Live do VI Dia do Campo do Gama, na quarta (16), discute territórios camponeses no DF e emite certificado
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF informa que a Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Gama irá realizar, na quarta-feira (16), a partir das 14h, as comemorações virtuais do VI Dia do Campo do Gama. A live será transmitida pelo canal da CRE no YouTube e conta com a participação da professora pesquisadora Rafaela Ferreira Amado; da professora Gabriela Azevedo; e do servidor da Emater-DF, Kleiton Rodrigures.
“Será uma excelente atividade para refletir sobre um assunto pouco divulgado: a formação do território camponês do Distrito Federal”, afirma a direção da CRE. A Regional convida a toda a comunidade escolar, estudantes, famílias, organizações para participar e reforçar a atividade com todxs xs profissionais das escolas. Os temas são transversais a todo o processo educativo e terá emissão de certificados no fim da atividade
Serviço
O QUE: VI Dia do Campo do Gama
QUANDO: 16 de junho (quarta-feira)
HORA: Das 14h às 16h.
ONDE: Canal da CRE Gama no Youtube
LINK: https://www.youtube.com/channel/UCOtjqlRUD2Un5mvgRUULgMA
Com muito pesar, o Sinpro informa o falecimento da professora Itacelma Fonseca Corrêa neste sábado, 12 de junho, aos 66 anos em decorrência de problemas renais.
Itacelma era professora de Biologia no CEM 404 de Santa Maria. Deixa tristeza e saudade em colegas e estudantes, e fará muita falta na luta em defesa da Educação pública e de um país mais justo e humano.
O velório acontecerá neste domingo, 13, de 12h a 14h na capela 8 do Cemitério Campo da Esperança. O sepultamento está marcado para 14h30min.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF lamenta muito a perda de tão valorosa companheira, e se solidariza com a família e os amigos de Itacelma.
Dia 12 de junho: A luta contínua no combate ao trabalho infantil
Jornalista: Geovanna Santos
O trabalho infantil ainda é realidade para um grande número de meninos e meninas no Brasil. Segundo dados apontados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PnadC), em 2019, cerca de 1,8 milhão de crianças e adolescentes de cinco a dezessete anos em situação de trabalho infantil, significando uma grande marca de descaso e abandono com crianças e adolescentes do país.
O dia 12 de junho é o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, e foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2002. A data visa a fortalecer a luta contra a exploração infantil, e tem o objetivo de sensibilizar a sociedade quanto às consequências do trabalho prematuro, e também de priorizar para crianças e adolescentes o direito de estudar, brincar, sonhar e viver uma infância que por muitas vezes lhes é roubada.
Reconhecido como uma das mais severas formas de exploração, o trabalho infantil resulta em traumas e marcas irreversíveis que podem acompanhar a criança até a fase adulta, atrapalhando o seu desenvolvimento. As consequências do trabalho infantil são inúmeras, e trazem uma série de prejuízos à aprendizagem da criança, tornando-a vulnerável em diversos aspectos, além da exposição à violência, assédio sexual, e esforços físicos intensos.
Dados da PnadC mostram que 66,1% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil no Brasil são pretas ou pardas. A pesquisa apontou ainda que entre as crianças e adolescentes de cinco a dezessete anos, 96,6% estão na escola, mas entre crianças e adolescentes em trabalho infantil, este número cai para 86,1%.
As crianças negras, muitas vezes, são oriundas de famílias pobres, revelando o racismo como um dos principais indicadores de vulnerabilidade social. A maioria das famílias negras brasileiras são formadas apenas pela mãe e seus filhos, mulheres pretas que em sua grande maioria não são incluídas no mercado de trabalho, tornando quase impossível a tarefa de garantir sua sobrevivência e de seus filhos. A questão é preocupante, pois revela a desigualdade absurda no país. Milhões de negros em situação de pobreza são submetidos a uma vida de exploração, raízes da desigualdade plantada na sociedade há muito tempo. Por causa desta situação, diversas crianças são forçadas a trabalhar, para ajudar a sua família no sustento da casa.
A pandemia do novo coronavírus intensificou ainda mais esta realidade, visto que, com a falta de investimento do governo federal em auxílios emergenciais para suprir a renda dos brasileiros mais carentes, muitos pais se viram obrigados a submeterem suas crianças a serviços externos para ajudarem no sustento da família, aprofundando o cenário que já vinha sendo construído pela falta de políticas públicas no combate à exploração infantil.
