Espaço promove curso de extensão para educadores

O Espaço Cultural Contemporâneo (Ecco), promoverá no dia 14 de outubro, quarta-feira, das 14h às 18h, o 23º Encontro Técnico para Educadores, um curso de extensão Universitária reconhecido pela UnB dirigido aos educadores, estudantes e interessados por arte de modo geral. O tema abordado será fotografia, meio ambiente e sustentabilidade, conteúdo vinculado à exposição coletiva de fotografia inaugurada no próprio espaço, com obras dos 80 artistas vencedores do 2º prêmio Foto Arte Brasília 2009, um dos mais importantes concursos de fotografia do Brasil. O curso é gratuito e haverá entrega de certificado, com reconhecimento de extensão pela UnB.
Para garantir sua participação envie e-mail para ecco@arte21brasilia.com.br ou faça contato pelos telefones: 3327-2025 e 3327-2027, ramais 20, 29 ou 31 ou no celular 9964-2103.

Entenda a situação em Honduras

A jornalista Heloisa Villela, correspondente em Washington da TV Record e enviada especial a Honduras, ficou no país de 24 de setembro a 2 de outubro. Durante nove dias Heloisa esteve presente nos acontecimentos mais marcantes de Honduras: decretação do estado de sítio, enterro da universitária Wendy Elizabeth, volta ao ar da rádio Globo na internet, prisão dos 56 camponeses no Instituto Nacional Agrário e o encontro de parlamentares brasileiros com presidente do governo golpista, Roberto Micheletti, na última quinta-feira, 1º de outubro.

Nesta entrevista ao Viomundo, faz um balanço dos fatos da sua chegada à sua partida e se diz chocada com a postura dos parlamentares brasileiros que se encontraram com o presidente golpista.

Viomundo – Você foi preparada para encontrar o quê?

Heloisa Villela — Fui esperando barreiras do exército no caminho e um clima mais tenso na cidade. Não foi bem isso que eu vi. O clima na cidade não era tão assustador como pensei que seria. A mudança veio na segunda-feira passada [28 de setembro], quando saiu o decreto que instituiu o estado de sítio, proibiu reuniões, suprimiu as liberdades democráticas. O AI-5 deles. Aí sim, as manifestações foram proibidas e reprimidas. Mas o próprio decreto parece ter sido uma bênção porque rachou os golpistas.

Viomundo – Você presenciou a prisão na quarta-feira, 30 de setembro, dos 56 camponeses que estavam no Instituto Nacional Agrário. O que aconteceu com eles?

Heloisa Villela – Na quinta-feira, às 8 da noite, um líder camponês me avisou que eles iriam começar uma greve de fome na sexta ou no sábado. E começou mesmo no sábado. Depois, me avisou também que alguns estavam sendo transferidos para uma prisão de segurança máxima, onde ficam vários narcotraficantes.Como fiquei atrás dos deputados brasileiros até 11 da noite, quando terminou o encontro com o golpista Roberto Micheletti, e na sexta voltei para os Estados Unidos, infelizmente não pude averiguar o que aconteceu. Mas estou tentando contato com o advogado do grupo de direitos humanos encarregado de defendê-los.

Viomundo – Qual o temor dos camponeses em relação à transferência de presídio?

Heloisa Villela – O medo é que alguns “desapareçam” lá dentro, como de vez em quando acontece. E as autoridades culpam os narcos.

Viomundo – Em reportagem do G1 no sábado, os camponeses são chamados de fazendeiros. Por favor, explique aos leitores do Viomundo quem são os “fazendeiros” apoiadores do presidente deposto, Miguel Zelaya?

