Abaixo assinado em apoio à Comunidade Pesqueira e Quilombola Conceição de Salinas – BA
Jornalista: Luis Ricardo
Conceição de Salinas (BA) é uma comunidade tradicional negra, pesqueira e quilombola que exibe vínculos ancestrais profundos com o território. Nos últimos anos, a comunidade tem enfrentado uma série de ataques e campanhas difamatórias, perpetrados por forças políticas e econômicas locais, que violam os seus direitos ao autorreconhecimento e expropriam o seu território, que é alvo de interesses comerciais e especulativos de pessoas poderosas.
Em resposta a essas violências, o Grupo de Pesquisa Educação, Saberes e Decolonialidades da Universidade de Brasília (Gpdes/UnB), juntamente com outros parceiros, está conclamando a comunidade acadêmica e a comunidade civil organiza a participar de uma ação em defesa da comunidade.
Você pode apoiar a comunidade assinando o abaixo assinado e compartilhando entre seus contatos e redes sociais. Para assinar o documento, clique aqui.
É com grande pesar que o Sinpro informa o falecimento da professora Ana Cristina Rocha. A educadora tinha 49 anos e faleceu na manhã desta quinta-feira (24) em decorrência da COVID-19.
Tia Cris, como era carinhosamente conhecida, era coordenadora da Escola Rural Vale Verde em Planaltina -DF. Infelizmente a professora foi mais uma vítima desta doença tratada com tanto descaso pelo governo. É triste e revoltante que ela não tenha tido a oportunidade, a tempo, de se vacinar.
O Sinpro lamenta a perda de mais uma colega de educação e se solidariza com os familiares e amigos neste momento de dor. O velório de Ana Cristina será na Igreja Presbiteriana Filadélfia, restrito apenas para alguns amigos e familiares, e o corpo será cremado entre quinta (24) e sexta-feira (25).
Em Brasília, povos originários protestam contra projeto de demarcação de terras
Jornalista: Luis Ricardo
Um grupo de índios realizou protesto nesta 3ª feira (15.jun.2021) na Esplanada dos Ministérios contra o PL 490/2007, que trata da demarcação de terras indígenas. Uma faixa com os dizeres “Justiça aos povos indígenas” foi estendida na região central de Brasília. O ato faz parte da série de protestos que índios de diferentes regiões do país estão realizando desde a ultima semana.
O projeto em questão pode dificultar o processo de demarcação e facilitar obras e exploração de recursos naturais em terras indígenas.
A líder dos índios e coordenadora-executiva da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), Sonia Guajajara, afirmou que os manifestantes também reivindicam a retirada de garimpeiros da terraindígena Munduruku, no Pará, e Yanomami, em Roraima.
Os índios estão no acampamento Levante pela Terra, ao lado do Teatro Nacional, próximo à Esplanada dos Ministérios. Guajajara disse que eles farão um novo ato na próxima 4ª (16.jun.2021).
Na 3ª feira (8.jun.2021), um grupo de indígenas subiu a rampa do Congresso Nacional e protestou contra o mesmo projeto. Na ocasião, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro.
NOTA DE PESAR – PROFESSORA ROSILENE MARTINS DA SILVA
Jornalista: Geovanna Santos
É com profundo pesar que o Sinpro informa o falecimento da professora Rosilene Martins da Silva. A educadora faleceu no último domingo (20), no hospital DF Star, em Brasília, de tumor cerebral.
Rosilene tinha 52 anos e era coordenadora e professora de Geografia nos centros fundamentais 05 e 07 de Sobradinho. Com isto, deixou um legado muito importante para seus alunos e colegas de trabalho, a qual se dedicou durante muitos anos à educação.
O velório e sepultamento ocorreram nessa segunda-feira (21), às 14h, no Cemitério da Formosinha, em Formosa-GO.
O Sinpro expressas suas condolências e sentimento de solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor.
