Show na sexta para lembrar dia da mulher

Antecipando as comemorações do Dia Internacional da Mulher, dia 8 de março, o Sinpro, com apoio do SAE, Sindser e Sindpd, promove na próxima sexta-feira, 6, os shows Agora é que são elas, com Nanci Araújo, Margô Oliveira, George Carvalho e Beto Nascimento e o Grupo Avacalhando o Vocal, de mulheres que fazem um trabalho vocal bem humorado, na Cervejaria Kaixa D’agua (Bar do Kareca), na CNF 01, lote 16 em Taguatinga Norte. Compareçam!

Homofobia: professor buscará reparação judicial

A sociedade civil reagiu com indignação às declarações do secretário de Educação a respeito do caso do professor de Brazlândia, Márcio Barrios. Acusado de fazer apologia ao homossexualismo, o professor decidiu ingressar na justiça pedindo reparação pelas perdas e danos causados com sua demissão e não renovação do seu contrato temporário. O departamento jurídico do Sinpro está preparando a ação e colocou sua estrutura à disposição do professor.
A Secretaria de Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro está entrando em contato com a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, com movimentos de defesa da livre orientação sexual e de apoio aos homossexuais, para denunciar a situação e discutir ações políticas para protestar e rechaçar todas as formas de homofobia no interior das escolas.
Para Misael Barreto, diretor do Sinpro, no momento em que a sociedade, o MEC e várias entidades lutam para fazer valer as diretrizes pedagógicas que prevêem formação dos professores para o combate à homofobia, é lamentável que o secretário de Educação do DF faça declarações carregadas de preconceito.
Em novembro de 2008, o professor de inglês Márcio Barrios decidiu usar uma música da cantora e compositora americana Katy Perry em uma das aulas na escola que lecionava, em Brazlândia. Na letra ela conta a história de uma garota que depois de beber beijou outra garota. “Eu beijei uma garota só para experimentar. Espero que meu namorado não se importe. Eu beijei uma garota e gostei do gosto de cereja do batom dela”, diz a letra. O professor afirma que a aula era sobre verbos no tempo passado e que a música, um sucesso, seria um bom exemplo.
“Os verbos da música, todos eram no passado eram o foco que eu tava trabalhando com os alunos na época”, disse o professor. A escola orientou o professor a escolher outra musica porque o conteúdo não seria adequado para alunos de 12 a 14 anos. Mas Márcio não concordou. Levou a letra para a sala de aula e foi afastado pela direção da escola em novembro do ano passado.
A Secretaria de Educação apoiou a decisão da escola, pois considerou que se tratava de uma apologia do uso de álcool e do homossexualismo. “Reflete um comportamento inadequado e, portanto, acabou do jeito que acabou” disse ao DFTV o secretário José Valente.
O contrato de Márcio, que era temporário, venceu em dezembro e não foi renovado para o ano letivo que acaba de começar. Ele diz que foi vítima de preconceito. “Porque eu ia sempre com o cabelo de uma cor diferente. As roupas bem modernas, bem diferentes. Isso causou um impacto sim. Elas nunca falavam na minha frente, mas eu percebia”, disse Márcio.
“Não interessa a opção de ninguém. Interessa que as pessoas que estão ali com a responsabilidade de educar os nossos jovens, os eduquem de acordo com a educação pedagógica da escola”, completou o Secretário de Educação.
Como alertou a CUT-DF
Entendemos que a orientação pedagógica da escola – cuja direção afirma ter sido contrariada pelo professor, deve estar subordinada às diretrizes fixadas pelo Ministério da Educação para a rede pública de ensino no Brasil. E a proposta do MEC é investir na capacitação de professores da rede pública para o combate à homofobia, justamente para que situações como a de Brazlândia não volte a ocorrer.
O grupo de trabalho responsável pela elaboração desta política no MEC é consensual quanto à necessidade de se tratar o tema da diversidade sexual nas escolas, pois a invisibilidade e a falta de informação levam à reprodução de atitudes homofóbicas.
A palavra homofobia vem do grego e significa medo da homossexualidade. Expressa a criação e consolidação de um conjunto agressivo de referências contra gays, lésbicas, transgêneros e transexuais, que passam a ser taxados como perigosos, ridículos, anormais e doentes. O preconceito homofóbico pode incitar ódio, violência, difamação, injúria, perseguição e exclusão, prejudicando a imagem das pessoas e interferindo no aprendizado e na evasão escolar, por isso é tão importante que as escolas enfrentem o debate da diversidade sexual e do uso de álcool e drogas por adolescentes, dentre tantos outros.
Não é invisibilizando os problemas que vamos enfrentá-los. Portanto, o professor Márcio deve ser parabenizado pela coragem de denunciar, pois vários casos semelhantes permanecem no anonimato.

