Patrimônio de Arruda cresceu mais de 1000%, diz jornal
Jornalista: sindicato
Da Agência Estado- Acossado por denúncias de corrupção e filmado recebendo dinheiro vivo no escândalo do “mensalão do DEM”, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tem hoje um patrimônio que, em apenas sete anos, cresceu 1.060%, mostra reportagem publicada pelo jornal “Estado de S. Paulo” na edição deste domingo (6). Segundo a reportagem, nas declarações apresentadas à Justiça Eleitoral, em 2002 e 2006, a soma dos bens do governador não passava de R$ 600 mil. Agora, o patrimônio real da família Arruda, só em imóveis, em Brasília, acumulou um valor de mais de R$ 7 milhões, diz o jornal.
Antes, o governador declarava R$ 598 mil em bens, que incluía apenas um imóvel em Brasília. As demais propriedades, um apartamento, uma casa e um lote, ficavam na cidade mineira de Itajubá, sua terra natal. Uma caminhonete, uma linha telefônica e uma conta com R$ 20 mil, no Banco do Brasil, completavam o patrimônio.
Da posse como governador do DF, em 2007, para cá, a maneira como as aquisições foram feitas levanta suspeita – em pelo menos dois casos, os imóveis foram comprados por terceiros e depois transferidos para filhos de Arruda, diz o jornal. O hábito de registrar imóveis em nome dos filhos fez com que as declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral ficassem modestas diante de seu patrimônio real, mostra a reportagem.
A lista inclui aquisições recentes. Uma delas foi feita neste ano, após a gravação dos vídeos que mostram a farta distribuição de dinheiro do “mensalão do DEM”. Em 17 de setembro, ele comprou cinco salas em um prédio comercial com localização nobre em Brasília, em frente ao Banco Central, ao preço de R$ 1, 6 milhão. O negócio, registrado em nome do próprio governador, chama a atenção por várias razões.
Quem vendeu as salas foi a Brasal Incorporações e Construções, cujo dono é um correligionário do governador, o deputado federal Osório Adriano (DEM-DF), empresário de sucesso na cidade. De acordo com a escritura, pelas cinco salas, mais seis vagas de garagem, Arruda deu um sinal de R$ 350.000, 08 e financiou a diferença direto com a construtora, em 91 prestações, sem juros.
A julgar pelas cifras previstas na escritura, o governador teria de comprometer uma parte considerável de seu salário só para pagar as prestações das salas. São R$ 9.999, 98 por mês em prestações, quase dois terços dos R$ 16 mil que Arruda recebe como governador, mais as prestações intermediárias anuais de R$ 49.999, 98.
Há mais negócios da família com a construtora do deputado-empresário Osório Adriano. Pouco depois da aquisição feita por Arruda, um de seus filhos comprou uma sala e duas garagens no mesmo prédio, por R$ 519 mil.
No rol de imóveis adquiridos nos últimos anos por Arruda há ainda uma casa em um condomínio do Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul de Brasília. A propriedade, avaliada em pelo menos R$ 2 milhões e comprada pelo governador em 2004, estava em nome dos filhos do primeiro casamento. Em outubro do ano passado, foi doada para a atriz Mariane Vicentini, com quem o governador teve um segundo casamento.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Procuradoria rejeita seis pedidos de impeachment de Arruda
Jornalista: sindicato
Rafael Targino – Do G1, em Brasília – A procuradoria da Câmara Legislativa do Distrito Federal rejeitou seis dos oito pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM) impetrados nesta semana. Os dois pedidos aceitos foram os feitos pelo advogado Evilázio Santos e pelo ex-deputado do Chico Vigilante (PT), que pede também o impedimento do vice-governador, Paulo Octávio (DEM).
Dos pedidos rejeitados, cinco foram feitos por entidades ou partidos políticos. Segundo a procuradoria, a legislação federal da década de 50 diz que apenas “cidadão” (pessoa física) pode entrar com pedido de impeachment. O outro pedido rejeitado, mesmo tendo sido feito por um advogado, não atendia, segundo a procuradoria, todos os requisitos legais.