Heloisa Villela – Puxa vida, isso me chamou muito a atenção. A palavra fazendeiro dá a entender que são ricos, donos de muita terra ou algo assim. Se você visse como é essa gente… Como estavam vivendo dentro daquele Instituto… É gente muito simples, que tem um pequeno lote de terra para plantar feijão e milho, que se organiza em cooperativas, etc. Um deles acabou ficando meu amigo, Don Lourenzo, um senhor que vive em Bonito Oriental, tem 11 filhos e uma área de 113 manzanas (196 acres). Ele me contou que trabalha com o movimento social desde 84. Foi vigilante da fronteira – o exército esperava que ele barrasse as trocas comerciais com salvadorenhos. Mas ele fazia de conta que estava do lado das autoridades e deixava passar tudo pela fronteira. Um tio dele fugiu da área quando foi considerado traidor, pelo governo, porque dava água e comida aos refugiados salvadorenhos que conseguiam cruzar a fronteira. Pois bem, volta e meia ele aparecia no hotel, de manhã, acho que para poder fazer uma boa refeição. Ele disse que se o Zelaya não voltar, ele provavelmente vai boicotar as eleições. Muito gente fina o Don Lourenzo. Tenho certeza que ele ainda tinha muita história boa para contar.

Viomundo – Pelo que você nos contou na outra entrevista, os camponeses presos no Instituto Nacional estavam lá para defender os títulos de terra. Qual o medo deles?

Heloisa Villela – Eles me disseram que o medo era de que o governo golpista tomasse posse das terras do estado e repartisse entre os amigos. Além do que, muitos que estão trabalhando e cultivando os mesmos lotes há tempos, não têm o título de propriedade. Ou têm, mas temiam perdê-lo. Como em qualquer lugar do mundo, é fundamental a relação do homem com a posse da terra.

Viomundo – Fala-se em centros de tortura lá. Existem mesmo?

Heloisa Villela – Depois de três dias procurando, com a ajuda de Don Lorenzo, encontrei Ramon Navarro, líder da liga campesina, que aparentemente fez a denúncia. Ele me disse que ouve algum ruído na comunicação. Ele não falou em centros de tortura mas em alguns casos. E me explicou que, no momento, está muito difícil fazer com que os torturados conversem com a imprensa porque as famílias estão sob ameaça de morte. Ramon Navarro prometeu voltar a falar comigo e me apresentar alguns homens que foram torturados, assim que as famílias deles forem para lugares mais seguros.

Viomundo – Já se tem ideia do número de pessoas mortas pelo governo Micheletti?

Heloisa Villela — Após a volta de Zelaya ao país, são três. Mas desde o começo do golpe, há 100 dias, fala-se em mais de 100. Não tenho provas disso. Fui ao enterro da universitária de 24 anos, Wendy Elizabeth, a última vítima do movimento golpista. Aparentemente, a exposição às bombas de gás detonou uma bronquite da qual ela não conseguiu se recuperar. Vi também os túmulos dos outros dois mortos nos últimos 15 dias.

Viomundo – O povo tem medo dos gorilettis?

Heloisa Villela – Os que estão na linha de frente das manifestações e os que estavam acampados no Instituto Agrário, sim. O povo em geral, não. Eles reclamavam muito do estado de sítio, da situação em que o país se encontra, da falta de respeito à democracia.

Viomundo – O fechamento da rádio Globo e canal 36 foi um golpe às liberdades democráticas. O povo estava mesmo ligado nelas?

Heloisa Villela – Muito. Imagine um país sob golpe de estado, toda a imprensa comprometida com os golpistas – afinal, os empresários fizeram parte do golpe – e uma rádio e uma tevê contando tudo o que está acontecendo, denunciando os abusos, avisando onde vai ser a próxima manifestação, dando os informes a respeito do que está se passando nos demais distritos do país… O povo não gostou nem um pouquinho…

Viomundo – Na manifestação de quarta-feira passada que pedia a reabertura da rádio Globo, a polícia lançou bombas de gás lacrimogênio e andou distribuindo cacetadas. Eles tinham noção da presença da imprensa estrangeira?

Heloisa Villela – Totalmente. Não houve truculência, pancadaria, pelo menos nesta manifestação. Houve um exagero, uma necessidade, de demonstrar força, para ver se no dia seguinte a manifestação seria menor. Os policiais lançaram umas 7 ou 8 bombas de gás. O porta-voz da polícia estava do meu lado, junto com o batalhão; ele me deu conselhos de como fazer para não ficar com o olho ardendo demais. Não existe um ódio dos policiais em relação aos manifestantes. É quase um teatro, um jogo. Cada um fazendo o seu papel. Não chega a ser, na minha opinião, nada parecido com as pancadarias que vimos durante os golpes militares na América Latina, entende?