Professores são substituídos por aulas gravadas; as trocas coletivas, pelo ensino remoto; robôs para atender alunos. Discurso de modernização é usado para corte de verbas e precarização. Evitar distopia requer “trabalho vivo” e disputar as tecnologias
Sabemos o quanto cresce o mercado informal e, principalmente com a pandemia, temos ainda mais pessoas desempregadas, desalentadas e trabalhadores em condições precarizadas e pejotizadas [1]. As mudanças tecnológicas, que trazem consigo avanços exponenciais importantíssimos, também atingem e alteram diretamente as formas de exploração da mais-valia [2]. Dentre diversas categorias expostas à pandemia, os professores têm ficado no centro de uma polarização que coloca suas vidas em contraponto a uma pressão pela volta às aulas presenciais. Ao mesmo tempo, avança o debate do ensino híbrido para o pós-pandemia, com práticas de substituição de professores por robôs e turmas lotadas no ensino remoto. Em meio a tudo isso, onde fica o direito à vida digna, à saúde e à educação?
Tecnologia e Trabalho
A uberização é um processo no qual as relações de trabalho são crescentemente individualizadas e invisibilizadas, assumindo, assim, a aparência de prestação de serviços mediado pela tecnologia, aumentando a terceirização e a informalidade [3]. Um dos exemplos é o chamado “zero hour contract” (contrato de zero hora), que tem origem no Reino Unido e se multiplica pelo mundo ao permitir contratação de trabalhadores e trabalhadoras das mais diversas atividades, que ficam o tempo todo a disposição de uma plataforma digital, sem qualquer estabilidade ou vínculo trabalhista; e o chamado “sistema 9-9-6”, o qual significa trabalhar das 9 a.m até as 9 p.m, por 6 dias por semana.
Com a ampliação da informalidade no mundo digital, a expansão dos trabalhos autônomos e do empreendedorismo como suposto prêmio de contraponto à estabilidade do vínculo trabalhista, configura-se cada vez mais uma forma de assalariamento do trabalho, que frequentemente se traduz no proletário de si próprio, que autoexplora seu trabalho [4].
Como consequência dessas novas relações digitais de trabalho, o processo tecnológico-organizacional-informacional pode eliminar de forma crescente uma quantidade incalculável de força de trabalho, a qual se torna supérflua e sobrante, sem empregos e sem seguridade social. Assim sendo, mesmo com uma parcela de novos postos de trabalhos sendo criados para demandas cada vez mais complexas e específicas, ainda tem-se um crescente aumento de subempregos e precarização [5].
Surgem questões, pois até que ponto o ensino remoto, que deveria expandir e ultrapassar os limites da vivência acadêmica, não irá substituir professores por aulas gravadas? Ou até mesmo limitar a reflexão e o processo de aprendizagem ao inserir Inteligência Artificial e lógicas robotizadas para interagir com os estudantes? Até que ponto será preservada a função social das universidades e garantir o tripé de Ensino, Pesquisa e Extensão?
Para o mundo do trabalho, a principal consequência poderá ser a ampliação do trabalho morto [6] (mais maquinário digital, Inteligência Artificial, Algoritmos, Big Data e outras tecnologias emuladoras da realidade) como dominante e condutor de todo processo produtivo e com a consequente redução do trabalho vivo.
Ainda assim, é determinante ressaltar que não estão nas novas tecnologias em si os problemas a serem enfrentados, mas sim na instrumentalização destas tecnologias para pautar agendas de precarização do ensino que visam cumprir um desmonte das universidades brasileiras. Além do mais, especialmente no contexto de ensino-aprendizagem, é impossível dissociar educação e tecnologia; pelo contrário, ambas devem estar associadas pela qualificação do processo formativo.
Educação com Tecnologia
Nesse sentido, a tecnologia – abstrata e impalpável – não deve pautar unilateralmente a metodologia educacional e as práticas pedagógicas. Pelo contrário, a tecnologia – material e traduzida à realidade – deve servir como instrumento para ampliar e qualificar técnicas de ensino e metodologias que possam alcançar ainda mais estudantes. Isto é, não deve existir uma dicotomia e polarização entre “novas tecnologias” vs. “qualidade da educação”, uma vez que tais novas tecnologias podem e devem ser empregadas quando servirem ao princípio de aprimoramento da qualidade da educação. Caso contrário, qual o sentido?