Cristovam defende reajuste para professores

Ao discursar na quinta-feira (12), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que o Brasil precisa cumprir a Lei 11.700/08, que assegura vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir dos quatro anos de idade. O senador também citou outras três leis que precisam ser respeitadas.
– Essa lei também não pegou. O povo não se preocupou em colocar seus filhos aos quatro anos na escola aproveitando-se da lei e os governos aproveitaram-se desse descuido, dessa falta de atenção e de interesse da população, e não estão oferecendo as vagas que as nossas crianças têm direito a partir dos quatro anos – disse, acrescentando que a TV Câmara e a TV Senado deveriam divulgar para a população o teor dessa e de outras leis.
A chamada Lei Seca (Lei 11.705/08), disse Cristovam, “foi uma lei que pegou em um primeiro momento”, mas não recebe atualmente a devida atenção do poder público para que seja cumprida.
O senador lamentou ainda outra lei que, na opinião dele, “não está pegando”: a Lei 11.738/08, que estabeleceu o piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação pública no valor de R$ 950.
Outra lei ainda descumprida, de acordo com Cristovam, é a lei do Distrito Federal (Lei 4.075/07) que vincula o aumento dos salários dos professores ao aumento nos repasses federais para o governo do DF.
– Ou seja, se o governo federal aumentasse em 10% o Fundo Constitucional que o Distrito Federal recebe, o governo do Distrito Federal aumentaria em 10% o salário dos professores. Pois bem, do ano passado para este ano, para surpresa e alegria dos moradores do Distrito Federal, o governo federal aumentou esse fundo em 19, 98%. Portanto, pela Lei nº 4.075, de 2007, o governo do Distrito Federal tem de aumentar o salário dos professores do Distrito Federal em exatos 19, 95% – afirmou.
Da Redação / Agência Senado

Paulo Tadeu: argumentos do governo não convencem

O deputado Paulo Tadeu (PT-DF) encaminhou correspondência ao Sinpro e aos professores, onde afirma que o governo está buscando justificativas para não cumprir a lei e que o realmente está em jogo é a falta de compromisso do GDF com a educação. Para o parlamentar é fundamental que se trabalhe a unidade da categoria e das forças que a apóiam e que não momento de discutir posições de grupos. Leia a integra da carta:

À Diretoria Colegiada do SINPRO e aos Professores
O Governo Arruda já anunciou que quer dar o calote nos professores e deixá-los sem o reajuste de 19, 98%, garantidos no Plano de Carreira. Para isso, tem-se servido da imprensa para discutir questões secundárias e assim desviar a atenção da população para aquilo que não é a questão principal.
O fundamental não é discutir posições de grupos ou dirigentes petistas e da esquerda no Distrito Federal. O que efetivamente está em jogo é a falta de compromisso do GDF com a educação. Ele não assegurou a isonomia com as demais categorias, conforme havia prometido. E agora se esquiva de cumprir a Lei, buscando justificativas em falsos argumentos jurídicos e econômicos que não convencem a ninguém.
Por isso, neste momento, temos de trabalhar a unidade da categoria e das forças que a apóiam para fortalecer o SINPRO e os professores. Nossa solidariedade à Diretoria do SINPRO e aos professores não vem de agora. Somos parceiros e defensores desta luta ao longo de mais de dez anos de mandato parlamentar, como tínhamos sido antes na militância sindical e partidária.
E o reajuste dos professores, que conta com nosso integral apoio, foi um compromisso do GDF. Não é uma questão jurídica, como faz crer o Governo com a ADln do Ministério Público. É política. Basta um mínimo de boa vontade do GDF que todo e qualquer entrave será facilmente superado.
Por essa razão, faremos tudo para que o compromisso seja cumprido e não aceitaremos as mentiras daqueles que estão se negando a conceder o prometido reajuste.
Contem comigo nesta luta.
Brasília-DF, 16 de fevereiro de 2009.

