A Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) promoverá, no dia 28 de novembro, o II Colóquio de Docência Universitária: Formação de Professores. O objetivo é refletir sobre a formação docente e suas relações com o Sistema Nacional de Formação de Professores. Serão discutidos o Sistema Nacional de Formação de Professores e o currículo de 9h às 11h30 e a Formação de Professores da Educação Básica, de 14h30 às 16h30. O colóquio ocorrerá na Sala dos Papirus, na Faculdade de Educação da UnB.
A Câmara Legislativa se reunirá em comissão geral na próxima quinta-feira, dia 13, às 14h30, para discutir a falta de creches públicas no DF. A comissão foi solicitada pela deputada Érika Kokay (PT-DF), por solicitação da Secretaria de Mulheres da CUT/DF e de representantes da Marcha Mundial de Mulheres, do grupo Promotoras Legais Populares, e dos movimentos de defesa da criança e do adolescente e organizações de profissionais da educação infantil. O tema, “creches públicas de qualidade, direito da criança e dever do Estado”, foi escolhido para lembrar que somente com a implantação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e da Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) será possível ampliar a oferta de creches públicas. Atualmente, pouco mais de 3% das mães e dos pais que moram no Distrito Federal conseguem vagas para os seus filhos em creches. “A correta implantação do Fundeb poderá contribuir para viabilizar o atendimento de uma grande demanda popular, que consiste exatamente na implantação de creches para os filhos das trabalhadoras que, muitas vezes, não têm onde deixar os filhos” , enfatiza a deputada distrital Erika Kokay. Essa também é uma luta da Secretaria de Assuntos para Mulheres do Sinpro.
Audiência pública expõe falta de saúde de educadores
Jornalista: sindicato
A situação da saúde dos professores é calamitosa. O aviso foi dado em audiência pública na Câmara Legislativa, convocada para debater o assunto. O clima do encontro podia ser visto pelos cartazes: “Chega de desrespeito e humilhação – os trabalhadores em educação exigem tratamento digno”. Os dados também pediam urgência: pesquisa inédita feita pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Saúde e Trabalho, sob a coordenação do Laboratório de Psicologia e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília, a pedido do Sinpro, revela a verdadeira dimensão dos problemas de saúde enfrentados pelos professores.
A pesquisa busca avaliar a relação entre saúde e organização do trabalho e a construção de ações preventivas e corretivas. Só no quesito organização do trabalho, 98% dos itens avaliados foram considerados graves ou críticos – ou seja, capazes de acarretar doenças. A forte cobrança por resultados, as normas rígidas para execução das tarefas e a divisão entre quem organiza e quem executa o trabalho foram considerados alguns dos problemas que exigem atenção imediata. As condições de trabalho também são inadequadas, com grande parte dos professores ouvidos reclamando de mobiliário insuficiente, ferramentas inadequadas e muito barulho.
Com essas condições, não surpreende que as relações de trabalho também sejam ruins. Os professores disseram que se sentem isolados, sem apoio ou comunicação. Para eles, falta reconhecimento, confiança e cooperação entre os colegas. Os resultados dessa situação são previsíveis: 37% dos professores disseram ter depressão, e 14%, síndrome do pânico, além de exaustão emocional, cansaço e baixa auto-estima. Fisicamente, os distúrbios mais comuns são laringite e nódulos nas cordas vocais – claramente doenças relacionadas ao trabalho. Maria José Correia, diretora do Sinpro, expressou a indignação geral: “os professores não tiram atestado por brincadeira!”, alertou ela.
Com esses dados em mão, fica ainda mais evidente quão inadequada tem sido a política de saúde do governo. Desde o começo do ano, todo atestado, até mesmo de um dia, deve passar pela perícia médica da GPMO. Se houvesse alguma dúvida sobre os motivos dessa mudança, o governo fez questão de deixar claro em matérias publicadas nos jornais da cidade: Arruda acredita que o alto número de atestados se deve à preguiça e à irresponsabilidade dos professores, e não a problemas de saúde. Enquanto a pesquisa da UnB mostra que uma das causas dos problemas é a falta de reconhecimento e confiança, o governo joga a opinião pública contra os professores e não acredita que eles estejam de fato doentes. “Ao invés de adotar medidas preventivas, o governo adota métodos que só aumentam o constrangimento”, resumiu Adriana da Luz, representante da CUT na audiência.