De acordo com o Diretor do Sinpro Cleber Soares, o trabalho infantil é um reflexo direto dos filhos e filhas das famílias marginalizadas pelo Estado. “Eles acabam se submetendo e sendo submetidos a alguma forma de trabalho para ajudar no sustento da família, e isso talvez ajude a explicar a quantidade de crianças que a gente vê nos semáforos e nas ruas, vendendo produtos de baixos custos para suprir as necessidades familiares”, explica.
Para o Diretor, é importante lembrar que a pandemia potencializa o que já vem sendo formado há anos pelas opções políticas que o governo federal vem tomando, nas decisões de priorizar os lucros, a economia e os setores mais abastados da sociedade, deixando de lado quem realmente mais precisa.”
Em entrevista ao Sinpro, a Procuradora do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal, Dra Ana Maria Villa Real, respondeu uma série de questões a respeito. A procuradora é uma assídua representante e ativa na luta contra o trabalho infantil no país.
O que é, e o que caracteriza o trabalho infantil?
O conceito de trabalho infantil está relacionado à idade mínima permitida para o ingresso no mercado de trabalho em cada país e ao respeito às condições protetivas impostas ao labor do trabalhador adolescente. No Brasil, a idade mínima para o ingresso no mercado de trabalho é 16 anos. Há uma hipótese excetiva a esse limite etário que é a prática da aprendizagem profissional a partir dos quatorze anos, lembrando que a aprendizagem profissional é um contrato formal e especial de trabalho, em que intervêm o/a aprendiz, a empresa e a entidade formadora ou qualificadora. Em resumo: antes dos 14 anos, nenhuma criança ou adolescente pode trabalhar. Entre 14 e 16 anos incompletos, só como aprendiz. Entre 16 e 18 anos, o/a adolescente não pode trabalhar no período da noite ou em atividades perigosas ou insalubres. Além disso, o/a adolescente não pode trabalhar em atividades que pela sua natureza ou condições em que são exercidas possam trazer outros prejuízos à saúde, segurança e moral, bem como à frequência escolar.
Ondeo trabalho infantil está mais empregado no país?
O maior índice de trabalho infantil urbano está nas ruas e feiras livres, seguidos do trabalho infantil doméstico e em atividades de construção civil. E há um quantitativo expressivo de trabalhadores infantis na agricultura, sendo um número elevado com idade entre 5 a 13 anos, faixa etária em que qualquer tipo de trabalho é proibido.
Quais os desafios em combatê-lo?
Primeiramente, é preciso convencer a sociedade da perversidade e da nocividade que o trabalho infantil representa, porque, embora proibido, ainda é naturalizado para crianças e adolescentes negras, pobres e periféricas, e visto como a única alternativa para se evitar o ingresso no mundo das drogas ou na trajetória infracional, como se não houvesse outro caminho para eles e elas. Mas há o da escola, da escola integral, das atividades de contraturno ou mesmo o da aprendizagem profissional ou do emprego protegido. E quando me refiro à aprendizagem e ao emprego protegido, falo de adolescentes com idade igual ou superior a 14 anos. A sociedade precisa estar informada e consciente de que o trabalho infantil é uma violação de direitos, até para que possa exercer o devido controle social, inclusive através do voto. Além disso, falta comprometimento do Estado (Executivo, Legislativo, Judiciário e demais instituições), mas sobretudo dos Executivos Federal, Estadual e Municipal. Ou o Estado incorpora o valor da infância e assegura a crianças e adolescentes seus direitos fundamentais com prioridade absoluta, como impõe a Constituição Federal, ou continuará sendo o maior violador dos direitos de crianças e adolescentes. Há outros aspectos que precisam ser enfrentados pelo Governo, agora agravados com a pandemia: altos índices de desemprego, a alta informalidade, a desproteção social, trabalhista e previdenciária, a falta de investimento na educação, entre outros.
Quais políticas públicas que deveriam ser tomadas no combate ao trabalho infantil?
O enfrentamento ao combate ao trabalho infantil requer uma gama de políticas públicas que dialoguem entre si. Desde escolas, inclusive em período integral – e aqui não falo só de acesso, mas de políticas de manutenção de crianças e adolescentes, sobretudo adolescentes, nas escolas, melhoria dos serviços de proteção socioassistenciais, novo redesenho, cofinanciamento e necessidade de monitoramento das ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, o PETI, melhoria da proteção trabalhista, combate à informalidade, entre outros.
