NOTA DE PESAR – Professor Omar da Silva Lima

O Sinpro comunica, com muita tristeza, pesar e apreensão, o falecimento do Professor Doutor Omar da Silva Lima, do CEFPAB do Gama, em decorrência da Covid-19. Omar nos deixou nesta terça-feira, no mesmo dia em que o governador Ibaneis Rocha pretende assinar o decreto determinando o retorno das aulas 100% presenciais.

O Professor Omar tinha 52 anos, e morreu de parada cardiorrespiratória, uma semana depois de perder a irmã também para a Covid.

A diretoria colegiada do Sinpro se solidariza com amigos e familiares, e lamenta muito a perda desse querido companheiro. Além da dor e da tristeza, estamos tomados pela apreensão e pela insegurança: A preocupação do Sinpro é com a proteção dos professores (as) (e, por consequência, a proteção dos e das estudantes) da rede pública distrital. Nesse sentido, é importante lembrar que, embora a vacinação contra a covid-19 tenha avançado após um longo (e desnecessário) período, o quadro vacinal apresentado pela própria Secretaria de Saúde do DF ainda não está de acordo com o que orienta a Organização Mundial de Saúde (OMS) para se pensar em afrouxamento das medidas de segurança sanitária

Os dados mais recentes mostram que apenas 58,73% da população do DF elegível à vacinação já tomou as duas doses da vacina. Mas os números são muito piores quando analisada a população de 12 a 19 anos, público em idade escolar que já pode ser vacinado. Até o dia 20 de outubro, no grupo de adolescentes de 18 e 19 anos, apenas 20,78% estavam completamente vacinados. Já o percentual referente às crianças e adolescentes de 12 a 17 anos era de apenas 1,14%. E é essencial lembrar que as demais crianças, que ainda não têm a cobertura da vacina, mas são maioria na educação básica, contam apenas com o distanciamento e a utilização de máscara para defender a própria vida.

Dados de agosto indicam que, aqui no Distrito Federal, a faixa etária de 0 a 19 anos representou 14% dos casos de Covid-19 no Distrito Federal. De acordo com a reportagem do G1, dos 20.236 infectados em agosto, 2.925 são crianças e adolescentes – o número representa um aumento de 33,7% nos diagnósticos, a segunda maior alta neste ano, perdendo apenas para março, quando Brasília chegou ao pico de transmissão. Desse total, 14 casos vieram a óbito.

E nunca é demais lembrar que, desde que as aulas voltaram semipresenciais em agosto, já perdemos três professores para a Covid (com Omar Lima, são quatro). Esse número só tende a aumentar. A diretoria colegiada do Sinpro entende que tentar fazer o retorno presencial de 100% dos nossos estudantes, é jogar por terra todo o esforço feito por todos até aqui para manter minimamente a nossa segurança.

Professor Omar: Presente!

Nota de pesar | José Luiz de Moura Pereira

A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica, com pesar, o falecimento de José Luiz de Moura Pereira, escritor, membro da Academia de Letras de Brasília (Acleb) e pai da professora da rede pública de ensino Rosa Maria Pereira.

 

Zé Luiz, como era chamado carinhosamente, faleceu no sábado (23/10) do coração. Sua cremação ocorreu no domingo (24/10), numa cerimônia restrita aos familiares.

 

Paraense de Santa Izabel do Pará, chegou em Brasília em 1972. Foi autor de obras, tais como “Zé Luiz em traços & troças”, “Hipólito da Costa – O Patriarca da Imprensa Brasileira”, “O Brasil Simbólico – Um Atlas da Heráldica Oficial Brasileira”.