Denibaldo Alves, do SAE DF, adicionou que esse ano o governo ainda não reuniu o conselho responsável pela elaboração do plano de saúde dos servidores públicos. Um plano já havia sido votado e aprovado pela Câmara Legislativa ainda no governo anterior, e incluía fonoaudiólogos, psicólogos e uma contribuição baseada no salário, e não na idade. Porém, o governo Arruda decidiu deixar de lado a proposta criada pela comissão e elaborar sua própria versão do plano, que deve ser anunciada ainda esse ano.
A pesquisa da UnB é crucial para desmontar as mentiras que o governo espalhou pela mídia. Ela será oficialmente divulgada no 8º Congresso de Trabalhadores em Educação, que acontece nos dias 6 a 9 de novembro na Academia de Tênis.
Arte, identidade e cosmovisão indígena é o tema do seminário internacional que a UnB promoverá no próximo dia 12. O seminário é gratuito e terá certificado emitido pela universidade. Objetivo é debater e conhecer a experiência de outros países nessa questão. No Brasil já está vigorando a lei que garante o ensino das culturas afro e indígena, mas essa determinação ainda é distante da maior parte dos estabelecimentos de ensino. Essa é uma excelente oportunidade dada aos professores que se interessam pelo tema.
Confira a programação: Seminário Internacional Arte, identidade e cosmovisão indígena Inscrições gratuitas : de 29/10 a 11/11, no Interfoco – UnB, Prédia Multiuso I, bloco A, Sala AT-57/7. Campus Universitário Darcy Ribeiro. Telefones: 61 3307-3329 e 3307-2884
Dia 12 de novembro de 2008 Auditório Dois Candangos da Fac. de Educação da UnB. Manhã 9h – Abertura
9h15 – Experiências Educacionais
Panamá : Dr. Eládio Richards, Universidad de Panamá – Experiência do povo Kuna e o planejamento da proposta curricular e sua implementação;
Brasil : Gersem José dos Santos, Coordenador Geral de Educação Escolar Ind~igena do MEC – A experiência brasileira em Educação Escolar Indígena;
Bolívia : Embaixador Fernando Huanacuni Mamani, Duiiretor Geral do Cerimonial do Estado da Bolívia – A educação indígena e os meios de comunicação. Moderadora: Dra. Vera Catalão, UnB.
Tarde 14h30 – Cosmovisão Indígena
Venezuela : Dr. Ronny Velásquez, Universidad Central de Venezuela – Cultura dos povos indígenas da Venezuela e suas relações ancenstrais; Brasil : Dr. Stephen Grant Baines, UnB – Cosmovisão e arte indígena no mundo contemporâneo. Moderador: Marcos Terena, Diretor do Memorial dos Povos Indígenas.
16h – Intervalo
16h15 – Identidade e Cultura Brasil : Dr. Cristian Teófilo da Silva, Ceppac/UnB – O índio na imaginação nacional da América Latina; Bolívia : Lic. Marcelo Zaiduni Salazar Yupanqui – Chefe da Unidade de Assunstos Culturais do ministério das Relações Exteriores da Bolívia – Cultura e cosmovisão andina. Moderadora: Dra. Geralda Dias Aparecida, CAL/UnB.
Realização:
Casa da Cultura da América Latina / Decanato de Extensão da UnB; Memorial dos Povos Indígenas; Embaixadas da Bolívia, Panamá e Venezuela
O secretário de Educação, José Luiz Valente, assinou na quinta-feira edital adiando para o dia 9 de novembro o prazo para as inscrições para o concurso de remanejamento. As inscrições deverão ser feitas pelo site: www.remocao2008.se.df.gov.br, inclusive sábados, domingos e feriados. Concluído o processo a SEDF publicará, no botão localizado no rodapé da página inicial de seu site, intitulado “Concurso de Remanejamento”, a data em que sairá a listagem classificatória, que será divulgada nas Diretorias Regionais de Ensino, no Edifício Sede II, na 607 Norte, e no próprio site. Os interessados que não tiverem acesso à internet poderão ser atendidos diretamente nos Núcleos de Recursos Humanos das Regionais de Ensino, no mesmo período, das 9h às 17h, somente nos dias úteis.