Segundo dados da PnadC, em 2019, 1,8 milhão crianças são vítimas do trabalho infantil. Para a senhora, por que esses números ainda são altos e o que não permite a extinção desse tipo de trabalho no país?
A redução do trabalho infantil de 2015 até os dias atuais tem sido muito tímida, de fato. E ainda não temos os dados relativos ao impacto da pandemia no trabalho infantil, que pode inclusive comprometer os avanços e conquistas obtidos até aqui. É importante salientar, porém, que as pesquisas do IBGE não mensuram duas das piores formas: o trabalho infantil no tráfico de drogas e a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes. O fator determinante para não termos erradicado o trabalho infantil até hoje é a falta de comprometimento do Estado no investimento e na formulação de políticas. Há um descaso com a infância no Brasil, porque as crianças e adolescentes exploradas e explorados são em sua maioria pretos, pardos e periféricos. É bom lembrar que no Brasil o trabalho infantil tem cor: 66% do total de trabalhadores e trabalhadoras infantis são negros (pretos ou pardos). Não podemos fechar os olhos para o racismo como causa estruturante da desigualdade social em nosso país, inclusive como fator estruturante do trabalho infantil.
Precisamos perseguir o nosso projeto de nação, em que todas as infâncias sejam iguais e livres de trabalho; em que todas as crianças e adolescentes possam desenvolver-se plena, integral e sadiamente.
Sinpro convida aposentados para reunião nesta segunda (14). Em pauta: curso de formação política
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro, por meio das secretarias de Assuntos dos Aposentados e de Formação, convida o coletivo de aposentados(as) para uma reunião ampliada virtual sobre a possibilidade de implementação de um curso de formação de forma remota. A reunião será realizada na próxima segunda-feira (14), às 15h, pela plataforma Zoom.
Os(as) interessados(as) poderão solicitar o link pelos telefones 99836-0396 (Consuelita), 99943-0217 (Elineide) e 99271-7399 (Silvia Canabrava). Não deixe de participar!
O Sinpro informa, com muita tristeza, o falecimento da professora Andrea Pinto Nascimento, nesta sexta-feira, 11. Perdemos Andrea, aos 51, para complicações da Covid-19. A nós, sobra indignação ao pensar que ela poderia ter sido poupada se a vacina tivesse lhe chegado.
Andrea estava aposentada há um ano, era da regional de Taguatinga, onde lecionou Educação Física.
O velório acontecerá neste sábado, 12, às 12h30, na capela 5 do cemitério Campo da Esperança. O sepultamento será às 15h.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza com a dor da família e amigos, e envia tristes condolências.
Inscrições abertas para o curso de formação continuada em psicomotricidade
Jornalista: Luis Ricardo
O Instituto de Ensino e Pesquisa em Saúde e Educação (IEPSE) realiza o Curso de Formação Continuada em Psicomotricidade: O Jogo Psicomotor. Objetivo do curso, que já está com as inscrições abertas pelo site www.iepse.com.br, é promover o conhecimento sobre o Jogo Psicomotor, sua relação com o desenvolvimento infantil e as possibilidades de intervenção que ele proporciona.
Poderão fazer o curso: estudantes e profissionais da área da Psicomotricidade, Educação, Educação Física, Psicologia infantil, Terapia Ocupacional, Fisioterapia e outras áreas afins. O curso vai do dia 9 de junho a 10 de julho, sempre às quartas (19h30 às 21h30) e sábados (16h às 18h).
Para se matricular será necessário RG e CPF, diploma de Graduação ou Histórico Acadêmico do último semestre de graduação, e comprovante de residência com CEP. Ao todo serão 10 encontros de 2horas/aula, com carga horária total de 40 horas. As aulas serão remotas e dadas pela plataforma Google Meet.
Investimento: R$ 180 à vista (via transferência bancária) ou R$ 200 dividido em 3 parcelas.
Temas do Conteúdo Programático:
– O Jogo no contexto social e acadêmico
– O Jogo Psicomotor: Um olhar para o desenvolvimento humano
– O Jogo Psicomotor e a criança com neurodesenvolvimento típico e atípico
– O Jogo Sensório-motor
– O Jogo Simbólico
– O Jogo Social
– O Jogo de luta e Perseguição
– Possibilidades de atuação com Jogo Estruturado e Jogo livre.