Os pedidos do deputado Chico Vigilante, que foi aceito, e o do PSB, que terminou rejeitado, nem chegaram a ser lidos em plenário. Segundo a assessoria do presidente interino da Câmara, Cabo Patrício (PT), os pedidos não precisam ser lidos pela mesa diretora para serem encaminhados para a procuradoria.
O pedido original de Vigilante incluía o impeachment também do vice-governador, mas a procuradoria decidiu que não havia fundamentação jurídica para pedir a saída de Paulo Octávio. Assim, o pedido prosseguirá apenas no que se refere ao governador Arruda.
Os pedidos aceitos seguem agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) onde, se tiver três dos cinco votos, segue para o plenário. Se houver 16 votos em plenário pelo afastamento, Arruda deve deixar o cargo imediatamente. A análise dos pedidos de impeachment de Arruda pode ser suspensa caso o governador renuncie antes da instalação de algum dos processos. Se houver renúncia após uma possível aprovação, o processo continua correndo.
Corrupção: professores fazem maior manifestação até agora
Jornalista: sindicato
A categoria, como sempre, não foge à luta. A carreata e a manifestação dos professores foram as maiores já realizadas até agora para dizer não à corrupção no governo Arruda. Os professores encerraram a assembleia de ontem, 3, com uma carreata (foto) até a residência oficial de Águas Claras. Lamentável foi a atitude de alguns policiais que estavam em frente ao local, pois começaram a empurrar e agredir os professores sem nenhum motivo.
Com apitos, bandeiras e palavras de ordem, os professores chegaram em grupo e ocuparam a entrada da Residência Oficial do Governador em Águas Claras. A Polícia Militar que havia acompanhado toda a carreata desviou o trânsito na ETPG, que ficou tomada pelos manifestantes.
Foi quando começou a confusão. Um policial que estava em frente à residência empurrou uma manifestante pelo pescoço. Ela gritou desesperadamente e foi salva pelos companheiros. Lamentamos o fato, pois apesar da nossa indignação e revolta, nossa manifestação era totalmente pacífica.
Agora, todos devem se preparar para o dia 9 de dezembro, às 10h, na Praça do Buriti. Vamos mobilizar amigos, alunos, vizinhos e comparecer em peso para pedir a punição de todos os culpados por este verdadeiro mar de lama que tomou conta de nossa cidade.
Funcionários da Codeplan fazem manifestação a favor de saída de Arruda
Jornalista: sindicato
Da Agência Brasil – Funcionários da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), o Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal (Sindser) e representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) fizeram no início da manhã desta sexta uma manifestação em frente à companhia a favor da saída do governador do DF, José Roberto Arruda.
De forma pacífica, eles gritavam “Sou trabalhador da Codeplan, mas não sou ladrão”. Segundo o Sindser, os funcionários questionam os contratos de licitação supostamente fraudulentos da empresa.
As entidades envolvidas se reuniram e decidiram entrar com uma ação por danos morais contra o governador. Ele teria dito que a empresa poderia ser fechada a qualquer momento, porque os funcionários não trabalhavam bem.
O presidente do Sindser, Evandro Machado, disse que a finalidade também é fazer uma limpeza nos contratos de licitação, começando pelo da Linknet, empresa de informática citada no processo como parte do esquema de corrupção.
O sindicato convocou a categoria para participar de um ato na quarta-feira (9), em frente ao Palácio do Buriti, quando farão uma passeata a favor do impeachment do governador Arruda.