Para o remanejamento externo poderão concorrer professores da Carreira Magistério Público do DF, desde que esteja atuando no âmbito da Secretaria de Educação, mesmo que seja ocupante de cargo comissionado ou em exercício de atividades técnico-pedagógico-administrativas nas sedes da SEDF, DREs e IE, devendo, obrigatoriamente, assumir a carência bloqueada.
Para o remanejamento interno poderá concorrer o servidor que estiver em exercício na DRE em que possui lotação ou que nela esteja exercendo atividades técnico-pedagógico-administrativas, devendo obrigatoriamente, assumir a carência. O servidor que acumula licitamente dois cargos de Magistério, por possuir dois vínculos com o sistema público de ensino do DF poderá inscrever-se em ambos os cargos, mediante inscrição para cada matrícula, conforme interesse em candidatar-se ao remanejamento externo e ao interno. (Fonte: site da SEE-DF)
A Câmara Legislativa do DF realizará nesta sexta-feira, dia 31, às 15h, audiência pública para debater a falta de política que assegure a saúde dos trabalhadores em Educação. A audiência foi solicitada pela deputada Érika Kokay (PT). Segundo ela, o GDF não pode se omitir como vem fazendo a respeito do assunto e depois ir para imprensa dizer que os educadores estão apresentando atestados falsos. “É preciso descobrir as causas do adoecimento crescente de professores e auxiliares, e, a partir daí, elaborar políticas públicas que possam atacar esses problemas”, afirmou a parlamentar, que em mais de uma vez acompanhou a diretoria do Sinpro em visita à Gerência de Perícia Médica-Odontológica da Secretaria de Educação e constatou a precariedade do atendimento no local. Para a deputada, ao invés de tentar desqualificar os professores, até mesmo insinuando que eles possam estar cometendo crime, o secretário deveria debater e elaborar um programa de prevenção às doenças. “Esperamos que o governo, desta vez, compareça à audiência e realmente discuta a questão”, afirmou ela. A audiência será realizada no Plenário da Câmara.
Caso Carlos Mota: Justiça realiza primeira audiência
Jornalista: sindicato
O professor Carlos Mota foi assassinado na madrugada do dia 20 de junho de 2008. Quatro meses depois, no dia 25 de outubro, foi feita a primeira audiência de instrução do processo judicial que busca esclarecer as ações dos quatro suspeitos: Gilson Oliveira, de 31 anos, Carlos Lima do Nascimento, 22 anos, Benedito Alexandro do Nascimento, 20 anos, e Alessandro José de Sousa, 19 anos. Dos acusados, apenas Gilson nega ter tido participação no crime. A audiência ouviu nove das 22 testemunhas do caso, sendo que sete foram dispensadas de prestar depoimento. Os trabalhos devem prosseguir no dia 31 de outubro, quando serão ouvidas as testemunhas restantes e os próprios acusados.
A polícia acredita que Carlos Mota foi morto por atrapalhar os negócios dos traficantes ao redor da sua escola. Três dias antes do assassinato, Carlos esteve em cada uma das salas pedindo aos alunos que denunciassem à polícia qualquer atitude estranha envolvendo ameaças ou drogas, e em outras ocasiões o professor pediu policiamento extra para sua escola.
Durante a primeira audiência do caso, a promotoria buscava mostrar a ligação entre Gilson e o tráfico de drogas na região. Para isso, chamou como testemunha Joalisson Pires Faria, um rapaz de 17 anos que estudava na mesma escola onde Carlos Mota lecionava. Joalisson afirmou ter visto Gilson utilizando cocaína, mas deu depoimentos contraditórios sobre o fato de Gilson ser ou não um traficante. Pressionado pela defesa, Joalisson admitiu que jamais havia visto Gilson vendendo drogas, mas que desconfiava que o mesmo fosse um traficante porque sempre andava com uma grande quantia de dinheiro.
