Professora lança 2° edição de livro sobre respeito às diferenças

A professora Geiziane Santana dos Reis lançou, neste mês, mais uma edição do livro O Reino das Cores. O livro é a 2º edição da obra já publicada por ela em 2018, com o intuito de abordar o respeito às diferenças, o diálogo, e a união. O enredo conta com uma narrativa simples, na qual cores são usadas para representar as pessoas e seus mundos, além de abordar as cores de forma lúdica e atrativa.

No livro, a autora aborda linhas de questionamentos como: e se o mundo fosse todo de uma só cor? Teria a mesma graça e esplendor? O Reino das Cores é uma história que fala exatamente sobre isso. A história é narrada sobre sete reinos, cada um com uma única cor, porém, as cores entram numa disputa para mostrar qual era a mais bonita e importante. No fim, elas descobrem que isso não é o principal, e que juntas poderiam criar algo encantador.

Geizy Reis, como gosta de ser chamada, é pedagoga especializada em orientação educacional e psicopedagogia, além de ser professora efetiva na rede pública há nove anos, atuando em turmas dos anos iniciais ao ensino fundamental.

“O livro foi um sonho que surgiu em 2010 ainda como professora do contrato temporário, para desenvolver um projeto de reagrupamento extraclasse em uma escola classe de Samambaia. Inicialmente não era um livro, apenas uma história escrita por mim, com intuito de atingir os objetivos de aprendizagem do projeto, trabalhando com valores diversos”, conta ela.

A história do livro traz uma escrita simples em forma de conto, com uma linguagem fácil, abordando o respeito às diferenças como tema central. “Desde 2018 venho realizando visitas a escolas, realizando a contação da história do livro, juntando o amor pela leitura, o amor pelo teatro infantil, espalhando as cores deste livro por aí”, diz Geizy.

Aos leitores interessados, o livro está disponível para venda nas seguintes lojas virtuais: Amazon, Lojas Americanas, Estante Virtual, Magalu, Mercado, Submarino e Livraria Asabeça.

Contato com a autora pelo e-mail: geizyreis@gmail.com ou pelo Instagram: @geizyreis

2º edição do livro: O Reino das Cores

Professora pede doação de sangue para salvar a vida da irmã

Irmã de professora precisa urgentemente de doação de sangue. Periciana Nunes Silva está internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no Hospital Home de Brasília há 19 dias, lutando pela vida.

A família pede a colaboração de todos e todas para se unirem nessa corrente de doação pela vida da paciente.

Onde doar:
Hemoclinica SHLS 716 – Bloco C, Entrada B, Terreo.
Centro Médico de Brasília

Horário de doação: Segunda a sábado das 07h às 12h.

Doe, e ajude a salvar a vida de Periciana!


ONG promove campanha de ajuda a pacientes com câncer

Periodicamente, o Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN) realiza campanhas para ajudar pacientes com câncer da rede pública de saúde do DF e entorno, em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Dessa vez, a campanha é direcionada a Leonaldo Freitas.

Leonaldo tem 45 anos e é morador da cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO). Ele tem câncer na boca e na laringe em estágio avançado e, para custear seu tratamento, são necessários, em média, R$ 1,5 mil por mês.

O CTCAN é uma organização não governamental (ONG) sediada em Samambaia Norte, e atua desde outubro de 2021 dando apoio psicológico, financeiro e alimentar a pacientes oncológicos do DF e entorno que não têm condições de custear os tratamentos de saúde.

“Hoje, estamos ajudando 18 pacientes com câncer e 40 famílias em situação de vulnerabilidade social. Além disso, auxiliamos o Lar de Idosos de Santo Antônio do Descoberto. Ajudamos esses pacientes no que o SUS não dá suporte. Por exemplo: suplemento alimentar, transporte até o local de tratamento, alguns remédios, etc”, afirma o coordenador do projeto, Alisson Molina.

Ajude
Interessados em colaborar com a campanha de auxílio a pacientes com câncer podem realizar PIX de qualquer valor para o CNPJ: 44.003.022/0001-80. As doações também podem ser feitas por transferência bancária, para a Agência 079, conta corrente 079.014513-8 – Banco de Brasília (BRB). Quem preferir, também pode doar na sede do CTCAN, que fica na QR 401 Conjunto 06 Lote 26 Casa 02 em Samambaia Norte.

Para mais informações sobre o CTCAN, acesse a página oficial da instituição no Instagram @ctcancerbsb.