Vale ressaltar que as profundas transformações da indústria 4.0 poderão impactar de diversas maneiras os mais diversos setores da nossa sociedade; e o debate educacional não estará isento deste processo. Se faz necessário debater constantemente este tema no âmbito acadêmico e pedagógico para evitar que o avanço das tecnologias sirvam de argumento para uberizar e precarizar a educação, submetendo nossos professores, estudantes e trabalhadores da educação à barreiras diversas no processo formativo.
Alertar também a tendência do atual Governo Federal brasileiro às políticas de enfraquecimento dos vínculos trabalhistas, menor proteção social e cortes no orçamento na pesquisa e educação. Sendo assim, agendas econômicas, como tal, podem ir ditando a forma com que essas novas relações vão se materializando na sociedade.
Olhando pela assistência social para as relações trabalhistas, por exemplo, na perspectiva do projeto ético-político da profissão, essas reflexões são fundamentais para compreender sob quais condições estarão submetidos trabalhadores e trabalhadoras, observando os mais atuais desdobramentos da Indústria 4.0 e seus impactos na exploração do trabalho, possibilitam formas de intervir que dialogam com as necessidades contemporâneas.
Na práxis, as mudanças tecnológicas nada mais são do que oportunidades de ou se avançar pela democratização de práticas que tragam o bem-estar à sociedade, ou, por outro lado, se concentrar tecnologia para domínio de classes. Cabe ao povo e aos trabalhadores se organizarem para que os rumos de novas tecnologias sirvam exatamente ao próprio povo, especialmente quando diz respeito à educação brasileira. Caso contrário, qual futuro distópico podemos esperar?
[6] – Marx, K. O capital: crítica da economia política, Livro I: O processo de produção do capital (trad. Rubens Enderle, São Paulo, Boitempo, 2013, coleção Marx-Engels).
Quem precisa tem urgência. É o caso da professora Rosimeire Azevedo, que atuou na Escola Classe (EC) 01, da Candangolândia, enfrenta um câncer e sérias dificuldades financeiras. Com o benefício do INSS parado por causa da incompetência e da morosidade dos atuais governos, ela não começou e receber os seus recursos financeiros.
Ela já está sendo acompanhada por advogados, mas ainda não conseguiu resolver o problema. Enquanto isso, enfrenta necessidades.
Os(as) colegas da EC 01 pedem ajuda à categoria porque Rosimeire precisa pagar o aluguel e bancar outras necessidades básicas e suas economias acabaram. Ela descobriu o câncer de mama há quase 1 ano. “Quem puder contribuir com qualquer quantia ajudará muito! Se não puder contribuir financeiramente, por favor, ajude a divulgar”, pedem os(as) colegas da EC01.
Oposição entrega a Lira manifesto de entidades contrárias ao homeschooling
Jornalista: Luis Ricardo
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Líderes da oposição ao governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados entregaram nesta terça (15) ao presidente da Casa, o deputado Arthur Lira (PP-AL), o manifesto com a adesão de 400 entidades contrárias à adoção do homeschooling no país. As instituições signatáras condenaram a educação domiciliar e afirmaram se tratar de “extremo risco” e de “mais um ataque à educação”.
“A educação que defendemos e que os Constituintes defenderam é aquela com a mais ampla abrangência: inclusiva, diversa, promotora da cidadania, formadora para o mundo do trabalho em sua complexidade, garantidora de aprendizados”, afirmou Rosa Neide. “Não podemos admitir a ideia de que as crianças e adolescentes devem ser protegidos da escola e de seus professores. Eles devem ser protegidos do isolamento da sociedade”.
A CNTE segue mobilizada comcampanha nas redes sociaisdenunciando os perigos dos projetos que tentam regulamentar a Educação Domiciliar e pressionando paralementares.