Secretário do PPS é acusado de participar de mensalão do DEM
Jornalista: sindicato
Uma diretora de uma empresa acusou o PPS de praticar chantagem e pedir propina para que a Secretaria de Saúde, comandada pelo deputado Augusto Carvalho, filiado à legenda, mantivesse um contrato de R$ 19 milhões. A declaração está em um dos vídeos utilizados pela Polícia Federal na investigação do mensalão do DEM – suposto esquema de pagamento de mesadas a parlamentares no Distrito Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. O mensalão do DEM envolveria inclusive o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), que aparece em um vídeo negociando o destino de R$ 400 mil. O PPS anunciou na segunda-feira a saída do governo. Segundo o jornal, Nerci Soares Bussamra, diretora comercial da Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda, afirma em outra gravação que Fernando Antunes, presidente do PPS-DF e subsecretário de Saúde, pediu dinheiro para o partido para manter o contrato. redação:: terra
Em um dos trechos do inquérito da Polícia Federal que motivou a deflagração “Caixa de Pandora”, Durval Barbosa menciona o Sr. NELSON LAWALL como um dos empresários que reclamava do valor da propina que era obrigado a pagar aos operadores do esquema montado por Arruda. O Orçamento Transparente realizou investigações e agora coloca alguma luz sobre esse personagem da trama. A empresa JUIZ DE FORA SERV. GERAIS LTDA, que fez parte das denúncias investigadas pela CPI da Educação no Distrito Federal nos anos de 2005 e 2006, pertence à família LAWALL e, desde novembro de 2000, foi contratada pela Secretaria de Educação para cuidar dos serviços de asseio e conservação do órgão. Vamos aos aspectos curiosos desse contrato. Em novembro de 2006, a empresa teve seu contrato renovado com dispensa de licitação, com fundamento na urgência. O procedimento licitatório só foi realizado em setembro deste ano, ou seja, foram quase três anos de contratação “emergencial” – prática corriqueira na Secretaria. O antigo gestor do contrato era GIBRAIL NABIH GEBRIM, nomeado por Arruda diretor da UAG (Unidade de Administração Geral da Secretaria), que fora indiciado pela CPI da Educação como participante de um esquema de desvio de dinheiro público, tendo o TCDF, inclusive, determinado que ele não mais ocupasse nenhum cargo comissionado no GDF. O novo responsável pela fiscalização da execução é o próprio Secretário de Educação, JOSÉ VALENTE, que pediu afastamento do cargo, devido às acusações de que recebia R$ 60 mil mensais no “escândalo do panetone”, protagonizado pelo Governador Arruda. Os valores envolvidos nesse contrato também são assustadores. Em 2007, foram empregados R$ 22 milhões pagos pela Secretaria de Educação e outros R$ 11 milhões do FUNDEB (também gerido pelo órgão). No ano de 2008, o valor total é ainda mais alto: R$ 21 milhões da Secretaria e mais R$ 15 milhões do Fundo. No ano corrente, já foram gastos mais R$ 24 milhões da Secretaria e R$ 10 milhões em recursos do FUNDEB. Ao todo são R$ 103 milhões pagos à JUIZ DE FORA. Esses são mais alguns fatos sobre as contratações “estranhas” realizadas no Governo Arruda, que envolvem valores milionários e cujos termos foram assinados por pessoas que aparecem nos autos do processo da operação da Polícia Federal que abalou o Distrito Federal e chocou o país todo. Do site www.orcamentotransparente.com.br.
Da Folha de S. Paulo desta sexta-feira (4): O escândalo do mensalão do DEM respingou no mercado imobiliário de Brasília, o que, na prática, amplia as suspeitas do envolvimento do vice-governador do DF, Paulo Octávio (DEM), no esquema de coleta e distribuição de propina. Em depoimento ao Ministério Público, Durval Barbosa, ex-secretário do DF e principal denunciante do escândalo, disse que o dinheiro arrecadado pelo mensalão do DEM serviu para a aprovar o plano diretor de Brasília, o PDOT.
Por conta dessa suspeita levantada por Barbosa, ontem o Ministério Público do DF entrou com uma ação na Justiça pedindo a anulação do plano diretor, projeto que levou dois anos para ser aprovado na Câmara Legislativa e, na prática, tem no empresário Octávio um dos beneficiados -a sua construtora é a maior de Brasília.
Ao Ministério Público, Barbosa disse que o plano foi aprovado mediante propinas das empreiteiras favorecidas. Segundo ele, Marcelo Carvalho, diretor da construtora do vice-governador, era quem fazia os repasses de dinheiro.
Paulo Octávio já havia sido mencionado no inquérito da Operação Caixa de Pandora. O nome dele está em planilha que Barbosa entregara à Polícia Federal. O vice-governador, segundo o documento, receberia 30% do valor arrecadado. Por não ter sido até agora personagem das filmagens e grampos telefônicos que vieram a público, Octávio foi poupado nas reuniões do DEM que avaliam a expulsão do governador José Roberto Arruda.
