CONADE: Pelo direito a eleições democráticas

A CUT Brasil, por meio de seu Coletivo Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência e da Secretaria Nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos, vem a público manifestar sua indignação e repúdio ao edital nº 27/2021, publicado no Diário Oficial da União (DOU) do dia 03 de dezembro de 2021, que estabeleceu normas para um processo seletivo das organizações nacionais da sociedade civil para composição do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CONADE) para o  mandato de 2022 a 2025.

É imperativa a retomada do CONADE e se faz necessário um edital, mas dentro dos princípios democráticos já estabelecidos na Constituição Federal. O Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, foi criado em 1999, é o organismo maior de controle social das pessoas com deficiência, responsável pela articulação, formulação e fiscalização de toda a legislação e garantia dos direitos das pessoas com deficiência de nosso país, tendo sua configuração ratificada e alterada pelas quatro conferências nacionais ocorridas entre 2004 e 2016.

Dessa forma entendemos que o referido edital fere os preceitos democráticos de eleições livres para a composição do novo mandato do CONADE, sendo definido um processo seletivo sem precedentes na história do controle social das pessoas com deficiência, contradizendo ainda, as deliberações da III Conferência Nacional realizada em 2012, que aprovou a ampliação das vagas destinadas para os Conselhos Estaduais e Municipais de Direitos das Pessoas com Deficiência no CONADE. 

Além do processo seletivo antidemocrático, segue a determinação grave do decreto 10.117/2019, que suprimiu totalmente a representação dos conselhos estaduais e municipais, além da AMPID (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência), participante histórica e indispensável ao CONADE.

Cabe ressaltar que em um estado democrático, um órgão de controle social como os conselhos de direitos, só pode funcionar efetivamente se for formado a partir de seus coletivos, com deliberações de suas esferas próprias, da própria população a que se destina.

Não podemos deixar de manifestar nosso veemente repúdio a esse edital, ao mesmo tempo em que tomamos uma posição concreta de não participação nesse processo seletivo, inclusive entrando com uma ação contra a união para a nulidade imediata do referido edital.

As pessoas com deficiência exigem sua participação efetiva por meio de suas organizações representativas em um processo eleitoral transparente, democrático e legítimo.

Coletivo Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT

Secretaria Nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos

FONTE: CUT

NOTA DE PESAR | SÉRGIO BEMFICA DA SILVA

A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica, com imenso pesar, o falecimento do professor Sérgio Bemfica da Silva. Professor de matemática  no Centro de Ensino Fundamental nº 04 de Taguatinga (CEF 04), ele aposentou recentemente.

O professor será velado no Cemitério de Valparaíso de Goiás entre 11h e 13h, desta segunda-feira (20), e, em seguida, seu corpo será  cremado.  

Dedicado e responsável, o professor Sérgio não resistiu a um infarto fulminante, na madrugada desse sábado (18/12), aos 55 anos. Na sua nota de pesar, a direção e colegas do CEF 04 e da Regional de Taguatinga informam que ele era maravilhoso, dedicado e muito responsável.

“Os diários eram impecáveis. Elogiado pelos pais e estudantes nas aulas on-line pela plataforma Google Sala de Aula”, diz a nota.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza com os(as) familiares, os(as) colegas e os(as) amigos(as).

Professora da rede pública do DF ganha Olimpíada de Língua Portuguesa

A rede pública de ensino do Distrito Federal tem mais um motivo para se orgulhar. Pela primeira vez desde 2008, uma professora da Secretaria de Educação do DF conquista a Olimpíada de Língua Portuguesa na categoria Poema. Trabalhando como relato Convite à Poesia, Mayara Almeida Liberino, professora da Escola Classe Monjolo de Planaltina, conquistou o primeiro lugar na categoria Poema 5° ano.

Este ano a Olimpíada trouxe como tema O lugar onde vivo. A partir daí, Mayara começou a trabalhar a temática com seus alunos, sempre mostrando que o lugar onde vivemos vai muito além das nossas casas. “A Olimpíada de Língua Portuguesa já fazia parte do projeto pedagógico da escola. Assumi o projeto e fizemos 47 oficinas para lidar com poemas, sempre on-line. Os alunos e os pais ficaram muito envolvidos, tudo foi fluindo de uma forma muito natural e conseguimos fazer um trabalho bem legal”.

