A partir de um projeto que nasceu em 1978, em um quarto de hotel em São José dos Campos-SP, o professor Alceu Totti Silveira criou um método para formar cientistas inovadores. Com um vasto arquivo de aulas em vídeos, o professor criou nova coleção de livros de Química com seis volumes abrangendo toda a disciplina. O conteúdo também é disponibilizado por QR Code.
Segundo Alceu Totti, o intuito é apresentar a matéria com profundidade para criar “cientistas inovadores”. “Esses 1.153 mil vídeos deram uma coleção inédita em um momento que a Química deixará de ser ensinada pura nas escolas, logo quando a escola pública estará absorvendo os estudantes egressos da particular. Meus seis livros vão dar condições de se continuar a estudar Química com profundidade, para formar doutores e cientistas inovadores”, explica.
O Sinpro-DF informa, com muita tristeza, o falecimento da professora Fernanda Tomaz Araújo Otaviano, com 51 anos recém-completados, vítima de enfarte fulminante.
Fernanda era professora no CEF 30 de Ceilândia. Antes disso, deu aulas também no CEF 10 de Ceilândia.
Tinha se aposentado em agosto deste ano, depois de mais de 30 anos de trabalho prestado à SEEDF.
Seus colegas lançaram nota dizendo que Fernanda era uma “professora dedicada e muito amada pela comunidade, que deixa um legado de amor e fraternidade”. Fernanda deixa dois filhos e sua maior companheira, sua mãe, dona Dolores.
O velório será neste domingo, 5/12 das 12h às 14h, capela 04 Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga. O sepultamento será em seguida.
Quando se aposentou, Fernanda deixou esta mensagem em suas redes sociais:
“Hoje deixo meu legado com honra, com sensação de dever cumprido, com coração meio que sem saber direito o que tô sentindo. Por onde passei, trabalhei e fiz amigos, dei o meu melhor, dedicação e vontade de mudar o mundo me movia, sonho de ver todos os estudantes dentro da escola (…) foram 30 anos dedicados às famílias, aos estudantes e às comunidades por onde passei. Agradeço a todos colegas que viraram amigos. (…) tudo é aprendizado e me despeço da secretaria de educação com cabeça erguida, coração em paz e ainda cheia de vontades. Agradeço à minha mãe por nunca ter deixado eu desistir. Estudei, fiz minha parte, realizei meu sonho de ser professora, entrei e estou saindo pela porta da frente. O amor sempre foi o meu combustível , talvez por isso fiz tanta diferença na vida de tantas pessoas. Gratidão!”
As amigas de Fernanda fizeram um texto de despedida para a amiga querida:
Fernanda, uma educadora a quem amamos e admiramos profundamente!
Recebemos com perplexidade, estarrecimento e devastação a notícia da partida precoce da professora Fernanda. Precoce porque ela era muito jovem e estava entrando em uma outra fase muito importante da sua vida – tinha se aposentado depois de mais de 30 primorosos anos dedicados à educação, mas precoce, também, porque sendo a Fernanda quem ela é, todo tempo com ela sempre seria pouco. Gente como a Fernanda tinha que ser eterna.
Quem teve o prazer de conhecê-la na adolescência, na extinta Escola Normal de Ceilândia, deve se lembrar: Fernanda era uma explosão de alegria. Onde ela chegava vinha junto uma vibração, uma energia de felicidade que contagiava quem estivesse por perto!
Foi uma estudante dedicada, comprometida, e o que quer que fizesse, fazia com leveza e seriedade. Todo mundo a conhecia, e todo mundo queria colar nela, porque estar do lado dela era garantia de aprendizado, de satisfação e de acolhimento.
Se tornou professora muito cedo e nunca deixou de se nutrir da potência da infância e da juventude. A Fernanda sempre foi a professora que lutou bravamente por uma escola pública, democrática, inclusiva, socialmente referenciada, viva, vibrante, em que crianças e adolescentes, filhos e filhas da classe operária, pudessem ssentir respeito, amor e acolhimento e em condições efetivas de terem garantido os seus direitos às aprendizagens e ao desenvolvimento integral. Ela defendia a escola pública pela prática pedagógica emancipadora que promovia, pelo discurso libertador que enunciava, pela presença certa e qualificada na atuação e na militância política.