Na ação direta de inconstitucionalidade apresentada ao Tribunal de Justiça do DF, o promotor Roberto Carlos Silva diz que o “mensalão” põe em xeque a votação do PDOT: “Tais suspeitas colocam sob suspeita a lisura do processo legislativo, constituindo mais um forte fundamento a ensejar a declaração de nulidade”. O promotor acredita que o plano feriu os princípios da impessoalidade e moralidade.
O principal eixo do plano é a criação do bairro Noroeste, localizado próximo a uma área de preservação ambiental. O grupo PauloOctávio, do vice-governador, já investiu ao menos R$ 30 milhões na região. Outra empresa que tem projetos no bairro é a construtora JC Gontijo, do empresário José Celso Gontijo. Em um dos vídeos entregues por Barbosa à Justiça, Gontijo foi filmado levando dinheiro para supostamente abastecer o esquema.
Na ação do MP, o promotor Roberto Carlos Silva afirma também que a tramitação do projeto na Câmara Legislativa do DF foi ilegal. O promotor sustenta que o substitutivo da proposta de Arruda não poderia ter sido criado pelos deputados. Um dos autores da redação final é a deputada distrital Eurides Britto (PMDB), filmada recebendo dinheiro vivo.
O projeto foi aprovado em dezembro de 2008, com o maciço apoio da base governista. Votaram contra apenas os cinco deputados do PT e PDT. O deputado distrital Rogério Ulysses (PSB) contrariou a determinação do presidente local do partido, Rodrigo Rollemberg, e votou a favor. Ulysses é investigado como um dos beneficiados do mensalão.
OAB-DF pedirá o impeachment de Arruda e Paulo Octávio
Jornalista: sindicato
O Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal decidiu, na noite desta quinta-feira (3/12), pedir a abertura do processo de impeachment do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), e do vice-governador Paulo Octávio (DEM). Ao todo foram 31 votos, contra 1. O voto contrário foi o do conselheiro Ismail Gomes. Para o pedido de impeachment ser aprovado, bastavam os votos da maioria simples dos conselheiros. Essa é a nona representação do tipo contra o chefe do Executivo do DF e o seu vice. Os pedidos serão protocolados na segunda-feira (7/12) na Câmara Legislativa. Os requerimentos são individuais — um para o governador Arruda e outro para o vice. Também foi aprovado que se abram pedidos contra os secretários investigados pelo inquérito da Polícia Federal que ainda estiverem nos cargos do Executivo. Para esse último caso, a OAB-DF fará uma análise de quais secretários foram denunciados e quais ainda não entregaram os cargos. O relator do processo sobre o impeachment e o revisor foram os conselheiros seccionais João Pedro Ferraz dos Passos e Walter do Carmo Barletta, respectivamente. O relator afirmou que os fatos citados no inquérito são suficientes para pedir o impeachment de Arruda e resolveu estender o pedido, também, ao vice-governador. Eles podem ser enquadrados por violação do artigo 74 da Lei 1.079/50, que trata do crime de responsabilidade, e pelo artigo 103, II, da Lei Orgânica do DF. Nacional O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, acompanha desde o início as denúncias e já havia manifestado à presidente da OAB/DF, Estefânia Viveiros, o amplo apoio da entidade à votação e ao exame da possibilidade de impeachment em face das graves denúncias. “O que foi noticiado já demonstra gravidade suficiente para a abertura do processo”, afirmou Estefânia antes da aprovação do pedido pela Ordem. Noelle Oliveira, do Correio Braziliense.
População ocupa as ruas e a internet: chega de corrupção!