Professor aborda reflexão sobre existência, vida e morte em exposição fotográfica
Jornalista: Vanessa Galassi
Vida eterna para alguns, fim de tudo para outros. Falar da morte é também falar de vida; é refletir sobre a própria existência, mesmo que seja a partir do deixar de existir de outra pessoa. Essa e outras provocações são feitas pelo professor e fotógrafo Cleber Cardoso Xavier, na exposição “Insistir no existir”. Com curadoria de Simone Oliveira, a instalação fotográfica vai até dia 30 de junho, na Galeria Olho de Águia, em Taguatinga. A visitação é gratuita e pode ser realizada de terça a sábado, das 17h às 23h.
Cleber Cardoso Xavier expõe cerca de 50 fotografias clicadas durante mais de duas décadas no Brasil, Peru e Chile. Nos registros, o artista examina e documenta desde a organização do espaço fúnebre até objetos arquitetônicos que recebem os corpos sem vida, dando atenção aos detalhes estéticos e ornamentais que compõem o repositório de memórias familiares.
A exposição também traz uma reflexão autobiográfica do professor e fotógrafo, que no registro das fotografias revive memórias da infância, como o velório da avó materna e os cortejos fúnebres realizados no interior de Goiás, onde passou boa parte da vida. Na instalação fotográfica, Cleber Cardoso Xavier ainda aponta o interesse pelo assunto morte e vida pela perspectiva religiosa, como a crença na vida após a morte e a reencarnação.
“Uma das intenções desta exposição é provocar o espectador quanto ao seu existir, suas relações, suas memórias e seus sentimentos para consigo próprio e para com o outro; seja este outro o meio ambiente, o caminhante desconhecido, o ente familiar mais próximo ou até
mesmo o ser esquecido no fundo da gaveta da memória que não mais ocupa lugar de destaque no olhar”, reflete Cleber Cardoso Xavier.
Serviço Exposição fotográfica – Insistir no existir, por Cleber Cardoso Xavier
Local: Galeria Olho de Águia
Endereço: CNF 1, Ed. Praiamar, Lj12 – Taguatinga-DF
Data: de 16 de junho a 30 de junho
Horário de visitação: das 17h às 23h
Instagram: @ccxavier @galeriaolhodeaguiaoficial
VIII Seminário Internacional da Rede ASTE debate Sindicalismo em Educação
Jornalista: Luis Ricardo
A Rede de Pesquisadores sobre Associativismo dos Trabalhadores em Educação (Rede) realiza, de 9 a 13 de agosto, o VIII Seminário Internacional da Rede ASTE. Com o tema Sindicalismo em Educação, Trabalho, Pandemia e crises do capitalismo contemporâneo, o seminário tem como objetivo prioritário dar continuidade ao processo de intercâmbio e aprofundamento da discussão sobre os fundamentos teórico-metodológicos das pesquisas sobre sindicalismo em educação.
A rede ASTE é um espaço aberto a pesquisadores, centros e núcleos de pesquisas, sindicalistas, trabalhadores da educação e estudantes que buscam divulgar e debater suas produções sobre associativismo e sindicalismo em educação.
O VIII Encontro será composto de mesas de abertura, de debates e de encerramento; e mesas temáticas com apresentação de comunicações e/ou relatos de experiências.
O encontro será remoto, com apoio de plataforma digital.
Com pesar, o Sinpro informa o falecimento da professora Dalva Maria de Carvalho Rodrigues na última sexta-feira, 11. O velório e o sepultamento aconteceram no sábado, 12, no Cemitério de Taguantinga.
Com apenas 56 anos, Dalva foi vítima da Covid-19 e da omissão dos governos, já que poderia ter sido salva se a campanha de vacinação a tivesse incluído a tempo. Tal constatação causa profunda indignação a tristeza ainda maior. Ela faleceu no hospital de campanha da Ceilândia.
Dalva era professora de Atividades e atuava na regional de Brazlândia, na Escola Classe 01 Incra 08. Deixa inconsoláveis seus colegas e estudantes.
A diretoria colegiada do Sinpro expressa suas sinceras condolências aos amigos e à família de Dalva.