Viomundo – E a igreja católica não tem feito nada para evitar as arbitrariedades, torturas?

Heloisa Villela – Existem sempre aqueles padres mais dedicados aos pobres, pastoral da terra, etc. Mas, pelo que eu soube, a igreja católica de Honduras, ao menos a cúpula, estava empenhadíssima em garantir o direito dos ricos ao visto americano. Essa é a grande preocupação dos empresários: poder passar o fim de semana em Miami…

Viomundo – Que impressão você levou do povo hondurenho?

Heloisa Villela – Achei o povo muito simpático, simples e com um quê d
e ingenuidade. Não sei explicar direito, mas eles me pareceram um pouco despreparados ou sem malícia suficiente para lidar com a situação política que estão enfrentando. Por outro lado, eles são tinhosos, tenazes e dizem que o povo do interior é ainda mais aguerrido. Gostaria muito de ter tido tempo para viajar e conhecer o resto do país.

Viomundo – Na quinta-feira, os deputados federais Roberto Jungman (PPS-PE), Claudio Cajado (DEM-BA), Bruno Araújo (PSDB-PE), Maurício Rands (PT-PE), Ivan Valente (PSOL-SP)e Janete Pietá (PT-SP)estiveram em Tegucigalpa. Conversaram com parlamentares locais, com o presidente deposto e Manuel Zelaya. No final, os quatro primeiros se reuniram durante quase duas horas com Roberto Micheletti. Esse encontro fazia parte da agenda?

Heloisa Villela – Não. Por isso mesmo os deputados Ivan Valente e Janete Pietá se recusaram a participar. Os dois ficaram irritadíssimos, pois o encontro não estava previsto e que não era o combinado. Testemunhei os seis parlamentares no elevador discutindo, mas o Ivan e a Janete não conseguiram convencer os outros. E acabou acontecendo aquele encontro.

Viomundo – Eles viram que você estava no elevador?

Heloisa Villela – O Raul Jungman, do PPS, percebeu que o cinegrafista da Record, Joaquim Leite Neto, estava gravando, e só dizia assim: “Ivanzinho, por favor”. E o Ivan balançava a cabeça.

Viomundo – Na matéria que foi ao ar no JR, a imagem que me marcou foi a do Micheletti e dos parlamentares rindo. Foi esse mesmo o clima do encontro? Os quatro apertaram a mão manchada de sangue do Micheletti?

Heloisa Villela – O tom amistoso e a troca de gracinhas foram irritantes. Não houve cobrança e sim bate-papo. Perguntei ao Micheletti se a presença deputados brasileiros significava um reconhecimento do governo. Ele disse que os parlamentares não tem esse papel, mas completou: “Espero que eles me ajudem”. Eles não só apertaram a mão do Micheletti como posaram para foto, todos juntos.

Viomundo – Como eles defenderam a visita ao Micheletti?

Heloisa Villela – Que graças à visita ao Micheletti, eles conseguiram a garantia de que a integridade da embaixada brasileira jamais será violada. Isso não é correto. Essa garantia já havia sido dada, por Micheletti, há dias. Eles também disseram que, na conversa, pediram que as linhas de telefone da embaixada fossem restabelecidas e que o golpista prometeu fazer o favor. Nossa… que favor!

Viomundo – É verdade que o encontro foi regado a vinho e comidinhas?

Heloisa Villela – Infelizmente, é. Na hora acabou o encontro, eu disse ao Mauricio Rands, que tinha sido informada há poucos minutos da provável transferência dos camponeses para um presídio de segurança máxima, onde some muita gente. E perguntei como ele se sentia ao apertar a mão do representante do governo que estava fazendo isso. Ele não respondeu. Não se referiu a direitos humanos, direitos civis, nada. Ficou apenas repetindo o discurso ensaiado de véspera. E pior. Disse que a OEA vai negociar também com os golpistas. Quando comentei que a OEA tem mandato para isso, ele saiu sem dizer mais nada. Uma decepção…

Viomundo – Na sua permanência em Honduras, qual o acontecimento que mais te chocou?