A Fernanda nunca aceitou que a escola fosse um lugar triste, estéril, frio, controlador, onde não houvesse o prazer, o prazer de ser, de existir, de se sentir parte, o prazer de aprender. Ela sempre transformou a sala de aula em um lugar em que todas as vozes fossem ouvidas e em que todos pudessem sentir-se amados! Amor é uma das melhores palavras para definir a Fernanda. Ela transborda amor, exala amor, vive de forma amorosa com e para os outros (ainda não conseguimos usar o pretérito para falar dela).
Uma das recordações mais marcantes que a gente tem da Fernanda é de como ela movia céus e terra para defender estudantes de qualquer forma de violência. Ela escolheu trabalhar na quebrada porque sempre sentiu um orgulho enorme de ser ceilandense. Quando havia um aluno ou aluna em quem as pessoas não acreditavam, era quem ela acolhia pra lhe dizer: “eu confio, acredito em você e tô contigo”.
A Fernanda mãe não podia ser diferente da Fernanda professora: amorosa, divertida, lúcida, ética! A mãe necessária e maravilhosa do Vinícius e do Eduardo.
Fernanda, nós, seus amigos, familiares, seus colegas teremos muitas dificuldades para compreender e aceitar que você não está presencialmente entre nós. Você foi o colo de que tantos de nós precisávamos em vários momentos, foi a escuta que salvou e fortaleceu a tantos outros. Você foi o abraço que nos acolheu quando dele necessitávamos. Você foi a alegria que tornou os dias difíceis das nossas vidas muita mais fáceis de serem suportados simplesmente porque você estava por perto para nos lembrar que tudo ficaria bem.
Como seguir sem você, Fernanda? Ainda não sabemos. Hoje, com você em outro plano, o que sabemos de tudo o que vivemos com você é que nas nossas memórias, nas memórias dos seus estudantes você será eterna, porque alguém como você vive para sempre dentro de nós. Pessoas como você, Fernanda, são eternas.
A diretoria colegiada do Sinpro lamenta profundamente a perda da professora Fernanda, que sempre será lembrada com carinho por colegas, estudantes e ex-alunos, e se solidariza com sua família e amigos.
Inscrições abertas para o II Encontro Nacional da ReBEDH
Jornalista: Maria Carla
Estão abertas as inscrições para o II Encontro Nacional da Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos. Com o tema “Democracia e Educação em Direitos Humanos: por uma outra sociedade”, o evento será virtual e ocorrerá entre os dias 8 e 10 de dezembro, com direito a certificação de 24 horas. Clique no link a seguir para se inscrever: https://bit.ly/3Dijvur
“Nesses tempos de avanço do neoconservadorismo no Brasil, visivelmente marcado por retrocessos dos direitos da população em prol de uma política neoliberal, que minimiza o papel do Estado na garantia desses direitos, é muito importante que nós, profissionais da educação, possamos nos unir, fortalecer e trocar experiências para a ampliação dos processos democráticos e da discussão sobre direitos humanos na escola”, afirma Maraisa Bezerra Lessa, professora de sociologia do Instituto Federal de Goiás, campus Águas Lindas, e coordenadora do comitê da Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos no Distrito Federal (ReBEDH-DF).
O encontro conta com a presença da filósofa, professora da Universidade de São Paulo (USP) e premiada escritora Marilena Chauí; do jornalista, ex-ministro dos Direitos Humanos e membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi ; de Victoria Flores, da Universidade Anfogasta, no Chile; da professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Aida Monteiro; da professora da Universidade de Brasília (UnB) Nair Bicalho; e outros nomes de referência na área de direitos humanos.
A programação completa e os links para as inscrições e recebimento dos certificados podem ser encontrados no site: www.rebedh.com.br. Vale lembrar que terminaram, nesta quinta-feira (2), as Rodas de Diálogos, realizada apenas com os(as) filiados(as) à ReBEDH para a troca de experiências entre seus membros.
Confira, a seguir, os links com a programação e outras informações sobre o evento:
Professora convida para lançamento de três obras literárias
Jornalista: Luis Ricardo
A professora Clara Rosa Cruz Gomes convida os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e a comunidade escolar em geral para o lançamento de três obras literárias: História de uma abelha – Economia solidária; Nas ondas do mar; e Quem é normal. O lançamento será realizado a partir das 15h30 desse sábado (27), na Loja Abracabrinque (CLS 106, Bloco D, Loja 1-B, Asa Sul).