Deputado Paulo Tadeu

Caso Carlos Mota: Júri condena três dos quatro acusados

O julgamento de três dos quatro acusados de matar o professor Carlos Mota, 44 anos, diretor do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 4, no Lago Oeste, terminou somente na manhã desta quinta-feira. O juiz Daniel Mesquista Guerra declarou as penas de Carlos Lima do Nascimento (conhecido como Gabiru), 22 anos, Benedito Alexandro do Nascimento, 20, e Alessandro José de Sousa, 19. Os três réus confessos foram condenados pelo crime. Mota, conhecido por lutar contra o tráfico de drogas na escola, foi assassinado em junho de 2008.

O advogado dos três, Wandercy Ferreira, afirmou que recorrerá da decisão. Ele tem cinco dias para apresentar o recurso. “Eles não têm antecedentes criminais e alegam inocência. Dizem que foram torturados para confessar”, afirmou Ferreira. “De acordo com a perícia, o tiro que matou Mota foi disparado de cima para baixo. O autor teria de estar provavelmente em cima de uma árvore. Além disso, a distância do disparo – de 19 metros – impossibilitaria ter sido algum dos meus clientes”, completou. Benedito, Alessandro e Carlos saíram do fórum direto para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Benedito foi condenado pela autoria do crime do homicídio duplamente qualificado com motivo torpe e por não ter dado chance de defesa à vítima. A pena foi de 20 anos de prisão, diminuída para 18 porque o condenado tinha 19 anos à época.

Alessandro pegou 16 anos pela co-autoria do assassinato de Mota. Ele foi condenado a 16 anos por homicídio qualificado sem chance de defesa à vítima. Pelo mesmo crime, o júri também considerou Carlos co-autor do crime. A pena dele foi de 18 anos.

Gilson de Oliveira, conhecido como “Gaúcho”, é acusado pelo Ministério Público de ser o mandante do assassinato do professor, e será julgado separadamente. A defesa dele recorreu da decisão de ele ser julgado no Tribunal do Júri, com os demais acusados. O recurso ainda não foi analisado. Segundo as investigações do MP e da Polícia Civil, mesmo não sendo aluno do CEF 4, Gilson frequentava a escola para cobrar dívidas do tráfico de drogas.

O julgamento
Cerca de 150 pessoas acompanharam durante todo o dia de ontem o julgamento. Professores e alunos do CEF 4 estenderam faixas em frente ao Fórum de Sobradinho e vestiam camisetas com a foto de Mota estampada. “Não acabaram apenas com o sonho do meu marido, acabaram com o sonho de toda uma comunidade”, comentou Rita de Cássia Pereira, 43.

Não teve aula ontem no colégio do Lago Oeste. Ônibus foram postos à disposição dos alunos que queriam ir ao fórum prestar homenagem ao professor. “Ele fez a diferença na nossa escola, foi ‘o’ professor. Sempre ficará um vazio ali”, disse a aluna Graciele Santos, 16. “Depois que ele entrou, a direção ganhou mais respeito. E muita gente viu isso como um problema”, completou Fábio Batista, 15. “O que fizeram com ela foi uma injustiça. Nunca tinha visto um diretor de escola lutar pela gente como ele lutou”, emendou Rone Alves Miguel, 18.

Deputados distritais, como Chico Leite e Paulo Tadeu (ambos do PT), e o senador Cristovam Buarque (PDT) estiveram no fórum pela manhã. O Sindicato dos Professores (Sinpro) organizou uma carreata da escola ao local do julgamento. “A morte de Carlos Mota precisa servir de exemplo para alguma coisa”, reforçou Rosilene Corrêa, uma das diretoras do Sinpro. “Essa manifestação não é só pela Mota, é em favor da escola pública”, ponderou a professora Silvia Brandão, que há seis anos atua na escola onde a vítima era diretor.

O auditório de 150 lugares ficou cheio o dia inteiro. Nas expressões de quem acompanhava o depoimento das testemunhas, havia um sentimento de revolta e um clamor por justiça. “É muito doloroso. A gente viu esses meninos crescerem, desde pequeno com a gente”, desabafou uma professora, que não quis se identificar. Dos três acusados julgados ontem, um era aluno e dois ex-alunos do CEF 4. Os rapazes – Carlos Lima do Nascimento (o “Gabiru”), Alessandro José de Sousa e Benedito Alexandre do Nascimento – acompanharam a sessão cabisbaixos, vestidos com roupas brancas.