– Avaliação do desenvolvimento por meio do jogo Parte I
– Avaliação do desenvolvimento por meio do jogo Parte II
Tuitaço agora: ação nas redes contra o trabalho infantil com a hashtag #NãoaoTrabalhoInfantil
Jornalista: Maria Carla
Neste sábado, 12 de junho, é Dia Mundial de Combate Trabalho Infantil. A CUT e o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil convidam a todos e todas a participarem da ação nas redes/ tuitaço, nesta sexta-feira (11), das 10h às 13h, que visa a sensibilizar os usuários da rede social para a importância de identificar e combater essa forma de abuso.
Publiquem textos, compartilhem imagens, matérias, pesquisas e opiniões sobre o tema. No Twitter, postem, retuitem e comentem com a hashtag: #NãoaoTrabalhoInfantil
Link com materiais para usar em todas as redes https://bit.ly/3pKCokv
Professor premiado pelas obras literárias lança, em julho, 2º volume de Amber9
Jornalista: Maria Carla
A vida imita a arte ou arte imita a vida? Um dos gênios da literatura irlandesa, o escritor, poeta e dramaturgo Oscar Wilde, dizia que “a vida imita a arte mais do que a arte imita a vida”. Até hoje ninguém sabe definir isso direito. Essa dúvida atravessa o tempo. Uma das provas dessa indecisão através dos anos é o caso de Amber Elisabeth Halsey. Ela recoloca a arte diante do dilema: a vida imita a arte ou a arte imita a vida?
Amber descobriu que a vida não é controlada por nossas próprias ações e, sim, por um conjunto de condições. A suas descobertas sobre a vida levam a gente a se perguntar também se somos pré-estabelecidos naquilo que somos e a indagar: o ato em si de ter uma certa habilidade me marca, consecutivamente, para estabelecer que serei escravo disso?
Em sua trajetória, Amber tem de aprender, nos passos da história, o que realmente ela é. Com esse aprendizado, ela nos remete a outro dilema notificado também na literatura da região em que se localiza a Grã-Bretanha: “ser ou não ser, eis a questão”.
Esse dilema “ser ou não ser, eis a questão” foi instigado pela peça “A tragédia de Hamlet”, príncipe da Dinamarca, cujo autor é nada mais nada menos do que outro gênio da arte literária: William Shakespeare. Os dilemas de Amber vão nessa direção de nos levar a pensar acerca do tema da identidade.
Perante os impasses da vida, Amber se vê, constantemente, diante de possibilidades de futuro que podem lhe trazer consequências nem sempre dentro do que ela espera ou deseja. Ações que colocam em xeque sua construção como ser humano e brincam com os conceitos de outra dubiedade, geralmente, trazida pela filosofia, política, sociologia e, sobretudo, antropologia: “sou fruto do meio ou não?”
Ficção científica e premiações
Amber 9 é uma obra de ficção científica, cuja história contém doses de aventura, ação e drama, com ênfase em autodescoberta e amadurecimento, mas, acima de tudo, sobre seres humanos. Para conhecer a vida de Amber e mergulhar na filosofia da vida, contudo, não precisa atravessar o Oceano Atlântico e saber ler em inglês, basta adentrar na obra do colega de trabalho Nando Alves, que, nas horas que sobram, depois de exercer sua profissão de alfabetizador, na Escola Classe 218, de Santa Maria, dedica-se à literatura infanto-juvenil.
Nando Alves é o criador da personagem Amber Elisabeth Halsey e, embora a história não tenha nenhuma relação com experiências reais, ela surgiu da vivência dele, quando passou um tempo no sul dos Estados Unidos da América (EUA). “O ambiente e as pessoas me deram o caminho para a criação de todos os personagens que, aos poucos, ganharam vida”, diz. Ele conta que os primeiros rascunhos foram escritos ainda lá. “Mas foi no meu retorno para o Brasil que a aventura ganhou corpo e o tempero brasileiro não só em um dos personagens como também no seu DNA”, informa.
Amber 9 é o tipo de obra clássica que, embora seja indicada para jovens a partir dos 16 anos e não seja, deliberadamente, filosófica, ela leva o(a) leitor(a) a filosofar, ou seja, a refletir sobre a vida e alcança todas as idades. Dividida em dois volumes de um pouco mais de 500 páginas cada, o livro teve seu primeiro volume lançado em 2018 e recebeu três prêmios de melhor ficção científica juvenil, o Watty Award.
Também recebeu, duas vezes seguidas, o Pétalas de Ouro, como melhor obra de ficção científica na literatura virtual. Foi muito bem recebido pelo público. O Amber 9 Volume 1 passou de 1 mil copias impressas vendidas e mais de 3 mil virtuais. Em setembro de 2021, o livro 1 será lançado no mercado internacional. “Estou fechando a revisão da versão em inglês neste exato momento”, comemora o autor.