Leonaldo e família precisam de ajuda pra arcar com despesas do tratamento contra o câncer

19º edição do Programa descomplicando

Vai ao nesta quarta-feira (12), a 19ª edição do programa De$complicando, com Dão Real Pereira dos Santos, auditor fiscal, vice-presidente do IJF (Instituto Justiça Fiscal) e integrante do Coletivo Auditores Fiscais pela Democracia. Ele também faz parte da coordenação da Campanha Tributar os Super-Ricos.

O programa é exibido quinzenalmente, durante às quartas feiras, com o principal objetivo de tratar com uma linguagem simples e acessível temas sobre a tributação no país e o que precisa ser mudado para termos justiça fiscal.

As lives são exibidas às 17h, na página oficial da campanha Tributar os Super-Ricos e também no facebook do Sinpro. O projeto é uma parceria da Rede Soberania, Brasil de Fato RS, Instituto Justiça Fiscal, Democracia e Direitos Fundamentais e a Campanha Tributar os Super-Ricos, com o apoio do Sinpro-DF. 

‘Nem todas as crianças vingam’: pedagogia da violência pode matar o país

Ana Flávia Magalhães Pinto

Ano acabando, verão chegando e aquela vontade sincera de esquecer o que não foi bom, abandonar as incertezas da vida, zerar o jogo… Mas não dá! Enquanto o governo federal insiste em acenar positivamente para quem até hoje recusa vacinas contra a covid-19, a gestão do agravamento da fome, do desemprego e da violência é feita sem políticas públicas adequadas ao seu efetivo enfrentamento.

A imagem do país acolhedor e vibrante, acionada pelo setor de turismo para superar os prejuízos econômicos do longo período de pandemia, não bate com o Brasil que é a quinta nação com a maior taxa de feminicídio no mundo, a primeira das Américas em homicídios de pessoas LGBTQIA+ e apresenta dados alarmantes acerca das mortes violentas de crianças e adolescentes.

Entre 2016 e 2020, 35 mil pessoas de 0 a 19 anos foram assassinadas, uma média de 7 mil vidas perdidas por ano, segundo o Panorama da violência letal e sexual contra crianças e adolescentes no Brasil, publicado pelo UNICEF e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em outubro deste ano. O relatório confirma ainda a gravidade de um problema estrutural de longa data: o racismo.

Não se pode tapar o Sol com a peneira. Eram negros 68% dos adolescentes e crianças mortos violentamente com idade entre 5 e 9 anos e 80% dos que tinham entre 10 e 14 anos. Esses e outros números da desigualdade racial verificados em séries históricas estão aí para desencorajar posturas negacionistas, ainda mais quando associados a nomes e imagens de rostos infantis.

Pelo menos é assim que, por exemplo, se apresentam a mim as fotografias de Lucas Matheus da Silva, 9 anos, Alexandre da Silva, 11, e Fernando Henrique Ribeiro Soares, 12. Eles ficaram conhecidos nos últimos meses como “os garotos de Belford Roxo”. Na manhã de 27 de dezembro de 2020 – dois dias depois do Natal -, o trio desapareceu após ter saído de casa para brincar numa quadra de esportes no bairro do Castelar, no município da Baixada Fluminense.

Segundo o inquérito da Polícia Civil concluído na semana passada, eles foram torturados e mortos por integrantes do Comando Vermelho (CV) na tarde daquele domingo. Um acabou não suportando o espancamento, o que levou à execução dos outros dois. O motivo? Eles teriam furtado uma gaiola de passarinhos do tio de um traficante. Era preciso dar um castigo exemplar para evitar furtos na comunidade.

Ainda segundo as investigações, os principais envolvidos na morte e no desaparecimento dos corpos teriam sido também assassinados por ordem da cúpula do CV em decorrência da repercussão do caso. Trata-se do retrato de uma tragédia que aprendemos a chamar de normalidade.

A desproporção entre o ato dos meninos e o desfecho dado por adultos assusta quem se nega a naturalizar o cotidiano do terror. Há quem até coloque em dúvida essa narrativa tão bem amarrada e oferecida pela polícia. Todavia, ela tem lastro de verossimilhança, ou seja, está de acordo com a nossa realidade, em que se articulam a violência do tráfico, das polícias, das milícias e de outras tantas pessoas com boas e más intenções.