Mestre em Educação e Bacharel em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília (UnB), Clara Rosa já publicou oito livros infantis: “Quem é o centro do mundo?”, “O sonho de ser grande”, “Um amor de miau”, “História de Jacaré”, “Gotinhas no mundo”, “Brincadeiras de Criança”, “A Bela e a Fera – em Cordel”, “Quem está bem?”, além de um livro para adulto ‘’Caminhos do Riso’’. Em suas obras, a professora sempre percorre as áreas das manifestações dramáticas populares e cultura popular brasileira; linguagens teatrais; ensino de teatro; e sobre o riso.
Na ocasião haverá contação de histórias com a palhaça Maizena e muita alegria. Mais informações pelo telefone 3242-4824.
Professora lança livro sobre dificuldades vivenciadas na escola pública
Jornalista: Maria Carla
A professora aposentada Maria Solange Melo de Souza lançou, nessa quarta-feira (24), o livro “A escola e seus jovens – lugar de controvérsias e perspectivas”. Na obra, ela “dialoga” com vários autores, como, por exemplo, Han (2015); Santos (1994; 2013; 2014); Arendt (2016) e Debord (2013), e, nesse diálogo, a instituição de ensino é apresentada a partir da identificação de uma comunidade escolar da Região Administrativa de Taguatinga, no Distrito Federal.
O livro analisa as dificuldades vivenciadas na escola pública decorrentes das controvérsias relacionadas aos elementos que constituem o processo educacional quer seja de ordem política, institucional, social ou emocional e que interferem na aprendizagem dos estudantes ou impactam na saúde dos professores.
Mesmo diante do descrédito de parte da sociedade, da desvalorização do trabalho docente pelo poder público, esses professores superam as adversidades e, por amor à docência, nunca desistem, a isso damos o nome de “identidade profissional”. Ao tratar das perspectivas, o livro descreve a condução do trabalho pedagógico, tendo como prioridade o protagonismo juvenil e a busca pela qualidade do ensino.
“Este livro é fruto da minha dissertação de mestrado, feita entre os anos 2018 e 19, na Universidade de Brasília. Trabalhei 25 anos no magistério na escola pública e privada. E quem trabalha em sala de aula fica indignado com tantos ataques que a escola pública sofre no cotidiano, nas mídias, que fazem um retrato muito triste da escola pública e eu queria provar que isso que a mídia fala não é verdade”, informa.
Maria Solange escolheu uma escola pública de Taguatinga, na qual atuou como professora e supervisora pedagógicas durante 10 anos. “E nessa escola a gente percebe como a escola pode sofrer ataques e como pode mostrar suas potencialidades. Neste livro eu não condeno A, B ou C, mas eu mostro que, por exemplo, no Distrito Federal, somos região privilegiada porque temos políticas públicas que colaboram para a qualidade do ensino público, tais como a gestão democrática, as coordenações pedagógicas, são tempos e espaços que facilitam nosso trabalho pedagógico”, afirma.
No entanto, segundo ela não deixa de ser também um trabalho árduo. “Ao mesmo tempo que mostro a existência dessas políticas públicas no DF, e comparo com o restante do Brasil, eu também falo que falta verbas dentro das escolas, o que compromete o trabalho pedagógico dos professores e da escola como um todo. Mas, mesmo assim, os professores superam essas adversidades. E de que maneira? É neste ponto que mostro as perspectivas quando se realizam trabalhos pedagógicos, quando o professor tira dinheiro do próprio bolso para mostrar tudo isso, etc.”
O resultado da pesquisa mostra que a escola promove ações com o objetivo de atender as expectativas dos alunos, e também que a crise na educação pode ser superada no ambiente escolar quando se considera as particularidades e as individualidades que caracterizam as escolas públicas. Atualmente, ela está no doutorado e conta que, além dos 10 anos de magistério público, trabalhou cerca de 13 anos em escolas privadas e, conhecendo as duas realidades, pode fazer uma comparação.
