 357 escolas públicas, nos 17 estados que aderiram. A ação tem apoio técnico e financeiro do governo federal. Parte do repasse foi feita em 2009 – R$ 10, 8 milhões. Este ano, serão transferidos mais R$ 11, 8 milhões. O currículo proposto pelo Ensino Médio Inovador tem quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. Além disso, a carga horária deverá ser ampliada das atuais 2.400 horas nos três anos do ensino médio para, no mínimo, 3 mil horas, com aumento gradual de 200 horas por ano.
Inovações – Outra inovação é oferecer aos estudantes a possibilidade de escolha de 20% da carga horária dentro das atividades da escola. Associar teoria e prática em laboratórios e oficinas em todos os campos do saber também faz parte, bem como valorizar a leitura e garantir formação cultural aos alunos. “A proposta do programa é replicável e sugere um desenho mais contemporâneo do ensino aos jovens”, ressalta Pilar. Em termos de financiamento, o Ministério da Educação estendeu ao ensino médio todo o apoio que, até 2005, era voltado somente para o ensino fundamental. Repasses da merenda, transporte escolar e do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) chegam, agora, a toda a educação básica. O mesmo ocorre com os programas do livro didático e da biblioteca na escola.
Há, também, o programa Brasil Profissionalizado, que visa fortalecer as redes estaduais de educação profissional e tecnológica. Desde 2008, foram repassados R$ 1, 2 bilhão a 23 estados brasileiros para que investissem na expansão dessa modalidade da educação. Para este ano, os recursos são de R$ 2 bilhões. A verba é investida de acordo com a demanda; os estados traçam metas e definem as principais necessidades, entre aquisição de material didático, construção, ampliação e reforma de escolas e capacitação de professores.
Ensino técnico – O programa Escola Técnica Aberta do Brasil (e-TEC Brasil), de educação a distância, foi criado para expandir e democratizar a oferta de cursos técnicos de nível médio, especialmente na periferia das áreas metropolitanas. Os cursos são gratuitos e contam com tutoria presencial e a distância. O MEC financia o material didático impresso e virtual, além de garantir o pagamento de bolsas aos tutores. Hoje, 36 instituições, entre universidades estaduais e federais e institutos federais, oferecem 48 cursos, para 22.322 alunos, em um total de 194 polos de apoio presencial.
A expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica também é marcante. Já funcionam 115 novas escolas em todo o país e, até o final do ano, outras 99 serão inauguradas. Assim, o país passará de 140 unidades criadas entre 1909 e 2002 para 354 até o fim do ano.
Quase todos os antigos centros federais de educação tecnológica (Cefets) e escolas agrotécnicas tornaram-se institutos federais de educação, ciência e tecnologia, com projeto político-pedagógico inovador. Com a mudança, houve uma repactuação das escolas federais de educação profissional com a educação básica, tanto no que diz respeito à oferta qualificada de ensino médio, quanto à formação de professores para essa etapa de ensino. Os institutos têm de reservar 20% das vagas a cursos de licenciatura em matemática, física, química e biologia, para ajudar a suprir a demanda por professores dessas disciplinas.
Com informações do site do MEC

Sindicato cidadão, categoria solidária

Como todos os brasileiros, os diretores e funcionários do Sinpro ficaram tristes e sensibilizados com a perda irreparável de milhares de famílias por conta das enchentes em Alagoas e Pernambuco. Por isso, reunidos na semana passada, decidiram se engajar em uma grande campanha de arrecadação para ajudar essas vítimas a reconstruírem suas vidas.
Cidades inteiras foram totalmente destruídas pela força das águas e muitas localidades ainda estão com a energia elétrica cortada, com toda a infraestrutura comprometida. Neste caso não foi apenas uma enchente em que as águas baixam e as pessoas voltam para os seus lares. Essas famílias, grande parte delas, não têm para onde voltar. Escolas, hospitais, postos de saúde, tudo foi levado pela força da correnteza.
Como nossa categoria tem uma grande capacidade de mobilização acreditamos que todas e todos irão participar e mostrar toda a sua solidariedade neste momento, envolvendo a comunidade escolar e seus familiares neste esforço.
Toda a doação arrecadada em cada escola ou na sede e subsedes será enviada à Defesa Civil, que está centralizando o recebimento. Mesmo durante o recesso estaremos recebendo doações nas subsedes e sede.
Veja abaixo a relação de coisas que podem ser doadas:
– Colchões, cobertores e roupas;
– Alimentos não perecíveis, de preferência arroz, feijão, leite em pó, farinha de trigo e de mandioca;
– Material para higiene geral e pessoal (sabão em barra, sabão em pó, sabonetes, absorventes higiênicos, fraldas descartáveis, etc)
– Material escolar.

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