Lamentavelmente, a pedagogia da violência aplicada em larga escala, sobretudo, contra crianças e adolescentes negras e negros vem de longe. Tanto que tem moldado a maneira como a sociedade se relaciona com os diferentes perfis da infância no Brasil. Isso explica por que tanto gente branca quanto pessoas negras compartilham a ideia de que crianças negras e pobres são a priori um “problema social”, devendo ser, portanto, objeto de vigilância e repressão.
A essa altura, você pode ter se perguntado: Como foi que a gente chegou a este ponto?

 

Machado de Assis te ajuda a entender

Embora a história não forneça as respostas para evitar os erros do presente, o estudo crítico desses conteúdos é um importante exercício para o entendimento sobre como certas práticas foram se tornando costumes. Uma vez tornadas hábitos, elas muitas vezes impedem a superação de equívocos individuais e coletivos compartilhados entre gerações.

A princípio, pode parecer estranho chamar Machado de Assis para esta conversa sobre o desprezo contra a vida de crianças negras no século 21. Porém, a literatura é fonte histórica e eu te garanto que acionar os escritos machadianos pode nos ajudar a falar sobre esse tema com mais humanidade.

Muita gente ainda acredita que o grande escritor da literatura brasileira tenha ignorado, na vida e em seus escritos, as questões que afetavam gente negra nos anos de escravidão e nas primeiras décadas do pós-abolição, mesmo sendo ele também um homem negro – mulato, como preferem alguns.

Para desmentir essa impostura, bastaria coragem para ler especialmente suas crônicas e contos e tomar conhecimento sobre suas redes de amizade e atuação social. Em 1906, quando a abolição da escravidão já alcançava a marca de 18 anos, Machado publicou o livro Relíquias da Casa Velha, uma coletânea de contos na qual encontramos o texto intitulado “Pai contra Mãe”.

Ali o narrador começa satirizando o empenho de muitos para não ouvir os ecos do escravismo e dos constrangimentos de natureza racista a que até mesmo pessoas negras livres eram submetidas. Ele recua no tempo e foca nos dilemas do personagem Cândido Neves, homem branco pobre que não gostava de ter patrão, mas que se viu encurralado diante das dificuldades para garantir o sustento do filho que acabara de nascer.

Sem muitos talentos e virtudes, Candinho se lançou ao ofício de “caçador de escravos fugidos”. A escolha fez com que o caminho dele se cruzasse com o de Arminda, uma mulher negra escravizada que se pôs em fuga grávida para proteger seu bebê. Quando ele desesperançoso já se dirigia à “Roda dos Enjeitados” para abandonar seu filho à caridade, o pai branco avistou a mãe negra.

Seu impulso paternal e outros costumes aprendidos numa sociedade escravista e racialmente organizada lhe fizeram indiferente à situação da gestante. Uma vez capturada, Arminda acabou abortando após muito lutar por liberdade.

Com a recompensa em mãos e o filho no colo, Cândido Neves volta para casa, onde abençoa a fuga, não manifesta qualquer remorso por ter provocado o aborto e arremata: “Nem todas as crianças vingam”. A partir dessa versão antiga do bordão “Vida que segue”, tão utilizado em nossos dias para encerrar conversas tristes, crianças negras podem ser apagadas metafórica e empiricamente como se isso fosse um desfecho normal, sem ninguém assumir responsabilidade de fato pela tragédia.

Ocorre que as mortes tanto das crianças negras da ficção quanto as da vida real – como Lucas, Alexandre, Fernando Henrique, Miguel Otávio, Emilly Victoria, Rebeca Beatriz e tantas outras milhares que formam as estatísticas – exigem mais de nós.

Familiares dos “garotos de Belford Roxo” anunciaram que farão uma passeata no próximo dia 27 [nota do Sinpro: dia 27/12/2021], vestindo roupas brancas, levantando cartazes para pedir um pouco de paz e a recuperação dos corpos. Importa dar um sepultamento digno a eles.

Em Recife, Mirtes Renata, a mãe do menino Miguel, encerrará mais um ano na luta para impedir que os advogados de defesa transformem o garoto morto após ter sido abandonado por Sari Corte Real no elevador de um prédio de luxo no responsável por sua própria queda do nono andar. O Ministério Público pediu a condenação de Sari. Veremos.

Brasil afora, outras mães e pais empreendem esforços por justiça. E qual é a nossa participação nisso tudo? Basta fazer coro para que haja punição exemplar nos termos da lei ou por justiçamento para quem leva ao limite o desprezo a crianças negras com o qual nos acostumamos a conviver?