Concurso em nível nacional, a Olimpíada teve 20 mil professores(as) inscritos(as), cada um trabalhando seu relato. Como prêmio, Mayara ganhará um notebook, cada estudante um tablete e um leitor de livro digital, e a escola receberá um acervo de livros.

Crime de bibliocídio

Em “Deus me livros: a bibliofilia na história da Universidade de Brasília”, o professor de literatura da SEEDF e mestre pela Universidade de Brasília Bruno de Alves Borges conta a memória da Universidade de Brasília (UnB) de uma forma totalmente diferente. Ele traz a história do descaso da universidade com livros raros, de valor inestimável, vendidos a quilo para reciclagem – ato que o autor chamou de bibliocídio.

Borges usa a leitura e os vestígios que o ato de ler sempre deixa (com suas anotações marginais e manuscritos inéditos esquecidos em folhas soltas) para analisar a memória de uma devassa ocorrida no ano de 2007.

A Obra estuda bibliotecas particulares de grandes nomes da cultura nacional, como Carlos Lacerda, Eudoro de Sousa, Vera Pacheco Jordão, Agrippino Grieco, Homero Pires, Roberto Lyra Filho, Agostinho da Silva, entre outros.

Patrocinado pela Comissão 50 anos da UnB, trata-se de material original que fala de hábitos da leitura – que o autor chama de “bibliofilia” – mas também fala para todas as pessoas que, como nós, temos na biblioteca um dos lugares fundamentais para a construção dos sujeitos e suas lutas.

O livro está disponível no site da Editora UnB o próprio autor no instagram @brn.a.bgs

Professor aposentado lança livro de poesias no Beirute Sul

Contra as agruras da vida, nada melhor que um bom humor em doses nada homeopáticas. Trazendo um apanhado de brincadeira, gracejo; harmonia e realização (hai kais), o professor aposentado, ex-diretor do Sinpro-DF, José Sóter, autor, em parceria com Renato Matos, da marchinha Com Paulo Freire na Avenida, do Bloco da Educação, lança seu 19º livro de poesias Hai Kanas – Doses Poéticas com o Sarau 68 na próxima quarta-feira (15), a partir das 18h30, no Beirute da 109 Sul.

Segundo o poeta, o livro traz um apanhado escrito ao longo da vida e que têm uma pegada chistencialista, ou seja, de humor, piada e pilhéria. “Sofrer é dose e nada melhor do que uma dose de bom humor”, argumenta Sóter.

José Luiz Sóter entrou para a Fundação Educacional em 1978 e participou ativamente da criação do Sinpro e da grande greve de 1979, como membro do Comando de Greve. Participa da vida cultural da cidade como produtor cultural, poeta, editor e compositor de marchinhas do Bloco Pacotão.

 

Lançamento do livro HAI KANAS DOSES POÉTICAS e SARAU 68

Dia: 15/12/2021

Local: Beirute 109 Sul

Horário: A partir das 18h30

Preço do livro: R$20

A Simplicidade de um rei: uma análise do sucesso de Roberto Carlos

Uma análise sociológica sobre o sucesso do cantor Roberto Carlos. É essa a proposta do livro do professor Marcos Henrique Amaral, da SEEDF. “A simplicidade de um rei: trânsitos de Roberto Carlos em meio à cultura popular de massa” é resultado de sua pesquisa de mestrado, que teve o objetivo de entender e apresentar aos leitores as principais características que permeiam a trajetória de Roberto Carlos.

Considerando a adesão em massa da música pop em nível mundial e a trajetória biográfica do Rei, o objetivo da obra é entender a transformação do artista de homem a ídolo nacional.

Os capítulos do livro vão tratando desses “trânsitos” da persona de Roberto Carlos, que envolvem não apenas estratégias para alavancar a popularidade do artista, mas também auxiliam no processo sócio-histórico e cultural do filho de Lady Laura.

O livro pode ser adquirido no site da Paco Editorial.