Familiares de Mota ocuparam as primeiras fileiras do auditório logo no início do julgamento, por volta das 10h. “Estar aqui não é nada interessante. A saudade do meu filho é interminável”, disse o aposentado Marcelo Mota, 68. A filha do primeiro casamento do professor, Daniela Mota, 24, afirmou que a educação pública foi duramente atingida com a morte do professor. Ela comentou ainda que tem não consegue se acostumar com a ausência do pai. “Parece que vivo um pesadelo constante. É uma tragédia sem fim”, resumiu a jovem, formada em direito.

Ontem, o juiz ouviu cinco testemunhas arroladas pelo Ministério Público e sete pela defesa dos acusados. O delegado-chefe da 35ª Delegacia de Polícia de Sobradinho II, Márcio Michel, responsável pelas investigações do caso na Polícia Civil, prestou depoimento e reforçou não ter dúvidas de que os condenados são os atores do crime. Segundo ele, os rapazes decidiram matar o professor para “mostrar quem mandava no pedaço”. Em uma das oitivas mais contundentes do dia, o delegado detalhou como foram as investigações e lembrou que os três julgados haviam confessado a morte de Mota e, inclusive, participado da reconstituição do crime. “O professor Mota foi um idealista. Foi vítima de si mesmo porque quis combater coisas que nós devemos combater”, comentou o delegado.

Márcio Michel relatou ao juiz Daniel Mesquita Guerra e aos sete jurados que, durante as investigações, ouviu que o professor estava batendo de frente com as pessoas que ficavam na cercania das escolas, seja traficando ou bebendo.

Os depoimentos das testemunhas – sejam as arroladas pelo MP ou pela defesa dos acusados – foram, em sua maioria, confusos, cheios de contradições. Em alguns momentos, a platéia não conseguiu se conter e reagiu com risos e comentários em voz alta. O juiz Daniel Mesquita Guerra chegou a ameaçar esvaziar o auditório. Entre as testemunhas da defesa, estavam o pai e um irmão de acusados. Eles saíram em defesa dos familiares, sem entrar em detalhes. (publicado no Correioweb)

Carlos Mota: começa julgamento em Sobradinho

Um auditório lotado acompanha neste momento o julgamento de três dos quadros acusados de participarem do assassinato do diretor do Centro de Ensino Fundamental Lago Oeste. O juiz Daniel Mesquita Guerra começou a ouvir, por volta das 10h30, as testemunhas. O julgamento teve início com a leitura da denúncia do promotor público Jonas Pinheiro. O auditório do Fórum de Sobradinho, com capacidade para 150 pessoas, está lotado e muita gente aguarda do lado de fórum com faixas e cartazes pedindo justiça.

Ao todo, 15 testemunhas, cinco de acusação e 10 de defesa, passarão nesta quarta-feira (11/02) pela audiência. A primeira a narrar os fatos foi a filha do proprietário do bar, onde os quatro acusados teriam estado na noite anterior até o momento de sair para a chácara onde a vítima morava.

Sentam no banco dos réus nesta quarta-feira, três dos quatro acusados de matar o professor. Carlos Lima do Nascimento, 22 anos, Benedito Alexandro do Nascimento, 20, e Alessandro José de Sousa, 19, devem ser ouvidos no início da noite. A sentença do juri popular está prevista para esta madrugada

Suspeito de ser o mandante do homicídio, Gilson Oliveira, 31 anos, não será ouvido hoje. Ele recorreu da sentença e teve o processo desmembrado para ser julgado separadamente. A data do juri ainda não está definida porque o recurso ainda terá que ser analisado.

Os acusados foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem dar chance de defesa à vítima), crime cuja pena varia de 12 e 30 anos de prisão. Carlos Mota foi assassinado em casa, em uma chácara do Lago Oeste, em junho de 2008. O professor combatia o tráfico de drogas na escola e, segundo a polícia, o crime foi motivado por uma discussão entre ele e Gilson de Oliveira, que teria ido ao colégio cobrar dívidas de drogas de estudantes. ( com informações do Correioweb)

Livro conta história de Estrada Geral

Será lançado logo mais às 20h, no restaurante Carpe Diem (104 Sul) o livro dos professores Luiz Ricardo Magalhães e Robson Eleutério “Estrada Geral do Sertão – na rota das nascentes”, que surgiu da necessidade de compreender melhor a história da região central do Brasil.
O eixo da narrativa é a existência de uma rede de cidades que, no passado, vinculavam-se umas às outras pelos caminhos coloniais do Brasil. A Estrada Geral foi responsável pelo surgimento de centenas de povoados no interior do Brasil, matrizes de cidades como Cachoeira, Carinhanha, Formosa, Pirenópolis, Corumbá, Goiás e Cuiabá, entre outras.