Heloisa Villela – Nada me chocou mais do que esse encontro dos deputados brasileiros com o Micheletti. Nem o cerco policial e militar à embaixada brasileira. Na verdade, uma barricada humana, que fica ali dia e noite. A grande maioria deles, meninos de 18 a 20 anos que vem do interior para garantir um sustento trabalhando na polícia e nas forças armadas. Aposto que muitos estão com o Zelaya. O Tenente Molina, porta-voz da polícia, disse abertamente que está com o presidente Zelaya. Mas ver nossos representantes fazendo aquele papelão, para jogar para a platéia no Brasil ou tentar com isso criticar o governo brasileiro, que não negocia com golpistas, realmente me deixou superchocada.

Viomundo – Você esteve frente a frente com o Micheletti. Que impressão ficou?

Heloisa Villela – A impressão que tive foi a que já tinha antes de ir para Honduras. Ele pode ser alto, baixo, gordo, magro, jovem, idoso. Não importa. É um político que sempre desejou a presidência e nunca chegou lá pelo voto. Agora que usurpou o poder, não quer largar o osso. Se conta piada ou é carrancudo, não faz a menor diferença. Ele, agora, é apenas isso: o chefe da gangue que deu o golpe de estado em Honduras. (por Conceição Lemes, do site www.viomundo.com.br)

Racumin passou no vestibular e foi embora da biblioteca… E agora?

Em função de sua história de grupo e da prática de vários projetos pedagógicos inovadores em sala de aula, há muitos anos a Escola Classe 18 de Taguatinga é referência de qualidade em educação no DF. Há 15 anos as crianças das 30 turmas da escola têm na Biblioteca Maria Clara Machado seu espaço vivo de alegria e a oportunidade de participar de atividades que fazem ler, imaginar e criar onde desenvolvem atividades coordenadas pelas professoras regentes da biblioteca.
Os estudantes têm atendimento de 50 minutos, com cronograma definido para as atividades como contos, jogos, concursos da melhor história de cada um, brincadeiras, dramatizações, teatro, tudo integrado com a literatura infantil. Além deste atendimento, o projeto coordena outras atividades culturais e pedagógicas na escola como o Recreio Artístico, um espaço para as crianças apresentarem livremente suas artes, a Leitura no Recreio, caixas de livros e revistas que se constituem uma opção de lazer no recreio, a Quinta Livre, que permite visitas espontâneas à biblioteca , para leitura livre, empréstimos de livros e fantasias.
Do livro ao palco, onde as crianças encenam uma peça teatral a partir de texto literário para toda a escola e comunidade, com ensaios, sonoplastia, cenário, figurino cuidadosamente preparado por eles mesmos e professoras da biblioteca. Com a criação das duas mascotes, Racumim e Racutia (personificados pela professoras Raquel e Célia), os ratinhos personagens que foram morar na biblioteca com intuito de roer os livros, mas aprenderam a ler e desenvolveram grande paixão por eles, se tornaram grande sucesso entre os alunos. Os ratinhos participam de peças teatrais temáticas, relacionadas ao conteúdo e cotidiano escolar e aparecem em datas e ocasiões especiais como a entrega do livro didático, as feiras culturais, o lançamento de livros.