A relação entre os dois é complexa, pois Joalisson devia dinheiro a Gilson, que foi à escola diversas vezes para ameaçar Joalisson e cobrar a dívida, causando atrito com um dos monitores da escola, Paulo Roberto. Na noite imediatamente anterior ao assassinato, Gilson esteve na escola para esclarecer rumores de estaria ameaçando Paulo, em uma reunião que terminou amigavelmente, segundo testemunhas.
Ainda não está clara a ligação entre os acusados. Alessandro conhecia todos os suspeitos, mas Gilson apenas tinha contato com Alessandro. Baseada nesse fato, a defesa de Gilson buscou negar que ele teria contato com os outros. Essa versão foi negada por Geisiane Durães Bessa, filha do dono do Bar do Seu Miguel, onde ela afirma que os acusados se reuniram antes do crime. Ela não ouviu o conteúdo da conversa, mas garante que os quatro acusados estiveram juntos.
Na falta de testemunhas diretas do assassinato, tanto defesa quanto promotoria buscavam criar um perfil psicológico dos acusados. Rosilene Xavier de Souza, ex-namorada de Gilson, disse que ele “gostava de beber e arrumar confusão, guardava muita raiva das pessoas” e que “tinha fama na comunidade como uma pessoa drogada e bandida”. Mas Rosilene também disse que ele era uma pessoa trabalhadora, e que se dedicava à construção das sete às dezoito horas. Sobre os outros réus, foi dito que Alessandro era uma pessoa tranquila, mas que gostava de matar aulas, que Carlos Lima aparentemente tinha abandonado a escola e tinha fama de usuário de drogas, e que Benedito Alexandre teve a sua renovação de matrícula rejeitada por excesso de faltas.
O acompanhamento do caso deve prosseguir nesse dia 31, quando serão ouvidos os próprios acusados e as testemunhas restantes. Caso Carlos Mota: Justiça realiza primeira audiência
O professor Carlos Mota foi assassinado na madrugada do dia 20 de junho de 2008. Quatro meses depois, no dia 25 de outubro, foi feita a primeira audiência de instrução do processo judicial que busca esclarecer as ações dos quatro suspeitos: Gilson Oliveira, de 31 anos, Carlos Lima do Nascimento, 22 anos, Benedito Alexandro do Nascimento, 20 anos, e Alessandro José de Sousa, 19 anos. Dos acusados, apenas Gilson nega ter tido participação no crime. A audiência ouviu nove das 22 testemunhas do caso, sendo que sete foram dispensadas de prestar depoimento. Os trabalhos devem prosseguir no dia 31 de outubro, quando serão ouvidas as testemunhas restantes e os próprios acusados.
A polícia acredita que Carlos Mota foi morto por atrapalhar os negócios dos traficantes ao redor da sua escola. Três dias antes do assassinato, Carlos esteve em cada uma das salas pedindo aos alunos que denunciassem à polícia qualquer atitude estranha envolvendo ameaças ou drogas, e em outras ocasiões o professor pediu policiamento extra para sua escola.
Durante a primeira audiência do caso, a promotoria buscava mostrar a ligação entre Gilson e o tráfico de drogas na região. Para isso, chamou como testemunha Joalisson Pires Faria, um rapaz de 17 anos que estudava na mesma escola onde Carlos Mota lecionava. Joalisson afirmou ter visto Gilson utilizando cocaína, mas deu depoimentos contraditórios sobre o fato de Gilson ser ou não um traficante. Pressionado pela defesa, Joalisson admitiu que jamais havia visto Gilson vendendo drogas, mas que desconfiava que o mesmo fosse um traficante porque sempre andava com uma grande quantia de dinheiro.
A relação entre os dois é complexa, pois Joalisson devia dinheiro a Gilson, que foi à escola diversas vezes para ameaçar Joalisson e cobrar a dívida, causando atrito com um dos monitores da escola, Paulo Roberto. Na noite imediatamente anterior ao assassinato, Gilson esteve na escola para esclarecer rumores de estaria ameaçando Paulo, em uma reunião que terminou amigavelmente, segundo testemunhas.