*Ana Flávia Magalhães Pinto é integrante da Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros

Artigo originalmente publicado no UOL

O amor e o videogame

Intertextualidade com Drummond

Zé e o sentimento do mundo é o primeiro livro da professora da SEDF Karine Faustino. Conta a história de um menino e seu amigo videogame.

O menino Zé tem sentimentos que o videogame não tem. Ele não consegue entender esses sentimentos, então procura uma forma de expressão. Encontra na poesia que sua professora leu em sala de aula.

O livro estimula o autoconhecimento e a expressão de sentimentos por meio da escrita.

O título do livro faz alusão à obra Sentimento do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, trabalha a intertextualidade e abre caminhos para a professora apresentar às crianças o gênero poesia. 

As ilustrações do livro foram feitas por Calebe Souto, um ex-aluno de Karine, que sempre gostou de desenhar e, agora, investe em cursos de ilustração.

O livro pode ser adquirido pelo Instagram na professora Karine.

Um gatinho inclusivo

O Meguinho Sapeca conta a história do gato Meguinho e seu dono, Juca, que o protege e ensina. Juca tem um amigo, com quem conversa em língua de sinais.

O livro fala de amizade, respeito e gratidão, e também ensina o respeito às diferenças linguísticas. Ao se relacionar com o amiguinho surdo de Juca, Meguinho faz o universo dos surdos e da Língua de Sinais interagir com o mundo de crianças, pais e professores ouvintes. É esse o objetivo central da obra: a comunicação e a interação entre crianças surdas e ouvintes.

Professora Arlene e a neta Giulia, ilustradora do livro.

“O personagem principal se relaciona em determinado momento com uma criança surda. Isso insere na obra a Língua Brasileira de Sinais, e a leva ao contato com crianças, pais, professores e demais envolvidos.”

Arlene Muniz, a autora do livro, é especialista em artes visuais e administração escolar. É aposentada da SEEDF, onde atuou como pedagoga e coordenadora dos professores de alunos surdos do Gama. Ela é artista plástica, artesã e desenvolve projetos pedagógicos como voluntária. Também é membro do Movimento de Afrodescendentes de Brasília, Madeb.

O Meguinho Sapeca é a primeira obra de sua autoria exclusiva, mas ela já publicou Texto Didático na Série Planejamento e Gestão Ambiental, da Universidade Católica de Brasília; já participou com a poesia “Homenagem a Paulo Freire” no Projeto do Centenário de Paulo Freire do Sinpro/2021; também participou da Antologia aos pais, com a Poesia “Meu padrasto amoroso” e com o Conto “O padrasto de Lene” e da Coletânea “Um Padrasto Amoroso”, tudo pela editora Apena. E agora, em 2022, o lançamento do Livro Infantil “O Meguinho Sapeca”.

A obra permite trabalhar com as crianças o desenvolvimento da linguagem oral e a capacidade de concentração e escuta, a ampliação do vocabulário dos ouvintes e a capacidade de organização de pensamentos, o prazer e a alegria proporcionados pela leitura e pelas brincadeiras, a capacidade de contar e recontar histórias, trabalhar o respeito às diferenças, além de inserir a Língua Brasileira de Sinais (Libras) na literatura infantil, para que as crianças ouvintes tenham uma introdução à comunicação com a pessoa surda.

O livro ainda recebeu uma colaboração muito especial: Giulia Leão, a neta da professora Arlene, ilustrou o livro aos 6 anos de idade.

O Meguinho Sapeca está à venda no site da editora Apena, e no site da professora Arlene tem os links para comprar o livro e para acessar uma série de atividades pedagógicas elaboradas pela própria professora. “Tenho feito o material [didático] adaptado em Libras e também alguns em braile, para ser mais inclusivo”, conta a professora.

A professora Arlene também faz contação de história desse livro nas escolas do DF.  Os interessados podem entrar em contato com a professora pelo whatsapp (61) 98598-5578.

Morre de câncer a escritora Lya Luft

A diretoria colegiada do Sinpro-DF lamenta a morte da escritora Lya Luft, aos 83 anos, na manhã desta quinta-feira (30), em sua casa em Porto Alegre (RS). Em maio, a autora da obra Pensar É Transgredir foi diagnosticada com um melanoma, tipo agressivo de câncer de pele. Considerada uma das mais importantes autoras da literatura brasileira contemporânea, ela escreveu mais de 31 títulos, entre romances, poemas, contos, crônicas, ensaios, infantil e um livro de memórias.