A leveza do interior em livro de crônicas e poemas de professora aposentada

Ela é mineira, de São Gonçalo do Abaeté. E também é professora aposentada da SEEDF. Mora aqui no “quadradinho” há 34 anos. Dilma Inês Lucas já havia participado de algumas coletâneas como autora, mas “Dentro de mim… e de Minas” é seu primeiro livro, que foi lançado em sua cidade natal no dia 6 de novembro.

“Dentro de mim… e de Minas” traz a leveza e o linguajar do interior, uma coleção de crônicas e poemas escritos com aquele sotaque mineiro gostoso feito cafezinho recém passado no coador.

Dona Dilma está fazendo saraus nas escolas do DF. Mistura os textos de seu livro com teatro, numa deliciosa roda de prosa. “Meu texto é bem leve, sim. De dureza já basta o telejornal”, disse ao site do Sinpro. Nesses saraus ela apresenta textos como o de “Saudade”:

“Saudade é um botão roubado antes de desabrochar. Uma mão que não pode mais afagar. Uma porta que não se abre. Uma viagem com bilhete só de ida. É a declaração de amor que se calou nos lábios. A semente que se nutre de lágrimas. O tempo é o único remédio, mas é amargo porque tem que ser tomado de minuto em minuto. E às vezes a gente se esquece. É um jardim que tem sempre um canteiro vazio, onde se planta todo dia uma muda de superação e a cada amanhecer tem que se esperar a colheita do consolo: a certeza, ainda que distante, do reencontro lá no jardim da outra dimensão. A morte é do corpo e não do amor que se plantou um dia neste coração.”

Dona Dilma escreve sobre a natureza, sentimentos, questões da mulher, coisas do feminino, e o que mais lhe vier à mente. O texto é leve, suave. Frases curtas como o gole do cafezinho fresquinho.

O livro “Dentro de mim… e de Minas” pode ser adquirido por R$ 20,00 pessoalmente com dona Dilma – “se morar pertinho eu levo!”, ou por R$ 30,00 se tiver que ser enviado pelo correio. Basta entrar em contato com a professora pelo whatsapp: (61) 99636-0603.

E, se você quiser acompanhar os textos de dona Dilma pelo Facebook, o blog “Dilma Inês Lucas – Crônicas e Poemas” está ao alcance de um clique.

Ceilândia: Exibição de longa em Ato em Defesa da Educação Pública

O projeto bolsonarista de implosão da educação é extenso. A começar pelos cortes de verbas, que inviabilizaram mais de 70 mil pesquisas em todo o país (das quais 2 mil relacionadas ao combate à pandemia). Em virtude dessa conjuntura regressiva e difícil para educadores e estudantes, entidades classistas e estudantis da Educação Pública se uniram e convocaram a Semana em Defesa da Educação Pública e Contra os Cortes, com atividades em Brasília-DF e também nos estados e municípios.

Nesta sexta-feira, 10 de dezembro, um dos atos da Semana em Defesa da Educação Pública e Contra os Cortes será a exibição do filme Abraço, na Praça do Cidadão, na Ceilândia, às 18h. O evento contará com a presença do diretor do longa, DF Fiúza.

O longa metragem Abraço traz a história de professores sergipanos que resolvem unir forças para lutar a favor de seus direitos trabalhistas. “Juntos, eles estabelecem um confronto contra o Governo do Estado de Sergipe para garantir que suas conquistas já alcançadas não sejam perdidas. Em uma longa viagem para Aracaju, o grupo de professores tenta convencer os membros do Tribunal de Justiça a não cortarem os cargos dos docentes. Em meio a toda essa movimentação, Ana Rosa (Giuliana Maria) representa as dificuldades enfrentadas por uma mãe, casada com um homem que não a compreende, além de ter a reprovação também vinda de sua mãe, que se mostra uma pessoa machista e retrógrada”, segundo a sinopse do site Adoro Cinema.

Além da exibição do filme de DF Fiúza, haverá grafitagem, batalha de MC’s e rodas de conversa.