 

Além de escritor, era heraldista, cartunista, desenhista, humorista, jornalista-ilustrador, atuante no campo da medalhística, autor de inúmeras insígnias, selos, brasões corporativos, membro do Conselho da Sociedade Brasileira de Heráldica e Mdealhística, autor do brasão do Estado do Mato Grosso do Sul e da bandeira e brasão do Estado do Tocantins

 

A família comunicou o falecimento nas redes sociais e, numa das postagens, os filhos afirmam que ele era esposo amoroso, pai exemplar e amigo e deixa um legado de retidão e caráter. “Pedimos ao Grande Arquiteto do Universo – Deus, que ampare e conforte os corações feridos pela dor do luto. Não existirão despedidas aos que permanecem vivos em nossas almas e corações”, completa o texto.

 

O Sinpro-DF lamenta a morte de Zé Luiz e se solidariza com a família e os(as) amigos.

Professor lança seu primeiro livro de poesia em Planaltina

O professor Geraldo Ramiere lança, neste sábado (23/10), seu primeiro livro: Desencantares para o esquecimento.

Ramiere, coordenador da Biblioteca Escolar-Comunitária Monteiro Lobato da CRE Planaltina, também é poeta e contista de Planaltina-DF, além de professor de História concursado da SEEDF. Escreve desde adolescente, com diversas obras publicadas em antologias/periódicos e escreve no blog literário Céus Subterrâneos, também no Facebook, com o mesmo título.

Como produtor/militante cultural realizou e participou de produções artísticas e movimentos em prol da cultura local. Já integrou vários grupos/coletivos culturais, sendo atualmente membro da Academia Planaltinense de Letras, Artes e Ciências (APLAC), da Associação Cultural Tribo das Artes e benemérito da Academia Inclusiva de Autores Brasilienses. Acredita numa literatura que liberta. 

O evento ocorre às 17h no Complexo Cultural de Planaltina-DF (Av. Uberdan Cardoso, ao lado Adm. Regional). O professor lembra que é obrigatório o uso de máscaras e será respeitado o distanciamento social.

O livro pode ser adquirido no site da editora Viseu ou diretamente com o autor (para quem reside no DF e Entorno).

Nota de pesar – Solanje Paula Barbosa

O Sinpro comunica, com tristeza e pesar, o falecimento tão precoce da professora Solanje Paula Barbosa, da regional de Sobradinho, ocorrido no último dia 13 de outubro no Hospital Santa Helena.

Solanje tinha 77 anos e morreu de insuficiência respiratória. Ela foi professora de português e de prática de comércio e serviços, do Centro Educacional 01 de Planaltina e do Centro educacional 02 de Sobradinho.

O velório e sepultamento ocorreram no último dia 14/10, no Campo da Esperança de Sobradinho 2.

A diretoria colegiada do Sinpro se solidariza com amigos e familiares, e lamenta muito a perda dessa querida companheira, cuja saudade já é sentida por todos.

Professora Solanje: presente!

Armazém do Campo: Produtos orgânicos do MST agora no DF

O Armazém do Campo, rede de lojas do MST, chegou a Brasília. Agora, os produtos orgânicos produzidos pelos assentamentos do Movimento dos trabalhadores Sem-Terra estão disponíveis aos brasilienses, sem atravessadores, a preços bem mais em conta.

Os pedidos devem ser feitos online e serão entregues em domicílio nas Asas Sul e Norte, Sudoeste, Lago Norte, Cruzeiro e Noroeste.

A importância da educação na vida da professora Ângela: um exemplo de superação

A trajetória admirável da professora Ângela Maria dos Anjos de Lima Corrêa ganhou destaque em alguns veículos de imprensa do Distrito Federal recentemente. Com muita determinação, Ângela superou uma doença rara que a deixou em cadeira de rodas por seis meses. “Disseram que eu não voltaria a andar”, lembra ela.

A doença era mielite transversa, uma inflamação da medula. A falta de movimento nas pernas foi um dos obstáculos que ela teve que vencer até chegar aos dias atuais. Sem resignação, a professora recorda com orgulho os diversos processos em que se superou para alcançar seus objetivos.