CUT-DF contra aumento de passagens

O aumento dos bilhetes de metrô e algumas linhas de microônibus em 50%, desde o dia 1º deste mês, não passou despercebido pela CUT-DF, sindicatos filiados, movimentos estudantil, social e popular, partidos políticos e organizações de luta em defesa do transporte coletivo. Ao contrário, os militantes desses segmentos vêm se organizando deste o anúncio do aumento, feito pelo secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga, no dia 30 de janeiro. A última deliberação foi feita no dia 5, em reunião realizada com mais de 30 pessoas. No encontro, ficou definido que uma grande manifestação será realizada no dia 18 de fevereiro, a partir das 16 horas, na Rodoviária do Plano Piloto.

Para chamar toda a população à manifestação, será feita panfletagem nas escolas, rodoviárias e outros pontos da região. O folheto explicará o rombo no bolso que o aumento das passagens vai causar aos usuários do transporte coletivo, além de expor outras lutas, como a reivindicação pelo passe livre para os estudantes e desempregados e a revitalização da TCB (Transporte Coletivo de Brasília).

A panfletagem já começa nesta sexta-feira (6) durante manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre, na Rodoviária do Plano Piloto, a partir das 18 horas.

Na reunião também ficou acertado que será elaborada uma carta denúncia para ser protocolada no Ministério Público, solicitando que as empresas de transporte detentoras de concessão pública publiquem balanços periódicos, ampliando o controle da população sobre suas contas.

Rombo no bolso
Com o aumento das passagens, algumas linhas do micro-ônibus que custavam R$ 1, passaram a valer R$ 1, 50. Já quem usa o metrô terá que desembolsar R$ 3 em cada trecho de segunda a sexta-feira e, nos sábados e feriados, quando há promoção, R$ 2, preço que antes era cotado em R$ 1. Com isso, um trabalhador, por exemplo, que gastava R$ 88 por mês de transporte, passará a gastar R$ 132. Por ano, a diferença chega a R$ 528, mais que o valor de um salário mínimo (R$ 465).

O novo alvo do governo é aumentar os bilhetes das linhas convencionais em R$ 0, 50. Com isso, quem paga R$ 132 por mês de passagem vai passar a pagar R$ 154. No fim do ano, a soma do preço das passagens vai ser de R$ 1.848, o valor de quase 4 salários mínimos.

Por: Vanessa Galassi, da CUT-DF

Assassinos de Carlos Mota serão julgados dia 11

O professor Carlos Mota foi assassinado na madrugada do dia 20 de junho de 2008. Quatro meses depois, no dia 25 de outubro, foi feita a primeira audiência de instrução do processo judicial que busca esclarecer as ações dos quatro suspeitos: Gilson Oliveira, de 31 anos, Carlos Lima do Nascimento, 22 anos, Benedito Alexandro do Nascimento, 20 anos, e Alessandro José de Sousa, 19 anos. Dos acusados, apenas Gilson nega ter tido participação no crime. A audiência ouviu nove das 22 testemunhas do caso, sendo que sete foram dispensadas de prestar depoimento. No próximo dia 11 de fevereiro, às 9h, o julgamento terá continuidade, no Fórum de Sobradinho.

O Sindicato dos Professores está mobilizando a população para acompanhar o julgamento. Professores e a comunidade escolar irão exigir justiça e a punição de todos os envolvidos. Até hoje a escola não se recuperou da perda do diretor Carlos Mota, um educador renomado no DF que sonhava em tornar o Centro de Ensino Fundamental do Lago Oeste (agora CEF Professor Carlos Mota) a melhor escola do Brasil.

A polícia acredita que Carlos Mota foi morto por atrapalhar os negócios dos traficantes ao redor da escola. Três dias antes do assassinato, Carlos esteve em cada uma das salas pedindo aos alunos que denunciassem à polícia qualquer atitude estranha envolvendo ameaças ou drogas, e em outras ocasiões o professor pediu policiamento extra para sua escola.