“Constatei, por exemplo, que essa imagem da escola pública construída pela mídia e governos é uma grande falácia que compromete a qualidade do ensino. Neste livro falo da minha experiência tanto na rede pública como na rede particular enquanto professora, vice-diretora, supervisora pedagógica e coordenadora, funções que executou durante os 25 anos de magistério”, declara.
Aposentada da Secretaria de Educação do DF, ela hoje é pesquisadora da UnB e também trabalha com formação de professores no projeto Universidade Aberta do Brasil da UnB (UAB/UnB), atuando como professora, supervisora e tutora da UnB na UAB. Desde 2017, quando aposentou e ingressou no mestrado da UnB, ela tem publicado vários artigos científicos, até mesmo fora do País.
Publicou um livro sobre escola pública fora do Brasil, no qual relata a realidade do bullying e da escola pública. Nessa obra, ela faz um raio-X de uma escola da Cidade Estrutural e mostra a interseccionalidade das várias formas de preconceitos que os(as) estudantes sofrem lá.
“Mostro, por exemplo, a escola pública que tem a questão da pobreza, da mulher que assume uma família sem ter condições, muitas vezes, o marido abandona ou se perde na violência. Mostro como as crianças e adolescentes de lá sofrem preconceitos e que por falta de escola na Estrutural eles e elas têm de ir para outras regiões, como Cruzeiro e Guará, e, nessas cidades, sofrem muito preconceitos”, relata.
A professora tem artigos científicos sobre o Currículo em Movimento e projetos pedagógico. “Meu foco é mostrar a realidade da escola pública. Brevemente será publicado um e-book meu em parceria com a professora Maria Luiza Pelluzo, pela UnB, e com outra colega do doutorado sobre Brasília”, explica.
“A escola e seus jovens: lugar de controvérsias e perspectivas”, da autora Maria Solange Melo de Sousa, já está disponível no site da Dialética! Garanta já o seu 📖
CED 16 de Ceilândia promove o Dia da Consciência Negra
Jornalista: Luis Ricardo
Em mais uma ação relativa ao Dia da Consciência Negra, professores(as) do Centro Educacional 16 de Ceilândia realizaram um bonito trabalho com estudantes do CED sob a interpretação da música Linda e Preta, de Nara Couto. Confira:
CEM 4 de Ceilândia conquista primeiro lugar no Circuito de Ciências das Escolas Públicas do DF
Jornalista: Luis Ricardo
O projeto de ensino intitulado CEM 04 mais lindo e arborizado foi o grande vencedor na categoria Incentivo à Pesquisa e/ou Desenvolvimento Tecnológico, destinada a projetos de estudantes do Ensino Médio, Médio Técnico (1º ao 3º ano) e Educação Técnica e Profissional, do 10º Circuito de Ciências das Escolas da Rede Pública do Distrito Federal. O projeto abordou a importância da arborização escolar baseando-se na vertente de educação ambiental conservacionista/crítica, e foi idealizado pelo professor Marcos Borzuk da Fonseca Júnior. O projeto teve a participação dos(as) estudantes do Centro de Ensino Médio 04 de Ceilândia para o desenvolvimento de maneira integrada e com abordagem investigativa.
Com a justificativa de melhorar o microclima da escola, conservando o solo, melhorando a diversidade da flora e atuando na sensibilização dos(as) estudantes quanto à importância da educação ambiental, o projeto trouxe como objetivo geral arborizar parte do CEM 4 com mudas do cerrado. Segundo o professor, tudo, desde a programação ao trabalho, foi planejado inicialmente on-line devido à pandemia, e depois aplicado na prática. “Com o retorno das aulas presenciais, apliquei um trabalho sobre arborização do CEM 4. Os alunos fizeram a apresentação de seminários, trabalho com portfólios, diários de bordo digitais, adquiriram mudas, estudaram sobre as mudas e plantaram todas no colégio. O projeto foi apresentado no Circuito e ganhou o primeiro lugar”, comemora Marcos.
Marcos Borzuk também orientou o trabalho que ficou com o 2º lugar, um dos objetivos do Trabalho de Conclusão de Mestrado (TCM), executado no Centro Educacional 07 de Ceilândia. O projeto trouxe como título Clube de ciências biológicas virtual (CCBV): Implantação e importância no ensino de biologia.