Valor pedagógico

A receptividade é tanta, que as professoras resolveram transformar a história das mascotes, em livros e já lançaram “Deu rato na biblioteca”, em 2005, “O rato adormecido” em 2007 e em 2009, “Os amores de Racutia”. Pelos relevantes serviços prestados em educação, as mediadoras Maria Célia e Raquel Gonçalves foram condecoradas pela Câmara Legislativa do DF com o título de Cidadãs Honorárias de Brasília no ano de 2003, que considerou a prática pedagógica inovadora, no sentido de despertar o interesse e o hábito da leitura em crianças da rede pública.
Entretanto, apesar do imensurável valor pedagógico do projeto “Reinventando a Biblioteca”, a Secretaria de Estado de Educação não prioriza sua realização na escola. Em 2007 as atividades da Biblioteca Maria Clara Machado foram suspensas por determinação superior, com a alegação de existirem carências de professores em sala de aula. Naquele ano houve uma movimentação em defesa da escola. A comunidade escolar, preocupada com a perda da qualidade no trabalho da biblioteca, se mobilizou para uma aula de cidadania em frente à sede do governo local, com abaixo assinado e manifestação com brincadeiras, poesias, peça de teatro, dança. A mobilização garantiu a permanência do projeto.
Certa do valor pedagógico do projeto, neste ano de 2009 a Secretaria de Educação, por meio da EAPE, convidou as professoras Raquel e Célia para reproduzir sua prática e proporcionou a mais de setenta professores da rede pública o curso “Reinventando a Biblioteca”, com carga horária de sessenta horas e a intenção de disseminar a idéia das salas de leitura vivas, com atividades diversificadas, como acontece na Escola Classe 18 há quinze anos.
O surpreendente é que há uma dicotomia entre discurso e prática na Secretaria de Educação. Não satisfeitos, gestores-técnicos, que não reconhecem o valor do projeto, constantemente dificultam a realização das atividades. Em agosto de 2009, com a aposentadoria da Professora Célia Madureira, mais uma vez, o projeto foi atingido. Na contramão da história, a DRE de Taguatinga não abriu a carência nem enviou substituto para que as atividades não sejam paralisadas. O projeto funciona atualmente com apenas 50% de sua capacidade, visto que é impossível atender a trinta turmas com uma professora apenas.
No momento, a comunidade aguarda decisão favorável da Secretaria, para a continuidade do projeto, com a permanência da professora mediadora Raquel Gonçalves Ferreira e ainda uma substituta para a professora Maria Célia Madureira, que aposentada, juntamente com a equipe da escola e a direção, reivindicam compromisso e apoio nesta luta. Racumim passou no vestibular e estará sempre presente como voluntário, cabe a todos nós darmos continuidade a essa idéia que começou com simplicidade e eficiência. Afinal, como ensinam Racumim e Racutia, o Brasil só será um país de leitores quando a biblioteca for o coração das escolas. A Luta pela qualidade da educação na escola pública do DF é de todos nós! (por Maria da Gloria Bomfim Yung – Professora da rede pública de ensino do DF desde 1985)

Agora só falta você!

Grandes nomes já confirmaram presença no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT), que acontecerá no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, de 23 a 27 de novembro. Entre os debatedores estão nomes como o de Álvaro Ullastres (Espanha), Bernard Charlot (França), Miguel Nicolelis (Brasil), Mariano Enguita (Espanha), Leonardo Boff (Brasil), Changhong Yuan (China), Américo Kwononoka (Angola), Paul Singer (Brasil) e Moacir Gadotti (Brasil).
Para os palestrantes, o Fórum Mundial é um de muitos outros grandes acontecimentos em suas carreiras. Para você, o encontro é uma oportunidade para debate, troca de experiências e intercâmbio de idéias. Faça já sua inscrição e participe deste debate. Para ser delegado do SINPRO-DF no FMEPT acesse o nosso site e se inscreva. Ao confirmar a inscrição você receberá um código para se registrar no MEC. A partir desta semana estamos disponibilizando mais vagas para as escolas.