Ainda não está clara a ligação entre os acusados. Alessandro conhecia todos os suspeitos, mas Gilson apenas tinha contato com Alessandro. Baseada nesse fato, a defesa de Gilson buscou negar que ele teria contato com os outros. Essa versão foi negada por Geisiane Durães Bessa, filha do dono do Bar do Seu Miguel, onde ela afirma que os acusados se reuniram antes do crime. Ela não ouviu o conteúdo da conversa, mas garante que os quatro acusados estiveram juntos.
Na falta de testemunhas diretas do assassinato, tanto defesa quanto promotoria buscavam criar um perfil psicológico dos acusados. Rosilene Xavier de Souza, ex-namorada de Gilson, disse que ele “gostava de beber e arrumar confusão, guardava muita raiva das pessoas” e que “tinha fama na comunidade como uma pessoa drogada e bandida”. Mas Rosilene também disse que ele era uma pessoa trabalhadora, e que se dedicava à construção das sete às dezoito horas. Sobre os outros réus, foi dito que Alessandro era uma pessoa tranquila, mas que gostava de matar aulas, que Carlos Lima aparentemente tinha abandonado a escola e tinha fama de usuário de drogas, e que Benedito Alexandre teve a sua renovação de matrícula rejeitada por excesso de faltas.
O acompanhamento do caso deve prosseguir nesse dia 31, quando serão ouvidos os próprios acusados e as testemunhas restantes.
Ato diz basta às políticas neoliberais do governo Arruda
Jornalista: sindicato
Na próxima quarta-feira (29), a Coordenação dos Movimentos Sociais no DF (CMS-DF) e a CUT realizam ato unificado contra as políticas neoliberais do governo Arruda e em defesa do DF. A ação foi impulsionada pelo gradual desmonte dos serviços públicos de saúde, educação, transporte e moradia, e a insatisfação com as políticas do atual governo local, que desrespeitam a dignidade dos cidadãos da região e aumentam a insegurança, a desigualdade e a segregação nas cidades.
A concentração do ato será às 10 horas, em frente ao Centro Administrativo do GDF (Buritinga). Os organizadores do evento disponibilizaram ônibus em todas as cidades para transportar os manifestantes até o local do ato.
Mais informações pelos telefones (61) 9942-8050 e (61) 9696-5195.
Ato contra a terceirização do Hospital de Santa Maria
Jornalista: sindicato
No próximo dia 25, a CUT-DF, o Sindsaúde, várias entidades sindicais e sociais e a população em geral se reunirão em frente ao Hospital de Santa Maria, às 9 horas, para realizar um ato contra a terceirização do hospital.
A Central vem atuando fortemente, através de debates, encontros e fóruns, para reverter a decisão formalizada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no dia 9 de setembro. Na discussão, o Conselho de Saúde conseguiu aprovar por seis votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção para a mudança na gestão da unidade de saúde. Mas o hospital só terá os atendimentos liberados após o envio da decisão ao Tribunal de Contas do DF e publicação do documento no Diário Oficial do DF. Feito isso, poderá ser iniciado o processo de escolha da entidade que irá gerir o hospital.
“Nós somos terminantemente contra a terceirização do Hospital de Santa Maria. Isso não resolve os problemas da população, o que resolve é o investimento no que temos hoje. O que falta são recursos humanos e investimento nas ações básicas de saúde”, defendeu Jefferson Bulhosa, secretário-geral da CUT/DF e do SindSaúde/DF.
MAIS DE R$ 100 MILHÕES INVESTIDOS EM TERCEIRIZAÇÃO Inaugurado em abril, o Hospital de Santa Maria tem sete blocos de seis andares cada um e 384 leitos, sendo 44 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O GDF investiu aproximadamente R$ 102 milhões e o governo federal, R$ 8 milhões na construção do hospital, que vai atender uma população de cerca de 120 mil pessoas.
A proposta de terceirizar a gestão do Hospital Regional de Santa Maria foi anunciada pelo governador José Roberto Arruda no dia da inauguração, em 30 de abril. . Por: Vanessa Galassi, da CUT/DF