 

De descendência alemã, ela nasceu em 15 de setembro de 1938, em Santa Cruz do Sul.  A escritora deixa o marido, Vicente de Britto Pereira, e os filhos Suzana e Eduardo. Ela também tinha sete netos. Segundo levantamento da imprensa, a doença já havia produzido metástase e, na semana passada, dia 21/12, ela foi liberada para ficar em casa com a família.

 

Em 2020, ela lançou As Coisas Humanas, um compêndio com reflexões sobre a morte de seu filho André (1966-2017). André Luft faleceu de parada cardiorrespiratória, em 2/11/2017, aos 51 anos, enquanto surfava na Praia do Moçambique, em Florianópolis.

 

Em 1963, com 25 anos, Lya Luft se casou com Celso Pedro Luft, um ex-irmão marista, 19 anos mais velho do que ela. Ele abandonou a batina para se casar com ela. Conheceram-se durante uma prova de vestibular para a qual ela chegara atrasada. O casal teve três filhos: Susana (1965), André (1966-2017) e Eduardo (1969).

 

Em 1985, Celso e Lya se separaram, e ela passou a viver com o psicanalista e também escritor Hélio Pellegrino, falecido em 1988. Participou da efervescente vida literária carioca nos anos 1990. Em 1992, Celso e Lya voltaram a casar. Ele morreu em dezembro de 1995, após 2 anos de enfermidade.

 

Em 1964, ela estreou na ficção com a obra Canções de Limiar. A partir daí publicou mais de trinta livros e traduziu para o português clássicos estrangeiros, como obras de Hermann Hesse, Rainer Maria Rilke e Virgínia Woolf.

 

Considerada uma das maiores escritoras brasileiras do século 20, a autora deixa uma obra poética que influenciou contemporâneas e os aspirantes da nova geração literária do País. Com sua prosa potente, elogiada pela imortal Nélida Piñon.

 

Na imprensa, ela publicou em diversos veículos, crônicas e artigos sobre literatura e sociedade, tendo destaque, em 2020, quando declarou que se arrependeu do voto em Jair Bolsonaro (PL). Em 2013, levou o prêmio da Academia Brasileira de Letras na categoria Ficção, Romance, Teatro e Conto, por O Tigre na Sombra. Em 1996, recebeu o prêmio de ficção da Associação Paulista dos Críticos de Arte, um dos mais importantes do País. Trechos de sua obra viralizaram nas redes sociais, sendo muitos deles verídicos, outros falsamente atribuídos à escritora, que teve best-sellers como Perdas e Ganhos (2003). Ela era publicada pela editora Record, que confirmou a perda.

Projeto Teatro Rodas Colaborativo fortalece laços de fraternidade e autonomia dos estudantes na Escola Parque 210/211 Sul

Todos e todas sabemos que o período que a pandemia da covid-19 vem durando trouxe desafios inimagináveis há pouco tempo. Para a escola, foi muito mais que um momento de reinventar-se, foi um momento que demandou dos profissionais da Educação muito mais trabalho ainda do que já estavam habituados a ter. Familiarizar-se com ferramentas tecnológicas, criar novos métodos de ensino-aprendizagem, cuidar da sanidade mental sua, dos colegas, dos estudantes. Preocupar-se, mais do que nunca, com o acesso dos estudantes aos conteúdos.

Foi nesse contexto que a professora Elisabete Ferreira da Cunha de Sousa, conhecida como Bete Cunha, criou o projeto Teatro Rodas Colaborativo na Escola Parque 210/211 Sul, com seus estudantes de 4º e 5º anos. “Era um momento atípico, no qual foi preciso pesquisar e estudar bastante para trabalhar as emoções, linguagem corporal, elementos de teatro… Tudo mediado pelas tecnologias, sem a presença física”, conta Bete.

Um dos objetivos da professora Bete era trabalhar a autoestima dos estudantes, bem como questões sociais e ambientais, de forma lúdica. O acesso desigual a equipamentos e conexão de qualidade representaram um obstáculo, mas Bete não se intimida diante de desafios. “O apoio das famílias foi fundamental”, lembra ela. “Em alguns casos, os estudantes partilhavam a internet com vizinhos”, conta.