Secretaria de Políticas Educacionais
Diretoria Colegiada do Sinpro-DF

Eleição de conselheiros tutelares: exercício de cidadania

Apesar dos problemas na organização, milhares de eleitores compareceram às urnas no último domingo para eleger os conselheiros tutelares que atuarão nas cidades do DF em defesa dos direitos das crianças e adolescentes. “Foi um exercício de cidadania, as pessoas enfrentaram longas filas, muita desorganização, mas não abriram mão de dar a sua contribuição para escolher os membros do Conselho Tutelar, uma instância de participação da sociedade civil que é de fundamental importância na luta para combater a violência e ameaças físicas e morais contra nossas crianças”, afirmou Eliceuda França, coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro.
Confusão
Durante as eleições, foram registrados diversos problemas no sistema eletrônico de votação. No início da votação, o sistema ficou fora do ar. O motivo mais provável é o excesso de demanda. Com isso, o voto em cédulas teve que ser adotado, tumultuando ainda mais a votação devido à demora da chegada das cédulas nas zonas eleitorais.
Além dos imprevistos técnicos, houve reclamações quanto às filas longas e desrespeito ao atendimento preferencial (idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo).
Alguns eleitores levantaram a possibilidade de anulação das eleições. A Secretaria de Justiça do DF (Sejus), porém, garante que isso está fora de cogitação.
Na próxima quarta-feira (7/10), haverá uma reunião entre representantes da Sejus e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em que será feito balanço das eleições e apresentados relatórios sobre os resultados. Os motivos para as falhas registradas ainda não foram apontados.
Insatisfação
Durante a votação, houve atrasos e muita confusão nos locais de eleição. Em pelo menos dois locais a Polícia Militar teve que ser chamada para controlar a bagunça.
O professor Nilton Ferreira, 43 anos, diz que sempre há desorganização nas eleições para conselheiros tutelares. “Foi como sempre aconteceu. Essa eleição nunca foi priorizada”.
Segundo o professor, que vota na cidade de Planaltina, as pessoas que esperaram para votar sequer tinham local adequado para esperar. As filas, muito longas, se formaram do lado de fora da escola, gerando confusão e até brigas.
O eleitor também criticou a convergência de várias zonas eleitorais em um só local. “Formaram filas enormes e a maioria das pessoas só puderam votar após as 11h, porque não havia mesários”, diz. (com informações do Correio Braziliense)

Ato marcará 9 anos de assassinato de sindicalista

Nesta terça-feira (6), a CUT e outras entidades realizarão um ato contra a impunidade para marcar os nove anos do assassinato de Gilson da Silva Rocha, diretor do Sindser-DF. O sindicalista foi assassinado por policiais em Ceilândia durante um piquete do SLU, categoria a qual pertencia. Neste período, ninguém foi punido. O ato será às 19h, no auditório da Fenajufe.

No caso de Gilson, a situação fica ainda mais grave com uma recente sentença da Justiça, que nega à esposa e aos filhos do trabalhador qualquer tipo de indenização. Gilson foi morto com 33 anos.

Em 1999, durante atuação truculenta que ficou conhecida como o “Massacre na Novacap”, José Ferreira da Silva também perdeu a vida por tiros disparados por policiais que reprimiam o piquete da categoria.

Serviço

Ato contra a impunidade

DATA: 6 de outubro de 2009

HORÁRIO: 19h

LOCAL: auditório da Fenajufe

ENDEREÇO: SCS quadra 1, edifício Antônio Venâncio, 14º andar

(do site www.cutdf.org.br)