Os três primeiros colocados são classificados automaticamente para a etapa distrital do Circuito de Ciências. Como parte do prêmio, os(as) alunos(as) do CEM 4 participarão de uma solenidade nesta sexta-feira (26), com a apresentação do projeto na EAPE, a partir das 9h.
O Circuito de Ciências das Escolas Públicas do Distrito Federal acontece anualmente e premia os melhores projetos pedagógicos desenvolvidos por alunos(as) da rede pública de ensino do DF.
O Sinpro parabeniza as outras escolas que foram classificadas em outras regionais de ensino.
2ª Roda de Conversa da EC 41 de Taguatinga debate de Zumbi à Lei 10639/03
Jornalista: Luis Ricardo
A Escola Classe 41 de Taguatinga realiza nessa terça-feira (23), às 9h, a Semana da Consciência Negra – 2ª Roda de Conversa: De Zumbi à Lei 10639/03. A atividade faz parte de um projeto pedagógico desenvolvido pela EC e a Semana será transmitida pelo canal do Youtube https://youtu.be/5ZRkbEkAnxY.
Dentre os(as) convidados(as) estarão a diretora de cultura e coordenadora regional da CUFA DF, Luanda Gabriela; do professora da rede pública de ensino do DF, Leonardo Café; da liderança no Quilombo Mesquita, Regina Dutra; do professor da SEE, Nivaldo Oliveira; do músico e professor da SEE, Franco Adriano; da professora aposentada da SEE, Lucilena Costa; do estudante Paikuhan; do cantor e compositor, Marcelo Café e da cantora e compositora Ellen Oléria.
🔸 MEDIAÇÃO:
Orientadora Regina Lúcia
Escola Classe 41 – Tag. Norte DF
Orientadora Juliana Freitas (convidada)
🔸 ABERTURA:
Prof. Murilo Marconi Coordenador da Regional de Ensino de Taguatinga
🔸 1º BLOCO:
Político e Histórico – (30 minutos)
📍Luanda Gabriela
Tema: Políticas Públicas Culturais para a Promoção da Igualdade Racial.
📍Leonardo Café
Tema: O homem negro gay na atualidade.
📍Maria Regina – Quilombo do Mesquita – Tema: Relato sobre a sua luta de sua comunidade para manter sua cultura e tradição.
🔸2º BLOCO:
Africanidade e Didáticas – (30 minutos)
📍Nivaldo Oliveira
Tema: Valores da cultura negra que envolve a Lei 10.639/03.
📍Franco Adriano
Tema: Coexistência e tolerância.
📍Lucilene Costa e Silva
Tema: Livros e temáticas de africanidades.
🔸 3º BLOCO:
Afirmação Negra e Cultura – (30 minutos)
📍Karic Henrique
Tema: A batalha de rimas na periferia.
📍Marcelo Café
Tema: O cantor negro e sua trajetória no mercado cultural.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica.
Em 2004, no Governo Lula, na gestão de Tarso Genro no Ministério da Educação, foi instituído o Programa Universidades para Todos (ProUni) e vinculada a concessão de bolsas de estudos em universidades de acordo com as notas no Enem. Em 2009, o ENEM foi reformulado e passou a ser utilizado para o acesso à educação superior. O “novo ENEM” de 2009 foi um passo importante para o fim do vestibular e junto com a política de cotas e ampliação no investimento público na educação se tornou o maior instrumento de ampliação e democratização do acesso às universidades públicas no Brasil.
Em 2016, com o golpe, a educação passou a ser alvo de vários ataques. Reforma do Ensino Médio, desfinanciamento público, “Escola Sem Partido”, militarização e a tentativa de acabar com o ENEM são algumas das investidas dos governos Temer e Bolsonaro contra a Escola e a Educação Pública.
Na prova de 2016, a extrema direita fez duras críticas quando uma questão trazia a filósofa Simone de Beauvoir, uma das maiores teóricas do feminismo. Em 2018, quando havia uma pergunta sobre o “pajubá”, dialeto LGBT, a histeria dos conservadores mais uma vez ganhou espaço na grande mídia. Estava aí formada a aliança do MEC bolsonarista contra o ENEM.
Às vésperas da aplicação do ENEM de 2021 mais um ataque. Após a exoneração de mais de 30 servidores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), instituto responsável pela elaboração do exame nacional, por motivos de assédio moral e ingerência política com “visitas” da Polícia Federal à servidores e tentativa de censura por parte do governo Bolsonaro ao querer alterar questões consideradas “inapropriadas”, o genocida e racista declarou que o Enem começa a ter “a cara do governo”.