Lançamento de segundo volume previsto para julho e, no exterior, em setembro
Nando informa que o segundo volume, intitulado Amber 9 – Sombras,será lançado agora, em julho de 2021. Para o professor, os dois volumes podem ser adotados na rede pública de ensino. “Não veria problema, entretanto, ele é mais indicado para jovens a partir dos 16 anos”, afirma. Autor de obras literárias infanto-juvenis, Nando Alves conta que é escritor de quadrinhos desde 1989.
O “Amber 9 – Sombras”, a ser lançado em julho/2021, é seu quinto projeto literário. “Sou professor desde 1994, mas já trabalho com quadrinhos desde 1989. Comecei publicando histórias de terror e suspense na antiga editora D’art de São Paulo. Disso já fiz trabalhos com heróis nacionais, suspense e infantil, como shadow writer (escritor de aluguel) para diversas editoras no Brasil e no exterior. Tenho trabalhos publicados em vários países e em línguas que nem sei pronunciar. Fiz também algumas peças de teatro, músicas e poesias utilizando tanto meu nome de batismo como meus pseudônimos”.
Sobre a arte de lecionar, ele confessa que é professor alfabetizador desde de sempre. “Mesmo tendo passado um período dando aula de inglês para o Ensino Médio, não consigo me ver longe do trabalho com crianças. São quase 30 anos com elas e atuando em Santa Maria. É um público que vi crescer e que, em muitos casos, acabou se tornando meu amigo. Escrever para esse público faz bem, pois me coloca, novamente, em um tempo em que as coisas pareciam mais simples, além de me manter ligado nas novidades”.
Nando adora o conceito da boa diversão. “Além de ser isso uma ótima diversão, a ideia é fazer a pessoa pensar a respeito de identidade. Mostrar que esse conceito vai muito mais além daquilo que podemos ver e especular. De que podemos a cada passo que damos definir, refinar e até mesmo mudar, completamente, nossos destinos, contudo, deixando claro que, independentemente do que podemos fazer, as pessoas em nossa volta são fundamentais para essas decisões. Sejam elas boas ou ruins”, declara Alves.
Ele não sabe definir onde começa e termina a relação de sua obra com sua atuação no magistério. “Não sei onde uma começa e a outra termina. Escrevo porque sei que histórias tocam as pessoas e influenciam também em seu trato com o outro. Quando leio, escrevo ou, simplesmente, conto uma história para uma criança ou adolescente, sinto que planto algo especial ali dentro. Tenho consciência de que nem sempre essa semente irá germinar, mas faço porque é o certo”, assegura.
O volume 1 de Amber 9 pode ser adquirido por pelo WhatsApp e pelo Amazon. “Como estamos vivendo uma pandemia, os livros podem ser comprados, diretamente comigo, pelo meu WhatsApp 61 9 9257-7762, ou, virtualmente, pelo Amazon”, avisa.
O autor de Amber 9 e Amber 9 – Sombras, dentre outras obras de literatura infantil, diz que recebe muitos retornos sobre sua produção. “Há um site chamado SkOOb, no qual os leitores falam direto com os escritores, fazendo críticas e elogios muito úteis. Já com as crianças, eu tenho dois livros infantis que não canso de olhar ano após ano seus olhos [os olhos das crianças/estudantes] diante das aventuras de meus personagens que, em muitos casos, são construídos a partir deles”, finaliza.
A categoria do magistério público perdeu nesta quinta-feira (10) uma grande militante em defesa da Educação plural, universalizada e emancipadora. Vítima de câncer na medula, a professora Cleusa de Medeiros, de 62 anos, será eternamente lembrada pela alegria de viver e pela luta em defesa do respeito e da valorização da categoria. O velório será neste sábado (11/6), das 8h às 11h, em Ibia (MG), sua cidade natal.
Professora Cleusa Medeiros
Cleusa trabalhou na Secretaria do Estado de Educação do DF por 25 anos. Ao mesmo tempo em que se dedicava ao processo do ensino-aprendizado nas salas de aula, somava também nas greves e manifestações promovidos pelo Sinpro-DF.
O Sinpro-DF se solidariza com os familiares e amigos da companheira Cleusa e deseja que a força e a história da professora se eternizem na luta daqueles que continuam a jornada.