O adeus a Mercedes Sosa, a voz da América Latina

A cantora argentina Mercedes Sosa morreu domingo (4), aos 74 anos. Hospitalizada desde 18 de setembro em Buenos Aires, seu estado de saúde se agravou na última semana devido a problemas renais e hepáticos. Sem perder sua ligação com o folclore, música predominante do interior argentino, Mercedes circulou por diversos gêneros musicais, enfrentou a censura de ditadores e dividiu o palco em todo mundo com músicos de diferentes estilos e gerações.
Centenas de fãs e personalidades fizeram fila do lado de fora do Congresso da Nação de Buenos Aires, onde a cantora foi velada até o meio-dia de segunda-feira. Homens e mulheres de todas as idades e com flores nas mãos esperavam pacientemente para dar seu último adeus à artista, cujo corpo ficará exposto no Salão dos Passos Perdidos.
“A secretária de Cultura da Nação se despede com profundo pesar de Mercedes Sosa, La Negra, uma das mais trascendentais representantes da cultura argentina no mundo”, afirmou Jorge Coscia, secretário de Cultura, assegurando que “sua voz é única e será para sempre inesquecível”.
“Dona de um repertório comprometido com a identidade latino-americana e mulher de sensibilidade social, La Negra foi uma das maiores figuras do canto popular universal”, afirmou ainda.
“A Argentina chora uma de suas filhas mais talentosas”, assinalou, por sua parte, o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli.
“Foi uma mulher que transcedeu as fronteiras da música e projetou o folclore não apenas como um emblema artístico e cultural a nível mundial, como também o canto de liberdade e de justiça”, acescentou.
“Foi a voz dos que não tinham voz na época da ditadura e levou a angústia pelos direitos humanos na Argentina a todo o mundo”, declarou o músico Víctor Heredia, cantor e compositor de algumas músicas que ficaram famosas na voz de Mercedes Sosa como “Razón de Vivir”.
Governo brasileiro lamenta
O governo brasileiro lamentou a morte da cantora argentina e agradeceu por sua contribuição à música e à vida.
“Gracias, Mercedes, que nos ha dado tanto!”, disse o ministro de Cultura, Juca Ferreira, em espanhol, em uma nota oficial.
Ferreira destacou a voz incomparável e o comprometimento de Sosa com a arte ibero-americana e ressaltou que sua voz potente rompeu fronteiras e transmitiu ensinamentos além de territórios e bandeiras.
“Com Mercedes Sosa aprendemos o quanto temos para compartilhar com povos e nações. Ela nos deu o sentido de lugar, de pertinência a uma latinidade que nos consagra em beleza e tragédias comuns”, concluiu o ministro.
Luto oficial
A presidente argentina, Cristina Fernández, vai declarar luto oficial pela morte da cantora Mercedes Sosa.
A chefe de Estado decidiu antecipar o retorno de uma viagem à Patagônia para assinar, assim que chegue a Buenos Aires, o decreto de luto oficial pela morte da artista.
O futebol argentino fez neste domingo uma homenagem à cantora popular Mercedes Sosa, com um minuto de silêncio antes de cada partida da sétima rodada do Torneio Apertura 2009 da primeira divisão. (do site www.cartamaior.com.br)

Professora é atacada em escola da Ceilândia

Uma professora de Ciências do CEF 15 da Ceilândia foi agredida por um aluno a cadeiradas na manhã desta sexta-feira, em plena sala de aula. Ele foi contido por outros alunos após atingir o rosto e o braço da professora com uma cadeira.
O Sinpro colocou sua assessoria jurídica à disposição da professora, que fez exame de corpo de delito e prestou queixa à delegacia.
Os professores da escola cobraram ações de combate à insegurança no ambiente escolar, em reunião com o diretor do Sinpro, Washington Dourado.
Acreditamos que o policiamento é necessário, mas não basta. O governo precisa adotar ações preventivas e refletir com toda a comunidade escolar porque este tipo de violência tem ocorrido cada vez com mais frequencia.

Mudança de horário do atendimento do GPMO

A Diretoria de Saúde Ocupacional (DSO) do Plano Piloto da Secretaria de Educação informa que, visando aprimorar o atendimento ao público aos servidores da Educação do Distrito Federal, a Gerência de Perícia Médico-Odontológica (GPMO) funcionará em novo horário, a partir do dia 1º de outubro. Confira o novo horário de segunda a sexta-feira:
* 7h30 às 13h – Juntas médicas, atestados superiores a 30 dias, previamente agendados.
* 13h às 17h30 – Biometria, troca de atestados médicos de até 30 dias.
Em Taguatinga o horário permanece o mesmo, com atendimento aos servidores apenas para biometria, isto é, perícia médica para troca de atestados de até 30 dias. Mas atenção, às quintas-feiras o atendimento tem horário diferenciado:
* Segundas, terças, quartas e sextas-feiras: de 8h às 17h, sem interrupção.
* Quintas-feiras: de 8h às 11h30 e de 13h às 17h30.
A DSO lembra que atestados de um dia devem ser trocados em 24h e os de dois ou mais dias em 48h. As dúvidas podem ser tiradas pelos telefones 3901-7536/3901-7517/3901-8298/3901-8222 (DSO Plano Piloto) e 3901-6674/3901-6766 (DSO Taguatinga).

Planaltina na luta por centro de línguas

O deputado Chico Leite (PT-DF) promoverá nesta sexta-feira, dia 02, audiência pública para debater a implantação de um Centro Interescolar de Línguas (CIL) na cidade de Planaltina. A audiência será no Centro Educacional Delta, na Q 1 lote 1 conjunto E, Vila Buritis, em Planaltina, às 10h.

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