Ângela chegou a Brasília aos 13 anos, vinda de Parnamirim, interior do Rio Grande do Norte. “Sempre quis ser professora, mas não podia cursar a Escola Normal, porque era integral, e eu morava na casa de uma família, que me acolheu aqui no DF”, conta ela. “Então, mais tarde, fui cursar o Magistério em Valparaíso”. Depois de três anos, o preço das passagens começou a pesar e ela teve que interromper os estudos, para concluí-los depois, em Ceilândia, num curso particular.

Em 1998, ela entrou para a Secretaria de Educação e pôde, através de um convênio, graduar-se em Pedagogia pela UnB. “Sempre foi através dos estudos que pude superar minhas dificuldades e conquistar uma vida melhor”, ela afirma.

Que todos(as) possam ter oportunidades

Ângela se lembra dos tempos de escola, quando muitos colegas riam dela por conta de seu sotaque. Enfrentando dificuldades como essa, e como as demandas domésticas, que também a ocupavam, ela teve dificuldades nos estudos e chegou a reprovar. Mas não se deu por vencida, e seguiu firme na direção de seu sonho de ensinar. Hoje, Ângela é diretora da Escola Classe 22 de Ceilândia, a mesma onde estudou quando chegou à capital federal.

Na relação com o filho e os alunos, Ângela procura incentivar a valorizarem os estudos e seguirem em frente. “Eu transformei a minha vida com a educação. Sou fruto de escola pública. Sempre digo para os estudantes para que estudem e andem no caminho certo”, destaca com firmeza.

A dedicação de Ângela à prática da Educação mostram, mais uma vez, a importância da escola e da universidade para dar novas perspectivas a pessoas de origem humilde e que enfrentam adversidades as mais variadas. Conquistar um diploma de ensino superior abre mais que portas no mercado de trabalho, abre a cabeça, abre os horizontes e abre caminhos para a construção de um país melhor. E isso é sim um direito de todos e todas.

Agora, a educadora encara mais um desafio, o de reverter uma ausência que a instiga desde criança: a do pai. Com parte da família vivendo em sua cidade natal, Ângela pretende empreender esforços e encontrá-lo. Quem conhece sua força de vontade acredita, com vigor, que ela há de conseguir.

(foto da capa de Hugo Barreto/Portal Metrópoles)

Live de lançamento do livro “A Educação Soviética” nesta terça (19)

Na próxima terça-feira (19), o Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações (PSTO), o Núcleo de Ergonomia da Atividade, Cognição e Saúde (Ecos) e o Grupo de Pesquisa de Estudos e Pesquisas sobre Mundialização da Educação (GEP-Mundi), todos da UnB, em parceria com a Fundação Maurício de Grabois, apresentam live de lançamento do livro A Educação Soviética, dos professores Marisa Bittar e Amarilio Ferreira Jr., docentes do Departamento de Educação (DEd) da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Primeiro livro em língua portuguesa sobre o tema, a obra levou muito tempo sendo maturada. Na primeira metade da década de 1980, recém-formados em História, os autores moraram e estudaram no Instituto de Ciências Sociais de Moscou. Três décadas depois, foram professores visitantes no Instituto de Educação da University College London em três ocasiões (2011/12, 2014 e 2019), onde colheram vasto material bibliográfico, e também fotográfico, naquela que é uma das mais importantes bibliotecas de Educação do mundo.

Com cerca de 80% de sua população analfabeta no momento da Revolução, em 1917, a União Soviética tornou-se, em quatro décadas, responsável pelo lançamento ao espaço do primeiro satélite artificial. A análise do sistema educacional soviético, considerado um dos melhores do mundo, e do papel que a escola soviética desempenhou no processo de formação das classes trabalhadoras a partir da Revolução de 1917 está no cerne de A Educação Soviética, que é um lançamento da Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar).