Como parte do pacote de destruição do país, o ENEM 2021 teve o menor número de estudantes inscritos(as) desde 2009. O ENEM que já teve mais de 9 milhões de inscritos teve apenas 3 nesse ano. A realização da prova com o menor número de estudantes negros e de escolas públicas inscritos revela a verdadeira cara do governo Bolsonaro: da exclusão e da desigualdade.
Além de valorizar a capacidade de interpretação, leitura, o raciocínio lógico e a análise do conteúdo aplicado à realidade e temas que cercam nosso cotidiano, o ENEM tem sido responsável por um número cada vez maior de estudantes oriundos da Escola Pública ingressar nas Universidades. Os conteúdos abordados no ENEM orbitam em temas sobre a juventude, as mulheres, a população negra, LGBTQIA+, sobre a valorização das políticas públicas, da saúde, educação, assistência social, das políticas afirmativas, pessoa com deficiência, demandando que os(as) estudantes sejam capazes de refletir a buscar soluções para os problemas sociais do nosso país.
A tentativa de censura nas questões é um crime grave. As denúncias de que o governo queria retirar o termo “golpe” ao se referir ao golpe militar de 1964 é mais um sinal de um governo que nega a ciência e a história, persegue professores(as) e tenta intervir na liberdade de cátedra e no direito de aprender da juventude brasileira.
Apesar dos ataques e da realização do ENEM 2021 com número muito reduzido de participantes e sob suspeitas e desconfiança o primeiro dia da prova mostrou que a tese dos que defendem a censura e o desmonte das políticas de inclusão não será vitoriosa enquanto seguirmos mobilizados(as). Mostrou também a importância dos(as) servidores(as) públicos na garantia de direitos, na defesa da sociedade e de processos transparentes e democráticos. O trabalho dos Correios e do INEP demonstrou o papel fundamental dessa empresa pública e dos servidores na logística e segurança na distribuição e realização das provas confirmando a relevância dos serviços públicos para a sociedade. Infelizmente esse governo, com a reforma administrativa da PEC 32, está na contra mão dessa valorização, visando o desmonte dos serviços públicos, à privatização dos Correios e de outros equipamentos públicos.
A luta e mobilização em defesa do ENEM reforça a importância da educação na resistência ao autoritarismo do governo bolsonaro. A derrota do “Escola Sem Partido” na realização do ENEM mostra a necessidade de seguirmos na luta pelo fortalecimento do principal instrumento de democratização do acesso ao ensino superior, pela derrota do governo Bolsonaro e pela necessária esperança na eleição de Lula e na construção de um projeto radicalmente democrático como alternativa ao desmonte neoliberal.
* Gabriel Magno – Dirigente da CNTE e professor da Rede Pública do DF.
Neste domingo chuvoso, dia 21 de novembro, o Distrito Federal perdeu a professora Marilda Tranquillini Nery, aos 84 anos. Marilda foi uma das pioneiras da educação pública no DF, tendo atuado em diversas escolas, como o Elefante Branco, onde deixou sua marcante contribuição desde os primeiros dias. Foi inspetora de ensino, Trabalhou com jardim de infância, educação de jovens e adultos (EJA), mas a maior parte de sua vida e de seu trabalho foram dedicados à Escola Normal.
Marilda formou muitos professores e professoras em sua rica trajetória, inclusive sua filha, professora Mariliz, aposentada da Secretaria de Educação como ela. Era conhecida por ser inteligente e inspiradora, duas características que ela colocou à disposição da luta em defesa da educação pública.
Marilda era viúva e deixa seis filhos, além de netos e bisnetos. Deixa também uma legião de amigos, ex-alunos, admiradores do seu trabalho, que sentirão muito sua falta e, também em seu nome, darão sequência à sua luta.
O velório será nesta segunda-feira, 22, às 14h30, na capela 6 do cemitério Campo da Esperança. O sepultamento será às 17h.
A diretoria do Sinpro se solidariza e se soma à tristeza de seus familiares, amigos, colegas e alunos. Professora Marilda Tranquillini Nery: presente!