Jornalista: sindicato
A população de Brasília está mostrando toda a sua indignação com o esquema de corrupção montado pelo governador Arruda e mostra que não deixará que o episódio acabe em pizza (ou seria panettone?). A mobilização ganhou a internet e as ruas. Durante toda terça-feira, 02, manifestantes ocuparam a frente da Câmara Legislativa e a residência oficial do governo em Águas Claras com panettones e narizes de palhaço. Na internet esse é principal assunto, assim como no twitter. Os internautas lideram, por exemplo, um movimento para que todos coloquem fitas pretas em seus carros, bicicletas e janelas e só retirem quando todos os culpados pelo esquema forem punidos. Vamos todos reviver o dia em que a cidade se vestiu de preto para dizer não aos desmandos do Collor, em 92. Atos e manifestações estão sendo marcados em todas as cidades do DF. Além do ato organizado pelo movimento de combate à corrupção, de entidades como a CUT e sindicatos filiados na Câmara Legislativa, há uma série de manifestações agendadas até o grande ato no dia 9, quarta-feira da próxima semana. Confira e participe! Temos que mostrar que Brasília merece respeito. Dia 04/12 (6ª-feira): às 9h – CODEPLAN. Ato do desagravo aos trabalhadores da CODEPLAN. O GDF ameaçou o fechamento da CODEPLAN no início do Governo Arruda, argumentando ineficiência da empresa, quando, na verdade, sabemos que os motivos são outros, muito diferentes. Dias 5 e 6/12 (sábado e domingo) o dia todo: Panfletagem nas feiras livres do Guará, Sobradinho, Planaltina, Samambaia, Taguatinga, Gama, Ceilândia, Torre de TV, Parque da Cidade e Cidade Estrutural. Na atividade haverá coleta de assinaturas exigindo o imediato afastamento do governador Arruda e do Vice-governador Paulo Octávio. Dias 7 (16 às 19hs) e 8/12 (12 às 14hs): Panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto com distribuição de panetones. Dia 9/12 (4ª feira próxima) 10 horas: Grande Ato na Praça do Buriti, logo após seguir em caminhada até o Correio Braziliense e depois ao TER onde faremos manifestação em frente a esses locais. A CUT orienta aos sindicatos filiados a realizarem paralisações em suas respectivas categorias. A proposta é fazer um dia inteiro de manifestações. Dia 12/12 (sábado) Concentração às 9 horas no Estádio Mané Garrincha.
Durante cinco dias especialistas de 15 países e aproximadamente 15 mil estudantes, professores, pesquisadores, trabalhadores, governos, sindicatos, associações e a sociedade civil organizada debateram e discutiram a educação no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica. O evento, realizado de 23 a 27 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, teve entre as preocupações oferecer-se como um movimento coeso em prol da cidadania e pelo direito universal à educação. Dividido em três eixos temáticos, o Fórum tratou de educação, trabalho e desenvolvimento sustentável; educação, culturas e integração, e educação, ética, inclusão e diversidade. Durante o discurso de abertura, o presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a inserção do Brasil no cenário mundial tem como pré-requisito a formação do povo. “Nesse sentido, a educação profissional é estratégica”, ressaltou Lula. O evento faz parte das comemorações dos 100 anos de criação das primeiras escolas federais de educação profissional e tecnológica, e foi justamente este ponto um dos quesitos mais abordados durante um dos dias do evento por alguns dos palestrantes. Na mesa formada pelo pesquisador argentino da Unesco, Néstor Lopez, pela americana Maria Cláudia Camacho, especialista do Departamento de Desenvolvimento Social e Emprego da Organização dos Estados Americanos (OEA), e pelo representante da Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República, Carlos Odas, a criação de estratégias para inserir com qualidade o jovem no mercado de trabalho foi profundamente debatida. Durante o debate sobre juventude, educação e mundo do trabalho, Néstor Lopez ressaltou que o mercado acaba com o valor da educação quando a transforma em um elemento decisório na concorrência entre os jovens por um posto de trabalho. Lopez ainda provocou dizendo que a pressão exercida pela economia de mercado acaba influenciando a relação trabalho e educação. “Em uma sociedade extremamente competitiva como a nossa, ter o ensino médio é requisito básico para aumentar as chances de se conquistar um emprego. Alguns especialistas afirmam que, para ser competitivo, o jovem tem de ostentar um título que o coloque em vantagem ao outro”, analisou. Relacionado a esta preocupação, o governo brasileiro desenvolve uma política direcionada para jovens em situação de exclusão social, cultural e econômica. O principal desafio do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) segundo Carlos Odas é criar políticas públicas articuladas e integradas para beneficiar cerca de 50 milhões de jovens entre 15 e 29 anos. “O grande desafio das políticas públicas é rever a relação educação e trabalho, já que na década de 90 houve uma mudança na estrutura de mercado, o que extinguiu postos de trabalho. Também temos de pensar em estratégias para inserir com qualidade o jovem no mercado de trabalho”, comentou. Até 2010, a meta do governo é alcançar 2, 6 milhões de atendimentos. Além das palestras, que abordaram a inclusão de portadores de necessidades especiais, diversidade, trabalho informal, futuros modelos de educação e trabalho, entre outros, oferecidas em quatro salas distribuídas pelo Centro de Convenções, o Fórum ainda disponibilizou aos participantes mostras estudantis, shows com alunos de diversos estados, oficinas de culinária e desfiles.