Nas suas conclusões, Marisa e Amarílio sintetizam os resultados da pesquisa realizada evidenciando, sobretudo, os vínculos entre a educação soviética e os rumos do socialismo de modo geral, mostrando como, ao mesmo tempo que teve função ideológica essencial na sustentação da Revolução, o sistema educacional soviético foi uma das causas da dissolução da URSS. Para a realização das pesquisas que embasam o livro, os pesquisadores contaram com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Trata-se da história da educação de um país que não mais existe. No entanto, é quase impossível entendermos o século XX se não compreendemos o protagonismo da União Soviética. Além disso, nossa tese é de que é impossível entender a própria lógica de edificação do chamado socialismo real sem o protagonismo da escola de Estado”, afirma Amarílio, destacando o privilégio histórico de ter “pisado no chão da escola soviética”. “Contando com a rara oportunidade de termos conhecido por nós mesmos o sistema socialista, pudemos aliar essa experiência aos documentos para ultrapassarmos o pensamento pedagógico em si e chegarmos ao ponto que mais nos interessa: o chão da escola. Ou seja, mostrarmos como foi criada e como funcionava na prática”, complementa Marisa.

A Educação Soviética está disponível para venda no site da EdUFSCar (https://edufscar.com.br/educacao-sovietica-a-503701484). A live será transmitida pela página Sou Mais DF no facebook, nesta terça (19), a partir de 17h.

Com informações da assessoria de imprensa da UFSCar.

1º Festival DYA Kassembe de contação de histórias

 O Grupo de Contação de Histórias DYA Kassembe, vinculado à regional de ensino do Paranoá e Itapoã, realiza o 1º Festival DYA Kassembe de contação de histórias. O Festival, selecionado pelo edital Realize Educação, será realizado nos dias 15 e 16 de outubro, de forma virtual, pelo canal da CRE no Youtube. Clique aqui e faça a sua inscrição.  

A atividade tem o objetivo de ser uma ação pela promoção de uma educação antirracista por meio da arte de contar histórias, valorizando o conhecimento de nossas matrizes civilizatórias africana e indígena.

O Festival está sendo realizado desde junho deste ano, com oficinas de contação de histórias, educação antirracista e diversidade, tudo voltado para os(as) professores(as). Nos próximos dois dias os(as) interessados(as) terão uma programação aberta, com um momento de exibição de histórias dos contadores inscritos, muitos deles professores(as), uma roda de conversa e um momento celebrativo com vídeo de Eliana do Boi.

Professora pede ajuda para tratamento contra câncer

A professora Soraia Cristiana Britto de Oliveira, intérprete de Libras do turno Matutino do Cemeb, precisa da ajuda dos e das colegas.

Soraia passa por um tratamento contra o câncer. Ela precisa fazer uma cirurgia, mas e o plano de saúde não cobrirá todas as despesas.

Por isso, seus colegas do CEMEB iniciaram uma Vakinha online. Eles pedem ajuda para atingirem a meta de R$ 60 mil, e o mais rápido possível, pois a cirurgia precisa ser realizada o quanto antes.

A nossa colega precisa muito da nossa ajuda, nosso empenho e nossas orações nesse momento.

 

Sinpro-DF convida para ato público contra o feminicídio nesta sexta (15)

O Sinpro-DF convida para o ato público das mulheres do Distrito Federal e Entorno contra o feminicídio, nesta sexta-feira (15), às 16h30, na Praça Marielle Franco, no Setor Comercial Sul (SCS), saída do Metrô. Vá de máscara, leve o álcool 70% e mantenha o distanciamento.

 

O protesto é uma atividade do Levante Feminista e faz parte da campanha “Nem pense em me matar” pelo fim do feminicídio, pela vida de todas as mulheres, pela dignidade menstrual e pelo “Fora Bolsonaro!”

 

Um balanço da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), divulgado no mês passado, dá conta de que a capital do País registrou 17 vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2021.

 

A SSP-DF informa que o número deste ano é o maior da série histórica desde 2015. O segundo maior índice registrado ocorreu em 2018, quando 57% dos homicídios de mulheres foram tipificados como feminicídios. Este ano, o índice é 64%.

 

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