       

Com o retorno presencial híbrido dos estudantes à escola, os desafios se renovaram. A necessidade latente de manter os cuidados, sobretudo o uso de máscaras de proteção e a garantia do distanciamento social, combinou-se com a dinâmica do teatro, que exige contato. “Teatro é ao vivo, aquele momento, as emoções, as pessoas que estão lá e sentem o calor, os cheiros, as sensações”, destaca Bete. Os figurinos, as maquiagens, o cenário, tudo compõe a abordagem teatral de determinado tema; e tudo isso foi deslocado dentro da dinâmica imposta pela pandemia.

“Neste projeto resolvi fazer um trabalho onde a questão principal foi o meio ambiente. E então, tentei através do teatro dialogar com os estudantes sobre essas questões ambientais e também não deixando o lúdico lado”, explica Bete. “Depois de muito pesquisar, resolvi trabalhar mesmo a linguagem corporal, símbolos, com as músicas e o figurino identificando as personagens, trabalhando essa simbologia das roupas e das músicas”. Ela conta que a criação das histórias é discutida em sala de aula e com a comunidade: “Assim os estudantes puderam passar a mensagem deles, com muita motivação, muita felicidade, muito envolvimento por parte deles e minha também”.

As atividades e histórias culminaram com a apresentação de quatro exercícios, dos quais três tinham como tema o meio-ambiente. O quarto exercício foi construído a partir de pedaços de histórias escolhidos pelos estudantes, e se chamou Fragmentos. “A Escola Parque 210/211 Sul é uma escola que sensibiliza os estudantes para as áreas de artes, teatro, música e educação física. Nesse sentido, procurei trabalhar com os estudantes essa sensibilização, dando o norte para que eles pudessem caminhar sozinhos, fazer suas próprias escolhas para pensar questões sociais, questões ambientais”, destaca Bete.

Bete Cunha é professora aposentada da rede pública de ensino do Distrito Federal, e nos últimos anos tem trabalhado em regime de contrato temporário. No projeto Teatro Rodas Colaborativo, ela contou com a participação da sua colega Maria Regina Sousa Saraiva Nazareno, também professora aposentada da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal e ex-professora da Escola Parque 210/211 Sul; de Letícia Cunha, ex-aluna da escola e atualmente mestranda em Artes Cênicas na Universidade Federal do Maranhão; Gabriel Tavares da Cunha, ex-aluno; e Briza Mantzos, também ex-aluna da e atualmente estudante da Universidade de Brasília em Licenciatura em Artes Cênicas.

Letícia Cunha destaca a importância da autonomia dos estudantes e de eles se compreenderem enquanto um coletivo dentro de sua diversidade: “Nós possibilitarmos aos estudantes um espaço para eles serem autônomos, para eles pensarem juntos, para eles produzirem juntos, faz com que eles se sintam parte daquilo, integrante daquilo e isso permite fazer com que eles pensem também nas possibilidades. Então quem tem mais habilidade e que ajudar na maquiagem sinta-se à vontade para ajudar na maquiagem, ou na iluminação, sonoplastia… Toda essa parte colaborativa que eles podem ajudar e está estimulando é muito importante para que eles se reconhecem enquanto participantes e para estarem ativos no processo, mas também para eles experimentarem as possibilidades que o teatro permite, não existem só atores e atrizes também tem uma série de outras áreas que eles podem atuar”.

 

Educação pública durante a pandemia é tema de livro que será lançado nesta 4ª-feira no CCBB

Obra é organizada por quatro professores da rede pública que são também doutorandos em Educação

Maíra Vieira Amorim Franco, Danyela Martins Medeiros, Fernando Santos Sousa e Leonardo Bezerra do Carmo são doutorandos em educação e organizadores da coletânea de artigos acadêmicos “Educação pública no DF durante a pandemia da Covid-19: desafios do ensino remoto”. O livro traz relatos de experiências e artigos de vários professores da rede pública de ensino do DF, com os trabalhos realizados nas escolas durante o ensino remoto.

“O cenário do ensino remoto, imposto pela pandemia da Covid-19, abriu a possibilidade de compartilhar com a sociedade, sobretudo com a comunidade escolar do Distrito Federal, estudos e pesquisas relacionados a este momento inédito e de muitos desafios para a educação.”, conta Maíra Franco.

Segundo a professora, o objetivo da obra é “disponibilizar registros desse período para a historicidade na Secretaria de Estado de Educação do DF, tendo em vista os desafios e possíveis consequências para o ensino público no Distrito Federal.”

O livro será lançado nesta quarta-feira, 22/12, no Carpe Diem do Centro Cultural Banco do Brasil, às 19h.

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