Dia do Orientador e da Orientadora Educacional: muito a celebrar e lutar

4 de dezembro é Dia do Orientador e da Orientadora Educacional. A data especial, que por luta do Sinpro hoje integra o calendário oficial da Secretaria de Educação (SEEDF), traz muitos motivos para celebrar e lutar. E para comemorar, o Sinpro-DF realizará um Café Colonial na Chácara do Sinpro no próximo dia 10 de dezembro, a partir de 9h, com debate ‘A quem comunicar a minha dor”, facilitado pela psicóloga Luciane Kozicz. Para participar, inscreva-se pelo link https://sinpro25.sinprodf.org.br/dia-doa-orientadora-2021/.

Pedimos que você confirme sua presença até 5ª-feira, 9 de dezembro, às 14h.

No dia 10 de dezembro, às 8h, um ônibus partirá do Taguapark, em Taguatinga, rumo ao café da manhã na Chácara do Professor. 

Por que celebramos?
Celebramos a importância do trabalho de orientação educacional e a dedicação de todos e todas as profissionais que fazem diferença na trajetória dos(as) estudantes e na construção de uma escola pública de qualidade. “O pedagogo orientador educacional é um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento integral de cada estudante, contribuindo para a formação de um cidadão crítico e participativo na sociedade”, diz o diretor do Sinpro Luciano Matos.

O(a) orientador(a) educacional também é fundamental na relação entre a escola e a comunidade na qual ela se insere, com participação definitiva para evitar situações de bullying, gravidez na adolescência e diversas formas de violência, subtraindo obstáculos que prejudicam o processo de ensino-aprendizagem.

“Em reconhecimento ao importante papel desempenhado por esses profissionais no processo ensino-aprendizagem – e graças à luta do nosso sindicato, apoiada pela categoria –, conseguimos que o Pedagogo-Orientador Educacional passasse a compor a Carreira do Magistério Público, melhorando suas condições de salário e trabalho, isonomicamente com os professores”, destaca a diretora do Sinpro Meg Guimarães.

Celebrar também a luta
Da mesma forma que celebramos o trabalho dos(as) orientadores(as) educacionais e suas conquistas, também lembramos que há muita luta pela frente. Segundo dados de 2020 da própria SEEDF, apenas 1.132 orientadores(as) educacionais atendem 685 unidades escolares e 458.805 estudantes. Hoje, um(a) pedagogo(a)-orientador(a) educacional é responsável por atender 800 estudantes, de acordo com a modulação prevista na portaria nº 14 de janeiro desse ano. A insuficiência de quadro gera um cenário devastador para orientadores(as) educacionais, que enfrentam processos de adoecimento psíquico e de profundo estresse, além dos prejuízos para a qualidade do seu trabalho.

Por isso, uma das lutas mais importantes do segmento atualmente é pela realização de concurso público – o que não acontece desde 2014 – e por uma modulação que garanta melhores condições de trabalho. “Nossa demanda é por uma modulação justa: um orientador para 300 estudantes, para poupar os(as) profissionais do adoecimento, e para garantir a qualidade do trabalho”, afirma Meg. “Não ter orientadores e orientadoras educacionais nas escolas, ou mesmo ter um número muito pequeno desses profissionais, é negar acolhimento a estudantes, professoras e professores, pais, mães e responsáveis, impondo às escolas conflitos de convivência que refletem diretamente no desempenho de estudantes e no desestímulo de professores e professoras”, completa ela.

Confira aqui as principais reivindicações dos orientadores e orientadoras educacionais: https://sinpro25.sinprodf.org.br/educacao-pede-socorro-concurso-para-orientador-educacional-ja/.

 

Exposição traz abordagem da escravidão na sociedade brasileira

No livro História do Negro no Brasil, a professora Marly Rocha Melo aborda a história da escravidão na sociedade brasileira por meio de literatura de cordel. Utilizando uma linguagem poética e de fácil entendimento, para atrair o público infanto-juvenil, a obra relata o sofrimento vivenciado ao longo de três séculos de trabalho escravo em nossa sociedade.

Segundo a educadora, que trabalha com alfabetização há 22 anos, o livro trata da temática de forma mais leve. “É um mergulho pelos bastidores da sociedade brasileira, no período da escravidão, escrita de forma poética, em linguagem direcionada ao público infanto-juvenil”, enfatiza.

O lançamento do livro será no próximo sábado (11), às 17h, no Carpe Diem CCBB (Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Conjunto 22 – Asa Sul). Participe!

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