Oficinas mostram os sabores do Brasil As oficinas culinárias foram uma das alas mais visitadas pelos participantes durante o Fórum Mundial. A oficina de Cozinha do Vale Europeu, organizada por professores e alunos do instituto federal de Santa Catarina, mostrou as tradições dos imigrantes alemães. Além de mostrar os mais variados pratos da culinária local, os instrutores contavam a história de cada prato enquanto colocavam as receitas em prática. O eiseban – canapé feito com joelho de porco defumado -, o marreco recheado e a Kase Kuchen, uma tortinha de ricota servida como sobremesa, foram alguns dos pratos feitos e explicados. As oficinas gastronômicas foram realizadas até o penúltimo dia do evento e aconteceram no térreo da ala sul do Centro de Convenções.
Sinpro-DF promove desfile de modas Uma parceria entre o Sindicato dos Professores no Distrito Federal com a Escola Técnica de Ceilândia acabou com um desfile de peças produzidas por alunos do curso de Corte e Design da E.T de Ceilândia. Na passarela, modelos mostraram roupas conjugadas com acessórios confeccionados artesanalmente a partir de escamas de peixe, restos de madeira e sementes. “O evento serviu para apresentar o trabalho da Escola Técnica e um programa de inclusão social realizado com alunos. Acho esta parceria interessante porque além de colocar os alunos em contato com um evento internacional, dá a oportunidade de mostrar o trabalho que eles já desenvolvem na escola. É a união entre a teoria e a prática”, comenta o diretor de Política Educacional do Sinpro-DF, Cláudio Antunes. O Sindicato ainda participou de mostras tecnológicas, de ecoterapia e levou mais de 600 alunos do Instituto Federal de Brasília e da Escola Técnica ao Fórum.
Riquezas culturais do Brasil Vários institutos federais fizeram apresentações explorando a diversidade da riqueza cultural brasileira e a integração entre o ensino técnico e humanístico. Ao final da quinta-feira, 26, o coral do Instituto Federal de Pernambuco revelou a alma nordestina através de um show no palco do auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Disparada, Berimbau, Maracatú e Asa Branca foram algumas das músicas cantadas pelo coro e que traduzem o espírito de força e coragem não só dos nordestinos, mas de todos os brasileiros. “Fico extremamente feliz em ver que a ciência e a arte estão em sintonia num evento deste porte. O melhor é a oportunidade de mostrar e conhecer novas culturas”, comentou a regente do coral Lucivanda Silva. Um grupo de Pernambuco apresentou a ciranda, dança típica da região, e corais de vários estados cantaram músicas típicas.
Intercâmbio de experiências em pauta O desempenho e as vantagens oferecidas pelas assessorias internacionais foram temas discutidos no Simpósio de Relações Internacionais dos Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia, realizado quarta-feira, 25, durante o Fórum Mundial. De acordo com o assessor internacional do Ministério da Educação (Mec), Leonardo Rosa, a importância das cooperações na educação profissional e tecnológica no Brasil é imprescindível. “A globalização é um dos motivos que leva os países a estabelecerem cooperação a fim de promover, aos alunos e professores, oportunidades de crescimento profissional”, avalia Rosa.