Durante a primeira audiência do caso, a promotoria buscava mostrar a ligação entre Gilson e o tráfico de drogas na região. Para isso, chamou como testemunha Joalisson Pires Faria, um rapaz de 17 anos que estudava na mesma escola onde Carlos Mota lecionava. Joalisson afirmou ter visto Gilson utilizando cocaína, mas deu depoimentos contraditórios sobre o fato de Gilson ser ou não um traficante. Pressionado pela defesa, Joalisson admitiu que jamais havia visto Gilson vendendo drogas, mas que desconfiava que o mesmo fosse um traficante porque sempre andava com uma grande quantia de dinheiro.

A relação entre os dois é complexa, pois Joalisson devia dinheiro a Gilson, que foi à escola diversas vezes para ameaçar Joalisson e cobrar a dívida, causando atrito com um dos monitores da escola, Paulo Roberto. Na noite imediatamente anterior ao assassinato, Gilson esteve na escola para esclarecer rumores de estaria ameaçando Paulo, em uma reunião que terminou amigavelmente, segundo testemunhas.

Ainda não está clara a ligação entre os acusados. Alessandro conhecia todos os suspeitos, mas Gilson apenas tinha contato com Alessandro. Baseada nesse fato, a defesa de Gilson buscou negar que ele teria contato com os outros. Essa versão foi negada por Geisiane Durães Bessa, filha do dono do Bar do Seu Miguel, onde ela afirma que os acusados se reuniram antes do crime. Ela não ouviu o conteúdo da conversa, mas garante que os quatro acusados estiveram juntos.

Na falta de testemunhas diretas do assassinato, tanto defesa quanto promotoria buscavam criar um perfil psicológico dos acusados. Rosilene Xavier de Souza, ex-namorada de Gilson, disse que ele “gostava de beber e arrumar confusão, guardava muita raiva das pessoas” e que “tinha fama na comunidade como uma pessoa drogada e bandida”. Mas Rosilene também disse que ele era uma pessoa trabalhadora, e que se dedicava à construção das sete às dezoito horas. Sobre os outros réus, foi dito que Alessandro era uma pessoa tranquila, mas que gostava de matar aulas, que Carlos Lima aparentemente tinha abandonado a escola e tinha fama de usuário de drogas, e que Benedito Alexandre teve a sua renovação de matrícula rejeitada por excesso de faltas.

Por uma limpeza ética do DF, passeata no dia 7/2

Chegou a hora da faxina ética na política. A população do DF não agüenta mais tanta corrupção. Precisamos dar um basta e dizer: FORA CORRUPTOS, deixem o dinheiro dos impostos que pagamos para melhorar a educação, a saúde, a segurança, o saneamento básico, as moradias…..

VAMOS PARA AS RUAS MOSTRAR A NOSSA INDIGNAÇÃO
Dia 07/02 (domingo)
Passeata no Eixão Sul
Concentração na altura da 102 Sul, às 9h

A história é antiga. Desde quando Durval Barbosa era secretário de Joaquim Roriz e presidente da Codeplan, iniciou-se a roubalheira e foi criado um esquema de propina – que era arrecadar muito dinheiro junto a empresas, beneficiadas pelos contratos com o GDF e dividir com seus aliados e amigos.

Durval, no governo de Arruda, assumiu a Secretaria de Relações Institucionais e continuou a comandar o esquema de arrecadação e distribuição de dinheiro ilícito para pagamento de deputados, secretários, empresários e do próprio governador, para engordar seu patrimônio familiar.

Enquanto isso, a saúde pública vai para o ralo, o transporte coletivo é o mais caro do país, e de péssima qualidade, a educação é precária, falta segurança, moradia digna para a população e o DF permanece com o maior índice de desigualdade social do Brasil.

O Movimento Contra a Corrupção convida a todas e todos para ajudarem a limpar a nossa cidade dos corruptos e dos corruptores. Nós, que amamos o DF, não merecemos passar tanta vergonha. Somos pessoas dignas e trabalhadeiras! Chega de Arruda, de Paulo Otávio, de Roriz e de todos os envolvidos com a corrupção.

Só a população unida e participativa poderá limpar o DF dessa gente!

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